Categoria: Brasil

  • Novo regulamento reduz prazos de espera para doação de sangue e amplia rastreabilidade

    Novo regulamento reduz prazos de espera para doação de sangue e amplia rastreabilidade

    A Portaria GM/MS nº 11.685/2026, publicada em 3 de julho e com vigência a partir de outubro, altera regras para a doação de sangue no Brasil. As mudanças têm como objetivos reforçar a segurança das transfusões, aumentar a rastreabilidade do sangue e atualizar os critérios de triagem segundo avanços laboratoriais e o cenário epidemiológico, segundo o Ministério da Saúde e informações da Agência Brasil.

    Redução de prazos para procedimentos estéticos e tatuagens

    Uma das principais alterações é a diminuição do tempo de espera para doação por pessoas que fizeram tatuagem, maquiagem definitiva ou procedimentos estéticos, como aplicações de toxina botulínica, preenchimento e microagulhamento. Nesses casos, a doação poderá ocorrer após sete dias desde o procedimento, desde que o local onde ele foi realizado esteja em conformidade com normas de segurança.

    Se não for possível avaliar a conformidade do estabelecimento, o prazo volta a ser mais longo: nesses casos, a restrição sobe para quatro meses antes da doação.

    Piercings, endoscopia e anabolizantes

    Para quem tinha piercing na boca ou na região genital, o novo regulamento estabelece que a doação poderá ser feita quatro meses após a retirada do acessório.

    O intervalo exigido também foi reduzido para outros procedimentos: o prazo para doadores que passaram por endoscopia ou usaram anabolizantes sem prescrição médica caiu de seis para quatro meses.

    Novos exames e rastreabilidade

    O Ministério da Saúde informou que o exame NAT Plus, desenvolvido por Bio‑Manguinhos/Fiocruz, será adotado. Esse teste detecta HIV, hepatites B e C e também o parasita causador da malária em bolsas e amostras de sangue.

    Com a triagem para malária, pessoas que estiveram em áreas endêmicas ou expostas a regiões de mata, bosque ou floresta poderão doar após 30 dias, em vez do prazo atual de até um ano, segundo a portaria e a pasta.

    Além disso, as bolsas e amostras passarão a ser identificadas pelo padrão internacional ISBT 128, que permite rastreabilidade desde a coleta até a transfusão e o envio de plasma para fabricação de medicamentos, reduzindo riscos de erro de identificação.

    Validade de plaquetas e faixa etária dos doadores

    Outra mudança operacional prevê o aumento da validade dos concentrados de plaquetas: de cinco para até sete dias. Essa alteração deverá ampliar a disponibilidade do componente para pacientes com câncer, doenças hematológicas ou que necessitam de transfusões frequentes, conforme a justificativa do Ministério da Saúde divulgada pela Agência Brasil.

    O novo regulamento também flexibiliza a idade para doação: pessoas com mais de 70 anos poderão doar sangue. Atualmente, 70 anos é o limite em vigor; a portaria permite que doadores regulares continuem a doar ao completar 70 anos desde que estejam saudáveis, respeitem a frequência e os intervalos permitidos para sua faixa etária e sejam considerados aptos na avaliação clínica do serviço de hemoterapia.

    Como proceder para doar

    Quem tem interesse em doar deve procurar o hemocentro mais próximo e consultar horários de atendimento. É preciso passar pela triagem clínica no local, que avaliará se o candidato está apto a doar de acordo com os novos critérios estabelecidos pela portaria.

    As mudanças entram em vigor em outubro e constam da Portaria GM/MS nº 11.685/2026; as informações foram divulgadas pelo Ministério da Saúde e reportadas pela Agência Brasil.

  • AGU pede à Justiça da Flórida arquivamento de ação contra Alexandre de Moraes

    AGU pede à Justiça da Flórida arquivamento de ação contra Alexandre de Moraes

    A Advocacia-Geral da União (AGU) pediu nesta quarta-feira (12) à Justiça da Flórida que seja arquivado o processo que Rumble e Trump Media movem contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, segundo informou a imprensa brasileira.

    Argumento central da petição

    Na petição enviada ao tribunal norte-americano, a AGU sustenta que a legislação dos Estados Unidos reconhece a imunidade e a soberania de Estados estrangeiros diante de ações judiciais em território americano. O argumento faz parte da defesa oficial do ministro, que tem suas medidas vinculadas à atuação jurisdicional no Brasil.

    Referência às decisões do STF

    A AGU também destacou que as decisões de Alexandre de Moraes contestadas pelas empresas foram referendadas pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal. A Primeira Turma do STF é composta por cinco ministros, conforme apontado pela fonte que cobriu o pedido da AGU.

