Tag: violência contra a mulher

  • Dois casos de feminicídio em São Paulo resultam em prisões e apreensões, segundo SSP

    Dois casos de feminicídio em São Paulo resultam em prisões e apreensões, segundo SSP

    A Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP) confirmou a divulgação de dois casos de feminicídio ocorridos em cidades do estado. Em Pindamonhangaba (SP), na manhã de segunda-feira (10), policiais prenderam em flagrante um homem de 25 anos, suspeito de matar a tiros sua ex-namorada, de 23 anos. A vítima tinha medida protetiva de urgência contra o suspeito, segundo informações oficiais.

    Crime em Pindamonhangaba

    De acordo com a SSP, equipes da Polícia Militar foram acionadas no local por relatos de disparos de arma de fogo e encontraram a mulher caída em via pública com ferimentos decorrentes de tiros. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) atestou o óbito no local.

    Durante as diligências, familiares e testemunhas indicaram o ex-namorado como possível autor do crime. Policiais localizaram o veículo usado pelo suspeito e, em seguida, o encontraram em seu apartamento. No imóvel, havia vestígios de ferimentos aparentes, possivelmente causados por disparo de arma de fogo, e foi apreendido um revólver calibre 38.

    O local do crime e o apartamento foram periciados pelas equipes responsáveis. O corpo da vítima foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) e o veículo que teria sido utilizado foi apreendido. O suspeito permaneceu hospitalizado sob escolta policial.

    Caso em Osasco

    Na tarde de segunda-feira (10), a Polícia Civil cumpriu mandado de prisão contra um homem de 65 anos investigado pelo feminicídio de sua companheira, de 43 anos, ocorrido no sábado (8). Conforme o boletim de ocorrência, policiais militares foram acionados por testemunhas e encontraram a vítima caída na rua.

    Uma equipe do Samu socorreu a mulher, que não resistiu aos ferimentos. Antes de fugir, o suspeito tentou agredir o filho da vítima, segundo a SSP. A investigação inclui a solicitação de exames ao Instituto Médico Legal e ao Instituto de Criminalística (IC) para apurar as circunstâncias do crime.

    Procedimentos policiais e periciais

    Em ambos os casos, a SSP informou que houve perícia nos locais e encaminhamento de materiais e corpos aos órgãos forenses competentes. No episódio de Pindamonhangaba, além do revólver apreendido, a apreensão do veículo e o encontro do suspeito com ferimentos no apartamento foram registrados como parte das diligências.

    Na ocorrência em Osasco, a Polícia Civil atuou com base em mandado de prisão para localizar e deter o investigado. A SSP destacou que as apurações envolvem a coleta de elementos que serão analisados pelos peritos do IML e do IC.

    Informações oficiais e incertezas

    As informações sobre os dois homicídios foram divulgadas pela Secretaria da Segurança Pública de São Paulo e repercutidas pela Agência Brasil. Detalhes adicionais sobre motivação, andamento processual, prazo para conclusão dos exames periciais ou eventuais medidas judiciais subsequentes não foram divulgados nas comunicações oficiais citadas.

    As investigações permanecem em curso. A SSP e as polícias responsáveis conduzem diligências para reunir provas, ouvir testemunhas e encaminhar os autos para a continuidade dos procedimentos legais.

    Resumo dos fatos oficiais

    • Pindamonhangaba: mulher de 23 anos morta a tiros; suspeito de 25 anos preso em flagrante; medida protetiva em vigor; revólver calibre 38 apreendido; veículo apreendido; corpo levado ao IML.
    • Osasco: mulher de 43 anos encontrada ferida na rua e socorrida pelo Samu, não resistiu; mandado de prisão cumprido contra homem de 65 anos; tentativa de agressão ao filho da vítima relatada; exames solicitados ao IML e ao IC.
  • OAB-DF lança Violentômetro Jurídico para orientar identificação e prevenção da violência contra mulheres

    OAB-DF lança Violentômetro Jurídico para orientar identificação e prevenção da violência contra mulheres

    A Seccional do Distrito Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-DF) lançou, no dia 7 de agosto de 2026, o Violentômetro Jurídico. A ferramenta tem objetivo de orientar mulheres e pessoas próximas a elas sobre os sinais precoces e a escalada da violência, classificando as condutas em três estágios que vão desde comportamentos de controle e humilhação até agressões físicas graves.

    O que é o Violentômetro Jurídico

    O material apresentado pela OAB-DF organiza as formas de violência em três níveis: “Fique Atenta”, “Proteja‑se” e “Fuja”. No primeiro estágio são apontados indícios de violência psicológica e moral — como humilhação pública, vigilância sobre vestimenta e controle de redes sociais — e os sentimentos que normalmente acompanham essas experiências.

    No estágio intermediário aparecem formas como violência patrimonial e chantagem emocional ou sexual, que representam um avanço no controle e na limitação da autonomia da vítima. No terceiro nível, classificado como mais grave, estão a violência física direta, o abuso sexual, ameaças com armas e tentativas de homicídio.

