Categoria: Brasil

  • Rayssa Leal vence etapa carioca da Liga Internacional de Skate Street no Maracanãzinho

    Rayssa Leal vence etapa carioca da Liga Internacional de Skate Street no Maracanãzinho

    O Ginásio do Maracanãzinho, no Rio de Janeiro, recebeu pela primeira vez uma etapa da Street League Skateboarding (SLS) e foi palco da vitória de Rayssa Leal na competição feminina. A skatista maranhense, bicampeã olímpica, somou 20,9 pontos e ficou com o título da etapa carioca, realizada em um público numeroso.

    Vitória apertada e desempenho sob dor

    Rayssa venceu por margem mínima: 0,02 ponto à frente da japonesa Momiji Nishiya, ouro em Tóquio 2020, que terminou com 20,7. A espanhola Daniela Terol ficou em terceiro com 17,7 pontos, e a paulista Gabriela Mazetto foi quarta com 14,8. A brasileira competiu mesmo após sentir dores devido a uma queda no dia anterior ao evento.

    Em entrevista à emissora SporTV após a prova, Rayssa afirmou que não vinha andando bem no dia anterior, mas que na final entregou tudo o que pôde. Ela dedicou o título à família, em especial ao pai, registrando uma homenagem por ocasião do Dia dos Pais.

    Consequências na temporada e caminho ao Super Crown

    Esta foi a segunda vitória de Rayssa na temporada da SLS; a primeira havia sido em fevereiro, na etapa de abertura em Sidney, na Austrália. Com os pontos acumulados ao longo do ano, a atleta surge como forte candidata a disputar o Super Crown da SLS em 2026, prova que reúne os skatistas com maior pontuação do circuito.

    Rayssa já figura no histórico da competição: é tetracampeã consecutiva do Super Crown, tendo vencido as edições de 2022, 2023, 2024 e 2025, conforme registros sobre a atleta.

    O calendário da liga prevê as próximas etapas para 29 de agosto em Tempe (Estados Unidos), 3 de outubro em Paris (França) e 14 de novembro em Tóquio (Japão), com o Super Crown marcado para dezembro em São Paulo, segundo a programação divulgada pela organização.

    Final masculina: canadense leva ouro, brasileiros têm bom desempenho

    Entre os homens, o canadense Cordano Russel conquistou o título da etapa carioca com total de 27,9 pontos. O paulista Giovanni Vianna chegou a liderar em uma rodada anterior ao somar notas altas em duas manobras, mas terminou como vice-campeão com 26,9. Wallace Gabriel completou o pódio com 24,5.

    Ao todo, cinco brasileiros integraram a final masculina, que reuniu dez atletas ao todo. Nascido em Osasco (SP), Abner Pietro ficou na quinta posição com 22,6. O cearense Lucas Rabelo, campeão mundial de skate street em 2021, terminou em sétimo lugar com 15,9 pontos. O paulista Ivan Monteiro fechou a classificação na décima posição com 7,0.

    Durante a disputa, Giovanni Vianna recebeu duas notas próximas da perfeição (9,1 e 9,2) em manobras que o colocaram temporariamente na liderança, mas na rodada final Cordano Russel marcou 9,3 e superou o brasileiro.

    Organização e relevância do evento

    A etapa do Rio foi denominada Rio Takeover e faz parte da programação anual da SLS. A realização no Maracanãzinho representou a estreia do ginásio nas etapas da liga, ampliando a presença da SLS em solo brasileiro neste ano.

    Segundo a fonte, a competição reúne atletas que pontuam ao longo da temporada para classificarem-se ao Super Crown, prova final que reúne os melhores colocados no ranking anual.

    Próximos passos

    A próxima etapa está programada para o dia 29 de agosto, em Tempe (Estados Unidos), conforme o calendário divulgado pela liga. As fases seguintes incluem provas em Paris e Tóquio antes do Super Crown em São Paulo, em dezembro, completando o circuito anual.

    Fonte das informações: Agência Brasil.

  • Receita Federal lança versão web para declarar imposto sobre imóveis rurais

    Receita Federal lança versão web para declarar imposto sobre imóveis rurais

    A Receita Federal disponibilizou, em 10 de agosto de 2026, a versão web do serviço “Minhas Declarações do ITR”, com a finalidade de permitir que contribuintes preencham, transmitam, retifiquem e consultem online a Declaração do Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural (DITR) sem precisar instalar programas nos computadores.

    Como acessar a plataforma

    O acesso à versão web do serviço será feito pelo Portal de Serviços da Receita Federal e exige autenticação com conta gov.br nos níveis prata ou ouro, conforme informação divulgada pela Receita Federal e repercutida pela Agência Brasil. A versão online tem a proposta de facilitar o envio de dados por quem possui imóvel rural, inclusive por meio de dispositivos móveis.