    Acusações de Rumble e Trump Media e tramitação processual

    Rumble e Trump Media acusam Moraes de ordenar a suspensão de perfis pertencentes a brasileiros que vivem nos Estados Unidos, citando, entre outros, o blogueiro Allan dos Santos. As empresas alegam que essas suspensões decorreram de medidas adotadas porque os alvos são acusados de promover ataques antidemocráticos contra o Supremo.

    Em maio, um tribunal norte-americano determinou que Alexandre de Moraes fosse intimado por e-mail para apresentar defesa no processo. Essa decisão de processamento eletrõnico ocorreu depois de o Superior Tribunal de Justiça (STJ) ter negado o pedido das empresas para que a notificação fosse feita por carta rogatória — procedimento usado para comunicações oficiais a pessoas que residem no exterior e que requer autorização do STJ.

    O pedido de arquivamento protocolado pela AGU constitui a resposta formal do Brasil à ação movida nos Estados Unidos, com base em argumentos de soberania e na confirmação interna das medidas questionadas.

    Implicações processuais e contexto jurídico

    O episódio combina elementos de direito internacional e de controle de decisões de autoridades judiciais nacionais por cortes estrangeiras. A AGU fundamentou-se na existência de normas norte-americanas que tratam da imunidade de jurisdição de Estados estrangeiros; além disso, vinculou a controvérsia ao aval dado por instância colegiada do Supremo.

    Segundo a cobertura da imprensa, o caso já tem histórico de instrumentalidade processual entre os sistemas jurídico brasileiro e norte-americano, com tentativas das empresas demandantes de formalizar a notificação a Moraes por meio de carta rogatória e a decisão posterior do tribunal dos EUA para intimação por e-mail.

    Fontes e próximos passos

    As informações sobre o pedido de arquivamento e a tramitação citada foram publicadas pela Agência Brasil. A matéria da agência relata a petição da AGU, as alegações das empresas autoras da ação e os atos processuais que ocorreram até maio referente à citação por e-mail e à negativa do STJ ao uso da carta rogatória.

    Não houve, na cobertura consultada, anúncio sobre decisões subsequentes do tribunal da Flórida a respeito do pedido de arquivamento, nem menção a prazos processuais específicos. Qualquer desdobramento dependerá de atos e comunicações oficiais das instâncias envolvidas.

  • CBL anuncia vencedores do 3º Prêmio Jabuti Acadêmico em cerimônia em São Paulo

    CBL anuncia vencedores do 3º Prêmio Jabuti Acadêmico em cerimônia em São Paulo

    A Câmara Brasileira do Livro (CBL) anunciou, na noite de terça-feira, 11 de agosto de 2026, os vencedores da 3ª edição do Prêmio Jabuti Acadêmico em cerimônia realizada no Teatro Sérgio Cardoso, em São Paulo. A premiação, criada em 2024, é dedicada a obras acadêmicas, científicas e técnicas e engloba 27 categorias distribuídas em dois eixos: Ciência e Cultura e Prêmios Especiais.

    Vencedores por categorias e obras premiadas

    Entre os premiados, figuram títulos que tratam de temáticas contemporâneas e de questões históricas que permanecem relevantes, como mudança climática, desigualdade social, memória da ditadura e saberes tradicionais indígenas e africanos. Na categoria Antropologia, Sociologia, Demografia, Ciência Política e Relações Internacionais, o primeiro lugar foi para O jeito Yanomami de pendurar redes (Editora Perspectiva), de Thiago Benucci.

    Em Economia, o prêmio coube a A loteria do nascimento: filha do porteiro termina universidade, mas não alcança filho do rico (Editora Jandaíra), de Fillipi Nascimento e Michael França. Nas Ciências Agrárias e Ciências Ambientais, o vencedor foi Saúde do solo em ecossistemas tropicais: a base para mitigação e adaptação às mudanças climáticas (Editora Fundação de Estudos Agrários Luiz de Queiroz), de Carlos Eduardo Pellegrino Cerri, Carlos Roberto Pinheiro Junior, Lucas Pecci Canisares e Maurício Roberto Cherubin.

    Outros vencedores incluem Brasil africano: orixás, sacerdotes, seguidores (Editora Pallas), de Reginaldo Prandi, como triunfante em Ciências da Religião e Teologia; e Crime sem castigo: como os militares mataram Rubens Paiva (Editora Matrix), de Juliana Dal Piva, em Comunicação e Informação.

    Premiação e reconhecimento

    Os autores premiados receberam a estatueta do Jabuti Acadêmico e um prêmio em dinheiro de R$ 5 mil. As editoras das obras vencedoras também foram contempladas com a estatueta, segundo a CBL. Em declaração durante a cerimônia, a presidente da CBL, Sevani Matos, destacou que a premiação celebra trabalhos que demonstram a força da pesquisa e ampliam o debate acadêmico no país.

