Categoria: Brasil

  • Greve de ferroviários provoca congestionamentos e lotação nas estações em São Paulo

    Greve de ferroviários provoca congestionamentos e lotação nas estações em São Paulo

    Usuários dos trens metropolitanos de São Paulo enfrentaram transtornos na terça-feira (4) após a paralisação de ferroviários da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM). A interrupção afetou o atendimento nas linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade, resultando em plataformas lotadas e aumento do fluxo de carros nas vias.

    Impacto no tráfego e no deslocamento

    Segundo a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), os congestionamentos ultrapassaram a marca de mil quilômetros às 18h50. Pela manhã, os engarrafamentos chegaram a superar dois mil quilômetros na capital paulista. O governo estadual calcula que cerca de um milhão de pessoas foram prejudicadas pela paralisação.

    Profissionais que dependem dos trens relataram atrasos no início do expediente. A vendedora Dalila dos Santos, que trabalha no Terminal Barra Funda, disse que precisou ir de carro e chegou ao trabalho com mais de uma hora de atraso, observando que muitos passageiros optaram por seguir de automóvel, contribuindo para o congestionamento.

    Linhas afetadas e operação parcial

    Na tarde e início da noite, a operação nas linhas 11, 12 e 13 estava parcial. Em contraste, as linhas 7-Rubi, 10-Turquesa, 8-Diamante e 9-Esmeralda funcionavam normalmente conforme levantamento das 19h20. A paralisação restringiu a oferta de trens em três das sete rotas da rede metropolitana, reduzindo alternativas de deslocamento para milhares de passageiros.

    Medidas emergenciais adotadas

    O governo do estado admitiu dificuldades para os usuários e acionou um plano de contingência. Entre as ações anunciadas, houve reforço na operação do Metrô e a disponibilização de 128 ônibus para atender quem dependia das linhas paralisadas. A Prefeitura de São Paulo também suspendeu o rodízio de veículos naquele dia como forma de mitigar os prejuízos ao deslocamento.

    A vendedora entrevistada relatou ainda a preocupação com a volta para casa, prevendo longa espera em ônibus por ausência de previsão de restabelecimento pleno das linhas afetadas.

    Contexto da concessão e operação

    A concessão das linhas metropolitanas citadas foi formalizada em julho. Após problemas na operação — incluindo sucessivos atrasos e um incêndio em um trem — o governo estadual decidiu retomar temporariamente a operação por 90 dias, encerrando provisoriamente o contrato com a empresa Trivia. Esses episódios antecederam a paralisação dos ferroviários e fazem parte do cenário citado pelo poder público e pelas empresas envolvidas.

    Consequências imediatas

    • Lotação das plataformas nas estações das linhas 11, 12 e 13;
    • Aumento expressivo dos congestionamentos na cidade e região metropolitana;
    • Oferta complementar de transporte com 128 ônibus e reforço do Metrô;
    • Suspensão do rodízio municipal de veículos no dia da greve.

    As informações sobre a paralisação, as medidas adotadas e os dados de trânsito foram divulgadas pela Agência Brasil, com base em dados da CET e anúncios do governo estadual e da Prefeitura de São Paulo.

  • Ferroviários da CPTM mantêm greve em linhas 11, 12 e 13 por falta de garantias de emprego

    Ferroviários da CPTM mantêm greve em linhas 11, 12 e 13 por falta de garantias de emprego

    Os empregados da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) que atuam nas linhas 11, 12 e 13 da Região Metropolitana de São Paulo decidiram manter a greve em assembleia realizada na noite desta terça-feira na sede da Central Única dos Trabalhadores (CUT), no Brás. A votação se encerrou por volta das 19h30.

    Motivos da paralisação

    Segundo os representantes dos trabalhadores, a mobilização ocorre pela falta de garantias formais sobre os empregos daqueles que atuavam diretamente nas linhas passadas à iniciativa privada. As operações de trecho foram concedidas à empresa Trivia em julho, e a categoria afirma não haver instrumentos que deem segurança sobre a realocação e a preservação dos vínculos laborais.

    Os sindicalistas também apontam falta de diálogo com o governo do estado como agravante para a manutenção do movimento. A exigência central é a apresentação de mecanismos legais ou compromissos concretos que assegurem a continuidade dos contratos dos trabalhadores afetados.

