Categoria: Brasil

  • Durigan defende ampliação do comércio exterior e prevê respostas a medidas unilaterais

    Durigan defende ampliação do comércio exterior e prevê respostas a medidas unilaterais

    O ministro da Fazenda, Dario Durigan, defendeu nesta segunda-feira a estratégia de ampliar o comércio exterior brasileiro por meio da abertura negociada de mercados, durante participação em evento na capital paulista, informou a Agência Brasil. Segundo o ministro, é necessário projetar segurança e previsibilidade para que investidores e outros governos enxerguem o país como um destino confiável.

    Abertura comercial baseada em negociações

    Durigan enfatizou que a ampliação das exportações não deve resultar em dependência de um único parceiro comercial, seja na Ásia, na América do Norte ou em outra região. Para ele, a estratégia ideal passa por negociações que considerem as fragilidades e os pontos fortes do Brasil, permitindo diversificar mercados e reduzir riscos associados a laços econômicos concentrados.

    O ministro afirmou que, diante de um cenário global marcado por incertezas, o país precisa construir uma imagem de estabilidade. Essa projeção, disse Durigan, é fundamental para atrair capital externo e ampliar o espaço do Brasil no comércio internacional, segundo a Agência Brasil.

    Tensão com os Estados Unidos e Lei da Reciprocidade Econômica

    A fala de Durigan ocorreu em meio a um momento de tensão entre Brasil e Estados Unidos. Na semana anterior, o governo federal abriu formalmente um processo para avaliar se a imposição unilateral de tarifas pelos EUA contra exportações brasileiras deve ser respondida com base na Lei da Reciprocidade Econômica.

    Aprovada no ano passado, a Lei nº 15.122 estabelece critérios para suspender concessões comerciais como resposta a ações, políticas ou práticas unilaterais de outro país que afetem a competitividade do Brasil. A avaliação do governo sobre eventuais medidas de retaliação foi citada como parte do contexto em que o ministro discorreu sobre a necessidade de negociar e proteger os interesses econômicos do país.

    Estabilidade fiscal, reforma tributária e a questão dos juros

    Além do tema comercial, Durigan abordou medidas domésticas para garantir a estabilidade macroeconômica. Entre as ações citadas estão o bloqueio de orçamento e limites para gastos obrigatórios, instrumentos que, segundo o ministro, contribuem para manter uma trajetória fiscal responsável e evitar desestabilização.

    O ministro também comentou a reforma tributária, reconhecendo que a mudança pode causar apreensão por introduzir muitas alterações ao sistema. Durigan vê 2027 como um ano relevante para a transição e afirmou que a expectativa é de que, ao final do processo, o país disponha de um sistema tributário melhor a médio e longo prazo.

    Sobre a taxa de juros, Durigan afirmou que não é possível discutir ampliação de crédito sem “juros civilizados”, expressão usada por ele para indicar a necessidade de taxas mais compatíveis com o desenvolvimento. Segundo o ministro, juros mais baixos representam a etapa final de uma série de ajustes de médio prazo necessários para promover o crescimento sustentável.

    Próximos passos e cenários

    O conjunto de declarações do ministro foi apresentado em um contexto de atenção ao ambiente externo e à gestão das contas públicas. A adoção de instrumentos orçamentários e a discussão sobre a Lei da Reciprocidade Econômica sinalizam que o governo pretende combinar abertura comercial com mecanismos de defesa de interesse nacional, conforme detalhou a Agência Brasil.

    Durigan indicou que o debate sobre comércio exterior será feito reconhecendo limitações e pontos fortes do país, o que sugere uma abordagem pragmática nas negociações comerciais futuras. A articulação entre medidas de política externa e instrumentos fiscais e monetários será determinante para a evolução dessas propostas.

    As informações básicas e as citações do ministro foram apuradas a partir de reportagem da Agência Brasil.

  • Petrobras encontra petróleo no poço Morpho, na Margem Equatorial (Amapá)

    Petrobras encontra petróleo no poço Morpho, na Margem Equatorial (Amapá)

    A Petrobras anunciou nesta segunda-feira (17) a descoberta de petróleo no poço exploratório chamado Morpho, localizado no bloco BM-FZA-59, na Margem Equatorial, em águas profundas na costa do Amapá, conforme reportagem da Agência Brasil. A estatal informou que a operação de perfuração ainda está em curso e que serão realizados estudos posteriores para estimar o volume encontrado e determinar se a área pode ser explorada comercialmente.