    Homenagem a José Goldemberg e obras clássicas

    O grande homenageado da noite foi o físico, professor e pesquisador José Goldemberg, anunciado pela CBL como a Personalidade Acadêmica desta edição. Goldemberg compareceu à cerimônia para receber a estatueta e proferiu um discurso em que resgatou pontos de sua trajetória pessoal e científica. Ele ressaltou a formação na escola pública e laica, os primeiros trabalhos em física nuclear na Universidade de São Paulo (USP) e passagens por instituições no exterior, e relatou sua atuação em defesa da ciência durante o período autoritário no Brasil.

    O pesquisador lembrou também do período em que foi reitor da USP, de 1986 a 1990, e de sua transição de foco para estudos sobre energia, meio ambiente e mudanças climáticas. Citou ainda a publicação, em 1988, do livro coletivo Energy for a Sustainable World, fruto de colaboração internacional, obra apontada pela CBL como referência que influenciou a transição energética mundial. A organização ressaltou que, ao longo de mais de sete décadas de atuação, Goldemberg se consolidou como referência nas áreas de física, energia, meio ambiente e educação.

    Entre os reconhecimentos mencionados pela CBL estão o Blue Planet Prize, recebido por Goldemberg em 2008, e o Trieste Science Prize (TWAS), em 2010.

    Livro Acadêmico Clássico 2026

    Também houve homenagem à historiadora Mary Del Priore: sua obra História das Mulheres no Brasil foi escolhida como Livro Acadêmico Clássico 2026. Conforme divulgado pela CBL, a escolha visou reconhecer títulos de relevância permanente para a produção do conhecimento no país; a obra foi selecionada pela diretoria da entidade após uma consulta pública inicial.

    Contexto e próximos passos

    A iniciativa do Prêmio Jabuti Acadêmico busca dar maior visibilidade à produção editorial acadêmica brasileira, ampliando reconhecimento a autores e editoras que atuam em áreas científicas e técnicas. A lista completa dos vencedores e detalhes sobre as categorias foram divulgados pela CBL e noticiados pela Agência Brasil.

    Fonte: Agência Brasil.

  • STF valida Moratória da Soja e determina arquivamento de processos no Cade

    STF valida Moratória da Soja e determina arquivamento de processos no Cade

    O Supremo Tribunal Federal (STF) validou nesta quarta-feira a chamada Moratória da Soja, acordo celebrado por empresas do setor para impedir a comercialização de soja oriunda de áreas desmatadas. Por maioria de votos, o plenário concluiu que o pacto privado está de acordo com a Constituição e pode contribuir para a preservação do meio ambiente, segundo informação da Agência Brasil.

    Decisão do plenário e conteúdo da determinação

    Além de reconhecer a compatibilidade constitucional da moratória, o STF determinou o arquivamento de processos administrativos em tramitação no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) que questionavam o acordo e buscavam indenizações. A Corte entendeu que o pacto privado entre empresas é legítimo e não configura, em si, violação à ordem constitucional que justificasse a continuidade dessas investigações administrativas.

    Voto condutor e posições dos ministros

    O voto condutor do julgamento foi proferido pelo ministro Flávio Dino, que afirmou que a moratória existe e pode continuar a existir, ressaltando que nada impede que atores privados estabeleçam relações de compra e venda conforme suas políticas empresariais. O entendimento de Dino sobre a compatibilidade do acordo com a Constituição foi seguido pelos ministros Cristiano Zanin, Alexandre de Moraes, Edson Fachin, Cármen Lúcia e Gilmar Mendes.

    Houve, contudo, manifestações dissidentes: os ministros Dias Toffoli, Luiz Fux e André Mendonça foram vencidos em parte, por entenderem que a validade da moratória deveria ser analisada primeiramente pelo Cade e não pelo STF. Esses votos destacaram uma limitação sobre a competência da Corte para decidir diretamente sobre a matéria administrativa.

    Origem da ação e normas estaduais contestadas

    O caso chegou ao Supremo a partir de uma ação proposta pela Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove). A entidade questionou uma lei do estado de Mato Grosso que restringia a concessão de benefícios fiscais a empresas que participam de acordos privados que limitam a expansão agropecuária. Uma lei similar de Rondônia também foi objeto de contestação, apresentada pelo PCdoB.

    Segundo a informação da Agência Brasil, a matéria envolve a interseção entre políticas fiscais estaduais e pactos privados do setor produtivo voltados a evitar o uso de produtos de origem irregular do ponto de vista ambiental.

    Arquivamento no Cade

    Com a decisão do STF, os processos administrativos no Cade que questionavam a validade da moratória e pleiteavam indenizações deverão ser arquivados. A determinação do Supremo encerra, ao menos no plano judicial constitucional, a discussão sobre a compatibilidade do acordo privado com a Constituição.