    Obrigatoriedade e opções de envio

    Segundo a Receita Federal, o uso da plataforma será obrigatório para pessoas jurídicas e para pessoas físicas proprietárias de imóveis rurais com área superior a 100 hectares. Para proprietários de áreas de até 100 hectares, permanece a possibilidade de apresentar a declaração por meio do Programa Gerador da Declaração (PGD ITR 2026).

    Essas regras indicam diferenciação por tamanho da área: contribuintes com imóveis maiores deverão utilizar a versão web, enquanto contribuintes com propriedades menores mantêm a alternativa do programa instalável. A informação sobre obrigatoriedade e alternativas foi divulgada pela Receita Federal, conforme reportagem da Agência Brasil.

    O que é a DITR e quem deve apresentá-la

    A Declaração do Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural (DITR) serve para informar à Receita Federal os dados cadastrais do imóvel rural e do seu titular, as áreas do imóvel e outras informações necessárias para a apuração do ITR, de acordo com a Receita.

    Devem apresentar a declaração os proprietários, usufrutuários, titulares do domínio útil ou detentores de imóveis rurais, sejam pessoas físicas ou jurídicas. Em situações específicas, essa obrigação também alcança condôminos, compossuidores e inventariantes, conforme lembra a Receita Federal.

    Funcionalidades do ambiente digital e documentos reunidos

    A Receita Federal informou que o ambiente digital reúne, em um único local, declarações, recibos e documentos relacionados ao ITR. Entre os recursos citados estão o pré-preenchimento de dados cadastrais e o acesso por dispositivos móveis, o que visa permitir maior conveniência no envio e na consulta das informações.

    Ao concentrar os registros e oferecer funcionalidades de pré-preenchimento, a plataforma busca simplificar o processo de declaração para contribuintes que já possuem cadastro junto à Receita, segundo a nota oficial citada pela Agência Brasil.

    Prazo e penalidade por atraso

    A entrega da DITR fora do prazo está sujeita à Multa por Atraso na Entrega da Declaração (Maed). A Receita Federal destaca que a apresentação fora do prazo implica essa penalidade, conforme informado na divulgação do serviço online.

    O comunicado da Receita não detalha valores ou percentuais da multa na nota divulgada à imprensa, apenas lembra a existência da Maed como consequência da apresentação tardia da declaração.

    Fontes e observações

    As informações sobre a versão web do serviço “Minhas Declarações do ITR”, as exigências de acesso, obrigatoriedade por porte de imóvel, funcionalidades da plataforma e a referência à multa por atraso foram divulgadas pela Receita Federal e reportadas pela Agência Brasil.

  • Projeto leva moradores de Águas Claras ao Pelourinho e amplia acesso a equipamentos culturais em Salvador

    Projeto leva moradores de Águas Claras ao Pelourinho e amplia acesso a equipamentos culturais em Salvador

    Segundo reportagem da Agência Brasil, moradores da comunidade de Águas Claras, em Salvador, participaram no sábado (8) de visitas ao centro histórico e à Festa Literária Internacional do Pelourinho (Flipelô), muitas vezes pela primeira vez. O deslocamento foi realizado pelo Circuito Cultural, projeto do Instituto Motiva que organiza visitas gratuitas a equipamentos culturais.

    Experiências e impacto pessoal

    Entre os visitantes estava um grupo de mulheres com mais de 60 anos que frequentam a Biblioteca Comunitária Condor Literário. Uma das participantes relatou que passou por um quadro de depressão e, desde que começou a frequentar a biblioteca, passou a participar de atividades como boxe, capoeira e dança. Para ela, a ida ao Pelourinho e aos museus representou uma ampliação de referências culturais e uma experiência inédita.

    Outra moradora, acompanhada dos três filhos, também visitou o Muncab pela primeira vez. Ela afirmou que raramente consegue organizar roteiros culturais para as crianças devido a dificuldades práticas, como transporte, e valorizou a oportunidade de apresentar às crianças elementos da memória e identidade local.

    Barreiras de acesso e contexto comunitário

    Aline Dias, articuladora territorial de Águas Claras, explicou que a comunidade tem forte dinâmica interna e, por muito tempo, ficou à margem das ações da cidade. Apesar de iniciativas locais — como a biblioteca comunitária —, ela defende que políticas públicas e investimentos são necessários para ampliar o alcance das práticas culturais e dar visibilidade ao que já é produzido na comunidade.

    O bairro de Águas Claras fica a cerca de 25 minutos do centro histórico de Salvador, segundo a reportagem, e vem observando mudanças na mobilidade e no comportamento dos moradores com a chegada do metrô e a construção de uma rodoviária, o que facilita a realização de ações sociais e culturais fora do território.

    Circuito Cultural e objetivos do projeto

    O Circuito Cultural, idealizado pelo Instituto Motiva, tem como objetivo aumentar o acesso à cultura para estudantes da rede pública e participantes de organizações sociais, promovendo visitas a instituições em São Paulo, Rio de Janeiro e Salvador. Segundo representantes do instituto citados pela reportagem, a iniciativa nasceu diante do quadro de desigualdade no acesso a equipamentos culturais no Brasil.

