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  • Inmet emite seis avisos; seca, tempestades e vendavais atingem 17 estados e o Distrito Federal

    Inmet emite seis avisos; seca, tempestades e vendavais atingem 17 estados e o Distrito Federal

    O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) comunica seis alertas ativos que poderão atingir 17 estados e o Distrito Federal entre esta quinta-feira (6) e a sexta-feira (7). Os avisos, divulgados por meio da Agência Brasil, englobam riscos de baixa umidade, tempestades e vendavais com diferentes níveis de severidade.

    Alerta vermelho: tempestade de grande perigo no Rio Grande do Sul

    O aviso mais severo, na cor vermelha, abrange ampla área do Rio Grande do Sul, atingindo 214 municípios e permanecendo válido até as 23h59 desta quinta (6). O Inmet prevê precipitação intensa — com possibilidade de chuva superior a 60 mm por hora ou acumulados acima de 100 mm em 24 horas — além de ventos que podem ultrapassar 100 km/h e ocorrência de granizo.

    Entre os efeitos esperados estão danos a edificações, queda de energia elétrica, prejuízos a lavouras, árvores derrubadas, alagamentos e impacto no transporte rodoviário, de acordo com o comunicado do instituto.

    Alertas laranja e recomendações para tempestades

    Há um alerta laranja por perigo de tempestades que cobre 914 municípios nos estados de Mato Grosso do Sul, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Esse aviso vale até as 8h de sexta-feira (7) e indica risco de ventos entre 60 e 100 km/h, chuvas intensas de 30 a 60 mm por hora e possibilidade de queda de granizo.

    Em situações de rajadas de vento, o Inmet recomenda não se abrigar sob árvores e evitar estacionar veículos próximos a torres de transmissão e a placas publicitárias. Também orienta desligar aparelhos elétricos e o quadro geral de energia, se possível.

    Baixa umidade: alertas laranja e amarelo em diferentes regiões

    Um alerta laranja para baixa umidade atinge 378 municípios nas regiões Centro-Oeste e Sudeste, especificamente em Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e Tocantins, e está em vigor até as 18h desta quinta (6). O Inmet projeta umidade relativa entre 12% e 20% nesses locais, condição que eleva o risco de incêndios florestais e pode causar desconforto respiratório e ressecamento da pele e mucosas.

    Há ainda um segundo aviso, de gravidade inferior, que indica baixa umidade entre 20% e 30% em mais de 1,9 mil municípios distribuídos pelo Nordeste, Norte, Centro-Oeste e Sudeste, incluindo São Paulo, Minas Gerais, Bahia, Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte, Ceará, Piauí, Maranhão, Tocantins, Pará, Rondônia, e os estados do Centro-Oeste já citados, além do Distrito Federal.

    Para regiões com ar muito seco, as recomendações divulgadas pelo Inmet incluem ingerir bastante líquido, evitar exposição ao sol nas horas mais quentes e usar hidratante para a pele e umidificador nos ambientes.

    Avisos amarelos: tempestades e vendavais em larga área

    Além dos alertas mais graves no Sul, há um aviso amarelo que sinaliza perigo potencial de tempestades para mais de mil municípios em Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Minas Gerais e Mato Grosso do Sul, válido até as 23h59 desta quinta (6). Esse nível de alerta aponta para chuvas entre 20 e 30 mm por hora e ventos de 40 a 60 km/h, além de possibilidade de granizo.

    Outra emissão amarela específica indica vendavais com ventos de 40 a 60 km/h em 792 municípios dos estados do Espírito Santo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, São Paulo, Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. O Inmet repete as orientações de segurança contra rajadas de vento: evitar abrigo sob árvores e locais próximos a estruturas que possam cair.

    Como se proteger e próximos passos

    O Inmet orienta medidas preventivas básicas conforme o tipo de perigo: não permanecer sob árvores e longe de estruturas sujeitas a queda em casos de vento forte; desligar equipamentos elétricos em tempestades mais severas; e manter hidratação e cuidados com pele e mucosas durante períodos de baixa umidade. A continuidade dos avisos e eventuais atualizações estão sendo publicadas pelo próprio instituto, conforme comunicado reproduzido pela Agência Brasil.