    Implicações e próximas etapas

    A decisão do STF aponta que nada impede empresas privadas de celebrar pactos comerciais e políticas de compra que reflitam suas escolhas empresariais e, conforme o plenário, essas iniciativas podem ser instrumentos de proteção ambiental. O julgamento, no entanto, deixou registrada a existência de posições divergentes sobre qual instância administrativa ou judicial seria a mais adequada para analisar, em detalhes, a validade prática ou eventuais efeitos concorrenciais desses acordos.

    Como o acórdão do STF também indicou a necessidade de arquivamento de investigações no Cade, permanece aberta a possibilidade de que outras medidas administrativas ou ações civis possam ser propostas por atores com legitimidade processual, desde que se preservem os limites e competências estabelecidos pelo Judiciário e pelos órgãos administrativos.

    Fonte: Agência Brasil.

  • São Paulo reforça vacinação contra sarampo após 23 casos confirmados

    São Paulo reforça vacinação contra sarampo após 23 casos confirmados

    A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES-SP) confirmou 23 casos de sarampo no estado e orientou a vacinação da população entre 6 meses e 59 anos nas cidades de São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo. A imunização é ofertada nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) desses municípios, com a estratégia de reduzir a circulação do vírus onde os casos foram detectados.

    Casos confirmados e origem das infecções

    Da totalidade de 23 casos confirmados, dois foram classificados como importados; os demais estão relacionados a esses episódios importados, segundo a SES-SP, embora a fonte de infecção ainda não tenha sido identificada. A pasta informou que 16 dos pacientes não tinham histórico vacinal ou estavam com o esquema incompleto.

    Quem deve se vacinar e onde procurar a dose

    A orientação oficial é que moradores e pessoas que vão se deslocar temporariamente para São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo verifiquem sua situação vacinal e tomem a vacina quando necessário. A faixa etária alvo para a campanha nestes municípios é de 6 meses a 59 anos. A vacinação é gratuita e disponível nas UBS.

    Grupos com recomendações específicas

    • Crianças a partir de 6 meses podem desenvolver resposta imunológica à vacina tríplice viral e, por isso, recebem a dose conforme indicado pelo Centro de Vigilância Epidemiológica do Estado de São Paulo.
    • Pessoas com 60 anos ou mais não devem receber vacinação indiscriminada, pois grande parte dessa população provavelmente já teve contato natural com o vírus e apresenta imunidade duradoura.
    • Gestantes não devem tomar a tríplice viral, que é feita com vírus atenuados; a vacina é contraindicada na gravidez.
    • Pessoas com imunodeficiência grave ou com histórico de reação alérgica grave (anafilaxia) a componentes da fórmula também não devem ser vacinadas.
    • Lactantes podem receber a vacina normalmente; a amamentação não precisa ser interrompida.

    Medidas de controle e vigilância epidemiológica

    A SES-SP informou que a vacinação indiscriminada nos municípios afetados foi adotada para diminuir o risco de disseminação. Nos demais municípios do estado, a orientação é intensificar ações de vacinação por meio da verificação de situação vacinal, busca ativa de não vacinados e atualização de doses em atraso conforme o Calendário Nacional de Vacinação.

    Especialistas ressaltam ainda a importância de vigilância ativa para identificar rapidamente suspeitas: sinais como febre, sintomas respiratórios importantes e manchas avermelhadas na pele devem motivar investigação. Pacientes suspeitos devem ser isolados, assim como os casos confirmados, e o uso de máscara é recomendado enquanto houver risco de transmissão.

    Riscos externos e necessidade de resposta rápida

    Segundo a vice-presidente da Regional São Paulo da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm-SP), Melissa Palmier, a combinação de casos importados com bolsões de pessoas não vacinadas explica o surgimento dos focos. O vírus do sarampo circula ativamente em várias regiões do mundo; quando chega a comunidades com cobertura vacinal abaixo do ideal, encontra ambiente propício para se espalhar.

    Melissa enfatizou que, apesar do desafio, o sarampo é eliminável e existe uma vacina eficaz, segura e gratuita (tríplice viral ou SCR). A atuação rápida do poder público — incluindo vacinação em postos e ações comunitárias de busca ativa — é apontada como a estratégia para interromper cadeias de transmissão, com bloqueio vacinal dos contatos em até 72 horas sendo uma medida citada para cortar a disseminação.

    As informações sobre os casos e as recomendações de vacinação foram divulgadas pela Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo e por especialistas ouvidos pela Agência Brasil.

  • Membros do Mercosul oferecem apoio à Colômbia após terremoto de magnitude 7,4

    Membros do Mercosul oferecem apoio à Colômbia após terremoto de magnitude 7,4

    Os países-membros e associados ao Mercosul divulgaram, em 12 de agosto, solidariedade e oferta de apoio à Colômbia após o terremoto de magnitude 7,4 que atingiu o país na segunda-feira (10), informou a Agência Brasil.

