Categoria: Brasil

  • Beatriz Haddad Maia anuncia pausa na carreira até o fim do ano para proteger ranking

    Beatriz Haddad Maia anuncia pausa na carreira até o fim do ano para proteger ranking

    A tenista brasileira Beatriz Haddad Maia comunicou nas redes sociais que fará uma pausa na carreira até o fim deste ano. Em vídeo publicado na noite de sexta-feira (7), a paulistana, de 30 anos, disse que a decisão foi tomada após meses de reflexão e agradeceu o apoio da família e da torcida.

    Motivos e duração da pausa

    Segundo a própria atleta, a suspensão inclui a proteção do ranking por seis meses, contados a partir da sua última partida — a derrota na estreia do Torneio de Wimbledon. Essa garantia é prevista no regulamento da Women’s Tennis Association (WTA), conforme mencionou a jogadora em sua declaração.

    Beatriz afirmou que vinha enfrentando dificuldades na relação com o tênis e que a decisão não foi fácil. Ela classificou o afastamento como um período de aprendizado e descoberta, ressaltando que são questões internas que a levaram a interromper a rotina de competições.

    Desempenho na temporada e posição no ranking

    Na temporada em curso, Haddad Maia venceu quatro partidas e sofreu 19 derrotas, desempenho que contribuiu para a queda de sua posição no ranking mundial. Atualmente, a tenista ocupa o 156º lugar na lista da WTA, um recuo em relação ao auge de sua carreira, quando atingiu o top 10 em junho de 2023.

    O histórico recente de resultados e a sequência de insucessos foram citados pela atleta como parte do contexto que motivou a pausa. Ela já havia tomado uma decisão similar no último trimestre do ano passado, quando interrompeu a temporada para cuidar da saúde mental.

    Contexto e histórico

    Beatriz Haddad Maia ganhou projeção internacional ao chegar ao top 10 do ranking mundial em junho de 2023. Desde então, teve altos e baixos na carreira, com alternância entre bons resultados e períodos de rendimento mais fraco. A pausa anunciada neste fim de semana é a segunda ocasião recente em que a atleta opta por deixar a temporada antes do encerramento.

    Nas redes sociais, a tenista disse que vinha lutando contra fatores externos e que já havia tentado mudanças e caminhos diferentes antes de optar pela interrupção temporária das competições. Ela afirmou o desejo de usar esse tempo para aprender e se redescobrir.

    Repercussão e próximos passos conhecidos

    A declaração de Haddad Maia foi feita em primeira mão pela própria jogadora em suas contas oficiais na internet. Ela agradeceu o suporte da torcida e da família, mas não detalhou calendários de retorno nem medidas específicas a serem adotadas durante o período de pausa.

    Conforme o anúncio, a proteção do ranking por seis meses segue as normas da WTA e tem efeito a partir da última partida disputada, ou seja, da partida em Wimbledon que marcou sua eliminação nesta edição do torneio. Quaisquer decisões futuras sobre treinamentos, tratamento ou retorno a torneios ainda não foram informadas.

    Fonte das informações

    As informações sobre a pausa foram divulgadas pela própria Beatriz Haddad Maia em vídeo publicado nas redes sociais e veiculadas pela Agência Brasil.

    • Atleta: Beatriz Haddad Maia, 30 anos, paulistana.
    • Pausa anunciada: até o fim deste ano, conforme comunicado da jogadora.
    • Proteção de ranking: seis meses, a partir da última partida (derrota na estreia de Wimbledon), segundo regulamento da WTA.
    • Temporada atual: 4 vitórias e 19 derrotas; ranking atual: 156º.
    • Pausa anterior: último trimestre do ano passado para cuidar da saúde mental.

    Fonte: Agência Brasil.

  • Três turistas colombianas de mesma família e piloto morrem em queda de helicóptero no Rio

    Três turistas colombianas de mesma família e piloto morrem em queda de helicóptero no Rio

    Na manhã de 8 de agosto de 2026, um helicóptero modelo Robinson R44, prefixo PP-MFS, caiu em uma área de mata fechada na Floresta da Tijuca, no Rio de Janeiro. Quatro pessoas morreram no acidente: três turistas colombianas, identificadas como avó, mãe e filha, e o piloto da aeronave. A informação sobre as vítimas foi divulgada pelo Sistema Alerta Rio por meio do Instagram e replicada pela Agência Brasil.

    Como ocorreu o voo

    As turistas faziam um passeio panorâmico na modalidade “doors off”, em que o helicóptero realiza o sobrevoo sem as portas, prática oferecida por diferentes operadores turísticos na cidade. O voo contratado constava como tendo duração aproximada de 20 minutos e previa o sobrevoo de pontos turísticos do Rio de Janeiro, incluindo a Floresta da Tijuca, região em que a queda ocorreu.