    Segundo a diretora de Mulheres da OAB/DF, Nildete Santana de Oliveira, a proposta é ajudar mulheres a reconhecer atos que nem sempre são identificados como violência. A seccional descreve o conteúdo como instrumento de prevenção e de empoderamento para que mulheres busquem apoio antes que a situação se agrave.

    Reconhecimento institucional e dados sobre feminicídio

    O lançamento ocorreu no seminário “20 anos da Lei Maria da Penha: Inovações Legislativas, Desafios e Novos Horizontes”, evento que marcou as duas décadas da Lei nº 11.340/2006.

    Na ocasião, a OAB-DF recebeu o selo “Nós Por Elas”, concedido pelo instituto homônimo, que reconhece organizações comprometidas em criar ambientes mais seguros e inclusivos para mulheres, em especial aquelas em situação de violência doméstica e familiar.

    A reportagem da Agência Brasil citou dados nacionais de 2025, quando foram registradas 1.571 vítimas de feminicídio — o maior número desde o início da série histórica em 2015 — e informou que no Distrito Federal ocorreram 29 casos. A promotora do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), Cláudia Braga Núñez, afirmou que o índice de reconhecimento de homicídios como feminicídio no DF é superior à média nacional devido a um protocolo da Polícia Civil que investiga mortes de mulheres sob a perspectiva de gênero. Ela informou que, enquanto a média nacional de classificação como feminicídio gira em torno de 40%, no DF esse percentual chega a 60%, o que, segundo ela, indica menor subnotificação local e atuação institucional mais integrada.

    Serviços de apoio e caminhos para denúncia

    O material e os participantes do seminário destacaram serviços e canais de atendimento disponíveis para mulheres em situação de violência. A Central de Atendimento à Mulher funciona pelo número 180, que forneçe informações sobre direitos e indica serviços de apoio próximos, além de receber e encaminhar denúncias.

    Também é possível registrar ocorrência em qualquer delegacia de polícia e pedir medidas protetivas de urgência. Em casos de emergência ou risco imediato deve ser acionado o telefone 190 da Polícia Militar do Distrito Federal.

    A Patrulha Maria da Penha, serviço operacional em polícias militares de diversos estados e municípios, acompanha mulheres com medidas protetivas, realiza visitas periódicas e verifica o cumprimento das determinações judiciais. O DF tem, segundo a OAB-DF, fortalecimento do atendimento por meio das Delegacias Especiais de Atendimento à Mulher (DEAMs), equipes multidisciplinares com psicólogos e assistentes sociais e a Casa da Mulher Brasileira.

    Atualmente há 13 Casas da Mulher Brasileira em funcionamento no país, que reúnem diferentes serviços especializados em um único espaço. O Ministério das Mulheres contabiliza outras 38 unidades em estágios variados de obras ou contratação por gestores estaduais e municipais.

    Ao encerrar o seminário, a presidente da Comissão de Combate à Violência Doméstica e Familiar da OAB/DF, Isabelle Duarte, ressaltou a necessidade de continuar a educação da população sobre direitos e formas de violência. Para ela, a legislação é reconhecida internacionalmente, mas o enfrentamento depende também de mudanças estruturais e de maior conhecimento público sobre quando procurar ajuda.

  • Polícia Civil do Rio cria Programa Salas Lilás para atendimento a mulheres vítimas de violência

    Polícia Civil do Rio cria Programa Salas Lilás para atendimento a mulheres vítimas de violência

    A Polícia Civil do Rio instituiu, em 4 de agosto de 2026, o Programa Salas Lilás, conjunto de diretrizes para implantar ambientes especializados destinados ao atendimento de mulheres e meninas vítimas de violência de gênero nas delegacias de polícia e em unidades do Instituto Médico Legal (IML), segundo reportagem da Agência Brasil.

    O que prevê o Programa Salas Lilás

    O programa estabelece a necessidade de locais próprios que possibilitem atendimento humanizado às vítimas e reduzam a revitimização durante o registro de ocorrências e a prestação de serviços médico-legais. A medida foi elaborada em consonância com a Convenção Interamericana para Prevenir, Punir e Erradicar a Violência contra a Mulher, conhecida como Convenção de Belém do Pará, conforme informado pela fonte.

    Critérios para implantação

    A implantação das Salas Lilás seguirá critérios técnicos que levam em conta indicadores de incidência de violência de gênero nas regiões. Entre os parâmetros apontados estão a quantidade de ocorrências de violência doméstica, registros de estupro, solicitações de medidas protetivas e registros de feminicídio. Esses indicadores deverão orientar onde e como as salas serão prioritariamente instaladas.

    Estrutura física e funcional das salas

    As unidades previstas pelo programa são compostas por três ambientes interligados, cada um com funções específicas. A sala de espera terá material informativo destinado às pessoas que aguardam atendimento e um espaço lúdico para crianças, permitindo um ambiente mais acolhedor para quem chega acompanhada.