    Localização e progresso da perfuração

    O poço Morpho está situado a cerca de 175 quilômetros da costa do Amapá e aproximadamente 500 quilômetros da foz do rio Amazonas. A lâmina d’água no local é de 2.886 metros. Segundo a presidente da Petrobras, Magda Chambriard, a campanha exploratória já atingiu cerca de 3 mil metros na coluna de água e outros 3 mil metros perfurados em rocha, restando em torno de 1 mil metros até o objetivo final do poço.

    Investimentos e custos operacionais

    Magda Chambriard afirmou que a campanha exploratória em curso na região teve início em agosto do ano anterior e que, desde então, a Petrobras já desembolsou cerca de US$ 3 bilhões. A presidente também informou que as operações de exploração na área têm custo aproximado de US$ 1 milhão por dia. A Petrobras é operadora do bloco BM-FZA-59 e detém 100% da participação nessa área, adquirida na 11ª Rodada de Licitações da ANP, em 2013, sob o regime de concessão.

    O que a descoberta significa e próximos passos

    Embora os indícios apontem para a presença de petróleo, a Petrobras destacou que a simples identificação de hidrocarbonetos em um poço exploratório não assegura a existência de uma reserva comercialmente viável. Após a conclusão da perfuração — prevista para ocorrer em aproximadamente 15 a 20 dias, segundo a estatal — serão necessários estudos que analisem o volume recuperável, as propriedades do reservatório e a viabilidade técnica e econômica de uma eventual produção.

    A companhia informou também que pretende dar continuidade às atividades exploratórias na Margem Equatorial e que há outros poços previstos no programa da região. Além disso, a Petrobras protocolou pedidos de licenciamento no Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) para novas perfurações na área.

    Repercussão política e posição sobre energia

    Durante visita à região no mesmo dia, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva comentou a descoberta, destacando a importância do achado para o futuro da produção petrolífera do país. Ao mesmo tempo, o presidente afirmou que a nova frente exploratória não altera a estratégia brasileira de investimentos em fontes renováveis, como biocombustíveis, e que o país seguirá apostando em inovação nesse setor.

    Riscos, incertezas e contexto regulatório

    A Petrobras e autoridades têm enfatizado que há incertezas até a conclusão dos estudos. Aspectos técnicos do reservatório, custos futuros de desenvolvimento e critérios ambientais e regulatórios ligados ao licenciamento pelo Ibama serão determinantes para qualquer decisão de investimento em produção. A confirmação do potencial econômico dependerá das avaliações subsequentes previstas pela companhia.

    Pontos-chave

    • Local do poço: bloco BM-FZA-59, Margem Equatorial, a ~175 km da costa do Amapá;
    • Profundidade: lâmina d’água de 2.886 m; perfuração já avançou ~3.000 m em coluna d’água e ~3.000 m em rocha, faltando ~1.000 m;
    • Investimentos: US$ 3 bilhões já aplicados desde o início da campanha exploratória em agosto do ano anterior;
    • Custo operacional informado: cerca de US$ 1 milhão por dia;
    • Participação: Petrobras é operadora e possui 100% do bloco, adquirido na 11ª Rodada da ANP (2013);
    • Próximos procedimentos: conclusão da perfuração em 15 a 20 dias e realização de estudos para estimar volumes e viabilidade econômica;
    • Licenciamento: pedidos protocolados no Ibama para novas perfurações na Margem Equatorial.

    As informações acima foram divulgadas pela Petrobras e registradas em reportagem da Agência Brasil.

  • Brasil perde para Sudão do Sul na estreia do qualificatório para o Pré-Olímpico de basquete

    Brasil perde para Sudão do Sul na estreia do qualificatório para o Pré-Olímpico de basquete

    A seleção feminina de basquete iniciou com derrota sua participação no torneio qualificatório para o Pré-Olímpico da modalidade. Em partida realizada nesta segunda-feira (17) em Guadalajara, no México, o Brasil foi superado pelo Sudão do Sul por 63 a 61, pela primeira rodada do Grupo A.

    Como se desenrolou o jogo

    O confronto foi marcado por um início ruim das brasileiras, que permitiram às sul-sudanesas abrir 12 pontos de vantagem já no primeiro quarto. Mesmo assim, a equipe brasileira conseguiu reagir ao longo das parciais seguintes e, no último período, chegou a virar o placar, com as seleções alternando-se na liderança.

    O tempo regulamentar terminou empatado em 56 a 56, o que levou a decisão para a prorrogação. Nos minutos extras, uma falta cometida sobre a armadora Moira Joiner, a 21 segundos do fim, foi determinante: ela converteu os lances livres que colocaram o Sudão do Sul à frente, e o Brasil não conseguiu mais buscar o empate.