    As autoridades locais e os serviços de emergência devem monitorar as condições e informar medidas adicionais conforme necessário. A população nas áreas citadas deve acompanhar comunicados oficiais e seguir as orientações de segurança.

  • Procon-RJ orienta consumidores sobre ressarcimento por danos de aparelhos após vendaval no RJ

    Procon-RJ orienta consumidores sobre ressarcimento por danos de aparelhos após vendaval no RJ

    A Secretaria de Estado de Defesa do Consumidor (Sedcon) e o Procon-RJ divulgaram orientações para consumidores que tiveram prejuízos em razão da interrupção do fornecimento de energia provocada pelo vendaval que atingiu o estado do Rio de Janeiro. Equipamentos danificados, perda de alimentos por falta de refrigeração e outros danos podem ser objeto de pedido de ressarcimento junto à concessionária responsável, conforme prevê o Código de Defesa do Consumidor e a regulamentação da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), segundo reportou a Agência Brasil.

    Como solicitar ressarcimento

    O primeiro passo recomendado é abrir o pedido de ressarcimento diretamente com a distribuidora de energia. No requerimento, o consumidor deve informar a data e o horário aproximado da interrupção e identificar o equipamento afetado, indicando marca, modelo e tempo de uso, quando possível.

    É importante reunir documentos que comprovem o prejuízo: notas fiscais, protocolos de atendimento, orçamentos, laudos técnicos e qualquer outro comprovante que ajude a demonstrar o dano. A Sedcon e o Procon-RJ também aconselham a não consertar ou descartar o aparelho antes da análise da concessionária, salvo se houver autorização ou necessidade comprovada.

    Prazos e procedimentos previstos pela Aneel

    A regulamentação da Aneel estabelece prazos para a verificação e a resposta das distribuidoras. Quando se trata de aparelhos usados para conservar alimentos perecíveis ou medicamentos, como geladeiras e freezers, a concessionária deve verificar o equipamento em até um dia útil. Para os demais equipamentos, o prazo para verificação é de até 10 dias.

    Após a análise, a distribuidora tem um prazo para informar o consumidor sobre o resultado: em até 15 dias quando o pedido for feito nos primeiros 90 dias após o dano; ou em até 30 dias nos demais casos. Se o pedido for aceito, o ressarcimento deve ocorrer em até 20 dias, por meio de conserto, substituição do bem ou pagamento de indenização. O consumidor dispõe de até cinco anos para solicitar o ressarcimento, conforme a regulamentação citada pela reportagem.

    Atuação das concessionárias e situação do restabelecimento

    O vendaval deixou um número significativo de consumidores sem energia. Na quarta-feira (29), o dia em que os ventos — que chegaram a aproximadamente 105 km/h no Aeroporto Internacional do Galeão — se intensificaram, cerca de 1,1 milhão de clientes chegaram a ficar sem fornecimento. Três dias depois, quase 40 mil clientes da Light ainda estavam sem luz, segundo a Agência Brasil.

    A Light informou à imprensa que mais de 2 mil profissionais atuavam na reconstrução da rede, com foco na Baixada Fluminense e na zona oeste do Rio. A concessionária Enel declarou ter restabelecido o serviço para 99% dos consumidores afetados, deixando entre 3,5 mil e 5 mil clientes sem energia, principalmente em Niterói, Maricá e em trechos da Costa Verde, como Angra dos Reis e Paraty. A demora em algumas áreas foi atribuída à necessidade de substituir postes, reconstruir redes e remover grandes árvores.

    Orientação em caso de dificuldade para obter ressarcimento

    Se o consumidor enfrentar dificuldades para ter seus direitos atendidos pela distribuidora, a Sedcon e o Procon-RJ orientam buscar os canais oficiais de atendimento desses órgãos para registrar reclamações e receber orientação sobre os procedimentos cabíveis. A reportagem da Agência Brasil destacou que os órgãos estaduais estão disponíveis para dar suporte em situações de conflito entre consumidores e concessionárias.

    As informações desta matéria foram obtidas a partir de relatos e orientações divulgadas pela Secretaria de Estado de Defesa do Consumidor, pelo Procon-RJ, por concessionárias de energia e pela Agência Nacional de Energia Elétrica, conforme noticiado pela Agência Brasil.

