Tag: urna eletrônica

  • Presidente do TSE defende urna eletrônica em reunião com 86 embaixadores

    Presidente do TSE defende urna eletrônica em reunião com 86 embaixadores

    O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, realizou nesta segunda-feira uma reunião com 86 embaixadores para demonstrar o funcionamento do sistema eleitoral brasileiro e defender a urna eletrônica como pilar do processo de votação. Segundo informações da Agência Brasil, o encontro teve como objetivo explicar a estrutura e os mecanismos que tornam o país uma referência internacional no tema.

    Defesa da urna eletrônica e reputação internacional

    Em sua fala, Nunes Marques ressaltou que o Brasil se consolidou ao longo das últimas décadas como um exemplo entre democracias representativas no que diz respeito à realização de eleições. O presidente do TSE afirmou que essa posição foi alcançada por meio da construção gradual e contínua de um processo eleitoral que prioriza eficiência e segurança, e enfatizou o papel da urna eletrônica nesse contexto.

    A demonstração do sistema foi feita diante dos diplomatas estrangeiros para esclarecer dúvidas sobre a tecnologia de votação utilizada no país e reforçar a transparência do pleito, conforme noticiou a Agência Brasil.

    Regras sobre inteligência artificial em campanhas

    O ministro também abordou o tema da inteligência artificial (IA) e os riscos de seu uso indevido nas disputas eleitorais. Segundo a Agência Brasil, o TSE aprovou em março deste ano normas destinadas a coibir a utilização ilegal de ferramentas de IA durante a campanha.

    As regras, que valem para candidatos e partidos, estabelecem que provedores de inteligência artificial não devem oferecer, nem mesmo mediante solicitação de usuários, sugestões de candidatos para orientar o voto. A medida busca preservar a autonomia do eleitor e evitar interferências algorítmicas na escolha política.

    Além disso, o TSE proibiu a publicação de montagens envolvendo candidatas com nudez ou pornografia e medidas semelhantes foram adotadas para combater a misoginia digital. A Corte também reafirmou que provedores de internet podem ser responsabilizados judicialmente caso não retirem perfis falsos e postagens ilegais, segundo a Agência Brasil.

    Calendário eleitoral e abrangência do pleito

    O TSE lembrou no encontro o calendário das eleições gerais: o primeiro turno está marcado para 4 de outubro, quando serão escolhidos deputados federais, estaduais e distritais, governadores, senadores e o presidente da República. Caso nenhum candidato alcance mais de 50% dos votos válidos (excluídos brancos e nulos) para os cargos que exigem maioria absoluta, haverá segundo turno em 25 de outubro, possibilidade aplicável às disputas para governador e presidente.

    As explicações prestadas aos embaixadores tiveram, conforme a Agência Brasil, o objetivo de detalhar tanto o funcionamento da urna eletrônica quanto as salvaguardas legais e tecnológicas que cercam o processo eleitoral brasileiro, incluindo mecanismos voltados à integridade das informações e à responsabilização de plataformas digitais.

    As informações sobre a reunião e as medidas citadas foram divulgadas pela Agência Brasil, que registrou trechos das declarações do presidente do TSE e os principais pontos das normas aprovadas pelo tribunal em março.

  • TSE diz que totalização dos votos é aberta, auditável e segura

    TSE diz que totalização dos votos é aberta, auditável e segura

    À medida que se aproximam as eleições de 2026, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) detalhou os mecanismos que, segundo a corte, tornam a totalização dos votos aberta, auditável e segura. O secretário de Tecnologia da Informação do TSE, Júlio Valente, explicou como funciona a apuração e quais medidas são adotadas para verificar a autenticidade dos resultados.

    Apuração descentralizada e boletim de urna

    De acordo com o TSE, a contagem dos votos tem início na própria seção eleitoral. Quando a votação termina, a urna eletrônica registra os resultados e produz o boletim de urna, que contém os votos recebidos por candidatos e partidos. Uma das vias desse documento é afixada no local de votação para que eleitores e fiscais possam conferir.

    Além do boletim impresso, o sistema gera arquivos digitais com os resultados de cada seção. Esses arquivos são retirados das urnas e encaminhados para a totalização nacional, compondo a soma dos votos obtidos em todo o país.