    Contratação e custo do passeio

    O passeio foi contratado junto à empresa Voos Rio Panorâmico (VRP). De acordo com o comprovante de pagamento citado pela reportagem, as turistas desembolsaram R$ 2.550 pelo voo. A empresa oferece diversas opções de voos panorâmicos pelo Rio, com durações e preços variados, incluindo passeios que podem chegar a uma hora e custar mais de R$ 1,3 mil por pessoa, segundo informações da própria operadora.

    Local do acidente e dificuldade de acesso

    O helicóptero caiu em área de mata fechada e íngreme, o que complicou o acesso ao local do acidente. Equipes de resgate e de investigação enfrentaram dificuldades para chegar à área onde a aeronave se chocou, conforme descreveu a fonte que divulgou as primeiras informações. Não houve indicação pública imediata de sobreviventes entre os ocupantes.

    Modelo e identificação da aeronave

    O aparelho envolvido no acidente foi identificado como um Robinson R44, de prefixo PP-MFS. A queda ocorreu durante o passeio panorâmico contratado; além das três turistas colombianas, o piloto também veio a óbito. A reportagem baseia esses dados nas informações iniciais divulgadas pelo Sistema Alerta Rio e reproduzidas pela Agência Brasil.

    Investigação das causas

    As circunstâncias e as causas da queda serão objeto de investigação. Não foram divulgadas detalhamentos sobre possíveis falhas técnicas, meteorológicas ou operacionais no momento do acidente. Autoridades competentes deverão conduzir apurações formais para determinar as causas que levaram à queda do helicóptero.

    Reportagens e notas oficiais citadas informam apenas que as razões do acidente ainda não foram esclarecidas publicamente. Qualquer conclusão dependerá dos exames e dos laudos a serem produzidos pelos órgãos responsáveis.

    Informações adicionais e relato das fontes

    As primeiras informações sobre as vítimas e o local do acidente foram publicadas pelo Sistema Alerta Rio em sua conta no Instagram. A Agência Brasil divulgou a nota com os dados disponíveis até o momento, incluindo detalhes sobre o tipo de passeio — “doors off” — e o comprovante de pagamento das turistas.

    Por se tratar de um caso em investigação, as informações podem ser atualizadas conforme surgirem novos dados oficiais. A progressão das apurações — como o resultado de perícias técnicas e eventuais comunicações da empresa operadora — deverá ser acompanhada por órgãos de aviação e segurança pública.

    • Fonte principal das informações: Sistema Alerta Rio, divulgada via Instagram e reportada pela Agência Brasil.
    • Aeronave: Robinson R44, prefixo PP-MFS.
    • Vítimas: três turistas colombianas (avó, mãe e filha) e o piloto.
    • Empresa operadora do voo: Voos Rio Panorâmico (VRP).
    • Modalidade do passeio: “doors off”; duração aproximada anunciada: 20 minutos.
    • Valor registrado no comprovante: R$ 2.550.
  • Pesquisadores usam tubarões como sensores móveis para melhorar previsões de furacões

    Pesquisadores usam tubarões como sensores móveis para melhorar previsões de furacões

    Pesquisadores da Universidade de Delaware estão testando uma estratégia inusitada para monitorar o oceano: equipar tubarões com pequenas etiquetas eletrônicas que registram condições físicas da água e transmitem essas informações por satélite. A iniciativa, relatada pela Agência Brasil, busca produzir dados quase em tempo real para alimentar modelos que avaliam a formação e a intensidade de furacões.

    Como funcionam as etiquetas em tubarões

    As etiquetas usadas pela equipe medem condutividade elétrica (um indicador fortemente relacionado à salinidade), temperatura e profundidade conforme os animais se deslocam e mergulham. Quando o tubarão vem à superfície com frequência suficiente, os dados podem ser enviados a satélites e integrados a modelos oceanográficos e atmosféricos.

    Segundo os pesquisadores, esse tipo de equipamento oferece observações móveis do oceano que complementam medidas obtidas por boias e satélites estáticos, especialmente em áreas e momentos em que outras plataformas de observação são escassas.

    Por que tubarões?

    A escolha dos tubarões decorre de características práticas: são espécies abundantes, amplamente distribuídas e, em comparação com muitos mamíferos marinhos protegidos, podem ser mais fáceis de acessar para colocação das etiquetas, afirmam os cientistas da Universidade de Delaware, citados pela Agência Brasil.