    Impacto na operação das linhas

    No primeiro dia de mobilização, a oferta de trens foi reduzida nas linhas 11 e 12. A linha 13 não registrou atendimento durante a manhã e a tarde e operou parcialmente no início da noite, conforme apurado pela reportagem. Essas alterações na frequência afetaram usuários que dependem desses ramais para deslocamentos dentro da capital e da região metropolitana.

    Não há informações adicionais na fonte sobre números de passageiros afetados nem sobre medidas emergenciais para atendimento alternativo aos usuários.

    Posição do governo e próximos passos

    O governo do estado informou que, dos 4.648 funcionários envolvidos no processo, cerca de 1.300 ainda não foram realocados após a privatização. O Executivo afirmou que existem compromissos concretos para a manutenção dos vínculos de todos os trabalhadores.

    Os sindicatos, contudo, questionam a suficiência desses compromissos, alegando que faltam instrumentos que deem segurança jurídica e efetiva aos profissionais. Foi definida nova assembleia da categoria para as 17h de quarta-feira (5), quando será reavaliada a continuidade da greve.

    Fontes

    As informações desta matéria são da Agência Brasil.

  • iCS abre edital de R$ 4 milhões para projetos de comunicação sobre mudanças climáticas

    iCS abre edital de R$ 4 milhões para projetos de comunicação sobre mudanças climáticas

    O Instituto Clima e Sociedade (iCS) lançou um edital com dotação total de R$ 4 milhões direcionado a projetos voltados à comunicação sobre mudanças climáticas. A iniciativa, cujo aviso de abertura foi divulgado pelo instituto, tem por objetivo ampliar o alcance de informações sobre o tema e traduzir esse conteúdo para formatos que deixem a pauta mais próxima do cotidiano das pessoas.

    Objetivo do edital

    Segundo o edital, as propostas devem propor estratégias capazes de aumentar a disseminação, o engajamento e a mobilização em torno de conhecimentos, evidências e experiências já produzidos por organizações apoiadas pelo iCS. A ideia é fortalecer o impacto coletivo dessas iniciativas e contribuir para que políticas e soluções climáticas alcancem novos públicos.

    Em declaração citada pelo instituto, a gerente do iCS, Tatiana Lobão, afirmou que enfrentar a crise climática também passa por inovar na forma de comunicar. Ela reforçou o interesse em apoiar iniciativas que experimentem novos formatos e estratégias, traduzindo repertórios e formas de comunicação do Brasil em ações com potencial de gerar impacto prático e estimular a ação.

    Recursos, seleção e prazos

    O edital prevê a seleção de cerca de dez projetos. Cada proposta aprovada receberá entre R$ 200 mil e R$ 500 mil para execução ao longo de um ano. As inscrições para a primeira etapa do processo seletivo foram abertas e ficarão abertas até 31 de agosto, com encerramento às 16h.

    O iCS detalha que as propostas devem visar ampliar o alcance e a capacidade de mobilização em torno das temáticas apoiadas pelo instituto. Além do critério de qualidade técnica, o processo de seleção dará prioridade a iniciativas que usem novas linguagens, formatos e tecnologias para transformar informação em mobilização social.

    Quem pode participar e critérios de elegibilidade

    Podem concorrer organizações da sociedade civil com CNPJ, empresas, consultorias, além de coletivos, redes e movimentos sociais sem personalidade jurídica, desde que indiquem uma organização responsável pela gestão dos recursos. Os candidatos precisam comprovar pelo menos três anos de atuação e experiência em comunicação climática, socioambiental ou áreas correlatas.

    Na avaliação, além da qualidade técnico-conceitual dos projetos, haverá prioridade para propostas que explorem linguagens inovadoras, novos formatos e tecnologias, incluindo inteligência artificial, segundo o edital.

    Formatos e temas valorizados

    O edital cita explicitamente uma lista de formatos que serão valorizados na seleção. Entre eles estão:

    • podcasts com abordagem de entretenimento;
    • jogos e experiências imersivas;
    • intervenções urbanas e produções culturais;
    • apresentações de stand-up comedy;
    • propostas que integrem referências da música, do esporte, da gastronomia e de outras manifestações culturais.

    Também constam como temas de interesse do edital abordagens que relacionem as mudanças climáticas a áreas do cotidiano, como alimentação, saúde, mobilidade, moradia, trabalho e custo de vida. Haverá valorização de projetos que deem visibilidade a soluções desenvolvidas por povos indígenas, quilombolas, comunidades tradicionais e territórios periféricos.