    Oferta de ajuda e âmbito do apoio

    No comunicado, o bloco afirmou ter “total disposição” para colaborar com as autoridades colombianas nas ações de resgate e de assistência às vítimas, além de contribuir na recuperação dos estragos à infraestrutura. A nota reúne posicionamentos de Estados partes e associados do Mercosul, que também enviaram condolências às famílias das vítimas.

    Estados partes e associados que se manifestaram

    • Estados partes: Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai.
    • Estados associados: Chile, Colômbia, Equador, Guiana, Panamá, Peru e Suriname.

    Impacto humano e medidas na Colômbia

    Segundo as autoridades colombianas citadas pela reportagem da Agência Brasil, o forte tremor já deixou mais de 224 mortos. O abalo atingiu especialmente o coração da região cafeeira, no lado oeste do país, levando o governo colombiano a declarar estado de emergência nacional.

    O terremoto provocou o desabamento de prédios de vários andares em cidades como Cali, onde, até a manhã da divulgação da matéria, ao menos 85 mortes haviam sido confirmadas. As informações reportadas à imprensa descrevem um cenário de destruição em áreas urbanas e rurais da região afetada.

    Contexto e comparações citadas pelas autoridades

    A matéria da Agência Brasil recorda ainda comparações com eventos passados na mesma região: um terremoto que devastou a área em 1999, causando mais de 1 mil mortes, e uma catástrofe em junho deste ano que matou mais de 6,3 mil pessoas na Venezuela, país vizinho. Esses paralelos foram mencionados no levantamento sobre a magnitude do desastre atual e suas semelhanças em termos de impacto.

    O comunicado do Mercosul também enfatizou a importância de uma resposta regional unida e solidária diante de emergências e catástrofes. No âmbito nacional brasileiro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva lamentou a tragédia nesta terça-feira, segundo a Agência Brasil.

    As informações reunidas neste texto têm como fonte a Agência Brasil, que divulgou os números e as declarações oficiais citadas pelo bloco e pelas autoridades colombianas.

    Próximos passos em termos de cooperação e envio de apoio concreto — como equipes de busca e salvamento, suprimentos ou logística específica — não foram detalhados no comunicado citado pela fonte. A apuração sobre eventual envio efetivo de ajuda dependerá de anúncios adicionais das autoridades envolvidas.

  • Relatório aponta avanço em 34 de 48 indicadores, mas alerta para aumento de desigualdades no Brasil

    Relatório aponta avanço em 34 de 48 indicadores, mas alerta para aumento de desigualdades no Brasil

    O Relatório do Observatório Brasileiro das Desigualdades 2026 mostra avanços em 34 dos 48 indicadores utilizados para avaliar o enfrentamento das desigualdades no Brasil. Segundo o estudo, as melhorias são particularmente visíveis em variáveis econômicas e sociais que refletem melhora de bem‑estar em setores amplos da população.

    Principais avanços identificados

    Entre os progressos apontados pelo levantamento estão o aumento da renda média, o crescimento do mercado de trabalho e a redução da pobreza. O relatório também registra avanços na segurança alimentar e no acesso a serviços básicos, além de melhorias em indicadores de saúde e educação.

    Na área de saúde, o estudo indica redução de índices de desnutrição em crianças e em idosos. Em educação, observa‑se queda no analfabetismo, e em segurança pública há registro de redução da taxa de homicídios entre jovens de 15 a 29 anos. Esses resultados compõem o conjunto de 34 avanços mencionados pelos autores do relatório.

    Retrocesso em indicadores e continuidade de mecanismos de desigualdade

    Do total de 48 indicadores acompanhados pelo Observatório, oito pioraram e seis ficaram estáveis. A publicação destaca que essas pioras não são pontuais e sinalizam que os principais mecanismos que reproduzem desigualdades permanecem ativos.

    “O crescimento econômico beneficiou diferentes grupos sociais, mas não foi suficiente para reduzir as disparidades históricas de renda, gênero, raça e território”, afirmam os responsáveis pelo relatório, ressaltando que os ganhos médios escondem variações profundas entre grupos e regiões.

    Base de dados, periodicidade e limites metodológicos

    Esta é a quarta edição do relatório; a primeira foi lançada em 2023. A análise publicada em 2026 traz dados referentes a 2025, com exceção de alguns indicadores cujas fontes não são atualizadas anualmente.

    O relatório cita a Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) como exemplo de base consultada a cada dois anos para itens como gastos com transporte e carga tributária. Também menciona o Indicador de Analfabetismo Funcional (Inaf), cuja última divulgação ocorreu em 2024, após seis anos sem atualização. Segundo Adriana Marcolino, diretora técnica do Pacto Nacional pelo Combate às Desigualdades, a ausência de atualização em determinados anos não prejudica a comparação entre edições, pois o acompanhamento considera a mesma série temporal para cada indicador.