    Transmissão, verificação e assinaturas digitais

    Segundo Júlio Valente, os arquivos de resultado são transmitidos por canais criptografados e não entram diretamente na totalização sem antes passar por verificações técnicas. Entre as checagens mencionadas estão a confirmação de que os dados foram gerados pela urna destinada àquela seção e a validação da assinatura digital correspondente.

    “Não é só receber e somar. Tudo é verificado”, afirmou o secretário, ressaltando que o processo envolve etapas destinadas a confirmar a origem e a integridade dos registros antes da agregação dos resultados.

    Fiscalização, auditoria e preservação de registros

    O TSE afirma que partidos, candidatos e instituições fiscalizadoras têm acesso para acompanhar diferentes etapas do processo. Valente destacou que o sistema atualmente oferece oportunidades de fiscalização e auditoria — em outro momento ele mencionou que são 40 oportunidades de checagem — permitindo que observadores verifiquem procedimentos e resultados.

    Em caso de questionamentos sobre o resultado, a Justiça Eleitoral pode determinar recontagens quando houver elementos que justifiquem esse procedimento. As urnas e os registros digitais dos votos são preservados e lacrados após a eleição para possibilitar auditorias e recontagens, conforme informado pelo secretário.

    Camadas de segurança: biometria e histórico do sistema

    Entre as camadas de segurança destacadas pelo TSE está a identificação biométrica do eleitor, que tem a função de garantir que apenas o eleitor devidamente identificado libere a urna para votar. Se a biometria não identificar o eleitor, o mesário pode autorizar a votação, deixando registrado o procedimento.

    Valente também ressaltou que, desde a implantação do voto eletrônico em 1996, não há registro de fraude comprovada no sistema. Segundo ele, o modelo substituiu um sistema de votação por cédulas de papel que apresentava casos documentados de fraude na coleta, apuração e guarda dos votos.

    Voto impresso: decisões judiciais e experiências anteriores

    Sobre a proposta de adoção do chamado voto impresso, o secretário lembrou que a implantação do modelo prevista em legislação foi considerada inconstitucional pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Além disso, Valente citou uma experiência realizada em 2002 com a utilização de impressoras que, segundo ele, provocou problemas técnicos e aumentou a taxa de falhas no sistema.

    Para o representante do TSE, a participação efetiva de partidos e instituições fiscalizadoras no acompanhamento do processo eleitoral é essencial para reforçar a confiança pública no sistema.

    Fonte: Agência Brasil, com declarações de Júlio Valente, secretário de Tecnologia da Informação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

  • Nunes Marques defende confiabilidade da urna eletrônica e destaca demonstrações públicas do TSE

    Nunes Marques defende confiabilidade da urna eletrônica e destaca demonstrações públicas do TSE

    O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, voltou a defender a confiabilidade do sistema eletrônico de votação do Brasil durante a Corrida pela Democracia realizada no Autódromo Internacional Nelson Piquet, em Brasília. Em discurso no evento ocorrido em 9 de agosto de 2026, ele listou ações públicas promovidas pelo TSE e pelos 27 Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) para aproximar a sociedade do processo eleitoral, segundo reportagem da Agência Brasil.

    Transparência por meio de demonstrações públicas

    De acordo com a cobertura da Agência Brasil, Nunes Marques afirmou que, ao longo da semana, o TSE e os TREs se empenharam em mostrar o funcionamento interno das urnas eletrônicas. Entre as medidas citadas pelo presidente do tribunal estão desmontes públicos de equipamentos, exposições e votações simuladas em espaços como shopping centers, escolas públicas e eventos como a Rio Innovation Week.

    O presidente ressaltou que a Justiça Eleitoral abriu urnas diante da população em diversos estados para explicar o caminho do voto e permitir que cidadãos observassem o que existe por trás do equipamento. Essas ações integraram a programação da Semana Nacional do Sistema Eletrônico de Votação, cujo objetivo, conforme informado pela Agência Brasil, foi ampliar o conhecimento sobre segurança, transparência e auditabilidade do processo eleitoral.

