Categoria: Brasil

  • Rock in Rio fecha parceria com Ação da Cidadania para campanha contra fome com meta de 2 milhões de pratos

    Rock in Rio fecha parceria com Ação da Cidadania para campanha contra fome com meta de 2 milhões de pratos

    O festival Rock in Rio anunciou que vai se unir à organização Ação da Cidadania em uma campanha de combate à fome durante a edição de 2026 do evento. O anúncio foi feito na quinta-feira (13) pelos presidentes da Rock World e do conselho da Ação da Cidadania, conforme reportagem da Agência Brasil.

    Objetivo da campanha e mecanismos de arrecadação

    A ação tem como tema “Um mundo melhor é um mundo sem fome” e estabelece como meta a doação do equivalente a 2 milhões de pratos de comida. Para facilitar a contribuição do público, será divulgado um QR code que direciona os valores arrecadados diretamente à Ação da Cidadania.

    Além das doações por QR code, parte dos recursos virá das vendas nas lojas oficiais de camisetas instaladas na Cidade do Rock e do resultado de um leilão de instrumentos doados por artistas que se apresentam no festival. Como estímulo adicional, a organização promoverá um sorteio: a cada R$ 25 doados, o contribuinte concorrerá a duas entradas, totalizando mil ingressos sorteados.

    Transparência e visibilidade: o ‘pratômetro’

    Perto da entrada da Cidade do Rock será instalado um painel, chamado pratômetro, que mostrará em tempo real a quantidade de doações recebidas. O dispositivo permitirá que os frequentadores acompanhem o avanço da arrecadação durante os dias de show; os shows começam daqui a 22 dias, de acordo com a nota da Agência Brasil.

    Histórico da parceria e memória institucional

    O Rock in Rio já havia colaborado com a Ação da Cidadania em campanhas anteriores, a primeira delas em parceria com o sociólogo Herbert de Souza, conhecido como Betinho. No anúncio, foi resgatada a memória dessa aproximação: Roberto Medina relatou que conheceu Betinho depois de um sequestro e citou um episódio em que a mobilização levou centenas de milhares de pessoas às ruas, ressaltando o papel de liderança exercido por Betinho na época.

    Impactos e justificativas

    Para Daniel de Souza, do conselho da Ação da Cidadania, a parceria com o Rock in Rio é uma oportunidade de dar maior visibilidade à pauta da fome no Brasil, lembrando que, apesar de o país ter saído do chamado “mapa da fome”, milhões de pessoas ainda convivem com insegurança alimentar — segundo ele, são 6,5 milhões de pessoas nessa condição.

    Roberto Medina também destacou os efeitos econômicos do festival para a cidade: o empresário mencionou um impacto econômico superior a R$ 3 bilhões e a geração de 30 mil empregos diretos, além de afirmar que o projeto do festival soma mais de R$ 1 bilhão, conforme a Agência Brasil. Medina afirmou ainda a intenção de superar a meta de doações estabelecida.

    Como participar e onde o recurso será aplicado

    • Doações pelo QR code divulgado pelo Rock in Rio: valor vai direto para a Ação da Cidadania.
    • Compra de produtos nas lojas oficiais da Cidade do Rock: parcela das vendas será repassada à ONG.
    • Leilão de instrumentos doados por artistas do festival: rendimentos também serão destinados à ação.

    A campanha aposta na visibilidade do festival para ampliar a sensibilização sobre a insegurança alimentar e para impulsionar arrecadações que se convertam em refeições. A iniciativa foi apresentada publicamente em 13 de agosto de 2026; a reportagem com os detalhes foi divulgada pela Agência Brasil.

  • Governo abre processo de reciprocidade por tarifas dos EUA contra exportações brasileiras

    O governo federal anunciou em 13 de agosto de 2026 a abertura formal de um processo para avaliar se as tarifas impostas unilateralmente pelos Estados Unidos sobre exportações brasileiras justificam respostas previstas na Lei da Reciprocidade Econômica. A informação foi divulgada em nota do Palácio do Planalto distribuída à imprensa.

    Início do procedimento e atos administrativos

    Segundo a nota oficial, o procedimento foi desencadeado a partir do compartilhamento de um pedido pela Secretaria-Executiva da Câmara de Comércio Exterior (Camex) com os demais integrantes do seu Comitê-Executivo de Gestão. Em paralelo, o Ministério das Relações Exteriores (MRE) notificará o governo dos Estados Unidos e solicitará a abertura de consultas diplomáticas.

