Categoria: Mundo

  • Terremoto de magnitude 7,7 na Indonésia deixa pelo menos 47 mortos e causa grande destruição em Flores

    Terremoto de magnitude 7,7 na Indonésia deixa pelo menos 47 mortos e causa grande destruição em Flores

    Um forte terremoto de magnitude 7,7 atingiu a costa leste da Indonésia na manhã de sábado, 15 de agosto, provocando mortes, danos estruturais e interrupções nas comunicações. A informação foi divulgada pela Agência Nacional de Mitigação de Desastres da Indonésia (BNPB) e reportada pela Agência Brasil.

    Vítimas e danos iniciais

    Segundo a BNPB, o tremor deixou pelo menos 47 mortos. Em Maumere, cidade portuária da regência de Sikka, as equipes de resgate localizaram 20 mortos, seis feridos e duas pessoas ainda presas sob escombros, informou Fathur Rahman, chefe da agência de resgate local, citado pela reportagem.

    Relatos oficiais apontam danos extensos a habitações e infraestruturas: dados preliminares indicam 157 casas com danos graves, 41 com danos moderados e 148 com danos leves. Também foram relatados prejuízos em 87 escolas, 18 unidades de saúde, cinco locais de culto e seis prédios de escritórios, de acordo com a BNPB.

    Impedimentos às operações de resgate

    Equipes de busca e salvamento enfrentaram dificuldades para alcançar Nagekeo, a região mais próxima do epicentro, depois que deslizamentos de terra bloquearam estradas e afetaram comunicações móveis. Autoridades relataram tentativa de acessar áreas afetadas por via marítima, com balsa, enquanto outras equipes seguiam por estrada, sem sucesso em alguns trechos.

    O governador de Nusa Tenggara Oriental, Emanuel Melkiades Laka Lena, disse em coletiva que pelo menos cinco pessoas morreram quando prédios desabaram enquanto dormiam. A BNPB informou que cerca de 2 mil moradores de Nagekeo foram retirados de suas casas como medida de proteção.

    Tsunami, tremores secundários e sensação da população

    O centro de alerta de tsunamis da Austrália registrou ondas de até 1 metro em diversas áreas do país e afirmou que o evento não representava ameaça de tsunami para o continente australiano, suas ilhas ou territórios. As autoridades locais suspenderam o alerta de tsunami cerca de três horas após o primeiro tremor.

    A agência geofísica indonésia (BMKG) registrou o primeiro abalo às 4h58 (horário local), a uma profundidade de 15 km, seguido por múltiplos tremores secundários. Moradores relataram que os tremores duraram cerca de um minuto em várias ilhas, incluindo Nusa Tenggara Oriental, Nusa Tenggara Ocidental e partes de Sulawesi do Sul.

    Relatos de testemunhas

    Moradores descreveram momentos de pânico e fuga. Nona, de 51 anos, moradora de Talibura, disse que 13 pessoas que estavam em sua casa saíram correndo para se salvar. Outra moradora, Siti Sulfia Bira, afirmou que correu para terrenos mais altos e que a população ainda tem receio de voltar para suas casas devido ao risco de novos tremores.

    Contexto sísmico e histórico

    A Indonésia está situada no Anel de Fogo do Pacífico, uma região de intensa atividade tectônica que favorece terremotos e erupções vulcânicas. A BMKG lembrou que a mesma área foi afetada por um terremoto de magnitude 7,5 em 1992, que provocou grande destruição. O país também sofreu um desastre em 2018, quando um tremor de magnitude 7,5 e um tsunami atingiram Palu, em Sulawesi, causando mais de 4 mil mortes.

    Imagens verificadas por veículos de imprensa mostraram prédios parcialmente desabados, equipes de resgate procurando sobreviventes sob escombros e hospitais transferindo pacientes para áreas externas por precaução. As autoridades continuam a avaliar a extensão dos danos e a necessidade de apoio para ações de emergência.

    As informações nesta matéria são baseadas em relatórios da Agência Nacional de Mitigação de Desastres da Indonésia (BNPB), dados da agência geofísica indonésia (BMKG) e reportagens citadas pela Agência Brasil e agências internacionais.

