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  • Fachin afirma que críticas fortalecem a democracia e expõe prioridades do STF para o segundo semestre

    Fachin afirma que críticas fortalecem a democracia e expõe prioridades do STF para o segundo semestre

    O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, afirmou nesta segunda-feira (3) que a Corte permanece aberta às críticas da opinião pública e que tais contestações, quando exercidas dentro dos limites republicanos, contribuem para o fortalecimento da instituição e da democracia. O pronunciamento foi feito na abertura da sessão que marcou a retomada dos trabalhos do segundo semestre, após o recesso de julho.

    Críticas como parte do debate público

    Na avaliação do presidente do tribunal, é natural que decisões de um tribunal constitucional que decide diariamente sobre temas de grande repercussão social sejam objeto de debate, análise e, por vezes, de contestação. Fachin ressaltou que a força institucional do STF está em sua capacidade de conviver com a crítica sem perder a autonomia para exercer suas funções.

    Ao apontar essa relação entre críticas e legitimidade, o ministro destacou que a existência de tensão entre decisões judiciais e opinião pública não necessariamente diminui o prestígio da Corte. Pelo contrário, quando a crítica se mantém dentro de marcos republicanos, ela contribui para o aperfeiçoamento das instituições democráticas.

    Desafios apontados pelo presidente

    Fachin reconheceu que a Corte enfrenta tarefas a serem superadas e listou, durante a abertura da sessão, alguns pontos que vão orientar os esforços do Supremo para o segundo semestre. Entre eles, mencionou a duração dos processos, a necessidade de maior clareza na comunicação das decisões e a importância de manter um diálogo permanente com a sociedade e com os demais Poderes.

    Esses desafios foram apresentados como responsáveis por orientar o trabalho do tribunal nos próximos meses, sem que o ministro tenha detalhado, na declaração registrada, medidas específicas ou prazos para implementação de mudanças.

    Agenda do plenário para o mês

    A sessão desta segunda-feira também trouxe, além do pronunciamento de Fachin, a indicação de temas que o plenário deve julgar neste mês. Entre os casos destacados estão: o alcance das medidas protetivas previstas na Lei Maria da Penha para episódios de violência que ocorram fora do contexto doméstico; a retomada do julgamento que vai definir as regras para as eleições de mandato-tampão para o governo do Rio de Janeiro; e a análise da constitucionalidade de decisões da Justiça do Trabalho que reconhecem vínculo de emprego entre motoristas e plataformas de transporte de passageiros, tema frequentemente referido como “uberização”.

    O ministro não detalhou a ordem dos processos nem forneceu cronograma de sessões além da indicação de que esses temas constam da pauta a ser apreciada pelo plenário ainda neste mês.

    Persistência de temas sensíveis

    Os assuntos previstos para julgamento envolvem debates de repercussão social e política. A extensão das medidas protetivas da Lei Maria da Penha para situações fora do âmbito doméstico envolve interpretação de dispositivos legais voltados à proteção de vítimas de violência; o caso relativo ao mandato-tampão no Rio de Janeiro trata de normas eleitorais que precisam ser definidas pelo tribunal; e a discussão sobre o reconhecimento de vínculo empregatício entre motoristas e plataformas coloca em foco a legislação trabalhista aplicada a modelos de trabalho por aplicativos.

    Fachin encerrou suas considerações reafirmando que os desafios apontados não se esgotam e que permanecerão a orientar o trabalho do Supremo no segundo semestre. As declarações do presidente foram registradas pela Agência Brasil.

    Fonte: Agência Brasil