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  • Flipelô 2026 atrai 330 mil pessoas em Salvador e bate recorde de público

    Flipelô 2026 atrai 330 mil pessoas em Salvador e bate recorde de público

    A Festa Literária Internacional do Pelourinho (Flipelô) registrou presença superior a 330 mil pessoas em sua décima edição, realizada entre 5 e 9 de agosto no centro histórico de Salvador. A informação foi divulgada pela Fundação Casa de Jorge Amado e repercutida pela Agência Brasil, que destacou o recorde de público e o fato de a edição ter superado a expectativa dos organizadores.

    Dados de público e organização

    Segundo a Fundação Casa de Jorge Amado, a Flipelô deste ano atraiu mais de 330 mil participantes ao longo dos cinco dias de atividades. O evento foi promovido pela própria fundação, que também comemorou 40 anos em 2026, e marcou a celebração da décima edição da festa literária.

    Autores e convidados

    A programação reuniu mais de 500 escritores brasileiros, entre os quais foram citados Carla Madeira, Milton Hatoum e Itamar Vieira Junior. Além dos autores nacionais, a Flipelô contou com a presença de nove convidados internacionais representando cinco países: Estados Unidos, Portugal, Angola, Espanha e Sri Lanka, conforme apurado pela Agência Brasil.

    Homenagens e manifestações

    Durante a edição de 2026 houve homenagens a Myriam Fraga e Calasans Neto, cerimônia que, segundo a presidente da Fundação Casa de Jorge Amado, Angela Fraga, emocionou o público e reforçou o compromisso do festival com a literatura e a democratização do acesso ao livro. Em declaração citada pela Agência Brasil, Angela Fraga afirmou que a Flipelô é uma construção coletiva que pertence ao Centro Histórico, à Bahia e ao Brasil.

    Em entrevista à imprensa, a presidente da fundação qualificou a edição como histórica por reunir leitores, estudantes, escritores, artistas e famílias nas ruas do Pelourinho durante os dias do evento. A organização também afirmou que a festa cumpriu seu objetivo de ocupar espaços públicos com programação cultural variada.

    Origem e objetivos do festival

    A Flipelô foi idealizada pela poeta Myriam Fraga com a proposta de preservar e valorizar a memória do escritor Jorge Amado, promover a cultura e a arte da Bahia e estimular o interesse pela literatura, especialmente entre jovens, de acordo com informações divulgadas pela organização do festival e citadas pela Agência Brasil.

    Ao longo de suas dez edições, o evento consolidou-se como espaço de encontro entre autores e público no centro histórico de Salvador, reforçando a relação entre literatura, memória local e participação comunitária. A combinação de nomes nacionais, convidados internacionais e atividades públicas contribuiu para a ampliação do alcance da festa em 2026.

    Repercussão

    Organizadores e autoridades locais destacaram que a presença massiva de público reflete o papel da Flipelô na cena cultural da Bahia e do país. A cobertura da edição de 2026 pela Agência Brasil trouxe números de público, lista parcial de participantes e comentários da presidência da Fundação Casa de Jorge Amado sobre a importância do evento para a democratização do acesso à leitura.

    As informações sobre a edição de 2026 baseiam-se na reportagem da Agência Brasil e em material divulgado pela Fundação Casa de Jorge Amado.

  • Projeto leva moradores de Águas Claras ao Pelourinho e amplia acesso a equipamentos culturais em Salvador

    Projeto leva moradores de Águas Claras ao Pelourinho e amplia acesso a equipamentos culturais em Salvador

    Segundo reportagem da Agência Brasil, moradores da comunidade de Águas Claras, em Salvador, participaram no sábado (8) de visitas ao centro histórico e à Festa Literária Internacional do Pelourinho (Flipelô), muitas vezes pela primeira vez. O deslocamento foi realizado pelo Circuito Cultural, projeto do Instituto Motiva que organiza visitas gratuitas a equipamentos culturais.