    O governo destacou que as consultas diplomáticas têm como objetivo mitigar ou anular os efeitos das medidas adotadas pelos EUA e das contramedidas previstas na legislação brasileira, e que privilegiará o diálogo e a negociação nas relações internacionais.

    O que prevê a Lei da Reciprocidade Econômica

    Aprovada no ano anterior à decisão anunciada pelo Planalto, a Lei nº 15.122 estabelece critérios para a suspensão de concessões comerciais em resposta a ações, políticas ou práticas unilaterais de outro país que prejudiquem a competitividade econômica do Brasil. A legislação lista alternativas que podem ser adotadas pelo governo brasileiro.

    Entre as medidas previstas estão a imposição de tributos ou taxas, o fim de isenções ou reduções de tarifas de importação e a restrição de importações de bens ou serviços. A lei determina, quando possível, que as contramedidas tenham proporcionalidade em relação ao prejuízo econômico causado por outro país ou bloco.

    Medidas dos EUA e impacto sobre as exportações brasileiras

    Em julho, o Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR) impôs uma sobretaxa de 25% sobre diversos produtos brasileiros, após aproximadamente um ano de análise, afirmou a nota do Planalto. Foram afetados setores como ferro e aço, vestuário, calçados, açúcar, etanol, produtos farmacêuticos, maquinário agrícola, máquinas elétricas não ligadas ao setor de aviação e outros produtos manufaturados.

    Posteriormente, foi aplicada uma sobretaxa adicional de 12,5% sobre outros itens, com a justificativa de que o Brasil não adotaria mecanismos eficazes para impedir a importação de mercadorias produzidas com trabalho forçado. De acordo com levantamento do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) citado pelo governo, as tarifas em vigor desde o fim do mês anterior atingem cerca de US$ 6,6 bilhões em exportações brasileiras ao mercado norte-americano.

    Procedimentos paralelos: OMC e diplomacia

    O governo federal já havia solicitado consultas no sistema de solução de controvérsias da Organização Mundial do Comércio (OMC), argumentando que as medidas aplicadas pelos EUA seriam inconsistentes com as regras da entidade. O anúncio do Planalto informa que os Estados Unidos aceitaram participar dessas consultas no âmbito da OMC.

    Ao mesmo tempo, a abertura do processo de reciprocidade não implica automaticamente a adoção de medidas retaliatórias. Trata-se, conforme a nota, do início de uma análise formal para verificar se as práticas norte-americanas justificam respostas previstas na legislação brasileira.

    Posição do governo e medidas de proteção internas

    Na nota, o Palácio do Planalto classificou as tarifas norte-americanas como “injustificadas e arbitrárias” e afirmou que o Brasil continuará defendendo sua posição em todas as instâncias cabíveis. O governo anunciou ainda que manterá ações para reduzir os danos causados pelas tarifas à economia e à renda dos brasileiros.

    Entre essas ações, o texto oficial cita a defesa do multilateralismo e da reforma da OMC, a diversificação de parcerias comerciais, a abertura de novos mercados para produtos nacionais e medidas de proteção setorial por meio do Plano Brasil Soberano, com objetivo declarado de preservar empregos e capacidade produtiva.

    As informações deste texto são baseadas em nota divulgada pelo Palácio do Planalto e em dados citados na mesma nota, reproduzidos pela Agência Brasil.

  • Fenaj e Abraji criticam medidas que teriam identificado fonte de jornalista no Maranhão

    Fenaj e Abraji criticam medidas que teriam identificado fonte de jornalista no Maranhão

    Organizações representativas do jornalismo brasileiro reagiram às medidas tomadas no âmbito de uma investigação da Polícia Federal que, segundo elas, teriam revelado a identidade da fonte do repórter Luís Pablo, do Maranhão. A apuração federal apura supostas irregularidades relacionadas ao monitoramento de um ministro do Supremo Tribunal Federal e de seus familiares.

    O caso e as medidas adotadas

    A investigação da Polícia Federal, autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, apura suspeitas de acesso indevido a dados sigilosos e possível repasse dessas informações a jornalistas que publicaram reportagens sobre o ministro investigado. Entre os alvos da operação está o ex-secretário de Segurança Pública do Maranhão, apontado pelas autoridades como uma das possíveis fontes das reportagens.

    Fontes oficiais relataram que a operação incluiu apreensão de equipamentos e acesso a comunicações, ações que, segundo as entidades jornalísticas, teriam permitido identificar interlocutores do jornalista.

