Tag: Rio de Janeiro

  • Explosão em prédio de Copacabana deixa quatro feridos e causa interdições parciais

    Explosão em prédio de Copacabana deixa quatro feridos e causa interdições parciais

    O Corpo de Bombeiros foi acionado no final da tarde de quarta-feira (19) após uma explosão em um prédio residencial na Rua Sá Ferreira, 44, em Copacabana, zona sul do Rio de Janeiro. Equipes do Quartel de Copacabana atenderam a ocorrência e conduziram a retirada dos moradores do edifício.

    Evacuação e socorro às vítimas

    Segundo informações divulgadas pela corporação e pela Defesa Civil, todo o prédio, que tem 13 pavimentos além do subsolo, foi evacuado para garantir a segurança dos moradores. Ao todo, foram esvaziados 150 apartamentos enquanto as equipes faziam a checagem estrutural.

    Quatro pessoas foram socorridas pelos bombeiros com ferimentos classificados entre leves e moderados. Duas das vítimas foram encaminhadas ao Hospital Municipal Miguel Couto, na Gávea, zona sul do Rio, para atendimento médico. O estado de saúde detalhado dos feridos não foi divulgado pela corporação na nota original da Agência Brasil.

    Avaliação da estrutura e interdições

    A Defesa Civil do município foi acionada para inspecionar o imóvel após a explosão. Após a vistoria, os técnicos concluíram que o edifício não apresenta risco de desabamento, mas mantiveram interdições em áreas afetadas pelo incidente.

    Foram interditados parcialmente a garagem e dois apartamentos que sofreram abalos no segundo andar. Essas restrições foram aplicadas para permitir novos levantamentos e garantir a segurança dos moradores enquanto se apuram as circunstâncias do episódio.

    Apuração das causas

    De acordo com a Agência Brasil, a Polícia Civil foi acionada para investigar as causas da explosão. Até o momento, não foram divulgadas conclusões preliminares sobre o que provocou o evento, nem informações sobre possíveis responsabilidades.

    O tenente-coronel Fábio Contreras, porta-voz do Corpo de Bombeiros, informou que a evacuação de todos os apartamentos foi necessária para que as equipes tivessem certeza de que não havia risco de colapso estrutural. Ele informou também que a Defesa Civil realizou a avaliação e liberou o local com interdições parciais.

    Medidas adotadas e próximos passos

    As ações imediatas incluíram a retirada dos moradores, o atendimento às vítimas e a avaliação técnica da edificação pela Defesa Civil. A investigação da Polícia Civil deverá esclarecer a origem da explosão e se haverá necessidade de novas medidas de segurança ou responsabilizações.

    Informações adicionais, como laudos técnicos, relatórios médicos das vítimas ou data para eventual liberação total das áreas interditadas, não foram divulgadas na matéria original da Agência Brasil no momento da publicação.

    Fonte

    Reportagem baseada em informações da Agência Brasil.

  • Atriz Glória Menezes morre aos 91 anos no Rio de Janeiro

    Atriz Glória Menezes morre aos 91 anos no Rio de Janeiro

    A atriz Glória Menezes morreu nesta terça-feira (18) em sua residência no Rio de Janeiro, aos 91 anos, segundo informação publicada pela Agência Brasil. A família ainda não informou a causa do óbito nem divulgou detalhes sobre o velório.

    Trajetória artística

    Nascida Nilcedes Soares de Magalhães, em Pelotas (RS), em 1934, Glória Menezes iniciou a carreira no teleteatro da extinta TV Tupi e estreou em novela em 1959, com Um Lugar ao Sol. Ao longo de mais de seis décadas, participou de cerca de 40 produções televisivas e também trabalhou no teatro e no cinema.

    No cinema, integrou o elenco do filme O Pagador de Promessas, ao lado de Leonardo Villar, obra que foi premiada no Festival de Cannes em 1962. Na televisão, destacou-se em títulos que fizeram sucesso junto ao público, entre os quais Irmãos Coragem, Brega & Chique, Rainha da Sucata, Páginas da Vida e A Favorita.

    Parceria pessoal e profissional

    Em 1963, durante a exibição da novela 2-5499 Ocupado — apontada como a primeira telenovela diária do país — Glória Menezes trabalhou com o ator Tarcísio Meira. Os dois se casaram nesse mesmo ano e mantiveram uma longa união, tanto pessoal quanto artística, atuando juntos em diversos projetos televisivos, como Sangue e Areia, Rosa Rebelde, Espelho Mágico e Guerra dos Sexos.

