Categoria: Brasil

  • Cruzeiro goleia Botafogo por 4 a 0 no Brasileirão Feminino; Marília faz três

    Cruzeiro goleia Botafogo por 4 a 0 no Brasileirão Feminino; Marília faz três

    O Cruzeiro derrotou o Botafogo por 4 a 0 na 14ª rodada do Brasileirão Feminino, em jogo realizado na tarde de sábado (1º) e transmitido ao vivo pela TV Brasil. A vitória foi construída com gols de Marília, que marcou três vezes, e de Letícia Ferreira, que converteu um pênalti.

    Como foi a partida

    O time mineiro abriu o placar cedo, aos cinco minutos do primeiro tempo, quando Marília escorou para as redes. A atacante voltou a balançar a rede ainda na etapa inicial, aos 44 minutos, com um chute potente no ângulo a partir da entrada da área. No segundo tempo, aos 23 minutos, Letícia Ferreira ampliou a vantagem ao converter uma cobrança de pênalti. Marília fechou a conta aos 29 minutos da etapa final, dominando na área e finalizando de canhota.

    Destaque: Marília

    Com os três gols na partida, Marília chegou a 10 tentos no torneio e assumiu a liderança isolada da artilharia do Brasileirão Feminino. Os gols na partida incluíram finalizações de diferentes formatos: um escoramento no início do jogo, um chute de longa distância no fim do primeiro tempo e um arremate dentro da área na segunda etapa.

    Impacto na tabela

    Após o triunfo, o Cruzeiro alcançou 24 pontos e, momentaneamente, ocupa a quinta posição na tabela do campeonato. Segundo a apuração, a equipe ainda pode perder até três posições dependendo dos resultados dos demais jogos da rodada. O Botafogo segue na lanterna do torneio com apenas cinco pontos.

    Posição provisória

    A colocação do Cruzeiro é descrita como provisória porque outros resultados da 14ª rodada ainda podem alterar as posições. A reportagem indica que a equipe mineira está, por ora, em quinto lugar, mas sem garantir que permanecerá nessa colocação ao final da rodada.

    Próximos jogos e transmissões

    O calendário imediato aponta que o Cruzeiro volta a campo pelo Brasileirão no domingo, dia 9, contra o Grêmio em Porto Alegre. Já o Botafogo tem pela frente o clássico com o Fluminense, marcado para sexta-feira, dia 7, no estádio Nilton Santos.

    Além desse jogo, a TV Brasil transmitiu ao vivo outra partida no sábado: Vitória e São Paulo, que se enfrentaram em Salvador a partir das 21h, conforme a programação de transmissões informada.

    As informações desta matéria são baseadas em reportagem da Agência Brasil.

  • Procon-RJ orienta consumidores sobre ressarcimento por danos de aparelhos após vendaval no RJ

    Procon-RJ orienta consumidores sobre ressarcimento por danos de aparelhos após vendaval no RJ

    A Secretaria de Estado de Defesa do Consumidor (Sedcon) e o Procon-RJ divulgaram orientações para consumidores que tiveram prejuízos em razão da interrupção do fornecimento de energia provocada pelo vendaval que atingiu o estado do Rio de Janeiro. Equipamentos danificados, perda de alimentos por falta de refrigeração e outros danos podem ser objeto de pedido de ressarcimento junto à concessionária responsável, conforme prevê o Código de Defesa do Consumidor e a regulamentação da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), segundo reportou a Agência Brasil.

    Como solicitar ressarcimento

    O primeiro passo recomendado é abrir o pedido de ressarcimento diretamente com a distribuidora de energia. No requerimento, o consumidor deve informar a data e o horário aproximado da interrupção e identificar o equipamento afetado, indicando marca, modelo e tempo de uso, quando possível.

    É importante reunir documentos que comprovem o prejuízo: notas fiscais, protocolos de atendimento, orçamentos, laudos técnicos e qualquer outro comprovante que ajude a demonstrar o dano. A Sedcon e o Procon-RJ também aconselham a não consertar ou descartar o aparelho antes da análise da concessionária, salvo se houver autorização ou necessidade comprovada.

    Prazos e procedimentos previstos pela Aneel

    A regulamentação da Aneel estabelece prazos para a verificação e a resposta das distribuidoras. Quando se trata de aparelhos usados para conservar alimentos perecíveis ou medicamentos, como geladeiras e freezers, a concessionária deve verificar o equipamento em até um dia útil. Para os demais equipamentos, o prazo para verificação é de até 10 dias.