    Fonte e próximas etapas

    As informações sobre o edital foram divulgadas pela Agência Brasil com base no material disponibilizado pelo Instituto Clima e Sociedade. Os interessados devem consultar o texto completo do edital e os mecanismos de inscrição fornecidos pelo iCS para confirmar requisitos, documentação necessária e cronograma detalhado da seleção.

  • Brasil repudia revogação do visto da embaixadora em Washington

    Brasil repudia revogação do visto da embaixadora em Washington

    O governo do Brasil divulgou repúdio à decisão anunciada em 4 de agosto de 2026 pelo Departamento de Estado dos Estados Unidos de alterar o visto da embaixadora brasileira em Washington, Maria Luiza Ribeiro Viotti. A medida, segundo os EUA, teria sido motivada pela demora do Brasil em responder a um pedido de agrément — a aprovação diplomática para o indicado norte-americano a assumir a embaixada dos Estados Unidos em Brasília.

    Reação oficial do Brasil

    Em nota divulgada pela Secretaria de Comunicação da Presidência da República, o Executivo federal afirmou que as justificativas apresentadas pelos Estados Unidos são falsas. O documento ressaltou que o pedido norte-americano permanece em análise no Brasil e negou que tenha havido qualquer descumprimento de prazos previsto na Convenção de Viena sobre Relações Diplomáticas.

    Argumentos e referências à Convenção de Viena

    O governo brasileiro sustentou que a divulgação, por parte dos Estados Unidos, do nome do seu indicado à embaixada em Brasília constitui violação à Convenção de Viena. Segundo a nota oficial, o nome do representante só poderia ser tornado público após a concessão da anuência pelo país anfitrião. A administração brasileira destacou que a convenção não estabelece prazo para a concessão do agrément, apontando a inexistência de obrigação temporal que justificasse a suposta demora apontada pelos EUA.

    Acusações de interferência e contexto de medidas anteriores

    A nota do Palácio do Planalto também mencionou decisões anteriores relacionadas à entrada de funcionários dos Estados Unidos no país. O governo lembrou que negou autorização a dois funcionários norte-americanos cuja presença, segundo a posição brasileira, teria por objetivo questionar o sistema eleitoral do Brasil. A comunicação oficial afirmou que tal situação evidencia um interesse indevido de interferência na próxima eleição presidencial.

    O comunicado classificou o episódio como parte de uma “escalada deliberada de medidas hostis” contra o Brasil, motivadas, segundo o governo, por razões ideológicas que estariam em desacordo com a natureza de uma parceria bilateral pautada pelo respeito mútuo.

    Remissão às sanções individuais

    O Palácio do Planalto lembrou que autoridades brasileiras, incluindo servidores do governo e ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), permanecem alvos de sanções individuais aplicadas pelos Estados Unidos sob a Lei Magnitsky. A nota citou ainda tentativas de diálogo realizadas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mencionando que, durante visita a Washington em maio, o presidente solicitou ao chefe de governo dos EUA o levantamento dessas sanções.

    Situação atual e próximos passos

    Conforme informado pelo governo brasileiro, o pedido de anuência do indicado norte-americano segue em análise. A reação oficial afirma ter buscado resolver as diferenças por vias diplomáticas e destaca a continuidade das tratativas. Ação concreta adicional por parte do Brasil ou dos Estados Unidos além da revogação do visto anunciada pelo Departamento de Estado não foi detalhada na nota oficial divulgada à imprensa.

    Os fatos relatados neste texto têm como fonte a nota oficial da Secretaria de Comunicação da Presidência da República, repercutida pela Agência Brasil.

  • Nova lei cria filtros para recursos ao STJ e busca reduzir volume de processos

    Nova lei cria filtros para recursos ao STJ e busca reduzir volume de processos

    A lei que cria filtros para recursos dirigidos ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) foi sancionada em 4 de agosto de 2026. Segundo reportagem da Agência Brasil, a norma regulamenta um mecanismo previsto na Constituição e condiciona a admissibilidade de recursos à demonstração de relevância econômica, política, social ou jurídica que ultrapasse os interesses das partes envolvidas.

    O que muda com a nova lei

    Com a mudança, recursos submetidos ao STJ deverão demonstrar pertinência pública ou impacto mais amplo além das pretensões individuais. A exigência inclui a relevância econômica, política, social ou jurídica do caso como condição para que a Corte conheça o recurso. A intenção, conforme a própria Agência Brasil noticiou, é reduzir o volume de processos que chegam ao tribunal.

