Categoria: Brasil

  • Copa Davis retorna ao Brasil: venda de ingressos começa para confronto com a Suíça no Rio

    Copa Davis retorna ao Brasil: venda de ingressos começa para confronto com a Suíça no Rio

    A Copa Davis, principal competição por países do tênis masculino, retorna ao Brasil após um hiato de três anos. Conforme reportagem da Agência Brasil, a seleção brasileira enfrentará a Suíça nos dias 18 e 19 de setembro de 2026, em partidas a serem realizadas na Farmasi Arena, na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio de Janeiro.

    Venda de ingressos e formato da programação

    Os bilhetes para o confronto entre Brasil e Suíça começaram a ser comercializados de forma online em 28 de julho de 2026, segundo a fonte. As partidas acontecerão em quadra dura coberta na Farmasi Arena, com cinco jogos programados ao longo dos dois dias.

    No primeiro dia, sexta-feira, 18 de setembro, estão previstos dois duelos de simples a partir das 15h (horário de Brasília). No sábado, 19 de setembro, o dia inicia com o confronto de duplas às 14h, seguido por outros dois jogos individuais.

    Convocações e jogadores à espera

    Entre os nomes mais aguardados está o carioca João Fonseca, de 19 anos, atual número 1 do Brasil e 27º colocado no ranking mundial, de acordo com a reportagem. A lista oficial de convocados será divulgada pelo capitão Jaime Oncins dez dias antes do início do confronto, conforme informado pela Agência Brasil.

    O texto da reportagem também registra os integrantes que atuaram pela seleção brasileira na primeira rodada dos qualifiers deste ano, quando o Brasil foi eliminado pelo Canadá: João Lucas Reis, Gustavo Heide, Matheus Pucinelli, Rafael Matos e Orlando Luz. Na ocasião, o time brasileiro não contou com João Fonseca.

    O que está em jogo e antecedentes entre Brasil e Suíça

    O vencedor do duelo garante vaga na primeira rodada dos qualifiers em 2027, etapa que reúne a elite do tênis internacional e dá possibilidade de lutar pelo título da Copa Davis. A seleção que for derrotada segue para os playoffs do Grupo Mundial I de 2027, segundo a Agência Brasil.

    Historicamente, Brasil e Suíça se enfrentaram duas vezes na Copa Davis. Em 1954, em jogo sediado no Brasil, a seleção brasileira venceu por 3 a 1. Em 1992, na Suíça, o país europeu triunfou com placar de 5 a 0, conforme levantamento citado pela reportagem.

    Como o Brasil chegou até aqui

    A vaga do Brasil nos qualifiers foi garantida em setembro do ano anterior, quando a equipe derrotou a Grécia por 3 a 1. Um dos triunfos decisivos naquela série foi a vitória de João Fonseca sobre o grego Stefanos Tsitsipas, então ex-número 3 do mundo, em sets diretos (6/4 e 6/3), destacando-se como resultado relevante para a classificação, segundo a reportagem da Agência Brasil.

    Na primeira fase dos qualifiers deste ano, no início de fevereiro, o Brasil foi eliminado pelo anfitrião Canadá, o que impediu uma participação mais adiantada na disputa pelo título em 2026. A formação usada naquele confronto foi mencionada pela fonte e incluiu os jogadores citados anteriormente.

    Com a confirmação do Rio como sede deste confronto, a organização local e torcedores passam a ter definição de data e local, além das informações sobre venda de ingressos. A convocação definitiva e a escalação que entrará em quadra serão conhecidas pouco antes da estreia, quando o capitão divulgar a lista oficial.

    Informações adicionais e procedimentos de compra dos ingressos foram colocados à disposição pelo sistema de venda online anunciado em 28 de julho; detalhes práticos, como pontos de retirada ou regras de acesso, devem constar nas comunicações oficiais da organização e do ponto de venda.

    Fonte: Agência Brasil.

  • Receita inclui 17 empresas do setor de combustíveis na lista de devedores contumazes

    Receita inclui 17 empresas do setor de combustíveis na lista de devedores contumazes

    A Receita Federal ampliou em 28 de julho de 2026 a lista pública de devedores contumazes ao incluir 17 empresas do setor de combustíveis, anunciou o órgão por meio de atos declaratórios executivos publicados no Diário Oficial da União (DOU). Com as novas inclusões, o total de pessoas jurídicas enquadradas na categoria chega a 22.

    O que é a lista de devedores contumazes

    A lista pública foi criada para agrupar contribuintes que, segundo a Receita, concluíram todas as etapas do processo administrativo e tiveram o enquadramento como devedores contumazes confirmado de forma definitiva. A relação está disponível no painel dos devedores contumazes, página lançada pela Receita em junho de 2026.