    A sala de atendimento destina-se ao acolhimento da vítima, ao registro da ocorrência e à tramitação inicial de pedidos de medidas protetivas de urgência. Já a sala de exames será de uso exclusivo dos serviços médico-legais, dedicada à realização dos exames necessários em casos de violência.

    Objetivos e respaldo internacional

    O programa aponta como objetivos centrais oferecer atendimento mais sensível às necessidades das vítimas e diminuir episódios de revitimização no contato com o sistema de investigação e saúde forense. A referência explícita à Convenção de Belém do Pará evidencia alinhamento com normas internacionais que orientam políticas públicas para prevenção e enfrentamento da violência contra mulheres.

    Segundo a Agência Brasil, as diretrizes foram formalizadas pela Polícia Civil do Rio e destinam-se tanto às delegacias de polícia quanto às unidades do IML, sem detalhamento público na reportagem sobre cronograma de implantação ou número de salas a serem implementadas.

    O programa estabelece critérios técnicos e uma organização física padronizada das salas, mas a reportagem não trouxe cronograma de execução, locais específicos de implantação nem estimativas de custo ou recursos humanos envolvidos.

    As informações desta matéria foram publicadas pela Agência Brasil, com base no comunicado da Polícia Civil do Rio sobre o Programa Salas Lilás.

  • São Paulo registra aumento de 10% nos feminicídios no 1º semestre de 2026, diz SSP

    São Paulo registra aumento de 10% nos feminicídios no 1º semestre de 2026, diz SSP

    Panorama geral do primeiro semestre

    O estado de São Paulo registrou 142 feminicídios entre janeiro e junho de 2026, contra 129 no mesmo período de 2025, segundo dados divulgados no portal da Secretaria da Segurança Pública (SSP) e reportados pela Agência Brasil. O aumento representa, na comparação direta, uma elevação de 10% no número desses crimes em 12 meses.

    Embora o acumulado do semestre aponte aumento, o mês de junho isoladamente teve redução: foram 17 feminicídios em junho de 2026, ante 21 em junho de 2025.

    Aumento por tipo de crime contra a mulher

    Além dos feminicídios, outros indicadores de violência contra a mulher mostraram crescimento em junho de 2026 comparado ao mesmo mês do ano anterior. Os principais números apontados pela SSP são:

    • Descumprimento de medida protetiva de urgência (MPU): 2.099 ocorrências em junho de 2026, frente a 1.702 em junho de 2025, alta de 23,3%.
    • Lesão corporal dolosa contra mulheres: 5.604 registros em junho de 2026, ante 5.069 em junho de 2025, aumento de 10,5%.
    • Estupro de vulnerável: 848 vítimas em junho de 2026, contra 719 em junho de 2025 — 129 vítimas a mais no período comparado.
    • Perseguição: 3.037 registros em junho de 2026, ante 2.731 em junho de 2025.
    • Violência psicológica: 509 ocorrências em junho de 2026, contra 326 em junho de 2025.

    O que os números mostram em junho

    O mês de junho de 2026 apresenta um quadro misto: enquanto a quantidade de feminicídios diminuiu em relação a junho de 2025, diversas formas de agressão e desrespeito a medidas protetivas cresceram. Os dados publicados pela SSP destacam especialmente o salto no descumprimento de medidas protetivas e no número de vítimas de estupro de vulnerável.

    Os registros compilados pela SSP são referentes a ocorrências policiais registradas no período indicado e divulgadas no portal da Secretaria. A Agência Brasil divulgou os números difundidos pela SSP.

    Contexto e limites dos dados

    As estatísticas citadas são oficiais da Secretaria da Segurança Pública do Estado de São Paulo e se referem a registros de ocorrência. O levantamento comparou o primeiro semestre de 2026 com o mesmo intervalo de 2025, e também fez comparação mês a mês para junho de cada ano.

    O material divulgado não traz, porém, informações adicionais sobre a distribuição geográfica interna no estado (por cidade ou região), motivações específicas dos casos além da tipificação como feminicídio, nem detalha fatores causais ou medidas administrativas adotadas em resposta aos dados. Essas informações não constam nos dados divulgados pela SSP conforme reportado pela Agência Brasil.

    Leitura dos dados e indicações

    Os números divulgados mostram aumento consolidado de feminicídios no semestre e elevações expressivas em outras categorias de violência contra a mulher em junho, conforme os registros da polícia. A combinação de queda no número de feminicídios em um mês específico e aumento de outras formas de violência indica variações entre categorias e períodos comparados, mas o conjunto de dados divulgado pela SSP evidencia um aumento geral da violência contra mulheres em vários indicadores em 2026.

    Para acompanhar desdobramentos, medidas ou análises mais detalhadas será necessário consultar futuras atualizações da SSP ou comunicados oficiais que apresentem recortes por município, ações públicas ou explicações metodológicas adicionais.

    Fonte

    Dados: Secretaria da Segurança Pública do Estado de São Paulo (portal da SSP). Reportagem: Agência Brasil.