Categoria: Brasil

  • Trikafta reduz hospitalizações e necessidade de oxigênio domiciliar entre pacientes com fibrose cística no SUS, diz Ministério da Saúde

    Trikafta reduz hospitalizações e necessidade de oxigênio domiciliar entre pacientes com fibrose cística no SUS, diz Ministério da Saúde

    Dados do Ministério da Saúde, apresentados em evento da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT) em Brasília, apontam que o uso do medicamento Trikafta no tratamento da fibrose cística reduziu em até 84,8% as internações de pacientes atendidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

    Principais resultados do estudo

    O estudo, conduzido ao longo de um ano, avaliou 647 pacientes — entre crianças, adolescentes e adultos — em tratamento com a terapia tripla moduladora composta por elexacaftor, tezacaftor e ivacaftor (conhecida comercialmente como Trikafta). O acompanhamento ocorreu em 39 centros de referência espalhados pelo Brasil, segundo informação do ministério.

    Além da redução nas internações, os números apresentados indicaram queda de até 91,6% na necessidade de oxigenioterapia domiciliar. Os pesquisadores também observaram um aumento médio de 10 a 14 pontos na função pulmonar dos pacientes acompanhados, redução dos ciclos de inflamação e de infecção, diminuição de 66,7% no uso de antibióticos sistêmicos e benefícios consistentes no estado nutricional.

    A cobertura no SUS e o alcance da terapia

    De acordo com o Ministério da Saúde, mais de 2,4 mil pessoas já utilizam a terapia no sistema público quase dois anos após sua inclusão. O medicamento é disponibilizado em farmácias de alto custo mediante apresentação de receita médica devidamente emitida e carimbada por um especialista.

    O acompanhamento multiprofissional e a entrega por meio da rede pública permitem que o tratamento seja administrado em casa, por via oral, conforme as diretrizes clínicas aplicáveis ao quadro de cada pessoa. O estudo apresentado considerou essa rotina de uso domiciliar no acompanhamento dos resultados.

    Custo do tratamento e acesso na rede privada

    O Ministério da Saúde informou ainda valores de referência para o mercado privado: uma caixa do medicamento custa, em média, R$ 194,5 mil e o tratamento pode alcançar até R$ 2,5 milhões por paciente ao ano, segundo dados divulgados pela pasta. Esses números ressaltam a relevância da oferta pelo SUS para ampliar o acesso à terapia entre pacientes que dependem do sistema público.

    O que é a fibrose cística

    A fibrose cística é uma doença genética hereditária rara que provoca produção de muco viscoso no organismo, com acúmulo nos pulmões e no sistema digestivo. Conforme descrito pelo Ministério da Saúde, esse quadro resulta em tosse persistente, infecções respiratórias frequentes e dificuldades para digerir alimentos e ganhar peso.

    Os efeitos observados com o uso da terapia tripla moduladora — melhora da função pulmonar, redução de infecções e ganho nutricional — são particularmente relevantes porque atuam sobre problemas centrais da doença, conforme os dados apresentados no evento da SBPT.

    Como é feito o fornecimento e quem pode retirar a medicação

    O Trikafta é fornecido por farmácias de alto custo do SUS mediante receita de especialista. A administração é oral e realizada em domicílio, com o esquema de tratamento adaptado ao quadro clínico individual de cada paciente, segundo o comunicado do ministério.

    O acompanhamento nos centros de referência — que participaram do estudo — foi parte integrante da avaliação dos efeitos da terapia ao longo do período de um ano.

    Os números e as observações citadas neste texto foram divulgados pelo Ministério da Saúde e apresentados na Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia, conforme reportagem da Agência Brasil.

  • Inmet emite seis avisos; seca, tempestades e vendavais atingem 17 estados e o Distrito Federal

    Inmet emite seis avisos; seca, tempestades e vendavais atingem 17 estados e o Distrito Federal

    O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) comunica seis alertas ativos que poderão atingir 17 estados e o Distrito Federal entre esta quinta-feira (6) e a sexta-feira (7). Os avisos, divulgados por meio da Agência Brasil, englobam riscos de baixa umidade, tempestades e vendavais com diferentes níveis de severidade.

    Alerta vermelho: tempestade de grande perigo no Rio Grande do Sul

    O aviso mais severo, na cor vermelha, abrange ampla área do Rio Grande do Sul, atingindo 214 municípios e permanecendo válido até as 23h59 desta quinta (6). O Inmet prevê precipitação intensa — com possibilidade de chuva superior a 60 mm por hora ou acumulados acima de 100 mm em 24 horas — além de ventos que podem ultrapassar 100 km/h e ocorrência de granizo.

    Entre os efeitos esperados estão danos a edificações, queda de energia elétrica, prejuízos a lavouras, árvores derrubadas, alagamentos e impacto no transporte rodoviário, de acordo com o comunicado do instituto.