  • Erupção do Etna mantém aeroporto de Catânia fechado até 15 de agosto e afeta centenas de voos

    Erupção do Etna mantém aeroporto de Catânia fechado até 15 de agosto e afeta centenas de voos

    As operações de desembarque no aeroporto de Catânia, localizado na costa leste da Sicília, permanecerão suspensas até as 2h da manhã do dia 15 de agosto devido às cinzas expelidas pelo Monte Etna. A informação consta de comunicado da operadora do terminal, a SAC, e foi divulgada pela Agência Brasil.

    Impacto imediato sobre voos e passageiros

    As restrições afetam milhares de viajantes no auge da temporada de férias de verão. Passageiros foram orientados a checar o status de seus voos junto às companhias aéreas antes de se dirigirem ao aeroporto, segundo a SAC. A suspensão atinge especificamente todas as chegadas programadas até o horário informado.

    Entre 6 e 12 de agosto, aproximadamente 630 voos foram desviados para outros aeroportos, enquanto mais de um terço dos 1.974 voos agendados para Catânia foram cancelados, de acordo com os números citados pela reportagem da Agência Brasil.

    Por que as cinzas representam risco à aviação

    A presença de cinzas vulcânicas na atmosfera pode danificar sistemas das aeronaves e provocar falhas nos motores a jato, o que justifica medidas preventivas de fechamento de aeroportos. A reportagem recorda um incidente de 1982 em que um Boeing 747 da British Airways perdeu temporariamente a potência em todos os quatro motores após atravessar uma nuvem de cinzas do vulcão Galunggung, na Indonésia, antes da tripulação conseguir reiniciá-los.

    Esse tipo de risco torna cruciais as decisões de controle de tráfego aéreo e a coordenação entre operadoras de aeroportos e companhias aéreas quando há atividade vulcânica ativa perto de rotas de chegada e partida.

    Consequências regionais e contexto operacional

    O prolongamento do fechamento de Catânia tem pressionado outros aeroportos na Sicília, que vêm recebendo voos desviados enquanto o terminal afetado permanece parcialmente inoperante. O aeroporto de Catânia é apontado como o quinto mais movimentado da Itália em termos de tráfego de passageiros.

    A SAC, operadora do aeroporto, foi citada informando que as medidas se mantêm até a manhã de 15 de agosto. A mesma operadora iniciou, em maio, a venda de uma participação de pelo menos 51% no aeroporto, informação destacada pela Agência Brasil como parte do pano de fundo operacional da gestão do terminal.

    Gravidade da interrupção

    Fontes da SAC, citadas pela agência italiana Ansa e repercutidas pela Agência Brasil, classificaram a interrupção atual como a mais grave a afetar o aeroporto de Catânia em pelo menos duas décadas. A avaliação reforça a dimensão do impacto no tráfego aéreo local e na logística de transporte na ilha.

    Enquanto as restrições permanecerem, companhias aéreas, operadores aeroportuários e autoridades responsáveis pelo controle do espaço aéreo deverão manter comunicação constante para proteger a segurança dos voos e minimizar transtornos aos passageiros.

    Orientações e próximos passos para viajantes

    Até a reabertura parcial ou total das operações, a recomendação oficial aos passageiros é confirmar o status de seus voos junto às empresas aéreas responsáveis. Decisões sobre reaberturas adicionais ou novas suspensões dependerão da evolução da atividade vulcânica e da dispersão das cinzas, com base em avaliações técnicas das autoridades competentes.

    As informações deste texto foram apuradas a partir de comunicado da operadora SAC e de reportagens da Agência Brasil que citam ainda a agência italiana Ansa.

  • Tufão Dolphin provoca chuvas intensas e inundações em Pequim

    Tufão Dolphin provoca chuvas intensas e inundações em Pequim

    O tufão Dolphin, qualificado como o tufão mais forte a afetar a China neste ano, deixou marcas significativas em Pequim na forma de chuvas intensas e alagamentos que impediram a circulação em vias importantes da capital. Imagens divulgadas pela imprensa chinesa mostraram ruas alagadas com carros e ônibus parcialmente submersos.

