Tag: emprego

  • Diferença entre homens e mulheres no emprego formal diminui, mostra Rais Mensal

    Diferença entre homens e mulheres no emprego formal diminui, mostra Rais Mensal

    Os dados da Rais Mensal de junho, apresentados pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) em 13 de agosto de 2026, mostram que a participação feminina no emprego formal brasileiro aumentou nos últimos anos, reduzindo a diferença entre homens e mulheres. Do total de 62,8 milhões de vínculos formais ativos, incluindo trabalhadores com carteira assinada e agentes públicos, as mulheres ocupam 46,4% das vagas (29.182.235 vínculos), enquanto os homens representam 53,6% (33.708.974).

    Evolução por sexo e saldo de vínculos

    A distância entre os gêneros era maior em janeiro de 2023, quando 55,7% das vagas formais eram ocupadas por homens e 44,2% por mulheres. Segundo o balanço do MTE, o mercado formal acumulou um saldo positivo de 10,1 milhões de vínculos entre janeiro de 2023 e junho de 2026. Desse total, 5,8 milhões de novas vagas formais foram ocupadas por mulheres, enquanto 4,3 milhões passaram a ser ocupadas por homens, contribuindo para a redução da diferença percentual entre os sexos.

    Composição racial do emprego formal

    A Rais Mensal também trouxe atualização sobre a diversidade racial entre os vínculos formais. Do total de 62,8 milhões, 27,3 milhões são de pessoas que se autodeclararam pardas e 26,8 milhões de pessoas se declararam brancas. Trabalhadores que se autodeclaram pretos somam 4,6 milhões; amarelos, 600 mil; e indígenas, 239 mil. Há ainda 3,1 milhões de vínculos em que a informação racial não foi registrada.

    O número de vínculos sem registro de cor/raça caiu significativamente nos últimos anos. Segundo a subsecretária de Estatística do MTE, Paula Montagner, a redução do total de “não informado” — de mais de 17,2 milhões para 3,1 milhões — ocorreu após uma campanha junto às empresas para retomar a prestação dessa informação.

    Escolaridade, idade e rendimento médio

    Quanto à escolaridade, mais da metade dos trabalhadores formais (54%), o que corresponde a 33,7 milhões de pessoas, têm ensino médio completo. Outros 15,2 milhões de vínculos são de trabalhadores com ensino superior ou pós-graduação. A expansão do emprego formal também foi concentrada entre trabalhadores mais experientes: 74% dos vínculos pertencem a pessoas com pelo menos 30 anos de idade.

    O rendimento médio dos trabalhadores em emprego formal no Brasil, segundo o mesmo conjunto de dados, ficou em R$ 4.389,49.

    Setores que mais empregam

    O setor de serviços se mantém como o maior gerador de empregos formais no país, respondendo por 38,2 milhões de vagas. Na sequência estão o comércio, com 10,5 milhões de vínculos; a indústria, com 9,1 milhões; a construção, com 3 milhões; e a agropecuária, com 1,8 milhão de vínculos formais.

    Os números apresentados pela Rais Mensal reúnem informações reportadas por empresas e órgãos públicos e compõem o retrato atual do mercado formal brasileiro conforme divulgado pelo MTE e reportado pela Agência Brasil. As estatísticas permitem acompanhar variações por sexo, raça, escolaridade, faixa etária, rendimento e setor econômico ao longo do período analisado.

  • Vendas no comércio avançam 0,5% em junho e fecham 1º semestre com alta de 1,9%, diz IBGE

    Vendas no comércio avançam 0,5% em junho e fecham 1º semestre com alta de 1,9%, diz IBGE

    As vendas no comércio brasileiro registraram crescimento de 0,5% na passagem de maio para junho de 2026, segundo a Pesquisa Mensal de Comércio (PMC) divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No acumulado do primeiro semestre em relação ao mesmo período de 2025, o setor avançou 1,9%.

    Panorama geral dos indicadores

    Além do resultado mensal, a PMC mostrou que as vendas em junho de 2026 ficaram 2,9% acima do nível observado em junho de 2025. No acumulado dos últimos 12 meses, a variação positiva foi de 1,6%. Por outro lado, o segundo trimestre do ano teve retração de 0,4% em comparação com o primeiro trimestre de 2026.