    Objetivos e critérios da medida

    Segundo a Receita Federal, o enquadramento foi instituído para combater empresas que adotam o não pagamento reiterado e injustificado de tributos como estratégia de negócio. A medida visa fortalecer a conformidade tributária, estimular a concorrência leal e aumentar a transparência das ações de fiscalização.

    O órgão ressalta que a iniciativa não tem como foco empresas que enfrentam dificuldades financeiras temporárias. Conforme a Receita, o enquadramento se destina a situações em que a inadimplência é planejada com objetivo de gerar vantagem competitiva.

    Processo administrativo e participação da PGFN

    O procedimento que antecede o enquadramento garante, de acordo com o órgão, o direito ao contraditório e à ampla defesa. Apenas após decisão administrativa definitiva desfavorável ou ausência de regularização é que o contribuinte passa a ser oficialmente considerado devedor contumaz.

    O processo envolve diferentes áreas da Receita Federal e também a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN), que é responsável pelos débitos inscritos em dívida ativa.

    Setores atingidos e valores apurados

    Até o momento, as notificações concentram-se nos segmentos de cigarros e combustíveis. No fim de junho e no início de julho, a Receita havia incluído cinco grandes empresas do setor de cigarros na lista. Com as recentes inclusões do setor de combustíveis, a Receita informou que somente esse segmento acumula débitos superiores a R$ 30,6 bilhões, considerando informações do próprio órgão e da PGFN.

    A expectativa do órgão é ampliar a fiscalização para outros segmentos econômicos com histórico de elevada inadimplência tributária, mas não há cronograma divulgado para novas notificações.

    Consequências e limites do enquadramento

    De acordo com a legislação que criou a categoria — a Lei Complementar nº 225/2026 —, empresas enquadradas como devedoras contumazes ficam sujeitas a restrições previstas em norma. A lei também prevê hipóteses em que o enquadramento não pode ser aplicado. Além disso, juros, multas e encargos legais não entram no cálculo do valor principal da dívida usado para o enquadramento, conforme informou a Receita.

    As informações sobre as empresa(s) afetadas e os atos declaratórios executivos foram publicadas no Diário Oficial da União e podem ser consultadas no painel de devedores contumazes mantido pela Receita Federal. Fonte: Agência Brasil, com dados da Receita Federal e da PGFN.

  • Artigo sugere que dor crônica não medida pode explicar parte da depressão resistente

    Artigo sugere que dor crônica não medida pode explicar parte da depressão resistente

    Um artigo publicado em 28 de julho de 2026 na revista Nature Mental Health e repercutido pela Agência Brasil questiona a forma como a depressão resistente ao tratamento é avaliada. Segundo os autores, parte dos pacientes considerados refratários a antidepressivos pode, na verdade, conviver com dor crônica que nunca foi medida sistematicamente e que reduz a resposta aos medicamentos.

    O que diz o estudo

    Os autores — entre eles Nilson Mendes Neto, médico e pesquisador vinculado à Harvard Medical School, Brendon Stubbs (King’s College London) e Jessika Mendes (NeuroPsy) — destacam que a definição corrente de depressão resistente baseia-se na falha de tratamentos antidepressivos em dose e duração adequadas. Eles observam que a presença, a intensidade e o impacto funcional da dor não fazem parte formal dessa definição.

    Instrumentos comumente usados na prática clínica, como o PHQ-9 e a escala de Hamilton, não avaliam diretamente a carga de dor, segundo o artigo. Por isso, mesmo quando o clínico tem ciência da existência de dor no paciente, essa informação nem sempre é mensurada de maneira padronizada e integrada à avaliação da resposta ao tratamento.

    Por que a dor pode alterar a avaliação da depressão resistente

    Os autores argumentam que a dor crônica pode tanto reduzir a eficácia de antidepressivos quanto interferir na interpretação da persistência dos sintomas depressivos. Assim, em alguns pacientes, uma condição dolorosa não identificada pode ser um fator que contribui para a aparência de resistência ao tratamento.

    Os pesquisadores deixam claro que não afirmam que a maioria dos casos de depressão resistente seja explicada pela dor, nem que pacientes com dor estejam isentos de uma depressão verdadeiramente refratária. Eles reconhecem a incerteza sobre qual proporção de casos pode se enquadrar nessa situação, justamente porque a dor não é medida de forma sistemática nos estudos e na prática clínica.

    Implicações para a prática clínica e para o SUS

    No artigo, Nilson Mendes Neto aponta implicações práticas para o Sistema Único de Saúde (SUS). Entre as recomendações aparece a realização, já na atenção primária e nos serviços de saúde mental, de avaliações estruturadas sobre a presença, a duração e o impacto funcional da dor.

