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  • São Paulo amplia busca vacinal por sarampo após confirmação de 15 casos em 2026

    São Paulo amplia busca vacinal por sarampo após confirmação de 15 casos em 2026

    O estado de São Paulo registrou 15 casos confirmados de sarampo em 2026, segundo dados divulgados pela Secretaria Estadual de Saúde e reportados pela Agência Brasil. O aumento de ocorrências motivou autoridades a recomendar uma busca vacinal dirigida para pessoas que não receberam a imunização, bem como a aplicação de dose de reforço em crianças previamente vacinadas.

    Situação atual e recomendações

    As cidades de São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo — todas na região metropolitana — foram colocadas em atenção no começo da semana após o registro dos casos. Diante do cenário, o Ministério da Saúde orientou a ampliação da oferta de vacinas para a população entre 6 e 59 anos dentro da campanha de multivacinação.

    O governo estadual confirmou que esse grupo será vacinado. A recomendação visa aumentar rapidamente a cobertura e reduzir o risco de transmissão nas áreas com maior circulação ou vigilância reforçada.

    Calendário da campanha e público-alvo

    A campanha de multivacinação começará na próxima segunda-feira, dia 03, e vai até 1º de setembro, conforme o cronograma informado pelo Ministério da Saúde e divulgado à imprensa. Em São Paulo, a ação será realizada em todos os 645 municípios do estado.

    Além da atualização da tríplice viral (que protege contra sarampo, caxumba e rubéola), as unidades de saúde oferecerão outras vacinas do calendário regular. A medida permite, em um único atendimento, atualizar imunizações pendentes.

    Vacinas disponíveis e serviços oferecidos

    Além da tríplice viral, as seguintes vacinas estarão disponíveis durante a campanha em São Paulo, conforme listagem da Secretaria Estadual de Saúde: BCG; hepatite B; pentavalente; poliomielite inativada; rotavírus; pneumocócica 10-valente (conjugada); meningocócica C (conjugada); meningocócica ACWY (conjugada); influenza; Covid-19; febre amarela; varicela; DTP; hepatite A; e HPV.

    A atualização da caderneta vacinal é apontada pelas autoridades como ação fundamental para proteger crianças, adolescentes e a população em geral contra doenças imunopreveníveis.

    Cobertura vacinal e metas

    Dados preliminares de 2026 apontam que a cobertura da primeira dose (D1) da tríplice viral no estado de São Paulo foi de 77,5%, enquanto a segunda dose (D2) alcançou 65,5%. A meta estabelecida pelo Ministério da Saúde e pela Organização Mundial da Saúde (OMS) é de 95% para cada uma das doses.

    Em 2025, a cobertura vacinal nacional para a tríplice viral registrou 92,9% na primeira dose e 78,3% na segunda dose. Nos municípios citados na recomendação, as coberturas de 2025 foram: Guarulhos — 91,59% (D1) e 83,90% (D2); São Bernardo do Campo — 90,84% (D1) e 83,62% (D2); cidade de São Paulo — 90,79% (D1) e 83,63% (D2).

    Comentário das autoridades

    Em nota, Tatiana Lang, da Secretaria Estadual de Saúde, ressaltou que a atualização da caderneta é indispensável para proteger contra doenças preveníveis por vacina e que a estratégia ampliada nos três municípios busca aumentar rapidamente a proteção da população e reduzir o risco de transmissão.

    As informações detalhadas sobre locais de atendimento, horários e exigências para receber as vacinas devem ser consultadas nos canais oficiais da Secretaria Estadual de Saúde e das prefeituras municipais. Fonte: Agência Brasil.

  • Dia Mundial de Luta contra as Hepatites Virais destaca prevenção, testagem e tratamento durante Julho Amarelo

    Dia Mundial de Luta contra as Hepatites Virais destaca prevenção, testagem e tratamento durante Julho Amarelo

    O Dia Mundial de Luta contra as Hepatites Virais, celebrado em 28 de julho, marca o ponto alto da campanha nacional Julho Amarelo, criada no Brasil pela Lei nº 13.802/2019 para estimular a prevenção, o diagnóstico e o tratamento dessas doenças. As hepatites virais provocam inflamação do fígado e, conforme o tipo de vírus — A, B, C, D (Delta) e E — apresentam formas distintas de transmissão e manejo clínico.

    Doença silenciosa e riscos de complicações

    Especialistas alertam que muitas infecções por hepatites avançam sem sintomas por longos períodos. Adriano Moraes, hepatologista e diretor da Sociedade Brasileira de Hepatologia (SBH) e da Federação Brasileira de Gastroenterologia (FBG), ressalta que “o fígado sofre em silêncio”: a organ pode manter função apesar de inflamação, o que dificulta a identificação precoce sem exames.