    Os pesquisadores também priorizam espécies que emergem com frequência, condição necessária para que a transmissão por satélite funcione. Historicamente, marcações em tubarões eram usadas sobretudo para estudar deslocamento e habitat; agora a prioridade é coletar variáveis físicas do oceano úteis para previsão de tempestades.

    Foco no conteúdo de calor da camada mista

    O principal interesse da equipe recai sobre a camada mista do oceano — a porção superior da coluna d’água cuja temperatura e conteúdo de calor influenciam diretamente a intensidade dos furacões. Uma camada mista mais quente pode fornecer energia adicional às tempestades tropicais, potencialmente aumentando sua força.

    Aaron Carlisle, pesquisador principal e professor da Escola de Ciências Marinhas e Políticas da Universidade de Delaware, destacou que entender o calor armazenado nessa camada é essencial para melhorar as estimativas de intensidade de furacões. As medições provenientes das etiquetas em tubarões são, assim, direcionadas a esse objetivo específico.

    Antecedentes e complementaridade com outras técnicas

    Sensores acoplados a animais não são uma novidade: oceanógrafos já usam essa abordagem com sucesso em outros mamíferos marinhos, como elefantes-marinhos em regiões polares, para obter dados em locais de difícil acesso. A aplicação em tubarões amplia a variedade de espécies instrumentadas e expande a cobertura geográfica e temporal das observações.

    Os dados coletados por tubarões destinam-se a complementar redes existentes de observação — como boias, satélites e navios — ajudando a preencher lacunas e a fornecer perfis verticais de temperatura e salinidade nos pontos em que os animais transitam.

    De acordo com a cobertura da Agência Brasil, o projeto ainda está em fase de testes para confirmar a eficácia da abordagem em fornecer observações úteis e consistentes para modelos de previsão.

    Possíveis aplicações e próximos passos

    Se os testes confirmarem a utilidade das medições, as informações poderão ser incorporadas a modelos oceanográficos, atmosféricos e climáticos com o objetivo de melhorar previsões de intensidade de furacões antes do seu impacto na costa. A equipe da Universidade de Delaware seleciona as espécies de tubarões que mais provavelmente coletarão os dados necessários para esse fim.

    Os resultados e a eventual integração desses dados aos sistemas de previsão dependem das etapas de verificação em curso, conforme relatado pela Agência Brasil. A investigação ressalta a busca por fontes adicionais de observação do oceano que contribuam para a compreensão e a antecipação de eventos meteorológicos extremos.

  • AGU se reúne com Discord e exige reforço na proteção de crianças na plataforma

    AGU se reúne com Discord e exige reforço na proteção de crianças na plataforma

    A Advocacia-Geral da União (AGU) informou que se reuniu, nesta sexta-feira (7), com representantes da rede social Discord para tratar de problemas relacionados à verificação de idade e à proteção de crianças e adolescentes que usam a plataforma. O encontro foi agendado depois da repercussão do caso de uma adolescente que foi induzida a tirar a própria vida durante uma live transmitida pela plataforma no mês passado, segundo a AGU.

    Motivo do encontro

    De acordo com a Advocacia-Geral da União, a reunião teve como objetivo discutir falhas que teriam intensificado vulnerabilidades de usuários menores de idade no Discord. A AGU informou que o encontro foi motivado pela repercussão do episódio envolvendo a adolescente e que as preocupações centraram-se na necessidade de mecanismos mais robustos para verificar a idade dos usuários e prevenir riscos em transmissões ao vivo e outros recursos da plataforma.

    Demandas da AGU

    Durante a reunião, os representantes da AGU ressaltaram que a proteção de crianças e adolescentes é um dever legal das empresas que operam redes sociais. O órgão cobrou do Discord medidas concretas para:

    • prevenção de riscos a usuários menores de idade;
    • identificação de situações de vulnerabilidade;
    • proteção de crianças e adolescentes que utilizam a plataforma.

    Segundo a AGU, essas exigências visam assegurar o cumprimento de obrigações legais por parte das empresas que oferecem serviços e ferramentas online acessíveis a menores.

    Resposta do Discord e avaliação de medidas

    Em retorno às cobranças apresentadas, os representantes do Discord manifestaram disposição para cumprir as exigências legais e corrigir as falhas identificadas. A AGU informou ainda que avalia a proposição de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) como forma de formalizar compromissos da empresa quanto às medidas solicitadas.

    O TAC, de acordo com a AGU, serviria para assegurar o cumprimento das regras acordadas entre o órgão e a plataforma. A Advocacia também sinalizou que, em caso de descumprimento dos compromissos firmados, estuda a possibilidade de ingressar com ação judicial contra o Discord.