  • Especialistas: rede elétrica mais resiliente exige investimentos das concessionárias após vendaval no Rio

    Especialistas: rede elétrica mais resiliente exige investimentos das concessionárias após vendaval no Rio

    O vendaval que atingiu São Paulo e o Rio de Janeiro na quarta-feira (29) voltou a colocar em debate a resistência da infraestrutura elétrica urbana. Especialistas consultados pela Agência Brasil dizem que há medidas técnicas capazes de reduzir a ocorrência de cortes de energia, mas também alertam para o alto custo dessas intervenções e para limitações não previstas em todos os cenários.

    Medidas técnicas e seus custos

    Para o professor Edson Watanabe, do Programa de Engenharia Elétrica da Coppe/UFRJ, duas ações se destacam: a instalação de cabos subterrâneos e a poda de árvores nos períodos adequados. Ele observa que muitas redes continuam aéreas, apoiadas em postes, o que as expõe a quedas de árvores e a ventos fortes.

    Watanabe estimou que o custo de linhas com cabos enterrados é de sete a dez vezes o de uma linha aérea, embora reconheça a melhoria na qualidade do serviço. Segundo ele, tanto a implantação quanto a manutenção de infraestrutura subterrânea demandam investimentos mais elevados, que, na avaliação do professor, devem ser responsabilidade das concessionárias de energia.

    Limitações e alternativas: análise de riscos e planejamento

    Leandro Torres, especialista em desastres e professor da Escola Politécnica da UFRJ, disse à Agência Brasil que a substituição integral da rede aérea por subterrânea não é, por si só, a solução obrigatória para evitar apagões. Ele aponta que a decisão envolve fatores urbanísticos, estéticos e econômicos e que a estrutura enterrada pode apresentar problemas em situações de inundação e vulnerabilidade a furtos.

    Torres defende que as instituições devem construir planos de contingência que identifiquem ameaças — como vendavais, inundações ou ataques cibernéticos — e avaliem as causas potenciais desses eventos. A sequência recomendada inclui identificar pontos fracos operacionais, priorizar riscos que exigem atenção imediata e estabelecer medidas para mitigar ou reduzir a probabilidade de falhas.

    O especialista também orienta que concessionárias analisem hipóteses extremas (por exemplo, cheias com lâmina de um a dois metros ou tornados) e criem roteiros de ação, com recursos e equipes treinadas, além de planos de comunicação interna e externa voltados à preservação dos serviços e à informação dos clientes.

    Impacto sobre moradores e resposta das concessionárias

    Relatos de moradores do Rio de Janeiro presentes na cobertura da Agência Brasil ilustram efeitos concretos dos cortes. Em Vila Isabel, a empresária Ana Paula Brito afirmou que ficou sem energia desde a tarde de quarta-feira e se preocupou com alimentos que descongelaram. Em Santa Teresa, o designer Rico Vilarouca relatou perdas recorrentes de energia e internet residencial durante chuvas e ventos fortes.

    Watanabe, que mora no Grajaú, na Zona Norte do Rio, estava sem energia até a tarde de quinta-feira (30) e ressaltou a diferença entre áreas com rede subterrânea — que sofreram menos — e aquelas servidas por linhas aéreas. Ainda conforme a reportagem, Light e Enel informaram ter mobilizado equipes para restabelecer o fornecimento, mas milhares de imóveis permaneciam sem luz no dia seguinte ao vendaval.

    O que esperar à frente

    Além das medidas de infraestrutura e dos planos de emergência, o debate inclui uma previsão de clima atípico: Torres alertou para a possibilidade de um El Niño especialmente intenso no período, o que, segundo ele, aumenta a necessidade de que concessionárias projetem e financiem respostas a eventos climáticos mais frequentes ou severos.

    As soluções que envolvem mudanças físicas na infraestrutura implicam decisões políticas e econômicas sobre quem arca com os custos, além de análises técnicas sobre a melhor combinação de medidas para cada contexto urbano. A reportagem da Agência Brasil traz o testemunho de especialistas e moradores e registra a mobilização das concessionárias no esforço de normalização do serviço.