    Ariane Teles, especialista do Instituto Motiva, afirmou que o projeto busca, em primeiro lugar, quebrar a barreira de acesso, e, em segundo, utilizar a cultura como ferramenta de transformação social, educação e ampliação de repertório.

    Dados sobre consumo cultural no Brasil

    Para contextualizar a iniciativa, a reportagem citou dados de pesquisas que mostram baixa participação da população em atividades culturais: levantamento do IBGE indica que menos de um terço dos municípios brasileiros dispõe de museus, enquanto a pesquisa Hábitos Culturais 2025, realizada pelo Observatório Fundação Itaú, mostrou que apenas 16% dos brasileiros visitaram um museu nos últimos 12 meses e 13% participaram de festivais literários.

    Esses números foram apresentados pelo Instituto Motiva como justificativa para ampliar programas que levem público a espaços culturais e fomentem repertórios mais inclusivos e representativos.

    Próximos passos e necessidades apontadas

    Organizadores e articuladores locais destacam que a ação foi uma oportunidade importante, mas que é preciso ampliar a escala dessas iniciativas e pensar políticas públicas que valorizem a produção cultural nas comunidades. Aline Dias ressaltou que as pessoas de Águas Claras querem tanto levar cultura para suas localidades quanto participar de atividades fora do território.

    A reportagem da Agência Brasil registra ainda que a repórter e a fotógrafa viajaram a convite do Instituto Motiva, patrocinador e parceiro oficial de mobilidade da Flipelô 2026.

  • Flávia Saraiva conquista ouros na trave e no solo no Campeonato Brasileiro

    Flávia Saraiva conquista ouros na trave e no solo no Campeonato Brasileiro

    Flávia Saraiva foi a grande destaque do domingo final do Campeonato Brasileiro de Ginástica Artística, disputado no Ginásio Nilson Nelson, em Brasília. A atleta do Flamengo conquistou o ouro na trave e, em seguida, repetiu o feito no solo, encerrando a competição com duas vitórias individuais nas finais por aparelho.

    Performance na trave

    Na final da trave, Flávia apresentou uma série com elevado grau de dificuldade e recebeu a maior nota da prova: 13,866. O desempenho garantiu a medalha de ouro; a prata ficou com Gabriela Barbosa, do Pinheiros, que marcou 13,266, e o bronze com Gabriela Vieira, também do Flamengo, com 13,100. Esses resultados consolidaram Flávia como a vencedora da primeira final do dia.

    Vitória no solo e repercussão técnica

    Pouco depois, Flávia voltou a subir ao aparelho do solo e executou uma coreografia que agradou os jurados, recebendo 13,833. A rotina da ginasta teve como trilha um mix que incluiu “Asa Branca”, de Luiz Gonzaga, e “Homem com H”, de Antônio Barros, canção conhecida na versão de Ney Matogrosso. Com essa nota, a publicação da Agência Brasil aponta que Flávia se tornou forte candidata a disputar medalha no Campeonato Mundial, marcado para outubro na Holanda.

    No pódio do solo, a prata coube à colega de clube Júlia Coutinho, também do Flamengo, com 13,266. Júlia apresentou sua rotina ao som de “Maria, Maria”, de Milton Nascimento e Fernando Brant, consagrada na voz de Elis Regina. O terceiro lugar ficou com Hellen Silva, do Flamengo, que somou 13,200, completando um pódio totalmente rubro-negro.

    Finais masculinas: barra fixa, barras paralelas e salto

    A disputa da barra fixa foi uma das mais acirradas entre os homens. Arthur Nory e Diogo Paes, ambos do Pinheiros, empataram com 13,966. Pelo critério de desempate, Arthur Nory levou o ouro; Diogo ficou com a prata. O bronze na prova ficou com Patrick Correia, também do Pinheiros, que marcou 13,666.

    Nas barras paralelas, Caio Souza, do Minas Tênis Clube, foi o campeão com 13,966. O resultado veio no dia seguinte à conquista do ouro nas argolas, conforme registro da cobertura. Dreick Goulart, do Grêmio Náutico União, terminou em segundo lugar com 13,133, e Johnny Oshiro, da Associação de Ginástica Di Thiene de Pais (Agith), levou o bronze com 12,466 — Oshiro havia sido campeão no cavalo um dia antes.

    No salto, Yuri Guimarães, companheiro de equipe de Oshiro no Agith, conquistou o ouro com média 14,133. João Perdigão, do Pinheiros, ficou com a prata, e Christian Dorneles completou o pódio com o bronze. Para Yuri, esta foi a segunda medalha de ouro nas finais por aparelhos no Brasileirão; ele já havia vencido a final do solo no sábado, 8 de agosto.