    Reações das entidades de imprensa

    A Abraji classificou como violação a identificação da fonte jornalística e afirmou que medidas dessa natureza colocam em risco o exercício do jornalismo e a proteção constitucional do sigilo de fonte. A associação ressaltou que eventuais investigações sobre a origem de informações devem respeitar garantias constitucionais que protegem a atividade jornalística.

    Em nota conjunta, a Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) e o Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Maranhão (Sindjor-MA) também manifestaram preocupação. As entidades solicitaram esclarecimentos públicos sobre os critérios que embasaram o acesso às comunicações do profissional e pediram garantias de que nenhum outro informante será identificado ou perseguido em razão do material apreendido.

    Pedidos específicos e proteção de material

    O Sindjor-MA e a Fenaj pediram que os equipamentos jornalísticos sejam preservados sob sigilo e que haja transparência quanto às medidas adotadas. Em suas solicitações, as entidades exigiram:

    • Esclarecimentos formais sobre os critérios que autorizaram o acesso às comunicações do jornalista;
    • Garantia de que nenhum outro informante será identificado ou perseguido a partir do material apreendido;
    • Preservação integral dos equipamentos jornalísticos sob sigilo.

    Posicionamentos de autoridades

    O presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Edson Fachin, declarou, em manifestação sobre o caso, o compromisso da Corte com a liberdade de imprensa e com o direito dos jornalistas ao sigilo de fonte, indicando que o tema deverá ser objeto de debate no plenário do tribunal.

    O ministro Alexandre de Moraes, que autorizou as medidas da Polícia Federal, afirmou que a investigação não tem como objetivo impedir ou criminalizar o exercício jornalístico. Segundo ele, a apuração busca apurar suspeitas relacionadas ao acesso e à divulgação de informações sigilosas.

    Implicações e próximos passos

    As entidades jornalísticas e autoridades anunciam continuidade do diálogo público sobre o episódio. As solicitações de esclarecimento da Fenaj e do Sindjor-MA aguardam resposta formal das autoridades competentes. O plenário do STF foi apontado como instância onde a questão da proteção da fonte jornalística poderá ser debatida.

    Os fatos e as reações relatados nesta matéria foram divulgados pela Agência Brasil.

  • Audiência no STF sobre empréstimo ao BRB termina sem avanços; negociações continuam

    Audiência no STF sobre empréstimo ao BRB termina sem avanços; negociações continuam

    Uma audiência de mediação no Supremo Tribunal Federal (STF), conduzida pelo ministro Luiz Fux, terminou sem avanços na tentativa de destravar um empréstimo de R$ 6,6 bilhões que o Banco de Brasília (BRB) busca junto ao Fundo Garantidor de Crédito (FGC). O encontro ocorreu em 13 de agosto e teve como objetivo solucionar impasses sobre garantias e responsabilidades entre o FGC, o governo do Distrito Federal (GDF) e o próprio BRB, segundo reportagem da Agência Brasil.

    Origem do pedido e papel do FGC

    O empréstimo destina-se a cobrir parte das perdas causadas pela aquisição de carteiras de crédito fraudulentas do Banco Master, operação que motivou investigação da Polícia Federal batizada de Operação Compliance Zero. Em setembro do ano passado, o Banco Central (BC) rejeitou a compra do Master pelo BRB após identificar fraudes, incluindo ativos sem lastro.

    Em maio, o ministro Luiz Fux homologou acordo que permitiria ao FGC avaliar a concessão do empréstimo sem aval financeiro da União. Pelo entendimento firmado, o FGC poderia receber como garantia verbas federais destinadas ao GDF por meio do Fundo de Participação dos Estados (FPE) e do Fundo de Participação dos Municípios (FPM).

    Pontos de impasse nas negociações

    Apesar da homologação, as negociações não avançaram e levaram o GDF a protocolar petição no STF informando que o acordo não foi implementado. O principal nó das conversas está nas regras que disciplinariam um eventual calote por parte do governo distrital: bancos integrantes do FGC querem garantias de que, em caso de inadimplência, terão acesso aos recursos do FPE e do FPM, que são de natureza pública.

    Além da questão das garantias, integrantes do FGC expressaram dúvidas sobre a viabilidade do plano de negócios apresentado pelo BRB para os próximos anos, o que tem dificultado a adesão dos bancos à operação nas condições propostas.

    Posições apresentadas na audiência

    Durante a audiência, a governadora do Distrito Federal, Celina Leão, afirmou que o empréstimo será concedido ao GDF, controlador do BRB, e não diretamente ao banco. Ela admitiu que o BRB não divulgou balanço financeiro público após a investigação relacionada ao Master, mas garantiu que todas as informações financeiras foram encaminhadas ao FGC. Conforme sua declaração na audiência, o balanço seria publicado somente após a concessão do empréstimo.