    O casal permaneceu casado por 59 anos, até a morte de Tarcísio Meira, em 12 de agosto de 2021, em decorrência de covid-19, conforme registro da imprensa. Glória Menezes teve filhos de uniões diferentes: Maria Amélia e João Paulo, de uma relação anterior, e Tarcísio Filho, fruto do casamento com Meira.

    Últimos trabalhos e presença na mídia

    Menezes continuou atuando no teatro e no cinema até os anos 2000. Um de seus papéis mais recentes na televisão foi na novela Totalmente Demais, em 2015, quando interpretou a personagem Stelinha. Sua carreira abrangeu personagens variados, incluindo mocinhas e vilãs, e atravessou gerações de espectadores e profissionais da dramaturgia brasileira.

    Repercussão e legado

    Em nota citada pela Agência Brasil, o governador em exercício do Rio de Janeiro, desembargador Ricardo Couto, afirmou que a perda da atriz entristece a cultura e as artes do país, destacando a trajetória de mais de seis décadas de Menezes nos palcos, no cinema e na televisão. Couto também ressaltou a versatilidade da atriz e seu papel na formação da memória cultural brasileira.

    O Ministério da Cultura também divulgou mensagem de pesar, lembrando que a carreira de Glória Menezes atravessou momentos fundamentais da história da televisão, do teatro e do cinema no Brasil, e afirmando que ela deixa um legado importante para a dramaturgia e para a memória cultural do país.

    Até a publicação desta reportagem, a família não havia informado detalhes sobre as cerimônias fúnebres. A Agência Brasil é a fonte das informações fundamentais sobre o falecimento e as manifestações oficiais divulgadas.

    O que se sabe até o momento

    • Data do falecimento: 18 de agosto de 2026, em sua casa no Rio de Janeiro.
    • Idade: 91 anos.
    • Causa da morte: não divulgada pela família.
    • Velório: local não informado pela família até o momento.
    • Carreira: mais de seis décadas, cerca de 40 produções televisivas, trabalhos em teatro e cinema.

    Esta reportagem baseia-se nas informações levantadas e divulgadas pela Agência Brasil.

  • Governo do Rio diz que dívida bancária soma R$ 26 bilhões e busca reestruturação

    Governo do Rio diz que dívida bancária soma R$ 26 bilhões e busca reestruturação

    O governo do Rio de Janeiro informou, em 18 de agosto de 2026, que possui cerca de R$ 26 bilhões em dívidas junto a instituições financeiras e que busca renegociar esse passivo para aliviar o custo financeiro do Estado. A informação foi divulgada pelo governador em exercício, Ricardo Couto, após uma reunião em Brasília com o ministro da Fazenda, Dario Durigan, segundo reportagem da Agência Brasil.

    Negociações com a União e com bancos

    De acordo com o governador em exercício, a intenção é promover um reescalonamento das dívidas com juros mais baixos e reorganizar as contas públicas. Couto destacou que a negociação não se limita à adesão do Estado ao Propag, programa federal destinado a renegociar débitos com a União, mas abrange também o débito com bancos e demais instituições financeiras.

    Condições da renegociação e apoio federal

    O governo do Rio afirmou que a União tem acompanhado o processo de forma positiva. Couto disse ainda que a proposta em discussão não exigirá nova garantia do Tesouro Nacional: segundo ele, não será necessária uma nova cobertura federal para viabilizar a realocação das dívidas. O Executivo estadual planeja também buscar o apoio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) nas etapas seguintes da reorganização financeira.

    Dívida com a União: resultado do Propag e contrapartidas

    Além do passivo bancário, o Estado já negociou sua dívida com a União no âmbito do Propag. Conforme dados apresentados pelo governo federal, com a adesão ao programa a dívida do Rio com a União foi reduzida de R$ 210 bilhões para R$ 168,5 bilhões. As parcelas mensais passaram de R$ 436 milhões para R$ 119 milhões e o prazo de pagamento foi estendido até 2056.

    Outra mudança no acordo com a União foi a retirada dos juros reais: a correção do saldo passa a ser feita apenas pela inflação medida pelo IPCA. Para se qualificar às condições do Propag, o estado comprometeu-se a reduzir 20% do total devido à União e aceitou que recursos previstos ao Estado pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento Regional (FNDR) fiquem retidos pelo governo federal até 2048. O estado também deverá destinar 1% do saldo devedor a áreas como educação, infraestrutura e segurança.

