Tag: Agência Brasil

  • Flamengo elimina Cruzeiro e avança às quartas da Libertadores

    Flamengo elimina Cruzeiro e avança às quartas da Libertadores

    O Flamengo garantiu a classificação às quartas de final da Copa Libertadores ao vencer o Cruzeiro por 2 a 1 no Maracanã, em partida disputada na noite de quarta-feira (19). Com a vitória no jogo de volta das oitavas, o Rubro-Negro manteve vivo o sonho de conquistar o quinto título continental.

    Como o jogo se desenrolou

    O primeiro tempo foi de amplo domínio do Flamengo: a equipe carioca teve 60% de posse de bola, realizou 13 desarmes contra seis do Cruzeiro e finalizou 15 vezes, sendo nove desses chutes dentro da área adversária. A insistência do time mandante resultou em abertura do placar aos 34 minutos, quando Giorgian de Arrascaeta finalizou no ângulo após tabelar com Pedro.

    Na etapa final, o Cruzeiro voltou mais agressivo e quase empatou nos minutos iniciais, com uma jogada que levou o árbitro de vídeo (VAR) a confirmar que a bola não havia ultrapassado completamente a linha do gol. Aos três minutos do segundo tempo, Lucas Romero recebeu passe de Gerson e bateu cruzado para marcar o gol de empate da Raposa.

    O jogo seguiu equilibrado até os 16 minutos da etapa final, quando Samuel Lino recebeu passe de Arrascaeta, driblou o lateral William e finalizou com força, superando o goleiro Otávio e decretando o 2 a 1 que levou o Flamengo às quartas de final.

    Contexto da classificação

    O confronto das oitavas havia sido aberto após empate por 1 a 1 no jogo de ida, disputado no Mineirão, em Belo Horizonte: Keny Arroyo marcou primeiro para o Cruzeiro e Lucas Paquetá igualou para o Flamengo, conforme informações da Agência Brasil. Com a vitória no Maracanã, o time carioca avançou no agregado.

    O Flamengo é o atual campeão da Libertadores e o primeiro clube brasileiro a conquistar o torneio em quatro oportunidades, informação apontada pela cobertura sobre a partida.

    Próximo adversário e cenário do outro confronto

    O adversário do Flamengo nas quartas de final será o vencedor do duelo entre Tolima e Independiente del Valle. O primeiro jogo entre as duas equipes foi realizado em Ibagué, Colômbia, na terça-feira (18), com vitória do Independiente del Valle por 1 a 0, mesmo atuando fora de casa no Estádio Manuel Murillo Toro. Essa partida de ida havia sido adiada em uma semana devido aos impactos de um terremoto na Colômbia.

    A partida de volta entre Tolima e Independiente del Valle está marcada para terça-feira (25), às 21h30, no horário de Brasília, no Estádio Banco Guayaquil, em Quito, no Equador, segundo nota da Agência Brasil. O Flamengo aguarda a definição do adversário para conhecer o caminho até a próxima fase.

    Desempenho individual e momentos decisivos

    Durante os primeiros 20 minutos do jogo no Maracanã, o Flamengo criou ao menos três oportunidades claras: uma cabeçada de Léo Ortiz passou rente à trave aos quatro minutos; aos 12 Pedro foi travado pelo goleiro Otávio após receber na pequena área; e aos 18 Samuel Lino finalizou perto, após aproveitar uma sobra.

    O gol de Arrascaeta aos 34 minutos coroou o domínio rubro-negro no primeiro tempo. No segundo tempo, após o empate de Romero, o Cruzeiro teve chance de virar aos 12 minutos com Kaio Jorge, que finalizou rente à trave. A definição veio aos 16 com Samuel Lino, que marcou o segundo gol do Flamengo.

    Fonte das informações: Agência Brasil; a partida foi transmitida ao vivo pela Rádio Nacional.

  • Seleção brasileira feminina sub-20 é convocada para a Copa do Mundo na Polônia

    Seleção brasileira feminina sub-20 é convocada para a Copa do Mundo na Polônia

    A técnica Camilla Orlando divulgou, na quarta-feira (19), a relação das 21 jogadoras convocadas para defender o Brasil na Copa do Mundo feminina sub-20, que ocorrerá na Polônia entre 5 e 27 de setembro. O anúncio foi feito na sede da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), no Rio de Janeiro, segundo relato da Agência Brasil.