    Critérios já previstos na Constituição

    A Constituição Federal já elenca situações em que recursos são considerados relevantes para apreciação pelo STJ. Entre os exemplos apontados pela reportagem estão:

    • ações penais;
    • ações de improbidade administrativa;
    • causas cujo valor ultrapassa 500 salários mínimos;
    • casos que possam resultar em inelegibilidade;
    • decisões que contrariem a jurisprudência dominante do STJ.

    A nova lei amplia esse rol com critérios adicionais, segundo a matéria, mas o texto da reportagem não especifica quais são esses novos critérios.

    Trâmite legislativo e sanção

    O projeto de lei concluiu sua tramitação no Congresso em 17 de julho de 2026, após aprovação no Senado — indicada como casa de origem — e na Câmara dos Deputados. A sanção ocorreu em 4 de agosto de 2026, com a assinatura da Presidência da República.

    Ao assinar a lei, o presidente afirmou esperar que a inovação possa trazer mais agilidade ao funcionamento do STJ e permitir que “as coisas possam andar mais rápido na Justiça brasileira”, conforme transcrição citada pela Agência Brasil.

    Objetivo declarado e limitações das informações divulgadas

    A reportagem da Agência Brasil aponta que a finalidade da norma é reduzir o número de processos supostamente inaplicáveis que chegam ao STJ, filtrando recursos que não apresentem relevância extrapolando o conflito entre as partes. No entanto, a matéria não traz detalhes sobre como os novos critérios deverão ser aplicados na prática, tampouco indica prazos de vigência, regras processuais específicas ou estimativas de impacto no volume de casos.

    O que permanece incerto

    Do conteúdo veiculado pela Agência Brasil, ficam claros o objetivo da lei, a inclusão de novos critérios no rol de relevância e as etapas finais do processo legislativo. Permanecem, porém, questões sem detalhamento público na reportagem: não foram divulgados os textos integrais dos critérios acrescentados, nem orientações procedimentais sobre a demonstração da relevância exigida, nem avaliações oficiais sobre quantos processos seriam afetados.

    Em razão dessas lacunas, a implementação prática dos filtros e seus efeitos sobre a rotina jurídica do STJ dependerem de ato de regulamentação, interpretação dos tribunais e da própria dinâmica processual, elementos que não estiveram detalhados na cobertura citada.

  • Operação Quimera mira esquema que teria lavado R$ 11 milhões por meio de clube e pousada no RJ

    Operação Quimera mira esquema que teria lavado R$ 11 milhões por meio de clube e pousada no RJ

    A Polícia Civil do Rio de Janeiro, com apoio do Ministério Público do estado, deflagrou na terça-feira, 4 de agosto de 2026, a Operação Quimera, que investiga uma estrutura suspeita de lavar recursos do tráfico de drogas por meio de um clube recreativo e de uma pousada na Região dos Lagos. As informações foram divulgadas pela Agência Brasil.

    Alvos da operação

    Entre os alvos está o Clube Recreativo Várzea Country Club, localizado no bairro Água Santa, na zona norte do Rio, fundado há mais de 60 anos. A investigação aponta que integrantes do Morro do Dezoito, comunidade vizinha ao clube, teriam tentado assumir o controle do espaço para ocultar recursos do Comando Vermelho. Outro alvo foi a Pousada Menino do Rio, em Armação dos Búzios.

    Segundo a apuração, foram solicitados à Justiça o bloqueio de valores e ativos financeiros, a indisponibilidade de bens móveis e imóveis, restrições sobre veículos e participações societárias, além da quebra dos sigilos bancário e fiscal de pessoas físicas e jurídicas envolvidas.

    Como o esquema teria funcionado

    A operação teve início após dirigentes do Clube Social Marabu, no Encantado, denunciarem ameaças para que deixassem a administração do estabelecimento e entregassem o controle a pessoas ligadas ao tráfico. As investigações atribuíram a ordem das ameaças à liderança do Comando Vermelho da comunidade do Morro do Dezoito e relataram exigência de pagamento mensal de R$ 6 mil para que o clube continuasse a funcionar sem represálias.