    Situação da Refit e investigações relacionadas

    Questionado sobre a possibilidade de ter tratado, na reunião com o ministro, a situação da refinaria Refit, apontada como uma das principais devedoras, Couto não respondeu. A reportagem lembra que o Grupo Refit, dono da antiga Refinaria de Manguinhos, é citado pela Receita Federal como o maior devedor contumaz do país, com débitos tributários superiores a R$ 26 bilhões perante a União e estados. O grupo tem sido alvo de operações e investigações por suspeitas que incluem sonegação fiscal estruturada e lavagem de dinheiro.

    Em 2025 e 2024, operações como a Poço de Lobato e a Carbono Oculto investigaram supostas fraudes fiscais e práticas de ocultação de patrimônio envolvendo o grupo, conforme informações mencionadas pela Agência Brasil.

    Próximos passos e contexto recente

    Segundo a Agência Brasil, a reunião entre Couto e o ministro Dario Durigan ocorreu no fim da tarde e tratou das alternativas para reestruturar os débitos estaduais. Durigan chegou a cancelar compromissos em São Paulo para participar da agenda em Brasília. O objetivo declarado pelo governo do Rio é reorganizar o passivo total, incluindo tanto o montante negociado via Propag quanto a dívida com instituições financeiras.

    Dados oficiais citados na reportagem mostram também que, desde 2016, a União já pagou cerca de R$ 47 bilhões em dívidas do Rio de Janeiro que não foram quitadas pelo Estado. A discussão em curso envolve prazos, formatos de realocação das obrigações e fontes de apoio, sem previsão divulgada de novos instrumentos de garantia por parte do Tesouro Nacional.

  • Anac suspende quatro empresas de voos panorâmicos no Rio após intensificação de fiscalizações

    Anac suspende quatro empresas de voos panorâmicos no Rio após intensificação de fiscalizações

    A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) informou, em coletiva na sede do Centro de Operações e Resiliência (COR) do Rio de Janeiro, que suspendeu os serviços de quatro empresas que ofereciam voos panorâmicos na cidade. O anúncio ocorreu nesta terça-feira (18) e faz parte de uma série de fiscalizações reforçadas solicitadas pela prefeitura do Rio após acidentes recentes com helicópteros.

    Fiscalização e suspensões

    Segundo a Anac, há 12 empresas autorizadas a operar voos panorâmicos no Rio de Janeiro, usando 46 aeronaves. Das 12 operadoras, nove já foram fiscalizadas e quatro tiveram seus serviços suspensos. Entre as 46 aeronaves, 18 passaram por inspeção e nove foram proibidas de voar.

    As ações envolveram auditorias dos Sistemas de Gerenciamento da Segurança Operacional (SGSO), verificação do cumprimento de procedimentos operacionais e inspeções técnicas nas aeronaves. A agência destacou que as fiscalizações continuarão enquanto persistirem as investigações e o monitoramento do setor.

    Motivação e contexto dos acidentes

    A intensificação das ações de fiscalização ocorreu após pedidos da prefeitura, motivados por acidentes com helicópteros na capital fluminense nos últimos meses. O prefeito do Rio destacou que, desde janeiro, ocorreram 13 mortes em acidentes envolvendo helicópteros na cidade, número que motivou o reforço nas inspeções.

    Entre os episódios citados pela administração municipal está a queda de um helicóptero na Floresta da Tijuca, em 8 de agosto, que matou três turistas chilenas e o piloto. Em 14 de junho, outro acidente — uma colisão entre aeronaves no ar — provocou a queda de dois helicópteros no Recreio dos Bandeirantes, com seis vítimas fatais.

    Medidas anunciadas e revisão regulatória

    O diretor-presidente da Anac, Tiago Chagas Faierstein, afirmou que a agência vai manter fiscalizações constantes e ampliará a atuação sobre operações de táxi-aéreo e empresas de manutenção no Rio de Janeiro. Faierstein ressaltou que problemas em manutenção podem ser a causa de irregularidades observadas nas aeronaves em operação.

    A Anac também anunciou a intenção de revisar o Regulamento Brasileiro da Aviação Civil 136 (RBAC 136), que trata especificamente de voos panorâmicos. A revisão pretende atualizar requisitos de segurança operacional, requisitos organizacionais das empresas, qualificação de tripulações, manutenção e gestão da segurança, com participação social e consulta pública.

    Coordenação com a prefeitura e medidas locais

    Em conjunto com a Anac, a prefeitura do Rio informou ter proibido o uso do heliponto da Lagoa para empresas de voo panorâmico. A suspensão ocorreu depois da identificação de possíveis irregularidades no cumprimento de regras que determinam partida e retorno a um mesmo ponto, detectadas após o acidente na Floresta da Tijuca.