    Calendário da delegação e preparação

    De acordo com a convocação, a equipe se reúne em São Paulo no domingo, 23 de agosto, e embarca para a Polônia no dia seguinte. A preparação no país-sede terá início em Cracóvia em 27 de agosto. Em 30 de agosto, a comitiva se desloca cerca de 110 quilômetros até Bielsko-Biala, cidade que sediará os três jogos do Brasil na fase de grupos.

    Adversários e datas da fase de grupos

    O Brasil estreia no Mundial em 5 de setembro contra a Tanzânia, com início previsto para as 10h (horário de Brasília). A segunda rodada do Grupo B será em 8 de setembro, diante do Canadá, também às 10h. A participação na primeira fase será encerrada em 11 de setembro, às 10h, contra a seleção da Inglaterra. As datas e horários foram divulgados pela CBF e reproduzidos pela Agência Brasil.

    Composição da convocação e clubes representados

    A relação de convocadas reúne jogadoras de clubes brasileiros e uma atleta vinculada a equipe estrangeira. O Flamengo, atual campeão brasileiro sub-20, é o clube com maior número de representantes: quatro atletas — a zagueira Sofia; as meias Emilly e Kaylane; e a atacante Brendha.

    São Paulo e Ferroviária têm três jogadoras cada no grupo. Internacional e Benfica (Portugal) aparecem com duas representantes cada. Também foram convocadas atletas de Corinthians, Botafogo, Fluminense, Santos e Grêmio. Entre as atacantes, consta Gio Canali, que atua no futebol universitário dos Estados Unidos pela Virginia University.

    Lista nominal das 21 convocadas (por posição)

    • Goleiras: Elu (São Paulo), Morganti (Corinthians) e Thais Lima (Benfica).
    • Defensoras: Ana Bia (São Paulo), Bianca Martins (Internacional), Sofia (Flamengo) e Thaynara (Botafogo).
    • Meias: Aninha (Internacional), Clarinha (Benfica), Dudinha (Ferroviária), Emilly (Flamengo), Kaylane (Flamengo), Nogueira (Ferroviária) e Vitorinha (São Paulo).
    • Atacantes: Brendha (Flamengo), Gio Canali (Virginia University), Carioca (Fluminense), Evelin (Santos), Gisele (Grêmio) e Tainá (Ferroviária).

    A convocação completa e a logística foram informadas pela CBF e noticiadas pela Agência Brasil.

    Contexto histórico e desempenho recente

    O Mundial sub-20 feminino reúne 24 seleções divididas em seis grupos de quatro times. Avançam aos mata-matas os dois primeiros colocados de cada chave, além dos quatro melhores terceiros colocados. A Coreia do Norte é a maior vencedora do torneio, com três títulos.

    O Brasil garantiu vaga no Mundial ao conquistar o Campeonato Sul-Americano da categoria em fevereiro, no Paraguai, conforme registro da Agência Brasil. Na edição anterior do Mundial, disputada em 2024 na Colômbia, a seleção brasileira alcançou as quartas de final: venceu os três jogos da fase de grupos (Fiji, França e Canadá), superou Camarões nas oitavas na prorrogação e foi eliminada pela Coreia do Norte nas quartas.

    Até hoje, o Brasil ainda não venceu o título mundial sub-20 feminino; o melhor resultado foram dois terceiros lugares. A edição de 2006 teve no elenco nomes que se tornaram referências do futebol nacional e foram citadas pela fonte, como a goleira Bárbara e outras jogadoras daquela geração.

    A Agência Brasil é a fonte das informações sobre a convocação, calendário, clubes e histórico citados nesta matéria.

  • TSE registra 1.103 denúncias nos primeiros dias de campanha, aponta aplicativo Pardal

    TSE registra 1.103 denúncias nos primeiros dias de campanha, aponta aplicativo Pardal

    O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) — por meio do sistema Pardal — registrou 1.103 denúncias relativas a irregularidades na propaganda dos candidatos nos primeiros dias oficiais de campanha, informou a Agência Brasil. Os relatos foram feitos por eleitores pelo aplicativo criado para receber ocorrências deste tipo.

    Distribuição geográfica das denúncias

    Entre as unidades federativas, São Paulo concentrou a maior parte das queixas, com 193 registros. Em seguida aparecem Pernambuco (106), Paraná (102), Rio Grande do Sul (95) e Minas Gerais (89). Esses números foram divulgados pela Justiça Eleitoral e compilados pelo Pardal.

    Principais tipos de irregularidade apontados

    As denúncias abrangeram diferentes condutas consideradas vedadas pela legislação eleitoral e pelas normas de campanha. Entre os problemas relatados estão:

    • propaganda em bens públicos, antes do prazo permitido;
    • realização de showmícios com artistas;
    • divulgação de notícias falsas na internet.

