Categoria: Brasil

  • Atriz Glória Menezes morre aos 91 anos no Rio de Janeiro

    Atriz Glória Menezes morre aos 91 anos no Rio de Janeiro

    A atriz Glória Menezes morreu nesta terça-feira (18) em sua residência no Rio de Janeiro, aos 91 anos, segundo informação publicada pela Agência Brasil. A família ainda não informou a causa do óbito nem divulgou detalhes sobre o velório.

    Trajetória artística

    Nascida Nilcedes Soares de Magalhães, em Pelotas (RS), em 1934, Glória Menezes iniciou a carreira no teleteatro da extinta TV Tupi e estreou em novela em 1959, com Um Lugar ao Sol. Ao longo de mais de seis décadas, participou de cerca de 40 produções televisivas e também trabalhou no teatro e no cinema.

    No cinema, integrou o elenco do filme O Pagador de Promessas, ao lado de Leonardo Villar, obra que foi premiada no Festival de Cannes em 1962. Na televisão, destacou-se em títulos que fizeram sucesso junto ao público, entre os quais Irmãos Coragem, Brega & Chique, Rainha da Sucata, Páginas da Vida e A Favorita.

    Parceria pessoal e profissional

    Em 1963, durante a exibição da novela 2-5499 Ocupado — apontada como a primeira telenovela diária do país — Glória Menezes trabalhou com o ator Tarcísio Meira. Os dois se casaram nesse mesmo ano e mantiveram uma longa união, tanto pessoal quanto artística, atuando juntos em diversos projetos televisivos, como Sangue e Areia, Rosa Rebelde, Espelho Mágico e Guerra dos Sexos.

    O casal permaneceu casado por 59 anos, até a morte de Tarcísio Meira, em 12 de agosto de 2021, em decorrência de covid-19, conforme registro da imprensa. Glória Menezes teve filhos de uniões diferentes: Maria Amélia e João Paulo, de uma relação anterior, e Tarcísio Filho, fruto do casamento com Meira.

    Últimos trabalhos e presença na mídia

    Menezes continuou atuando no teatro e no cinema até os anos 2000. Um de seus papéis mais recentes na televisão foi na novela Totalmente Demais, em 2015, quando interpretou a personagem Stelinha. Sua carreira abrangeu personagens variados, incluindo mocinhas e vilãs, e atravessou gerações de espectadores e profissionais da dramaturgia brasileira.

    Repercussão e legado

    Em nota citada pela Agência Brasil, o governador em exercício do Rio de Janeiro, desembargador Ricardo Couto, afirmou que a perda da atriz entristece a cultura e as artes do país, destacando a trajetória de mais de seis décadas de Menezes nos palcos, no cinema e na televisão. Couto também ressaltou a versatilidade da atriz e seu papel na formação da memória cultural brasileira.

    O Ministério da Cultura também divulgou mensagem de pesar, lembrando que a carreira de Glória Menezes atravessou momentos fundamentais da história da televisão, do teatro e do cinema no Brasil, e afirmando que ela deixa um legado importante para a dramaturgia e para a memória cultural do país.

    Até a publicação desta reportagem, a família não havia informado detalhes sobre as cerimônias fúnebres. A Agência Brasil é a fonte das informações fundamentais sobre o falecimento e as manifestações oficiais divulgadas.

    O que se sabe até o momento

    • Data do falecimento: 18 de agosto de 2026, em sua casa no Rio de Janeiro.
    • Idade: 91 anos.
    • Causa da morte: não divulgada pela família.
    • Velório: local não informado pela família até o momento.
    • Carreira: mais de seis décadas, cerca de 40 produções televisivas, trabalhos em teatro e cinema.

    Esta reportagem baseia-se nas informações levantadas e divulgadas pela Agência Brasil.

  • Fenaj pede ao STF revisão da decisão que aboliu exigência de diploma para jornalistas

    Fenaj pede ao STF revisão da decisão que aboliu exigência de diploma para jornalistas

    A Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) pediu nesta terça-feira (18) ao Supremo Tribunal Federal (STF) que reavalie a decisão tomada em 2009, que declarou inconstitucional a exigência de diploma de nível superior para o exercício da profissão de jornalista. A solicitação foi divulgada em publicações da entidade nas redes sociais e em posições públicas de sua presidente, Samira de Castro.

    Argumentos da Fenaj

    Samira de Castro afirmou que a revogação da exigência de formação “envelheceu mal” e que o ambiente digital atual demanda um padrão maior de qualidade técnica e responsabilidade ética. Segundo a presidente da Fenaj, “jornalismo não é só produzir conteúdo ou simplesmente emitir opinião. Jornalismo é uma atividade que precisa de formação específica, de compromisso ético e de qualificação técnica”.