    Celina Leão também afirmou que “o banco está nesta condição desde novembro do ano passado” e defendeu a solvência da instituição, ressaltando que o BRB teria mantido liquidez.

    O ministro da Fazenda, Dario Durigan, participou da mediação e deixou claro que a União não será avalista do empréstimo. Durigan qualificou o episódio como um “problema grave” do BRB que não teve origem na União, e afirmou que, embora a União não tenha responsabilidade sobre o caso, o governo federal foi proativo ao sugerir alternativas durante a mediação. Em suas palavras, “A União não tem nada que ver com essa história”.

    Contexto regulatório e exigência do Banco Central

    O empréstimo pleiteado é também uma exigência do Banco Central para recompor as contas do BRB após as fraudes identificadas pela Operação Compliance Zero. A exigência regulatória busca restabelecer a saúde financeira do banco, comprometida pela compra das carteiras do Master, que foi reprovada pelo BC no ano anterior devido às irregularidades detectadas.

    Próximos passos

    Com o encerramento da audiência sem acordo, as partes afirmaram que as negociações continuarão. Permanecem em aberto definições sobre as garantias do FGC para acessar verbas do FPE e do FPM em caso de inadimplência e a análise do plano de negócios do BRB pelos bancos integrantes do fundo. Não houve, por ora, alteração na posição oficial de que a União não terá papel de fiadora.

    As informações acima foram relatadas pela Agência Brasil.

  • MPRJ cumpre mandados da Operação Aposta Suja contra esquema de apostas online com R$ 1,4 bilhão em movimentações

    MPRJ cumpre mandados da Operação Aposta Suja contra esquema de apostas online com R$ 1,4 bilhão em movimentações

    O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) realizou, na quinta-feira (13), buscas relacionadas a uma investigação sobre uma organização criminosa que explorava plataformas de apostas online sem autorização. A operação, denominada Aposta Suja, cumpriu sete mandados de busca e apreensão em endereços localizados nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo e Bahia.

    Alcance financeiro do esquema

    O trabalho de inteligência financeira que embasa o inquérito identificou movimentações superiores a R$ 1,4 bilhão no período entre 2022 e 2026. Essas informações constam no Relatório de Inteligência Financeira (RIF) do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), que compilou mais de 800 comunicações de operações suspeitas relacionadas às atividades investigadas.

    De acordo com o RIF, mais de R$ 100 milhões atribuíram-se apenas a uma das empresas supostamente envolvidas no esquema, o que demonstra concentração relevante de recursos em entidades apontadas como integrantes da estrutura criminosa.

    Como funcionava o suposto golpe

    Segundo o MPRJ, a organização direcionava os depósitos realizados pelos usuários das plataformas para empresas de fachada, que atuavam como destinatárias dos valores. As plataformas, além de operar sem registro perante o Ministério da Fazenda, teriam impedido clientes de realizar saques dos saldos disponíveis, caracterizando, segundo a investigação, uma fraude contra consumidores.

    Após a captação dos recursos, os investigados teriam utilizado mecanismos destinados a dificultar o rastreamento do dinheiro, entre os quais conversão em criptoativos, pulverização de valores em múltiplas contas e remessas para o exterior. Essas operações, conforme o MPRJ, buscavam reinserir o capital na economia formal por meios que ocultassem a origem ilícita.

    Mandados cumpridos e bens apreendidos

    As ordens judiciais foram expedidas pela 3ª Vara Criminal Especializada em Organização Criminosa. No Rio de Janeiro, as equipes do MPRJ apreenderam um automóvel e dois aparelhos celulares. Na Bahia, as diligências resultaram na apreensão de dois carros de luxo, equipamentos eletrônicos e quantia em dinheiro vivo. Em São Paulo, foram recolhidos dois veículos de luxo, relógios, dinheiro em espécie, celulares e outros aparelhos eletrônicos.

    O cumprimento das medidas cautelares teve caráter de busca e apreensão; a reportagem não registrou informação sobre prisões ou indiciamentos imediatos anunciados no ato das diligências.

    Base técnica da investigação

    O principal suporte técnico para a investigação é o relatório do Coaf, que documentou as comunicações de operações suspeitas entre 2022 e 2026. Essas comunicações indicam padrão de movimentações atípicas associadas às empresas e contas relacionadas às plataformas de apostas, permitindo aos investigadores traçar fluxo financeiro e levantar hipóteses sobre os métodos de ocultação de recursos.