    Posição relativa e limitações do crescimento

    O nível de vendas recente permanece ligeiramente abaixo do recorde alcançado em março de 2026: o setor estava 0,8% abaixo desse ponto máximo. Cristiano Santos, analista responsável pela pesquisa no IBGE, destacou que esse resultado configura o segundo maior patamar da série histórica, iniciada em janeiro de 2000, e apontou um efeito estatístico que dificulta a continuidade da expansão quando se parte de um pico.

    Desempenho por grupos de atividade

    Dos oito grupos pesquisados pelo IBGE, metade apresentou alta na passagem de maio para junho. Entre as informações detalhadas, o comércio varejista ampliado — que inclui atividades de atacado e segmentos como veículos e motos, material de construção e produtos alimentícios, bebidas e fumo — teve queda de 1% entre maio e junho. Apesar do recuo no mês, esse segmento registrou avanço de 1,9% no acumulado do semestre e variação positiva de 0,8% em doze meses.

    Em relação ao ponto mais alto da série, o varejo ampliado estava 2,1% abaixo do pico alcançado em fevereiro de 2026.

    Fatores que impulsionaram as vendas em junho

    O IBGE atribuiu parte do impulso nas vendas de junho a dois elementos apontados pela pesquisa: a desaceleração da inflação, que passou de 0,58% em maio para 0,16% em junho, e o aumento do número de pessoas ocupadas, com alta de 1,1% na comparação mensal. Esses fatores, segundo o analista da PMC, contribuíram para o comportamento positivo do comércio no mês.

    Contexto conjuntural: indústria e serviços

    A PMC integra o conjunto de três levantamentos conjunturais mensais divulgados pelo IBGE. Nos dias anteriores à divulgação do comércio, o instituto informou que a produção industrial recuou 1,8% de maio para junho de 2026, embora tenha avançado 1,5% no primeiro semestre frente ao mesmo período de 2025. O setor de serviços, por sua vez, ficou estável em junho (0%) e cresceu 2% no primeiro semestre.

    O IBGE também observou que, ao longo de 2026, apenas um mês registrou queda nas vendas em relação ao mês imediatamente anterior, o que reforça a predominância de resultados positivos envolvendo a série recente, apesar das oscilações trimestrais e dos limites impostos pelo nível histórico dos últimos meses.

    Fonte dos dados: Agência Brasil, com base na Pesquisa Mensal de Comércio (IBGE).

  • Transpetro abre concurso com 281 vagas imediatas e salários de até R$ 15.034,81

    Transpetro abre concurso com 281 vagas imediatas e salários de até R$ 15.034,81

    A Transpetro, subsidiária de logística da Petrobras, abriu inscrições para concurso público que oferta 281 vagas imediatas e 3.890 vagas para cadastro de reserva, conforme divulgação da Agência Brasil. O processo seletivo é organizado pela Fundação Cesgranrio e contempla cargos de níveis médio, técnico e superior distribuídos em editais separados.

    Vagas, cargos e remuneração

    O concurso está dividido em quatro editais: dois destinados ao quadro de mar (um para oficiais e outro para suboficiais e guarnição) e dois voltados ao quadro de terra (um para nível médio/técnico e outro para nível superior). No total, os editais do quadro mar somam 180 vagas, enquanto o quadro terra oferece 101 vagas.

    Os salários iniciais informados variam de R$ 5.464 até R$ 15.034,81. Além da remuneração, a empresa lista benefícios como previdência complementar, benefício educacional e plano de saúde, segundo a publicação oficial citada.

    Inscrições, taxas e isenção

    As inscrições estão abertas no site da Fundação Cesgranrio e vão até 14 de setembro, conforme o comunicado. A Cesgranrio também disponibiliza os editais completos do processo seletivo com os detalhes de cargos, requisitos e etapas.

    A taxa de inscrição difere conforme o cargo: cargos de mar para funções como auxiliar de saúde, cozinheiro, moços e condutores, além das carreiras de terra de nível médio/técnico, têm taxa de R$ 81,50. Para os cargos de mar destinados a oficiais e para as carreiras de terra de nível superior, a taxa é de R$ 117.

    Os editais preveem isenção da taxa para candidatos que comprovem baixa renda por meio do Cadastro Único (CadÚnico) e para doadores de medula óssea cadastrados em entidades reconhecidas pelo Ministério da Saúde.