    Destaques individuais

    Do lado brasileiro, a principal pontuadora foi Aaliyah Guyton. A armadora, de 20 anos, marcou 20 pontos, além de registrar três rebotes e duas assistências.

    Segundo a Agência Brasil, Aaliyah é filha da ex-jogadora Adrianinha, apontada pela reportagem como medalhista de bronze pelo Brasil na Olimpíada de Sydney (Austrália) em 2020. (Informação registrada conforme a fonte.)

    Tabela do grupo, próximos jogos e caminho para o Pré-Olímpico

    O Grupo A ainda tem Nova Zelândia e Argentina, adversárias que o Brasil enfrentará nos próximos dias: nesta terça-feira (18), às 23h30 (horário de Brasília), diante da Nova Zelândia, e no encerramento da primeira fase na quinta (20), às 15h, contra a Argentina. As partidas são transmitidas ao vivo pelo canal da Federação Internacional de Basquete (Fiba) no YouTube.

    Os dois primeiros colocados de cada grupo avançam às semifinais, onde cruzarão com os classificados do Grupo B, composto por Canadá, México, Filipinas e Senegal. O campeão do torneio em Guadalajara garante vaga direta no Pré-Olímpico, que será realizado em fevereiro de 2028 e definirá dez das 12 seleções que disputarão os Jogos de Los Angeles (Estados Unidos).

    As equipes que não conquistarem o título no México precisarão buscar a vaga por meio dos torneios continentais. Conforme a reportagem, caso o Brasil não vença o torneio em Guadalajara, a seleção terá de terminar entre as quatro primeiras na Copa América, marcada para 3 a 11 de julho do próximo ano em El Salvador, para manter a rota rumo ao Pré-Olímpico.

    Consequências esportivas imediatas

    Além do impacto direto na briga por classificação no Grupo A, o resultado impõe ao Brasil a necessidade de recuperação imediata para seguir com chances de avançar. A partida contra a Nova Zelândia assume caráter decisivo para as pretensões brasileiras na fase de grupos: uma derrota aumentaria a pressão para o confronto com a Argentina.

    Os desdobramentos do torneio em Guadalajara e a distribuição das vagas ao Pré-Olímpico e, subsequentemente, aos Jogos de Los Angeles, mantêm a competição com alto valor classificatório para as seleções participantes.

    Informações: Agência Brasil.

  • Pesquisa indica que 42% das mulheres brasileiras já apostaram online; 20% apostam hoje

    Pesquisa indica que 42% das mulheres brasileiras já apostaram online; 20% apostam hoje

    Uma pesquisa nacional divulgada em 17 de agosto de 2026 mostra que 42% das mulheres brasileiras já jogaram ou continuam jogando em plataformas de apostas online: 20% apostam atualmente e 22% já apostaram no passado. Os dados são do estudo ‘Mulheres e Bets: o Custo das Apostas Online para as Brasileiras e suas Famílias’, realizado pelo estúdio Clarice, Estratégia Latina e Instituto Ideia.

    Resultados principais

    O levantamento quantitativo ouviu 2.008 pessoas em todo o país e, segundo o relatório, mais da metade das mulheres (54%) sente efeito direto das apostas—sendo apostadoras ou convivendo com quem aposta. Entre as mulheres que nunca apostaram (58%), 12% dizem ser afetadas por parentes ou amigos que jogam.

    • 42% das mulheres já apostaram ou apostam online; 20% apostam atualmente.
    • 72% das apostadoras têm filhos; mulheres com filhos apostam 1,6 vez mais que as sem filhos.
    • Por recorte racial: 45% das mulheres pardas, 39% das brancas e 37% das pretas afirmam já ter apostado.
    • Entre as apostadoras, 49% jogam em cassinos online; 29% em jogos de sorte instantânea; 26% apostam em futebol.

    Impactos familiares, trabalho e endividamento

    O estudo relaciona as apostas a consequências financeiras e sociais dentro dos lares. Para 67% das entrevistadas, as apostas estão ‘acabando com as famílias’ (ante 59% entre homens). Entre impactos percebidos, o relatório aponta aumento de brigas, agressões, mentiras e adoecimento mental, e indica que 23% dos brasileiros conhecem casos em que as apostas contribuíram para violência familiar.

    Quanto ao endividamento, 7% das mulheres apostadoras declararam ter pegado dinheiro emprestado com agiotas para apostar. Entre as impactadas, 8% relatam que elas próprias ou alguém próximo precisou recorrer a agiotas, inclusive filhos endividados com esses credores.

    Gênero, estigma e dinâmica de jogo

    A pesquisa destaca diferenças de gênero no julgamento social: ter filhos tende a atenuar o estigma para homens apostadores, enquanto para mulheres com filhos o questionamento e a culpa costumam ser maiores. A fundadora do estúdio Clarice, Beatriz Della Costa, afirma que isso reflete papéis de cuidado atribuídos historicamente às mulheres.