    Com base nesses elementos, o MPRJ busca aprofundar as apurações sobre a participação das pessoas e empresas envolvidas, bem como o destino efetivo dos valores transferidos para o exterior e convertidos em ativos digitais.

    Próximos passos e investigação em curso

    A investigação permanece em andamento no âmbito do Ministério Público do Rio de Janeiro. A Operação Aposta Suja deve prosseguir com diligências e análise de material apreendido para identificar responsáveis, quantificar com precisão o efetivo prejuízo às vítimas e, se for o caso, formalizar denúncias à Justiça. A fonte dos fatos é o próprio MPRJ e o Relatório de Inteligência Financeira do Coaf, conforme divulgado pela Agência Brasil.

    Mais detalhes sobre medidas específicas, eventuais medidas cautelares adicionais ou desdobramentos processuais ficarão sujeitos ao andamento dos atos investigatórios e a eventuais comunicações oficiais do MPRJ e das autoridades competentes.

  • STF dá 24 meses para Congresso regulamentar mineração em terras indígenas

    STF dá 24 meses para Congresso regulamentar mineração em terras indígenas

    O plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) confirmou, em sessão realizada nesta quinta-feira (13), o prazo de 24 meses dado ao Congresso Nacional para aprovar lei que regulamente a participação de povos indígenas na exploração mineral em seus territórios.

    Origem da ação e reconhecimento da omissão legislativa

    A decisão referendou medida individual do ministro Flávio Dino, proferida em fevereiro deste ano, na qual o magistrado reconheceu a omissão constitucional do Legislativo quanto à matéria. A ação principal foi protocolada pela Coordenação das Organizações Indígenas do Povo Cinta Larga (PATJAMAAJ).

    Pedido da entidade e situação no território dos Cinta Larga

    Na ação, a PATJAMAAJ solicitou ao Supremo que se reconhecesse a falta de uma lei que assegure a participação dos indígenas nos resultados do aproveitamento dos recursos hídricos e minerais presentes em seu território. A alegação apresentada pela entidade descreve que a Terra Indígena dos Cinta Larga, localizada em Rondônia, sofre constantes ameaças de invasão por garimpeiros e enfrenta conflitos violentos relacionados à exploração ilegal de minerais.

    A entidade afirmou ainda que esses fatores contribuem para a ausência de renda e a exclusão econômica das comunidades indígenas afetadas.

    Balizas provisórias definidas pelo STF

    Ao referendar a decisão do ministro, o plenário também fixou balizas — diretrizes provisórias — que deverão ser observadas na exploração mineral em terras indígenas enquanto o Congresso não editar a lei específica. O conteúdo detalhado dessas balizas não foi reproduzido integralmente na reportagem da Agência Brasil, que serviu como base para esta matéria.

    Contexto e precedente: decisão sobre a hidrelétrica de Belo Monte

    O texto da Agência Brasil lembra que, no ano anterior, o ministro Flávio Dino determinou que comunidades indígenas afetadas pela construção da usina hidrelétrica de Belo Monte, no Pará, tenham participação nos lucros da usina. Naquela liminar, as comunidades deveriam receber o valor equivalente ao que a concessionária repassa à União, na totalidade, e o ministro também deu prazo de 24 meses para que o Congresso aprovasse lei específica sobre o tema.

    O caso dos Cinta Larga leva à Corte uma reclamação sobre a ausência de normatização sobre como indígenas devem participar economicamente do aproveitamento de recursos em seus territórios — uma lacuna que o STF entendeu ser de responsabilidade do Legislativo suprir dentro do prazo estipulado.

    Próximos passos e efeitos imediatos

    Com o referendo do plenário, cabe ao Congresso Nacional a elaboração e aprovação da lei prevista no prazo de 24 meses. Enquanto isso, as balizas definidas pela Corte servem como parâmetros a serem seguidos nas operações de exploração mineral em terras indígenas, conforme determinado pelo STF e informado pela Agência Brasil.

    Fonte: Agência Brasil.

  • MEC e Comissão Nacional aprovam novas regras para atividades de residentes em saúde

    MEC e Comissão Nacional aprovam novas regras para atividades de residentes em saúde

    Entrou em vigor, a partir de 30 dias da publicação, uma nova resolução que amplia as possibilidades de atividades extracurriculares para residentes em área profissional da saúde. A norma, registrada como resolução nº 2/2026 da Comissão Nacional de Residência Multiprofissional em Saúde em conjunto com a Secretaria de Educação Superior do Ministério da Educação (MEC), foi publicada no Diário Oficial da União em 12 de agosto de 2026.