    A entidade colocou-se disponível para colaborar na rediscussão do tema, mencionando duas vias: a aprovação da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 206/2012 — conhecida como PEC do Diploma —, que tramita na Câmara dos Deputados, ou uma revisão da decisão do próprio STF. A Fenaj já vinha alertando, segundo sua presidente, sobre os danos dessa decisão à sociedade brasileira.

    Debate no STF

    O pedido da Fenaj surge no mesmo dia em que ministros do STF manifestaram a necessidade de reavaliar a dispensa do diploma. Durante sessão da Primeira Turma, que julgou um caso de direito de resposta envolvendo a TV Globo e uma clínica médica citada em reportagem sobre assédio sexual, o ministro Flávio Dino afirmou que a decisão de 2009 complicou julgamentos relacionados à liberdade de imprensa. Dino disse que “a extensão automática desse regime de garantias a qualquer blogueiro pode levar a que o PCC e o Comando Vermelho façam um concurso para selecionar blogueiros”.

    O ministro Alexandre de Moraes defendeu a regulamentação da profissão e afirmou que o direito constitucional à liberdade de imprensa não pode ser invocado por usuários das redes sociais para cometer crimes contra a honra ou atos de desinformação. Moraes observou: “Hoje, com as redes sociais, qualquer pessoa acorda e diz a partir de hoje eu sou jornalista e começa a ofender a honra de inúmeras pessoas e se escudar da liberdade de imprensa”.

    Histórico jurídico e legislativo

    Em 2009, o STF decidiu que a exigência de diploma e de registro profissional prevista no Decreto-Lei 972/1969 não foi recepcionada pela Constituição de 1988, tornando inconstitucional a obrigatoriedade do diploma para o exercício do jornalismo. Na ocasião, a Corte entendeu, por maioria de votos, que as normas do decreto não subsistiam após a Constituição.

    Paralelamente ao debate judicial, a PEC 206/2012, que retoma a exigência de diploma de curso superior em Jornalismo, foi aprovada pelo Senado em 2012 e passou pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC) da Câmara em 2013. O texto consta como pronto para pauta no plenário da Câmara, mas nunca chegou a ser incluído em votação. Por se tratar de emenda constitucional, a proposta precisa ser aprovada em dois turnos, com ao menos 308 votos favoráveis entre os 513 deputados.

    O texto da PEC prevê que a profissão seria privativa de quem possuir diploma de curso superior em Jornalismo, mas inclui exceções, como colaboradores que produzem trabalhos de natureza técnica, científica ou cultural, profissionais que já exercessem a atividade quando a emenda fosse promulgada, e jornalistas provisionados com registro profissional regular.

    Contexto adicional e críticas à Corte

    O debate sobre a dispensa do diploma ocorre em um momento de controvérsia envolvendo decisões do STF referentes a quebras de sigilo e identificação de fontes. A Fenaj e a Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) manifestaram preocupação com uma decisão do ministro Alexandre de Moraes que permitiu a identificação da fonte de um jornalista maranhense, Luís Pablo, responsável por denúncias sobre suposto uso irregular de veículos oficiais do ex-governador Flávio Dino. Segundo Moraes, as informações da fonte teriam sido obtidas a partir do monitoramento ilegal da rotina de Dino e de familiares em São Luís.

    A Fenaj considera importantes as falas de Dino e Moraes e reafirma que está pronta para participar da discussão, seja por meio da tramitação da PEC do Diploma na Câmara, que está parada há anos, seja por eventual revisão da decisão do STF, conforme declaração da presidente da entidade.

    Fonte: Agência Brasil.

  • Hortência é a única brasileira entre nove indicadas ao prêmio de maior atleta da história dos Mundiais da Fiba

    Hortência é a única brasileira entre nove indicadas ao prêmio de maior atleta da história dos Mundiais da Fiba

    A Federação Internacional de Basquete (Fiba) incluiu Hortência entre as nove indicadas ao prêmio de maior atleta da história das Copas do Mundo. A indicação foi divulgada antes do Mundial feminino de 2026: a entidade abriu votação popular em seu site nesta terça-feira, 18 de agosto, e o torneio tem início previsto para 4 de setembro na Alemanha, segundo informações da Agência Brasil.

    Carreira e papel no título de 1994

    Hortência foi uma das protagonistas do histórico título mundial conquistado pela seleção feminina do Brasil em 1994, na Austrália. Na final, a equipe brasileira derrotou a China por 96 a 87, e Hortência formou o chamado “trio de ouro” com Magic Paula e Janeth. A campanha daquele Mundial incluiu confrontos memoráveis, entre eles a semifinal contra os Estados Unidos, então favoritos e hegemônicos nas quadras.