    Após a análise, a distribuidora tem um prazo para informar o consumidor sobre o resultado: em até 15 dias quando o pedido for feito nos primeiros 90 dias após o dano; ou em até 30 dias nos demais casos. Se o pedido for aceito, o ressarcimento deve ocorrer em até 20 dias, por meio de conserto, substituição do bem ou pagamento de indenização. O consumidor dispõe de até cinco anos para solicitar o ressarcimento, conforme a regulamentação citada pela reportagem.

    Atuação das concessionárias e situação do restabelecimento

    O vendaval deixou um número significativo de consumidores sem energia. Na quarta-feira (29), o dia em que os ventos — que chegaram a aproximadamente 105 km/h no Aeroporto Internacional do Galeão — se intensificaram, cerca de 1,1 milhão de clientes chegaram a ficar sem fornecimento. Três dias depois, quase 40 mil clientes da Light ainda estavam sem luz, segundo a Agência Brasil.

    A Light informou à imprensa que mais de 2 mil profissionais atuavam na reconstrução da rede, com foco na Baixada Fluminense e na zona oeste do Rio. A concessionária Enel declarou ter restabelecido o serviço para 99% dos consumidores afetados, deixando entre 3,5 mil e 5 mil clientes sem energia, principalmente em Niterói, Maricá e em trechos da Costa Verde, como Angra dos Reis e Paraty. A demora em algumas áreas foi atribuída à necessidade de substituir postes, reconstruir redes e remover grandes árvores.

    Orientação em caso de dificuldade para obter ressarcimento

    Se o consumidor enfrentar dificuldades para ter seus direitos atendidos pela distribuidora, a Sedcon e o Procon-RJ orientam buscar os canais oficiais de atendimento desses órgãos para registrar reclamações e receber orientação sobre os procedimentos cabíveis. A reportagem da Agência Brasil destacou que os órgãos estaduais estão disponíveis para dar suporte em situações de conflito entre consumidores e concessionárias.

    As informações desta matéria foram obtidas a partir de relatos e orientações divulgadas pela Secretaria de Estado de Defesa do Consumidor, pelo Procon-RJ, por concessionárias de energia e pela Agência Nacional de Energia Elétrica, conforme noticiado pela Agência Brasil.

  • Brasil fecha Internacional de parabadminton em São Paulo com 39 medalhas, incluindo 8 ouros

    Brasil fecha Internacional de parabadminton em São Paulo com 39 medalhas, incluindo 8 ouros

    O Internacional de parabadminton realizado no Centro de Treinamento Paralímpico, em São Paulo, terminou neste sábado (1º/08) com ampla participação brasileira e saldo positivo no quadro de medalhas. A delegação nacional somou 39 pódios: oito de ouro, 11 de prata e 20 de bronze, conforme reportagem da Agência Brasil.

    Resultados gerais e composição da delegação

    A seleção brasileira contou com 97 representantes na competição em São Paulo. Ao final do torneio, o país alcançou oito primeiros lugares nas diferentes categorias e classes da modalidade, além das demais colocações no pódio. Segundo a Agência Brasil, a reta final do evento teve disputas decididas por parciais apertadas e vitórias em sets diretos.

    Destaques individuais: Kauana Beckenkamp e outros campeões

    A paranaense Kauana Beckenkamp foi a principal destaque da delegação ao conquistar três medalhas de ouro. No torneio individual da classe SL3, voltada a atletas com comprometimento em membros inferiores, Kauana superou a indiana Tulika Jadhao em dois sets, com parciais de 22/20 e 21/9.

    Além do título no individual, Kauana faturou mais dois ouros nas duplas. Em parceria com o sul-mato-grossense Yuki Roberto Rodrigues, ela venceu as duplas mistas SL3/SU5 na final contra Rogério Oliveira e Edwarda Oliveira por 2 sets a 1 (21/17, 16/21 e 21/15). Nas duplas femininas SL3/SU5, ao lado da amazonense Mikaela da Costa Almeida, Kauana derrotou a dupla formada por Tulika Jadhao (Índia) e Beatriz Monteiro (Portugal) por 2 a 0, com parciais de 23/21 e 21/17.