    Segundo o pesquisador, essas medidas não exigiriam, em princípio, tecnologia de alto custo: rastrear a dor, registrar essas informações de forma padronizada e integrar serviços de atenção primária, psiquiatria e cuidado da dor seriam passos iniciais possíveis. Isso poderia evitar que pacientes sejam encaminhados para tratamentos progressivamente mais especializados e caros sem que fatores potencialmente modificáveis tenham sido avaliados.

    Eficiência e integração entre serviços

    • Os autores defendem que a identificação estruturada da dor pode aumentar a precisão na classificação da depressão resistente.
    • Integrar o manejo da dor com serviços de saúde mental reduz o risco de fragmentação, já que condições dolorosas crônicas são comuns entre pacientes com depressão.
    • Medidas simples de triagem e registro podem orientar decisões sobre avanços terapêuticos sem atrasar o acesso a tratamentos eficazes.

    O artigo cita exemplos de condições frequentemente associadas à dor crônica — como lombalgia, osteoartrite, fibromialgia e neuropatias — e lembra que esses problemas muitas vezes são acompanhados em serviços distintos, embora o paciente seja o mesmo.

    Limitações e incertezas apontadas pelos autores

    Os autores reconhecem limites do argumento: não há, até o momento, dados que permitam quantificar a parcela de pacientes classificados como resistentes cuja condição seria explicada principalmente por dor não medida. Eles enfatizam que a falta de medições padronizadas impede responder essa pergunta de forma satisfatória hoje.

    Também ressaltam que a intenção do artigo não é recomendar que pacientes interrompam ou mudem medicações com base apenas nessa hipótese. A proposta é, antes, melhorar a avaliação clínica para oferecer tratamentos mais precisos.

    As conclusões e recomendações aqui descritas têm como fonte o artigo publicado na revista Nature Mental Health e a reportagem da Agência Brasil sobre esse trabalho.

  • Novas tempestades no Rio Grande do Sul provocam destelhamentos e deixam famílias desalojadas

    Novas tempestades no Rio Grande do Sul provocam destelhamentos e deixam famílias desalojadas

    Uma nova onda de tempestades atingiu o Rio Grande do Sul desde o último domingo (25), trazendo granizo, fortes rajadas de vento e chuvas intensas. O episódio provocou destelhamento de centenas de casas, quedas de árvores, cortes no fornecimento de energia elétrica e alagamentos em diversos municípios do estado.

    Municípios atingidos e impacto humano

    Segundo o balanço mais recente da Defesa Civil estadual, ao menos seis municípios foram afetados pelas intempéries: Boa Vista do Cadeado, Cachoeira do Sul, Cruz Alta, Dom Pedrito, Não me Toque e Santo Antônio das Missões. Em Cachoeira do Sul, 20 pessoas ficaram desalojadas.

    Além dos desalojados, as ocorrências registradas incluem interrupções de energia, árvores caídas sobre vias e propriedades e centenas de imóveis com telhados comprometidos pelo vento e pelo granizo. O relato das ocorrências foi divulgado pelas autoridades responsáveis pelo levantamento inicial dos danos.

    Previsão meteorológica e avisos do Inmet

    O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) informou que a situação é influenciada por uma frente fria prevista para se deslocar pelo Oceano Atlântico nas proximidades da Região Sul na terça-feira (28). Esse sistema favorece a redução da pressão atmosférica e a formação de nuvens carregadas, potencializando chuvas e tempestades desde o Paraguai até o Rio Grande do Sul.

    O Inmet emitiu avisos em praticamente todo o estado: aviso vermelho de grande perigo para acumulados de chuva que podem superar 100 milímetros em 24 horas; aviso laranja de perigo para tempestades, incluindo a possibilidade de queda de granizo; e previsão de aumento dos ventos sobre o Sul do Brasil.

    Deslocamento das áreas de instabilidade

    De acordo com o Inmet, as áreas de instabilidade continuam a se movimentar ao longo da semana. Na quarta-feira (29), os sistemas devem avançar para o norte, alcançando o Paraná e o sul de Mato Grosso do Sul. Santa Catarina e o próprio Rio Grande do Sul permanecem sob condições para chuva e trovoadas, com aviso amarelo de perigo potencial para tempestades nessas regiões.

    Esses deslocamentos indicam que, embora a intensidade dos eventos possa variar localmente, o quadro de tempo severo não está restrito a um único dia e pode afetar uma faixa mais ampla do Sul do Brasil nos próximos dias.

    Contexto e limites das informações disponíveis

    As informações sobre os impactos no terreno e o número de desalojados constam do levantamento divulgado pela Defesa Civil estadual; os dados sobre a evolução dos sistemas atmosféricos e os avisos de perigo foram repassados pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). Até o momento, não há detalhamento público sobre medidas de socorro, pontos de atendimento ou estimativa consolidada de prejuízos materiais por parte das autoridades citadas.