    Em Nova Iguaçu, apurações da delegacia local identificaram indícios de esquema similar no Várzea Country Club. Pessoas de confiança da organização teriam assumido, de forma informal, a administração do clube, passando a controlar eventos, as movimentações financeiras e decisões internas, sem vínculo jurídico ou estatutário com a instituição. As ações também apontaram a existência de um núcleo familiar responsável por uma gestão financeira paralela.

    Movimentações financeiras e indícios

    Os investigadores identificaram papéis definidos dentro do grupo investigado. Um dos alvos é apontado como principal operador financeiro; outro exercia funções de gestão e teria movimentado R$ 2,4 milhões em seis meses, apesar de não registrar atividade empresarial compatível. Um terceiro investigado realizou cerca de 40 transferências via Pix, totalizando R$ 240 mil, e aparece como autor em aproximadamente 20 procedimentos policiais, muitos relacionados a roubos de carga.

    Uma quinta pessoa identificada nas apurações teria movimentado cerca de R$ 2,2 milhões em seis meses, apesar de declarar exercer a função de recepcionista com renda aproximada de R$ 3,2 mil; no mesmo período, ela recebeu cerca de R$ 253 mil de um dos investigados, em seis transferências. A análise dos Relatórios de Inteligência Financeira (RIF) do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) apontou movimentações incompatíveis com rendas declaradas e intensa circulação de recursos entre familiares, empresas e pessoas físicas, por meio de transferências bancárias, depósitos em espécie e operações fracionadas via Pix.

    No caso da Pousada Menino do Rio, o comércio, de pequeno porte — com 16 quartos, cinco funcionários e diárias na ordem de R$ 540 na alta temporada — apresentou movimentação atípica: cerca de R$ 3,44 milhões em pouco mais de seis meses, além de mais de 600 depósitos em espécie somando aproximadamente R$ 955 mil. As apurações consideram essas características como compatíveis com ocultação patrimonial e reinserção de valores do tráfico na economia formal.

    Consequências e próximos passos

    As medidas requeridas à Justiça incluem bloqueio de ativos e quebra de sigilos bancário e fiscal, com objetivo de impedir a dilapidação de bens e aprofundar a rastreabilidade das transações. A investigação segue em andamento, com base em elementos levantados pela Polícia Civil, pelo Ministério Público e nos relatórios do Coaf, conforme noticiado pela Agência Brasil.

    Autoridades destacam que os indícios reunidos apontam para um conjunto de práticas típicas de lavagem de dinheiro, como pulverização de recursos, uso de pessoas e empresas interpostas e movimentações incongruentes com as atividades declaradas pelos investigados.

  • Ministério da Justiça detalha operação que desarticulou grupo que planejava ataques em Brasília

    Ministério da Justiça detalha operação que desarticulou grupo que planejava ataques em Brasília

    O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) detalhou, em 4 de agosto de 2026, os resultados da chamada Operação Rede Interrompida, deflagrada pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) para desarticular um grupo que discutia a realização de ataques em Brasília. A ação teve base em inteligência produzida pelo Laboratório de Operações Cibernéticas (Ciberlab), da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp/MJSP).

    Origem e método da investigação

    De acordo com as informações divulgadas pelo MJSP e pela PCDF, a investigação começou na primeira quinzena de junho, a partir do monitoramento de mensagens em grupos abertos da plataforma de mensageria Telegram. O Ciberlab produziu relatório que embasou as apurações e permitiu a troca de informações entre diferentes órgãos de segurança.

    Mandados cumpridos e apoio interestadual

    A PCDF, com apoio de polícias de cinco estados, cumpriu oito mandados de busca e apreensão em Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Pernambuco e Rio Grande do Sul. Segundo o delegado-geral da PCDF, José Werick de Carvalho, as forças policiais desses estados acompanharam o monitoramento dos alvos e auxiliaram na localização dos endereços onde foram realizadas as buscas.

    Materiais apreendidos

    Entre os itens recolhidos pela polícia, constam materiais que, segundo a investigação, poderiam ser usados em ações violentas. As apreensões incluíram:

    • manuais para fabricação de explosivos;
    • mapas da região central de Brasília e de ministérios;
    • a planta baixa do Palácio do Planalto.

    As localidades consultadas pelos investigados foram tratadas por eles como alvos primários, conforme relatado pelas autoridades.