    O secretário da Casa Civil, Leandro Matieli, disse que cinco empresas perderam autorização para operar no heliponto da Lagoa desde o início da semana, conforme registro em Diário Oficial municipal.

    Participação da sociedade e ferramentas de fiscalização

    A Anac ressaltou a importância da colaboração de pilotos, empresas, fabricantes e usuários para aumentar a segurança aérea. A agência lembrou a existência da plataforma “Voe Seguro”, onde usuários podem consultar o prefixo de uma aeronave para verificar se ela está autorizada a realizar voos panorâmicos.

    Faierstein afirmou que as fiscalizações envolvem trabalho de inteligência e que as ações seguirão até que todas as empresas sejam verificadas de forma frequente e permanente. A agência destacou que há operadores que cumprem as normas e que o objetivo é identificar e coibir práticas irregulares.

    Os dados e as declarações sobre as fiscalizações e medidas da Anac e da prefeitura foram divulgados pela Agência Brasil durante a coletiva na sede do COR.

  • Riotur abre inscrições em 24 de agosto para blocos do Carnaval 2027

    Riotur abre inscrições em 24 de agosto para blocos do Carnaval 2027

    A Empresa de Turismo do Município do Rio de Janeiro (Riotur) abrirá as inscrições para blocos de rua interessados em desfilar no Carnaval 2027 no dia 24 de agosto. O cadastramento seguirá aberto até 24 de setembro e poderá ser realizado exclusivamente pelo portal riotur.prefeitura.rio, segundo informação divulgada pela Agência Brasil.

    Prazo e formulário de inscrição

    O período oficial de inscrição vai de 24 de agosto a 24 de setembro e será feito somente pela página eletrônica da Riotur. Trata‑se da primeira etapa formal para obtenção de autorização para os desfiles: o registro antecede a análise e a decisão por parte da administração municipal e dos demais órgãos públicos envolvidos.

    Finalidade do registro e planejamento público

    De acordo com a Agência Brasil, a Riotur informa que o cadastramento permite ao poder público planejar com antecedência a logística, a segurança e a infraestrutura necessárias para receber os cortejos pela cidade. A medida visa organizar a festa sem comprometer a circulação dos blocos e a atuação dos órgãos responsáveis por ordenamento urbano e proteção do público.

    Posição da Riotur sobre o Carnaval de rua

    O presidente da Riotur, Bernardo Fellows, ressaltou a relevância cultural do carnaval de rua carioca e o papel central dos blocos nessa tradição. Fellows afirmou que a festa se reinventa a cada ano com a entrada de novas iniciativas e que o objetivo da autarquia é contribuir para uma celebração mais organizada e estruturada, mantendo elementos essenciais da festa.

    Em suas declarações à Agência Brasil, Fellows enfatizou a intenção de preservar “a espontaneidade, a diversidade e a identidade” do carnaval do Rio, ao mesmo tempo em que se busca maior estruturação dos desfiles.

    Contexto e dados recentes

    Segundo os dados reportados pela Agência Brasil, em 2026 mais de 400 desfiles foram autorizados no carnaval de rua do Rio de Janeiro. A publicação também aponta que o calendário para 2027 prevê o início da temporada de blocos em 16 de janeiro.

    O cadastramento eletrônico é o primeiro passo para que blocos interessados sejam contabilizados e considerados no planejamento da administração municipal. Após a realização das inscrições no site da Riotur, caberá à própria Riotur, em conjunto com os órgãos competentes, a análise e a eventual autorização dos desfiles, conforme a sequência de trâmites administrativos locais.

    O que se sabe até agora

    • Período de inscrições: 24 de agosto a 24 de setembro.
    • Canal de inscrição: site riotur.prefeitura.rio (exclusivo).
    • Natureza do cadastro: primeira etapa oficial para autorização de desfiles.
    • Finalidade pública: planejamento de logística, segurança e infraestrutura.
    • Dados recentes: mais de 400 desfiles autorizados em 2026; expectativa de início da temporada em 16 de janeiro de 2027.

    As informações foram divulgadas pela Agência Brasil. A Riotur é a responsável pelo cadastramento e pela condução do processo administrativo que antecede a autorização dos blocos de rua, cabendo aos interessados acompanhar o cronograma e realizar a inscrição dentro do prazo informado.