    Impacto direto em Pequim

    Autoridades da capital declararam o segundo nível mais alto de alerta de tempestade diante da chegada das precipitações. Como medida preventiva, foram suspensas 250 linhas de ônibus e fechadas 150 atrações turísticas, segundo reportou a agência oficial Xinhua. Além disso, 10 linhas de metrô passaram a operar em velocidade reduzida para garantir a segurança dos passageiros.

    O distrito de Changping, na zona norte de Pequim, foi um dos pontos mais afetados: a estação pluviométrica local registrou 90,7 mm de chuva em apenas uma hora a partir das 9h da manhã, indicando intensidade excepcional em curto período. Em vários trechos da cidade, vias de várias faixas viraram verdadeiros rios, provocando paradas de veículos e obstruções no tráfego urbano, conforme imagens divulgadas pelo site local Rednote.

    Percurso do tufão e situação meteorológica

    O tufão Dolphin enfraqueceu após percorrer mais de 6.000 km e tocar a costa na província de Zhejiang no domingo (9). Apesar do enfraquecimento, os remanescentes do sistema continuam a transportar umidade tropical para o interior do país, com risco de desencadear novos episódios de chuva intensa e, consequentemente, inundações em áreas afastadas do litoral.

    Relatos oficiais e imagens apontam que o fenômeno não se limitou a Pequim: províncias do centro e do leste da China registraram precipitações que bateram novos recordes locais, conforme informações reunidas pela cobertura jornalística.

    Consequências para a vida cotidiana e economia local

    Moradores relataram impactos diretos na rotina. Em Luohe, na província central de Henan, a moradora Zhao Junxia afirmou que a chuva tem atrapalhado trabalho e deslocamentos, além de causar dificuldades no acesso a alimentos e transporte, segundo a reportagem da Agência Brasil.

    O fechamento de pontos turísticos e a suspensão de centenas de linhas de ônibus mostram como as medidas administrativas visam reduzir danos e riscos, mas também refletem interrupções na mobilidade urbana e no funcionamento de serviços da cidade. A paralisação parcial do transporte público tem potencial para afetar tanto residentes quanto visitantes enquanto durar o alerta.

    Contexto climático e tendências

    Cientistas citados pela matéria associam a maior frequência e intensidade desses fenômenos às mudanças climáticas, apontando que o padrão emergente do El Niño contribui para elevação das temperaturas e para a formação de tufões mais frequentes e vigorosos. Essa combinação de efeitos climáticos tem sido observada como um fator que agrava eventos extremos, conforme observado nas recentes precipitações que atingiram várias províncias.

    Fontes, imagens e cobertura

    As informações sobre o alerta em Pequim, as medidas de transporte e os dados pluviométricos foram divulgadas pela agência oficial Xinhua e repercutidas pela Agência Brasil. Imagens que mostram trechos alagados foram publicadas pelo site chinês Rednote, enquanto relatos de moradores vieram de cidades como Luohe, em Henan. A reportagem original contou com a colaboração de corresponsais internacionais e agências mencionadas na cobertura.

    À medida que os remanescentes do tufão avançam pelo interior, autoridades locais e serviços de emergência monitoram a evolução das chuvas para mitigar riscos de inundações e preservar a segurança da população.

  • Incêndios florestais avançam e ameaçam arredores de Bordeaux; França e Espanha registram evacuações em massa

    Incêndios florestais avançam e ameaçam arredores de Bordeaux; França e Espanha registram evacuações em massa

    Incêndios florestais progrediram em direção aos arredores da cidade histórica de Bordeaux, no sudoeste da França, enquanto autoridades francesas e espanholas lidam com chamas que já causaram evacuações em massa em ambos os países, segundo reportagem da Agência Brasil.

    Avanço dos incêndios perto de Bordeaux

    Na França, as chamas devastaram a península de Cap Ferret, destino turístico no litoral Atlântico, e se espalharam pelas áreas que cercam Bordeaux. O ministro do Interior, Laurent Nunez, afirmou à emissora France 2 que há um incêndio “que não está sob controle e que está se movendo na direção da área urbana” e descreveu a situação como “sem precedentes”, de acordo com a Agência Brasil.