    Conteúdo das conversas e perfil dos investigados

    As mensagens analisadas indicavam planejamento de invasões a prédios públicos da Esplanada dos Ministérios e ao Supremo Tribunal Federal, além da menção a um possível atentado a bomba durante debates eleitorais. Em nota, a investigação afirmou que as conversas não faziam referência direta a autoridades específicas.

    Os oito investigados têm idades entre 19 e 31 anos, com predominância entre 19 e 25 anos. As autoridades informaram que atuam em distintas áreas profissionais ou estão desempregados; nenhum possui antecedentes criminais e os membros do grupo não se conheciam pessoalmente, tendo contato apenas pela internet.

    Além do planejamento de ações violentas, as conversas abertas também foram usadas para promover e distribuir conteúdos com cunho neonazista, antissemitas e misógino, segundo o relatório citado pelo MJSP.

    Declarações das autoridades e coordenação

    O diretor de Operações Integradas e de Inteligência (Diopi) da Senasp, Anchieta Nery, afirmou em coletiva que as apurações não se limitam a opiniões em redes sociais, mas apontam para intolerância e preparação de atos de severa violência, o que exigiu atuação rápida e coordenada.

    O ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, destacou o papel do Ciberlab na produção de inteligência e a importância da articulação entre União e estados para impedir ocorrências violentas. O delegado-geral da PCDF ressaltou que o objetivo foi intervir precocemente em processos de radicalização.

    Prevenção, legalidade e próximas etapas

    O coordenador de inteligência da PCDF, Maurílio Coelho, explicou que a fase inicial da operação estava voltada ao cumprimento de mandados de busca e apreensão e que, naquele momento, não foram solicitadas prisões. As autoridades sinalizaram que a medida procurou prevenir a consolidação de episódios violentos e proteger cidadãos, autoridades e o patrimônio público e privado em Brasília.

    Representantes do MJSP também relacionaram a operação a iniciativas de enfrentamento ao discurso de ódio e à violência contra mulheres. A secretária Nacional de Acesso à Justiça, Sheila de Carvalho, mencionou a mobilização do Pacto Brasil contra o Feminicídio e descreveu frentes da Estratégia Nacional Mulher Segura, ressaltando a importância do Sistema Integrado Mulher Segura no trabalho das unidades federativas.

    As informações compiladas nesta reportagem têm base em dados e declarações divulgados pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública e pela Polícia Civil do Distrito Federal, conforme apurado e publicado pela Agência Brasil.

  • Barcelona confirma contratação de Kerolin por valor recorde do futebol feminino brasileiro

    Barcelona confirma contratação de Kerolin por valor recorde do futebol feminino brasileiro

    O FC Barcelona oficializou nesta terça-feira a contratação da atacante Kerolin Nicoli, de 26 anos, em operação que, segundo estimativas da imprensa espanhola e britânica, envolveu 1,2 milhão de euros — valor apontado como recorde para transferências do futebol feminino brasileiro. A negociação teria sido feita com o Manchester City, clube em que a atacante atuava.

    Detalhes da negociação e significados do recorde

    De acordo com reportagens internacionais citadas pelo clube, o montante de 1,2 milhão de euros (próximo de R$ 7 milhões, conforme as mesmas estimativas) supera a transação anterior considerada a maior do futebol feminino brasileiro: em outubro de 2025, o Boston Legacy, dos Estados Unidos, pagou US$ 1,1 milhão (cerca de R$ 5,89 milhões na época) ao Palmeiras pela contratação de Amanda Gutierrez.

    O Barcelona também ressaltou que a contratação de Kerolin representa uma demonstração de ambição esportiva, ao buscar reforços de nível internacional para manter o time entre a elite mundial. Fontes do clube apontaram que a chegada da atacante se alinha ao projeto de formação de um elenco competitivo no cenário global.

    Contrato, títulos recentes e papel no novo clube

    Kerolin assinou com o Barça até a temporada de 2030. No anúncio oficial, o clube catalão elencou atributos da jogadora, destacando a capacidade de decidir no terço final do campo por meio do drible, da velocidade e do faro de gol — qualificativos que o Barcelona considera compatíveis com sua filosofia de jogo.

    Na última temporada, Kerolin conquistou a Copa da Inglaterra e o Campeonato Inglês pelo clube em que atuava, títulos que o Barcelona citou ao justificar a contratação. A transação também foi descrita como a maior venda já realizada pela equipe feminina do Manchester City, e supera o recorde anterior do Barça em contratações femininas, que havia sido estabelecido em 2022 com a compra da meio-campista britânica Keira Walsh por 460 mil euros.