    Os relatos das entrevistadas descrevem que muitas apostam em segredo por vergonha, o que gera culpa e fragiliza relações. O levantamento mostra também que 30% das apostadoras costumam jogar mais à noite ou de madrugada, contra 20% dos homens.

    Publicidade, acesso de menores e percepções sobre habilidade

    As plataformas de apostas são apontadas como agentes que exploram o desejo de prover dignidade ao lar e prometem ‘renda fácil’. A pesquisa encontrou que 72% das mulheres veem a publicidade das apostas como fator que leva as pessoas a apostar mais do que deveriam. Além disso, 79% dizem ter notado aumento de conteúdo sobre apostas nas redes sociais após seu primeiro contato com as plataformas.

    O estudo identifica uma percepção difundida de que vencer nas apostas exige “habilidade”: 25% das mulheres e cerca de 40% das apostadoras frequentes acreditam ser necessária expertise para ganhar, o que incentiva cursos, coaches e tentativas de especialização.

    Embora a legislação brasileira proíba apostas para menores de 18 anos, o levantamento aponta que crianças e adolescentes chegam a apostar influenciados por terceiros ou através do CPF de um adulto da casa, com ou sem consentimento.

    Percepção pública e propostas apontadas pela pesquisa

    O relatório mostra apoio significativo à proibição ou restrição das apostas online: 62% das mulheres defendem a proibição das apostas online no país, ante 50% dos homens. Entre propostas citadas pelos entrevistados, 45% aprovam o bloqueio de Pix para apostas entre beneficiários de programas sociais e 32% veriam com interesse um canal anônimo de apoio — índice que sobe para 57% entre apostadores frequentes.

    Sobre publicidade, 41% das mulheres concordam que casas de apostas podem operar, mas sem propaganda; entre homens o percentual é 47%. O relatório também recomenda a proibição de cursos e conteúdos que vendem ‘macetes’ para vencer jogos e sugere restrições aos jogos de cassino online, que atraem grande parte das apostadoras.

    Metodologia: o estudo combinou entrevistas qualitativas (60 pessoas, principalmente mulheres de 18 a 58 anos, das classes C, D e E em nove estados) e pesquisa quantitativa nacional realizada em junho e agosto de 2026, com amostragem baseada no Censo 2022 e PNAD 2025 do IBGE.

    Fonte: Agência Brasil, com dados do estúdio Clarice, Estratégia Latina e Instituto Ideia.

  • Riotur abre inscrições em 24 de agosto para blocos do Carnaval 2027

    Riotur abre inscrições em 24 de agosto para blocos do Carnaval 2027

    A Empresa de Turismo do Município do Rio de Janeiro (Riotur) abrirá as inscrições para blocos de rua interessados em desfilar no Carnaval 2027 no dia 24 de agosto. O cadastramento seguirá aberto até 24 de setembro e poderá ser realizado exclusivamente pelo portal riotur.prefeitura.rio, segundo informação divulgada pela Agência Brasil.

    Prazo e formulário de inscrição

    O período oficial de inscrição vai de 24 de agosto a 24 de setembro e será feito somente pela página eletrônica da Riotur. Trata‑se da primeira etapa formal para obtenção de autorização para os desfiles: o registro antecede a análise e a decisão por parte da administração municipal e dos demais órgãos públicos envolvidos.

    Finalidade do registro e planejamento público

    De acordo com a Agência Brasil, a Riotur informa que o cadastramento permite ao poder público planejar com antecedência a logística, a segurança e a infraestrutura necessárias para receber os cortejos pela cidade. A medida visa organizar a festa sem comprometer a circulação dos blocos e a atuação dos órgãos responsáveis por ordenamento urbano e proteção do público.

    Posição da Riotur sobre o Carnaval de rua

    O presidente da Riotur, Bernardo Fellows, ressaltou a relevância cultural do carnaval de rua carioca e o papel central dos blocos nessa tradição. Fellows afirmou que a festa se reinventa a cada ano com a entrada de novas iniciativas e que o objetivo da autarquia é contribuir para uma celebração mais organizada e estruturada, mantendo elementos essenciais da festa.

    Em suas declarações à Agência Brasil, Fellows enfatizou a intenção de preservar “a espontaneidade, a diversidade e a identidade” do carnaval do Rio, ao mesmo tempo em que se busca maior estruturação dos desfiles.