    Por se tratar de um evento em curso, os números e o alcance dos danos podem ser atualizados pelas equipes de resposta e monitoramento nas próximas horas e dias.

    Onde houve registros de maiores impactos

    As ocorrências reportadas concentraram-se nas cidades mencionadas pela Defesa Civil: Boa Vista do Cadeado, Cachoeira do Sul, Cruz Alta, Dom Pedrito, Não me Toque e Santo Antônio das Missões. Em Cachoeira do Sul foram contabilizadas 20 pessoas desalojadas; em outros municípios houve relatos de destelhamentos, ao todo na ordem de centenas de residências segundo o levantamento inicial.

  • Exportações atingem recorde em junho e reduzem déficit das contas externas, informa Banco Central

    Exportações atingem recorde em junho e reduzem déficit das contas externas, informa Banco Central

    As contas externas do Brasil apresentaram melhora em junho, com destaque para um recorde histórico nas exportações. Dados das Estatísticas do Setor Externo divulgadas pelo Banco Central e divulgadas pela Agência Brasil mostram que o déficit em transações correntes ficou em US$ 2,3 bilhões no mês, menos da metade do resultado negativo de US$ 5,2 bilhões observado em junho de 2025.

    Exportações em nível recorde

    O avanço nas vendas externas foi o principal motor da queda do déficit. As exportações de bens somaram US$ 36,4 bilhões em junho, o maior valor já registrado na série histórica do Banco Central, um crescimento de 24,8% em relação a junho de 2025. As importações também aumentaram, totalizando US$ 27,6 bilhões, alta de 15,3% na comparação interanual.

    Com esse movimento, o superávit da balança comercial alcançou US$ 8,8 bilhões em junho deste ano, contra US$ 5,2 bilhões no mesmo mês do ano anterior, refletindo um aumento de US$ 3,6 bilhões no saldo positivo do comércio exterior na comparação interanual.

    Conta de serviços e principais influências

    Apesar do desempenho favorável no comércio de bens, a conta de serviços registrou agravamento em relação ao ano anterior. O déficit nessa conta aumentou US$ 0,7 bilhão frente a junho de 2025, chegando a US$ 5,1 bilhões no mês.

    O Banco Central atribuiu esse resultado principalmente ao crescimento das despesas líquidas com viagens internacionais, transporte e com serviços de telecomunicações, computação e informação, que puxaram para cima o saldo negativo dessa conta.

    Fluxos financeiros e reservas

    Em termos de fluxos financeiros, os investimentos diretos no país (IDP) registraram ingressos líquidos de US$ 9,1 bilhões em junho, contra US$ 3,1 bilhões no mesmo mês do ano passado. No acumulado de 12 meses encerrado em junho, o investimento direto acumulado somou US$ 89,3 bilhões, o equivalente a 3,58% do Produto Interno Bruto (PIB), segundo os dados do Banco Central.

    Já os investimentos em carteira apresentaram saída líquida de US$ 0,6 bilhão no mês. Houve retirada líquida de US$ 2,2 bilhões em ações e fundos de investimento, parcialmente compensada por ingressos de US$ 1,6 bilhão em títulos no mercado doméstico.

    As reservas internacionais fecharam junho em US$ 367,6 bilhões, uma redução de US$ 3,6 bilhões em relação a maio. Conforme o Banco Central, a queda no estoque de reservas foi influenciada por variações cambiais entre as moedas que compõem as reservas, vendas de dólares no mercado à vista e oscilações nos preços dos ativos.

    Situação no acumulado de 12 meses

    No acumulado dos 12 meses encerrados em junho, o déficit em transações correntes atingiu US$ 61,4 bilhões, o que equivale a 2,46% do PIB. Em junho de 2025, o saldo negativo acumulado era de US$ 75,5 bilhões, ou 3,52% do PIB, indicando uma melhora percentual em relação ao Produto Interno Bruto na comparação entre os períodos.

    Os números divulgados pelo Banco Central, reportados pela Agência Brasil, mostram um movimento de melhoria nas principais métricas externas do país em junho, liderado pelo desempenho das exportações, acompanhado de maior ingresso de investimento direto e de ajustes nas reservas internacionais.

  • Bombeiros do Rio reforçam uso do capacete fechado e itens de proteção para motociclistas

    Bombeiros do Rio reforçam uso do capacete fechado e itens de proteção para motociclistas

    O Corpo de Bombeiros do Estado do Rio de Janeiro reforçou orientações sobre segurança de motociclistas no Dia do Motociclista, comemorado em 27 de julho. A corporação, responsável pelo atendimento a vítimas de trânsito, enfatizou a importância do uso correto dos equipamentos de proteção, com foco no capacete do tipo fechado.

