Categoria: Brasil

  • Prouni: prazo para comprovar inscrição na 2ª chamada termina nesta sexta (14/08/2026)

    Prouni: prazo para comprovar inscrição na 2ª chamada termina nesta sexta (14/08/2026)

    Os candidatos pré‑selecionados na segunda chamada do Programa Universidade para Todos (Prouni) para o segundo semestre de 2026 têm até sexta‑feira, 14 de agosto de 2026, para comprovar as informações constantes da inscrição, informou a Agência Brasil. A apresentação dos documentos pode ser feita presencialmente na instituição privada selecionada ou encaminhada por via eletrônica, conforme as orientações de cada faculdade.

    Prazo e formas de entrega da documentação

    A documentação exigida nesta fase está descrita no edital do processo seletivo. Entre os itens requisitados estão as informações socioeconômicas do candidato e dos componentes do grupo familiar. A instituição privada onde o estudante foi pré‑selecionado poderá determinar o modo de recebimento: presencial ou digital.

    Quando a instituição optar pelo envio eletrônico, deverá disponibilizar em suas páginas na internet um campo específico para o encaminhamento dos documentos. Ao receber os documentos, a faculdade deverá emitir um comprovante de entrega. Se necessário, a instituição também poderá solicitar documentos complementares para validar a comprovação.

    Onde consultar a lista de pré‑selecionados

    A lista de candidatos pré‑selecionados nesta chamada está disponível na seção do Prouni do Portal Único de Acesso ao Ensino Superior. Os estudantes devem checar a lista e seguir as instruções da instituição de ensino superior privada onde foram pré‑selecionados para efetivar a comprovação dentro do prazo previsto.

    Bolsas ofertadas, vagas reservadas e critérios

    Para o segundo semestre de 2026, o Prouni ofertou 471.304 bolsas de estudo, entre integrais (100% da mensalidade) e parciais (50%). Desse total, 219.725 são integrais e 251.579 parciais. As vagas estão distribuídas em 380 cursos de graduação e sequenciais de formação específica oferecidos por 879 instituições privadas de ensino superior.

    O programa reserva vagas para candidatos que atendem aos critérios das ações afirmativas do Prouni, incluindo pessoas com deficiência e candidatos autodeclarados indígenas, pretos ou pardos. Foram destinadas 35.365 bolsas para pessoas com deficiência, 188.880 para pretos, pardos e indígenas e 247.059 para ampla concorrência.

    Lista de espera e próximos passos

    Os candidatos que não foram pré‑selecionados nas duas chamadas terão nova chance por meio da lista de espera. A manifestação de interesse para participar dessa etapa ocorrerá nos dias 26 e 27 de agosto de 2026. O resultado da lista de espera será divulgado em 1º de setembro, e a comprovação das informações pelos pré‑selecionados em lista de espera deverá ser feita entre 1º e 14 de setembro de 2026.

    O Prouni é destinado a estudantes brasileiros sem diploma de curso superior, e a classificação no processo seletivo considera as notas obtidas no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Mais detalhes sobre regras e documentação podem ser consultados no edital público do Ministério da Educação (MEC) nº 51/2026. A cobertura dos prazos e procedimentos foi baseada em informações da Agência Brasil.

    Cronograma resumido da 2ª chamada e da lista de espera

    • Comprovação de informações dos pré‑selecionados na 2ª chamada: 5 a 14 de agosto de 2026;
    • Manifestação de interesse na lista de espera: 26 e 27 de agosto de 2026;
    • Resultado da lista de espera: 1º de setembro de 2026;
    • Comprovação dos pré‑selecionados em lista de espera: 1º a 14 de setembro de 2026.

    Fonte: Agência Brasil (informações oficiais e cronograma do Prouni 2/2026).

  • PM realiza operações contra o Comando Vermelho em comunidades da Região Metropolitana do Rio

    PM realiza operações contra o Comando Vermelho em comunidades da Região Metropolitana do Rio

    A Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro (Pmerj) realizou, na quinta-feira (13), uma série de operações em comunidades da cidade do Rio e de municípios da Região Metropolitana contra o Comando Vermelho (CV), informou a própria corporação à Agência Brasil. Participaram ao menos 27 batalhões, além de unidades especializadas do Comando de Operações Especiais (COE).

    Operações, objetivos e áreas de atuação

    Segundo a PM, as diligências abrangeram a capital e cidades metropolitanas como São Gonçalo, Niterói, Magé, Itaboraí, Duque de Caxias, São João de Meriti e Queimados — estes últimos localizados na Baixada Fluminense. As ações foram direcionadas ao combate a roubos de veículos e de carga, à contenção da expansão do Comando Vermelho, ao cumprimento de mandados de prisão, à apreensão de armas e drogas, à recuperação de veículos roubados e à remoção de barricadas erguidas por traficantes.