    Na vitória sobre as norte-americanas por 110 a 107, Hortência foi a cestinha do jogo com 32 pontos, seguida por Magic Paula com 29 e Janeth com 22, desempenho que ajudou a consolidar a trajetória do Brasil no torneio.

    Desempenhos individuais em Copas do Mundo

    Além do título de 1994, Hortência disputou outras quatro edições da Copa do Mundo ao longo de sua carreira e foi cestinha das edições de 1979, 1983 e 1990. Naquela edição de 1990, disputada na Malásia, a ex-jogadora estabeleceu a média de pontos mais alta do torneio — 31,5 — número que, conforme a reportagem da Agência Brasil, permanece como recorde pessoal naquele contexto.

    Dois anos após o Mundial de 1994, o trio de ouro também foi destaque nas Olimpíadas de Atlanta, quando a seleção brasileira alcançou a medalha de prata, a primeira colocação no pódio olímpico para a equipe feminina do país.

    Prêmio e concorrência

    A premiação que questiona quem é o “maior atleta” da história dos Mundiais já havia sido promovida pela Fiba em outra ocasião. Em 2018, na véspera da edição daquele ano na Espanha, a entidade realizou uma votação semelhante e Hortência foi vencedora com 85% dos votos, de acordo com a Agência Brasil.

    Para a edição atual da votação, a lista de indicadas inclui, além de Hortência, atletas de destaque internacional: Lauren Jackson (Austrália), Uljana Semjonova (Letônia), Sue Bird (Estados Unidos), Penny Taylor (Austrália), Diana Taurasi (Estados Unidos), Lisa Leslie (Estados Unidos), Maya Moore (Estados Unidos) e Breanna Stewart (Estados Unidos). A iniciativa da Fiba permite ao público escolher entre essas atletas por meio do site oficial do Mundial.

    Contexto da votação e próximos passos

    A abertura da votação ocorreu no portal do Mundial feminino de basquete, conforme registro da Agência Brasil. O torneio que servirá de palco para esta escolha começa em 4 de setembro, na Alemanha. A Fiba não teve detalhes adicionais informados na matéria sobre prazo de votação ou critérios técnicos para a seleção dos indicados, além da lista divulgada.

    O fato de Hortência figurar como única representante brasileira entre as nove indicadas reforça a visibilidade do legado da ex-jogadora no cenário internacional do basquete feminino, com referências tanto a conquistas coletivas quanto a marcas individuais em Copas do Mundo.

    Relevância histórica

    A indicação de Hortência atesta o reconhecimento internacional de sua trajetória em competições de alto nível e lembra momentos marcantes do basquete feminino brasileiro, como a quebra da hegemonia norte-americana na semifinal de 1994 e a inédita conquista mundial daquele ano. Esses episódios compõem o currículo que justificou sua inclusão entre as candidatas ao prêmio da Fiba.

    As informações deste texto são baseadas em reportagem divulgada pela Agência Brasil sobre a lista de indicadas e a abertura da votação promovida pela Fiba.

  • 67 entidades defendem suspensão temporária de transmissões ao vivo no Discord

    67 entidades defendem suspensão temporária de transmissões ao vivo no Discord

    Um abaixo-assinado divulgado em 18 de agosto por 67 organizações da sociedade civil manifestou apoio à decisão da Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD) que determinou a suspensão temporária da funcionalidade de transmissão ao vivo (Go Live) no aplicativo Discord para usuários no Brasil.

    O teor do manifesto

    No documento, as entidades classificam a medida como proporcional ao risco identificado, por restringir uma função específica sem bloquear a plataforma ou seus demais serviços. O texto ressalta que a retomada do recurso deve estar condicionada à comprovação, por parte do Discord, de que a empresa possui meios para identificar crimes ocorridos em seu ambiente e adotar salvaguardas necessárias.

    As organizações também observaram que outras funcionalidades do Discord permanecem ativas, como troca de mensagens e integrações com serviços terceirizados usados por empresas para automações do dia a dia.

    Contexto: casos e investigações

    A suspensão da transmissão ao vivo foi aplicada no contexto de episódios de violência e coação envolvendo menores de 18 anos. Entre os casos citados pela reportagem da Agência Brasil está o suicídio de uma adolescente de 13 anos, moradora de Naviraí (MS), ocorrido em 22 de julho.