    Outras decisões e partidas marcantes

    O torneio ainda teve conquistas brasileiras em várias classes. Na categoria WH2, destinada a cadeirantes, o paulista Júlio Cesar Godoy ficou com o ouro ao superar o paraense Victor Rocha Amorim por 2 a 0 (21/13 e 21/14). Na SL4, voltada a atletas com deficiência em membros inferiores, a maranhense Ana Carolina Coutinho Reis venceu Edwarda Oliveira por 2 a 0 (21/5 e 21/16).

    Rogério Oliveira também garantiu ouro na classe SL4 ao derrotar o mexicano Maximiliano Avila Sosa por 2 a 0 (21/14 e 21/13). Em uma das partidas mais disputadas do dia, o brasileiro Marcelo Conceição venceu o japonês Shoichiro Eguchi por 2 a 1, com parciais de 17/21, 26/24 e 29/27. Marcelo ainda faturou o título nas duplas WH1/WH2 ao lado de Júlio Godoy, batendo a dupla formada pelo brasiliense Amauri Alves Viana e o mineiro Rômulo Henrique Sousa.

    Ao longo do sábado, o Brasil registrou ainda combinações de ouro e prata em outras três disputas, ampliando o total conquistado pelas categorias da competição.

    Próximos passos da equipe brasileira

    De acordo com a Agência Brasil, a delegação verde e amarela tem novo compromisso internacional já nesta semana: a partir de 4 de agosto, a equipe segue para Lima, no Peru, onde disputará o Internacional do Peru. A participação no torneio peruano é o próximo desafio da seleção após a disputa no CT Paralímpico.

    Os resultados em São Paulo mostram a profundidade do parabadminton brasileiro nas diferentes classes, com atletas conquistando títulos tanto no individual quanto em pares. A cobertura da competição e os dados de pódios foram informados pela Agência Brasil.

  • Rua João de Barros passa a se chamar Rua do Samba em homenagem à história do gênero na Barra Funda

    Rua João de Barros passa a se chamar Rua do Samba em homenagem à história do gênero na Barra Funda

    A Rua João de Barros, localizada no bairro da Barra Funda, em São Paulo, passou a se chamar Rua do Samba em cerimônia realizada em 28 de julho. A via, que tem apenas uma quadra, é conhecida por abrigar rodas de samba desde a década de 1980, quando Carlos Alberto Tobias começou a organizar eventos naquele trecho.

    Memória familiar e trajetória do samba na rua

    O novo nome na placa representa mais do que homenagem ao gênero musical: é também uma tentativa de resgatar e preservar a memória negra presente na Barra Funda. Simone Tobias, cantora e compositora, relatou à imprensa a trajetória de sua família no bairro. Ela é filha de Carlos Alberto e neta de Seu Inocêncio, que reorganizou um antigo grupo carnavalesco em 1953; esse movimento evoluiu posteriormente para a Escola Camisa Verde e Branco.

    Segundo Simone, a história da família no carnaval da Barra Funda remonta a 1914, quando Dionísio Barbosa, tio de sua avó paterna, fundou o grupo carnavalesco Barra Funda. Ela acrescenta que o apelido “camisas verdes” usado por seu avô passou a incorporar o branco para evitar associação com os integralistas.

    Os ensaios e reuniões aconteciam em frente à casa da família Tobias, em um porão de um antigo cortiço que já não existe. Simone também comentou sobre o impacto da especulação imobiliária no final da década de 1970, quando muitos moradores foram deslocados para áreas periféricas, alterando o tecido social e cultural do bairro.

    Cartografias de Bambas: memória, território e ações culturais

    Em face da ameaça de apagamento pela gentrificação, o projeto Cartografias de Bambas passou a atuar para valorizar a presença histórica do samba na Barra Funda. Coordenado por Nathália Oliveira, o projeto busca enfatizar que a relação com o bairro ultrapassa a dimensão musical e está ligada ao sentimento de pertencimento ao território.

    Nathália afirma que reduzir o samba a apenas um som é ignorar a construção histórica que envolve família, comunidade e lugar. Para ela, o reconhecimento da Rua do Samba deve suscitar uma discussão mais ampla na cidade sobre a permanência das populações negras nos espaços de memória gerados por seus antepassados.

    Uma iniciativa prática ligada ao projeto é o Festival Cartografias de Bambas, que reúne mensalmente sambistas e coletivos culturais na Rua do Samba. De acordo com Nathália, o festival ocorre mensalmente há oito meses e tem atraído um público cada vez mais diverso e com maior presença de pessoas negras provenientes de diferentes regiões e faixas etárias, além de reconectar frequentadores antigos com o território.