    Resumo dos principais resultados

    • Trave (feminino): Ouro — Flávia Saraiva (Flamengo), 13,866; Prata — Gabriela Barbosa (Pinheiros), 13,266; Bronze — Gabriela Vieira (Flamengo), 13,100.
    • Solo (feminino): Ouro — Flávia Saraiva (Flamengo), 13,833; Prata — Júlia Coutinho (Flamengo), 13,266; Bronze — Hellen Silva (Flamengo), 13,200.
    • Barra fixa (masculino): Ouro — Arthur Nory (Pinheiros), 13,966 (vence por desempate sobre Diogo Paes); Bronze — Patrick Correia (Pinheiros), 13,666.
    • Barras paralelas (masculino): Ouro — Caio Souza (Minas Tênis Clube), 13,966; Prata — Dreick Goulart, 13,133; Bronze — Johnny Oshiro (Agith), 12,466.
    • Salto (masculino): Ouro — Yuri Guimarães (Agith), média 14,133; Prata — João Perdigão (Pinheiros); Bronze — Christian Dorneles.

    Os resultados e as informações sobre músicas e notas foram divulgados pela Agência Brasil a partir da cobertura das finais realizadas no Ginásio Nilson Nelson, em Brasília.

  • Pesquisa aponta percepção de queda na presença dos pais na criação dos filhos no Brasil

    Pesquisa aponta percepção de queda na presença dos pais na criação dos filhos no Brasil

    Uma pesquisa realizada pelo Instituto Nexus e divulgada pela Agência Brasil aponta que metade dos brasileiros entende que os pais atuais estão menos presentes na criação dos filhos do que as gerações anteriores. O levantamento ouviu 2.013 pessoas de diferentes regiões do país e evidencia um contraste entre a valorização da paternidade e a percepção de mudança no comportamento paterno.

    Percepções sobre a presença paterna

    Apesar de 80% ou mais dos entrevistados classificarem a importância da paternidade como alta ou muito alta, metade da população acredita que a participação dos pais diminuiu ao longo do tempo. Entre as mulheres, 56% consideram que a presença paterna é menor do que no passado; apenas 31% delas veem um aumento na participação. No grupo masculino as opiniões se dividem: 44% afirmam que os pais estão mais presentes atualmente e outros 44% entendem o oposto, que houve redução.

    Importância atribuída à paternidade e diferenças etárias

    O estudo mostra ainda variação por idade na avaliação da importância da figura paterna. No recorte etário de 16 a 24 anos, 82% consideram a paternidade importante. Esse reconhecimento decresce progressivamente entre faixas mais velhas, alcançando 62% entre pessoas com 60 anos ou mais.

    O que significa ser um “bom pai”

    Quando questionados sobre as características que definem um “bom pai”, 49% dos entrevistados apontaram que a presença no dia a dia é o aspecto mais relevante. Em seguida aparecem: educar e orientar com limites (19%), demonstrar carinho e afeto (8%), dar exemplo (7%) e prover segurança financeira (3%).

    Houve diferenças de gênero também nas prioridades atribuídas a essas qualidades. Para 53% das mulheres, a presença cotidiana é o elemento mais importante, ante 45% dos homens. Ao mesmo tempo, 21% dos homens consideram a imposição de limites como o principal atributo de um bom pai, porcentagem superior aos 17% observados entre as mulheres.

    O valor dado à convivência diária também varia por idade: as faixas de 25 a 40 anos e de 16 a 24 anos são as que mais destacam a presença constante (56% e 55%, respectivamente). Por outro lado, entre os mais velhos a característica mais citada como definidora de um bom pai passa a ser a educação com limites — índice mais alto nas faixas de 41 a 49 anos (24%) e de 60 anos ou mais (26%).

    Interpretação dos resultados

    Para Marcelo Tokarski, CEO do Instituto Nexus, os dados indicam que a sociedade consolidou a ideia de que um bom pai deve participar do cotidiano dos filhos, abandonando a figura restrita ao provedor financeiro. No entanto, segundo ele, o avanço no discurso nem sempre se traduz em mudança efetiva nas práticas familiares, o que explicaria por que metade da população percebe menor participação paterna hoje em dia.

    O contraste entre a alta valorização da paternidade e a percepção de retrocesso na presença prática levanta questões sobre quais barreiras impedem a atualização do papel paterno na rotina doméstica. A pesquisa não detalha causas específicas nem propõe soluções, limitando-se a mapear percepções e prioridades da população brasileira quanto ao que define um bom pai.

    Metodologia e fonte

    Os resultados citados têm origem em pesquisa do Instituto Nexus, que entrevistou 2.013 pessoas em diferentes regiões do Brasil. As informações foram divulgadas pela Agência Brasil. O levantamento apresenta recortes por gênero e faixa etária, mas não detalha no comunicado aspectos como margem de erro ou período exato de coleta.