    Conselho para monitorar desinformação e uso de inteligência artificial

    Na sexta-feira anterior ao evento, em 7 de agosto, o TSE instituiu o Conselho Consultivo sobre Integridade Informacional. Segundo a Agência Brasil, a criação do grupo tem como finalidade monitorar o uso indevido da inteligência artificial e a difusão de desinformação durante o período eleitoral.

    O conselho ficará responsável por assessorar o presidente do tribunal nas ações destinadas a manter a normalidade do pleito, conforme informado pela reportagem. Nunes Marques mencionou esse mecanismo como parte das iniciativas de proteção do processo democrático diante de novas tecnologias e riscos informacionais.

    Semana Nacional do Sistema Eletrônico de Votação

    A Corrida pela Democracia marcou o encerramento da semana dedicada a divulgar o funcionamento da votação eletrônica. Além dos desmontes de urnas e das simulações de voto, o TSE promoveu visitas ao Museu do Voto, exposições e ações de acessibilidade, segundo a Agência Brasil.

    Essas iniciativas foram apresentadas pelo presidente do tribunal como formas de reforçar a confiança pública nas urnas eletrônicas e de demonstrar os mecanismos de auditagem e verificação disponíveis ao público e aos órgãos competentes.

    Calendário eleitoral e próximos passos

    Conforme reportagem da Agência Brasil, o TSE lembrou o calendário oficial: o primeiro turno está marcado para 4 de outubro, quando serão escolhidos deputados federais, estaduais, distritais, governadores, senadores e presidente da República. Caso nenhum candidato alcance mais de 50% dos votos válidos em disputas para governador ou presidente, haverá segundo turno em 25 de outubro.

    O presidente do TSE tem defendido medidas de transparência e monitoramento informacional até a realização das votações, com foco em demonstrar a segurança do sistema eletrônico e em prevenir irregularidades por meio de ações públicas e do novo conselho consultivo.

    As informações desta matéria são baseadas em reportagem da Agência Brasil e em declaração do presidente do Tribunal Superior Eleitoral durante o evento em Brasília.

  • Presidente do TSE diz que urna eletrônica é ‘patrimônio da democracia’ e convoca população para Semana Nacional

    Presidente do TSE diz que urna eletrônica é ‘patrimônio da democracia’ e convoca população para Semana Nacional

    O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, defendeu nesta terça-feira (3) o uso da urna eletrônica e afirmou que o equipamento é um “patrimônio da democracia brasileira”, em declaração registrada pela Agência Brasil. O pronunciamento ocorreu na sessão de abertura do TSE que marcou o retorno das atividades presenciais após o recesso de julho.

    A defesa da urna eletrônica

    Na fala de abertura, Nunes Marques enfatizou a importância do sistema eletrônico de votação para o processo democrático. O presidente do TSE apontou a necessidade de ampliar o entendimento público sobre as diversas etapas que compõem as eleições, ressaltando a evolução tecnológica, a robustez e a audibilidade do sistema.

    Transparência como pilar

    Segundo o ministro, a transparência do sistema é um elemento central para manter a confiança da sociedade nas eleições. “As portas da Justiça Eleitoral permanecem abertas para quem deseja conhecer, acompanhar e fiscalizar o processo eleitoral”, declarou, conforme reportagem da Agência Brasil. Ele afirmou que a transparência não é apenas compromisso institucional, mas um dos pilares que sustentam essa confiança.

    Semana Nacional do Sistema Eletrônico de Votação

    O TSE promoverá a Semana Nacional do Sistema Eletrônico de Votação, cuja programação incluirá demonstrações sobre o uso da urna, palestras, exposições e ações destinadas a combater a desinformação relativa ao processo eleitoral. O objetivo anunciado pelo presidente foi “ampliar o conhecimento da sociedade” e reafirmar, por meio de informação qualificada e participação cidadã, a confiança no sistema de votação.

    A iniciativa busca envolver eleitores interessados em conhecer melhor as etapas do pleito e as medidas adotadas pela Justiça Eleitoral para assegurar a integridade do processo. A reportagem da Agência Brasil citou que a Semana terá diversas atividades públicas com foco em educação eleitoral e demonstrativos técnicos.