    Próximos passos e implicações

    Depois da reunião, o caminho indicado pela AGU inclui a proposta de um Termo de Ajustamento de Conduta para consolidar as medidas exigidas e o monitoramento do cumprimento dessas obrigações por parte do Discord. Caso o acordo não seja cumprido, a Advocacia considera a abertura de uma ação judicial.

    As informações sobre o conteúdo das tratativas e das medidas possíveis foram divulgadas pela própria Advocacia-Geral da União. Não foram apresentadas pela AGU, na nota pública citada, datas específicas para a eventual assinatura de um TAC nem detalhes técnicos sobre as ações que o Discord teria se comprometido a implementar.

    Esta cobertura tem por base as informações divulgadas pela Agência Brasil.

  • Motorista de ônibus é removido à força e detido por policiais militares em SP após discussão no trânsito

    Motorista de ônibus é removido à força e detido por policiais militares em SP após discussão no trânsito

    Um motorista de ônibus da cidade de São Paulo foi obrigado a deixar o veículo e foi detido por dois policiais militares depois de um desentendimento no trânsito, conforme relatos do profissional e nota do Sindicato dos Motoristas e Trabalhadores em Transporte Rodoviário Urbano de São Paulo (Sindmotoristas). O episódio aconteceu na altura do número 700 da Avenida Casa Verde.

    O incidente e versões

    Segundo o condutor — identificado pelo sindicato como Edvagner — a confusão começou quando ele buzinou para pedir passagem a uma viatura da Polícia Militar que circulava lentamente pela faixa exclusiva de ônibus. Um passageiro gravou vídeo dentro do coletivo mostrando policiais já no interior do ônibus pedindo que o motorista saísse do veículo.

    De acordo com o relato do motorista, ele negou ter cometido qualquer irregularidade, mas foi retirado do ônibus pela força pelos agentes e encaminhado a uma delegacia. O cobrador do veículo também foi citado pelo sindicato como Vilanova.

    Reação do sindicato

    Em comunicado nas redes sociais, a diretoria do Sindmotoristas disse estar “estarrecida e indignada” com o que definiu como truculência dos agentes. A organização afirmou que o episódio demonstra falta de preparo e empatia, condenando o uso violento da função policial contra um trabalhador.

    O sindicato informou que vai apresentar denúncia na Corregedoria da Polícia Militar do Estado de São Paulo em relação aos policiais envolvidos. Em sua nota, a entidade também ressaltou a contradição entre as medidas solicitadas quando motoristas são vítimas de agressões e a situação atual, na qual profissionais do transporte teriam sido alvo da ação policial.

    Apuração pela Secretaria de Segurança e pela Polícia Civil

    A Secretaria de Segurança Pública (SSP) do estado declarou que a Polícia Militar está apurando as circunstâncias do ocorrido e afirmou que a corporação não compactua com desvios de conduta, adotando medidas cabíveis quando irregularidades são constatadas. A SSP acrescentou que a Polícia Civil deverá instaurar inquérito no 40º Distrito Policial (Vila Santa Maria) para investigar o caso.

    A SSP informou ainda que a Polícia Civil solicitará as imagens das câmeras corporais dos policiais para auxiliar no esclarecimento dos fatos. Não houve, na nota divulgada pela secretaria, detalhamento sobre o andamento das apurações ou prazos para conclusão.

    Aspectos registrados e próximas etapas

    Os fatos conhecidos até o momento foram registrados pelo sindicato e pela SSP: houve remoção forçada do motorista, registro em vídeo feito por passageiro, manifestação pública do Sindmotoristas e abertura de procedimentos de apuração por parte das polícias Militar e Civil. O sindicato já anunciou a intenção de encaminhar reclamação à Corregedoria da Polícia Militar.

    Conforme comunicados citados pela reportagem, a Polícia Militar conduz investigação interna e a Polícia Civil deve formalizar inquérito no 40º DP, requisitando imagens de câmeras corporais dos policiais para subsidiar a apuração. Não há, até a divulgação desta matéria, informações oficiais adicionais sobre possíveis medidas disciplinares ou sobre a situação legal do motorista após a detenção.

    As informações e declarações citadas nesta matéria foram obtidas a partir de reportagem da Agência Brasil, que divulgou detalhes do episódio e das manifestações do sindicato e da Secretaria de Segurança Pública. A matéria original foi atualizada para incluir a manifestação da SSP.