    Largo da Banana e outros vestígios de memória

    Antes da denominação da Rua do Samba, outro ponto da Barra Funda já figurava como referência do samba na cidade: o Largo da Banana. O local foi palco de reuniões de estivadores negros no final do século 19, onde se desenvolveu parte do repertório que daria origem ao samba em São Paulo. No entanto, a construção de um viaduto na década de 1950 alterou o espaço, e hoje resta apenas uma placa que atesta essa memória.

    O manifesto “Rua do Samba da Barra Funda”, elaborado pelo Cartografias de Bambas, lembra que a preservação da memória é também uma questão de políticas públicas. O documento defende que a via se mantenha como “patrimônio vivo, chão de memória e encruzilhada de futuros”, expressão utilizada pelo coletivo para sintetizar o objetivo de transformar a rua em espaço contínuo de memória e sociabilidade.

    As informações desta reportagem são baseadas em matéria da Agência Brasil.

  • Documentário colombiano destaca papel dos páramos na regulação hídrica e aponta ameaças

    Documentário colombiano destaca papel dos páramos na regulação hídrica e aponta ameaças

    O documentário Páramos II El Origen, dirigido pelo cineasta colombiano Alejandro Calderón, apresenta uma análise sobre a formação e a função dos páramos e chama atenção para os riscos que esses ecossistemas enfrentam. A obra foi exibida no festival Bonito CineSur, em Bonito (MS), e traz depoimentos de especialistas que relacionam a preservação dos páramos à segurança hídrica de regiões abaixo das montanhas.

    O que são os páramos

    Os páramos são ecossistemas de altitude formados por solos encharcados, cobertos por musgos, arbustos e pequenas lagoas. Localizados ao longo da Cordilheira dos Andes, esses ambientes aparecem em altitudes que a produção associa a uma faixa entre 3 mil e 5 mil metros acima do nível do mar, sendo a Colômbia o país com a maior extensão desse tipo de bioma.

    Segundo a reportagem da Agência Brasil, os solos dos páramos têm origem glacial e vulcânica e, em muitos trechos, ainda estão em formação. Essa composição confere grande capacidade de retenção de água, o que torna os páramos fundamentais para o abastecimento de rios e para a oferta de água limpa a regiões mais baixas.

    Função hidrológica e conexão com grandes bacias

    No documentário, Calderón e os especialistas que ele reúne destacam que as numerosas lagoas presentes nos páramos funcionam como pontos centrais no processamento da água proveniente dos Andes. Essa água alimenta cursos d’água que se dirigem tanto ao litoral quanto a bacias importantes da América do Sul, como a Amazônia e o sistema do Orinoco.

    A reportagem aponta que, pela posição e pela capacidade de retenção, os páramos atuam como reguladores do ciclo hídrico, influenciando disponibilidade de água e contribuindo para a manutenção de ecossistemas e atividades humanas a jusante.

    Ameaças observadas pelo filme

    Calderón salienta que a integridade dos páramos está sendo comprometida por diversos usos da terra. Entre os fatores citados na entrevista à Agência Brasil estão a mineração, a expansão de monoculturas e a pecuária, que provocam destruição da vegetação nativa e reduzem a capacidade do solo de armazenar água.

    Os depoimentos reunidos no documentário fazem a ligação direta entre mudança no uso do solo e perda da função hídrica desses ecossistemas, apontando riscos tanto locais quanto ampliados, pois práticas semelhantes ameaçam também outros biomas, como a Amazônia, conforme observado pelo diretor.

    Propostas e caminhos sugeridos

    Uma das mensagens centrais do documentário é a necessidade de discutir coletivamente o manejo do solo e da terra. Calderón propõe a formação de espaços de diálogo que reúnam as partes envolvidas — comunidades camponesas e indígenas, criadores de gado e proprietários de terra — para buscar consensos sobre o uso e a proteção dos páramos.

    O cineasta também relaciona mudanças nos hábitos de consumo e nas práticas produtivas a fatores políticos e econômicos, argumentando que transformações individuais e coletivas são necessárias para reduzir a pressão sobre esses ecossistemas.

    Exibição e contextualização

    A projeção no Bonito CineSur trouxe o debate sobre os páramos para um festival realizado em Bonito, no Mato Grosso do Sul, aproximando uma problemática andina ao público brasileiro. Em entrevista, Calderón indicou que discussões globais sobre uso do solo são essenciais, uma vez que as mesmas ameaças afetam diferentes regiões e biomas da América do Sul.