    Trajetória da jogadora e vínculo com a seleção brasileira

    Revelada nas categorias de base do Valinhos, em Campinas (SP), Kerolin iniciou a carreira profissional na Ponte Preta. Posteriormente, teve passagens por Corinthians e Palmeiras no Brasil, atuou no Madrid CFF, nos clubes norte-americanos e, mais recentemente, no Manchester City, antes de se transferir para o Barcelona.

    Kerolin é presença regular nas convocações do técnico da seleção feminina, Arthur Elias, e figura como uma das atacantes do elenco da Amarelinha. A atacante manifestou o objetivo de disputar sua segunda Copa do Mundo pela seleção; a competição será realizada no Brasil no ano que vem, com início previsto para junho, conforme informações já divulgadas.

    Impactos esportivos e registros históricos

    A negociação foi apontada pela imprensa como a transferência mais alta envolvendo clubes espanhol e inglês no caso da jogadora, além de estabelecer um novo marco financeiro para vendas do Manchester City no futebol feminino. Para o Barcelona, trata-se de reforço que reforça a estratégia do clube de atrair jogadoras de destaque internacional.

    Analistas e materiais de divulgação do próprio clube colocaram a contratação como parte de um esforço contínuo de manter o Barcelona Femeni entre os principais clubes do mundo, fortalecendo o elenco para competições domésticas e internacionais.

    Origem das informações

    Os dados e citações sobre valores e histórico da negociação foram divulgados pelo FC Barcelona em comunicado oficial e registrados por reportagens da imprensa espanhola e britânica; a Agência Brasil cobriu e divulgou a notícia sobre a transferência.

    • Fonte principal: Agência Brasil, com base em comunicações do FC Barcelona e reportagens internacionais.
  • Flávio Dino autoriza novo inquérito da PF para investigar Fábio Luís Lula da Silva (Lulinha)

    Flávio Dino autoriza novo inquérito da PF para investigar Fábio Luís Lula da Silva (Lulinha)

    O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino autorizou nesta terça-feira, 4 de agosto de 2026, a abertura de um novo inquérito da Polícia Federal (PF) para investigar o empresário Fábio Luís Lula da Silva, conhecido publicamente como Lulinha. A decisão foi comunicada à imprensa por meio de nota da Agência Brasil.

    Pedido da Polícia Federal e segredo de Justiça

    De acordo com a reportagem da Agência Brasil, a medida atende a um pedido da Polícia Federal para apurar a suposta atuação de um grupo de pessoas que teria estabelecido negócios ilícitos com órgãos do governo federal. As informações sobre o teor e os alvos específicos da investigação não foram divulgadas porque o inquérito corre em segredo de Justiça.

    Inquérito sobre vazamento de informações

    Além de autorizar a investigação principal, Flávio Dino determinou a abertura de um inquérito separado para apurar o vazamento de informações sigilosas relativas às apurações. Esse procedimento foi solicitado pela defesa de Lulinha, segundo a Agência Brasil.

    Outros inquéritos envolvendo Lulinha

    Com a nova autorização, já são três inquéritos da Polícia Federal que atingem Fábio Luís Lula da Silva. A primeira investigação mencionada pela Agência Brasil apura suposto tráfico de influência junto ao Ministério da Saúde, envolvendo interesse de uma empresa do setor de cannabis medicinal em firmar contratos com a pasta. A empresa citada na apuração estaria ligada ao empresário Antonio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, e, conforme esclarecido no levantamento, essa linha de investigação não tem relação com descontos ilegais de benefícios.

    O segundo inquérito mira supostas irregularidades na Dataprev, estatal responsável pelo processamento de dados relacionados a aposentadorias e outros benefícios. A agência não detalhou as condutas investigadas nem os possíveis vínculos investigativos entre os casos.

    Posição da defesa

    Os advogados Guilherme Suguimori e Marco Aurélio de Carvalho, que atuam na defesa de Lulinha, informaram à Agência Brasil que receberam a notícia da abertura do novo inquérito com “absoluta serenidade” e afirmaram que terão oportunidade de esclarecer dúvidas sobre as atividades pessoais e profissionais do empresário. Em nota, os defensores declararam: “Ele comprovará, ao final, que não tem relação direta ou indireta com qualquer tipo de irregularidade, assim como fez no inquérito das fraudes do INSS, em relação ao qual esperamos um já tardio arquivamento.”