  • Polícia Federal realiza segunda fase da Operação Sem Refino com alvo em Cláudio Castro

    Polícia Federal realiza segunda fase da Operação Sem Refino com alvo em Cláudio Castro

    Segundo reportagem da Agência Brasil, a Polícia Federal deflagrou nesta sexta-feira (14) a segunda fase da Operação Sem Refino, com um dos alvos sendo o ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro. A nova etapa da investigação apura fraudes na concessão de licenças ambientais para uma refinaria e indícios de lavagem de dinheiro relacionados ao esquema.

    Mandados e medidas cumpridas

    A ação, conforme informado pela PF e noticiado pela Agência Brasil, cumpre 16 mandados de busca e apreensão no estado do Rio de Janeiro. Esses mandados foram expedidos por determinação do Supremo Tribunal Federal (STF). Além das buscas, a investigação mira suspeitas que envolvem outros crimes, mencionados pela Polícia Federal.

    Alcance das apurações

    De acordo com a PF, a nova fase da Operação Sem Refino também investiga indícios de gestão fraudulenta e temerária, sonegação fiscal, evasão de divisas, manipulação de mercado, crimes contra a ordem econômica e irregularidades na comercialização de combustíveis. A investigação foca tanto na concessão das licenças ambientais para instalação ou funcionamento de uma refinaria quanto em operações financeiras que podem caracterizar lavagem de dinheiro.

    Relação com a primeira fase e o papel da Refit

    A segunda fase é um desdobramento da etapa inicial da Operação Sem Refino, deflagrada em maio deste ano. Na primeira fase, a Polícia Federal começou a apurar a atuação de um grupo econômico do setor de combustíveis suspeito de beneficiar a Refit, identificada na reportagem como a antiga Refinaria de Manguinhos. A apuração continuada indica que novas provas e linhas de investigação motivaram a ampliação das diligências.

    Posição da defesa de Cláudio Castro

    Em nota assinada pelo advogado Carlo Luchione e citada pela Agência Brasil, a defesa de Cláudio Castro negou qualquer participação em irregularidades relacionadas à Refit. A nota afirma que o endereço alvo de buscas em Petrópolis “não tem, há meses, ligação com o ex-governador”.

    A defesa informou ainda que desconhece o conteúdo integral da denúncia e dos elementos que motivaram a operação e que aguarda o acesso aos autos para se manifestar com mais detalhes. Segundo a nota, todos os atos praticados por Castro durante sua gestão teriam seguido critérios técnicos, jurídicos e administrativos previstos na legislação.

    Próximos passos e transparência processual

    A reportagem da Agência Brasil registra que a investigação segue em curso sob a condução da Polícia Federal, com medidas autorizadas pelo STF. Não foram informados, pela fonte, eventuais prisões, conduções coercitivas ou novas medidas cautelares nesta fase. As partes envolvidas e a defesa aguardam o acesso aos autos para que possam apresentar contestação e esclarecimentos diante das diligências.

    As apurações remetem à atuação de agentes e empresas no setor de combustíveis, e qualquer evolução no caso deverá ser comunicada pelas autoridades competentes ou pelas defesas envolvidas, conforme procedimentos legais e prazos processuais.

  • PM do Rio prende 13 e apreende armamento em operação contra facção; quatro morreram

    PM do Rio prende 13 e apreende armamento em operação contra facção; quatro morreram

    Em operação realizada nesta quinta-feira (13), a Polícia Militar (PM) do Rio de Janeiro prendeu 13 pessoas em ações contra o Comando Vermelho (CV) em 27 comunidades, informou a corporação à Agência Brasil. Durante as diligências, conduzidas no município do Rio e em cidades da região metropolitana, as equipes apreenderam armamento e removeram barricadas instaladas por criminosos.

    Prisão de suspeitos e ligação com morte de policial

    Entre os detidos está André Silveira das Dores, conhecido como Coquinho. A PM informou que ele é suspeito de envolvimento na morte do policial militar Marco Antônio Matheus Maia, ocorrida em dezembro de 2024, na comunidade do Quitungo. No momento da prisão, Coquinho portava um fuzil AR-10, segundo a corporação.

    Ao todo, as ações resultaram em 13 prisões. A PM destacou que o objetivo da operação incluiu o cumprimento de mandados de prisão e a apreensão de armas e drogas, além da recuperação de veículos roubados e da retirada de obstáculos usados por traficantes.

    Armas, granadas e barricadas removidas

    As equipes apreenderam dois fuzis, duas pistolas e seis granadas, conforme o balanço oficial. Em operações nas comunidades do Quitungo e Guaporé, na zona norte da capital, os agentes retiraram cerca de 10 toneladas de concreto empregadas em barricadas que restringiam o acesso às regiões.