    O prefeito de Bordeaux, Thomas Cazenave, informou que o incêndio estava a cerca de 15 quilômetros dos pontos de acesso da cidade. Apesar do avanço das chamas, Cazenave declarou no início do dia que não havia, naquele momento, planos de evacuação para toda a cidade — cuja área metropolitana reúne cerca de 850 mil habitantes — e as autoridades seguem monitorando a situação.

    Durante a madrugada, a polícia francesa realizou remoções porta a porta em municípios próximos, como Marcheprime e Cestas, pedindo aos moradores que deixassem suas casas enquanto os bombeiros tentavam conter o avanço do fogo. Autoridades divulgaram imagens de policiais batendo em portas e orientando a saída de residentes.

    Situação na Espanha: Ávila e Castellón

    Na Espanha, o primeiro-ministro Pedro Sánchez visitou zonas atingidas pelo incêndio na província de Ávila, uma das três na região central afetadas por grandes focos, ao lado de Madri e Toledo. Autoridades informaram que mais de 50 mil hectares foram consumidos em Ávila, caracterizando-se como o maior incêndio florestal da história recente do país, segundo a ministra do Meio Ambiente, Sara Aagesen, de acordo com a Agência Brasil.

    Outro incêndio na província de Castellón, no leste espanhol, destruiu mais de 4,3 mil hectares, relataram autoridades regionais. O governador regional de Valência, Juanfran Pérez, disse que o fogo “está fora de controle” e que a extinção é tecnicamente muito difícil devido às condições climáticas adversas.

    Impacto regional e relação com o clima

    As autoridades informaram que cerca de 220 mil pessoas deixaram suas casas na França; na Espanha, o número de pessoas retiradas passa de 75 mil, além de 30 mil que receberam ordem de permanecer em abrigos. Em toda a Espanha, mais de 150 mil hectares foram queimados desde janeiro, número que representa seis vezes a área destruída no mesmo período do ano passado, conforme dados citados pela Agência Brasil.

    Cientistas apontam que eventos como secas prolongadas e ondas de calor sucessivas têm se intensificado devido às mudanças climáticas, e as autoridades vinculam a maior escala e intensidade dos incêndios às condições cada vez mais extremas. O Reuters Climate Monitor, citado na reportagem, registra que em julho as temperaturas máximas médias em Bordeaux e Ávila chegaram a aproximadamente 32°C, quase 6°C acima do normal para o mês.

    Outros focos na Europa e efeitos colaterais

    Além da França e da Espanha, a reportagem da Agência Brasil relata incêndios significativos em outras partes da Europa. Na Escócia, cerca de 500 bombeiros combateram um grande incêndio no Parque Nacional de Cairngorms desde 15 de julho; residentes da vila de Nethy Bridge, inicialmente evacuados, puderam retornar no final de sábado após melhora das condições.

    Na Itália, diversos incêndios fecharam trechos do anel viário de Roma e uma rodovia de acesso à capital por várias horas, afetando o tráfego. Na região de Puglia, no sul, turistas foram retirados de resorts na área de Gargano, com apoio da guarda costeira para alguns resgates. Focos na Sicília e no litoral adriático ocasionaram interrupções temporárias em linhas ferroviárias, segundo a reportagem.

    Em pronunciamento vindo da residência de verão em Castel Gandolfo, o Papa Leão ofereceu apoio espiritual e pediu orações pelas populações afetadas e pelas equipes de resgate, conforme noticiado pela Agência Brasil.

    Próximos passos e vigilância

    As autoridades francesas disseram que continuarão avaliando a situação com “calma e realismo” e que manterão operações de proteção das áreas urbanas e das populações em risco. Em ambos os países, equipes de bombeiros, forças policiais e serviços de emergência seguem mobilizados para conter as chamas e apoiar as populações deslocadas.

    • Fontes principais: Agência Brasil e citações oficiais de autoridades locais.
    • Regiões mais afetadas: arredores de Bordeaux e península de Cap Ferret (França); províncias de Ávila e Castellón (Espanha).
    • Números citados: cerca de 220 mil evacuados na França; mais de 75 mil na Espanha e 30 mil em abrigos; mais de 50 mil hectares queimados em Ávila; 4,3 mil hectares em Castellón; 150 mil hectares queimados na Espanha desde janeiro.