    Avaliação de organismos e especialistas

    No prefácio do relatório, Betina Ferraz Barbosa, coordenadora da Unidade de Desenvolvimento Humano do Pnud Brasil, ressalta que a análise dos indicadores complementa e aprofunda índices divulgados por diversas organizações. Para ela, os números médios escondem uma realidade mais complexa: avanços que coexistem com profundas desigualdades.

    O posicionamento dos técnicos do relatório e de especialistas consultados aponta para a necessidade de políticas públicas que considerem não apenas a expansão econômica, mas a distribuição dos ganhos de forma a enfrentar desigualdades de longo prazo por raça, gênero e território.

    Implicações e próximas leituras

    O relatório indica que, embora haja progressos em diversos indicadores sociais e econômicos, esses ganhos não são necessariamente suficientes para alterar estruturas de exclusão. A publicação sugere atenção contínua às séries históricas e às diferenças entre médias nacionais e realidades locais.

    Os responsáveis pelo estudo destacam ainda a importância de manter o acompanhamento anual dos indicadores sempre que possível e de considerar as limitações de periodicidade de algumas bases, para interpretar tendências com cautela.

    As informações deste texto foram compiladas a partir do Relatório do Observatório Brasileiro das Desigualdades 2026, conforme reportagem da Agência Brasil.

  • Pesquisa revela que jovens reconhecem benefícios e riscos da internet e pedem mudanças

    Pesquisa revela que jovens reconhecem benefícios e riscos da internet e pedem mudanças

    Uma pesquisa realizada pelo Instituto Alana e executada pela Agência Koga, divulgada em 12 de agosto de 2026 (Dia Nacional da Juventude), ouviu mais de 500 jovens entre 13 e 18 anos para mapear como essa faixa etária vive e percebe a internet. O estudo, chamado Adolescência Sem Filtro, revela uma relação ambivalente: os adolescentes apreciam muitos aspectos do ambiente online, mas reconhecem riscos e manifestam desejo de mudanças.

    Principais resultados

    Segundo o levantamento, 71% dos entrevistados acreditam que a internet deve continuar a existir, porém com modificações; 9% afirmaram que ela deveria acabar. Ainda que 71% usem a rede principalmente para diversão, 63% relatam sentir felicidade ao se conectar e 55% sentem curiosidade. Ao mesmo tempo, metade dos participantes admitiu passar mais tempo online do que gostaria.

    Outros indicadores de preocupação incluem: 41% disseram sentir-se mais dependentes do celular e 39% consideraram que perderam tempo nos estudos por causa da internet. Entre as estratégias de proteção adotadas pelos jovens, 44% afirmaram bloquear contas ou conteúdos nocivos e 32% fazem pausas ao longo do dia.

    Responsabilidade das plataformas e autocuidado

    A pesquisa mostra que quase metade dos jovens (49%) entende que as plataformas têm papel central para melhorar a internet, enquanto 43% pedem mais controle por parte das empresas que operam esses serviços. Segundo os responsáveis pelo estudo, os adolescentes reconhecem que muitos recursos digitais são desenhados para prender atenção além do desejado e que é necessário um esforço ativo para se proteger de conteúdos negativos.

    Gabriela Barbosa, especialista em Planejamento Estratégico de Comunicação do Instituto Alana, comentou que os resultados evidenciam um senso crítico apurado dos adolescentes sobre os efeitos da rede e a necessidade de aprimorar esse espaço virtual. Ela ressaltou que, apesar de muitas experiências online serem positivas, os jovens estão atentos às consequências e buscam ferramentas e práticas para reduzir impactos negativos.

    Como os jovens usam a internet

    As redes sociais aparecem como a principal atividade online: 46% dos entrevistados usam a internet no dia a dia para acessar redes sociais, 37% para conversar com amigos e familiares, 30% para jogar, 23% para estudar e 21% para assistir a vídeos. Segundo a pesquisa, aplicativos como Instagram e TikTok funcionam tanto como fonte de pertencimento e informação quanto como mecanismo de entretenimento e evasão.

    O estudo também aponta diferenças de uso por gênero: meninos são predominantes no acesso para jogos (66% dos meninos, ante 44% das meninas), enquanto meninas usam a internet com maior frequência para conversar com familiares e amigos (64% das meninas ante 50% dos meninos) e para estudos (60% das meninas contra 46% dos meninos).

    Metodologia e participação juvenil

    A fase qualitativa do estudo envolveu oito pesquisadores adolescentes, com idades entre 13 e 18 anos, que foram recrutados e treinados pela Agência Koga para conduzir entrevistas aprofundadas. Cada pesquisador realizou entre oito e dez entrevistas presenciais, com o objetivo declarado de reduzir filtros e permitir que os entrevistados se expressassem com maior conforto e identificação.