    Contexto e dados recentes

    Segundo os dados reportados pela Agência Brasil, em 2026 mais de 400 desfiles foram autorizados no carnaval de rua do Rio de Janeiro. A publicação também aponta que o calendário para 2027 prevê o início da temporada de blocos em 16 de janeiro.

    O cadastramento eletrônico é o primeiro passo para que blocos interessados sejam contabilizados e considerados no planejamento da administração municipal. Após a realização das inscrições no site da Riotur, caberá à própria Riotur, em conjunto com os órgãos competentes, a análise e a eventual autorização dos desfiles, conforme a sequência de trâmites administrativos locais.

    O que se sabe até agora

    • Período de inscrições: 24 de agosto a 24 de setembro.
    • Canal de inscrição: site riotur.prefeitura.rio (exclusivo).
    • Natureza do cadastro: primeira etapa oficial para autorização de desfiles.
    • Finalidade pública: planejamento de logística, segurança e infraestrutura.
    • Dados recentes: mais de 400 desfiles autorizados em 2026; expectativa de início da temporada em 16 de janeiro de 2027.

    As informações foram divulgadas pela Agência Brasil. A Riotur é a responsável pelo cadastramento e pela condução do processo administrativo que antecede a autorização dos blocos de rua, cabendo aos interessados acompanhar o cronograma e realizar a inscrição dentro do prazo informado.

  • Presidente do TSE defende urna eletrônica em reunião com 86 embaixadores

    Presidente do TSE defende urna eletrônica em reunião com 86 embaixadores

    O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, realizou nesta segunda-feira uma reunião com 86 embaixadores para demonstrar o funcionamento do sistema eleitoral brasileiro e defender a urna eletrônica como pilar do processo de votação. Segundo informações da Agência Brasil, o encontro teve como objetivo explicar a estrutura e os mecanismos que tornam o país uma referência internacional no tema.

    Defesa da urna eletrônica e reputação internacional

    Em sua fala, Nunes Marques ressaltou que o Brasil se consolidou ao longo das últimas décadas como um exemplo entre democracias representativas no que diz respeito à realização de eleições. O presidente do TSE afirmou que essa posição foi alcançada por meio da construção gradual e contínua de um processo eleitoral que prioriza eficiência e segurança, e enfatizou o papel da urna eletrônica nesse contexto.

    A demonstração do sistema foi feita diante dos diplomatas estrangeiros para esclarecer dúvidas sobre a tecnologia de votação utilizada no país e reforçar a transparência do pleito, conforme noticiou a Agência Brasil.

    Regras sobre inteligência artificial em campanhas

    O ministro também abordou o tema da inteligência artificial (IA) e os riscos de seu uso indevido nas disputas eleitorais. Segundo a Agência Brasil, o TSE aprovou em março deste ano normas destinadas a coibir a utilização ilegal de ferramentas de IA durante a campanha.

    As regras, que valem para candidatos e partidos, estabelecem que provedores de inteligência artificial não devem oferecer, nem mesmo mediante solicitação de usuários, sugestões de candidatos para orientar o voto. A medida busca preservar a autonomia do eleitor e evitar interferências algorítmicas na escolha política.

    Além disso, o TSE proibiu a publicação de montagens envolvendo candidatas com nudez ou pornografia e medidas semelhantes foram adotadas para combater a misoginia digital. A Corte também reafirmou que provedores de internet podem ser responsabilizados judicialmente caso não retirem perfis falsos e postagens ilegais, segundo a Agência Brasil.

    Calendário eleitoral e abrangência do pleito

    O TSE lembrou no encontro o calendário das eleições gerais: o primeiro turno está marcado para 4 de outubro, quando serão escolhidos deputados federais, estaduais e distritais, governadores, senadores e o presidente da República. Caso nenhum candidato alcance mais de 50% dos votos válidos (excluídos brancos e nulos) para os cargos que exigem maioria absoluta, haverá segundo turno em 25 de outubro, possibilidade aplicável às disputas para governador e presidente.

    As explicações prestadas aos embaixadores tiveram, conforme a Agência Brasil, o objetivo de detalhar tanto o funcionamento da urna eletrônica quanto as salvaguardas legais e tecnológicas que cercam o processo eleitoral brasileiro, incluindo mecanismos voltados à integridade das informações e à responsabilização de plataformas digitais.

    As informações sobre a reunião e as medidas citadas foram divulgadas pela Agência Brasil, que registrou trechos das declarações do presidente do TSE e os principais pontos das normas aprovadas pelo tribunal em março.