    Volume de acidentes atendidos

    Dados da própria corporação mostram a dimensão das ocorrências: de 1º de janeiro a 26 de julho de 2026, os bombeiros foram acionados para 21.657 colisões envolvendo motocicletas no estado. Desse total, 16.202 envolveram colisões entre motos e automóveis. Ainda no mesmo período, os atendimentos incluíram 10.127 quedas de motocicletas e 1.858 atropelamentos causados por motos, além de acidentes com caminhões, ônibus, bicicletas, postes, muros, trens, VLT e outros obstáculos.

    Segundo a corporação, as motocicletas correspondem a cerca de 74,4% do total dos acidentes de trânsito registrados no Rio de Janeiro, o que aponta a importância de medidas específicas para esse grupo de usuários das vias.

    Por que priorizar o capacete fechado

    Os bombeiros alertaram que impactos em colisões frequentemente atingem a região do rosto e do queixo. Por essa razão, o capacete fechado é apontado pela corporação como mais eficiente na proteção dessas áreas: sua estrutura frontal absorve parte da energia da colisão, reduzindo o risco de lesões graves na face.

    O porta-voz do Corpo de Bombeiros, tenente-coronel Fábio Contreiras, ressaltou que, embora modelos abertos ofereçam maior ventilação e possam ser escolhidos por custo ou conforto, deixam o rosto mais exposto ao asfalto. Contreiras descreveu o capacete fechado como um equipamento cuja parte frontal contribui para a absorção de impactos e, em consequência, para a segurança do motociclista.

    Outras recomendações dos bombeiros

    Além do tipo de capacete, a corporação recomenda o uso de modelos certificados pelo Inmetro e a verificação do ajuste da jugular; isto é, a correia que prende o capacete ao queixo deve estar corretamente afivelada. Os bombeiros também orientam a adoção de uma condução defensiva, respeitando limites de velocidade, sinalização e as condições das vias.

    Para a corporação, medidas preventivas simples — como escolha adequada do equipamento e práticas de direção segura — são as ferramentas mais eficientes para reduzir acidentes e preservar vidas. As orientações foram divulgadas em comunicado reproduzido pela Agência Brasil.

    Implicações para segurança viária

    Os dados apresentados pelo Corpo de Bombeiros reforçam a necessidade de políticas e campanhas específicas voltadas aos motociclistas, bem como a atenção contínua às normas de certificação e uso de equipamentos. A predominância das motos entre as ocorrências de trânsito no estado indica que intervenções dirigidas a esse modal podem ter impacto relevante na redução de ferimentos e óbitos.

    O Corpo de Bombeiros mantém atuação diária no atendimento a essas ocorrências e tem divulgado orientações que incluem tanto equipamentos quanto comportamento no trânsito. As informações sobre números e recomendações foram fornecidas pela corporação e divulgadas pela Agência Brasil.

  • Dia Mundial de Luta contra as Hepatites Virais destaca prevenção, testagem e tratamento durante Julho Amarelo

    Dia Mundial de Luta contra as Hepatites Virais destaca prevenção, testagem e tratamento durante Julho Amarelo

    O Dia Mundial de Luta contra as Hepatites Virais, celebrado em 28 de julho, marca o ponto alto da campanha nacional Julho Amarelo, criada no Brasil pela Lei nº 13.802/2019 para estimular a prevenção, o diagnóstico e o tratamento dessas doenças. As hepatites virais provocam inflamação do fígado e, conforme o tipo de vírus — A, B, C, D (Delta) e E — apresentam formas distintas de transmissão e manejo clínico.

    Doença silenciosa e riscos de complicações

    Especialistas alertam que muitas infecções por hepatites avançam sem sintomas por longos períodos. Adriano Moraes, hepatologista e diretor da Sociedade Brasileira de Hepatologia (SBH) e da Federação Brasileira de Gastroenterologia (FBG), ressalta que “o fígado sofre em silêncio”: a organ pode manter função apesar de inflamação, o que dificulta a identificação precoce sem exames.

    Quando surgem sinais, costumam indicar estágio mais avançado: pele e olhos amarelados, urina escura, fezes claras, dor abdominal e coceira. Se não tratadas, as hepatites virais podem se tornar crônicas e evoluir para cirrose e câncer de fígado — especialmente no caso da hepatite B, cujo risco de câncer é maior em pacientes com cirrose. A SBH informa que pacientes não tratados podem evoluir para cronicidade em 30% a 40% dos casos ao longo da vida.

    Vacinação, testagem e medidas de prevenção

    A SBH e outras entidades médicas enfatizam três frentes de ação: vacinação, testagem e cuidados comportamentais/higiênicos. A vacinação contra hepatite B é recomendada para toda a população, com foco especial em profissionais de saúde, pessoas com múltiplos parceiros sexuais, pessoas que convivem com HIV, renais crônicos e imunodeprimidos. A vacina contra hepatite A é indicada em crianças, homens que fazem sexo com homens e viajantes para áreas endêmicas.