    Experiências e impacto pessoal

    Entre os visitantes estava um grupo de mulheres com mais de 60 anos que frequentam a Biblioteca Comunitária Condor Literário. Uma das participantes relatou que passou por um quadro de depressão e, desde que começou a frequentar a biblioteca, passou a participar de atividades como boxe, capoeira e dança. Para ela, a ida ao Pelourinho e aos museus representou uma ampliação de referências culturais e uma experiência inédita.

    Outra moradora, acompanhada dos três filhos, também visitou o Muncab pela primeira vez. Ela afirmou que raramente consegue organizar roteiros culturais para as crianças devido a dificuldades práticas, como transporte, e valorizou a oportunidade de apresentar às crianças elementos da memória e identidade local.

    Barreiras de acesso e contexto comunitário

    Aline Dias, articuladora territorial de Águas Claras, explicou que a comunidade tem forte dinâmica interna e, por muito tempo, ficou à margem das ações da cidade. Apesar de iniciativas locais — como a biblioteca comunitária —, ela defende que políticas públicas e investimentos são necessários para ampliar o alcance das práticas culturais e dar visibilidade ao que já é produzido na comunidade.

    O bairro de Águas Claras fica a cerca de 25 minutos do centro histórico de Salvador, segundo a reportagem, e vem observando mudanças na mobilidade e no comportamento dos moradores com a chegada do metrô e a construção de uma rodoviária, o que facilita a realização de ações sociais e culturais fora do território.

    Circuito Cultural e objetivos do projeto

    O Circuito Cultural, idealizado pelo Instituto Motiva, tem como objetivo aumentar o acesso à cultura para estudantes da rede pública e participantes de organizações sociais, promovendo visitas a instituições em São Paulo, Rio de Janeiro e Salvador. Segundo representantes do instituto citados pela reportagem, a iniciativa nasceu diante do quadro de desigualdade no acesso a equipamentos culturais no Brasil.

    Ariane Teles, especialista do Instituto Motiva, afirmou que o projeto busca, em primeiro lugar, quebrar a barreira de acesso, e, em segundo, utilizar a cultura como ferramenta de transformação social, educação e ampliação de repertório.

    Dados sobre consumo cultural no Brasil

    Para contextualizar a iniciativa, a reportagem citou dados de pesquisas que mostram baixa participação da população em atividades culturais: levantamento do IBGE indica que menos de um terço dos municípios brasileiros dispõe de museus, enquanto a pesquisa Hábitos Culturais 2025, realizada pelo Observatório Fundação Itaú, mostrou que apenas 16% dos brasileiros visitaram um museu nos últimos 12 meses e 13% participaram de festivais literários.

    Esses números foram apresentados pelo Instituto Motiva como justificativa para ampliar programas que levem público a espaços culturais e fomentem repertórios mais inclusivos e representativos.

    Próximos passos e necessidades apontadas

    Organizadores e articuladores locais destacam que a ação foi uma oportunidade importante, mas que é preciso ampliar a escala dessas iniciativas e pensar políticas públicas que valorizem a produção cultural nas comunidades. Aline Dias ressaltou que as pessoas de Águas Claras querem tanto levar cultura para suas localidades quanto participar de atividades fora do território.

    A reportagem da Agência Brasil registra ainda que a repórter e a fotógrafa viajaram a convite do Instituto Motiva, patrocinador e parceiro oficial de mobilidade da Flipelô 2026.

  • Carla Madeira diz que redes sociais e clubes de leitura ajudam a aumentar interesse por livros

    Carla Madeira diz que redes sociais e clubes de leitura ajudam a aumentar interesse por livros

    Centenas de espectadores reuniram-se no Largo do Pelourinho, em Salvador, para acompanhar a participação da escritora mineira Carla Madeira na décima edição da Festa Literária Internacional do Pelourinho (Flipelô). Reconhecida entre as autoras de ficção mais lidas do país, com mais de 1 milhão de cópias vendidas, ela defendeu a ideia de que o livro funciona como uma “ocasião de conversar” e enfatizou a importância do debate coletivo sobre leituras.