    Além disso, o manifesto destaca que investigações policiais em ao menos oito estados apuram práticas criminosas em plataformas digitais, incluindo Discord e Telegram. Segundo informações do Ministério da Justiça e Segurança Pública citadas na cobertura, entre as violações investigadas estariam recrutamento de crianças e adolescentes para crueldade contra animais, automutilação e induzimento ao suicídio.

    Regras da ANPD e exigências para plataformas

    A carta lembra que, poucos dias antes da decisão sobre o Discord, a própria ANPD havia estabelecido prazo — até 17 de setembro — para que plataformas com mais de 1 milhão de usuários crianças ou adolescentes no Brasil publiquem relatórios semestrais. Esses documentos devem detalhar denúncias recebidas, medidas de moderação adotadas e avaliações de risco realizadas, conforme o procedimento citado no texto.

    As entidades argumentam que a legislação e a atuação da ANPD exigem que as plataformas demonstrem, de forma contínua e verificável, como previnem riscos conhecidos. No caso específico da funcionalidade de transmissão ao vivo, diz o manifesto, caberia ao Discord provar sua capacidade de identificação e contenção de problemas antes de reativar o recurso.

    Quem assinou e quais posições foram destacadas

    Entre as signatárias do documento estão organizações voltadas à infância, proteção digital e direitos humanos, como Coalizão Direitos na Rede (CDR), Instituto Alana, Comitê Nacional de Enfrentamento à Violência Sexual contra Crianças e Adolescentes, Conselho Federal de Psicologia (CFP), SaferNet Brasil, Instituto Sou da Paz e Associação de Pesquisadores e Formadores da Área de Criança e do Adolescente (NECA).

    O manifesto defende uma abordagem ampla de proteção, com foco em prevenção de riscos, adoção de salvaguardas e responsabilização dos atores do ambiente digital, em vez de medidas que se limitem a restrições de acesso com base na idade.

    Implementação da suspensão e papel do Discord

    Segundo a cobertura da Agência Brasil, a interrupção da possibilidade de usuários no Brasil transmitirem vídeos no Discord já havia sido efetivada pela empresa em 17 de agosto. A carta solicita que a plataforma comprove, na prática, sua capacidade de proteger usuários mais jovens e reafirma a competência da ANPD para exigir medidas que evitem violações de direitos de crianças e adolescentes no ambiente digital.

    As informações sobre a suspensão, o abaixo-assinado e o contexto das investigações foram divulgadas pela Agência Brasil.

  • Governo do Rio diz que dívida bancária soma R$ 26 bilhões e busca reestruturação

    Governo do Rio diz que dívida bancária soma R$ 26 bilhões e busca reestruturação

    O governo do Rio de Janeiro informou, em 18 de agosto de 2026, que possui cerca de R$ 26 bilhões em dívidas junto a instituições financeiras e que busca renegociar esse passivo para aliviar o custo financeiro do Estado. A informação foi divulgada pelo governador em exercício, Ricardo Couto, após uma reunião em Brasília com o ministro da Fazenda, Dario Durigan, segundo reportagem da Agência Brasil.

    Negociações com a União e com bancos

    De acordo com o governador em exercício, a intenção é promover um reescalonamento das dívidas com juros mais baixos e reorganizar as contas públicas. Couto destacou que a negociação não se limita à adesão do Estado ao Propag, programa federal destinado a renegociar débitos com a União, mas abrange também o débito com bancos e demais instituições financeiras.

    Condições da renegociação e apoio federal

    O governo do Rio afirmou que a União tem acompanhado o processo de forma positiva. Couto disse ainda que a proposta em discussão não exigirá nova garantia do Tesouro Nacional: segundo ele, não será necessária uma nova cobertura federal para viabilizar a realocação das dívidas. O Executivo estadual planeja também buscar o apoio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) nas etapas seguintes da reorganização financeira.

    Dívida com a União: resultado do Propag e contrapartidas

    Além do passivo bancário, o Estado já negociou sua dívida com a União no âmbito do Propag. Conforme dados apresentados pelo governo federal, com a adesão ao programa a dívida do Rio com a União foi reduzida de R$ 210 bilhões para R$ 168,5 bilhões. As parcelas mensais passaram de R$ 436 milhões para R$ 119 milhões e o prazo de pagamento foi estendido até 2056.

    Outra mudança no acordo com a União foi a retirada dos juros reais: a correção do saldo passa a ser feita apenas pela inflação medida pelo IPCA. Para se qualificar às condições do Propag, o estado comprometeu-se a reduzir 20% do total devido à União e aceitou que recursos previstos ao Estado pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento Regional (FNDR) fiquem retidos pelo governo federal até 2048. O estado também deverá destinar 1% do saldo devedor a áreas como educação, infraestrutura e segurança.