    Provas, locais de trabalho e cronograma

    As provas do concurso estão agendadas para 29 de novembro e serão aplicadas em todas as capitais, independentemente do polo de trabalho escolhido pelo candidato, conforme o edital. Os locais de trabalho para o quadro terra estão distribuídos entre os polos Norte/Nordeste, Rio de Janeiro, São Paulo e Sul.

    Já as oportunidades do quadro de mar têm abrangência nacional, o que indica possibilidade de lotação em diferentes regiões do país, segundo a Agência Brasil.

    Políticas de cotas e validade do concurso

    O certame prevê mecanismos de ação afirmativa: 30% das vagas são reservadas para pessoas pretas e pardas (com desdobramento em 25% para pretos/pardos, 3% para indígenas e 2% para quilombolas). Para pessoas com deficiência (PCD) está prevista reserva de 10% das vagas e do cadastro de reserva.

    O concurso tem validade inicialmente fixada em 1,5 ano e pode ser prorrogado por igual período, conforme estabelecido no edital divulgado pela organizadora.

    Sobre a Transpetro

    Segundo a Agência Brasil, a Transpetro é a maior empresa de logística multimodal do país para petróleo, derivados, gás natural e biocombustíveis e conta com cerca de 5,7 mil empregados. A publicação vinculada ao certame é a referência das informações apresentadas neste texto.

    Quem tiver interesse deve consultar os editais completos no site da Fundação Cesgranrio para verificar requisitos específicos de cada cargo, etapas de avaliação, conteúdo programático e documentação necessária para isenção ou matrícula no concurso.

  • Governo abre prazo para empresas enviarem dados ao 6º Relatório de Transparência Salarial

    Governo abre prazo para empresas enviarem dados ao 6º Relatório de Transparência Salarial

    Começou em 3 de agosto o prazo para que empresas com 100 ou mais empregados atualizem e enviem informações que integrarão o 6º Relatório de Transparência Salarial e de Critérios Remuneratórios, documento previsto na Lei da Igualdade Salarial (Lei nº 14.611/2023). O envio deve ser realizado até 31 de agosto por meio da área do empregador no Portal Emprega Brasil, conforme divulgado pela Agência Brasil.

    Prazo e canal de envio

    Segundo a Agência Brasil, os empregadores devem encaminhar os dados pelo Portal Emprega Brasil. O cronograma determina que todas as atualizações necessárias sejam submetidas até o dia 31 de agosto, prazo que marca o encerramento da coleta para a sexta edição do relatório.

    O que compõe o relatório

    O 6º Relatório de Transparência Salarial é elaborado pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) e tem como base informações do eSocial complementadas pelos dados fornecidos pelas empresas. A finalidade do documento é oferecer transparência sobre as diferenças salariais e outras formas de remuneração entre mulheres e homens no ambiente corporativo.

    Entre os itens que as empresas devem informar estão os critérios de remuneração e promoção profissional, a existência ou não de plano de cargos e salários, incentivos à contratação de mulheres e ações de apoio à parentalidade e à diversidade. Essas informações permitem avaliar não apenas valores pagos, mas também práticas institucionais que podem influenciar a equidade de gênero.

    Como os dados serão usados e possíveis desdobramentos

    As informações reunidas serão comparadas para mapear diferenças de salários, remunerações e a participação de homens e mulheres nos diversos níveis hierárquicos das empresas. Quando o cruzamento dos dados indicar desigualdades salariais vinculadas ao gênero, a empresa pode ser notificada para apresentar um plano de ação visando corrigir as distorções identificadas, conforme a legislação mencionada pela Agência Brasil.

    A Lei da Igualdade Salarial exige ainda que as empresas com 100 ou mais empregados adotem medidas para promover a paridade, incluindo práticas de transparência salarial, mecanismos de fiscalização interna e canais seguros para denúncias de discriminação. Essas exigências visam criar condições institucionais para prevenir e reparar casos de desigualdade.

    Responsabilidade das empresas e transparência

    Ao reunir dados do eSocial e informações complementares, o MTE busca construir um panorama mais completo das práticas de remuneração no mercado de trabalho formal. A participação das empresas no envio correto e no prazo estipulado é fundamental para a precisão do relatório e para que eventuais notificações e recomendações sejam aplicadas com base em informações consistentes.

    O relatório também serve como instrumento de diagnóstico que pode orientar políticas públicas e iniciativas privadas voltadas à promoção da igualdade de gênero no emprego, ao revelar onde e como as diferenças salariais ocorrem dentro das organizações.