    O que a norma permite

    A resolução lista 13 tipos de ofertas educacionais que podem ser aproveitadas pelos residentes, desde que sejam compatíveis com os objetivos do programa de residência e não comprometam a carga horária obrigatória. Entre as modalidades mencionadas estão vivências no Sistema Único de Saúde (SUS), cursos de curta duração, participação em projetos de pesquisa, atuação em instâncias de controle social e participação em eventos científicos. Também foram incluídas possibilidades como cursos de pós-graduação lato sensu, mestrados e doutorados.

    Autorização e limites de aproveitamento

    O aproveitamento das atividades externas como parte da carga horária do Programa de Residência em Área Profissional da Saúde depende de autorização prévia da Comissão de Residência Multiprofissional (Coremu), o órgão colegiado responsável pela coordenação, organização, supervisão e avaliação dos programas localmente. A norma estabelece um teto: o aproveitamento fica limitado a 240 horas por ano de residência.

    Bolsas, auxílios e compatibilidade

    A resolução também define critérios para o recebimento cumulativo de bolsas de ensino, pesquisa e extensão, bem como de auxílios de apoio financeiro. O MEC enfatiza que a participação em cursos e projetos externos precisa ser compatível com os objetivos do programa de residência. Além disso, os benefícios concedidos não podem caracterizar vínculo empregatício ou o exercício de atividade profissional remunerada que inviabilize o cumprimento da carga horária do programa.

    Proibições e sanções

    Persistem vedações claras: residentes continuam impedidos de acumular empregos ou desenvolver atividades que tornem inviável a rotina e a carga horária do programa de residência. Também não é permitido exercer atividades que entrem em conflito com a prática assistencial prevista no programa. O texto da norma prevê sanções administrativas e a possibilidade de perda dos benefícios para quem descumprir as regras.

    Objetivos apontados pela norma

    Segundo a resolução, a iniciativa busca garantir o desenvolvimento integral das competências profissionais dos residentes e a qualificação do atendimento prestado ao SUS. Outro propósito declarado é fortalecer a integração entre ensino e assistência nas unidades de saúde do país, ampliando a formação por meio de experiências externas que sejam pertinentes ao programa de residência.

    Próximos passos e aplicação local

    Com a publicação no Diário Oficial da União, as instituições responsáveis pelos programas de residência deverão adequar seus procedimentos internos para avaliar e autorizar pedidos de aproveitamento de atividades externas. A Coremu de cada local será a instância encarregada de aceitar ou não essas solicitações, observando o limite de 240 horas anuais e a compatibilidade com os objetivos pedagógicos do programa.

    • Fonte: Agência Brasil (resolução nº 2/2026 da Comissão Nacional de Residência Multiprofissional em Saúde em conjunto com a Secretaria de Educação Superior do MEC; publicação no Diário Oficial da União em 12/08/2026).
  • Bruno Gagliasso defende que Brasil produza mais filmes sobre a ditadura em estreia de Honestino

    Bruno Gagliasso defende que Brasil produza mais filmes sobre a ditadura em estreia de Honestino

    Estreia e proposta do filme

    O documentário-híbrido Honestino, dirigido por Aurélio Michiles, estreou em 18 cidades brasileiras na quinta-feira, 13 de agosto de 2026. A obra retrata a trajetória de Honestino Guimarães, estudante de geologia da Universidade de Brasília (UnB), que desapareceu aos 26 anos e foi preso e assassinado em 1973. Honestino também foi presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE) e defensor do ensino público e gratuito.

    Depoimentos e motivações dos envolvidos

    Em coletiva de imprensa em Brasília (DF), o ator Bruno Gagliasso afirmou que o país deveria produzir mais filmes sobre o período da ditadura militar (1964-1985). “Nunca vai ser o suficiente”, disse, ao responder a pergunta da Agência Brasil. Ele explicou que aceitou o convite para participar porque considera que a história de Honestino precisa ser mais conhecida pelas novas gerações e que a memória do militante pertence a todos que lutam por justiça, igualdade e democracia.

    O produtor Nilson Rodrigues, presente na coletiva, comparou a produção cinematográfica brasileira sobre a ditadura com a de outros países da região. Segundo Rodrigues, se o Brasil fez cerca de 30 filmes de ficção sobre o tema, a Argentina teria realizado mais de 100, o que, em sua avaliação, representa um volume maior de obras que abordam regimes ditatoriais sul-americanos.