    Calendário eleitoral e condições para o segundo turno

    O TSE lembrou também as datas previstas para as próximas eleições: o primeiro turno ocorrerá em 4 de outubro e nele serão escolhidos deputados federais, estaduais, distritais, governadores, senadores e o presidente da República. O segundo turno está marcado para 25 de outubro e poderá acontecer nas disputas para governador e presidente quando nenhum candidato alcançar mais de 50% dos votos válidos no primeiro turno, excluídos brancos e nulos.

    Essas datas e as categorias de cargos que estarão em disputa constam na informação divulgada pela Agência Brasil sobre a sessão do TSE. O ministério reforçou que a Justiça Eleitoral se mantém disponível para esclarecimentos e para permitir o acompanhamento público dos procedimentos.

    Participação cidadã e combate à desinformação

    Ao convocar os eleitores para a Semana Nacional do Sistema Eletrônico de Votação, o presidente Nunes Marques associou a participação da população às ações de transparência e de reforço à confiabilidade do processo. Entre as atividades previstas estão demonstrações práticas do funcionamento das urnas e programas de esclarecimento sobre como o sistema é auditado.

    O TSE indicou que, por meio dessas ações, pretende enfrentar a disseminação de informações falsas que possam gerar dúvidas sobre a lisura das eleições. A cobertura dos eventos e a possibilidade de visitação pública foram citadas como meios de facilitar o acompanhamento cidadão.

    As informações desta matéria são baseadas em reportagem da Agência Brasil sobre o pronunciamento do presidente do TSE e a programação anunciada pela Corte para a Semana Nacional do Sistema Eletrônico de Votação.

  • TRE-RJ abre urna eletrônica ao público e detalha camadas de segurança

    TRE-RJ abre urna eletrônica ao público e detalha camadas de segurança

    O Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) realizou nesta segunda-feira (3) uma apresentação pública de uma urna eletrônica, destinada à imprensa e a entidades fiscalizadoras. Durante a atividade, o equipamento foi desmontado diante do público para demonstrar o funcionamento dos circuitos e dos mecanismos de segurança.

    Objetivo da demonstração

    A iniciativa integrou a programação da Semana Nacional do Sistema Eletrônico de Votação e teve como objetivo reforçar a confiança da sociedade no processo eleitoral e no uso das urnas eletrônicas. Autoridades do TRE-RJ explicaram os procedimentos técnicos e responderam a questionamentos relacionados à segurança e à possibilidade de fraudes.

    Camadas de segurança apresentadas

    O secretário de Tecnologia da Informação do TRE-RJ, Michel Kovacs, conduziu a explanação técnica sobre os componentes internos. Segundo ele, a segurança do sistema é construída em múltiplas camadas que combinam proteção física e mecanismos digitais:

    • lacres da Casa da Moeda que deixam vestígios em caso de violação;
    • assinaturas digitais que asseguram a integridade dos arquivos;
    • identificação biométrica do eleitor utilizada na confirmação de votação;
    • auditorias constantes realizadas antes, durante e após a votação.

    Além desses pontos, foi informado que os dados de cada seção e o registro dos votos são gravados simultaneamente em duas mídias: a memória interna da urna e mídias externas de resultado e de carga, criando redundância de informação.

    Isolamento do sistema e atualização simultânea

    Kovacs ressaltou que as urnas eletrônicas funcionam como sistemas isolados, sem conexão com a internet, e que as atualizações são aplicadas de forma simultânea em todo o país. Segundo ele, esse modelo dificulta qualquer tentativa de ataque externo, pois um agente mal-intencionado não teria tempo nem meios para transpor todas as barreiras antes de uma detecção.

    Procedimentos de contingência e controle do fabricante

    O TRE-RJ explicou também os recursos previstos para falhas técnicas: existe uma mídia de contingência preparada para transferir os dados de uma urna com problema para uma urna de reserva, permitindo que a votação continue do ponto em que parou, sem perda de votos. Na produção dos equipamentos, a Justiça Eleitoral definiu todas as especificações técnicas e de segurança; a empresa contratada fabrica o hardware e o software seguindo estritamente esse projeto, sem controle total do fabricante sobre o produto final.