    Próximos passos previstos

    Após a conclusão do período de coleta dos dados em 31 de agosto, o Ministério do Trabalho e Emprego deverá consolidar as informações do eSocial e os dados complementares fornecidos pelas empresas para elaborar o relatório. Caso desigualdades sejam detectadas, as empresas envolvidas poderão receber notificações solicitando planos de correção, conforme prevê a Lei nº 14.611/2023, conforme noticiado pela Agência Brasil.

    As empresas que ainda não atualizaram suas informações têm até o fim do mês para realizar o envio por meio do Portal Emprega Brasil. A observância dos prazos e da qualidade dos dados é determinante para a efetividade do processo de monitoramento da igualdade salarial.

  • Centrais sindicais entregam propostas ao governo para enfrentar ‘tarifaço’ dos EUA

    Centrais sindicais entregam propostas ao governo para enfrentar ‘tarifaço’ dos EUA

    Em reunião realizada em São Paulo no dia 31 de julho, seis centrais sindicais entregaram ao ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Márcio Elias Rosa, um documento com propostas para enfrentar o impacto do aumento de tarifas imposto pelos Estados Unidos a uma série de produtos brasileiros, informou a Agência Brasil.

    Pontos centrais do documento

    As entidades — CUT, Força Sindical, UGT, CTB, CSB e NCST — propõem medidas focadas na defesa do emprego, no estímulo à produção interna e no reforço de instituições públicas. Entre as sugestões constam exigência de manutenção de vagas de trabalho para empresas que tenham acesso a programas de socorro e maior utilização das compras públicas e da política de conteúdo local para impulsionar a indústria nacional.

    Investimento público e política industrial

    O documento recomenda ampliar os investimentos públicos em infraestrutura social e produtiva, citando áreas como transporte, energia, habitação, saúde e educação. As centrais também pedem fortalecimento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) como instrumento para apoiar a produção interna e contrabalançar os efeitos da medida tarifária externa.

    Proteção social, transição e comércio internacional

    As propostas incluem a criação de fundos de compensação e programas de transição para trabalhadores prejudicados pelo comércio internacional, além de mecanismos para reforçar a organização sindical e assegurar negociação coletiva nos setores impactados. As centrais também defendem a busca de novos mercados para os produtos que foram tarifados pelos EUA e o reforço do Mercosul como instrumento de integração econômica regional.

    No texto, as centrais apontam preocupação com os impactos econômicos, de emprego e de soberania produtiva e política causados pelo que chamam de agravamento da guerra comercial decorrente das medidas protecionistas norte-americanas.

    Aspectos legais e concorrenciais

    Entre as recomendações, o documento propõe a revisão da Lei de Patentes para coibir abusos relacionados à propriedade intelectual. As centrais também manifestaram apoio às medidas que o Brasil já adotou em resposta ao aumento tarifário e citaram a Lei de Reciprocidade Econômica, aprovada no Congresso no ano anterior.

    Segundo as centrais, o modelo de desenvolvimento que defendem deve priorizar a geração e a proteção de empregos, combater a precarização do trabalho e promover a valorização da renda do trabalho para fortalecer a capacidade de consumo das famílias.

    Contexto internacional: ação brasileira na OMC

    O documento das centrais foi apresentado num momento em que o governo brasileiro levou o caso à Organização Mundial do Comércio (OMC). Em nota encaminhada à OMC em 27 de julho, o Brasil classificou como “inconsistentes” as tarifas aplicadas pelos Estados Unidos e solicitou consultas no mecanismo de solução de controvérsias da organização, na tentativa de negociar antes de eventual instalação de painel para analisar o caso, conforme informado pela Agência Brasil.

    O governo brasileiro afirmou, nesse pedido de consultas, que as medidas dos EUA parecem conflitar com as obrigações do país no âmbito do Acordo Geral de Tarifas e Comércio de 1994 e que o Brasil estaria sendo preterido nas relações comerciais frente a outros membros da OMC.

    O documento das centrais sindicais, assinado por CUT, Força Sindical, UGT, CTB, CSB e NCST, foi entregue durante reunião em São Paulo ao ministro Márcio Elias Rosa e combina reivindicações de caráter industrial, social e institucional para enfrentar os efeitos do chamado tarifaço dos EUA, segundo a Agência Brasil.

    Fonte: Agência Brasil.