    Ocorrências, prisões e apreensões

    Em diferentes pontos das operações, a PM registrou confrontos e apreensões. Na Cidade de Deus, na Zona Sudoeste do Rio, houve troca de tiros; dois homens foram baleados e, com eles, foram apreendidas uma pistola, uma granada, um radiotransmissor e uma mochila com drogas. Ambos foram socorridos e levados ao Hospital Municipal Lourenço Jorge, de acordo com a corporação.

    No Quitungo, comunidade de Brás de Pina, na Zona Norte, a polícia prendeu um homem apontado como suspeito de envolvimento na morte do sargento da PM Marco Antônio Matheus Maia, ocorrida em dezembro de 2024. Com o detido, foi apreendido um fuzil AR-10.

    Outras ações também registraram apreensões e prisões: no Complexo do Chapadão, na Zona Norte, equipes retiraram barricadas instaladas para dificultar o acesso às favelas; na Vila Vintém, na Zona Oeste, dois suspeitos foram detidos; e, em Niterói, comunidades da Coronel e da Nova Brasília tiveram apreensão de um fuzil. O Morro do Andaraí recebeu operações com objetivo de conter disputa territorial entre quadrilhas rivais, segundo a PM.

    Dados sobre violência armada e impacto na população

    As operações ocorrem em um contexto de dezenas de tiroteios motivados por conflitos entre facções e milícias na Região Metropolitana. Levantamento do Instituto Fogo Cruzado, citado pela Agência Brasil, aponta que somente em julho foram registrados ao menos 34 tiroteios desse tipo — número considerado o maior do ano e que dobrou em relação a junho.

    O estudo do Instituto Fogo Cruzado também indica que, até 12 de agosto de 2026, 537 pessoas foram mortas e 463 ficaram feridas por disparos de arma de fogo na Região Metropolitana do Rio. A organização informou que a fonoaudióloga Aline de Siqueira Affonso, de 53 anos, baleada dentro de um ônibus em Vicente de Carvalho durante confronto entre policiais e criminosos, foi a milésima pessoa atingida por arma de fogo no Grande Rio em 2026.

    O levantamento destaca ainda que a média registrada corresponde a cerca de 30 pessoas baleadas por semana, ou quatro por dia. Cerca de metade das vítimas — 509 — foi atingida durante operações policiais, e 63 pessoas sofreram ferimentos ou morte por balas perdidas (15 mortes e 48 feridos), conforme o Instituto.

    Repercussões locais e segurança

    Para Carlos Nhanga, coordenador do Instituto Fogo Cruzado, o caso da fonoaudióloga evidencia que a violência armada atinge também quem circula pela cidade, inclusive em ônibus e outros meios de transporte. As operações da PM e os dados do instituto mostram tanto a resposta policial às quadrilhas quanto o impacto amplo da violência sobre moradores e usuários do transporte público, segundo a Agência Brasil.

    A Agência Brasil é a fonte das informações citadas neste texto.

  • Brasil no Mundo analisa vídeo do Departamento de Estado, corrida espacial e eleições primárias dos EUA

    Brasil no Mundo analisa vídeo do Departamento de Estado, corrida espacial e eleições primárias dos EUA

    A TV Brasil exibe nesta quinta-feira (13) uma edição inédita do Brasil no Mundo, programa dedicado a analisar eventos internacionais e seus impactos no Brasil. Nesta edição, os jornalistas Cristina Serra, Jamil Chade e Yan Boechat comentam um vídeo divulgado pelo Departamento de Estado dos Estados Unidos em que o órgão afirma que seu domínio sobre o continente americano “nunca mais será questionado”.

    Vídeo do Departamento de Estado e debate sobre influência regional

    Os apresentadores promovem discussão sobre as implicações do conteúdo divulgado pelo Departamento de Estado dos EUA. O material divulgado pelo governo norte-americano é tratado no programa como elemento para examinar as pautas de poder e influência na região das Américas. O episódio procura esclarecer o alcance simbólico e político desse posicionamento e como ele pode ser interpretado por diferentes atores internacionais e pelo Brasil.

    Eleição primária dos EUA em 2026

    Outra pauta central do Brasil no Mundo são as eleições primárias nos Estados Unidos para 2026. A equipe do programa analisa o cenário eleitoral norte-americano, os principais efeitos que a disputa interna nos partidos pode ter sobre a política externa dos EUA e as repercussões para governos e setores brasileiros que mantêm relação com Washington. A cobertura busca oferecer contexto para que a audiência compreenda como processos eleitorais nos Estados Unidos podem refletir no Brasil.