  • Familiares celebram legado da primeira medalha paralímpica do Brasil, conquistada em 1976

    Familiares celebram legado da primeira medalha paralímpica do Brasil, conquistada em 1976

    O Brasil iniciou sua trajetória de medalhas nas Paralimpíadas em 6 de agosto de 1976, quando a dupla formada por Robson Sampaio de Almeida e Luiz Carlos da Costa conquistou a prata no lawn bowls, em Toronto (Canadá). A lembrança dessa conquista foi tema de uma homenagem realizada com a exposição das medalhas no Centro de Treinamento Paralímpico, em São Paulo, segundo reportagem da Empresa Brasil de Comunicação (EBC).

    A medalha histórica de Toronto (1976)

    Naquele torneio, Robson e Luiz Carlos competiram inicialmente no basquete em cadeira de rodas e foram convidados a disputar também o lawn bowls — modalidade hoje extinta entre as Paralimpíadas e descrita como semelhante à bocha. A dupla brasileira terminou em segundo lugar no Etobicoke Lawn Bowling Club, atrás dos australianos Eric Magennis e Bruce Thwaite; os britânicos David Avis e Michael McCreadie ocuparam o terceiro lugar.

    Momento de homenagem no CT Paralímpico

    As medalhas foram exibidas em uma cerimônia simbólica no CT Paralímpico, espaço inaugurado em 2016 e considerado um dos legados dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos do Rio de Janeiro. A homenagem marcou o resgate de uma história que, segundo integrantes da família, vinha sendo pouco contada apesar da importância para a evolução do paradesporto no país.

    Robson Sampaio de Almeida e o Clube do Otimismo

    Robson fundou o Clube do Otimismo no Rio de Janeiro em 1958, instituição voltada a abrigar e reabilitar pessoas com deficiência sem recursos. De acordo com relatos familiares citados pela EBC, ele ficou paraplégico após um acidente enquanto trabalhava em uma fábrica de papéis nos Estados Unidos, episódio que gerou indenização usada para criar o clube. Robson faleceu em 1987.

    O Clube do Otimismo passou a ser ponto de encontro e apoio para atletas como Luiz Carlos da Costa, conhecido como “Curtinho”, que se tornou parceiro de Robson nas competições. Familiares descreveram Luiz Carlos, atualmente em tratamento de Alzheimer e com 79 anos, como presença técnica nas equipes — ajudando inclusive na recuperação de rodas de cadeiras durante viagens e provas internacionais.

    Evolução institucional e financiamento do paradesporto

    A trajetória do paradesporto brasileiro mudou ao longo das décadas seguintes. O Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) foi criado em 1995 e, em 1998, passou a integrar o Sistema Nacional do Desporto por meio da Lei 9.615 (Lei Pelé), conforme registro da EBC. Em 2001, a Lei Agnelo Piva (Lei 10.264) vinculou recursos de loterias federais ao financiamento do esporte: originalmente 2% — atualmente 2,7% — desse montante é destinado a ações esportivas, com 15% desse total reservado ao paradesporto e o restante ao Comitê Olímpico do Brasil (COB), segundo a mesma reportagem.

    Essas alterações legais e a criação de estruturas como o CT Paralímpico são citadas por familiares e por especialistas como fatores que transformaram o panorama competitivo do país. A instalação do centro permitiu programas gratuitos de iniciação em modalidades adaptadas para crianças e adolescentes de 7 a 17 anos com deficiência física, visual e intelectual, contribuindo para o aumento do quadro de atletas e melhores resultados em edições recentes das Paralimpíadas.

    Relatos da família e legado social

    Integrantes da família de Robson destacaram, em entrevistas à EBC, o esforço pessoal do medalhista pioneiro para assegurar recursos e oportunidades no início da trajetória do paradesporto. Noêmia Almeida, sobrinha e filha adotiva de Robson, afirmou que o momento atual — com maior visibilidade, televisão e entrevistas — é resultado da luta de pioneiros que bateram em muitas portas para viabilizar uniformes, passagens e a participação em competições internacionais.

    Para os parentes, a conquista de 1976 representa mais do que um resultado esportivo: simboliza um movimento de inclusão e a consolidação de políticas e estruturas que permitiram ao Brasil crescer entre as principais potências do esporte adaptado nas últimas décadas.

    As informações desta matéria foram retiradas de reportagem veiculada pela Agência Brasil / Empresa Brasil de Comunicação (EBC).

  • STM determina perda de patente de militar acusado de ocultar sorologia e transmitir HIV

    STM determina perda de patente de militar acusado de ocultar sorologia e transmitir HIV

    O Superior Tribunal Militar (STM) determinou a perda da patente de um segundo-tenente reformado do Exército, alvo de representação do Ministério Público Militar (MPM) por suposta transmissão intencional do vírus HIV a duas mulheres. O julgamento ocorreu na última quarta-feira (5) e teve como relator o ministro José Barroso Filho, cujo voto foi seguido pelo plenário.

