Categoria: Brasil

  • Partido Verde oficializa apoio à reeleição de Lula

    Partido Verde oficializa apoio à reeleição de Lula

    O Partido Verde (PV) confirmou o apoio à pré-candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva à Presidência da República durante sua convenção nacional, realizada de forma virtual na noite de sexta-feira (31) e transmitida pela internet, segundo reportagem da Agência Brasil.

    Decisão ratificada em convenção virtual

    A convenção do PV, realizada em formato virtual, oficializou o alinhamento do partido com a candidatura de Lula à reeleição. A realização por meio de transmissão pela internet foi destacada pela fonte como a forma escolhida para o encontro da legenda.

    Motivações apresentadas pelo partido

    De acordo com o PV, o objetivo do apoio é reforçar “o compromisso da legenda com o diálogo entre as forças democráticas e com a construção de um projeto político voltado à sustentabilidade, à inclusão social e ao fortalecimento das instituições”, conforme registrado pela Agência Brasil.

    Posição anterior e representações em convenções

    O partido já havia sinalizado concordância com essa posição ao participar da convenção do PDT na semana anterior, quando foi representado pelo vice-presidente do PV, Reynaldo Nunes. A representação naquela ocasião é citada pela reportagem como indicação prévia do apoio formalizado depois.

    Situação da candidatura de Lula

    Apesar do apoio anunciado pelo PV, Luiz Inácio Lula da Silva permanece como pré-candidato. A oficialização do nome de Lula como candidato deve ocorrer no domingo (2), durante a convenção nacional do Partido dos Trabalhadores (PT), conforme informou a Agência Brasil.

    As informações sobre o apoio do PV e sobre as datas das convenções foram obtidas a partir da reportagem da Agência Brasil, divulgada com dados sobre as decisões do partido na noite de sexta-feira.

    O que foi confirmado pela fonte

    • O PV oficializou apoio à pré-candidatura de Lula durante convenção nacional virtual na noite de sexta-feira (31).
    • O partido já havia demonstrado essa tendência ao participar da convenção do PDT, com representação de Reynaldo Nunes.
    • O PV justificou o apoio como reforço ao diálogo entre forças democráticas e à construção de um projeto político com foco em sustentabilidade, inclusão social e instituições.
    • Lula segue como pré-candidato; a oficialização pelo PT está prevista para domingo (2).

    Esta matéria baseia-se nas informações publicadas pela Agência Brasil. Onde o texto cita motivações e datas, está reproduzindo o que foi informado pela fonte, sem acrescentar interpretações ou detalhes não mencionados pela reportagem original.

  • PRTB oficializa candidatura de Leonardo Avalanche à Presidência em convenção realizada em Goiânia

    PRTB oficializa candidatura de Leonardo Avalanche à Presidência em convenção realizada em Goiânia

    O Partido Renovador Trabalhista Brasileiro (PRTB) oficializou a candidatura de Leonardo Avalanche à Presidência da República em convenção nacional realizada em Goiânia na quarta-feira, 29 de julho de 2026, segundo reportagem da Agência Brasil.

    O anúncio e a chapa

    Durante o evento em Goiânia, o partido confirmou Avalanche como candidato presidencial, mas informou que ainda não definiu o nome do vice na chapa. A decisão de oficializar o candidato ocorreu por meio da convenção nacional do PRTB, procedimento partidário previsto para formalizar candidaturas.

    Perfil do candidato

    Leonardo Avalanche é presidente nacional do PRTB e natural de Anápolis, no estado de Goiás. Conforme a Agência Brasil, ele atua como analista de sistemas e é bacharel em Direito. Essas informações foram divulgadas pela cobertura da convenção do partido.

    Contexto histórico do PRTB

    A convenção que lançou Avalanche marca a primeira vez desde 2014 que o PRTB lança um candidato à Presidência da República. Em 2014, o partido havia registrado a candidatura de Levy Fidelix, conforme registro da própria Agência Brasil. A retomada de uma candidatura presidencial pelo PRTB ocorre doze anos após aquela disputa presidencial mencionada na reportagem.

    Próximos passos apontados pela cobertura

    A Agência Brasil informou que continuará acompanhando os resultados das convenções nacionais dos partidos. Na cobertura citada, a reportagem indica que, na sexta-feira, 31 de julho de 2026, estavam programadas as convenções do Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado (PSTU) e do Partido Verde (PV).

