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  • AGU anunciará ação para pedir retirada do Discord do ar no Brasil

    AGU anunciará ação para pedir retirada do Discord do ar no Brasil

    A Advocacia‑Geral da União (AGU) anunciou que ingressará na Justiça com uma ação civil pública para pedir a retirada do Discord do ar no Brasil. A declaração foi feita pelo advogado‑geral da União, Jorge Messias, durante um evento de sanção da lei que aumenta as penas para crimes digitais contra crianças e adolescentes, informou a Agência Brasil.

    Pedido motivado por decisão judicial e caso recente

    Segundo Messias, a iniciativa ocorre depois de o secretário nacional de Direitos Digitais do Ministério da Justiça, Victor Fernandes, relatar que a Justiça negou um pedido da polícia para tirar a plataforma do ar. Diante disso, o advogado‑geral afirmou que solicitará ao ministro da Justiça, Wellington Lima e Silva, o encaminhamento formal de todas as informações sobre o Discord para que a AGU possa manejar a ação.

    Em suas palavras, reproduzidas pela Agência Brasil, Messias disse: “Eu vou solicitar ao ministro da Justiça que me encaminhe formalmente todas essas informações à AGU para que nós possamos manejar uma ação civil pública pedindo a imediata responsabilização e a retirada de sua utilização pela sociedade brasileira. Já que ela não tem compromisso com a legislação brasileira e não protege crianças e adolescentes.”

    O episódio que desencadeou a mobilização

    O anúncio da AGU está ligado ao caso mais recente envolvendo o Discord: no dia 22 de julho, uma adolescente cometeu suicídio ao vivo durante uma transmissão na rede social. A live durou cerca de 45 minutos. Antes do desfecho trágico, a jovem teria sido coagida por criminosos no ambiente virtual a praticar maus‑tratos contra um animal — tentaram forçá‑la a torturar e matar um gato, sem sucesso, segundo reportagem da Agência Brasil.

    Operação Lívia e investigações

    Após o episódio, a Polícia Civil de Mato Grosso do Sul, com apoio do Ministério da Justiça, deflagrou a Operação Lívia. A ação resultou na apreensão de cinco menores de idade, com idades entre 13 e 18 anos, em cinco estados do país, conforme informações divulgadas pela Agência Brasil. A reportagem não traz detalhes sobre os procedimentos judiciais decorrentes dessas apreensões nem sobre eventuais responsáveis maiores de idade.

    Apoio a pessoas em risco e serviços disponíveis

    A matéria da Agência Brasil também recorda a importância de buscar acolhimento. Adolescentes, seus responsáveis ou qualquer pessoa com pensamentos suicidas devem procurar apoio na rede de convivência — como familiares, amigos e educadores — e em serviços de saúde. O texto cita orientações do Ministério da Saúde sobre a necessidade de conversar com alguém de confiança e buscar ajuda profissional.

    Entre os serviços mencionados, está o Centro de Valorização da Vida (CVV), que oferece acolhimento emocional e prevenção ao suicídio de forma voluntária e gratuita 24 horas por dia. O CVV atende por telefone (188), e também por e‑mail, chat e voip, garantindo sigilo aos que buscam apoio.

    Próximos passos anunciados pela AGU

    Conforme a Agência Brasil, a AGU aguardará o envio formal das informações solicitadas ao Ministério da Justiça para preparar a ação civil pública. A intenção expressa pelo advogado‑geral é buscar a responsabilização da plataforma e a retirada de sua utilização pela sociedade brasileira, com base na avaliação de que o Discord não estaria cumprindo a legislação brasileira nem protegendo crianças e adolescentes.

    A reportagem da Agência Brasil é a fonte das informações citadas nesta matéria.

  • BID aumenta para US$ 4 bilhões fundo para segurança na América Latina

    BID aumenta para US$ 4 bilhões fundo para segurança na América Latina

    O Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) decidiu ampliar o volume de financiamento voltado a projetos de segurança pública na América Latina e no Caribe, passando de US$ 2,5 bilhões para US$ 4 bilhões para o triênio 2026–2028. A mudança foi anunciada em 5 de agosto, na abertura da Cúpula da Aliança para a Segurança, a Justiça e o Desenvolvimento, realizada no Ministério da Justiça e Segurança Pública, em Brasília.

    Motivos da ampliação

    Segundo o presidente do BID, Ilan Goldfajn, a elevação dos recursos decorre da demanda expressiva dos países da região e dos resultados iniciais da iniciativa. Goldfajn informou que quase 60% das metas previstas para três anos já foram alcançadas em apenas um ano, o que justificou o aumento do volume disponível para financiar medidas contra a violência e o crime organizado.

    O presidente do BID também ressaltou uma disparidade que motiva a atenção internacional: embora a América Latina concentre cerca de 8% da população mundial, a região corresponde a aproximadamente 33% dos homicídios registrados globalmente, segundo declaração atribuída por ele durante o evento.

    Cooperação internacional e papel da Interpol

    Na cúpula, foi anunciada a inclusão da Interpol na Força-Tarefa de Resposta Rápida Contra a Violência e o Crime Organizado, estrutura criada para oferecer assistência técnica e apoio a países diante de crises ou ameaças emergenciais. O secretário-geral da Interpol, Valdecy Urquiza, afirmou que segurança, justiça e desenvolvimento devem ser tratados de forma integrada.

    Urquiza destacou que a nova parceria deve ampliar a capacidade de resposta dos países da região por meio de missões técnicas, intercâmbio de conhecimento e reforço operacional, o que pode incluir ações conjuntas de investigação e suporte às forças nacionais, conforme informado na cúpula.

    Acordo com o Brasil e prioridades de investimento

    Durante o encontro, o BID e o governo brasileiro assinaram um memorando de entendimento para fortalecer a cooperação no enfrentamento ao crime organizado. O acordo prevê até R$ 5 bilhões em recursos destinados a apoio técnico e financeiro ao Programa Brasil contra o Crime Organizado.

    Os recursos previstos serão direcionados a quatro frentes principais, conforme o memorando anunciado: qualificação da investigação de homicídios, fortalecimento da segurança em unidades prisionais, combate financeiro às organizações criminosas e enfrentamento ao tráfico de armas, munições e explosivos.

    Enfoque estratégico

    O ministro da Justiça, Wellington César Lima e Silva, defendeu que o combate ao crime não deve restringir-se aos episódios de violência demonstrados publicamente, mas também deve mirar as estruturas financeiras que sustentam facções criminosas. Ele argumentou que as organizações criminosas se adaptaram à globalização, operando em rede e usando sistemas financeiros internacionais para movimentar recursos com rapidez.

    Aliança regional e presidência brasileira

    Criada para coordenar respostas aos desafios de segurança na região, a Aliança para a Segurança, a Justiça e o Desenvolvimento reúne 23 países-membros e 14 parceiros estratégicos. A iniciativa tem como objetivos impulsionar investimentos e apoiar políticas voltadas à prevenção da violência, ao fortalecimento institucional, à modernização dos sistemas de justiça e ao combate a mercados ilícitos.

    Na cúpula realizada em Brasília, o Brasil assumiu a presidência temporária da Aliança pelos próximos 12 meses, conforme anunciado durante o evento.

    As informações deste texto são baseadas em relatos e declarações divulgadas pela Agência Brasil durante a cúpula em 5 de agosto de 2026.