    Alertas laranja e recomendações para tempestades

    Há um alerta laranja por perigo de tempestades que cobre 914 municípios nos estados de Mato Grosso do Sul, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Esse aviso vale até as 8h de sexta-feira (7) e indica risco de ventos entre 60 e 100 km/h, chuvas intensas de 30 a 60 mm por hora e possibilidade de queda de granizo.

    Em situações de rajadas de vento, o Inmet recomenda não se abrigar sob árvores e evitar estacionar veículos próximos a torres de transmissão e a placas publicitárias. Também orienta desligar aparelhos elétricos e o quadro geral de energia, se possível.

    Baixa umidade: alertas laranja e amarelo em diferentes regiões

    Um alerta laranja para baixa umidade atinge 378 municípios nas regiões Centro-Oeste e Sudeste, especificamente em Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e Tocantins, e está em vigor até as 18h desta quinta (6). O Inmet projeta umidade relativa entre 12% e 20% nesses locais, condição que eleva o risco de incêndios florestais e pode causar desconforto respiratório e ressecamento da pele e mucosas.

    Há ainda um segundo aviso, de gravidade inferior, que indica baixa umidade entre 20% e 30% em mais de 1,9 mil municípios distribuídos pelo Nordeste, Norte, Centro-Oeste e Sudeste, incluindo São Paulo, Minas Gerais, Bahia, Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte, Ceará, Piauí, Maranhão, Tocantins, Pará, Rondônia, e os estados do Centro-Oeste já citados, além do Distrito Federal.

    Para regiões com ar muito seco, as recomendações divulgadas pelo Inmet incluem ingerir bastante líquido, evitar exposição ao sol nas horas mais quentes e usar hidratante para a pele e umidificador nos ambientes.

    Avisos amarelos: tempestades e vendavais em larga área

    Além dos alertas mais graves no Sul, há um aviso amarelo que sinaliza perigo potencial de tempestades para mais de mil municípios em Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Minas Gerais e Mato Grosso do Sul, válido até as 23h59 desta quinta (6). Esse nível de alerta aponta para chuvas entre 20 e 30 mm por hora e ventos de 40 a 60 km/h, além de possibilidade de granizo.

    Outra emissão amarela específica indica vendavais com ventos de 40 a 60 km/h em 792 municípios dos estados do Espírito Santo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, São Paulo, Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. O Inmet repete as orientações de segurança contra rajadas de vento: evitar abrigo sob árvores e locais próximos a estruturas que possam cair.

    Como se proteger e próximos passos

    O Inmet orienta medidas preventivas básicas conforme o tipo de perigo: não permanecer sob árvores e longe de estruturas sujeitas a queda em casos de vento forte; desligar equipamentos elétricos em tempestades mais severas; e manter hidratação e cuidados com pele e mucosas durante períodos de baixa umidade. A continuidade dos avisos e eventuais atualizações estão sendo publicadas pelo próprio instituto, conforme comunicado reproduzido pela Agência Brasil.

    As autoridades locais e os serviços de emergência devem monitorar as condições e informar medidas adicionais conforme necessário. A população nas áreas citadas deve acompanhar comunicados oficiais e seguir as orientações de segurança.

  • Governo sanciona lei que exige CIOT e garante piso mínimo do frete rodoviário

    Governo sanciona lei que exige CIOT e garante piso mínimo do frete rodoviário

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou em 5 de agosto de 2026 uma lei que institui obrigatoriedade de apresentação do Código Identificador da Operação de Transporte (CIOT) antes de o caminhão iniciar viagens no transporte rodoviário de cargas. A medida, originada de uma medida provisória editada em março, transforma regras provisórias em norma permanente e visa garantir o pagamento do piso mínimo do frete.

    O que muda na prática

    Com a nova regra, todas as contratações de frete deverão ter o CIOT vinculado ao Manifesto Eletrônico de Documentos Fiscais. Segundo a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), a exigência garante que as contratações respeitem o piso mínimo do frete. Caso a condição não seja atendida, o código não será emitido e o frete irregular será bloqueado ainda na fase de contratação.

    A sanção torna permanente um conjunto de determinações que até então estavam previstas em medida provisória. A legislação passa a exigir a apresentação do CIOT antes mesmo do início da viagem, o que altera o controle sobre o processo de contratação e embarque das cargas.

    Como funciona o CIOT

    O CIOT é um identificador atrelado ao Manifesto Eletrônico de Documentos Fiscais e, de acordo com a ANTT, servirá como mecanismo de validação das condições de pagamento do frete. A exigência do código no momento da contratação pretende impedir que carregadores e contratantes formalizem fretes abaixo do piso estabelecido, pois a ausência de CIOT impede a emissão do documento necessário para a viagem.