  • Brasil é campeão geral do Grand Prix de judô em Lima com 11 medalhas

    Brasil é campeão geral do Grand Prix de judô em Lima com 11 medalhas

    O Brasil encerrou o Grand Prix de Lima 2026 como campeão geral do torneio, liderando o quadro de medalhas com 11 pódios – cinco ouros, duas pratas e quatro bronzes. A competição foi concluída no domingo (16) no Peru e, segundo reportagem da Agência Brasil, o resultado representou o melhor desempenho brasileiro no ano.

    Quadro de medalhas e colocação geral

    Com 11 medalhas no total, o Brasil superou a Itália, que terminou com dois ouros, duas pratas e quatro bronzes, e a Moldávia, que obteve dois ouros, duas pratas e um bronze. O desempenho brasileiro consolidou a seleção como a principal força do evento em Lima.

    Principais conquistas individuais

    Os dois últimos ouros brasileiros foram conquistados no domingo (16), dia em que o país registrou o maior número de pódios. Rafael Macedo venceu a categoria até 90 kg ao superar o moldavo Mihail Latisev com dois waza-aris — um resultado que teve sabor de revanche após derrota para o mesmo adversário em disputa pelo bronze no Grand Slam de Astana em maio.

    A campeã olímpica Beatriz Souza também subiu ao topo do pódio em Lima, ao derrotar a italiana Asya Tavano na final dos 78 kg por ippon. O confronto entre as duas foi o quinto encontro na carreira, e Beatriz contabiliza quatro vitórias sobre a adversária, incluindo um triunfo na disputa por equipes em Paris 2024. Em declaração ao site da Confederação Brasileira de Judô (CBJ), Bia afirmou que o resultado reflete o trabalho diário da equipe e a necessidade de ajustar estratégia diante da evolução das adversárias.

    Oros da abertura e performance de jovens

    Os primeiros títulos do Brasil no Grand Prix foram conquistados já na sexta-feira (14), dia de abertura do evento. Michel Augusto foi campeão na categoria até 60 kg, enquanto Rafaela Rodrigues faturou o ouro nos 52 kg — este último representou o primeiro título em etapas de Grand Prix para a judoca de 19 anos.

    No sábado (15), David Lima garantiu o outro ouro brasileiro ao vencer a final dos 81 kg contra o canadense Françoise Drapeau por yuko. A reportagem da Agência Brasil destaca que Drapeau é atualmente vice-líder do ranking mundial na categoria.

    Prata, bronzes e embates entre brasileiros

    A única medalha de prata para o Brasil no evento ficou com Nauana Silva, nos 70 kg; a paulistana foi superada na final pela alemã Dena Pohl no sábado.

    O país somou ainda quatro bronzes. Três deles foram conquistados no domingo: Guilherme Schimidt venceu o canadense Keagan Young nos 90 kg; Leonardo Gonçalves levou a melhor sobre Giovani Ferreira no confronto 100% brasileiro pelos 100 kg; e Thauana Silva assegurou o bronze nos 78 kg ao derrotar a venezuelana Karen Leon. Antes, no sábado, Guilherme de Oliveira já havia obtido o bronze nos 73 kg ao bater o medalhista olímpico Daniel Cargnin por ippon no golden score.

    Jéssica Lima também subiu ao pódio após garantir o bronze nos 57 kg. Ela havia sido derrotada na semifinal pela espanhola Adriana Rodríguez Salvador e venceu a britânica Acelya Toprak na disputa pelo terceiro lugar.

    Relevância do resultado

    Segundo a cobertura da Agência Brasil, o resultado em Lima representou o melhor desempenho do Brasil na temporada até o momento. A conquista coletiva reforça o trabalho de formação e a capacidade competitiva dos atletas brasileiros em eventos internacionais de judô.

    Os dados e declarações sobre confrontos e resultados foram divulgados pela Agência Brasil e por veículos oficiais da Confederação Brasileira de Judô (CBJ).

  • Ministro Flávio Dino afasta presidente do TCE-MA por 180 dias em investigação sobre assassinato

    Ministro Flávio Dino afasta presidente do TCE-MA por 180 dias em investigação sobre assassinato

    O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino decretou o afastamento por 180 dias de Daniel Brandão do cargo de presidente do Tribunal de Contas do Maranhão (TCE-MA). A decisão foi tomada no contexto da investigação sobre o assassinato do empresário João Bosco Sobrinho, ocorrido em 2022, que, segundo a apuração, estaria ligado a um desentendimento na distribuição de propina em contratos do governo estadual.

    Alcance da medida

    Além da suspensão do exercício do cargo, a determinação impede que Daniel Brandão tenha acesso às dependências físicas e aos sistemas eletrônicos do TCE-MA. Também foi vedado o uso de bens do tribunal, a participação em eventos públicos ou privados em razão do cargo e o contato com o governador do estado, Carlos Brandão — de quem o investigado é sobrinho — e com o ex-secretário estadual Raimundo Cutrim.