    Situação da Refit e investigações relacionadas

    Questionado sobre a possibilidade de ter tratado, na reunião com o ministro, a situação da refinaria Refit, apontada como uma das principais devedoras, Couto não respondeu. A reportagem lembra que o Grupo Refit, dono da antiga Refinaria de Manguinhos, é citado pela Receita Federal como o maior devedor contumaz do país, com débitos tributários superiores a R$ 26 bilhões perante a União e estados. O grupo tem sido alvo de operações e investigações por suspeitas que incluem sonegação fiscal estruturada e lavagem de dinheiro.

    Em 2025 e 2024, operações como a Poço de Lobato e a Carbono Oculto investigaram supostas fraudes fiscais e práticas de ocultação de patrimônio envolvendo o grupo, conforme informações mencionadas pela Agência Brasil.

    Próximos passos e contexto recente

    Segundo a Agência Brasil, a reunião entre Couto e o ministro Dario Durigan ocorreu no fim da tarde e tratou das alternativas para reestruturar os débitos estaduais. Durigan chegou a cancelar compromissos em São Paulo para participar da agenda em Brasília. O objetivo declarado pelo governo do Rio é reorganizar o passivo total, incluindo tanto o montante negociado via Propag quanto a dívida com instituições financeiras.

    Dados oficiais citados na reportagem mostram também que, desde 2016, a União já pagou cerca de R$ 47 bilhões em dívidas do Rio de Janeiro que não foram quitadas pelo Estado. A discussão em curso envolve prazos, formatos de realocação das obrigações e fontes de apoio, sem previsão divulgada de novos instrumentos de garantia por parte do Tesouro Nacional.

  • Anac suspende quatro empresas de voos panorâmicos no Rio após intensificação de fiscalizações

    Anac suspende quatro empresas de voos panorâmicos no Rio após intensificação de fiscalizações

    A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) informou, em coletiva na sede do Centro de Operações e Resiliência (COR) do Rio de Janeiro, que suspendeu os serviços de quatro empresas que ofereciam voos panorâmicos na cidade. O anúncio ocorreu nesta terça-feira (18) e faz parte de uma série de fiscalizações reforçadas solicitadas pela prefeitura do Rio após acidentes recentes com helicópteros.

    Fiscalização e suspensões

    Segundo a Anac, há 12 empresas autorizadas a operar voos panorâmicos no Rio de Janeiro, usando 46 aeronaves. Das 12 operadoras, nove já foram fiscalizadas e quatro tiveram seus serviços suspensos. Entre as 46 aeronaves, 18 passaram por inspeção e nove foram proibidas de voar.

    As ações envolveram auditorias dos Sistemas de Gerenciamento da Segurança Operacional (SGSO), verificação do cumprimento de procedimentos operacionais e inspeções técnicas nas aeronaves. A agência destacou que as fiscalizações continuarão enquanto persistirem as investigações e o monitoramento do setor.

    Motivação e contexto dos acidentes

    A intensificação das ações de fiscalização ocorreu após pedidos da prefeitura, motivados por acidentes com helicópteros na capital fluminense nos últimos meses. O prefeito do Rio destacou que, desde janeiro, ocorreram 13 mortes em acidentes envolvendo helicópteros na cidade, número que motivou o reforço nas inspeções.

    Entre os episódios citados pela administração municipal está a queda de um helicóptero na Floresta da Tijuca, em 8 de agosto, que matou três turistas chilenas e o piloto. Em 14 de junho, outro acidente — uma colisão entre aeronaves no ar — provocou a queda de dois helicópteros no Recreio dos Bandeirantes, com seis vítimas fatais.

    Medidas anunciadas e revisão regulatória

    O diretor-presidente da Anac, Tiago Chagas Faierstein, afirmou que a agência vai manter fiscalizações constantes e ampliará a atuação sobre operações de táxi-aéreo e empresas de manutenção no Rio de Janeiro. Faierstein ressaltou que problemas em manutenção podem ser a causa de irregularidades observadas nas aeronaves em operação.

    A Anac também anunciou a intenção de revisar o Regulamento Brasileiro da Aviação Civil 136 (RBAC 136), que trata especificamente de voos panorâmicos. A revisão pretende atualizar requisitos de segurança operacional, requisitos organizacionais das empresas, qualificação de tripulações, manutenção e gestão da segurança, com participação social e consulta pública.