    Fonte: Agência Brasil. Nota: a repórter viajou a convite do Bonito CineSur.

  • Participação feminina na direção de filmes brasileiros permanece abaixo de 20%, dizem produtoras

    Participação feminina na direção de filmes brasileiros permanece abaixo de 20%, dizem produtoras

    A presença de mulheres em posições de comando dentro das produções cinematográficas brasileiras segue aquém da representatividade observada em outras áreas do setor. Segundo organizadoras de festival e dados oficiais, a participação feminina na direção de filmes e séries não ultrapassa 20%.

    Indicadores e panorama atual

    O Anuário Estatístico do Audiovisual Brasileiro de 2024, elaborado pelo Observatório Brasileiro do Cinema e do Audiovisual (OCA) e publicado pela Agência Nacional de Cinema (Ancine), aponta que mulheres representam 17% da direção de séries e filmes produzidos no país. No levantamento, dos longas-metragens brasileiros produzidos em 2023, 231 foram dirigidos exclusivamente por homens e 52 por mulheres. No campo do roteiro, os registros também mostram predominância masculina: 165 roteiros assinados por homens contra 41 por mulheres.

    Ao mesmo tempo, o anuário mostra maior presença feminina em outras áreas técnicas e de circulação: nas atividades de exibição as mulheres somam 58% dos profissionais e na distribuição, 54%. Na direção de arte 99 trabalhos foram liderados por mulheres contra 57 por homens, e na produção-executiva as mulheres somaram 110 frente a 66 homens.

    Apelos por políticas públicas e metas

    Em entrevista à Agência Brasil durante o festival Bonito CineSur, a produtora e diretora Minom Pinho — coordenadora e idealizadora do Festival Internacional de Mulheres no Cinema (FIM Cine) e diretora da Associação Paulista de Cineastas (Apaci) — afirmou que a transformação do quadro exige políticas públicas com indicadores e metas concretas. Como exemplo de meta, ela citou a estipulação de que 30% das funções de roteiro e direção em longas-metragens sejam ocupadas por mulheres até 2030.

    Minom ressaltou que a menor participação feminina não decorre de falta de qualificação. Segundo ela, apesar de representarem parcela reduzida dos cargos de liderança, as cineastas chegam a captar fatias relevantes de público e demonstram capacidade de gestão criativa dos projetos. Por isso, defende que a adoção de metas claras pode alterar estruturas que se mantém como “zonas de resistência”.

    Debate no Bonito CineSur e vozes do setor

    O Bonito CineSur promoveu mesa sobre protagonismo feminino no cinema sul-americano que reuniu profissionais da região. Além de Minom, participaram a atriz chilena Paulina García e a diretora e produtora Gabriela Sandoval, do Festival Internacional de Cinema de Santiago (Sanfic).

    Paulina García destacou a necessidade de ampliar a diversidade de papéis e enredos escritos e protagonizados por mulheres, argumentando que há estereótipos limitantes sobre personagens femininas. Gabriela Sandoval apontou o papel da articulação entre mulheres do continente para ampliar a presença em espaços decisórios e, assim, viabilizar outras narrativas no cinema sul-americano.

    Implicações para as narrativas e o mercado

    Organizadoras e artistas entrevistadas defendem que maior presença feminina em roteiro e direção altera o ponto de vista das obras e amplia a diversidade das histórias contadas. Minom Pinho disse esperar que o setor caminhe para a equidade na próxima década, ressaltando que o estabelecimento de metas e políticas públicas é uma ferramenta para alcançar esse objetivo.

    Os dados do anuário reforçam a existência de padrões ocupacionais: enquanto mulheres lideram áreas como direção de arte e produção-executiva, elas continuam sub-representadas nas decisões criativas centrais. A proposta de metas percentuais se apoia na ideia de que intervenções públicas podem acelerar a mudança estrutural.

    Próximos passos e cobertura

    O debate realizado no Bonito CineSur indica mobilização de produtoras, festivais e artistas em torno do tema. As propostas colocadas incluem a criação de indicadores e a definição de prazos para elevar a participação feminina em roteiro e direção, sem, contudo, haver anúncio de medidas públicas implementadas. Os números citados aqui são os apresentados pelo Anuário Estatístico do Audiovisual Brasileiro de 2024 (OCA/Ancine) e os comentários são provenientes das falas registradas pela reportagem da Agência Brasil durante o festival.