    Além disso, a matéria da Agência Brasil registrou apenas os fatos relativos à oficialização da candidatura de Avalanche e à ausência, até então, de anúncio sobre o vice. A reportagem não trouxe informações sobre eventuais coligações, estratégias de campanha, cronograma de registro da candidatura no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ou reações de outros atores políticos.

    O que se sabe até o momento

    • Leonardo Avalanche foi oficializado candidato à Presidência pelo PRTB em convenção em Goiânia no dia 29 de julho de 2026 (Agência Brasil).
    • O partido ainda não anunciou o candidato a vice-presidente da chapa (Agência Brasil).
    • A escolha de Avalanche representa a primeira candidatura do PRTB ao Planalto desde 2014, quando o partido lançou Levy Fidelix (Agência Brasil).
    • A Agência Brasil informou que acompanhará os resultados das convenções nacionais dos partidos e citou convenções programadas para 31 de julho de 2026, do PSTU e do PV.

    As informações desta matéria foram obtidas a partir da cobertura da Agência Brasil sobre a convenção nacional do PRTB em Goiânia.

  • Aneel mantém bandeira tarifária amarela em agosto; custo adicional será R$ 1,88 a cada 100 kWh

    Aneel mantém bandeira tarifária amarela em agosto; custo adicional será R$ 1,88 a cada 100 kWh

    A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) anunciou, em comunicado repercutido pela Agência Brasil em 31 de julho de 2026, que a bandeira tarifária permanecerá na cor amarela durante o mês de agosto. O acréscimo definido é de R$ 1,88 a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos e se aplica a todos os consumidores conectados ao Sistema Interligado Nacional (SIN).

    Valor da bandeira e abrangência

    O valor extra de R$ 1,88 por 100 kWh será cobrado nas faturas de energia elétrica de residências, comércios e indústrias atendidos pelo SIN. Segundo a Aneel, não há diferenciação por segmento: a tarifa adicional prevista para a bandeira amarela alcança todos os consumidores dessas áreas do sistema.

    Por que a bandeira permanece amarela

    A manutenção da bandeira nessa cor decorre, de acordo com a Aneel, do período seco que afeta o país. A estiagem reduz os níveis dos reservatórios das hidrelétricas, diminuindo a geração de energia por esse tipo de usina. Como consequência, há maior necessidade de acionamento de usinas termelétricas, cuja operação envolve custos superiores aos das hidrelétricas, pressionando a composição do custo de geração no SIN.

    Impacto operacional

    Ao explicar a decisão, a Aneel destacou a relação entre condições hidrológicas e custo de geração: menos água nos reservatórios implica menor produção hidrelétrica e aumento do uso de termelétricas, elevando as despesas que acabam refletidas pelas bandeiras tarifárias. A agência classificou as condições como “menos favoráveis” para a geração de energia no momento da avaliação.

    Como o sistema de bandeiras funciona

    O regime de bandeiras tarifárias, criado pela Aneel em 2015, tem por objetivo sinalizar os custos variáveis da geração de energia elétrica. As cores — verde, amarela e vermelha — indicam quanto custa para o Sistema Interligado Nacional produzir a energia consumida em residências, comércios e indústrias.

    Quando a bandeira está verde, não há cobrança adicional na conta. As bandeiras amarela e vermelha implicam acréscimos por 100 kWh consumidos; no caso de agosto, foi mantida a bandeira amarela com o valor informado pela Aneel.

    Reavaliação mensal pelo ONS

    O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) realiza uma avaliação periódica das condições de operação do sistema de geração de energia elétrica e define a estratégia de geração mais adequada para atender à demanda. Com base nessa avaliação, o ONS traça uma previsão dos custos que devem ser cobertos pelas bandeiras, e a Aneel publica a cor e os valores aplicáveis mensalmente.

    Consequências e sinalizações

    O prolongamento da bandeira amarela por quatro meses consecutivos indica persistência de condições hidrológicas desfavoráveis para a geração hidrelétrica. Para o consumidor, isso significa manutenção do aumento nas faturas de energia enquanto a bandeira permanecer nessa faixa. Para o setor elétrico, a situação reforça a necessidade de ajustes na programação de usinas e na gestão dos recursos hídricos.