    Coordenação com a prefeitura e medidas locais

    Em conjunto com a Anac, a prefeitura do Rio informou ter proibido o uso do heliponto da Lagoa para empresas de voo panorâmico. A suspensão ocorreu depois da identificação de possíveis irregularidades no cumprimento de regras que determinam partida e retorno a um mesmo ponto, detectadas após o acidente na Floresta da Tijuca.

    O secretário da Casa Civil, Leandro Matieli, disse que cinco empresas perderam autorização para operar no heliponto da Lagoa desde o início da semana, conforme registro em Diário Oficial municipal.

    Participação da sociedade e ferramentas de fiscalização

    A Anac ressaltou a importância da colaboração de pilotos, empresas, fabricantes e usuários para aumentar a segurança aérea. A agência lembrou a existência da plataforma “Voe Seguro”, onde usuários podem consultar o prefixo de uma aeronave para verificar se ela está autorizada a realizar voos panorâmicos.

    Faierstein afirmou que as fiscalizações envolvem trabalho de inteligência e que as ações seguirão até que todas as empresas sejam verificadas de forma frequente e permanente. A agência destacou que há operadores que cumprem as normas e que o objetivo é identificar e coibir práticas irregulares.

    Os dados e as declarações sobre as fiscalizações e medidas da Anac e da prefeitura foram divulgados pela Agência Brasil durante a coletiva na sede do COR.

  • Inscrições abertas para capacitação em IA voltada a empreendedoras com 5 mil vagas

    Inscrições abertas para capacitação em IA voltada a empreendedoras com 5 mil vagas

    O governo federal, por meio do Ministério do Empreendedorismo da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte, em parceria com o Instituto Rede Mulher Empreendedora, abriu inscrições para uma capacitação em inteligência artificial destinada a mulheres que comandam negócios no Brasil. A iniciativa oferta 5 mil vagas e garante que metade desse total seja destinada a mulheres negras, segundo informou a Agência Brasil.

    Estrutura do curso e início

    A formação terá início em 1º de setembro. A proposta pedagógica inclui 10 aulas ministradas ao vivo e 10 sessões de mentoria coletiva, além de materiais complementares. O conteúdo foi organizado para apresentar ferramentas de tecnologia aplicáveis à rotina das empresas e orientar a implementação prática das soluções.

    Temas abordados

    O programa abrange o uso da inteligência artificial em diferentes etapas da atividade empresarial. Entre os tópicos citados estão gestão e planejamento, marketing e vendas, atendimento ao cliente, análise de dados, produtividade e inovação. A ênfase está na aplicação prática: as participantes receberão acompanhamento para incorporar os recursos estudados à operação de seus negócios.

    Mentoria e apoio prático

    Além das aulas teóricas, a capacitação oferece mentorias coletivas para esclarecimento de dúvidas e acompanhamento da aplicação dos conteúdos. Esse formato visa dar suporte prático às empreendedoras, facilitando a adaptação das ferramentas de IA a contextos diversos de micro e pequenas empresas.

    Ao término do curso, 50 negócios serão selecionados para receber aporte financeiro no formato de capital semente. O objetivo do recurso é possibilitar a implementação dos projetos que tenham sido desenvolvidos pelas alunas ao longo da formação.

    As interessadas já podem se inscrever pela internet. A publicação original com os detalhes da iniciativa foi divulgada pela Agência Brasil, que atribui as informações à parceria entre o Ministério do Empreendedorismo da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte e o Instituto Rede Mulher Empreendedora.

    Participação e público-alvo

    A chamada é dirigida a mulheres empreendedoras de todo o país. O recorte de reserva de vagas para mulheres negras é parte da oferta anunciada, que destina metade das 5 mil vagas a esse público específico. Não foram informados pela fonte prazos finais de inscrição, critérios detalhados de seleção nem valores exatos do capital semente.

    Quem desejar participar deve buscar o formulário de inscrição online disponibilizado pelos responsáveis pelo programa. Informações adicionais, como critérios de elegibilidade e etapas do processo seletivo para o capital semente, devem ser consultadas junto aos canais oficiais do Ministério ou do Instituto Rede Mulher Empreendedora.

  • Ministros do STF Flávio Dino e Alexandre de Moraes defendem rediscussão da dispensa do diploma de jornalismo

    Ministros do STF Flávio Dino e Alexandre de Moraes defendem rediscussão da dispensa do diploma de jornalismo

    Os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino e Alexandre de Moraes propuseram, em sessão da Primeira Turma nesta terça-feira (18), a reabertura do debate sobre a decisão da Corte de 2009 que afastou a exigência do diploma de jornalismo para o exercício da profissão. A discussão ocorreu no julgamento de um pedido de direito de resposta envolvendo a TV Globo e uma clínica médica mencionada em reportagem sobre assédio sexual, segundo informações da Agência Brasil.