    Motivações e fundamentos apontados pelo ministro

    Segundo a decisão, o afastamento é necessário “para preservar as investigações”. O ministro Flávio Dino afirmou que as apurações apresentam elementos que indicam que o grupo investigado tem adotado medidas para ocultar a identificação de Daniel Brandão no inquérito, desde o momento do crime até os dias atuais. A decisão destaca a existência de indícios relacionados à participação do presidente do TCE-MA em reunião que teria culminado no homicídio do empresário, além de apontamentos de que seu nome foi omitido em investigação preliminar da Polícia Civil.

    Contexto da investigação

    A investigação apura a morte de João Bosco Sobrinho, em 2022, e considera como possível motivação um desentendimento sobre a distribuição de valores ilícitos vinculados a contratos do governo do Maranhão. Conforme a apuração descrita na decisão, haveria participação de agentes que teriam reunido-se em evento que antecedeu o crime. A Polícia Civil realizou diligências iniciais, e o novo ato judicial busca resguardar o andamento das investigações diante dos sinais de interferência citados pelo ministro.

    Reações do investigado e do governo

    Em nota, Daniel Brandão afirmou que recebeu com “profunda perplexidade” a notícia do afastamento e declarou que pretende demonstrar a “verdade dos fatos”. O presidente afastado disse ainda estar à disposição das autoridades e do Poder Judiciário para prestar esclarecimentos, apontando que, desde o início, tem cooperado com o andamento processual, inclusive com manifestações nos autos e colocando-se à disposição para ser ouvido.

    A defesa do governador do Maranhão, Carlos Brandão, manifestou-se contestando a competência do ministro Flávio Dino para julgar o caso, argumentando que tal atribuição caberia ao Superior Tribunal de Justiça (STJ). Os advogados do governador também afirmaram que, há mais de um ano, vêm tentando sem sucesso obter acesso às investigações sigilosas. Segundo a defesa, serão analisados os atos praticados e adotadas medidas legais para preservar garantias como o juiz natural, o devido processo legal, o contraditório e a ampla defesa.

    Próximos passos processuais

    A decisão de afastamento vale pelo prazo estipulado de 180 dias, e tem como objetivo evitar interferências que possam prejudicar as apurações. O documento judicial citou elementos probatórios que motivaram a medida cautelar. Não há, na nota oficial da Agência Brasil que reportou a decisão, menção a prazos processuais adicionais ou outras medidas cautelares além das já anunciadas.

    Os fatos e as reações relatados foram divulgados pela Agência Brasil, que cobriu a decisão do ministro do STF e as manifestações das partes envolvidas. A tramitação e eventuais recursos relacionados à decisão poderão ser acompanhados conforme novos atos judiciais e comunicações das defesas e das autoridades competentes.

  • Moraes autoriza que Bolsonaro saia da prisão domiciliar para atendimento odontológico

    Moraes autoriza que Bolsonaro saia da prisão domiciliar para atendimento odontológico

    O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou que o ex-presidente Jair Bolsonaro saia temporariamente da prisão domiciliar para se submeter a atendimento odontológico, informou a Agência Brasil.

    Coordenação entre defesa e PMDF

    Na decisão, Moraes determinou que a Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) e a defesa do ex-presidente deverão combinar os procedimentos relativos ao deslocamento até o atendimento clínico. A medida busca organizar a escolta e os detalhes operacionais que envolvem a saída de Bolsonaro de sua residência, onde cumpre pena em regime domiciliar.

    Sigilo sobre local e data por segurança

    Por motivos de segurança, o ministro exigiu que data e local do atendimento não sejam divulgados. A decisão estipula que, caso haja vazamento dessas informações, o deslocamento deverá ser cancelado. A exigência visa minimizar riscos durante o transporte e a permanência fora do local de cumprimento da medida cautelar.

    Pedido da defesa e sugestão da PMDF

    Segundo a petição dos advogados do ex-presidente, feita na semana passada, a intenção era que Bolsonaro fosse atendido pela dentista Fernanda Antunes Figueira Bolsonaro, identificada pela defesa como sua nora e casada com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Na decisão, Moraes registrou que a Polícia Militar apresentou sugestão de que o procedimento fosse realizado no centro médico da corporação.

    O texto da decisão não esclarece se a dentista indicada pela família poderá, de fato, prestar o atendimento no local definido pela PMDF. Assim, permanece sem definição pública se a profissional mencionada será a responsável pelo procedimento.