    Os dados trazem um panorama das opiniões públicas sobre paternidade no país, destacando a tensão entre expectativas sociais e práticas cotidianas dentro das famílias.

  • Fundo Baobá concede bolsas de R$ 42 mil a três jovens negros para graduação no exterior

    Fundo Baobá concede bolsas de R$ 42 mil a três jovens negros para graduação no exterior

    O Fundo Baobá, instituição social dedicada à promoção da equidade racial, escolheu três jovens negros como beneficiários do programa Black STEM, que financia parte da permanência de estudantes brasileiros no exterior. Cada bolsa é no valor de R$ 42 mil e foi pensada para custear gastos com moradia, transporte, alimentação e material acadêmico.

    Quem são os estudantes selecionados

    A instituição apresentou, em evento de boas-vindas, os três aprovados. Um deles é Caio Ramos, 23 anos, morador de Irajá, no Rio de Janeiro. Segundo relato do programa, Caio enfrentou dificuldades relacionadas à interrupção das aulas presenciais durante a pandemia de covid-19 em 2020 — sua escola não ofereceu ensino remoto por um ano — e precisou assumir trabalho remunerado a partir de 2022 para ajudar nas despesas familiares após o pai ter passado a apresentar sintomas de Alzheimer e Parkinson.

    Outra selecionada é Quezia Fernanda, 19 anos, natural de Rio das Ostras (RJ). Ela concluiu o ensino médio técnico em automação industrial no Instituto Federal Fluminense e teve contato com oportunidades no exterior por meio de parceria entre essa instituição e a Faculdade de Jaén, na Espanha. Quezia pretende cursar Engenharia Elétrica e afirmou ver na área elétrica potencial para aprofundar estudos em tecnologias sustentáveis.

    O terceiro contemplado é João Vitor, de Cruz das Almas, na Bahia. Ele relata facilidade com computação desde a infância e formou-se em informática no Instituto Federal. Crescer no Recôncavo Baiano aproximou-o de lideranças negras e comunidades quilombolas; a decisão de estudar na Northwestern University, nos Estados Unidos, surgiu ao descobrir a presença de um estudante brasileiro de origem quilombola nessa instituição.

    O que a bolsa cobre e os apoios oferecidos

    Além do valor financeiro, o Black STEM prevê uma rede de suporte para aumentar as chances de permanência e sucesso acadêmico dos bolsistas. Conforme informações do Fundo Baobá, o programa inclui mentorias de carreira, workshops, conexões com lideranças negras e acompanhamento psicológico. Essas ações objetivam enfrentar problemas que vão além da falta de recursos financeiros, como a solidão e questões de saúde mental entre estudantes que se afastam da família para estudar em outros países.

    Giovanni Harvey, diretor-executivo do Fundo Baobá, explicou que o apoio financeiro por si só não é suficiente: é necessário oferecer suporte emocional e uma rede de contatos que facilite a inserção e a permanência dos jovens em ambientes estrangeiros.

    Motivações e trajetórias pessoais

    As histórias dos três bolsistas mostram trajetórias marcadas por limitações estruturais, mas também por estratégias de superação. Caio destaca o esforço de conciliar trabalho e estudos para ajudar a família, e considera a bolsa uma vitória compartilhada com outras pessoas que enfrentam circunstâncias semelhantes; Quezia lembra a importância da formação técnica como ponto de partida para acessar oportunidades internacionais; e João evidencia laços comunitários com lideranças negras e quilombolas que o influenciaram na trajetória acadêmica e na escolha do destino de estudos.

    Os relatos foram apresentados pela equipe do programa e reproduzidos em matéria da Agência Brasil, que cobriu o evento de boas-vindas (estagiário da Agência Brasil sob supervisão de Odair Braz Junior).

    Partida e próximos passos

    De acordo com a divulgação do Fundo Baobá, os três estudantes devem embarcar em setembro para iniciar os cursos de graduação no exterior. Nos meses que antecedem a viagem, o programa continuará oferecendo as mentorias e o acompanhamento previsto para facilitar a transição e a adaptação nos novos ambientes acadêmicos.

    O objetivo do programa

    O Black STEM busca criar condições para que pessoas negras acreditem ser possível ocupar espaços de destaque nas áreas de Ciências, Tecnologia, Engenharia e Matemática. A combinação de financiamento e rede de apoio visa reduzir barreiras de acesso e permanência em instituições internacionais.

    • Fonte das informações: Agência Brasil (estagiário sob supervisão de Odair Braz Junior).
  • Memória é central na literatura, diz Milton Hatoum ao apresentar ‘Dança de Enganos’

    Memória é central na literatura, diz Milton Hatoum ao apresentar ‘Dança de Enganos’

    Milton Hatoum afirmou que a memória funciona como um elemento essencial na literatura ao apresentar Dança de Enganos, volume final da trilogia O Lugar Mais Sombrio. Em conversa com jornalistas antes de participar de uma mesa na Festa Literária Internacional do Pelourinho (Flipelô), em Salvador, o escritor explicou que o novo livro retoma as memórias de Lina, mãe de Martim — personagem central dos dois livros anteriores — para revelar feridas pessoais e coletivas.