    Quatro pessoas morreram durante confrontos entre criminosos e policiais, segundo a PM. A corporação informou que a ação também visou conter a expansão do Comando Vermelho e combater delitos como roubos de veículos e de cargas.

    Alcance da operação e localidades

    As diligências ocorreram no município do Rio de Janeiro e em cidades da região metropolitana: São Gonçalo, Niterói, Magé, Itaboraí, Duque de Caxias, São João de Meriti e Queimados, sendo os cinco últimos situados na Baixada Fluminense. A PM descreveu a ação como coordenada entre diferentes unidades.

    O conjunto de atuações incluiu tanto entradas em comunidades quanto medidas para liberar vias e recuperar bens, segundo a corporação. A Agência Brasil registrou as informações fornecidas pela Polícia Militar.

    Contexto da violência no Grande Rio

    A ação ocorreu um dia após o episódio em que a fonoaudióloga Aline de Siqueira Affonso, de 53 anos, foi baleada dentro de um ônibus em Vicente de Carvalho, na Zona Norte, durante confronto entre policiais e criminosos. De acordo com o levantamento da organização não governamental Instituto Fogo Cruzado, a vítima foi a milésima pessoa baleada no Grande Rio em 2026.

    O mesmo estudo indica que, até 12 de agosto de 2026, 537 pessoas foram mortas e 463 ficaram feridas por disparos de arma de fogo na região metropolitana do Rio de Janeiro. Esses números foram divulgados pelo Instituto Fogo Cruzado e citados pela reportagem da Agência Brasil.

    Próximos passos e investigação

    A Polícia Militar informou que os procedimentos nas áreas vistoriadas continuam e que os presos serão encaminhados às medidas legais cabíveis. A reportagem baseou-se nas informações oficiais repassadas pela PM e nos dados do Instituto Fogo Cruzado, conforme publicado pela Agência Brasil.

  • MPF pede medidas de segurança e controle para voos comerciais de helicóptero no Rio de Janeiro

    MPF pede medidas de segurança e controle para voos comerciais de helicóptero no Rio de Janeiro

    O Ministério Público Federal (MPF) ajuizou uma ação civil pública pedindo medidas urgentes de controle e segurança para os voos comerciais de helicóptero no Rio de Janeiro. A ação foi movida contra a União, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), o Instituto Estadual do Ambiente (Inea) e o município do Rio de Janeiro, segundo reportagem da Agência Brasil.

    Pedidos do MPF às autoridades aeronáuticas e ambientais

    Entre as providências requeridas, o MPF solicita ao Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea) que direcione o tráfego ordinário de helicópteros destinados ao transporte remunerado de passageiros, inclusive voos panorâmicos, para a Rota Especial de Helicópteros Praia (REH Praia). A REH Praia é um corredor aéreo já existente ao longo do litoral carioca, situado a aproximadamente 600 metros da faixa de praia.

    O procurador da República responsável pela ação pediu, em caráter de urgência, que o Decea intensifique a fiscalização do cumprimento das altitudes mínimas e de outras regras relativas às rotas de helicópteros. O MPF também requereu que a Anac reforce a fiscalização dos operadores, impedindo a exploração comercial por empresas, aeronaves ou operadores que não atendam às exigências regulamentares.

    Acidentes recentes que motivaram a ação

    O pedido do MPF foi motivado por dois acidentes recentes com helicópteros no município do Rio de Janeiro. No sábado 8 de agosto de 2026, uma aeronave que realizava um voo panorâmico caiu no Parque Nacional da Tijuca, nas proximidades da Vista Chinesa, provocando incêndio e a morte de três turistas colombianas e do piloto.

    Em 14 de junho de 2026, dois helicópteros colidiram em voo e caíram no bairro do Recreio dos Bandeirantes, na zona sudoeste. O acidente matou seis pessoas, entre elas duas figuras públicas citadas na investigação. Os destroços atingiram um terreno usado como pátio de veículos elétricos, onde a colisão provocou forte explosão e incêndio que destruiu dezenas de carros no local.

    Inquérito civil por danos ambientais e investigação empresarial

    Além das solicitações de fiscalização e redirecionamento de rotas, o MPF determinou a abertura de novo inquérito civil para apurar a responsabilidade da empresa Voos Rio Panorâmico Serviços Aeronáuticos Ltda. pelos danos ambientais decorrentes da queda e do incêndio no Parque Nacional da Tijuca. O órgão especificou que a apuração de danos ambientais será conduzida independentemente das investigações que visam determinar as causas técnicas dos acidentes aéreos.