    Esses temas constam na relação de ocorrências recebidas pelo aplicativo, de acordo com a Agência Brasil.

    Como funciona o aplicativo Pardal e a tramitação das denúncias

    O Pardal está disponível para download gratuito na Google Play e na App Store. Para registrar uma ocorrência é necessário fazer login utilizando a senha do e-Título ou a conta Gov.br. A Justiça Eleitoral garante que o nome do denunciante ficará em sigilo após o envio da denúncia.

    Depois do recebimento pelo Pardal, a Justiça Eleitoral encaminha as denúncias às autoridades responsáveis pela apuração, incluindo o Ministério Público e os juízes eleitorais locais, conforme informado pela Agência Brasil.

    Sigilo e responsabilidade

    Embora o aplicativo exija identificação por meio das plataformas oficiais, o conteúdo divulgado pela Justiça Eleitoral ressalta que a identidade do autor da denúncia não é tornada pública, preservando o sigilo do denunciante durante a tramitação das ocorrências.

    Regras e prazos da campanha eleitoral

    A campanha para as eleições de outubro teve início no domingo (16), conforme comunicado oficial citado pela Agência Brasil. A legislação eleitoral define horários e limites para as atividades de rua e para comícios e também estabelece o período de propaganda gratuita no rádio e na TV.

    • Carreatas, passeatas e panfletagem: permitidas entre 8h e 22h, até 3 de outubro, com afastamento mínimo de 200 metros de sedes dos Poderes Executivo e Legislativo, tribunais, quarteis militares, hospitais, escolas e igrejas.
    • Comícios: autorizados entre 8h e meia-noite, até 1º de outubro.
    • Propaganda gratuita em rádio e televisão: prevista entre 28 de agosto e 1º de outubro.

    O calendário eleitoral divulgado aponta que o primeiro turno ocorrerá em 4 de outubro, quando serão eleitos deputados federais, estaduais, distritais, governadores, senadores e o presidente da República. Caso nenhum candidato a governador ou à Presidência obtenha mais de 50% dos votos válidos no primeiro turno, haverá segundo turno em 25 de outubro.

    As informações desta matéria foram obtidas a partir de reportagem da Agência Brasil sobre os primeiros dias de campanha e os registros no aplicativo Pardal.

  • Governo atualiza manual de mapeamento de riscos urbanos com nova classificação e abordagem tecnológica

    Governo atualiza manual de mapeamento de riscos urbanos com nova classificação e abordagem tecnológica

    O governo federal atualizou o manual Mapeamento de Riscos: Conceitos e Métodos Aplicados a Processos Geológicos e Hidrológicos, publicado originalmente em 2007 e referência nacional na gestão de risco em áreas urbanas. Segundo o Ministério das Cidades, trata-se da primeira revisão do documento em quase 20 anos e a versão revisada já está disponível gratuitamente na internet.

    Principais mudanças na classificação e no conteúdo

    A nova edição traz alterações na forma como os riscos são categorizados. Em vez de manter classificações que incluíam níveis considerados baixos ou inexistentes, a publicação passa a concentrar a análise nos riscos classificados como médio, alto e muito alto. Essa mudança tem como objetivo priorizar áreas e populações que exigem intervenções mais imediatas.

    Além da reclassificação, o manual incorpora instrumentos tecnológicos contemporâneos aplicáveis à gestão de risco. A atualização também detalha a delimitação de setores de risco hidrológico, distinguindo situações de inundação, enchente e enxurrada. Processos erosivos recebem atenção ampliada, com descrições que incluem o rolamento de rochas e o fenômeno localmente conhecido como terras caídas, apontado como mais recorrente em regiões do Norte do país.

    Motivos para a atualização e antecipação do lançamento

    De acordo com Rodolfo Moura, diretor do Departamento de Mitigação e Prevenção de Risco do Ministério das Cidades, o uso contínuo do manual por técnicos, pesquisadores e gestores municipais evidenciou a necessidade de revisar conceitos e procedimentos. A combinação dessa demanda técnica com a conjuntura climática levou à antecipação do lançamento: a chegada de um super El Niño e a urgência climática aceleraram o processo de revisão.

    Moura afirmou que a intenção foi disponibilizar o instrumento atualizado para identificar não só áreas críticas mas, principalmente, as pessoas que vivem em situação de risco. A priorização dos níveis de risco busca orientar ações mais rápidas e efetivas onde a exposição é maior.