    Segundo a ANTT, a fiscalização do cumprimento das novas regras será automática e em larga escala. Ou seja, a verificação do CIOT estará integrada a sistemas eletrônicos que monitoram a documentação fiscal e as contratações de transporte, reduzindo a necessidade de checagens manuais isoladas.

    Fiscalização e combate ao comércio ilegal

    Além de assegurar o pagamento do piso do frete, a ANTT destacou que o CIOT terá efeito no combate ao comércio ilegal, especialmente de produtos sem nota fiscal. A vinculação do código ao manifesto eletrônico cria um elo entre a operação de transporte e a documentação fiscal da carga, dificultando que mercadorias sem documentação adequada circulem sob contratos formais.

    A adoção de fiscalização automatizada também deve ampliar a capacidade de detecção de irregularidades em larga escala, segundo a agência. A ANTT apresenta o CIOT como ferramenta para bloquear fretes irregulares já no momento da contratação, antes que os veículos saiam em viagem.

    Origem e transformação em lei

    A norma sancionada nesta quarta-feira resulta da conversão em lei de uma medida provisória publicada em março. Com a sanção, as regras deixam de ter caráter provisório e passam a integrar o ordenamento jurídico de forma permanente, conforme informado pela Agência Brasil.

    As informações sobre o funcionamento do CIOT, a exigência antes do início da viagem, a vinculação ao Manifesto Eletrônico de Documentos Fiscais e a previsão de fiscalização automática foram divulgadas pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e reportadas pela Agência Brasil.

    Fontes: Agência Brasil e Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).

  • CBF confirma suspensão das competições durante a Copa do Mundo Feminina de 2027

    CBF confirma suspensão das competições durante a Copa do Mundo Feminina de 2027

    A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) comunicou formalmente aos clubes que as competições profissionais organizadas pela entidade serão paralisadas durante a realização da Copa do Mundo Feminina de 2027, que terá sede no Brasil. O aviso foi emitido por ofício e confirmado pela Agência Brasil.

    Período e torneios afetados

    Segundo a CBF, a interrupção ocorrerá por 31 dias, entre 24 de junho e 25 de julho de 2027. A pausa abrangerá todos os torneios femininos organizados pela entidade, as Séries A e B do Campeonato Brasileiro masculino e as Copas do Brasil nos dois naipes. A confederação já havia sinalizado essa possibilidade em correspondência enviada aos clubes em 2024 e voltou a tratar do assunto durante a divulgação do calendário para o ciclo 2026–2029.

    Cidades-sede e disponibilidade de estádios

    O Mundial feminino terá oito cidades-sede no país: Belo Horizonte, Brasília, Fortaleza, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo. Todas elas foram utilizadas também na Copa do Mundo masculina de 2014, conforme a CBF. As sedes e alguns outros locais escolhidos ficarão à disposição da Federação Internacional de Futebol (Fifa) nas semanas que antecederem e durante a competição, o que impede a realização de partidas de outras competições nesses estádios.

    A Fifa divulgou em abril uma relação inicial com 38 locais aprovados para servir como bases das 32 seleções participantes, entre estádios e centros de treinamento. A CBF informou que a cessão de estádios e demais ajustes no calendário são condições a serem observadas pelo país-sede para receber o evento.

    Antecedentes recentes de ajustes no calendário

    Nos anos anteriores a entidade brasileira já fez mudanças no calendário por causa de torneios internacionais. Em 2025, por exemplo, a Série A do Brasileirão foi interrompida entre 13 de junho e 11 de julho devido à participação de clubes brasileiros em competições internacionais masculinas, especificamente a Copa do Mundo de Clubes realizada nos Estados Unidos.

    Em 2026, a CBF promoveu uma pausa de cerca de 50 dias por conta da Copa do Mundo que ocorreu em Estados Unidos, Canadá e México. Naquele ano, a paralisação incluiu as três divisões do Campeonato Brasileiro Feminino, enquanto as Séries B, C e D do futebol masculino mantiveram a programação normal.

    Datas e informações ainda pendentes

    Embora a CBF tenha ratificado a paralisação para o período de 24 de junho a 25 de julho de 2027, a entidade informou que as datas específicas referentes às competições em 2027 ainda serão divulgadas. Clubes e organizadores terão, portanto, acesso a cronogramas detalhados apenas quando a CBF publicar o calendário correspondente ao ano do Mundial.

    Impactos operacionais e logística

    De acordo com a CBF, a indisponibilidade dos estádios escolhidos pela Fifa é o principal motivo que inviabiliza a realização de jogos de outras competições durante as semanas anteriores e ao longo do torneio. Além dos estádios-sede, outros locais e centros de treinamento também foram selecionados para funcionar como bases das seleções, o que exige coordenação entre clubes, federações e autoridades locais.

    As confirmações e ajustes no calendário têm precedentes em anos de competições internacionais, quando a CBF alterou datas e formatos para acomodar compromissos de clubes e seleções. A entidade afirmou os termos da paralisação aos clubes por meio de ofício, e o anúncio foi registrado pela Agência Brasil.