    Escopo da apuração

    O inquérito civil buscará identificar eventuais responsabilidades civis e ambientais relacionadas à atuação da empresa no entorno da unidade de conservação e aos impactos do incêndio sobre a vegetação e o solo da Floresta da Tijuca. A ação do MPF não detalha, por ora, prazos processuais ou medidas sancionatórias específicas.

    Dados sobre a expansão dos voos panorâmicos e avaliação do MPF

    O pedido do Ministério Público Federal decorre de inquérito civil que investigou os impactos da expansão dos voos panorâmicos no Rio. Segundo dados reunidos na apuração, empresas associadas à entidade representativa do setor realizaram 24.681 voos panorâmicos em um ano, transportando 81.390 passageiros.

    O procurador da República Sergio Suiama destacou que a intenção não é proibir os passeios turísticos de helicóptero, mas ponderou que não é razoável que uma atividade usufruída por poucos coloque em risco moradores e áreas protegidas. Para o MPF, a rota marítima já estruturada pelo Decea pode conciliar a atividade turística com a proteção da população e do meio ambiente.

    Os pedidos apresentados na ação incluem medidas administrativas e de fiscalização que dependem da atuação conjunta de órgãos federais, estaduais e municipais. A Agência Brasil é a fonte das informações sobre a proposição do MPF e os elementos da investigação citados nesta matéria.

  • Fonoaudióloga é baleada no pescoço dentro de ônibus durante confronto na Zona Norte do Rio

    Fonoaudióloga é baleada no pescoço dentro de ônibus durante confronto na Zona Norte do Rio

    Uma passageira foi gravemente ferida por disparo de arma de fogo dentro de um coletivo na manhã desta quarta-feira (12). A vítima, identificada como a fonoaudióloga Aline de Siqueira Affonso, de 53 anos, estava em um ônibus da linha 629 (Irajá x Saens Peña) quando foi atingida no pescoço por um projétil que ficou alojado na coluna cervical.

    O ataque e o contexto

    O episódio ocorreu na Avenida Meriti, em Vicente de Carvalho, na Zona Norte do Rio de Janeiro, por volta da manhã do dia 12 de agosto de 2026, em meio a um confronto entre policiais militares e criminosos. Segundo a Polícia Militar, agentes do 41º batalhão de Irajá realizavam patrulhamento nas imediações da Comunidade do Trem quando foram alvos de tiros pelos suspeitos. Houve reação da corporação e, conforme nota oficial, os autores dos disparos fugiram do local.

    Moradores e passageiros buscaram abrigo diante do tiroteio. O ônibus passou próximo ao Colégio Pio XII, onde diversos ocupantes da condução desceram e entraram na escola para se proteger. Foi nesse momento que Aline foi atingida enquanto seguia para o trabalho.

    Atendimento médico e estado de saúde

    A vítima foi encaminhada em caráter de urgência ao Hospital Estadual Getúlio Vargas, na Penha. De acordo com a direção da unidade, Aline passou por cirurgia que durou mais de quatro horas e, posteriormente, foi levada ao Centro de Terapia Intensiva (CTI). Em comunicado oficial, o hospital informou que a paciente apresenta quadro clínico grave.

    Relatos do local apontam que o motorista do ônibus ficou muito abalado com os acontecimentos e não teve condições de prosseguir dirigindo. Um policial militar assumiu a condução do coletivo para transportar a vítima até a unidade hospitalar.

    Ações das autoridades e repercussão no setor

    Em nota, a Polícia Militar detalhou que, após o confronto e a fuga dos suspeitos, os agentes foram informados sobre a presença de uma mulher ferida dentro do ônibus. A corporação afirmou que intensificou o policiamento na área após o ocorrido.

    O setor de transporte também se manifestou. A Rio Ônibus divulgou comunicado em que lamenta a rotina de violência enfrentada pelos ônibus da cidade, ressaltando que episódios dessa natureza comprometem a segurança de passageiros e trabalhadores do transporte coletivo.

    Sequência e incertezas

    Os relatos oficiais concentram-se no atendimento emergencial e na resposta imediata das equipes de segurança. Ainda não há, nas informações divulgadas pela Polícia Militar e pelo hospital, detalhes públicos sobre identificação dos autores dos disparos, prisões realizadas ou investigação criminal em curso. Também não foram divulgados novos boletins médicos além do comunicado que classificou o quadro da paciente como grave.