    Aplicação prática para municípios e acesso a recursos

    O novo manual tem finalidade prática: permitir que prefeituras realizem o mapeamento de áreas de risco em seus territórios e, a partir desses mapas, elaborem planos municipais de redução de risco. Segundo o Ministério das Cidades, a adoção dessas medidas pode retirar milhares de pessoas de áreas expostas a deslizamentos, inundações e enxurradas.

    A publicação também funciona como referência técnica para que municípios e estados acessem recursos destinados a obras e medidas de prevenção. Conforme explicado pelo diretor, mapas e planos municipais de redução de risco são instrumentos que viabilizam o encaminhamento e a implementação dessas ações por meio de financiamentos e programas públicos.

    Contexto nacional dos riscos naturais

    O governo federal já vinha atualizando a dimensão do problema: em 2024, uma nota técnica da Casa Civil apontou que 1.942 municípios no país expõem quase 9 milhões de brasileiros a riscos associados a deslizamentos, alagamentos, enxurradas e inundações. Esses números reforçam a necessidade de ferramentas técnicas que auxiliem a prevenção e a redução de vulnerabilidades em áreas urbanas.

    Ao priorizar riscos de maior gravidade e introduzir recursos tecnológicos, o manual revisado busca oferecer um conjunto de procedimentos aplicáveis por equipes técnicas locais, fortalecendo ações de antecipação, identificação, adaptação e aumento da resiliência das cidades, conforme defendido pelo Ministério das Cidades.

    Disponibilidade e uso docente e técnico

    A versão atualizada do manual está acessível online de forma gratuita para técnicos, pesquisadores, gestores municipais e demais interessados. A publicação serve tanto como referência técnica quanto como base operacional para a elaboração de projetos e políticas públicas voltadas à redução de risco de desastres em áreas urbanas.

    Fonte das informações: Agência Brasil, com declarações de Rodolfo Moura, diretor do Departamento de Mitigação e Prevenção de Risco do Ministério das Cidades.

  • TSE proíbe algoritmos de recomendar perfis de candidatos; EUA criticam medida como “censura”

    TSE proíbe algoritmos de recomendar perfis de candidatos; EUA criticam medida como “censura”

    Segundo apuração da Agência Brasil, uma norma do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que limita o uso de algoritmos para recomendar perfis de candidatos nas redes sociais provocou reação dos Estados Unidos, que qualificaram a medida como “censura”. A regra entrou em vigor no domingo, 16 de agosto de 2026, e autoriza apenas a recomendação decorrente de impulsionamento pago.

    O que proíbe a norma

    A Resolução nº 23.732, aprovada em fevereiro de 2024, impede que as plataformas exibam perfis de candidatos por meio de mecanismos automáticos de recomendação durante o período de campanha. Segundo o TSE, o objetivo das regras é a “prevenção e mitigação de riscos à integridade do processo eleitoral”. A Corte ainda não se pronunciou além dessa justificativa, e a assessoria do TSE não se manifestou até o fechamento da reportagem, segundo a Agência Brasil.

    Reação dos EUA e posicionamento das plataformas

    A plataforma X publicou orientação aos usuários informando que passará a recomendar contas apenas quando o usuário já seguir o perfil do candidato. A postagem foi republicada por Sarah B. Rogers, subsecretária de diplomacia pública do Departamento de Estado dos Estados Unidos, que descreveu a medida brasileira como “censura imposta pelo Brasil”, conforme noticiado pela Agência Brasil.

    Críticas de especialistas e argumentos a favor

    Especialistas consultados pela reportagem qualificaram a acusação como infundada e defenderam a norma como instrumento para igualar condições entre candidaturas. O cientista político Alexandre Arns Gonzales, integrante do grupo Direito à Comunicação e Democracia (DiraCom), afirmou que a regra busca atenuar um possível viés ou assimetria no alcance das contas oficiais das candidaturas, produzido pelos sistemas algorítmicos das plataformas.

    O advogado especializado em direito eleitoral Alberto Rollo argumentou que a decisão do TSE encontra amparo constitucional ao visar a isonomia na disputa e evitar recomendações “artificiais” que possam favorecer um candidato em detrimento de outro.

    Limites, exceções e preocupações remanescentes

    A legislação eleitoral brasileira permite o impulsionamento pago de conteúdo de campanha nas redes sociais, com regras e limites para os gastos de cada campanha. A Resolução nº 23.732 mantém essa exceção: anúncios pagos podem ser distribuídos segundo critérios do impulsionamento, observadas as normas eleitorais.