    Memória como motor da escrita

    Segundo Hatoum, a memória não está cristalizada no passado; ela só adquire sentido quando trazida ao presente. Foi essa operação que orientou Dança de Enganos: a mãe assume a voz principal para expor dores, impactos e traumas carregados por famílias dilaceradas pela ditadura militar. O título, explicou o autor, refere-se às falsidades e equívocos que marcaram a vida da personagem e que só se tornam percebidos por meio da lembrança.

    Trilogia, família e ditadura

    A trilogia O Lugar Mais Sombrio aborda dramas de personagens que cresceram e viveram parte da vida adulta durante um período de opressão, autoritarismo e censura. Hatoum sublinhou, contudo, que o tema político não é o eixo principal das obras: o foco maior é a relação familiar. Ainda assim, as experiências individuais e coletivas vinculadas ao regime militar surgem como pano de fundo e alimentam o conflito narrativo.

    O autor disse também que parte do material que o inspirou veio de relatos e diários de amigos que foram presos e torturados na ditadura. Ele relata ter lido esses depoimentos com choque, mas afirmou ter usado pouco desse conteúdo diretamente, preferindo recorrer à imaginação, que considera o “grande pilar do romance”.

    Posicionamento e repercussão pública

    Hatoum contou que escreveu a trilogia, em parte, como forma de reação ao que viu acontecer no Brasil, e que revisou trechos entre o segundo e o terceiro volumes diante do que qualificou como uma “catástrofe política” no país. Na avaliação do escritor, vozes que defendem a volta daquele período autoritário justificam um posicionamento artístico e público. Ele classificou parte desse grupo como “absolutamente facínora”.

    A presença de Hatoum na Flipelô lotou o auditório do Museu Eugênio Teixeira Leal, conforme a cobertura da Agência Brasil. O autor, considerado um dos principais nomes da literatura brasileira contemporânea, foi recentemente empossado como membro da Academia Brasileira de Letras; ele se declarou o primeiro escritor da Amazônia a ocupar uma cadeira na instituição, segundo as informações que apresentou.

    Educação, empatia e memórias pessoais

    Ao responder perguntas do público, Hatoum destacou a empatia como um antídoto para a crise política e social atual, entendendo-a como oposta ao egotismo e necessária para integrar necessidades individuais e coletivas. Ele também defendeu a reconstrução da escola pública, afirmando que o desmonte dessa estrutura começou na ditadura militar e que sua restauração seria um ato patriótico para formar cidadania e reduzir desigualdades.

    Em tom pessoal, o escritor lembrou da professora que o alfabetizou, Maria Luiza Freitas Pinto, citada também em seu discurso de posse na Academia Brasileira de Letras. Hatoum contou que, quando lançou seu primeiro livro em 1989, ela compareceu à sessão de autógrafos e revelou ter guardado a sua primeira redação, acreditando que ele se tornaria escritor. A professora viveu até os 104 anos e acompanhou lançamentos até os 100, segundo relato do autor.

    O encontro com Hatoum integrou a programação da décima edição da Flipelô, que, conforme a própria cobertura da Agência Brasil, teve início na quarta-feira (5) e se estende até domingo. A agência participou da cobertura do evento; repórter e fotógrafa viajaram a convite do Instituto Motiva, patrocinador e parceiro oficial de mobilidade da Flipelô 2026, conforme informado na matéria original.

  • Queixas sexuais na menopausa têm tratamento, diz especialista da Febrasgo

    Queixas sexuais na menopausa têm tratamento, diz especialista da Febrasgo

    Queixas sexuais durante e após a menopausa devem ser tratadas e não simplesmente atribuídas ao envelhecimento, afirma a ginecologista Jussimara Souza Steglich, membro da Comissão Nacional Especializada em Sexologia da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo). Em entrevista à Agência Brasil, a médica ressaltou a importância de abordar a sexualidade em todas as fases da vida da mulher.

    Por que as queixas não podem ser ignoradas

    Secura vaginal, dor durante o ato sexual e perda do desejo são sintomas relatados com frequência por mulheres na menopausa. Segundo a especialista, assumir que uma paciente mais velha não tem vida sexual ou que tais sintomas são esperados e irreversíveis representa um erro clínico. A médica também observa que muitas mulheres sentem vergonha de relatar problemas sexuais, o que dificulta diagnóstico e tratamento.

    Causas possíveis e necessidade de investigação

    Jussimara Steglich alerta que nem todas as queixas têm a mesma origem: algumas decorrem das alterações hormonais típicas da menopausa, mas outras podem ser consequência de doenças. Por exemplo, a dor durante a relação pode ter origem pélvica profunda por condições como endometriose, aderências ou doença inflamatória pélvica. Além disso, há casos em que a dor se concentra na musculatura do assoalho pélvico.