    Corrida espacial entre China e Estados Unidos

    Para aprofundar o tema tecnológico e estratégico, o programa recebe a professora Ana Penido, do Instituto de Relações Internacionais e Defesa da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). A convidada analisa a chamada nova corrida espacial entre China e Estados Unidos, abordando dimensões de competição científica, militar e econômica que marcam a atuação dos dois países no espaço.

    Ana Penido traz à mesa seu conhecimento acadêmico, que inclui graduação em ciências sociais pela UFMG, mestrado em estudos estratégicos e doutorado em relações internacionais pelo Programa San Tiago Dantas (Unesp/Unicamp/PUC-SP), além de pós-doutorado em ciência política pela Unicamp. Sua pesquisa se concentra em geopolítica, estratégia, política de defesa e forças armadas.

    Atualização sobre Gaza

    Além das pautas sobre poder e tecnologia, Ana Penido também atualiza o panorama sobre Gaza durante a participação. O programa procura oferecer informações e análise contextualizada sobre a situação na região, com foco nas implicações humanitárias e nas repercussões diplomáticas que interessam ao público brasileiro.

    O Brasil no Mundo é apresentado por Cristina Serra, Jamil Chade e Yan Boechat. Cristina Serra tem cerca de quatro décadas de experiência no jornalismo, incluindo passagem de 26 anos pela Globo e atuação como correspondente em Nova York. Jamil Chade atua há duas décadas como correspondente em Genebra, com contribuições a veículos como BBC, CNN e The Guardian. Yan Boechat cobre conflitos internacionais há 20 anos e já realizou reportagens em diversas regiões do mundo.

    O programa também já contou com convidados como o embaixador André Corrêa do Lago, o geógrafo Elias Jabbour e a economista Juliana Furno, ampliando debates sobre política internacional, meio ambiente e economia global.

    O Brasil no Mundo vai ao ar às quintas-feiras, a partir das 21h, na TV Brasil. Há reprise na madrugada de quinta para sexta às 3h. A programação da emissora pode ser acompanhada pelo canal aberto, por assinatura e parabólica. Orientações sobre como sintonizar estão disponíveis no site da TV Brasil: https://tvbrasil.ebc.com.br/comosintonizar.

    Além da transmissão tradicional, os programas da emissora podem ser vistos pelo TV Brasil Play (http://tvbrasilplay.com.br) e pelo aplicativo gratuito para Android e iOS. A TV Brasil também disponibiliza sua programação na WebTV e nas redes sociais oficiais da emissora, incluindo Instagram, YouTube, X, Facebook e TikTok.

    Fonte: Agência Brasil.

  • STF valida parte de leis de MT e RO que restringem incentivos a participantes da Moratória da Soja

    STF valida parte de leis de MT e RO que restringem incentivos a participantes da Moratória da Soja

    O Supremo Tribunal Federal (STF) considerou parcialmente constitucionais duas leis estaduais de Mato Grosso e Rondônia que proíbem a concessão de incentivos fiscais e a destinação de terrenos públicos a empresas que participam da Moratória da Soja. A decisão validou restrições impostas pelas normas, mas também limitou a eficácia imediata da retirada de benefícios em termos tributários.

    Conteúdo da decisão

    Ao analisar as ações diretas de inconstitucionalidade, os ministros do STF afirmaram que as restrições presentes nas leis estaduais são, em parte, compatíveis com a Constituição. No entanto, a Corte estabeleceu que a retirada ou a redução de incentivos fiscais só poderá produzir efeitos a partir do exercício tributário seguinte. Em casos excepcionais, a redução de benefícios pode vigorar após 90 dias.

    Além disso, no curso do julgamento, o STF reconheceu a constitucionalidade da Moratória da Soja — acordo voluntário do setor agrícola — e determinou a extinção de processos judiciais e administrativos que discutiam supostas ilegalidades do acordo.

    Reação de ambientalistas e preocupações

    Organizações ambientais expressaram preocupação com o entendimento do STF sobre as leis estaduais. A coordenadora do Desmatamento Zero do Greenpeace Brasil, Cristiane Mazzetti, alertou que a declaração de constitucionalidade representa um retrocesso que pode, no médio prazo, reverter a redução do desmatamento na Amazônia observada no último ano.

    Na avaliação do Greenpeace Brasil, as normas estaduais passam uma mensagem desestimulante ao setor privado: elas podem desincentivar empresas de firmarem ou manterem compromissos de desmatamento zero atuais e futuros, o que dificultaria o cumprimento das metas climáticas do país. A gerente Jurídica da organização, Angela Barbarulo, descreveu como contraditória a legitimação de leis que, na prática, enfraquecem um acordo considerado fundamental para o compromisso com o desmatamento zero na Amazônia.