    Restrições a visitas e contexto da execução penal

    O ex-presidente permanece proibido de receber visitas após uma divulgação feita por Flávio Bolsonaro nas redes sociais de uma carta atribuída a Jair Bolsonaro. Além disso, Bolsonaro está impedido de publicar conteúdos em redes sociais, inclusive por meio de terceiros. Conforme a decisão mencionada pela Agência Brasil, visitas durante o cumprimento da pena devem ser autorizadas previamente pelo próprio relator da execução penal, Alexandre de Moraes.

    No ano passado, o ex-presidente foi condenado a 27 anos e três meses de prisão no processo relativo à chamada trama golpista. Após ser submetido a cirurgia, teve a prisão domiciliar autorizada para continuidade do cumprimento da pena. Atualmente, ele se recupera de uma pneumonia bacteriana, conforme informações oficiais.

    Próximos passos e condição para o atendimento

    Com a autorização, o deslocamento para o atendimento odontológico dependerá da combinação formal entre a PMDF e a defesa, incluindo a definição de horários, escolta e eventual utilização de instalações médicas da corporação. A exigência de sigilo sobre data e local configura condição expressa para que o procedimento ocorra; qualquer divulgação não autorizada fará com que a saída seja suspensa.

    As informações sobre a autorização e as condições impostas constam da decisão do ministro Alexandre de Moraes e foram divulgadas pela Agência Brasil.

  • TSE lança campanha ‘Eleições 2026 – Coisa de Pele’ para estimular participação do eleitor

    TSE lança campanha ‘Eleições 2026 – Coisa de Pele’ para estimular participação do eleitor

    O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) lançou, no dia 17 de agosto, a campanha Eleições 2026 – Coisa de Pele com a finalidade de estimular a participação do eleitor nas eleições gerais de outubro. Segundo o presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, a iniciativa pretende mostrar que a democracia se manifesta a partir da ação concreta dos cidadãos, quando estes se informam e exercem o direito de escolher seus representantes.

    Objetivo da campanha

    A proposta central da campanha é reforçar a ideia de que o eleitor ocupa papel protagonista no processo democrático. Em sua fala durante o lançamento, o presidente do TSE ressaltou que a participação ativa — por meio do voto informado, do respeito às diferenças e do exercício livre do direito de eleger — materializa a democracia.

    O nome escolhido para a ação faz referência ao clássico musical Coisa de Pele, do cantor Jorge Aragão, indicando uma aproximação cultural e afetiva com o público. O TSE afirma que a música pode funcionar como ferramenta de aproximação entre as pessoas e, por isso, foi incorporada à estratégia de comunicação.

    Conteúdo e formatos divulgados

    A campanha reúne vídeos e spots de áudio que valorizam a diversidade racial e cultural do país. Além desse enfoque temático, o material também tem caráter informativo: inclui peças que esclarecem procedimentos práticos do dia de votação.

    Entre os conteúdos anunciados estão explicações sobre a ordem de votação, orientações sobre como justificar o voto e outras informações relevantes para que o eleitor esteja preparado no dia do pleito. O TSE informou que a série de vídeos já pode ser acessada por meio dos perfis oficiais do tribunal nas redes sociais.

    Calendário eleitoral e regras de segundo turno

    O primeiro turno das eleições gerais de 2026 está marcado para 4 de outubro, quando serão escolhidos deputados federais, deputados estaduais e distritais, governadores, senadores e o presidente da República. Caso nenhum candidato alcance mais de 50% dos votos válidos — excluídos brancos e nulos — em disputas que admitam segundo turno, haverá uma nova votação em 25 de outubro.

    O TSE reforça, por meio da campanha, informações práticas que ajudam o eleitor a compreender quando e por que um segundo turno é realizado, além de procedimentos como a justificativa de ausência às urnas.

    Divulgação e alcance

    Segundo o tribunal, a campanha foi concebida para ser próxima do eleitor, inclusiva e com um tom claramente brasileiro. A utilização de música e elementos culturais busca não apenas atrair a atenção, mas também facilitar o entendimento das mensagens sobre participação e procedimentos eleitorais.

    As peças já disponíveis nas redes sociais do TSE incluem formatos curtos adequados para reprodução online e spots de áudio que podem ser veiculados em diferentes plataformas digitais.

    Fonte e contextualização

    As informações sobre a campanha foram divulgadas pelo TSE e reportadas pela Agência Brasil. A matéria oficial do tribunal detalha a proposta, os conteúdos produzidos e as motivações por trás do uso de música e representações culturais para dialogar com o eleitorado.

    O TSE orienta o público a verificar os canais oficiais para acessar os materiais e obter informações atualizadas sobre os procedimentos de votação e o calendário eleitoral.