    Oportunidades e ações: Prêmio Criativos

    Com base na constatação de que 19% dos jovens acreditam que podem ajudar a mudar a internet, o Instituto Alana lançou a nona edição do Prêmio Criativos, cujo tema em 2026 é “A internet é nossa”. A iniciativa convida estudantes do ensino fundamental II e do ensino médio, com idades entre 10 e 18 anos, a apresentar projetos que tornem a internet mais segura, inclusiva e acolhedora.

    As inscrições se encerram em 2 de setembro de 2026, e os resultados serão divulgados em dezembro. Nesta edição, há uma nova categoria audiovisual, que permite inscrição de vídeos e podcasts, além de três prêmios na categoria geral para formatos diversos (campanhas, jogos, aplicativos, rodas de conversa, páginas nas redes sociais e intervenções artísticas). Os nove projetos premiados dividirão R$ 12 mil.

    Temas sugeridos para os projetos incluem tempo de tela, cyberbullying, saúde mental, uso de inteligência artificial, desigualdade de acesso, cultura dos influenciadores, combate à desinformação e o ambiente digital como espaço de expressão juvenil. Segundo o Instituto Alana, abrir espaço para a escuta desses jovens pode gerar contribuições valiosas para transformar a internet.

    Fonte: Agência Brasil (pesquisa Adolescência Sem Filtro, Instituto Alana/Agência Koga).

  • BNDES registra lucro recorrente de R$ 9,2 bilhões no primeiro semestre e bate recordes

    BNDES registra lucro recorrente de R$ 9,2 bilhões no primeiro semestre e bate recordes

    O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) divulgou nesta quinta-feira que obteve um lucro recorrente de R$ 9,2 bilhões no primeiro semestre de 2026, valor que representa crescimento de 25% frente ao mesmo período do ano anterior. No horizonte de doze meses encerrado em junho, o lucro recorrente atingiu R$ 17,1 bilhões, o maior montante já registrado pela instituição.

    Resultados financeiros e posição patrimonial

    Além do lucro, o BNDES informou que seus ativos totais alcançaram R$ 1,05 trilhão — o maior patamar da história do banco — e que o patrimônio líquido subiu para R$ 181 bilhões, também em nível recorde. A carteira de crédito ficou em R$ 684 bilhões, nível mais elevado desde 2016, segundo os dados apresentados na sede em São Paulo.

    Volume de aprovações e composição da carteira

    As aprovações de crédito no semestre somaram R$ 110,6 bilhões, um avanço de 52% em relação ao mesmo período de 2025. O banco destacou crescimento em diferentes segmentos da economia, com aumentos relevantes em infraestrutura e agropecuária.

    • Crédito à infraestrutura: R$ 46 bilhões, alta de 91%.
    • Agricultura e pecuária: R$ 24,8 bilhões, alta de 46%.
    • Indústria: R$ 22,5 bilhões, alta de 24%.
    • Comércio e serviços: R$ 17,3 bilhões, alta de 27%.

    O apoio a micro, pequenas e médias empresas chegou a R$ 108,2 bilhões no período, o maior valor histórico para a janela considerada, com aumento de 22% sobre 2025.

    Qualidade da carteira e inadimplência

    O BNDES informou que a inadimplência superior a 90 dias permaneceu praticamente estável, em torno de 0,05%. Esse nível é muito inferior às médias do Sistema Financeiro Nacional, que, conforme citado pelo banco, situa-se em 4,68% para o conjunto das instituições e em 0,66% para grandes empresas.

    Foco em novos setores e sustentabilidade

    Segundo o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, a instituição tem buscado diversificar a carteira e financiar projetos em áreas consideradas estratégicas. Entre os exemplos citados pelo banco estão investimentos em mobilidade, minerais críticos, terras raras, lítio, inteligência artificial e até projetos de carro voador.

    Mercadante também afirmou que o BNDES está financiando a indústria automotiva para desenvolver veículos elétricos flex que combinem eletrificação com biocombustíveis, uma rota tecnológica que, segundo ele, o país tem perseguido. As declarações do presidente foram prestadas em entrevista coletiva na sede do banco e repercutem as orientações estratégicas anunciadas pela instituição.

    Clima e riscos naturais: atuação preventiva

    Na coletiva, o presidente alertou para a necessidade de preparar o banco e seus clientes para novas emergências climáticas. Mercadante afirmou que o fenômeno El Niño vem com força em 2026 e que as projeções apontam para um ano mais quente que 2024 no Brasil, com possibilidade de chuvas intensas no Sul, ondas de calor no Sudeste e períodos de seca no Norte e Nordeste. Em razão desse cenário, o BNDES declarou que ampliará ações de prevenção e apoio a empresas, comunidades e famílias afetadas por eventos climáticos extremos.