    Nota: a repórter viajou a convite do Bonito CineSur, conforme informado na cobertura.

  • Justiça do Rio revoga prisão preventiva do rapper Oruam após reclassificação da acusação

    Justiça do Rio revoga prisão preventiva do rapper Oruam após reclassificação da acusação

    A Justiça do Rio de Janeiro determinou a revogação da prisão preventiva do rapper Mauro Davi dos Santos Nepomuceno, conhecido como Oruam. A decisão é da juíza Tula Corrêa de Mello, titular da 3ª Vara Criminal da Capital, que reclassificou a conduta que havia sido atribuída ao artista.

    Mudança na tipificação da acusação

    Na decisão, a magistrada desclassificou a imputação originalmente apresentada como tentativa de homicídio para o crime de lesão corporal leve. O processo refere-se a um episódio ocorrido em 22 de julho de 2025, quando Oruam e outras pessoas foram denunciados por, segundo a denúncia, arremessar pedras contra policiais civis em frente à residência do rapper, no bairro do Joá, na zona oeste do Rio de Janeiro.

    Na data dos fatos, os agentes cumpriam mandados de busca e apreensão relacionados a um adolescente apontado pela polícia como escondido no imóvel. Com a alteração da tipificação, a juíza entendeu que a 3ª Vara Criminal — especializada em crimes dolosos contra a vida — não tem mais competência para o prosseguimento do feito e determinou o encaminhamento do processo a uma das varas criminais comuns da capital.

    Fundamento para a revogação da prisão preventiva

    A magistrada considerou que, diante dos crimes remanescentes, não havia fundamento legal para manter a prisão preventiva de Oruam. Segundo a decisão, a gravidade que justificaria medida cautelar de prisão não se sustenta quando a tipificação afasta crime doloso contra a vida, motivo pelo qual a prisão foi revogada.

    Embora a custódia preventiva tenha sido retirada, a juíza manteve a imposição de medidas cautelares aplicáveis aos crimes agora apontados na denúncia.

    Medidas cautelares determinadas

    Entre as medidas que Oruam terá de cumprir estão o comparecimento mensal em juízo, recolhimento domiciliar no período noturno — das 20h às 6h — e a proibição de frequentar o Complexo do Alemão. Essas condições foram fixadas pela juíza ao substituir a prisão preventiva por medidas menos gravosas, compatíveis com a nova tipificação.

    Os demais denunciados no processo — Willyam Matheus Vianna Rodrigues Vieira, Pablo Ricardo de Paula Silva de Morais e Victor Hugo Vieira dos Santos — permanecerão submetidos às medidas cautelares que já estavam em vigor. A juíza ressaltou que não houve descumprimento das determinações judiciais por parte deles nem surgiram fatos novos que justificassem a alteração dessas medidas.

    Tramitação e próximos passos

    Com o envio do processo a uma vara criminal comum, caberá à unidade competente dar continuidade à instrução e ao julgamento, conforme a nova qualificação penal. A decisão da 3ª Vara Criminal foi pautada pela competência ratione materiae — ou seja, pela natureza dos crimes — e pela análise dos requisitos legais que autorizam a prisão preventiva.

    As informações sobre recursos, prazos processuais ou decisões futuras não foram detalhadas na matéria original, que tem como fonte a Agência Brasil.

    Fonte

    Informações baseadas em reportagem da Agência Brasil.

  • Número de estabelecimentos da cadeia produtiva da cachaça cresce 21% e atinge 1.583 registros

    Número de estabelecimentos da cadeia produtiva da cachaça cresce 21% e atinge 1.583 registros

    O Anuário da Cachaça, elaborado pela Secretaria de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e divulgado por Agência Brasil, aponta que o Brasil tinha 1.583 estabelecimentos registrados na cadeia produtiva da cachaça no ano passado. Esse total representa um acréscimo de 272 unidades em comparação a 2024, equivalente a um crescimento de 21% — o maior desde 2018.

    Distribuição regional e municípios com mais estabelecimentos

    A concentração dos estabelecimentos está no Sudeste, que reúne 961 registros. Minas Gerais lidera entre os estados com 564 locais ligados à cadeia produtiva — que inclui produtores, padronizadores, envasadores e atacadistas — seguido por São Paulo, com 230 estabelecimentos. A Região Sul contabilizou 277 registros, impulsionada pelo Rio Grande do Sul, que tem 230 unidades.