    Decisão do STM e fundamentação

    Segundo a representação do Ministério Público Militar, o militar ocultou de suas ex-companheiras que era soropositivo. O MPM afirmou ainda que o acusado usou sua condição de militar para transmitir confiança e garantir às vítimas que realizava exames periódicos de saúde. Com base nesses argumentos, o relator e o plenário do STM concluíram que a conduta violou princípios éticos e morais da corporação, comprometendo o decoro da classe e a imagem do Exército.

    Acusações apresentadas pelo Ministério Público Militar

    De acordo com a peça apresentada pelo MPM, a ocultação do estado sorológico e o uso do status militar para angariar confiança configurariam atos incompatíveis com os deveres militares. A acusação tratou o comportamento como fator determinante para a penalidade de perda de patente, considerando a repercussão para a reputação institucional da Força.

    Posicionamento da defesa

    Na defesa ao tribunal, os advogados do militar sustentaram que a conduta atribuída ao cliente diz respeito à vida privada e, por essa razão, não teria relação com o exercício da função militar nem com os deveres disciplinares. Esse argumento foi registrado nos autos, mas não prevaleceu no julgamento do STM, que acolheu a representação do MPM.

    Processo na Justiça comum

    Além do julgamento no âmbito militar, o militar também respondeu no foro comum. A reportagem da Agência Brasil informa que ele foi condenado pela Justiça comum a seis anos de prisão por lesão corporal gravíssima. Esse desdobramento judicial foi mencionado como parte do contexto dos processos envolvendo o acusado.

    O caso reúne instâncias distintas: a apuração disciplinar/militar, que resultou na perda de patente decidida pelo STM, e a responsabilização penal no tribunal comum, com condenação já proferida. Ambas as esferas aparecem nos autos citados pela fonte.

    Consequências institucionais e imagem

    Ao declarar a perda da patente, o plenário do STM avaliou não apenas a conduta individual, mas também o impacto sobre a ética e a moral da corporação, além do decoro e da imagem do Exército, conforme registro do voto do relator. A decisão sinaliza que o tribunal considerou incompatível com o corpo militar o comportamento atribuído ao oficial, por afetar valores institucionais mencionados na representação do MPM e no voto ministerial.

    A Agência Brasil foi a fonte das informações sobre o julgamento, as alegações do MPM, o posicionamento da defesa e a condenação na Justiça comum. O STM, por meio do voto do relator, foi citado como a instância que consolidou a medida disciplinar contra o oficial reformado.

    Não há menção, no relato disponível, a recursos interpostos, datas futuras de decisão, ou a outras medidas administrativas adicionais além da perda da patente. Tampouco foram divulgados detalhes pessoais ou médicos do acusado além do que constou na representação e nas decisões citadas.

  • Desmatamento na Amazônia registra queda de 36,87% no último ciclo, diz Inpe

    Desmatamento na Amazônia registra queda de 36,87% no último ciclo, diz Inpe

    O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) informou que o desmatamento na Amazônia recuou 36,87% no período de agosto de 2025 a julho de 2026. Segundo o Sistema de Detecção de Desmatamento em Tempo Real (Deter), foram 2.874,38 km² de área sob alerta no bioma — o menor volume registrado desde 2016, quando começou a série histórica do Inpe.

    Como o Deter identificou a redução

    O Deter usa imagens de satélite para detectar alterações na cobertura vegetal em grandes áreas, gerando alertas que orientam a atuação de órgãos ambientais. Na medição apresentada pelo Inpe em 7 de agosto de 2026, a área sob alerta na Amazônia do ciclo 2025/2026 ficou abaixo da registrada no ciclo anterior, quando foram identificados 4.495 km².

    O tamanho apurado no último ciclo também é 55,6% inferior à média dos dez ciclos anteriores (2015/2016 a 2025/2026), segundo os dados do Inpe divulgados pela Agência Brasil.

    Desmatamento por biomas e recorte nacional

    Além da Amazônia, o Deter monitorou o bioma Cerrado, onde identificou 5.119,46 km² sob alerta entre agosto de 2025 e julho de 2026, queda de 7,8% em relação ao ciclo anterior. Em relação à taxa anual consolidade pelo Projeto de Monitoramento do Desmatamento na Amazônia Legal por Satélite (Prodes), o país registrou redução no desmatamento em 2025 de 20,1% sobre 2024.

    De acordo com o Prodes, a queda por biomas em 2025 teve variações: Pantanal (-65,4%) apresentou a maior redução, seguido pelo Pampa (-41,7%), Caatinga (-34,3%), Amazônia (-15,8%) e Cerrado (-11,5%). Esses números foram divulgados pelo Inpe e reportados pela Agência Brasil.

    Variação entre estados da Amazônia

    Os estados com maiores áreas sob alerta no último ciclo foram Pará (987,27 km²), Mato Grosso (834,41 km²), Amazonas (433,9 km²), Roraima (272,6 km²), Acre (153,8 km²) e Rondônia (114,3 km²).

    Comparando com o ciclo anterior, houve reduções expressivas em Mato Grosso (-49%), Amazonas (-46,7%), Rondônia (-41,2%), Acre (-35,3%) e Pará (-25,5%). Em Roraima, contudo, os alertas aumentaram 32,5% na comparação entre os ciclos.

    Reações de autoridades e organizações

    A divulgação dos dados coincidiu com o 65º aniversário do Inpe, completado em 3 de agosto. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou do evento e comentou os números divulgados pelo instituto, citando que pretende usar os dados em comunicações com os Estados Unidos para responder a medidas tarifárias aplicadas a produtos brasileiros. Em sua fala, o presidente afirmou que “ninguém, nem os Estados Unidos, levam a questão climática a sério como leva o Brasil”, segundo a Agência Brasil.

    Organizações ambientais também se manifestaram. O Observatório do Clima classificou os resultados como “históricos” e avaliou que demonstram a viabilidade de cumprir o compromisso de zerar e reverter o desmatamento até 2030. O Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam) considerou os números significativos para avançar rumo ao objetivo de desmatamento zero na região, ressaltando que a taxa do Prodes é a menor desde o início da série histórica.

    O que os dados indicam e limitações

    Os alertas do Deter funcionam como indicador precoce de alterações na vegetação e possibilitam respostas mais rápidas por parte de órgãos de fiscalização. Já o Prodes produz o cálculo consolidado da taxa anual de desmatamento, servindo como referência oficial para medir a evolução da perda de vegetação ao longo do tempo.

    Os números divulgados pelo Inpe mostram uma tendência de redução no último ciclo, mas não eliminam a necessidade de monitoramento contínuo e de ações efetivas de proteção, fiscalização e políticas públicas para manter e aprofundar essa trajetória, observam as entidades que comentaram os dados.

  • OAB-DF lança Violentômetro Jurídico para orientar identificação e prevenção da violência contra mulheres

    OAB-DF lança Violentômetro Jurídico para orientar identificação e prevenção da violência contra mulheres

    A Seccional do Distrito Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-DF) lançou, no dia 7 de agosto de 2026, o Violentômetro Jurídico. A ferramenta tem objetivo de orientar mulheres e pessoas próximas a elas sobre os sinais precoces e a escalada da violência, classificando as condutas em três estágios que vão desde comportamentos de controle e humilhação até agressões físicas graves.

    O que é o Violentômetro Jurídico

    O material apresentado pela OAB-DF organiza as formas de violência em três níveis: “Fique Atenta”, “Proteja‑se” e “Fuja”. No primeiro estágio são apontados indícios de violência psicológica e moral — como humilhação pública, vigilância sobre vestimenta e controle de redes sociais — e os sentimentos que normalmente acompanham essas experiências.

    No estágio intermediário aparecem formas como violência patrimonial e chantagem emocional ou sexual, que representam um avanço no controle e na limitação da autonomia da vítima. No terceiro nível, classificado como mais grave, estão a violência física direta, o abuso sexual, ameaças com armas e tentativas de homicídio.

    Segundo a diretora de Mulheres da OAB/DF, Nildete Santana de Oliveira, a proposta é ajudar mulheres a reconhecer atos que nem sempre são identificados como violência. A seccional descreve o conteúdo como instrumento de prevenção e de empoderamento para que mulheres busquem apoio antes que a situação se agrave.

    Reconhecimento institucional e dados sobre feminicídio

    O lançamento ocorreu no seminário “20 anos da Lei Maria da Penha: Inovações Legislativas, Desafios e Novos Horizontes”, evento que marcou as duas décadas da Lei nº 11.340/2006.

    Na ocasião, a OAB-DF recebeu o selo “Nós Por Elas”, concedido pelo instituto homônimo, que reconhece organizações comprometidas em criar ambientes mais seguros e inclusivos para mulheres, em especial aquelas em situação de violência doméstica e familiar.

    A reportagem da Agência Brasil citou dados nacionais de 2025, quando foram registradas 1.571 vítimas de feminicídio — o maior número desde o início da série histórica em 2015 — e informou que no Distrito Federal ocorreram 29 casos. A promotora do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), Cláudia Braga Núñez, afirmou que o índice de reconhecimento de homicídios como feminicídio no DF é superior à média nacional devido a um protocolo da Polícia Civil que investiga mortes de mulheres sob a perspectiva de gênero. Ela informou que, enquanto a média nacional de classificação como feminicídio gira em torno de 40%, no DF esse percentual chega a 60%, o que, segundo ela, indica menor subnotificação local e atuação institucional mais integrada.