  • Inmet e Defesa Civil emitiram alertas por tempestades com ventos de até 100 km/h no Rio Grande do Sul

    Inmet e Defesa Civil emitiram alertas por tempestades com ventos de até 100 km/h no Rio Grande do Sul

    O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) e a Defesa Civil do Rio Grande do Sul emitiram alertas sobre a possibilidade de tempestades severas no estado entre quinta-feira, 6 de agosto, e sexta-feira, 7 de agosto. As informações divulgadas apontam para risco elevado de ventos fortes, chuva intensa e queda de granizo que devem afetar grande parte do território gaúcho.

    Alerta do Inmet

    O Inmet colocou grande parte do Rio Grande do Sul em alerta vermelho — o grau máximo do sistema de avisos do instituto — com exceção das regiões norte e nordeste. Esse nível é acionado em cenários que preveem chuva superior a 60 milímetros por hora ou acima de 100 milímetros em 24 horas, ventos com velocidade superior a 100 km/h e ocorrência de granizo.

    Segundo o instituto, condições como essas elevam o risco de danos a edificações, interrupção no fornecimento de energia elétrica, prejuízos em plantações, queda de árvores, alagamentos e transtornos para o transporte rodoviário.

    Alerta da Defesa Civil do RS

    A Defesa Civil estadual emitiu aviso laranja para quase todo o Rio Grande do Sul, exceto uma pequena área ao norte localizada entre os municípios de Erechim, Vacaria e São José dos Ausentes. O nível laranja indica alerta para tempestades severas e risco de tornados.

    O órgão detalhou que, entre a tarde e a noite de quinta-feira, há probabilidade de tempestades severas em grande parte do estado, com rajadas que podem superar 100 km/h, queda acentuada de granizo e chuva muito intensa em pontos isolados. A previsão de acumulados foi estimada entre 10 mm e 60 mm por dia, com locais específicos chegando a 100 mm.

    Por que isso está ocorrendo

    As mudanças no tempo foram atribuídas à passagem de uma frente fria vinda do Sul combinada com a formação de um ciclone bomba sobre o oceano, na altura do Uruguai. O fenômeno — também chamado de ciclogênese explosiva — envolve uma queda de pressão muito rápida e acentuada em até 24 horas quando massas de ar frio e quente interagem.

    Riscos previstos

    • Danos em edificações e estruturas;
    • Interrupção no fornecimento de energia elétrica;
    • Prejuízos em lavouras e plantações;
    • Queda de árvores e galhos;
    • Alagamentos e transtornos no transporte rodoviário;
    • Possibilidade de tornados e queda de granizo em áreas pontuais.

    Como receber alertas e recomendações

    O Ministério da Integração e Desenvolvimento Regional orientou a população a acompanhar os sistemas de aviso de emergência da Defesa Civil por meio de noticiários na internet, rádio e televisão. Para receber mensagens diretamente no celular, o ministério informou que é possível enviar um SMS com o CEP para 40199 ou mandar mensagem via WhatsApp para o número (61) 2034-4611.

    As autoridades responsáveis pedem atenção aos comunicados oficiais e às orientações das equipes de Defesa Civil locais para reduzir riscos e adotar medidas de proteção em frente a possíveis danos materiais e riscos à segurança.

    As informações deste texto são baseadas em comunicado da Agência Brasil, com dados do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), da Defesa Civil do Rio Grande do Sul e do Ministério da Integração e Desenvolvimento Regional.

  • Copom reduz Selic para 14% e entidades avaliam corte como insuficiente para alavancar indústria

    Copom reduz Selic para 14% e entidades avaliam corte como insuficiente para alavancar indústria

    O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) anunciou, na quarta-feira (5), a redução de 0,25 ponto percentual na Taxa Selic, que passou de 14,25% para 14% ao ano. Este é o quarto corte consecutivo desde o início do ciclo de flexibilização da taxa básica de juros.

    Justificativa do Banco Central e ambiente externo

    Segundo o BC, o ajuste gradual de 0,25 ponto é compatível com a estratégia de convergência da inflação para o redor da meta no próximo período. O comunicado do Comitê também ressaltou fatores de risco externos, citando a indefinição sobre os conflitos armados no Oriente Médio e a incerteza sobre a trajetória da política monetária em algumas economias avançadas.

    Críticas de entidades empresariais e impacto na indústria

    Organizações do setor produtivo receberam favoravelmente a continuidade do ciclo de redução dos juros, mas avaliaram que o nível atual ainda impõe restrições significativas à atividade econômica.