    Quando surgem sinais, costumam indicar estágio mais avançado: pele e olhos amarelados, urina escura, fezes claras, dor abdominal e coceira. Se não tratadas, as hepatites virais podem se tornar crônicas e evoluir para cirrose e câncer de fígado — especialmente no caso da hepatite B, cujo risco de câncer é maior em pacientes com cirrose. A SBH informa que pacientes não tratados podem evoluir para cronicidade em 30% a 40% dos casos ao longo da vida.

    Vacinação, testagem e medidas de prevenção

    A SBH e outras entidades médicas enfatizam três frentes de ação: vacinação, testagem e cuidados comportamentais/higiênicos. A vacinação contra hepatite B é recomendada para toda a população, com foco especial em profissionais de saúde, pessoas com múltiplos parceiros sexuais, pessoas que convivem com HIV, renais crônicos e imunodeprimidos. A vacina contra hepatite A é indicada em crianças, homens que fazem sexo com homens e viajantes para áreas endêmicas.

    Entre as recomendações práticas estão evitar o compartilhamento de itens pessoais e objetos perfurocortantes e o uso contínuo de preservativos nas relações sexuais, especialmente para reduzir a transmissão da hepatite B. “Nunca compartilhar agulhas, seringas, alicates, lâminas de barbear ou escovas de dentes” é uma orientação destacada por especialistas, segundo a SBH.

    Quem deve se testar e grupos prioritários

    A testagem é outro pilar da estratégia: toda pessoa deve ser testada pelo menos uma vez para hepatites B e C, com atenção especial a quem tem mais de 40 anos, segundo o hepatologista Adriano Moraes. Atestagem rápida é recomendada para públicos prioritários, entre eles:

    • pessoas que já usaram drogas injetáveis ou inaladas;
    • pessoas que convivem com HIV;
    • homens que fazem sexo com homens e pessoas com múltiplos parceiros;
    • gestantes e parceiros sexuais de pessoas com hepatite B ou C;
    • pacientes em hemodiálise, profissionais expostos a sangue, pessoas com tatuagens e piercing;
    • pessoas com alterações persistentes em enzimas hepáticas.

    A Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo) reforça que o pré-natal deve incluir exames para identificar hepatites B e C, pois a transmissão vertical (da mãe para o bebê na gestação ou parto) pode ser evitada com diagnóstico e medidas adequadas. O presidente da Comissão Nacional de Doenças Infectocontagiosas da Febrasgo, Regis Kreitchmann, destaca que testes simples e acessíveis no pré-natal aumentam as chances de proteção à mãe e ao recém-nascido.

    Panorama epidemiológico no Brasil

    Dados do Boletim Epidemiológico de Hepatites Virais 2025, do Ministério da Saúde, apontam 826.292 casos confirmados no país entre 2000 e 2024. Da soma das notificações, a hepatite C representou 41,5% (342.328 casos), a hepatite B 36,6% (302.351 casos) e a hepatite A 21,2% (174.977). Hepatite D teve 4.722 registros (0,6%) e hepatite E, 1.914 (0,1%).

    Por região, o Nordeste concentrou a maior proporção das infecções pelo vírus A (29,2%); o Sudeste registrou as maiores participações para os vírus B (34,0%) e C (57,7%); a Região Sul apresentou proporções de 30,9% e 27,0% (percentuais mencionados no boletim); e a Região Norte concentrou 72,4% dos casos de hepatite D. Entre 2000 e 2024, o Sistema de Informação sobre Mortalidade (SIM) identificou 49.999 óbitos por causas básicas e 45.959 por causas associadas às hepatites A, B, C e D, com distribuição percentual de óbitos de 1,5% (A), 22,0% (B), 75,3% (C) e 0,9% (D).

    Próximos passos e orientações oficiais

    O alerta do Julho Amarelo, conforme divulgado por sociedades médicas e órgãos federais, é intensificar ações de diagnóstico e tratamento precoces para reduzir inflamação hepática e as consequências a longo prazo. O Ministério da Saúde disponibiliza o Guia para Eliminação das Hepatites Virais, com diretrizes e estratégias que visam à eliminação das hepatites virais no Brasil até 2030.

    As informações e recomendações citadas neste texto foram divulgadas pela Agência Brasil e por entidades consultadas na cobertura, incluindo a Sociedade Brasileira de Hepatologia, a Federação Brasileira de Gastroenterologia, a Febrasgo e dados do Ministério da Saúde (Boletim Epidemiológico 2025) e do SIM.