    As informações sobre resultados, carteira e estratégias foram divulgadas pelo BNDES e reproduzidas pela Agência Brasil.

    Próximos passos mencionados pelo banco incluem a continuidade do aumento do volume de crédito e a expansão de investimentos em setores tecnológicos e vinculados à transição energética, conforme as prioridades anunciadas pela direção do BNDES.

  • Pesquisa mostra que adolescentes reconhecem benefícios da internet, mas pedem mudanças

    Pesquisa mostra que adolescentes reconhecem benefícios da internet, mas pedem mudanças

    Uma pesquisa que ouviu mais de 500 adolescentes entre 13 e 18 anos mostra uma relação ambivalente desse público com a internet: a maioria reconhece benefícios e aceita a continuidade da rede, mas demanda mudanças e tem consciência dos riscos associados ao uso excessivo.

    Principais resultados do estudo

    O levantamento, divulgado no Dia Nacional da Juventude, aponta que 71% dos entrevistados acreditam que a internet deve continuar existindo, porém com modificações, e 9% defendem que ela deveria acabar. Entre as experiências relatadas, 71% usam a internet principalmente para diversão, 63% dizem sentir felicidade ao se conectar e 55% relatam curiosidade como sentimento recorrente no ambiente digital.

    Tempo online, dependência e estratégias de proteção

    Apesar do aspecto positivo, os adolescentes também mostram consciência sobre efeitos negativos: metade afirma passar mais tempo online do que gostaria, 41% relatam sentir maior dependência do celular e 39% acreditam ter perdido tempo nos estudos por causa da internet. Para se proteger, 44% dos entrevistados bloqueiam contas ou conteúdos nocivos e 32% fazem pausas durante o dia.

    Responsabilidade das plataformas e papel dos próprios jovens

    Quase metade (49%) dos participantes considera que as plataformas devem ser responsáveis por melhorar a internet, e 43% pedem mais controle por parte desses serviços. Ao mesmo tempo, 19% acreditam que podem contribuir para mudanças no ambiente digital — percentual pequeno, mas que, segundo os responsáveis pela pesquisa, indica oportunidade para escutar e engajar jovens nos processos de discussão e criação de soluções.

    Usos mais frequentes e diferenças por gênero

    Redes sociais são a atividade online mais citada: 46% as acessam diariamente; em seguida vêm conversar com amigos e família (37%), jogar (30%), estudar (23%) e assistir a vídeos (21%). Houve diferenças de comportamento entre meninos e meninas: meninos indicaram maior frequência para jogos (66% dos meninos vs. 44% das meninas), enquanto as meninas usam mais a internet para conversar com família e amigos (64% vs. 50%) e para estudos (60% vs. 46%).

    Metodologia e percepção dos entrevistados

    O estudo, intitulado ‘Adolescência Sem Filtro’, foi encomendado pelo Instituto Alana e realizado pela Agência Koga. A pesquisa incluiu uma etapa qualitativa na qual jovens entrevistadores — oito adolescentes de 13 a 18 anos — conduziram entre oito e dez entrevistas cada, com o objetivo de reduzir filtros adultocêntricos e favorecer a identificação entre entrevistador e entrevistado.

    Segundo a especialista em Planejamento Estratégico de Comunicação do Instituto Alana, Gabriela Barbosa, os resultados mostram que os jovens têm senso crítico sobre riscos da internet e sentem a necessidade de se proteger ativamente do conteúdo negativo e do desenho das plataformas que retêm atenção por períodos além do desejado.

    Prêmio Criativos: incentivar soluções feitas por jovens

    Para estimular protagonismo, o Instituto Alana lançou a nona edição do Prêmio Criativos com o tema ‘A internet é nossa’. A iniciativa convida estudantes do ensino fundamental II e do ensino médio, entre 10 e 18 anos, a desenvolver projetos que tornem a internet mais segura, inclusiva e acolhedora. As inscrições vão até 2 de setembro, e os resultados serão divulgados em dezembro.

    Nesta edição, há uma nova categoria audiovisual, que aceita vídeos e podcasts, além de três prêmios na categoria geral para formatos diversos — campanhas, jogos, aplicativos, rodas de conversa, páginas nas redes sociais e intervenções artísticas. Os nove projetos premiados receberão, no total, R$ 12 mil.

    Os temas sugeridos aos participantes incluem tempo de tela, cyberbullying, saúde mental, uso da inteligência artificial, desigualdade de acesso, cultura dos influenciadores, combate à desinformação e o uso da internet como espaço de expressão e protagonismo juvenil.

    Fonte dos dados e informações: Agência Brasil (reportagem sobre a pesquisa ‘Adolescência Sem Filtro’, encomendada pelo Instituto Alana e realizada pela Agência Koga).