    Argumentos dos ministros na Primeira Turma

    Flávio Dino afirmou que a decisão de 2009, ao dispensar o diploma, acabou por complicar análises posteriores sobre liberdade de imprensa. Em sua manifestação, o ministro alertou para a extensão indiscriminada das garantias reconhecidas pelo STF a usuários de plataformas digitais, citando como exemplo a possibilidade de grupos criminosos se valerem desse entendimento para recrutar pessoas que atuem como produtores de conteúdo.

    Alexandre de Moraes, por sua vez, defendeu a regulamentação da profissão de jornalista. Moraes afirmou que o direito constitucional à liberdade de imprensa não pode servir de escudo para quem, nas redes sociais, comete crimes contra a honra ou propaga desinformação. Segundo ele, a facilidade com que alguém se autodeclara jornalista nas redes agrava problemas relacionados a ataques pessoais e notícias falsas.

    O que decidiu o STF em 2009

    Em 2009, o STF decidiu, por maioria, que a exigência do diploma de jornalismo e do registro profissional para o exercício da profissão era inconstitucional. Naquela ocasião, a Corte entendeu que o Decreto-Lei 972/1969 — que estabelecia regras para o exercício da atividade, incluindo a obrigatoriedade de registro no Ministério do Trabalho e a exigência de diploma de curso superior em jornalismo — não foi recepcionado pela Constituição de 1988. Esse é o marco jurídico que os ministros passaram a questionar durante a sessão desta terça.

    Contexto atual e repercussões

    A rediscussão proposta pelos ministros surge em um momento de controvérsia pública acerca de decisões recentes do STF. A Corte tem sido criticada por autorizar medidas de quebra de sigilo relacionadas ao blogueiro maranhense Luís Pablo, conforme registrado pela Agência Brasil. Além disso, órgãos representativos da categoria jornalística manifestaram preocupação.

    Na semana anterior, a Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) e a Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) demonstraram apreensão com decisão do ministro Alexandre de Moraes que permitiu a identificação da fonte de um jornalista. A identificação decorre de investigações sobre denúncias referentes ao suposto uso irregular de veículos oficiais pelo ministro Flávio Dino; Moraes afirmou que as informações da fonte teriam sido obtidas por meio de monitoramento ilegal da rotina de Dino e de seus familiares em São Luís.

    Implicações para liberdade de imprensa e redes sociais

    As manifestações dos ministros apontam para um debate mais amplo sobre como regular a profissão jornalística na era das redes sociais, sem, contudo, que a discussão avance nesta sessão para decisões finais sobre norma ou legislação. O ponto central levantado por Dino e Moraes foi a tensão entre garantir liberdade de expressão e evitar que estruturas de proteção sejam usadas para práticas ilegais ou difamatórias online.

    As informações acima foram divulgadas pela Agência Brasil.

  • Marina Silva é alvo de tentativa de intimidação durante caminhada de campanha em São Paulo

    Marina Silva é alvo de tentativa de intimidação durante caminhada de campanha em São Paulo

    Marina Silva, candidata à reeleição ao Senado pela Rede, foi alvo de uma tentativa de intimidação na tarde de segunda-feira (17), durante uma caminhada de campanha no centro de São Paulo. O episódio ocorreu quando a ex-ministra do Meio Ambiente se afastou do grupo principal para evitar aglomeração e foi abordada por um homem não identificado, que teria usado palavras e gestos agressivos.

    Como ocorreu a abordagem

    De acordo com relatos da campanha e com entrevistas coletadas no local, Marina percebeu o homem ao se deslocar fora do grupo maior que participava do ato. Ao ser abordada, ela entrou em uma loja próxima para se resguardar, recebendo apoio dos seguranças do evento. O incidente aconteceu no início da tarde e não houve, segundo a assessoria, informação de ferimentos físicos.

    Presença de outros candidatos

    No ato também estavam o candidato ao governo de São Paulo Fernando Haddad e a candidata à reeleição ao Senado por São Paulo Simone Tebet. A presença deles foi registrada durante o mesmo compromisso de campanha em que ocorreu a abordagem a Marina Silva.

    Reações e posição da candidata

    Em entrevista aos jornalistas que acompanhavam o evento, Marina Silva disse reconhecer que ações desse tipo vêm ocorrendo e afirmou que não pretende responder com reação agressiva. “Eu já sei que essas pessoas fazem isso, não iria jamais ficar respondendo. Diante da paz com certeza o ódio recua”, declarou a candidata durante a cobertura do ato.