    A Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) destacou que, apesar do sinal positivo do movimento, a Selic permanece elevada, o que mantém o custo do crédito alto e atrasa investimentos. A entidade observou que o elevado custo de capital dificulta a modernização produtiva e limita a produtividade e a competitividade das empresas; citou também que a indústria de transformação cresceu apenas 0,4% no primeiro semestre do ano, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

    A Confederação Nacional da Indústria (CNI) afirmou que os juros se mantêm em patamar restritivo há 55 meses e apontou que a Selic está 3,6 pontos percentuais acima da taxa calculada com base na Regra de Taylor, estimada em 10,4% segundo a própria referência mencionada. A CNI destacou ainda que a taxa de juros real, de cerca de 10%, supera substancialmente a taxa de equilíbrio estimada pelo Banco Central, de 5%, o que, na avaliação da confederação, indica espaço para cortes mais expressivos sem comprometer o controle da inflação.

    Posição de sindicatos e avaliação do mercado

    Entre as organizações de trabalhadores, a Força Sindical classificou a redução de 0,25 ponto como insuficiente. A central sindical declarou que juros altos encarecem o crédito, reduzem investimentos, desestimulam o consumo e prejudicam a geração de empregos, afirmando que houve perda de oportunidade para uma redução mais acentuada que poderia impulsionar o setor produtivo.

    No mercado, o gestor de portfólio da Oby Capital, Camilo Cavalcanti, avaliou que o Copom manteve uma mensagem de que a magnitude total do ciclo de cortes será definida conforme novos dados, sem compromisso prévio. Cavalcanti ressaltou que o comunicado passou a citar explicitamente a desancoragem das expectativas e os riscos elevados ao redor do cenário-base como justificativa para “serenidade e cautela”, abrindo espaço tanto para continuidade do corte na próxima reunião quanto para uma possível pausa, dependendo da evolução dos indicadores.

    Principais pontos apontados por autoridades e entidades

    • Redução da Selic em 0,25 ponto percentual, para 14% ao ano (Copom/BC).
    • Décimo quarto corte consecutivo? (correction: trata-se do quarto corte consecutivo conforme comunicado do Copom).
    • BC afirma que ajuste é compatível com convergência da inflação à meta.
    • Firjan e CNI consideram o patamar ainda restritivo; CNI cita diferença em relação à Regra de Taylor e à taxa de equilíbrio estimada pelo BC.
    • Força Sindical classifica o corte como insuficiente e aponta impacto sobre emprego e consumo.
    • Analistas de mercado veem possibilidade de continuidade do ciclo, mas com cautela diante de riscos e da evolução das expectativas.

    Próximos passos e incertezas

    O Copom deixou implícito que a continuidade do ciclo de cortes dependerá da evolução dos dados econômicos e das expectativas. A presença de riscos externos, mencionada pelo BC, e a preocupação com a desancoragem de expectativas foram citadas como argumentos para uma postura mais cautelosa na condução da política monetária.

    As reações das entidades apontam para um debate sobre o ritmo e a profundidade dos cortes: enquanto setores produtivos e sindicatos pedem reduções mais expressivas para baratear o crédito e estimular investimentos e consumo, o Banco Central e parte do mercado enfatizam a necessidade de acompanhar dados futuros e a evolução das expectativas de inflação.

    As informações desta reportagem foram baseadas em nota da Agência Brasil e nos comunicados e declarações citados por Firjan, CNI, Força Sindical e Oby Capital.

  • Ideb 2025 registra maior avanço acumulado em 20 anos na educação básica

    Ideb 2025 registra maior avanço acumulado em 20 anos na educação básica

    O Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) de 2025 apresentou a maior evolução acumulada em duas décadas e registrou, em todas as três etapas avaliadas, os maiores valores desde o início da série histórica, em 2005. As informações foram divulgadas pelo Ministério da Educação (MEC) em 5 de agosto de 2026.

    Resultados gerais e metodologia

    O Ideb combina medidas de proficiência em língua portuguesa e matemática, obtidas pelo Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb), com as taxas de aprovação extraídas do Censo Escolar. Os indicadores são divulgados bienalmente. Segundo o MEC, a evolução observada em 2025 reflete crescimento contínuo das médias de proficiência e redução das reprovações.

    Desempenho por etapa e pela rede pública

    No conjunto das etapas, o ensino médio subiu de 4,3 em 2023 para 4,5 em 2025, mas continua aquém da meta definida para a etapa, que é 5,2 — objetivo este não atingido desde 2013. Na rede pública, os anos iniciais do ensino fundamental passaram de 5,7 para 6,1 entre 2023 e 2025. Os anos finais registraram avanço de 4,7 para 5,0 no mesmo período, e o ensino médio público foi de 4,1 para 4,3.

    Desempenho por estados e municípios

    Todos os estados e o Distrito Federal apresentaram resultados superiores nos anos iniciais do ensino fundamental ao comparar 2025 com 2023. No ranking regional dos anos iniciais, os melhores índices foram do Paraná (6,9), Ceará (6,8) e empate entre Espírito Santo, Minas Gerais e Goiás (6,4).