    A defesa também afirmou ter solicitado “providências enérgicas” contra “vazamentos reiterados, seletivos e criminosos” e denunciou o que classificou como “instrumentalização de setores da Polícia Federal a serviço de interesses políticos e eleitorais, em prejuízo da imparcialidade e legalidade que deveriam reger procedimentos criminais”, conforme relato divulgado pela Agência Brasil.

    O que se sabe e o que permanece em sigilo

    Das decisões confirmadas pela Agência Brasil, sabe-se apenas que o STF autorizou a instauração do novo inquérito e do procedimento para apurar vazamentos. Os detalhes sobre quem mais será investigado, quais documentos ou operações motivaram o pedido da PF, e as etapas seguintes do inquérito não foram tornados públicos em razão do segredo de Justiça. Nem a Polícia Federal nem o STF divulgaram notas com informações adicionais além das mencionadas pela Agência Brasil.

    Em razão da tramitação reservada, será preciso aguardar eventuais decisões futuras da Justiça ou comunicações oficiais da PF para obter mais elementos sobre os fatos e as eventuais implicações processuais ou administrativas.

  • CNJ afasta juíza Gabriela Hardt por dois anos por homologar acordo da Lava Jato com a Petrobras

    CNJ afasta juíza Gabriela Hardt por dois anos por homologar acordo da Lava Jato com a Petrobras

    O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) decidiu, em sessão plenária realizada em 4 de agosto de 2026, aplicar à juíza Gabriela Hardt a pena de disponibilidade pelo prazo de dois anos, com vencimentos proporcionais. Hardt era responsável por homologar, em 2019, um acordo entre a força-tarefa da Operação Lava Jato e a Petrobras para devolução de recursos desviados que estavam nos Estados Unidos.

    Motivação da punição e voto do relator

    O plenário acompanhou, por maioria, o voto do conselheiro-relator Rodrigo Badaró. Em seu entendimento, consignado no processo administrativo disciplinar, a magistrada não adotou cuidados mínimos ao autorizar que parte dos recursos fossem repassados a uma fundação privada encarregada da gestão dos valores.

    Posição do presidente do CNJ

    O último a votar foi o presidente do CNJ e do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin. Embora tenha destacado a relevância das investigações da Lava Jato no enfrentamento da corrupção, Fachin ressaltou que os fins não justificam os meios, ressaltando que irregularidades não podem ser combatidas por práticas igualmente irregulares.

    Defesa e argumentos apresentados

    A defesa de Gabriela Hardt, representada pela advogada Ana Luísa Vogado de Oliveira, sustentou durante o julgamento que a juíza não praticou irregularidade ao homologar o acordo. Segundo a defesa, Gabriela considerou que o Ministério Público Federal de Curitiba e a Petrobras tinham legitimidade para celebrar o pacto, e não atuou por interesses ou motivada por vieses.

    Ao justificarem a atuação da magistrada, os defensores apontaram que eventuais erros nos autos deveriam ser corrigidos por meios processuais adequados, sem caracterizar conduta extra-autos que ensejasse punição disciplinar.

    Conteúdo do acordo e contexto histórico

    O acordo homologado em 2019 previa o repasse de R$ 2 bilhões para uma fundação de interesse social com objetivo declarado de combater a corrupção. A gestão do fundo estava prevista para integrantes da força-tarefa da Lava Jato, fato que deu origem à identificação popular do caso como “Fundação Dallagnol”, em referência ao ex-procurador Deltan Dallagnol, então à frente do grupo de investigação.

    Naquele mesmo ano, a homologação foi suspensa pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF, após a Procuradoria-Geral da República apresentar recurso contra o acordo.

    Consequências imediatas para a magistrada

    Com a decisão, Gabriela Hardt ficará afastada do exercício do cargo por dois anos, em regime de disponibilidade, o que implica redução proporcional de vencimentos durante o período de afastamento. Atualmente, ela exerce função de juíza substituta na 23ª Vara Federal em Curitiba.

    Os autos que originaram a punição dizem respeito especificamente à homologação do acordo entre a força-tarefa da Lava Jato e a Petrobras, sem que o CNJ tenha, na comunicação pública do julgamento, estendido a decisão a outras práticas da magistrada.

    Fonte

    Informações com base em reportagem da Agência Brasil.