    No Nordeste havia 211 estabelecimentos; no Centro-Oeste, 70; e no Norte, 19. No total, 844 municípios do país contavam com ao menos um estabelecimento registrado no Mapa. Entre os municípios, Salinas (MG) figurava no topo com 27 registros, seguida por Alto Rio Doce (MG) com 25, e Viçosa do Ceará com 24.

    Emprego, produtos registrados e produção

    Segundo o Anuário, a cadeia produtiva da cachaça sustentou em média 6.232 postos de trabalho em 2025, o que corresponde a 4,4% do total de empregos da indústria de fabricação de bebidas. O conjunto de estabelecimentos tinha 8.379 produtos cadastrados no Mapa.

    Contudo, o relatório assinalou uma queda no volume de produção declarado: 234,48 milhões de litros em 2025, uma redução de 15,77% frente ao ano anterior. A divergência entre o aumento no número de estabelecimentos e a queda na produção é destacada no anuário e ressaltada por entidades do setor.

    Exportações e mercado internacional

    As exportações de cachaça alcançaram quase 8 milhões de litros em 2025, avanço de 19,4% sobre 2024, segundo o Mapa. A bebida foi vendida para 76 países, e o faturamento das exportações superou os 17 milhões (valor informado no relatório).

    Os Estados Unidos foram o principal comprador em valores pagos, enquanto o Paraguai liderou em volume importado, com 1,34 milhão de litros. Em nota à imprensa, o presidente do Instituto Brasileiro da Cachaça (Ibrac), Vicente Bastos, afirmou que, apesar do crescimento, a exportação da bebida “continua em um patamar pouco expressivo, especialmente quando consideramos o tamanho do setor e o mercado internacional de destilados.”

    Regulação, segurança e alerta sobre bebidas adulteradas

    O Mapa lembra que é ilegal produzir e comercializar aguardente sem registro junto ao ministério. A orientação às pessoas é consumir apenas produtos que trazem no rótulo o número de registro no Mapa, pois itens sem cadastro podem ter origem clandestina.

    O anuário também recorda episódios de adulteração: entre setembro e dezembro de 2025 foram registrados dezenas de casos de mistura e adulteração de destilados com metanol. O consumo de bebidas adulteradas pode provocar intoxicação grave, com riscos de cegueira irreversível, falência renal e morte, e deve ser tratado como emergência médica, sem tentativa de atendimento domiciliar.

    O Ministério da Saúde informa que não existe quantidade segura para o consumo de qualquer bebida alcoólica. Para pessoas com dependência, há tratamento gratuito pelo Sistema Único de Saúde (SUS), disponível nos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS AD) e nas Unidades Básicas de Saúde (UBS).

    Os dados e informações desta matéria foram extraídos do Anuário da Cachaça do Ministério da Agricultura e Pecuária e da reportagens da Agência Brasil.

  • Governo prorroga até 31 de agosto o programa Desenrola Brasil 2.0 para renegociação de dívidas

    Governo prorroga até 31 de agosto o programa Desenrola Brasil 2.0 para renegociação de dívidas

    O Ministério da Fazenda oficializou a prorrogação do programa de renegociação de dívidas Desenrola Brasil 2.0 até 31 de agosto, conforme portaria publicada no Diário Oficial da União neste sábado (1º). A medida já havia sido antecipada pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, e tem como objetivo dar mais tempo a consumidores que estão em processo de negociação com instituições financeiras.

    Prazo, publicação e objetivo da prorrogação

    A portaria que estende o prazo foi divulgada no Diário Oficial da União e estabelece 31 de agosto como novo limite para que os consumidores renegociem débitos com os bancos e regularizem sua situação de acesso ao crédito. De acordo com o anúncio, a extensão busca garantir que pessoas que ainda estão em tratativas com as instituições financeiras possam concluir o acordo dentro do período do programa.

    Regras permanecem inalteradas e critério para instituições

    Segundo o texto da portaria, as regras do Desenrola Brasil 2.0 não sofreram alterações com a prorrogação. A medida, entretanto, aplica‑se exclusivamente às instituições financeiras que tenham celebrado, até 30 de julho, no mínimo 1.000 operações de crédito com garantia do Fundo de Garantia de Operações (FGO). Ou seja, apenas bancos que atingiram esse patamar de contratações garantidas pelo FGO podem oferecer as condições do programa durante o período estendido.