    As informações detalhadas sobre a bandeira de agosto e seus impactos foram divulgadas pela Aneel e reportadas pela Agência Brasil.

  • São Paulo registra aumento de 10% nos feminicídios no 1º semestre de 2026, diz SSP

    São Paulo registra aumento de 10% nos feminicídios no 1º semestre de 2026, diz SSP

    Panorama geral do primeiro semestre

    O estado de São Paulo registrou 142 feminicídios entre janeiro e junho de 2026, contra 129 no mesmo período de 2025, segundo dados divulgados no portal da Secretaria da Segurança Pública (SSP) e reportados pela Agência Brasil. O aumento representa, na comparação direta, uma elevação de 10% no número desses crimes em 12 meses.

    Embora o acumulado do semestre aponte aumento, o mês de junho isoladamente teve redução: foram 17 feminicídios em junho de 2026, ante 21 em junho de 2025.

    Aumento por tipo de crime contra a mulher

    Além dos feminicídios, outros indicadores de violência contra a mulher mostraram crescimento em junho de 2026 comparado ao mesmo mês do ano anterior. Os principais números apontados pela SSP são:

    • Descumprimento de medida protetiva de urgência (MPU): 2.099 ocorrências em junho de 2026, frente a 1.702 em junho de 2025, alta de 23,3%.
    • Lesão corporal dolosa contra mulheres: 5.604 registros em junho de 2026, ante 5.069 em junho de 2025, aumento de 10,5%.
    • Estupro de vulnerável: 848 vítimas em junho de 2026, contra 719 em junho de 2025 — 129 vítimas a mais no período comparado.
    • Perseguição: 3.037 registros em junho de 2026, ante 2.731 em junho de 2025.
    • Violência psicológica: 509 ocorrências em junho de 2026, contra 326 em junho de 2025.

    O que os números mostram em junho

    O mês de junho de 2026 apresenta um quadro misto: enquanto a quantidade de feminicídios diminuiu em relação a junho de 2025, diversas formas de agressão e desrespeito a medidas protetivas cresceram. Os dados publicados pela SSP destacam especialmente o salto no descumprimento de medidas protetivas e no número de vítimas de estupro de vulnerável.

    Os registros compilados pela SSP são referentes a ocorrências policiais registradas no período indicado e divulgadas no portal da Secretaria. A Agência Brasil divulgou os números difundidos pela SSP.

    Contexto e limites dos dados

    As estatísticas citadas são oficiais da Secretaria da Segurança Pública do Estado de São Paulo e se referem a registros de ocorrência. O levantamento comparou o primeiro semestre de 2026 com o mesmo intervalo de 2025, e também fez comparação mês a mês para junho de cada ano.

    O material divulgado não traz, porém, informações adicionais sobre a distribuição geográfica interna no estado (por cidade ou região), motivações específicas dos casos além da tipificação como feminicídio, nem detalha fatores causais ou medidas administrativas adotadas em resposta aos dados. Essas informações não constam nos dados divulgados pela SSP conforme reportado pela Agência Brasil.

    Leitura dos dados e indicações

    Os números divulgados mostram aumento consolidado de feminicídios no semestre e elevações expressivas em outras categorias de violência contra a mulher em junho, conforme os registros da polícia. A combinação de queda no número de feminicídios em um mês específico e aumento de outras formas de violência indica variações entre categorias e períodos comparados, mas o conjunto de dados divulgado pela SSP evidencia um aumento geral da violência contra mulheres em vários indicadores em 2026.

    Para acompanhar desdobramentos, medidas ou análises mais detalhadas será necessário consultar futuras atualizações da SSP ou comunicados oficiais que apresentem recortes por município, ações públicas ou explicações metodológicas adicionais.

    Fonte

    Dados: Secretaria da Segurança Pública do Estado de São Paulo (portal da SSP). Reportagem: Agência Brasil.

  • Caminhos da Reportagem vence 2º Prêmio ADEP-MG na categoria Vídeo com episódio sobre trabalho escravo doméstico

    Caminhos da Reportagem vence 2º Prêmio ADEP-MG na categoria Vídeo com episódio sobre trabalho escravo doméstico

    O episódio Trabalho escravo doméstico: silêncio e servidão, do programa Caminhos da Reportagem (TV Brasil), recebeu o primeiro lugar na categoria Vídeo do 2º Prêmio da Associação das Defensoras e dos Defensores Públicos de Minas Gerais de Jornalismo (ADEP-MG). A distinção reconhece reportagens que promovem maior visibilidade à Defensoria Pública, aos direitos humanos e ao acesso à justiça, segundo a organização do prêmio.