    Autora e público na Flipelô

    Segundo a cobertura da Agência Brasil, Carla Madeira conversou com o público no Largo do Pelourinho em uma mesa que atraiu grande público. A participação integrou a programação da Flipelô, cuja décima edição, conforme noticiada pela fonte, começou na quarta-feira (5) e se encerra neste domingo (9).

    Redes sociais, clubes de leitura e o estímulo à leitura

    Para a escritora, o crescimento de clubes de leitura presenciais e de debates sobre livros nas redes sociais tem contribuído para maior interesse pelas obras e para que mais pessoas sintam-se à vontade para discutir literatura. Ela ressaltou que esses espaços permitem concordâncias, discordâncias, críticas e a entrada de novas vozes, ampliando a circulação de ideias e a consciência dos leitores, conforme relato à Agência Brasil.

    Leitura no Brasil: números e desafios

    Carla Madeira apontou, contudo, que o aumento do interesse não resolve um problema estrutural: quando comparados os números do mercado editorial ao total da população brasileira, há indícios de que o país ainda tem baixos índices de leitura. A autora vinculou essa realidade a fatores como a formação escolar, incentivo à leitura, acesso aos livros e condições físicas para leitura em casa.

    Dados citados na entrevista fazem referência à pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, do Instituto Pró-Livro (2024), que indicou que 47% da população com 5 anos ou mais se declarou leitora, o que corresponderia a cerca de 93,4 milhões de pessoas. A mesma pesquisa mostrou que 53% da população não havia lido sequer parte de um livro nos três meses anteriores ao levantamento.

    Novo livro: tema, contexto e processo de escrita

    Carla Madeira informou à reportagem que seu novo livro será lançado ainda neste mês. A obra trata da história de uma mãe que denuncia o próprio filho à polícia e foi escrita em um período em que a autora enfrentou três perdas pessoais consecutivas. Ela disse que, apesar do momento de luto vivido, não faz autoficção; usou a linguagem como recurso para reorganizar emoções e dar forma ao real.

    O romance descreve uma mãe doente que aguarda um reencontro com o filho que não vê há duas décadas. A narrativa também recupera acontecimentos anteriores, situando trechos da trama em 1986, período marcado, segundo a autora, por um retorno das eleições diretas no Brasil e pelas heranças da ditadura ainda presentes no cotidiano.

    A maternidade e a família — entendida como um lugar fundante que molda visões de mundo — foram apontadas por Carla Madeira como temas recorrentes em sua produção literária e centrais no novo livro.

    Programação da Flipelô e nota sobre cobertura

    A décima Flipelô ocorreu entre quarta-feira (5) e domingo (9), segundo a própria reportagem da Agência Brasil. O evento reuniu autores, leitores e debates no histórico Largo do Pelourinho, em Salvador.

    A Agência Brasil assinala que a repórter e a fotógrafa da cobertura viajaram a convite do Instituto Motiva, patrocinador e parceiro oficial de mobilidade da Flipelô 2026.

    Fontes

    • Agência Brasil (cobertura da Flipelô 2026)
    • Instituto Pró-Livro — pesquisa Retratos da Leitura no Brasil (2024), conforme citada na reportagem
  • 25 anos da morte de Jorge Amado: legado é celebrado na Flipelô e na Fundação que leva seu nome

    25 anos da morte de Jorge Amado: legado é celebrado na Flipelô e na Fundação que leva seu nome

    Há 25 anos o Brasil perdia Jorge Amado (1912-2001), um dos nomes centrais da literatura brasileira cujo trabalho transformou paisagens, sabores e personagens da Bahia em narrativas reconhecidas internacionalmente. Em Salvador, a efeméride foi lembrada durante a 10ª edição da Festa Literária Internacional do Pelourinho (Flipelô), onde foi realizada uma mesa que marcou também os 40 anos da Fundação Casa de Jorge Amado, instituição responsável pela preservação do acervo do autor, conforme reportagem da Agência Brasil.