    Escolha pelo formato híbrido e fontes de arquivo

    O diretor Aurélio Michiles explicou que a opção por um formato híbrido — que combina imagens de arquivo e recriações com atores — foi motivada pela dificuldade de localizar material visual da época. Ele afirmou que as lideranças estudantis costumavam pedir que assembleias e protestos não fossem fotografados ou filmados para preservar a segurança dos participantes, o que tornou os arquivos desse período raros.

    Como exemplo de arquivo de época, Michiles citou um filme produzido sobre a invasão de agentes da ditadura à UnB em 1968, realizado por um aluno da universidade que hoje é cineasta, Hermano Penna. O diretor descreveu esse registro como um material valioso que mostra episódios de repressão, incluindo cenas de agressão a alunos e professores.

    Recepção pessoal e objetivo do projeto

    Bruno Gagliasso disse que se emocionou ao ouvir familiares de Honestino afirmarem que ele se parecia com o estudante fotografado e lembrado pela família. O ator declarou ainda que não conhecia a história antes de participar do projeto e que considera uma responsabilidade pessoal e artística ajudar a preservar essa memória — inclusive para que seus filhos saibam quem foi Honestino Guimarães.

    O filme, segundo os integrantes da equipe ouvidos pela Agência Brasil, busca, portanto, preencher lacunas da memória documental por meio de recriações dramatizadas, sem prescindir de registros originais quando estes existem.

    Contexto histórico citado na produção

    A própria matéria da Agência Brasil ressalta que a produção aborda o período da ditadura militar no Brasil, com referência a episódios anteriores ao Ato Institucional Número Cinco (AI-5), como a invasão à UnB em 1968 registrada no filme citado por Michiles. Honestino Guimarães teve papel na mobilização estudantil da época e sua morte em 1973 é elemento central do longa.

    Próximos passos mencionados

    Além da estreia em 18 cidades, a coletiva não detalhou rotas de exibição futuras ou cronogramas de lançamento adicionais. As declarações dos envolvidos focaram na importância de difundir a história de Honestino e em discutir a escassez de obras sobre a ditadura no Brasil em comparação com outros países da região.

  • Ítalo Ferreira domina tubos em Teahupo’o e avança às semifinais da WSL

    Ítalo Ferreira domina tubos em Teahupo’o e avança às semifinais da WSL

    Ítalo Ferreira, líder do ranking da World Surf League (WSL), confirmou sua boa forma na etapa de Teahupo’o, no Taiti, ao dominar a segunda bateria masculina das quartas de final e garantir vaga nas semifinais. O potiguar, campeão mundial em 2019 e medalha de ouro nos Jogos de Tóquio 2020, foi o único brasileiro remanescente na disputa.

    Vitória nas quartas: desempenho nos tubos

    Na bateria contra o australiano Ethan Ewing, Ítalo conseguiu duas ondas de destaque, que renderam notas de 8,33 e 7,17. Ewing registrou 7,77 e 5,17, insuficientes para bater o brasileiro. A atuação de Ítalo foi marcada por boas sequências nos tubos, elemento característico das ondas de Teahupo’o e determinante para a classificação.

    Próximo adversário e programação

    Nas semifinais previstas para a noite desta quinta-feira (13), Ítalo enfrenta o havaiano Seth Moniz, 26º do ranking, que avançou ao derrotar o mexicano Alan Cleland. Moniz somou 7,83 e 5,83 contra apenas 1,50 de Cleland, que teve uma única onda válida. A expectativa é que o vencedor da etapa de Teahupo’o seja conhecido ao final da noite, com transmissão ao vivo no canal da WSL no YouTube.

    Caminho de Ítalo na etapa e situação no ranking

    Segundo a Agência Brasil, Ítalo havia retomado a liderança do ranking na última segunda-feira (10), depois da eliminação precoce do italiano Leonardo Fioravanti para o marroquino Ramzi Boukhiam. Na etapa do Taiti, o brasileiro enfrentou dificuldades físicas na estreia da segunda rodada, com dores na região lombar, mas mesmo assim derrotou o sul-africano Luke Thompson e avançou às oitavas de final.

    Posteriormente, Ítalo superou o japonês Connor O’Leary nas oitavas, garantindo passagem às quartas e, em seguida, a vaga nas semifinais ao vencer Ewing. A manutenção da lycra amarela de líder do circuito dependerá dos resultados nas próximas baterias e do desempenho dos concorrentes, conforme apurado pela Agência Brasil.