    No entanto, Alexandre Arns Gonzales advertiu que a cobrança e a entrega do conteúdo pago podem variar entre plataformas, de modo que um mesmo investimento pode não resultar no mesmo alcance para todas as candidaturas. Essa diferença operacional poderia afetar a isonomia, ainda que o mecanismo formal de recomendação orgânica esteja vedado.

    Proibição prévia a sistemas de IA

    Além da resolução mais recente, a regulamentação brasileira já trazia restrições ao uso de inteligência artificial em contexto eleitoral. Conforme o § 1º-C do Artigo 28 da Resolução nº 23.610/2019, sistemas de IA não podem realizar ranqueamento, recomendação ou priorização de candidatos, nem emitir opiniões, indicar preferência eleitoral, recomendar voto ou promover favorecimento ou desfavorecimento político-eleitoral por meio de respostas automatizadas.

    Os especialistas consultados relacionaram a medida aos debates internacionais sobre desinformação e intervenção algorítmica em pleitos, citando episódios de 2016, como o referendo do Brexit e o plebiscito pela paz na Colômbia, como antecedentes no debate sobre os impactos das plataformas digitais nas eleições.

    Em 2024, a X já havia entrado em atrito com o Judiciário brasileiro por não cumprir decisões do Supremo Tribunal Federal, episódio lembrado por interlocutores como parte do contexto das tensões entre plataformas e órgãos nacionais. A reportagem da Agência Brasil registra essas informações e as posições colhidas junto a especialistas.

  • Presidente do TSE defende urna eletrônica em reunião com 86 embaixadores

    Presidente do TSE defende urna eletrônica em reunião com 86 embaixadores

    O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, realizou nesta segunda-feira uma reunião com 86 embaixadores para demonstrar o funcionamento do sistema eleitoral brasileiro e defender a urna eletrônica como pilar do processo de votação. Segundo informações da Agência Brasil, o encontro teve como objetivo explicar a estrutura e os mecanismos que tornam o país uma referência internacional no tema.

    Defesa da urna eletrônica e reputação internacional

    Em sua fala, Nunes Marques ressaltou que o Brasil se consolidou ao longo das últimas décadas como um exemplo entre democracias representativas no que diz respeito à realização de eleições. O presidente do TSE afirmou que essa posição foi alcançada por meio da construção gradual e contínua de um processo eleitoral que prioriza eficiência e segurança, e enfatizou o papel da urna eletrônica nesse contexto.

    A demonstração do sistema foi feita diante dos diplomatas estrangeiros para esclarecer dúvidas sobre a tecnologia de votação utilizada no país e reforçar a transparência do pleito, conforme noticiou a Agência Brasil.

    Regras sobre inteligência artificial em campanhas

    O ministro também abordou o tema da inteligência artificial (IA) e os riscos de seu uso indevido nas disputas eleitorais. Segundo a Agência Brasil, o TSE aprovou em março deste ano normas destinadas a coibir a utilização ilegal de ferramentas de IA durante a campanha.

    As regras, que valem para candidatos e partidos, estabelecem que provedores de inteligência artificial não devem oferecer, nem mesmo mediante solicitação de usuários, sugestões de candidatos para orientar o voto. A medida busca preservar a autonomia do eleitor e evitar interferências algorítmicas na escolha política.

    Além disso, o TSE proibiu a publicação de montagens envolvendo candidatas com nudez ou pornografia e medidas semelhantes foram adotadas para combater a misoginia digital. A Corte também reafirmou que provedores de internet podem ser responsabilizados judicialmente caso não retirem perfis falsos e postagens ilegais, segundo a Agência Brasil.

    Calendário eleitoral e abrangência do pleito

    O TSE lembrou no encontro o calendário das eleições gerais: o primeiro turno está marcado para 4 de outubro, quando serão escolhidos deputados federais, estaduais e distritais, governadores, senadores e o presidente da República. Caso nenhum candidato alcance mais de 50% dos votos válidos (excluídos brancos e nulos) para os cargos que exigem maioria absoluta, haverá segundo turno em 25 de outubro, possibilidade aplicável às disputas para governador e presidente.

    As explicações prestadas aos embaixadores tiveram, conforme a Agência Brasil, o objetivo de detalhar tanto o funcionamento da urna eletrônica quanto as salvaguardas legais e tecnológicas que cercam o processo eleitoral brasileiro, incluindo mecanismos voltados à integridade das informações e à responsabilização de plataformas digitais.

    As informações sobre a reunião e as medidas citadas foram divulgadas pela Agência Brasil, que registrou trechos das declarações do presidente do TSE e os principais pontos das normas aprovadas pelo tribunal em março.