    Serviços de apoio e caminhos para denúncia

    O material e os participantes do seminário destacaram serviços e canais de atendimento disponíveis para mulheres em situação de violência. A Central de Atendimento à Mulher funciona pelo número 180, que forneçe informações sobre direitos e indica serviços de apoio próximos, além de receber e encaminhar denúncias.

    Também é possível registrar ocorrência em qualquer delegacia de polícia e pedir medidas protetivas de urgência. Em casos de emergência ou risco imediato deve ser acionado o telefone 190 da Polícia Militar do Distrito Federal.

    A Patrulha Maria da Penha, serviço operacional em polícias militares de diversos estados e municípios, acompanha mulheres com medidas protetivas, realiza visitas periódicas e verifica o cumprimento das determinações judiciais. O DF tem, segundo a OAB-DF, fortalecimento do atendimento por meio das Delegacias Especiais de Atendimento à Mulher (DEAMs), equipes multidisciplinares com psicólogos e assistentes sociais e a Casa da Mulher Brasileira.

    Atualmente há 13 Casas da Mulher Brasileira em funcionamento no país, que reúnem diferentes serviços especializados em um único espaço. O Ministério das Mulheres contabiliza outras 38 unidades em estágios variados de obras ou contratação por gestores estaduais e municipais.

    Ao encerrar o seminário, a presidente da Comissão de Combate à Violência Doméstica e Familiar da OAB/DF, Isabelle Duarte, ressaltou a necessidade de continuar a educação da população sobre direitos e formas de violência. Para ela, a legislação é reconhecida internacionalmente, mas o enfrentamento depende também de mudanças estruturais e de maior conhecimento público sobre quando procurar ajuda.

  • Santos registra rajada de 109 km/h; Defesa Civil monitora ventania em São Paulo

    Santos registra rajada de 109 km/h; Defesa Civil monitora ventania em São Paulo

    Na manhã desta sexta-feira (7), a cidade de Santos, no litoral do estado de São Paulo, registrou a maior rajada de vento informada no boletim: 109 quilômetros por hora (km/h). O episódio provocou a queda de uma árvore na cidade, mas as autoridades confirmaram que não houve feridos, segundo reportagem da Agência Brasil.

    Rajada mais forte em Santos

    O registro de 109 km/h em Santos foi o dado mais expressivo divulgado pelas autoridades no acompanhamento da ventania. A queda de uma árvore no município chegou a ser informada, porém sem registro de danos pessoais. O boletim com esses dados foi produzido pela Agência Brasil com base em monitoramento das autoridades estaduais.

    Outras cidades com ventania no estado

    Além de Santos, diversas localidades do estado de São Paulo também registraram ventos fortes na manhã de sexta-feira. A lista de cidades e as velocidades registradas incluem:

    • Presidente Prudente: 70,4 km/h
    • Itatinga: 51,2 km/h
    • Sandovalina: 49,9 km/h
    • Caraguatatuba: 49,3 km/h
    • Presidente Epitácio: 49,3 km/h

    O boletim também indica que outras regiões do estado ficam sujeitas a ventos fortes a moderados, entre elas o Vale do Paraíba, a região de Campinas e o litoral norte.

    Resposta das autoridades e previsão

    A Defesa Civil estadual instalou um gabinete de crise para monitorar os impactos da ventania ao longo do dia, informou a reportagem da Agência Brasil. Em áreas como a capital e a região metropolitana de São Paulo não foram registrados danos significativos até o momento, mas as autoridades alertaram para a possibilidade de ventania no período da tarde.

    Segundo a mesma apuração, a previsão é de que as rajadas de vento continuem pelo estado de São Paulo no sábado (8). A notícia não detalha medidas específicas recomendadas pela Defesa Civil nem indica novas ocorrências após a manhã de sexta-feira.

    O que se sabe e o que permanece em monitoramento

    Os fatos confirmados pela Agência Brasil são a medição de rajadas em diferentes pontos do estado, a queda de uma árvore em Santos sem feridos, a montagem de um gabinete de crise pela Defesa Civil estadual e o aviso de que as rajadas podem persistir no sábado. Informações adicionais sobre danos materiais em outras cidades, causas do fenômeno ou orientações detalhadas das autoridades não foram fornecidas na reportagem consultada.

    Fonte: Agência Brasil.