    Nos anos finais (6º ao 9º ano), 24 unidades da Federação melhoraram: Paraná (5,9), Ceará (5,7), Goiás (5,7), Minas Gerais (5,5) e Espírito Santo (5,4) tiveram os maiores índices. No ensino médio, 23 estados evoluíram; o Paraná manteve a maior nota (5,1). O Distrito Federal foi a única unidade federativa com queda no indicador da etapa final.

    Em termos municipais, o Inep divulgou evolução nos anos iniciais: em 2005, 4.110 municípios tinham Ideb de até 4,9; esse número caiu para 1.097 em 2023 e para 442 em 2025. A secretária de Educação Básica do MEC, Kátia Schweickardt, observou que mais de 400 municípios ainda estão abaixo de 5, mas a maioria desse grupo apresentou avanços relevantes.

    Desafios apontados e medidas anunciadas

    O ministro da Educação, Leonardo Barchini, relacionou a melhora dos indicadores a maior acesso à escola, diminuição das reprovações e ganhos de aprendizagem. Ainda assim, ele destacou a necessidade de um “novo salto” focado na melhoria da aprendizagem.

    Especialistas ressaltam que os anos finais do ensino fundamental e o ensino médio representam desafios maiores para progressos no Ideb. Felipe Proto, vice-presidente de Educação da Fundação Lemann, afirmou que o avanço foi mais lento nos anos finais do que nos anos iniciais, possivelmente por acúmulo de defasagens quando conhecimentos básicos não são consolidados. Proto também apontou mudanças no cotidiano escolar — como o aumento do número de professores por disciplina — que podem dificultar vínculos e a progressão de aprendizagem nessa fase.

    O MEC informou que os municípios com desempenho abaixo da média receberão assistência técnica individualizada. Kátia Schweickardt mencionou a mobilização de mais de 9 mil articuladores que atuarão em colaboração com estados e municípios para realizar autodiagnósticos e entender as especificidades locais.

    Próximos passos e planejamento do Ideb

    O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), responsável pelo cálculo do Ideb, aguardou a sanção do novo Plano Nacional de Educação (2026–2036), aprovada em abril, para planejar metas do próximo ciclo. O presidente do Inep, Manuel Palacios, informou que uma proposta sobre o ciclo seguinte deve ser apresentada em outubro. O ministro Barchini antecipou que o novo ciclo terá ênfase em aprendizagem e equidade.

    O Ideb de 2025 avaliou 14,5 milhões de estudantes nos anos iniciais do ensino fundamental, 11,2 milhões nos anos finais e 7,3 milhões no ensino médio, segundo o Inep. A divulgação dos resultados foi feita pelo Ministério da Educação e reportada pela Agência Brasil.

  • Cruzeiro e Grêmio avançam às quartas da Copa do Brasil

    Cruzeiro e Grêmio avançam às quartas da Copa do Brasil

    Dois dos três maiores vencedores da Copa do Brasil seguem vivos na edição deste ano. Nesta quarta-feira (5), Cruzeiro e Grêmio confirmaram classificação às quartas de final ao vencerem Chapecoense e Mirassol, respectivamente, segundo apurou a Agência Brasil.

    Cruzeiro elimina Chapecoense com dois gols no Mineirão

    No Mineirão, o Cruzeiro, maior campeão da competição com seis títulos, bateu a Chapecoense por 2 a 0. O primeiro gol saiu aos 45 minutos do primeiro tempo: Fabrício Bruno cruzou pela direita, Matheus Henrique cabeceou e, após defesa do goleiro Anderson, o volante marcou no rebote. A reportagem registra que Matheus Henrique foi atingido pelo zagueiro Doma no momento da finalização e comemorou com sangue no rosto.

    Na etapa final, aos 40 minutos, Kaio Jorge assegurou a vaga ao sofrer pênalti e converter a cobrança. Cerca de 32 mil torcedores acompanharam a partida no Mineirão. O Cruzeiro alcança as quartas de final pela terceira vez desde seu último título, em 2018.

    Grêmio volta às quartas ao vencer Mirassol em Porto Alegre

    Em Porto Alegre, o Grêmio, dono de cinco títulos da Copa do Brasil, derrotou o Mirassol por 1 a 0 na Arena do Grêmio. O gol que definiu o jogo saiu aos 36 minutos do primeiro tempo, quando Cristian Pavón cobrou falta com precisão e abriu o placar para o Tricolor.

    O encontro de volta entre as equipes havia terminado empatado em 1 a 1 no domingo (2), em Mirassol. Na história recente do confronto, aquele empate foi a primeira vez em que o Grêmio não saiu derrotado; antes, o Leão Caipira havia vencido as quatro partidas anteriores.