    Marina também expressou expectativa de que esse não seja o tom da campanha e criticou quem, na sua avaliação, não se manifesta contra intimidações. “Aqueles que não desautorizam fazer esse tipo de prática acabam dando sua assinatura para essa forma de atingir a nossa democracia”, afirmou, segundo relato dos jornalistas no local.

    Registro oficial e medidas

    A assessoria da candidata informou que, até o momento em que prestou informações, não havia sido registrado boletim de ocorrência sobre a agressão. Não houve, nas informações divulgadas, detalhamento sobre identificação do agressor ou medidas adicionais adotadas pela campanha ou pelas autoridades locais.

    As informações sobre o episódio foram divulgadas pela Agência Brasil, que acompanhou o ato de campanha e coletou as declarações citadas nesta matéria.

  • Inter sofre empate nos acréscimos com o Remo e deixa zona de rebaixamento do Brasileirão

    Inter sofre empate nos acréscimos com o Remo e deixa zona de rebaixamento do Brasileirão

    A partida que encerrou a 23ª rodada do Campeonato Brasileiro terminou com polêmica e mudanças na parte de baixo da tabela. No Beira-Rio, em Porto Alegre, Internacional e Remo empataram por 1 a 1 na segunda-feira (17), em jogo marcado por alterações no placar nos primeiros e nos últimos minutos da partida.

    Resumo do jogo

    O Inter abriu o marcador logo aos dois minutos do primeiro tempo. O lateral Matheus Bahia foi lançado pelo lado esquerdo e cruzou para a área; o atacante Johan Carbonero finalizou de primeira e acertou o canto esquerdo do goleiro Marcelo Rangel, colocando o Colorado em vantagem. A reação do Remo só viria muito mais tarde, já nos acréscimos da etapa final.

    A etapa complementar teve muitas falhas de passe de ambos os times e com o Remo se lançando ao ataque após recuos do Inter. A igualdade foi obtida no último lance da partida, aos 49 minutos do segundo tempo, quando o meia Vitor Bueno cobrou falta da intermediária; a bola desviou no atacante Alerrandro e morreu na rede, impedindo a derrota dos visitantes.

    Gols e lances decisivos

    O primeiro gol saiu de uma jogada pela esquerda: Matheus Bahia avançou e cruzou na medida para Carbonero. O tento aos dois minutos deu vantagem ao time da casa, que passou a administrar o jogo e sofreu com a improdutividade ofensiva ao longo dos 90 minutos.

    O empate, já nos acréscimos, teve origem em bola parada. Vitor Bueno cobrou falta da intermediária e, com desvio em Alerrandro, a bola enganou o goleiro Marcelo Rangel e entrou. O tento final evitou a derrota do Remo e confirmou o 1 a 1 no placar.

    Impacto na tabela

    Com o ponto somado diante do Remo, o Internacional chegou a 24 pontos e subiu para a 16ª posição na classificação do Campeonato Brasileiro, saindo do grupo das quatro piores campanhas (Z-4). O clube gaúcho não vencia no Brasileirão desde 16 de maio, segundo a cobertura da Agência Brasil.

    O Mirassol, por sua vez, caiu para a zona de rebaixamento: o time paulista tem 23 pontos e figura na 17ª colocação. O Remo também soma 23 pontos, mas permanece em 18º lugar porque possui uma vitória a menos que o Mirassol, conforme os critérios de desempate apontados na apuração.

    Reação da torcida e cenário imediato

    A torcida colorada deixou o Beira-Rio frustrada e vaiou o elenco ao final do jogo. Apesar de o resultado ter tirado o Inter do Z-4, a apresentação e o empate nos acréscimos não foram suficientes para aplacar a insatisfação dos torcedores presentes.

    Ambas as equipes têm compromisso pela 24ª rodada no próximo sábado (22). O Remo vai ao Rio de Janeiro enfrentar o Fluminense no Maracanã, às 16h (horário de Brasília). Em seguida, o Inter recebe o Atlético-MG no Beira-Rio, às 18h30.

    Fonte

    Informações: Agência Brasil.

    • Placar: Internacional 1 x 1 Remo.
    • Gols: Johan Carbonero (Inter) aos 2 minutos; Vitor Bueno (Remo) aos 49 minutos do 2º tempo, com desvio de Alerrandro.
    • Classificação imediata: Inter a 24 pontos (16º); Mirassol 23 pontos (17º); Remo 23 pontos (18º).
    • Próximos jogos (24ª rodada): Fluminense x Remo (Maracanã, 16h); Internacional x Atlético-MG (Beira-Rio, 18h30), ambos no sábado (22).