    Quando a dor sexual ocorre, costuma haver dois componentes: a sensação dolorosa em si e a contratura muscular que aumenta a dor. Por isso, a investigação clínica — incluindo avaliação ginecológica e, quando indicado, encaminhamento a especialistas — é essencial para identificar a causa e direcionar o tratamento.

    Tratamento e abordagem multidisciplinar

    O manejo das queixas sexuais na menopausa pode envolver medidas de estilo de vida, terapia hormonal sob prescrição médica e intervenções dirigidas às causas específicas do sintoma. A especialista recomenda exercício físico e alimentação adequada como parte de um conjunto de cuidados que pode atenuar os efeitos da menopausa.

    Nos casos com componente musculoesquelético ou dor persistente, Steglich sugere uma abordagem multidisciplinar que combine cuidados ginecológicos, fisioterapia pélvica e apoio de outros profissionais de saúde. A participação do parceiro e a comunicação franca entre os dois também são citadas como importantes para tratar o impacto emocional e relacional das queixas.

    Escala populacional e impacto

    No Brasil, cerca de 30 milhões de mulheres estão na faixa da menopausa, e pesquisas nacionais indicam que 82% apresentam sintomas que afetam a qualidade de vida, segundo dados citados pela especialista. Diante desse cenário, a médica afirma que discutir longevidade feminina sem abordar menopausa e sexualidade é incompleto.

    O que pacientes e médicos podem fazer

    • Profissionais de saúde devem incluir perguntas sobre saúde sexual nas consultas com mulheres de todas as idades.
    • Mulheres devem sentir-se encorajadas a falar sobre sintomas com o médico e com o parceiro.
    • Medidas de estilo de vida — como atividade física e alimentação — fazem parte do manejo.
    • Tratamentos hormonais podem ser considerados, sempre com orientação médica.
    • Casos com dor demandam avaliação para possíveis causas orgânicas e intervenção multidisciplinar.

    As informações desta matéria foram baseadas em declarações da ginecologista Jussimara Souza Steglich à Agência Brasil e em dados nacionais citados pela especialista.

  • Carla Madeira diz que redes sociais e clubes de leitura ajudam a aumentar interesse por livros

    Carla Madeira diz que redes sociais e clubes de leitura ajudam a aumentar interesse por livros

    Centenas de espectadores reuniram-se no Largo do Pelourinho, em Salvador, para acompanhar a participação da escritora mineira Carla Madeira na décima edição da Festa Literária Internacional do Pelourinho (Flipelô). Reconhecida entre as autoras de ficção mais lidas do país, com mais de 1 milhão de cópias vendidas, ela defendeu a ideia de que o livro funciona como uma “ocasião de conversar” e enfatizou a importância do debate coletivo sobre leituras.

    Autora e público na Flipelô

    Segundo a cobertura da Agência Brasil, Carla Madeira conversou com o público no Largo do Pelourinho em uma mesa que atraiu grande público. A participação integrou a programação da Flipelô, cuja décima edição, conforme noticiada pela fonte, começou na quarta-feira (5) e se encerra neste domingo (9).

    Redes sociais, clubes de leitura e o estímulo à leitura

    Para a escritora, o crescimento de clubes de leitura presenciais e de debates sobre livros nas redes sociais tem contribuído para maior interesse pelas obras e para que mais pessoas sintam-se à vontade para discutir literatura. Ela ressaltou que esses espaços permitem concordâncias, discordâncias, críticas e a entrada de novas vozes, ampliando a circulação de ideias e a consciência dos leitores, conforme relato à Agência Brasil.

    Leitura no Brasil: números e desafios

    Carla Madeira apontou, contudo, que o aumento do interesse não resolve um problema estrutural: quando comparados os números do mercado editorial ao total da população brasileira, há indícios de que o país ainda tem baixos índices de leitura. A autora vinculou essa realidade a fatores como a formação escolar, incentivo à leitura, acesso aos livros e condições físicas para leitura em casa.

    Dados citados na entrevista fazem referência à pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, do Instituto Pró-Livro (2024), que indicou que 47% da população com 5 anos ou mais se declarou leitora, o que corresponderia a cerca de 93,4 milhões de pessoas. A mesma pesquisa mostrou que 53% da população não havia lido sequer parte de um livro nos três meses anteriores ao levantamento.

    Novo livro: tema, contexto e processo de escrita

    Carla Madeira informou à reportagem que seu novo livro será lançado ainda neste mês. A obra trata da história de uma mãe que denuncia o próprio filho à polícia e foi escrita em um período em que a autora enfrentou três perdas pessoais consecutivas. Ela disse que, apesar do momento de luto vivido, não faz autoficção; usou a linguagem como recurso para reorganizar emoções e dar forma ao real.