    Argumentos contra retorno ao voto em papel

    Questionado sobre a possibilidade de substituição da urna eletrônica pelo voto impresso, o secretário Michel Kovacs afirmou que a implantação das máquinas, em 1996, visou eliminar práticas de fraude que ocorriam com a apuração manual. Ele destacou que a apuração em papel requer mais tempo e recursos e é suscetível a erros humanos e manipulações nas planilhas.

    O presidente do TRE-RJ, Claudio de Mello Tavares, defendeu a legitimidade do sistema eletrônico de votação. Em sua declaração, disponibilizada durante a apresentação, Tavares afirmou que o sistema é amplamente inspecionado e testado, com o código-fonte acompanhado por partidos políticos, pela Ordem dos Advogados do Brasil, pelo Ministério Público, por universidades e pelas Forças Armadas.

    A apresentação ocorreu em um contexto de aumento de ataques e campanhas de desinformação sobre as urnas eletrônicas desde as últimas eleições, apontaram os organizadores. Todas as informações e explicações citadas nesta reportagem foram fornecidas pelo TRE-RJ durante o evento.

    Fonte: Agência Brasil.

  • TSE agenda nova reunião com embaixadores para detalhar funcionamento da urna eletrônica

    TSE agenda nova reunião com embaixadores para detalhar funcionamento da urna eletrônica

    O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) realizará em 17 de agosto uma nova reunião com embaixadores, representantes de missões diplomáticas e organismos internacionais para demonstrar como funciona a urna eletrônica e o sistema eleitoral do país, informou a Agência Brasil.

    Objetivo do encontro e continuidade da transparência

    Segundo o TSE, o encontro ocorrerá na sede da Corte e faz parte de ações destinadas a ampliar a transparência do processo eleitoral perante a comunidade internacional. Em declaração à imprensa, o tribunal afirmou que o presidente da Corte, ministro Kássio Nunes Marques, voltará a explicar o funcionamento técnico das urnas eletrônicas.

    Motivação: questionamentos sobre a origem das urnas

    A convocação da nova sessão diplomática acontece após afirmações do senador e pré-candidato Flávio Bolsonaro, do Partido Liberal (PL), que disse, sem apresentar evidências, que diversas máquinas usadas nas eleições brasileiras seriam da Smartmatic, empresa ligada ao sistema de votação venezuelano. Essas declarações levantaram dúvidas públicas sobre a confiabilidade do sistema eleitoral.

    O TSE tem respondido publicamente a essas alegações. A Corte reforçou que a Smartmatic não forneceu urnas nem desenvolveu softwares para as eleições no Brasil, conforme manifestações oficiais citadas pela Agência Brasil.

    Como o TSE descreve o processo de produção das urnas

    Em seus esclarecimentos, o tribunal destacou que o desenvolvimento das urnas é atribuição de servidores da Justiça Eleitoral e que a fabricação foi feita por empresas contratadas por meio de licitação pública. O TSE também lembrou que a suposta associação entre a Smartmatic e o sistema brasileiro já foi desmentida em ocasiões anteriores.

    Especialistas e críticos veem o episódio como uma retomada de estratégia empregada pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, que, nos anos recentes, questionou repetidamente a segurança do voto eletrônico e levou acusações sobre o sistema a audiências com representantes estrangeiros. A Corte eleitoral classificou declarações semelhantes anteriores como infundadas.

    Observadores internacionais que acompanharão as eleições

    Ainda de acordo com a Agência Brasil, o TSE informou que o pleito de outubro contará com a presença de diversas missões de observação internacional. A lista inclui a União Europeia, a Organização dos Estados Americanos (OEA), o Parlasul, o Carter Center, a Uniore e a Rojae-CPLP. Essas organizações integrarão a Missão de Observadores Eleitorais encarregada de acompanhar o processo.

    O convite a observadores e a promoção de reuniões com representantes diplomáticos são medidas divulgadas pelo tribunal como parte de seus esforços para assegurar transparência e credibilidade às eleições.

    O TSE não informou, na nota referida pela Agência Brasil, mudanças no cronograma eleitoral ou alterações no sistema de votação. A Corte concentra-se em prestar esclarecimentos técnicos e institucionais à comunidade internacional diante das alegações públicas.