    Entre as recomendações práticas estão evitar o compartilhamento de itens pessoais e objetos perfurocortantes e o uso contínuo de preservativos nas relações sexuais, especialmente para reduzir a transmissão da hepatite B. “Nunca compartilhar agulhas, seringas, alicates, lâminas de barbear ou escovas de dentes” é uma orientação destacada por especialistas, segundo a SBH.

    Quem deve se testar e grupos prioritários

    A testagem é outro pilar da estratégia: toda pessoa deve ser testada pelo menos uma vez para hepatites B e C, com atenção especial a quem tem mais de 40 anos, segundo o hepatologista Adriano Moraes. Atestagem rápida é recomendada para públicos prioritários, entre eles:

    • pessoas que já usaram drogas injetáveis ou inaladas;
    • pessoas que convivem com HIV;
    • homens que fazem sexo com homens e pessoas com múltiplos parceiros;
    • gestantes e parceiros sexuais de pessoas com hepatite B ou C;
    • pacientes em hemodiálise, profissionais expostos a sangue, pessoas com tatuagens e piercing;
    • pessoas com alterações persistentes em enzimas hepáticas.

    A Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo) reforça que o pré-natal deve incluir exames para identificar hepatites B e C, pois a transmissão vertical (da mãe para o bebê na gestação ou parto) pode ser evitada com diagnóstico e medidas adequadas. O presidente da Comissão Nacional de Doenças Infectocontagiosas da Febrasgo, Regis Kreitchmann, destaca que testes simples e acessíveis no pré-natal aumentam as chances de proteção à mãe e ao recém-nascido.

    Panorama epidemiológico no Brasil

    Dados do Boletim Epidemiológico de Hepatites Virais 2025, do Ministério da Saúde, apontam 826.292 casos confirmados no país entre 2000 e 2024. Da soma das notificações, a hepatite C representou 41,5% (342.328 casos), a hepatite B 36,6% (302.351 casos) e a hepatite A 21,2% (174.977). Hepatite D teve 4.722 registros (0,6%) e hepatite E, 1.914 (0,1%).

    Por região, o Nordeste concentrou a maior proporção das infecções pelo vírus A (29,2%); o Sudeste registrou as maiores participações para os vírus B (34,0%) e C (57,7%); a Região Sul apresentou proporções de 30,9% e 27,0% (percentuais mencionados no boletim); e a Região Norte concentrou 72,4% dos casos de hepatite D. Entre 2000 e 2024, o Sistema de Informação sobre Mortalidade (SIM) identificou 49.999 óbitos por causas básicas e 45.959 por causas associadas às hepatites A, B, C e D, com distribuição percentual de óbitos de 1,5% (A), 22,0% (B), 75,3% (C) e 0,9% (D).

    Próximos passos e orientações oficiais

    O alerta do Julho Amarelo, conforme divulgado por sociedades médicas e órgãos federais, é intensificar ações de diagnóstico e tratamento precoces para reduzir inflamação hepática e as consequências a longo prazo. O Ministério da Saúde disponibiliza o Guia para Eliminação das Hepatites Virais, com diretrizes e estratégias que visam à eliminação das hepatites virais no Brasil até 2030.

    As informações e recomendações citadas neste texto foram divulgadas pela Agência Brasil e por entidades consultadas na cobertura, incluindo a Sociedade Brasileira de Hepatologia, a Federação Brasileira de Gastroenterologia, a Febrasgo e dados do Ministério da Saúde (Boletim Epidemiológico 2025) e do SIM.

  • Gastos com apostas online na região metropolitana do Rio chegam a R$ 2,2 bilhões por ano, aponta pesquisa

    Gastos com apostas online na região metropolitana do Rio chegam a R$ 2,2 bilhões por ano, aponta pesquisa

    Um levantamento realizado pelo Instituto Fecomércio de Pesquisas e Análises e divulgado pela Agência Brasil calcula que os gastos com apostas online na região metropolitana do Rio de Janeiro somam R$ 2,2 bilhões por ano. A pesquisa foi aplicada a 1.024 pessoas entre os dias 22 e 25 de junho.

    Volume de recursos e impacto na economia local

    Segundo o estudo, o montante destinado a apostas virtuais equivale a mais de três vezes o valor estimado para as compras de Natal na mesma área, sinalizando uma saída significativa de recursos que deixariam de circular na economia fluminense. O gasto médio por apostador é estimado em R$ 1,2 mil por ano.

    Quem são os apostadores

    A pesquisa mostra que 22,7% dos moradores da região metropolitana já participaram de apostas online — quase um em cada quatro entrevistados. Entre esses apostadores, 65,6% são homens e 34,4% são mulheres.