    Recursos do FGO e impactos fiscais

    Ao anunciar a prorrogação, o ministro Dario Durigan ressaltou que a medida não exigirá novos aportes públicos ao Fundo de Garantia de Operações. Conforme a declaração do ministro reproduzida no anúncio, os recursos já destinados ao programa seriam suficientes para atender à demanda prevista, o que indica que a extensão do prazo não deve implicar dispêndio adicional imediato de recursos públicos vinculados ao FGO.

    Quem pode ser beneficiado

    Além de permitir a quitação ou reorganização de dívidas para consumidores em geral, a prorrogação também foi apresentada como um facilitador para quem pretende contratar novos financiamentos. O ministro citou, entre os grupos beneficiados, motoristas de aplicativo, taxistas, entregadores e caminhoneiros que queiram trocar de veículo por meio do Programa Move Brasil. A medida, portanto, atua tanto na regularização de passivos quanto na potencial reativação do acesso ao crédito para aquisição de bens e serviços vinculados a programas específicos.

    A Agência Brasil noticiou a publicação da portaria e os pontos anunciados pelo Ministério da Fazenda; as informações sobre prazos, critérios e a posição do ministro Dario Durigan constam na matéria original.

  • MPRJ debate aplicação da Lei Antifacção para enfrentar organizações ultraviolentas

    MPRJ debate aplicação da Lei Antifacção para enfrentar organizações ultraviolentas

    O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) realizou, na sexta-feira, 31 de julho de 2026, um encontro para debater a aplicação da Lei Antifacção e os desafios impostos pelas organizações criminosas classificadas como ultraviolentas. O evento reuniu integrantes da instituição para discutir interpretação jurídica e estratégias institucionais, segundo informações divulgadas pela Agência Brasil.

    Lei Antifacção como resposta a novas dinâmicas do crime organizado

    Para o procurador-geral de Justiça do Rio, Antonio José Campos Moreira, a norma representa uma resposta legislativa ao avanço de grupos que não apenas praticam crimes, mas também estabelecem formas de domínio sobre comunidades. Em entrevista citada pela Agência Brasil, ele afirmou que a lei traz novos instrumentos para enfrentar organizações que utilizam a violência para exercer controle territorial e social, restringir direitos e explorar economicamente populações locais.

    Necessidade de entendimentos uniformes dentro do MPRJ

    Campos Moreira destacou a importância de o Ministério Público construir entendimentos uniformes sobre a aplicação da Lei Antifacção. Segundo ele, essa uniformidade é fundamental para assegurar “uma atuação institucional coesa” no enfrentamento dessas organizações, de acordo com a reportagem da Agência Brasil. O objetivo, conforme a declaração, é que a atuação do órgão seja coordenada e consistente diante dos novos desafios.

    Interpretação harmônica e coordenação institucional

    O assessor-chefe da Assessoria Criminal do MPRJ, procurador de Justiça Alexandre Araripe Marinho, também ressaltou aspectos centrais do debate. Ele afirmou que é necessário promover uma interpretação harmônica dos instrumentos legais recém-introduzidos e construir uma atuação institucional coordenada diante das transformações na dinâmica do crime organizado, conforme reportagem da Agência Brasil.

    Ambos os procuradores indicaram que a implementação da Lei Antifacção demanda não apenas conhecimento jurídico, mas também alinhamento entre setores do Ministério Público para que medidas sejam aplicadas de forma eficaz. A preocupação central apontada foi a capacidade das organizações ultraviolentas de impor poder local e afetar direitos e atividades econômicas das comunidades.

    A matéria da Agência Brasil registrou as falas dos representantes do MPRJ e situou o encontro como uma iniciativa da Procuradoria-Geral para ajustar a atuação do órgão diante das novidades trazidas pela legislação. Não foram detalhados, na reportagem, dispositivos específicos da lei, medidas concretas a serem tomadas em casos concretos nem cronograma de ações do MPRJ.

    O que ficou claro no encontro

    • A Lei Antifacção é vista pelo MPRJ como uma ferramenta para enfrentar organizações que combinam violência com dominação territorial e exploração econômica de comunidades (Agência Brasil).
    • O procurador-geral Antonio José Campos Moreira defendeu a construção de entendimentos uniformes para garantir coesão institucional na aplicação da norma (Agência Brasil).
    • O procurador Alexandre Araripe Marinho enfatizou a necessidade de interpretação harmônica dos novos instrumentos legais e de atuação coordenada diante das transformações do crime organizado (Agência Brasil).

    As informações aqui apresentadas têm como fonte a reportagem publicada pela Agência Brasil.