  • Brasil é campeão geral do Grand Prix de judô em Lima com 11 medalhas

    Brasil é campeão geral do Grand Prix de judô em Lima com 11 medalhas

    O Brasil encerrou o Grand Prix de Lima 2026 como campeão geral do torneio, liderando o quadro de medalhas com 11 pódios – cinco ouros, duas pratas e quatro bronzes. A competição foi concluída no domingo (16) no Peru e, segundo reportagem da Agência Brasil, o resultado representou o melhor desempenho brasileiro no ano.

    Quadro de medalhas e colocação geral

    Com 11 medalhas no total, o Brasil superou a Itália, que terminou com dois ouros, duas pratas e quatro bronzes, e a Moldávia, que obteve dois ouros, duas pratas e um bronze. O desempenho brasileiro consolidou a seleção como a principal força do evento em Lima.

    Principais conquistas individuais

    Os dois últimos ouros brasileiros foram conquistados no domingo (16), dia em que o país registrou o maior número de pódios. Rafael Macedo venceu a categoria até 90 kg ao superar o moldavo Mihail Latisev com dois waza-aris — um resultado que teve sabor de revanche após derrota para o mesmo adversário em disputa pelo bronze no Grand Slam de Astana em maio.

    A campeã olímpica Beatriz Souza também subiu ao topo do pódio em Lima, ao derrotar a italiana Asya Tavano na final dos 78 kg por ippon. O confronto entre as duas foi o quinto encontro na carreira, e Beatriz contabiliza quatro vitórias sobre a adversária, incluindo um triunfo na disputa por equipes em Paris 2024. Em declaração ao site da Confederação Brasileira de Judô (CBJ), Bia afirmou que o resultado reflete o trabalho diário da equipe e a necessidade de ajustar estratégia diante da evolução das adversárias.

    Oros da abertura e performance de jovens

    Os primeiros títulos do Brasil no Grand Prix foram conquistados já na sexta-feira (14), dia de abertura do evento. Michel Augusto foi campeão na categoria até 60 kg, enquanto Rafaela Rodrigues faturou o ouro nos 52 kg — este último representou o primeiro título em etapas de Grand Prix para a judoca de 19 anos.

    No sábado (15), David Lima garantiu o outro ouro brasileiro ao vencer a final dos 81 kg contra o canadense Françoise Drapeau por yuko. A reportagem da Agência Brasil destaca que Drapeau é atualmente vice-líder do ranking mundial na categoria.

    Prata, bronzes e embates entre brasileiros

    A única medalha de prata para o Brasil no evento ficou com Nauana Silva, nos 70 kg; a paulistana foi superada na final pela alemã Dena Pohl no sábado.

    O país somou ainda quatro bronzes. Três deles foram conquistados no domingo: Guilherme Schimidt venceu o canadense Keagan Young nos 90 kg; Leonardo Gonçalves levou a melhor sobre Giovani Ferreira no confronto 100% brasileiro pelos 100 kg; e Thauana Silva assegurou o bronze nos 78 kg ao derrotar a venezuelana Karen Leon. Antes, no sábado, Guilherme de Oliveira já havia obtido o bronze nos 73 kg ao bater o medalhista olímpico Daniel Cargnin por ippon no golden score.

    Jéssica Lima também subiu ao pódio após garantir o bronze nos 57 kg. Ela havia sido derrotada na semifinal pela espanhola Adriana Rodríguez Salvador e venceu a britânica Acelya Toprak na disputa pelo terceiro lugar.

    Relevância do resultado

    Segundo a cobertura da Agência Brasil, o resultado em Lima representou o melhor desempenho do Brasil na temporada até o momento. A conquista coletiva reforça o trabalho de formação e a capacidade competitiva dos atletas brasileiros em eventos internacionais de judô.

    Os dados e declarações sobre confrontos e resultados foram divulgados pela Agência Brasil e por veículos oficiais da Confederação Brasileira de Judô (CBJ).

  • Ministro Flávio Dino afasta presidente do TCE-MA por 180 dias em investigação sobre assassinato

    Ministro Flávio Dino afasta presidente do TCE-MA por 180 dias em investigação sobre assassinato

    O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino decretou o afastamento por 180 dias de Daniel Brandão do cargo de presidente do Tribunal de Contas do Maranhão (TCE-MA). A decisão foi tomada no contexto da investigação sobre o assassinato do empresário João Bosco Sobrinho, ocorrido em 2022, que, segundo a apuração, estaria ligado a um desentendimento na distribuição de propina em contratos do governo estadual.