    Efeitos observados no setor e evidências científicas citadas

    Desde a entrada em vigor de algumas dessas leis estaduais, empresas relevantes do setor sucumbiram à pressão regulatória e optaram por deixar o acordo voluntário. A reportagem cita a saída da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove), que ocorreu em janeiro deste ano.

    Organizações e pesquisadores têm chamado atenção para os riscos dessa retirada de engajamento. Um estudo recente, publicado na revista científica Science, foi mencionado como estimando um desmatamento adicional de 1,4 milhão de hectares na Amazônia nos próximos dez anos caso a Moratória da Soja fosse extinta. Esse dado tem sido usado por ambientalistas para explicar o potencial impacto negativo de políticas que reduzam incentivos à adesão ao acordo.

    O que é a Moratória da Soja

    A Moratória da Soja é um acordo voluntário criado em 2006 no qual empresas do setor se comprometem a não comercializar soja originária de áreas desmatadas na Amazônia após julho de 2008. Em contrapartida, as empresas participantes recebem benefícios como isenção de impostos, condições privilegiadas de acesso a crédito ou a destinação de áreas públicas para produção.

    Ao reconhecer a constitucionalidade da Moratória, o STF também determinou a extinção de processos que discutiam supostas ilegalidades do acordo, removendo parte da insegurança jurídica que envolvia o acordo voluntário.

    Fontes: Agência Brasil.

  • Vendas no comércio avançam 0,5% em junho e fecham 1º semestre com alta de 1,9%, diz IBGE

    Vendas no comércio avançam 0,5% em junho e fecham 1º semestre com alta de 1,9%, diz IBGE

    As vendas no comércio brasileiro registraram crescimento de 0,5% na passagem de maio para junho de 2026, segundo a Pesquisa Mensal de Comércio (PMC) divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No acumulado do primeiro semestre em relação ao mesmo período de 2025, o setor avançou 1,9%.

    Panorama geral dos indicadores

    Além do resultado mensal, a PMC mostrou que as vendas em junho de 2026 ficaram 2,9% acima do nível observado em junho de 2025. No acumulado dos últimos 12 meses, a variação positiva foi de 1,6%. Por outro lado, o segundo trimestre do ano teve retração de 0,4% em comparação com o primeiro trimestre de 2026.

    Posição relativa e limitações do crescimento

    O nível de vendas recente permanece ligeiramente abaixo do recorde alcançado em março de 2026: o setor estava 0,8% abaixo desse ponto máximo. Cristiano Santos, analista responsável pela pesquisa no IBGE, destacou que esse resultado configura o segundo maior patamar da série histórica, iniciada em janeiro de 2000, e apontou um efeito estatístico que dificulta a continuidade da expansão quando se parte de um pico.

    Desempenho por grupos de atividade

    Dos oito grupos pesquisados pelo IBGE, metade apresentou alta na passagem de maio para junho. Entre as informações detalhadas, o comércio varejista ampliado — que inclui atividades de atacado e segmentos como veículos e motos, material de construção e produtos alimentícios, bebidas e fumo — teve queda de 1% entre maio e junho. Apesar do recuo no mês, esse segmento registrou avanço de 1,9% no acumulado do semestre e variação positiva de 0,8% em doze meses.

    Em relação ao ponto mais alto da série, o varejo ampliado estava 2,1% abaixo do pico alcançado em fevereiro de 2026.

    Fatores que impulsionaram as vendas em junho

    O IBGE atribuiu parte do impulso nas vendas de junho a dois elementos apontados pela pesquisa: a desaceleração da inflação, que passou de 0,58% em maio para 0,16% em junho, e o aumento do número de pessoas ocupadas, com alta de 1,1% na comparação mensal. Esses fatores, segundo o analista da PMC, contribuíram para o comportamento positivo do comércio no mês.

    Contexto conjuntural: indústria e serviços

    A PMC integra o conjunto de três levantamentos conjunturais mensais divulgados pelo IBGE. Nos dias anteriores à divulgação do comércio, o instituto informou que a produção industrial recuou 1,8% de maio para junho de 2026, embora tenha avançado 1,5% no primeiro semestre frente ao mesmo período de 2025. O setor de serviços, por sua vez, ficou estável em junho (0%) e cresceu 2% no primeiro semestre.

    O IBGE também observou que, ao longo de 2026, apenas um mês registrou queda nas vendas em relação ao mês imediatamente anterior, o que reforça a predominância de resultados positivos envolvendo a série recente, apesar das oscilações trimestrais e dos limites impostos pelo nível histórico dos últimos meses.

    Fonte dos dados: Agência Brasil, com base na Pesquisa Mensal de Comércio (IBGE).