    Cerimônia e comissão julgadora

    A entrega dos prêmios ocorreu no dia 30 de julho de 2026, no Auditório da Defensoria Pública de Minas Gerais, em Belo Horizonte. A escolha das produções vencedoras foi feita pela Comissão Julgadora do prêmio, composta por representantes da Defensoria Pública estadual, da ADEP-MG e do Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Minas Gerais, conforme informado pela Agência Brasil.

    Critérios de avaliação

    Os trabalhos inscritos foram avaliados com base em parâmetros estabelecidos no edital do prêmio. Entre os critérios constaram a adequação ao tema proposto, a qualidade técnica, a relevância social, a abordagem sobre o papel da Defensoria Pública e a precisão no uso de termos jurídicos. A premiação teve três categorias nesta edição: Impresso, Vídeo e Internet, com o tema Defensoria Pública e Acesso à Justiça.

    A reportagem premiada e seu conteúdo

    A edição vencedora foi exibida em 20 de abril de 2026. O episódio foca em histórias de mulheres que foram submetidas a condições de trabalho análogo à escravidão na atividade doméstica e discute maneiras de aprimorar o acompanhamento após o resgate dessas vítimas. Para a reportagem, equipes do Caminhos da Reportagem nas capitais Brasília, São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte ouviram relatos das mulheres afetadas.

    Abordagem e alcance

    Ao tratar de relatos pessoais e de medidas de pós-resgate, a reportagem articula a dimensão humana das denúncias com reflexões sobre políticas públicas e assistência às vítimas — pontos que se alinham aos objetivos do prêmio de ampliar o reconhecimento social do trabalho da Defensoria Pública. A premiação reforça o destaque dado à pauta pelos produtores do programa.

    Sobre o Caminhos da Reportagem

    Lançado em 2008, o Caminhos da Reportagem é uma produção jornalística da TV Brasil que já acumulava, até o final de 2025, mais de 100 prêmios, segundo a emissora. Esses reconhecimentos, de acordo com a TV Brasil, atestam a relevância editorial e o compromisso da equipe com reportagens aprofundadas sobre temas de interesse público.

    O programa vai ao ar às segundas-feiras, às 23h, com reprise na madrugada de terça-feira às 2h30. Edições especiais e reportagens anteriores do Caminhos da Reportagem estão disponíveis no site oficial do programa e no canal da emissora no YouTube, além do aplicativo TV Brasil Play nas versões para Android e iOS.

    Onde assistir

    • Site do programa: http://tvbrasil.ebc.com.br/caminhosdareportagem
    • YouTube da TV Brasil: https://www.youtube.com/tvbrasil
    • App TV Brasil Play: http://tvbrasilplay.com.br (disponível para Android e iOS)

    As informações sobre o prêmio e o resultado foram divulgadas pela Agência Brasil.

  • MP-SP abre inquérito para apurar entrada de 12 PMs em escola após atividade sobre orixás

    MP-SP abre inquérito para apurar entrada de 12 PMs em escola após atividade sobre orixás

    O Ministério Público do Estado de São Paulo (MPSP) instaurou inquérito civil para investigar a entrada de 12 policiais militares armados em uma escola municipal da Zona Oeste de São Paulo após ocorrência relacionada a uma atividade pedagógica sobre a orixá Iansã. O episódio ocorreu em 11 de novembro de 2025 e motivou apurações sobre possíveis violações ao direito à educação, discriminação religiosa e conduta policial.

    O que aconteceu

    Segundo o MPSP, a intervenção policial na EMEI Antônio Bento foi desencadeada por uma denúncia de um pai de aluna de 4 anos. O pai, que também é policial militar, reclamou da atividade desenvolvida pela escola envolvendo a orixá Iansã. Em seguida, 12 PMs entraram no estabelecimento munidos de armas.

    Após os fatos, a Polícia Civil do Estado de São Paulo indiciou o pai da aluna por intolerância religiosa, conforme informação divulgada pelo Ministério Público.

    Investigação do Ministério Público

    A investigação do MPSP baseia-se em depoimentos, documentos e na análise das imagens registradas pelas câmeras corporais dos policiais envolvidos. De acordo com o promotor de Justiça Bruno Orsino Simonetti, os elementos reunidos até o momento não indicam a existência de crime que justificasse a ação policial dentro da escola, o que faz com que a diligência seja considerada pelo Ministério Público como “injustificada”.

    O inquérito civil buscará aprofundar a apuração sobre a possível violação do direito à educação e do livre exercício da atividade pedagógica, levando em conta a obrigatoriedade do ensino da história e da cultura afro-brasileira e indígena prevista na Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB).

    Posições das autoridades

    Em relatório preliminar citado pelo MPSP, a Secretaria Estadual de Segurança Pública (SSP-SP) concluiu que os policiais militares agiram em conformidade e não identificou necessidade de instaurar Inquérito Policial Militar ou sindicância. Essa avaliação contrasta com a avaliação inicial do Ministério Público, que considera a entrada dos policiais na escola sem justificativa suficiente.

    Por sua vez, a Secretaria Municipal de Educação (SME) informou que a atividade pedagógica questionada estava alinhada ao Currículo da Cidade para Educação Infantil, às Orientações Pedagógicas de Educação Antirracista e às Leis Federais 10.639/2003 e 11.645/2008, que tratam do ensino da história e cultura afro-brasileira, africana e indígena nas escolas.

    Implicações legais e educacionais

    O inquérito civil do MPSP pretende avaliar se a atuação policial configurou uma interferência indevida no ambiente escolar e se houve violação ao direito à educação e à liberdade de exercer atividade pedagógica prevista em lei. A apuração também investigará possíveis práticas de discriminação racial ou intolerância religiosa associadas ao episódio.

    Até o momento, os fatos podem resultar em diferentes desdobramentos: a continuidade da investigação civil por parte do Ministério Público, procedimentos internos na própria polícia estadual (caso sejam reabertos) ou medidas administrativas e disciplinares dependendo das conclusões das apurações. A Polícia Civil já indiciou o pai da aluna por intolerância religiosa, conforme noticiado pelo MPSP.

    Próximos passos

    • O MPSP seguirá a coleta e análise de provas, incluindo imagens das câmeras corporais, depoimentos e documentos.
    • A apuração buscará esclarecer se houve violação ao direito à educação e às normas que regem o ensino da cultura afro-brasileira e indígena.
    • Outras medidas cabíveis serão tomadas conforme as conclusões do inquérito civil e de investigações paralelas, quando for o caso.

    As informações sobre o caso foram divulgadas pelo Ministério Público de São Paulo e registradas em reportagem da Agência Brasil.

  • Brasil vence Alemanha por 5 a 1 e conquista título do Desafio Internacional de Judô em Blumenau

    Brasil vence Alemanha por 5 a 1 e conquista título do Desafio Internacional de Judô em Blumenau

    Brasil supera Alemanha e conquista o título em Blumenau

    A seleção brasileira de judô garantiu o título do Desafio Internacional de Judô ao vencer a Alemanha por 5 a 1, em confronto realizado na noite de quinta-feira (30) na cidade de Blumenau (SC). O torneio marcou o retorno da competição ao calendário da Confederação Brasileira de Judô (CBJ) após oito anos de ausência.

    O triunfo também representou a quebra de um jejum de três anos sem vitórias brasileiras diante da Alemanha em competições mistas. No total, desde 2013 as duas equipes se enfrentaram dez vezes na categoria sênior, com a Alemanha somando seis vitórias e o Brasil quatro.

    Detalhes das lutas e performances individuais

    A primeira vitória brasileira foi obtida por Shirlen Nascimento, atual campeã mundial, que superou Seja Ballhaus ao aplicar um ippon no início do golden score, tempo extra da luta, na disputa abaixo dos 57 kg. Em seguida, Daniel Cargnin, na categoria até 73 kg, derrotou Kevin Abeltshauser com um yuko e um ippon por imobilização, ampliando a vantagem brasileira.

    Na terceira luta, a medalhista olímpica Rafaela Silva entrou no tatame contra Mirian Butkereit. Mesmo competindo em uma categoria acima da sua — nos 70 kg — Rafaela reverteu uma tentativa da adversária, marcou um waza-ari e, em seguida, finalizou o combate com um ippon, dando ao Brasil vantagem de 3 a 0.

    Resultados individualizados

    • Shirlen Nascimento: vitória por ippon (categoria abaixo de 57 kg);
    • Daniel Cargnin: vitória por yuko e ippon por imobilização (até 73 kg);
    • Rafaela Silva: waza-ari e ippon (categoria dos 70 kg, acima de sua faixa usual);
    • Rafael Macedo: finalização por chave de braço (até 90 kg);
    • Beatriz Freitas: derrota para Alina Boehm por waza-ari (acima de 70 kg) — ponto da Alemanha;
    • Leonardo Gonçalves: vitória por chave de braço (90 kg), que selou o placar em 5 a 1.

    Análises, reações e preparação para o Mundial

    Daniel Cargnin avaliou que os confrontos entre Brasil e Alemanha costumam ser decididos nos detalhes, destacando o equilíbrio entre as equipes. Segundo declaração reproduzida pela CBJ, ele afirmou que o foco agora será aproveitar o período de preparação para chegar ao Mundial em Baku (Azerbaijão), com início previsto para 4 de outubro, em busca da medalha por equipes.

    Rafaela Silva também comentou sobre a importância de competir em casa e afirmou — em depoimento ao site da CBJ — que lutar diante do público brasileiro motiva a equipe e permite ajustar erros de disputas anteriores, citando a derrota sofrida para a mesma adversária na edição passada do Mundial em Budapeste.

    Contexto histórico e próximos compromissos

    Apesar do êxito no Desafio Internacional, o histórico recente de confrontos entre as duas seleções ainda é favorável à Alemanha. Desde 2013, em dez encontros na classe sênior, a equipe europeia venceu seis vezes, enquanto o Brasil obteve quatro triunfos.

    O próximo compromisso informado para a seleção brasileira é o Grand Prix de Lima, no Peru, competição que contabiliza pontos para o ranking de classificação olímpica rumo aos Jogos de Los Angeles 2028. A participação e o desempenho neste evento serão relevantes para o posicionamento dos atletas no ranking olímpico.

    Fonte: Agência Brasil, com informações da Confederação Brasileira de Judô (CBJ).

  • Centrais sindicais entregam propostas ao governo para enfrentar ‘tarifaço’ dos EUA

    Centrais sindicais entregam propostas ao governo para enfrentar ‘tarifaço’ dos EUA

    Em reunião realizada em São Paulo no dia 31 de julho, seis centrais sindicais entregaram ao ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Márcio Elias Rosa, um documento com propostas para enfrentar o impacto do aumento de tarifas imposto pelos Estados Unidos a uma série de produtos brasileiros, informou a Agência Brasil.

    Pontos centrais do documento

    As entidades — CUT, Força Sindical, UGT, CTB, CSB e NCST — propõem medidas focadas na defesa do emprego, no estímulo à produção interna e no reforço de instituições públicas. Entre as sugestões constam exigência de manutenção de vagas de trabalho para empresas que tenham acesso a programas de socorro e maior utilização das compras públicas e da política de conteúdo local para impulsionar a indústria nacional.

    Investimento público e política industrial

    O documento recomenda ampliar os investimentos públicos em infraestrutura social e produtiva, citando áreas como transporte, energia, habitação, saúde e educação. As centrais também pedem fortalecimento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) como instrumento para apoiar a produção interna e contrabalançar os efeitos da medida tarifária externa.

    Proteção social, transição e comércio internacional

    As propostas incluem a criação de fundos de compensação e programas de transição para trabalhadores prejudicados pelo comércio internacional, além de mecanismos para reforçar a organização sindical e assegurar negociação coletiva nos setores impactados. As centrais também defendem a busca de novos mercados para os produtos que foram tarifados pelos EUA e o reforço do Mercosul como instrumento de integração econômica regional.

    No texto, as centrais apontam preocupação com os impactos econômicos, de emprego e de soberania produtiva e política causados pelo que chamam de agravamento da guerra comercial decorrente das medidas protecionistas norte-americanas.

    Aspectos legais e concorrenciais

    Entre as recomendações, o documento propõe a revisão da Lei de Patentes para coibir abusos relacionados à propriedade intelectual. As centrais também manifestaram apoio às medidas que o Brasil já adotou em resposta ao aumento tarifário e citaram a Lei de Reciprocidade Econômica, aprovada no Congresso no ano anterior.