    Legado literário e social

    Os debates na Flipelô ressaltaram que a obra de Jorge Amado vai além do ambiente e da vivência baiana: ela projeta questões sociais presentes no Brasil, como desigualdade, tensões raciais, trabalho e gênero. O historiador Rafael Dantas, que participou da mesa, comparou metaforicamente o escritor àquele que registra a cidade por meio de imagens, ressaltando que a escrita de Amado funcionou como um registro fiel do modo de viver da Bahia e do país ao longo do tempo (Agência Brasil).

    Dantas observou também que Jorge Amado rompeu com perspectivas dominantes das elites ao concentrar sua atenção nas camadas sociais populares e nos contornos de uma realidade que conheceu de perto. Parte da obra do autor foi escrita em espaços modestos — citou-se o Solar, prédio onde ele viveu e escreveu obras como Suor — demonstrando a conexão entre seu cotidiano e o material literário.

    Comemorações na Fundação Casa de Jorge Amado

    A Fundação Casa de Jorge Amado completou 40 anos e foi tema de uma das mesas da Flipelô. Angela Fraga, presidente da instituição, destacou a importância do acervo para quem busca conhecer a Bahia por meio da literatura: segundo ela, muitas pessoas chegam à cidade motivadas pela leitura de obras como Jubiabá. A fundação, afirmou a presidente, segue recebendo visitantes e atuando na preservação e divulgação do legado do escritor (Agência Brasil).

    Além da função patrimonial, a fundação cumpre papel educativo e de promoção cultural, mantendo vivo o diálogo entre as narrativas de Jorge Amado e as gerações que não conviveram com ele em vida. A coincidência dos 25 anos da morte do escritor com os 40 anos da fundação ganhou destaque entre os participantes do evento.

    Depoimentos e memória familiar

    Paloma Jorge Amado, filha do escritor, participou da mesa em que o pai foi lembrado e afirmou que a ausência dele é motivo de tristeza pessoal até hoje. Ela disse, conforme a Agência Brasil, que Jorge Amado deixou ao país um legado pautado por humanismo e pela luta contra preconceitos.

    O escritor e secretário de Cultura e Turismo de Jequié, Domingos Ailton, também presente, afirmou que a obra de Amado continua atual e influente, especialmente na divulgação da cultura popular baiana. Para Ailton, muitos títulos do autor mantêm relevância décadas após sua primeira publicação, reforçando sua influência sobre escritores contemporâneos e sobre a percepção da Bahia no Brasil e no exterior.

    Flipelô: programação e público

    A edição de 2026 da Flipelô teve início na noite de quarta-feira, 5 de agosto, e segue até domingo, 9 de agosto. Organizada como a maior festa literária da Bahia, o evento reúne palestras, mesas e atividades no Pelourinho. Os organizadores estimam que cerca de 250 mil pessoas devem circular pelas ruas do centro histórico durante os dias de programação (Agência Brasil).

    Mais informações sobre a programação podem ser consultadas no site oficial da Flipelô, segundo a reportagem. A Agência Brasil também registrou que repórter e fotógrafa viajaram a convite do Instituto Motiva, patrocinador e parceiro oficial de mobilidade da Flipelô 2026.

    O que permanece

    As homenagens na Flipelô e o trabalho contínuo da Fundação Casa de Jorge Amado demonstram como o autor segue sendo referência para a compreensão da cultura e das desigualdades brasileiras. Seu acervo e a circulação de suas obras mantêm viva a relação entre literatura, memória e território, atraindo leitores e visitantes à Bahia.