  • Conab estima safra brasileira de grãos em 360,8 milhões de toneladas para 2025/26

    Conab estima safra brasileira de grãos em 360,8 milhões de toneladas para 2025/26

    O 11º Levantamento da Safra de Grãos, divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) em 13 de agosto de 2026, projeta que a produção brasileira na temporada 2025/26 atingirá 360,8 milhões de toneladas. Esse volume representa um incremento de 2,4% em relação ao ciclo anterior, o que equivale a 8,5 milhões de toneladas a mais, segundo a estatal.

    Panorama geral da safra e fatores de crescimento

    A área cultivada prevista para o ciclo 2025/26 é de 83,5 milhões de hectares, aumento de 2,1% sobre o ciclo anterior. A produtividade média estimada para o conjunto das lavouras é de 4.322 quilos por hectare, valor próximo ao registrado na safra anterior, apontou a Conab. A combinação de maior área com produtividade estável explica a alta projetada na produção total.

    Soja e milho: principais responsáveis pelo volume

    A soja segue como o principal produto agrícola do país, com produção estimada em 180,5 milhões de toneladas. O milho, por sua vez, deve alcançar 143 milhões de toneladas, tornando-se o segundo maior produto em volume. Juntas, essas duas culturas concentram parcela significativa da produção de grãos prevista para 2025/26.

    Regiões e riscos climáticos

    A Conab observou impactos climáticos que afetaram parte das lavouras de milho no Nordeste. Condições registradas desde junho prejudicaram o desenvolvimento do cereal especialmente no nordeste da Bahia, em Sergipe e em parte de Alagoas. A companhia destacou essas perdas regionais ao comentar as estimativas para o cereal.

    Culturas com redução estimada e oferta doméstica

    Entre as demais culturas, o relatório traz quedas em algumas produções. A produção total de feijão, considerando as três safras, foi estimada em 3 milhões de toneladas, volume 3,2% inferior ao ciclo anterior; ainda assim, a Conab avaliou que a oferta é suficiente para suprir o mercado interno. Para o arroz, a previsão é de 11,1 milhões de toneladas, com redução explicada pela diminuição da área plantada — o levantamento aponta que o plantio ocorreu em área 14% menor que a do ciclo anterior. Mesmo com menor área, a colheita prevista atende à demanda doméstica, conforme a estatal.

    No segmento das culturas de inverno, o trigo aparece com produção estimada em 5,8 milhões de toneladas. Essa previsão representa queda de 26,2% em comparação à safra de 2025 e está associada à retração de 20,4% na área destinada ao cereal, segundo a Conab.

    Produtos têxteis e outras culturas

    A Conab estimou a produção de algodão em caroço em 5,8 milhões de toneladas, o que equivale a aproximadamente 4,1 milhões de toneladas de pluma. O levantamento traz também os números de outras culturas relevantes para o balanço nacional, detalhando variações por área e produtividade.

    O relatório, que compila levantamentos realizados ao longo do ciclo, serve como referência para acompanhamento da oferta agrícola, planejamento logístico e decisões de comercialização. A Conab é a fonte das estimativas e análises citadas.

    As informações foram divulgadas por meio do 11º Levantamento da Safra de Grãos e reportadas pela Agência Brasil.

  • Palmeiras cede empate nos acréscimos e empata com Cerro Porteño pelas oitavas da Libertadores

    Palmeiras cede empate nos acréscimos e empata com Cerro Porteño pelas oitavas da Libertadores

    O Palmeiras não conseguiu garantir vantagem no jogo de ida das oitavas de final da Copa Libertadores ao empatar por 1 a 1 com o Cerro Porteño, nesta quarta-feira (12), no estádio Nubank Parque, em São Paulo. A partida terminou com polêmica e teve gol dos paraguaios nos acréscimos da etapa final.

    Como se desenrolou a partida

    Ao longo da primeira etapa, o time palmeirense dominou as tentativas de ataque, destacando-se as investidas do atacante Allan pelo lado direito. A principal chance do período surgiu em cobrança de escanteio: Vitor Roque pegou a sobra, obrigando o goleiro Manuel Roffo a fazer boa defesa; no rebote, Flaco López finalizou por cima.

    Na segunda etapa, o Palmeiras manteve a pressão. Jhon Arias acertou a trave aos nove minutos e teve nova oportunidade aos 13, desta vez finalizando para fora após cruzamento de Allan. O Cerro Porteño também criou oportunidades e chegou a marcar aos 24 minutos, mas o gol foi anulado pelo VAR por impedimento de Guillermo Benítez.

    Lances decisivos e expulsão

    Aos 27 minutos do segundo tempo, o empate parcial do alívio se transformou em complicação: Andreas Pereira recebeu cartão vermelho por atingir o meia adversário Mateo Klimowicz, em lance avaliado como agressão pelo árbitro. Mesmo com um a menos, o Palmeiras seguiu ofensivo e, aos 36 minutos, Flaco López aproveitou rebote dentro da área após cruzamento de Murilo e finalizou para o fundo da rede, dando vantagem ao Verdão.

    Nos minutos finais, o Cerro Porteño intensificou as investidas. O time paraguaio pressionou até os acréscimos e, aos 47, Jonatán Torres cruzou rasteiro; Pablo Vegetti não alcançou, a bola passou pelo goleiro Carlos Miguel e entrou, decretando o empate no estádio paulistano.

    Consequências imediatas e cenário para a volta

    Com o empate, a decisão da vaga será na próxima quarta-feira (19), às 19h (horário de Brasília), no estádio La Nueva Olla, em Assunção. Nas oitavas de final, uma vitória simples classifica qualquer um dos dois clubes; se o confronto terminar empatado novamente, a vaga será decidida nos pênaltis.

    O encontro de ida foi o terceiro entre as equipes nesta edição do torneio — as duas equipes já haviam se enfrentado na fase de grupos, com um empate por 1 a 1 em Assunção e vitória do Cerro Porteño por 1 a 0 em São Paulo, resultado que deu ao clube paraguaio a liderança do grupo e o direito de fazer a partida de volta das oitavas em casa.

    Outros brasileiros nas oitavas

    Além do confronto entre Palmeiras e Cerro Porteño, outros clubes do Brasil também jogaram pelas fases eliminatórias continentais nesta semana. Pelo jogo de ida das oitavas da Copa Sul-Americana, o Atlético-MG venceu o Red Bull Bragantino por 1 a 0, em Bragança Paulista, com gol de Tomás Cuello, após falha do goleiro Cleiton. O Galo tem a vantagem do empate para o jogo de volta, que ocorrerá na Arena MRV, em Belo Horizonte.

    O São Paulo também entrou em campo na disputa continental: no dia anterior, terça-feira (11), o Tricolor empatou por 1 a 1 com o Bolívar em La Paz. Robert Arboleda marcou para o São Paulo e Carlos Melgar igualou para os bolivianos. As equipes se enfrentam novamente no Morumbi na próxima terça-feira (18) e, caso haja novo empate, a decisão seguirá para os pênaltis.

    Os fatos relatados têm como fonte a Agência Brasil.

  • Senado aprova redução de tributos sobre combustíveis; texto segue para sanção

    Senado aprova redução de tributos sobre combustíveis; texto segue para sanção

    O Senado Federal aprovou, na noite de quarta-feira (12), o Projeto de Lei Complementar (PLP) 114/2026, que reduz tributos federais sobre diversos combustíveis e concede benefícios fiscais a setores estratégicos. A votação terminou em 61 votos a 2. O texto já havia sido aprovado pela Câmara dos Deputados e seguirá agora para sanção presidencial, segundo a Agência Brasil.

    Objetivo e alcance da medida

    O principal objetivo do PLP é mitigar os efeitos do aumento dos preços dos combustíveis resultante da guerra entre os Estados Unidos e o Irã no Oriente Médio, evento que fechou rotas de exportação de petróleo na região e provocou forte volatilidade na cotação do barril. Além da redução de tributos sobre óleo diesel, biodiesel, gasolina, etanol e querosene de aviação, parlamentares estenderam benefícios a outros setores, como produção de etanol, fertilizantes, pesquisa de minerais críticos e terras raras.

    Medidas específicas e compensações

    O texto prevê mecanismos variados para atender a setores afetados. Entre os principais pontos estão:

    • Subvenção de R$ 1,2 bilhão a produtores de etanol hidratado, com o objetivo de manter vantagem competitiva em relação à gasolina;
    • Compensação de até R$ 750 milhões em débitos junto à Receita Federal para produtores de etanol, por meio de saldos credores do PIS/Pasep e da Cofins, proporcional à produção de 2025;
    • Possibilidade de a União conceder até R$ 5 bilhões em créditos fiscais para produção de fertilizantes, matérias-primas, remineralizadores e bioinsumos entre 2027 e 2031, com limite de R$ 1 bilhão por ano e correspondendo a até 20% dos gastos de produção nacionais;
    • Isenção do Adicional ao Frete para Renovação da Marinha Mercante (AFRMM) para mercadorias destinadas a projetos de desenvolvimento da indústria de fertilizantes, com renúncia de receita estimada em até R$ 200 milhões por ano;
    • Redução, de 50% para 30%, do limite de receita com exportação para que empresas rurais possam enquadrar-se na suspensão do pagamento do IBS e da CBS.