    O Mirassol chegou a ter um gol anulado aos 27 minutos do segundo tempo: após cruzamento, André Luís ajeitou e Bruno Santos concluiu, mas a arbitragem sinalizou toque de mão de André Luís, anulando a jogada. A vitória gremista representou a primeira vitória do clube em seis jogos na temporada; o último triunfo havia ocorrido em 23 de maio, contra o Santos.

    Outros classificados e próxima fase

    Antes dos jogos de quarta, outros dois clubes já haviam assegurado vaga nas quartas. Na terça-feira (4), o Santos venceu o Remo por 1 a 0 no Mangueirão, em Belém, com assistência de Neymar para Rony aos 28 minutos do segundo tempo. O Remo havia jogado a maior parte do tempo com um jogador a menos devido à expulsão do zagueiro Marllon aos 27 minutos do primeiro tempo.

    O Atlético-MG também se classificou ao vencer o Juventude por 1 a 0 fora de casa, no Estádio Alfredo Jaconi, em Caxias do Sul. O gol da classificação do Galo foi marcado por Alan Minda no último lance da partida, aos 49 minutos do segundo tempo. Na partida de ida entre as equipes, disputada no sábado anterior, as equipes haviam empatado sem gols na Arena MRV, em Belo Horizonte.

    O sorteio dos confrontos das quartas de final será realizado na terça-feira (11), às 11h, na sede da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro. As partidas das quartas estão previstas para os dias 26 de agosto e 3 de setembro, conforme informações divulgadas pela reportagem da Agência Brasil.

    Observações e contexto

    • O Cruzeiro avançou às quartas pela terceira vez desde seu título em 2018.
    • O Grêmio não alcançava as quartas desde 2023 e voltou a vencer após seis jogos nesta temporada.
    • Informações sobre horários e datas do sorteio e dos jogos são da CBF, conforme noticiado pela Agência Brasil.
  • STF inicia julgamento sobre constitucionalidade da Lei das Contravenções Penais

    STF inicia julgamento sobre constitucionalidade da Lei das Contravenções Penais

    O Supremo Tribunal Federal (STF) iniciou nesta quarta-feira (5) o julgamento sobre a constitucionalidade da Lei das Contravenções Penais, norma em vigor desde 1941, quando foi sancionada pelo então presidente Getúlio Vargas. O tema foi levado ao plenário por meio de recurso do Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) contra decisão da Justiça estadual, que entendeu que a lei não foi recepcionada pela Constituição de 1988, segundo levantamento feito pela Agência Brasil.

    O caso e o dispositivo em debate

    O processo em julgamento trata de um caso concreto: a condenação de um homem por manter três máquinas caça-níqueis em seu estabelecimento comercial. O cerne da disputa no STF é o artigo 50 da Lei das Contravenções Penais, que define como contravenção a exploração de jogos de azar em local público, incluindo dispositivos como caça-níqueis.

    Além da tipificação, a norma prevê sanções pecuniárias: multa de R$ 2 mil para o explorador e multas que variam até R$ 200 mil para quem participa do jogo na condição de apostador, conforme complementa a peça legal analisada no plenário.

    Sustentações orais e o voto do relator

    Na sessão desta quarta o plenário ouviu as sustentações orais das partes e a primeira parte do voto do relator, ministro Luiz Fux. Ao iniciar seu voto, Fux afirmou que a análise tem relação com a preservação do equilíbrio entre direitos do cidadão e a aplicação do direito penal: “Não estamos tratando de apostadores. A relevância da questão é sobre a eficácia da recepção ou não em relação à tipicidade da exploração ou não de jogos de azar”, disse o ministro, segundo registro da Agência Brasil.

    Durante as sustentações, a procuradora do MPRS, Flávia Raphael Mallmann, defendeu que há interesse público em coibir a exploração dos jogos de azar, apontando efeitos sociais e econômicos adversos dessa atividade, como superendividamento e vício em apostas. Em suas palavras, os argumentos do Ministério Público seriam reforçados pela evolução do conhecimento científico acerca dos impactos decorrentes da exploração indiscriminada dos jogos de azar.

    Também participou da sessão o procurador-geral da República, Paulo Gonet, que defendeu a manutenção da aplicação da lei. Segundo ele, a punição contra a exploração ilegal de jogos deve continuar válida mesmo após a edição de normas que autorizaram apostas on-line: “Esse artigo é importante para coibir atividades que não são autorizadas”, afirmou.

    Próximos passos no STF

    O julgamento foi interrompido após a apresentação da primeira parte do voto do relator e será retomado nesta quinta-feira (6), quando a Corte deve prosseguir com a análise e eventuais votos dos demais ministros. A questão em pauta é exclusivamente jurídica e institucional: decidir se o artigo 50 da Lei das Contravenções Penais foi ou não recepcionado pela Constituição de 1988, conforme consta no processo relatado no plenário do STF.