    Alcance da medida

    Além da suspensão do exercício do cargo, a determinação impede que Daniel Brandão tenha acesso às dependências físicas e aos sistemas eletrônicos do TCE-MA. Também foi vedado o uso de bens do tribunal, a participação em eventos públicos ou privados em razão do cargo e o contato com o governador do estado, Carlos Brandão — de quem o investigado é sobrinho — e com o ex-secretário estadual Raimundo Cutrim.

    Motivações e fundamentos apontados pelo ministro

    Segundo a decisão, o afastamento é necessário “para preservar as investigações”. O ministro Flávio Dino afirmou que as apurações apresentam elementos que indicam que o grupo investigado tem adotado medidas para ocultar a identificação de Daniel Brandão no inquérito, desde o momento do crime até os dias atuais. A decisão destaca a existência de indícios relacionados à participação do presidente do TCE-MA em reunião que teria culminado no homicídio do empresário, além de apontamentos de que seu nome foi omitido em investigação preliminar da Polícia Civil.

    Contexto da investigação

    A investigação apura a morte de João Bosco Sobrinho, em 2022, e considera como possível motivação um desentendimento sobre a distribuição de valores ilícitos vinculados a contratos do governo do Maranhão. Conforme a apuração descrita na decisão, haveria participação de agentes que teriam reunido-se em evento que antecedeu o crime. A Polícia Civil realizou diligências iniciais, e o novo ato judicial busca resguardar o andamento das investigações diante dos sinais de interferência citados pelo ministro.

    Reações do investigado e do governo

    Em nota, Daniel Brandão afirmou que recebeu com “profunda perplexidade” a notícia do afastamento e declarou que pretende demonstrar a “verdade dos fatos”. O presidente afastado disse ainda estar à disposição das autoridades e do Poder Judiciário para prestar esclarecimentos, apontando que, desde o início, tem cooperado com o andamento processual, inclusive com manifestações nos autos e colocando-se à disposição para ser ouvido.

    A defesa do governador do Maranhão, Carlos Brandão, manifestou-se contestando a competência do ministro Flávio Dino para julgar o caso, argumentando que tal atribuição caberia ao Superior Tribunal de Justiça (STJ). Os advogados do governador também afirmaram que, há mais de um ano, vêm tentando sem sucesso obter acesso às investigações sigilosas. Segundo a defesa, serão analisados os atos praticados e adotadas medidas legais para preservar garantias como o juiz natural, o devido processo legal, o contraditório e a ampla defesa.

    Próximos passos processuais

    A decisão de afastamento vale pelo prazo estipulado de 180 dias, e tem como objetivo evitar interferências que possam prejudicar as apurações. O documento judicial citou elementos probatórios que motivaram a medida cautelar. Não há, na nota oficial da Agência Brasil que reportou a decisão, menção a prazos processuais adicionais ou outras medidas cautelares além das já anunciadas.

    Os fatos e as reações relatados foram divulgados pela Agência Brasil, que cobriu a decisão do ministro do STF e as manifestações das partes envolvidas. A tramitação e eventuais recursos relacionados à decisão poderão ser acompanhados conforme novos atos judiciais e comunicações das defesas e das autoridades competentes.

  • Moraes autoriza que Bolsonaro saia da prisão domiciliar para atendimento odontológico

    Moraes autoriza que Bolsonaro saia da prisão domiciliar para atendimento odontológico

    O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou que o ex-presidente Jair Bolsonaro saia temporariamente da prisão domiciliar para se submeter a atendimento odontológico, informou a Agência Brasil.

    Coordenação entre defesa e PMDF

    Na decisão, Moraes determinou que a Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) e a defesa do ex-presidente deverão combinar os procedimentos relativos ao deslocamento até o atendimento clínico. A medida busca organizar a escolta e os detalhes operacionais que envolvem a saída de Bolsonaro de sua residência, onde cumpre pena em regime domiciliar.

    Sigilo sobre local e data por segurança

    Por motivos de segurança, o ministro exigiu que data e local do atendimento não sejam divulgados. A decisão estipula que, caso haja vazamento dessas informações, o deslocamento deverá ser cancelado. A exigência visa minimizar riscos durante o transporte e a permanência fora do local de cumprimento da medida cautelar.

    Pedido da defesa e sugestão da PMDF

    Segundo a petição dos advogados do ex-presidente, feita na semana passada, a intenção era que Bolsonaro fosse atendido pela dentista Fernanda Antunes Figueira Bolsonaro, identificada pela defesa como sua nora e casada com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Na decisão, Moraes registrou que a Polícia Militar apresentou sugestão de que o procedimento fosse realizado no centro médico da corporação.