    O romance descreve uma mãe doente que aguarda um reencontro com o filho que não vê há duas décadas. A narrativa também recupera acontecimentos anteriores, situando trechos da trama em 1986, período marcado, segundo a autora, por um retorno das eleições diretas no Brasil e pelas heranças da ditadura ainda presentes no cotidiano.

    A maternidade e a família — entendida como um lugar fundante que molda visões de mundo — foram apontadas por Carla Madeira como temas recorrentes em sua produção literária e centrais no novo livro.

    Programação da Flipelô e nota sobre cobertura

    A décima Flipelô ocorreu entre quarta-feira (5) e domingo (9), segundo a própria reportagem da Agência Brasil. O evento reuniu autores, leitores e debates no histórico Largo do Pelourinho, em Salvador.

    A Agência Brasil assinala que a repórter e a fotógrafa da cobertura viajaram a convite do Instituto Motiva, patrocinador e parceiro oficial de mobilidade da Flipelô 2026.

    Fontes

    • Agência Brasil (cobertura da Flipelô 2026)
    • Instituto Pró-Livro — pesquisa Retratos da Leitura no Brasil (2024), conforme citada na reportagem
  • Rio Grande do Sul contabiliza 2.686 desalojados após tempestades; 117 municípios registraram danos

    Rio Grande do Sul contabiliza 2.686 desalojados após tempestades; 117 municípios registraram danos

    A Defesa Civil do Rio Grande do Sul atualizou, na manhã de domingo (9), o número de pessoas desalojadas por tempestades decorrentes de uma linha de instabilidade associada a uma frente fria. O balanço aponta 2.686 desalojados e danos em 117 municípios, entre destelhamentos, quedas de árvores e de postes de energia.

    Balanço geral e definição de desalojados

    Segundo o levantamento, os estragos foram provocados por fortes chuvas e ventos formados pela frente fria que atingiu o estado. A Defesa Civil esclareceu que o termo “desalojados” refere-se às pessoas que tiveram de sair de suas casas e foram para a residência de amigos ou parentes. Apenas uma pessoa ficou desabrigada — ou seja, necessitou de acolhimento pelo poder público —, registrada no município de Montenegro.

    Vítimas e feridos

    O balanço da Defesa Civil registra, desde a sexta-feira (7), um óbito e cinco feridos relacionados aos eventos meteorológicos. A vítima fatal foi um homem que sofreu um acidente na rodovia estadual RS-124, em Montenegro, enquanto trafegava de moto; não há informações adicionais sobre sua identificação divulgadas pela corporação.

    Dos cinco feridos, um em Novo Hamburgo ficou em situação que “exige mais atenção”, após se enroscar em fios durante o vendaval enquanto estava em trânsito. Em Osório, um militar foi atingido por um estilhaço enquanto estava dentro de uma viatura em atendimento. Em Dom Feliciano, outras três pessoas tiveram ferimentos leves, conforme relatado pela Defesa Civil.

    Municípios mais afetados

    Entre os locais com maior número de desalojados está Minas do Leão, com 500 pessoas que precisaram deixar suas residências e buscar abrigo em casas de conhecidos. Novo Hamburgo aparece em seguida, com 480 desalojados, e Sapiranga com 360. O balanço geral aponta impactos em 117 municípios gaúchos, espalhando-se por diferentes regiões do estado.

    Fenômeno meteorológico: frente fria e ciclone bomba

    A Defesa Civil atribuiu os danos à frente fria que formou uma linha de instabilidade e provocou as tempestades no Rio Grande do Sul. A nota oficial também informa que outro fenômeno meteorológico, identificado como ciclone bomba, se formou entre a Argentina e o Uruguai e deslocou-se pelo oceano, produzindo ventos na costa gaúcha, mas sem maiores impactos sobre o continente.

    Em comunicado divulgado à imprensa, a Defesa Civil diferenciou os efeitos dos dois sistemas: enquanto a frente fria foi apontada como causa direta das ocorrências no interior e áreas costeiras, o ciclone bomba teria atuado principalmente no mar, com influência limitada sobre o território estadual.

    Impactos observados e incertezas

    Os danos relatados incluem principalmente destelhamentos e quedas de árvores e postes, o que resultou em riscos para a circulação e fornecimento de energia em pontos diversos. O relatório divulgado não detalha ainda os custos ou a extensão total dos prejuízos materiais, tampouco indica ações específicas de recuperação além do registro das ocorrências.

    A Defesa Civil atualizou os números em 9 de agosto, com referência aos acontecimentos iniciados na sexta-feira (7). O órgão ainda não divulgou identificação da vítima que morreu em Montenegro, nem houve detalhamento sobre o atendimento médico aos feridos além das informações já prestadas.

    As informações deste texto foram compiladas a partir de balanço divulgado pela Defesa Civil do Rio Grande do Sul e reportado pela Agência Brasil.