    Financiamento da perda de arrecadação e gatilhos fiscais

    O texto estipula que a perda de arrecadação será compensada pelas receitas extraordinárias da União geradas pelo aumento do preço do petróleo, que elevaram royalties e outras participações neste ano. Entre janeiro e março de 2026, a arrecadação federal vinculada a esses itens chegou a R$ 28 bilhões, ante R$ 9 bilhões no mesmo período de 2025, crescimento real superior a 200%, conforme o projeto.

    Para evitar que receitas extraordinárias elevem automaticamente despesas vinculadas à Receita Corrente Líquida (RCL), o PLP inclui gatilhos: caso o relatório bimestral de receitas e despesas aponte previsão de déficit fiscal, correções de determinados fundos — como o Fundo Constitucional do Distrito Federal (FCDF) e o Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT) — ficarão limitadas à inflação mais um percentual máximo de até 2,5% no exercício seguinte. Esse mesmo mecanismo pode restringir o crescimento dos pisos constitucionais de saúde e educação (atuais 15% e 18% da RCL), sem alterar a fórmula de cálculo da RCL.

    Despesas extraordinárias e autorizações temporárias

    O texto também autoriza medidas de curto prazo nas áreas de defesa, saúde e educação: permitir aumento de até R$ 2,5 bilhões nas despesas do Ministério da Defesa fora dos limites de gastos, com desconto nos orçamentos futuros da pasta; e antecipação de até R$ 3 bilhões em despesas temporárias com saúde e educação originalmente previstas apenas para 2027. Essas autorizações foram negociadas como parte do acordo entre governo e lideranças do Congresso.

    Trâmite e contexto político

    A votação foi fruto de acordo entre o governo e lideranças do Congresso, com participação dos ministérios do Planejamento e da Fazenda. Na manhã do mesmo dia, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva reuniu-se no Palácio da Alvorada com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, para definir prioridades legislativas durante o esforço concentrado no Parlamento; também participaram José Guimarães (ministro da Secretaria de Relações Institucionais) e a líder do governo no Senado, Teresa Leitão.

    O Congresso Nacional retomou a agenda legislativa após recesso, com um calendário de esforço concentrado definido pelos presidentes da Câmara e do Senado para duas semanas: de 10 a 14 de agosto e de 31 de agosto a 3 de setembro, conforme informado no projeto.

    Fonte: Agência Brasil.

  • Bárbara Domingos e Maria Eduarda se destacam no primeiro dia do Mundial de Ginástica Rítmica em Frankfurt

    Bárbara Domingos e Maria Eduarda se destacam no primeiro dia do Mundial de Ginástica Rítmica em Frankfurt

    O primeiro dia classificatório do Campeonato Mundial de Ginástica Rítmica, realizado em Frankfurt (Alemanha), teve atuações de destaque das brasileiras Bárbara Domingos e Maria Eduarda Alexandre. A competição, que é a primeira a distribuir vagas para os Jogos Olímpicos de Los Angeles 2028, segue nos próximos dias com definições de classificados para as finais.

    Resultados do primeiro dia

    Bárbara Domingos, finalista olímpica em Paris-2024, somou 54,600 nos dois aparelhos apresentados nesta quarta (12) — fita e maças — e figura provisoriamente em nono lugar na classificação do individual geral. Maria Eduarda Alexandre, que estreia em Mundiais como atleta adulta, obteve 27,450 na apresentação com a bola e aparece provisoriamente em quarto na tabela por aparelho.

    Pontuações e detalhes das séries

    No exercício com fita, Bárbara alcançou 27,300, com 12,000 pontos no grau de dificuldade, 7,650 na execução e 7,750 no valor artístico, além de 0,100 de penalidade. Na apresentação com maças, registrou 27,350 (12,300 de dificuldade; 7,050 de execução; 8,100 de valor artístico; 0,100 de penalidade).

    Maria Eduarda, na série com a bola, marcou 27,450 — composta por 12,100 no grau de dificuldade, 7,750 na execução e 7,650 no valor artístico, com dedução de 0,050 por penalidade.

    A capixaba Geovanna Santos também estreou no tablado e obteve 26,050, pontuação que, segundo a classificação provisória, não foi suficiente para avançar às fases seguintes a partir deste aparelho.

    Classificação e critérios de avanço

    Na disputa do individual geral, as 18 melhores ginastas após as quatro séries avançam à final do all-around. Para as finais por aparelho, classificam-se as oito melhores em cada dispositivo. O Mundial em Frankfurt é a primeira etapa que distribuirá vagas para Los Angeles 2028: três vagas serão destinadas às primeiras colocadas no individual geral e outras três às melhores equipes, conforme informação da cobertura da competição.

    Próximas apresentações e transmissão

    As brasileiras retornam ao tablado na quinta (13). Bárbara Domingos ainda tem a bola e o arco para fechar sua participação individual. Maria Eduarda compete na fita, que é seu último aparelho na competição, enquanto Geovanna Santos apresentará a série com maças.

    As finais começam na sexta-feira (14) e terão transmissão ao vivo no canal do Time Brasil no YouTube, conforme a cobertura oficial.

    Declarações e perspectivas

    Em depoimentos à Confederação Brasileira de Ginástica (CBG), as atletas demonstraram satisfação com as estreias. Bárbara afirmou estar contente com sua atuação e disse que seguirá dedicada para as apresentações restantes, visando manter o nível que a colocou entre as finalistas em grandes eventos. Maria Eduarda destacou a emoção de competir em seu primeiro Mundial como adulta diante do público e apontou a fita como a sequência em que pretende melhorar artística e tecnicamente.

    Os resultados do primeiro dia definem posições provisórias. As classificações definitivas para as finais do individual geral e por aparelho serão confirmadas após as apresentações de quinta (13), quando se completam as quatro séries de cada ginasta.

    Fonte: Agência Brasil, com informações da Confederação Brasileira de Ginástica (CBG) e divulgação do Time Brasil.

  • TSE diz que totalização dos votos é aberta, auditável e segura

    TSE diz que totalização dos votos é aberta, auditável e segura

    À medida que se aproximam as eleições de 2026, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) detalhou os mecanismos que, segundo a corte, tornam a totalização dos votos aberta, auditável e segura. O secretário de Tecnologia da Informação do TSE, Júlio Valente, explicou como funciona a apuração e quais medidas são adotadas para verificar a autenticidade dos resultados.

    Apuração descentralizada e boletim de urna

    De acordo com o TSE, a contagem dos votos tem início na própria seção eleitoral. Quando a votação termina, a urna eletrônica registra os resultados e produz o boletim de urna, que contém os votos recebidos por candidatos e partidos. Uma das vias desse documento é afixada no local de votação para que eleitores e fiscais possam conferir.

    Além do boletim impresso, o sistema gera arquivos digitais com os resultados de cada seção. Esses arquivos são retirados das urnas e encaminhados para a totalização nacional, compondo a soma dos votos obtidos em todo o país.

    Transmissão, verificação e assinaturas digitais

    Segundo Júlio Valente, os arquivos de resultado são transmitidos por canais criptografados e não entram diretamente na totalização sem antes passar por verificações técnicas. Entre as checagens mencionadas estão a confirmação de que os dados foram gerados pela urna destinada àquela seção e a validação da assinatura digital correspondente.

    “Não é só receber e somar. Tudo é verificado”, afirmou o secretário, ressaltando que o processo envolve etapas destinadas a confirmar a origem e a integridade dos registros antes da agregação dos resultados.

    Fiscalização, auditoria e preservação de registros

    O TSE afirma que partidos, candidatos e instituições fiscalizadoras têm acesso para acompanhar diferentes etapas do processo. Valente destacou que o sistema atualmente oferece oportunidades de fiscalização e auditoria — em outro momento ele mencionou que são 40 oportunidades de checagem — permitindo que observadores verifiquem procedimentos e resultados.

    Em caso de questionamentos sobre o resultado, a Justiça Eleitoral pode determinar recontagens quando houver elementos que justifiquem esse procedimento. As urnas e os registros digitais dos votos são preservados e lacrados após a eleição para possibilitar auditorias e recontagens, conforme informado pelo secretário.

    Camadas de segurança: biometria e histórico do sistema

    Entre as camadas de segurança destacadas pelo TSE está a identificação biométrica do eleitor, que tem a função de garantir que apenas o eleitor devidamente identificado libere a urna para votar. Se a biometria não identificar o eleitor, o mesário pode autorizar a votação, deixando registrado o procedimento.

    Valente também ressaltou que, desde a implantação do voto eletrônico em 1996, não há registro de fraude comprovada no sistema. Segundo ele, o modelo substituiu um sistema de votação por cédulas de papel que apresentava casos documentados de fraude na coleta, apuração e guarda dos votos.

    Voto impresso: decisões judiciais e experiências anteriores

    Sobre a proposta de adoção do chamado voto impresso, o secretário lembrou que a implantação do modelo prevista em legislação foi considerada inconstitucional pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Além disso, Valente citou uma experiência realizada em 2002 com a utilização de impressoras que, segundo ele, provocou problemas técnicos e aumentou a taxa de falhas no sistema.

    Para o representante do TSE, a participação efetiva de partidos e instituições fiscalizadoras no acompanhamento do processo eleitoral é essencial para reforçar a confiança pública no sistema.

    Fonte: Agência Brasil, com declarações de Júlio Valente, secretário de Tecnologia da Informação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).