    Segundo as centrais, o modelo de desenvolvimento que defendem deve priorizar a geração e a proteção de empregos, combater a precarização do trabalho e promover a valorização da renda do trabalho para fortalecer a capacidade de consumo das famílias.

    Contexto internacional: ação brasileira na OMC

    O documento das centrais foi apresentado num momento em que o governo brasileiro levou o caso à Organização Mundial do Comércio (OMC). Em nota encaminhada à OMC em 27 de julho, o Brasil classificou como “inconsistentes” as tarifas aplicadas pelos Estados Unidos e solicitou consultas no mecanismo de solução de controvérsias da organização, na tentativa de negociar antes de eventual instalação de painel para analisar o caso, conforme informado pela Agência Brasil.

    O governo brasileiro afirmou, nesse pedido de consultas, que as medidas dos EUA parecem conflitar com as obrigações do país no âmbito do Acordo Geral de Tarifas e Comércio de 1994 e que o Brasil estaria sendo preterido nas relações comerciais frente a outros membros da OMC.

    O documento das centrais sindicais, assinado por CUT, Força Sindical, UGT, CTB, CSB e NCST, foi entregue durante reunião em São Paulo ao ministro Márcio Elias Rosa e combina reivindicações de caráter industrial, social e institucional para enfrentar os efeitos do chamado tarifaço dos EUA, segundo a Agência Brasil.

    Fonte: Agência Brasil.

  • FAB intercepta aeronave sem identificação vinda da Bolívia e usa tiro de detenção para forçar pouso

    FAB intercepta aeronave sem identificação vinda da Bolívia e usa tiro de detenção para forçar pouso

    A Força Aérea Brasileira (FAB) interceptou, no dia 31 de julho de 2026, uma aeronave de pequeno porte que vinha da Bolívia e apresentava características que a tornaram suspeita para os órgãos de defesa aeroespacial. A ação culminou no emprego de um tiro de detenção para impedir que a aeronave prosseguisse o voo, segundo informou a corporação.

    Motivos que levaram à interceptação

    Os fatores que qualificaram a aeronave como suspeita foram, conforme comunicado da FAB: a ausência de plano de voo declarado, a falta de contato com os órgãos de controle de tráfego aéreo e a inexistência de matrícula identificável. Essas três condições impediram que a aviação militar obtivesse informações básicas sobre a origem, rota e identificação do aparelho.

    Como ocorreu a ação da FAB

    Dois caças A-29 Super Tucano foram empregados na aproximação à aeronave. Ao não haver colaboração por parte da aeronave interceptada — que deixou de seguir as ordens emitidas pelos controladores e pela defesa aeroespacial — a FAB recorreu ao procedimento conhecido como Tiro de Detenção (TDE). Segundo a corporação, o TDE é a última etapa dentro das Medidas de Policiamento do Espaço Aéreo e destina-se a impedir a continuidade do voo, por meio de disparos que danificam equipamentos da aeronave e forçam sua aterrissagem.

    Desfecho da interceptação e atuação das autoridades

    Após os disparos, a aeronave fez um pouso forçado a aproximadamente 200 km ao norte de Campo Grande, capital do Mato Grosso do Sul. Quando as forças de segurança chegaram ao local, deslocando-se de helicóptero, encontraram o avião abandonado. A reportagem não informa se havia passageiros ou tripulantes no momento da chegada da polícia, nem detalha eventuais apreensões ou danos além do pouso forçado.

    O que é o Tiro de Detenção

    O Tiro de Detenção é descrito pela própria FAB como a etapa final das medidas de policiamento do espaço aéreo. Ele é utilizado quando uma aeronave interceptada não cumpre as ordens de defensores aeroespaciais e representa um meio para tornar impossível a continuação do voo, atuando sobre equipamentos da aeronave. A corporação destacou o uso dessa medida em razão da falta de colaboração do aparelho interceptado.

    Informação e atribuição

    As informações sobre a interceptação e sobre os procedimentos adotados foram divulgadas pela Força Aérea Brasileira e reportadas pela Agência Brasil. A notícia não traz mais detalhes sobre a origem específica da aeronave na Bolívia, sobre a identidade de possíveis ocupantes, nem sobre diligências posteriores realizadas pelas polícias ou pela FAB.