    Os argumentos apresentados no plenário, segundo a cobertura da Agência Brasil, enfatizaram tanto a proteção do interesse público contra a exploração de jogos quanto a necessidade de avaliar os limites do direito penal diante de alterações normativas e evolução científica sobre os efeitos sociais dos jogos.

    A decisão do Supremo terá efeito sobre a aplicação da lei em processos similares e sobre a interpretação do papel do direito penal diante de atividades de jogo, mas o resultado final só será conhecido após a conclusão do julgamento e eventual publicação do acórdão.

  • ANAMT pede que empresas facilitem vacinação de trabalhadores contra o sarampo após casos em São Paulo

    ANAMT pede que empresas facilitem vacinação de trabalhadores contra o sarampo após casos em São Paulo

    Após a confirmação de 16 casos de sarampo no estado de São Paulo, a Associação Nacional de Medicina do Trabalho (ANAMT) publicou um alerta reforçando a necessidade de ampliar a vacinação entre trabalhadores e reduzir o risco de surtos em locais de trabalho e nas comunidades onde esses profissionais vivem. As informações foram divulgadas pela Agência Brasil.

    Pedido às empresas: facilitar vacinação e informar com evidência

    A ANAMT pediu que empregadores adotem medidas para facilitar o acesso dos profissionais aos pontos de vacinação e promovam campanhas educativas com conteúdo baseado em evidências científicas. A entidade entende que ações empresariais que reduzam barreiras — como flexibilizar horários para ir a postos de saúde ou divulgar informações claras sobre como e onde se vacinar — podem contribuir para manter alta cobertura vacinal na população ativa.

    Contexto epidemiológico e importância da vacina

    O sarampo é uma doença altamente transmissível cuja prevenção depende principalmente da vacinação. Embora o Brasil tenha recuperado, em 2024, a certificação de eliminação da circulação endêmica do vírus, continuam a ocorrer casos importados e surtos localizados. Segundo a Agência Brasil, neste ano já foram confirmados 19 registros de sarampo no país, informação que reforça a necessidade de manter coberturas vacinais elevadas.

    Quem deve se vacinar: esquema conforme o Programa Nacional de Imunizações

    De acordo com as recomendações divulgadas, a principal vacina contra o sarampo é a tríplice viral, que também protege contra caxumba e rubéola, disponível gratuitamente nas Unidades Básicas de Saúde (UBS). O calendário do Programa Nacional de Imunizações (PNI) prevê aplicação da tríplice viral aos 12 meses de idade e da vacina tetra viral aos 15 meses, que inclui proteção contra varicela.

    Para pessoas fora da infância, o PNI orienta o seguinte: todas as pessoas entre 1 e 29 anos que não tenham comprovante de duas doses devem iniciar ou completar o esquema básico com duas doses. Para o grupo de 30 a 59 anos, a vacinação de quem não tem histórico vacinal comprovado é feita com uma dose. A ANAMT ressalta, porém, que trabalhadores da saúde precisam comprovar duas doses da vacina independentemente da faixa etária, dada a maior exposição ocupacional.

    • Dose zero: em situações específicas definidas por autoridades sanitárias — como bloqueios vacinais, varreduras em áreas delimitadas ou viagens para locais com surto ativo — crianças entre 6 meses e 11 meses e 29 dias podem receber uma “dose zero”; essa dose não substitui as doses do calendário regular.
    • Contraindicações: gestantes, crianças menores de 6 meses, pessoas com imunossupressão grave e indivíduos com histórico de reação alérgica grave a componentes da vacina não devem receber a imunização.

    Orientações para médicos do trabalho

    A ANAMT também chamou a atenção dos médicos do trabalho para que, durante consultas ocupacionais — incluindo exames admissionais, periódicos, de retorno ao trabalho ou demissionais — orientem os colaboradores sobre a importância da vacina e esclareçam dúvidas relativas ao esquema vacinal. A recomendação aponta para atenção especial a profissionais da saúde e a outros grupos com maior risco de exposição.

    A entidade sugere que a verificação do comprovante vacinal passe a integrar a rotina ocupacional, incentivando trabalhadores que não tenham registro a procurar uma unidade básica de saúde para receber a vacina adequada.

    Próximos passos e papel das empresas

    Com base nas orientações da ANAMT divulgadas pela Agência Brasil, empresas são convidadas a facilitar medidas práticas, como concessão de tempo para vacinação, divulgação de informações oficiais sobre locais e horários de vacinação e parceria com serviços de saúde para campanhas internas. Essas ações visam reduzir lacunas vacinais entre trabalhadores e diminuir a probabilidade de transmissão em ambientes profissionais.

    Ao combinar verificação de histórico vacinal, informação baseada em evidência e facilitação do acesso às doses, empregadores e serviços de saúde ocupacional podem contribuir para a manutenção da eliminação da circulação endêmica do vírus no país, mantendo a população protegida frente a casos importados e surtos localizados.