    Em termos etários, a maior concentração está na faixa de 25 a 34 anos (36,1%), seguida pelos jovens de 18 a 24 anos (24,8%). Quanto ao nível de escolaridade, 66,9% dos apostadores possuem ensino médio completo e 12,9% têm ensino superior concluído.

    Modalidades mais populares e motivos para apostar

    As bets esportivas lideram as preferências, citadas por 60,9% dos apostadores. Jogos de cassino virtuais, como o chamado “tigrinho”, aparecem em segundo lugar, mencionados por 49,4% dos entrevistados. Como a pergunta permitia múltiplas respostas, muitos participantes informaram jogar em mais de uma modalidade.

    Em relação às motivações, 48,7% apontaram a expectativa de retorno financeiro como razão para apostar. Deste grupo, 28,3% dizem buscar ganhar dinheiro rapidamente ou encaram a aposta como um tipo de investimento. Além disso, 20,4% afirmaram usar as apostas para obter renda extra; dos entrevistados que buscam renda adicional, 70% relataram utilizar o próprio salário para financiar as apostas.

    Rendimento, segurança e comportamento diante das plataformas

    Sobre renda, a maior parcela de apostadores recebe entre um e dois salários mínimos (36%), seguida por quem recebe de dois a três salários mínimos (19,7%).

    O estudo também aponta falhas de segurança no comportamento dos usuários: 48,5% dos entrevistados que já apostaram admitiram não checar se a plataforma é legalizada antes de jogar, elevando riscos relacionados à proteção do consumidor e à exposição a sites não regulamentados.

    Medidas municipais e orientações obrigatórias

    Em resposta ao aumento de visibilidade das apostas, a prefeitura do Rio de Janeiro proibiu, desde 13 de julho, a veiculação de publicidade de plataformas de apostas em espaços públicos do município. A medida alcança propagandas em mobiliário urbano, publicidade exterior e outros locais cuja exploração dependa de autorização ou concessão municipal.

    Além disso, as plataformas de apostas esportivas passaram a ser obrigadas a exibir alertas do Ministério da Fazenda em suas campanhas publicitárias. As advertências informam que apostar pode causar dependência, levar à perda de dinheiro e não constitui um investimento — formato semelhante às advertências existentes em propagandas de cigarros e bebidas alcoólicas.

    Os dados e as medidas descritas foram publicados pela Agência Brasil a partir do levantamento do Instituto Fecomércio de Pesquisas e Análises.

  • Formalização na terceira idade eleva renda e melhora escolaridade, mostra estudo do Sebrae

    Formalização na terceira idade eleva renda e melhora escolaridade, mostra estudo do Sebrae

    Um estudo do Sebrae, realizado a partir dos microdados da PNAD Contínua do IBGE, aponta que empreender de forma formal na terceira idade está associado a rendimentos médios consideravelmente maiores. No quarto trimestre de 2025, o rendimento médio dos empreendedores com 60 anos ou mais formalizados chegou a R$ 7.458, o maior valor registrado na série que tem início em 2012.

    Renda e formalização

    Os dados mostram uma diferença expressiva entre empreendedores sêniores formalizados e informais. Enquanto os formalizados alcançaram, em média, R$ 7.458 no período citado, os empreendedores informais da mesma faixa etária tinham rendimento médio de R$ 2.152. O Sebrae interpreta esses números como um indicativo de que a formalização não só aumenta a renda no curto prazo, mas também potencialmente amplia os retornos ao longo do ciclo de vida do negócio.

    Segundo o presidente do Sebrae, Rodrigo Soares, o Brasil tinha 4,5 milhões de empreendedores sêniores no quarto trimestre de 2025, número que representa um aumento de 59% em relação a 2012. Apesar do crescimento no número absoluto, os sêniores continuavam a representar apenas 15% do total de donos de negócios, enquanto correspondem a 20% da população em idade ativa do país.

    Mudanças na escolaridade e na composição familiar

    O estudo também documenta avanços na escolaridade entre os empreendedores acima de 60 anos. Entre 2012 e 2025, a parcela daqueles sem instrução ou com ensino fundamental incompleto recuou de 68% para 46 pontos percentuais. No mesmo intervalo, a proporção de sêniores com ensino médio completo ou mais subiu de 24% para 42%.

    Essas melhorias educacionais ocorrem paralelamente a mudanças na estrutura familiar desses empreendedores. A participação dos sêniores na condição de chefe de domicílio aumentou em comparação com os jovens: no quarto trimestre de 2025, 67% dos empreendedores sêniores eram chefes de domicílio, frente a 37% entre os mais jovens. A condição de filho no domicílio, muito presente entre jovens empreendedores (35,5%), praticamente desaparece entre os idosos (0,7%).