    Principais pontos observados

    • Data da interceptação: 31 de julho de 2026.
    • Aeronave vinha da Bolívia e era de pequeno porte.
    • Fatores que motivaram a suspeita: ausência de plano de voo, falta de contato com controle de tráfego e ausência de matrícula identificável.
    • Foram usados dois caças A-29 Super Tucano.
    • Foi empregado o Tiro de Detenção para forçar o pouso.
    • O avião realizou um pouso forçado a cerca de 200 km ao norte de Campo Grande (MS) e foi encontrado abandonado quando a polícia chegou.

    Fonte: Agência Brasil, com informações da Força Aérea Brasileira.

  • Dólar sobe levemente na sexta, mas registra queda de 1,82% em julho

    Dólar sobe levemente na sexta, mas registra queda de 1,82% em julho

    O dólar encerrou o pregão desta sexta-feira (31) com alta de 0,13%, a R$ 5,069, segundo levantamento da Agência Brasil. O movimento diário reflete uma maior aversão ao risco no mercado internacional, na esteira de novas declarações dos Estados Unidos sobre o conflito com o Irã e a continuidade dos impasses na Faixa de Gaza.

    Motivos da oscilação do dólar

    A valorização do dólar no dia esteve associada à busca por ativos considerados mais seguros diante da piora nas tensões do Oriente Médio e ao fortalecimento da moeda americana no exterior. Outro elemento citado como sustentação foi o aumento dos rendimentos dos títulos do Tesouro dos EUA, após declarações de dirigentes do Federal Reserve em defesa de um voto favorável a aumento de juros na reunião da semana.

    O fechamento também se deu após a conclusão da formação da Ptax — taxa de fim de mês usada para corrigir a dívida pública atrelada ao dólar e para cálculo de reservas internacionais —, o que influenciou operações de mercado no último dia do mês.

    Desempenho mensal e anual

    Embora tenha terminado a sexta-feira em alta, o dólar acumulou queda de 1,82% no mês de julho. No acumulado do ano, a divisa registra recuo de 7,73%, conforme os dados relatados pela Agência Brasil.

    Bolsa, atraso operacional e reação do mercado

    O principal índice da B3, o Ibovespa, fechou em alta de 0,47%, aos 177.999 pontos — o maior fechamento desde 14 de maio — e acumulou ganho próximo a 3,5% no mês. O avanço ocorreu mesmo após um problema técnico que atrasou em mais de duas horas a abertura dos mercados de ações e de juros da B3.

    De acordo com a bolsa, o incidente decorreu de falha em um componente tecnológico da infraestrutura de pós-negociação e não há indícios de ataque cibernético. O problema não teve impacto relevante na trajetória dos ativos ao longo da sessão, que recuperou o ritmo na parte da tarde.

    Nos Estados Unidos, os principais índices acionários avançaram ao longo do dia, com resultados corporativos e indicadores econômicos fortalecendo o apetite por ativos de risco, conforme relatado pela Agência Brasil.

    Petróleo dispara com agravamento das tensões no Oriente Médio

    O petróleo subiu novamente nesta sexta-feira e encerrou o mês com a maior valorização mensal desde março. O barril de Brent fechou cotado a US$ 87,93, alta de 1,21% no dia, enquanto o WTI (Texas) avançou 1,29%, para US$ 84,67. No acumulado de julho, o Brent subiu 23,5% e o WTI 21,8%.

    O movimento dos preços foi impulsionado pelo agravamento das tensões entre Estados Unidos e Irã: autoridades iranianas afirmaram ter interceptado navios‑tanque no Estreito de Ormuz e divulgado ataques a instalações militares americanas na região, enquanto os EUA endureceram o discurso em relação ao Irã. O mercado também acompanhou relatos sobre possíveis restrições ao transporte de petróleo na área.

    Além disso, operadores aguardavam a reunião da Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados (Opep+), marcada para o fim de semana, quando o grupo deve discutir níveis de produção da commodity, fator que pode influenciar a trajetória dos preços.

    Contexto e próximo dia útil

    O fechamento de julho deixou o mercado com sinais mistos: o real se beneficiou no mês por um conjunto de fatores, mas as recentes tensões geopolíticas e a alta dos rendimentos nos EUA mantêm pressões de alta sobre o dólar. Investidores continuavam monitorando desdobramentos no Oriente Médio, decisões de política do Federal Reserve e o desfecho da reunião da Opep+ para ajustar posições.

    Fonte: Agência Brasil.