    Desempenho do Brasil no Taiti

    O Brasil iniciou a etapa de Teahupo’o com nove surfistas, mas sofreu várias eliminações ao longo da competição. Na primeira fase, Samuel Pupo, Yago Dora, Filipe Toledo, Gabriel Medina e Matheus Herdy foram eliminados, assim como Luana Silva, única representante feminina do país no evento. Nas oitavas de final, João Chianca (Chumbinho), Alejo Muniz e Miguel Pupo também deixaram a disputa, deixando Ítalo como único brasileiro na briga pelo título.

    Contexto do circuito

    A etapa de Teahupo’o é a sétima parada do circuito mundial da WSL. Após a disputa no Taiti, Ítalo Ferreira continuará a usar a lycra amarela na próxima etapa, em Cloudbreak, nas ilhas Fiji, marcada para começar em 4 de setembro, conforme informado pela fonte.

    As semifinais e a final da etapa do Taiti devem ocorrer na mesma noite, dependendo das condições do mar. Os fãs e interessados podem acompanhar a transmissão ao vivo pelo canal oficial da World Surf League no YouTube.

  • PM do Rio prende 13 e apreende armamento em operação contra facção; quatro morreram

    PM do Rio prende 13 e apreende armamento em operação contra facção; quatro morreram

    Em operação realizada nesta quinta-feira (13), a Polícia Militar (PM) do Rio de Janeiro prendeu 13 pessoas em ações contra o Comando Vermelho (CV) em 27 comunidades, informou a corporação à Agência Brasil. Durante as diligências, conduzidas no município do Rio e em cidades da região metropolitana, as equipes apreenderam armamento e removeram barricadas instaladas por criminosos.

    Prisão de suspeitos e ligação com morte de policial

    Entre os detidos está André Silveira das Dores, conhecido como Coquinho. A PM informou que ele é suspeito de envolvimento na morte do policial militar Marco Antônio Matheus Maia, ocorrida em dezembro de 2024, na comunidade do Quitungo. No momento da prisão, Coquinho portava um fuzil AR-10, segundo a corporação.

    Ao todo, as ações resultaram em 13 prisões. A PM destacou que o objetivo da operação incluiu o cumprimento de mandados de prisão e a apreensão de armas e drogas, além da recuperação de veículos roubados e da retirada de obstáculos usados por traficantes.

    Armas, granadas e barricadas removidas

    As equipes apreenderam dois fuzis, duas pistolas e seis granadas, conforme o balanço oficial. Em operações nas comunidades do Quitungo e Guaporé, na zona norte da capital, os agentes retiraram cerca de 10 toneladas de concreto empregadas em barricadas que restringiam o acesso às regiões.

    Quatro pessoas morreram durante confrontos entre criminosos e policiais, segundo a PM. A corporação informou que a ação também visou conter a expansão do Comando Vermelho e combater delitos como roubos de veículos e de cargas.

    Alcance da operação e localidades

    As diligências ocorreram no município do Rio de Janeiro e em cidades da região metropolitana: São Gonçalo, Niterói, Magé, Itaboraí, Duque de Caxias, São João de Meriti e Queimados, sendo os cinco últimos situados na Baixada Fluminense. A PM descreveu a ação como coordenada entre diferentes unidades.

    O conjunto de atuações incluiu tanto entradas em comunidades quanto medidas para liberar vias e recuperar bens, segundo a corporação. A Agência Brasil registrou as informações fornecidas pela Polícia Militar.

    Contexto da violência no Grande Rio

    A ação ocorreu um dia após o episódio em que a fonoaudióloga Aline de Siqueira Affonso, de 53 anos, foi baleada dentro de um ônibus em Vicente de Carvalho, na Zona Norte, durante confronto entre policiais e criminosos. De acordo com o levantamento da organização não governamental Instituto Fogo Cruzado, a vítima foi a milésima pessoa baleada no Grande Rio em 2026.

    O mesmo estudo indica que, até 12 de agosto de 2026, 537 pessoas foram mortas e 463 ficaram feridas por disparos de arma de fogo na região metropolitana do Rio de Janeiro. Esses números foram divulgados pelo Instituto Fogo Cruzado e citados pela reportagem da Agência Brasil.

    Próximos passos e investigação

    A Polícia Militar informou que os procedimentos nas áreas vistoriadas continuam e que os presos serão encaminhados às medidas legais cabíveis. A reportagem baseou-se nas informações oficiais repassadas pela PM e nos dados do Instituto Fogo Cruzado, conforme publicado pela Agência Brasil.