    O texto da decisão não esclarece se a dentista indicada pela família poderá, de fato, prestar o atendimento no local definido pela PMDF. Assim, permanece sem definição pública se a profissional mencionada será a responsável pelo procedimento.

    Restrições a visitas e contexto da execução penal

    O ex-presidente permanece proibido de receber visitas após uma divulgação feita por Flávio Bolsonaro nas redes sociais de uma carta atribuída a Jair Bolsonaro. Além disso, Bolsonaro está impedido de publicar conteúdos em redes sociais, inclusive por meio de terceiros. Conforme a decisão mencionada pela Agência Brasil, visitas durante o cumprimento da pena devem ser autorizadas previamente pelo próprio relator da execução penal, Alexandre de Moraes.

    No ano passado, o ex-presidente foi condenado a 27 anos e três meses de prisão no processo relativo à chamada trama golpista. Após ser submetido a cirurgia, teve a prisão domiciliar autorizada para continuidade do cumprimento da pena. Atualmente, ele se recupera de uma pneumonia bacteriana, conforme informações oficiais.

    Próximos passos e condição para o atendimento

    Com a autorização, o deslocamento para o atendimento odontológico dependerá da combinação formal entre a PMDF e a defesa, incluindo a definição de horários, escolta e eventual utilização de instalações médicas da corporação. A exigência de sigilo sobre data e local configura condição expressa para que o procedimento ocorra; qualquer divulgação não autorizada fará com que a saída seja suspensa.

    As informações sobre a autorização e as condições impostas constam da decisão do ministro Alexandre de Moraes e foram divulgadas pela Agência Brasil.

  • TRE-RJ pede que eleitores verifiquem locais de votação antes do primeiro turno

    TRE-RJ pede que eleitores verifiquem locais de votação antes do primeiro turno

    O Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) está pedindo à população fluminense que confirme o local de votação antes do primeiro turno marcado para 4 de outubro. Segundo o tribunal, 268 locais foram alterados para as eleições de 2026, o que atinge cerca de 610 mil eleitores no estado.

    Motivos das mudanças nos locais de votação

    O TRE-RJ informou que, em 4 de agosto, já havia anunciado a troca de 66 locais por razões de segurança, com a intenção de reduzir a influência de organizações criminosas e milícias no processo eleitoral. As outras alterações comunicadas na semana anterior envolveram diferentes motivos, como adaptações de acessibilidade, mudanças ou fechamento de estabelecimentos e problemas estruturais nas instalações.

    Como conferir o local de votação

    O tribunal orienta que o eleitor verifique antecipadamente o local e o número exato da seção eleitoral para evitar transtornos no dia da votação. A consulta pode ser feita por meio do site oficial do TRE-RJ, informando CPF ou número do Título de Eleitor, data de nascimento e nome da mãe.

    • Aplicativo: e-Título.
    • Telefone: Disque TRE-RJ, no (21) 3436-9000 — atendimento de segunda a sexta-feira, das 11h às 19h.
    • WhatsApp: pelo mesmo número do Disque TRE-RJ, com serviço de autoatendimento disponível 24 horas.

    Orientações para o dia da votação

    O presidente do TRE-RJ, desembargador Claudio de Mello Tavares, ressaltou a importância de o eleitor anotar o número da seção para ser encaminhado diretamente à urna correta, evitando que precise percorrer várias salas dentro do local de votação. Ele também recomendou que cada eleitor leve os números dos candidatos anotados em papel.

    O tribunal lembra que, embora o uso do celular seja permitido para identificação biométrica por meio do e-Título, o aparelho não pode ser levado para dentro da cabine de votação. Durante o ato de votar, o celular deve ficar com o mesário.

    No primeiro turno, cada eleitor fará seis votos: para deputado federal, deputado estadual, primeira vaga de senador, segunda vaga de senador, governador e presidente. Por isso, o TRE-RJ recomenda o preparo prévio, com os números dos candidatos anotados, para agilizar o processo e reduzir filas.

    Serviços de apoio e esclarecimentos

    Além das consultas online e pelo aplicativo, o Disque TRE-RJ oferece informações e esclarecimentos ao eleitor. O serviço telefônico funciona em horário comercial nos dias úteis, enquanto o atendimento via WhatsApp oferece autoatendimento em tempo integral.

    As informações sobre alterações nos locais de votação e as orientações ao eleitor foram divulgadas pelo próprio Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro e repercutidas pela Agência Brasil.