    No entanto, ao considerar a série histórica, a participação dos sêniores como chefes de domicílio diminuiu, passando de 78% em 2012 para 67% em 2025, enquanto a condição de cônjuge subiu de 18% para 27% no mesmo período.

    Desafios na formalização e proteção previdenciária

    Apesar dos ganhos em renda e escolaridade, o Sebrae destaca que empreendedores com 60 anos ou mais tiveram o menor avanço em termos de formalização e cobertura previdenciária na última década. Entre 2015 e 2025, a formalização nesse grupo cresceu pouco mais de 2 pontos percentuais.

    Para efeito de comparação, a formalização avançou 7,5 pontos percentuais entre os jovens empreendedores e aproximadamente 7 pontos percentuais entre os adultos no mesmo período. O resultado evidencia um ritmo mais lento de integração formal e de acesso a proteção social entre os sêniores empreendedores, segundo a análise do Sebrae.

    Implicações e apontamentos do estudo

    O levantamento sugere que políticas e ações voltadas à facilitação da formalização e ao aprimoramento da proteção previdenciária poderiam ampliar os benefícios econômicos da atividade empreendedora na terceira idade. O próprio Sebrae ressalta que os ganhos de rendimento e escolaridade observados entre os sêniores formalizados reforçam a relevância de iniciativas que reduzam barreiras para a formalização.

    Os resultados e as estatísticas citadas nesta reportagem foram extraídos do estudo “Empreendedorismo Sênior Sob a Ótica da PNAD Contínua”, do Sebrae, com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

  • Como vai funcionar a biometria nas eleições deste ano

    Como vai funcionar a biometria nas eleições deste ano

    Segundo reportagem da Agência Brasil com informações do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a tecnologia biométrica será utilizada em todas as seções eleitorais nas eleições deste ano como ferramenta de segurança para prevenir fraudes e conferir maior confiabilidade ao processo de votação.

    Como a biometria será aplicada no dia da votação

    O uso da impressão digital tem função de identificar o eleitor no momento de acessar a urna eletrônica. Ainda que a leitura biométrica esteja disponível em todas as seções, o cadastro prévio não é condição obrigatória para o exercício do voto: eleitores com título regular podem votar mesmo sem terem feito o registro biométrico, desde que apresentem documento de identificação exigido pela Justiça Eleitoral.

    Procedimento quando a urna não reconhece a impressão digital

    Se a urna eletrônica não identificar a biometria previamente cadastrada, a orientação é permitir até quatro tentativas de leitura da digital. Persistindo a dificuldade, a mesa receptora deve adotar outros procedimentos para confirmar a identidade do eleitor com base no cadastro.

    Quando as informações conferem, o eleitor seguirá para habilitação do voto: assina o caderno de votação ou, caso não saiba assinar, registra a impressão digital em campo próprio. Essas etapas visam garantir que o direito ao voto seja preservado mesmo diante de problemas técnicos na identificação biométrica.

    Prazos, cadastro e orientações do TSE

    O TSE informou que o prazo para cadastrar a biometria para as eleições deste ano encerrou-se em maio deste ano; por isso, não é mais possível fazer o registro biométrico antes do pleito. A orientação é que cidadãos que não se cadastraram compareçam à Justiça Eleitoral após a eleição para realizar o procedimento.

    No ato do cadastramento são coletados a fotografia, as impressões digitais de todos os dedos e a assinatura do eleitor. Esses dados são integrados ao sistema da Justiça Eleitoral com o objetivo declarado de aumentar a segurança do processo e prevenir irregularidades, como a possibilidade de um eleitor votar no lugar de outro.

    Histórico e efeitos da adoção da biometria

    A utilização de dados de impressão digital pela Justiça Eleitoral teve início em 2008. Desde então, a tecnologia passou a compor o conjunto de medidas destinadas a aperfeiçoar a identificação de votantes e permitir o cruzamento de informações cadastrais.

    Uma das funções desse cruzamento é a detecção de registros duplicados no cadastro eleitoral, possibilitando à Justiça Eleitoral identificar inconsistências e adotar medidas corretivas quando necessárias.

    O que o eleitor deve saber na prática

    • A biometria estará disponível em todas as seções eleitorais do país.
    • O cadastro biométrico não é obrigatório para votar; documento de identidade pode ser exigido.
    • Se a urna não reconhecer a digital, a leitura pode ser repetida até quatro vezes e, se necessário, outros meios de confirmação serão usados.
    • O prazo para cadastrar a biometria para estas eleições terminou em maio; o TSE recomenda cadastro após o pleito para quem não o realizou.

    As informações desta matéria foram baseadas em relatório da Agência Brasil e nas orientações prestadas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).