    O caso integra, segundo a PM, a série de ocorrências registradas na região ao longo do dia, que motivaram reforço no policiamento local.

    Fonte dos fatos e próximos passos

    As informações sobre o episódio e o estado de saúde da vítima foram obtidas por meio de notas e relatos divulgados pela Polícia Militar, pelo Hospital Estadual Getúlio Vargas e pela Rio Ônibus. Não houve divulgação de depoimentos pessoais ou de detalhes adicionais sobre a investigação até o momento em que as notas foram publicadas.

    Fica aberta a expectativa por atualizações oficiais sobre a condição da paciente e sobre possíveis desdobramentos das ações policiais na área.

  • Manifestações contra ação da Polícia Civil bloqueiam vias na região da Mangueira, no Rio

    Manifestações contra ação da Polícia Civil bloqueiam vias na região da Mangueira, no Rio

    Uma manifestação que ocorreu na tarde desta quarta-feira (12/08) em resposta a uma operação da Delegacia de Roubos e Furtos (DRF) da Polícia Civil interrompeu trechos da Avenida Rei Pelé e da Rua São Francisco Xavier, na região da Mangueira, na Zona Norte do Rio de Janeiro. A informação sobre a ação policial e os desdobramentos foi divulgada pela Agência Brasil.

    O que motivou a ação policial

    Segundo nota da Secretaria de Estado de Polícia Civil, agentes da DRF realizaram uma operação em um ponto apontado como “ferro-velho do tráfico de drogas”, na Avenida Rei Pelé, próximo à comunidade chamada Favela do Metrô. Durante a intervenção, a corporação informou que policiais foram alvejados por disparos vindos do alto da comunidade.

    A Polícia Civil acrescentou que os disparos colocaram em risco moradores e profissionais envolvidos na ação e declarou que não houve revide por parte dos agentes. A nota também afirmou que indivíduos armados foram responsáveis pela exposição da população ao perigo.

    Bloqueios, incêndios e atuação dos bombeiros

    Após a saída dos policiais do local, manifestantes atearam fogo em pneus e em contêineres de lixo e utilizaram os objetos em chamas para obstruir a Avenida Rei Pelé. Viaturas do Corpo de Bombeiros foram acionadas e utilizaram água para controlar e apagar as chamas, segundo relatos locais citados pela Agência Brasil.

    O incêndio afetou diretamente o tráfego e a movimentação de pessoas na área. Motoristas relataram temor e tentaram se afastar da região, contribuindo para a formação de congestionamentos nos acessos e vias próximas.

    Impactos no transporte e orientações da Uerj

    O sindicato Rio Ônibus informou que veículos tiveram as chaves retiradas e foram utilizados como barricadas na Rua São Francisco Xavier, no bairro do Maracanã. O sindicato ainda apontou que 19 linhas que passam pela região sofreram alterações em seus itinerários em decorrência dos bloqueios.

    Entre os veículos usados nas barricadas, a entidade mencionou ônibus da linha A29046 – 457, que liga Abolição, na Zona Norte, a Copacabana, na Zona Sul. O uso de veículos como barreira agravou os problemas de circulação na área.

    Em razão dos acontecimentos, a Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), cujo campus Maracanã fica nas proximidades, emitiu orientações: a instituição pediu que alunos, professores e funcionários evitem ir ao campus no momento e que quem já estava no local permaneça onde está, enquanto a situação era acompanhada.

    Trânsito e memória do episódio

    O tráfego na região ficou bastante comprometido. No sentido Méier, o fluxo na Avenida Rei Pelé apresentou lentidão, com reflexos nos acessos; no sentido Centro, a movimentação foi prejudicada na Rua São Francisco Xavier. Motoristas buscaram rotas alternativas e adotaram condutas de proteção pessoal frente à manifestação.

    As informações sobre a operação, os confrontos e as consequências para o trânsito e transporte público foram fornecidas pela Polícia Civil, Rio Ônibus e Uerj, conforme reportado pela Agência Brasil.

    Próximos passos e acompanhamento

    Autoridades e instituições locais acompanharam os desdobramentos no decorrer do dia. A Polícia Civil comunicou que não houve retorno de fogo por parte dos agentes, mas não divulgou mais detalhes operacionais além da nota oficial. Agências de socorro combateram os focos de incêndio e o sindicato de ônibus ajustou rotas enquanto duraram os bloqueios.

    Fontes: Agência Brasil; Secretaria de Estado de Polícia Civil; Rio Ônibus; Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj).