Tag: transporte público

  • Fonoaudióloga é baleada no pescoço dentro de ônibus durante confronto na Zona Norte do Rio

    Fonoaudióloga é baleada no pescoço dentro de ônibus durante confronto na Zona Norte do Rio

    Uma passageira foi gravemente ferida por disparo de arma de fogo dentro de um coletivo na manhã desta quarta-feira (12). A vítima, identificada como a fonoaudióloga Aline de Siqueira Affonso, de 53 anos, estava em um ônibus da linha 629 (Irajá x Saens Peña) quando foi atingida no pescoço por um projétil que ficou alojado na coluna cervical.

    O ataque e o contexto

    O episódio ocorreu na Avenida Meriti, em Vicente de Carvalho, na Zona Norte do Rio de Janeiro, por volta da manhã do dia 12 de agosto de 2026, em meio a um confronto entre policiais militares e criminosos. Segundo a Polícia Militar, agentes do 41º batalhão de Irajá realizavam patrulhamento nas imediações da Comunidade do Trem quando foram alvos de tiros pelos suspeitos. Houve reação da corporação e, conforme nota oficial, os autores dos disparos fugiram do local.

    Moradores e passageiros buscaram abrigo diante do tiroteio. O ônibus passou próximo ao Colégio Pio XII, onde diversos ocupantes da condução desceram e entraram na escola para se proteger. Foi nesse momento que Aline foi atingida enquanto seguia para o trabalho.

    Atendimento médico e estado de saúde

    A vítima foi encaminhada em caráter de urgência ao Hospital Estadual Getúlio Vargas, na Penha. De acordo com a direção da unidade, Aline passou por cirurgia que durou mais de quatro horas e, posteriormente, foi levada ao Centro de Terapia Intensiva (CTI). Em comunicado oficial, o hospital informou que a paciente apresenta quadro clínico grave.

    Relatos do local apontam que o motorista do ônibus ficou muito abalado com os acontecimentos e não teve condições de prosseguir dirigindo. Um policial militar assumiu a condução do coletivo para transportar a vítima até a unidade hospitalar.

    Ações das autoridades e repercussão no setor

    Em nota, a Polícia Militar detalhou que, após o confronto e a fuga dos suspeitos, os agentes foram informados sobre a presença de uma mulher ferida dentro do ônibus. A corporação afirmou que intensificou o policiamento na área após o ocorrido.

    O setor de transporte também se manifestou. A Rio Ônibus divulgou comunicado em que lamenta a rotina de violência enfrentada pelos ônibus da cidade, ressaltando que episódios dessa natureza comprometem a segurança de passageiros e trabalhadores do transporte coletivo.

    Sequência e incertezas

    Os relatos oficiais concentram-se no atendimento emergencial e na resposta imediata das equipes de segurança. Ainda não há, nas informações divulgadas pela Polícia Militar e pelo hospital, detalhes públicos sobre identificação dos autores dos disparos, prisões realizadas ou investigação criminal em curso. Também não foram divulgados novos boletins médicos além do comunicado que classificou o quadro da paciente como grave.

    O caso integra, segundo a PM, a série de ocorrências registradas na região ao longo do dia, que motivaram reforço no policiamento local.

    Fonte dos fatos e próximos passos

    As informações sobre o episódio e o estado de saúde da vítima foram obtidas por meio de notas e relatos divulgados pela Polícia Militar, pelo Hospital Estadual Getúlio Vargas e pela Rio Ônibus. Não houve divulgação de depoimentos pessoais ou de detalhes adicionais sobre a investigação até o momento em que as notas foram publicadas.

    Fica aberta a expectativa por atualizações oficiais sobre a condição da paciente e sobre possíveis desdobramentos das ações policiais na área.

  • Manifestações contra ação da Polícia Civil bloqueiam vias na região da Mangueira, no Rio

    Manifestações contra ação da Polícia Civil bloqueiam vias na região da Mangueira, no Rio

    Uma manifestação que ocorreu na tarde desta quarta-feira (12/08) em resposta a uma operação da Delegacia de Roubos e Furtos (DRF) da Polícia Civil interrompeu trechos da Avenida Rei Pelé e da Rua São Francisco Xavier, na região da Mangueira, na Zona Norte do Rio de Janeiro. A informação sobre a ação policial e os desdobramentos foi divulgada pela Agência Brasil.

    O que motivou a ação policial

    Segundo nota da Secretaria de Estado de Polícia Civil, agentes da DRF realizaram uma operação em um ponto apontado como “ferro-velho do tráfico de drogas”, na Avenida Rei Pelé, próximo à comunidade chamada Favela do Metrô. Durante a intervenção, a corporação informou que policiais foram alvejados por disparos vindos do alto da comunidade.

    A Polícia Civil acrescentou que os disparos colocaram em risco moradores e profissionais envolvidos na ação e declarou que não houve revide por parte dos agentes. A nota também afirmou que indivíduos armados foram responsáveis pela exposição da população ao perigo.

    Bloqueios, incêndios e atuação dos bombeiros

    Após a saída dos policiais do local, manifestantes atearam fogo em pneus e em contêineres de lixo e utilizaram os objetos em chamas para obstruir a Avenida Rei Pelé. Viaturas do Corpo de Bombeiros foram acionadas e utilizaram água para controlar e apagar as chamas, segundo relatos locais citados pela Agência Brasil.

    O incêndio afetou diretamente o tráfego e a movimentação de pessoas na área. Motoristas relataram temor e tentaram se afastar da região, contribuindo para a formação de congestionamentos nos acessos e vias próximas.

    Impactos no transporte e orientações da Uerj

    O sindicato Rio Ônibus informou que veículos tiveram as chaves retiradas e foram utilizados como barricadas na Rua São Francisco Xavier, no bairro do Maracanã. O sindicato ainda apontou que 19 linhas que passam pela região sofreram alterações em seus itinerários em decorrência dos bloqueios.

    Entre os veículos usados nas barricadas, a entidade mencionou ônibus da linha A29046 – 457, que liga Abolição, na Zona Norte, a Copacabana, na Zona Sul. O uso de veículos como barreira agravou os problemas de circulação na área.

    Em razão dos acontecimentos, a Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), cujo campus Maracanã fica nas proximidades, emitiu orientações: a instituição pediu que alunos, professores e funcionários evitem ir ao campus no momento e que quem já estava no local permaneça onde está, enquanto a situação era acompanhada.

    Trânsito e memória do episódio

    O tráfego na região ficou bastante comprometido. No sentido Méier, o fluxo na Avenida Rei Pelé apresentou lentidão, com reflexos nos acessos; no sentido Centro, a movimentação foi prejudicada na Rua São Francisco Xavier. Motoristas buscaram rotas alternativas e adotaram condutas de proteção pessoal frente à manifestação.

    As informações sobre a operação, os confrontos e as consequências para o trânsito e transporte público foram fornecidas pela Polícia Civil, Rio Ônibus e Uerj, conforme reportado pela Agência Brasil.

    Próximos passos e acompanhamento

    Autoridades e instituições locais acompanharam os desdobramentos no decorrer do dia. A Polícia Civil comunicou que não houve retorno de fogo por parte dos agentes, mas não divulgou mais detalhes operacionais além da nota oficial. Agências de socorro combateram os focos de incêndio e o sindicato de ônibus ajustou rotas enquanto duraram os bloqueios.

    Fontes: Agência Brasil; Secretaria de Estado de Polícia Civil; Rio Ônibus; Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj).

  • Motorista de ônibus é removido à força e detido por policiais militares em SP após discussão no trânsito

    Motorista de ônibus é removido à força e detido por policiais militares em SP após discussão no trânsito

    Um motorista de ônibus da cidade de São Paulo foi obrigado a deixar o veículo e foi detido por dois policiais militares depois de um desentendimento no trânsito, conforme relatos do profissional e nota do Sindicato dos Motoristas e Trabalhadores em Transporte Rodoviário Urbano de São Paulo (Sindmotoristas). O episódio aconteceu na altura do número 700 da Avenida Casa Verde.

    O incidente e versões

    Segundo o condutor — identificado pelo sindicato como Edvagner — a confusão começou quando ele buzinou para pedir passagem a uma viatura da Polícia Militar que circulava lentamente pela faixa exclusiva de ônibus. Um passageiro gravou vídeo dentro do coletivo mostrando policiais já no interior do ônibus pedindo que o motorista saísse do veículo.

    De acordo com o relato do motorista, ele negou ter cometido qualquer irregularidade, mas foi retirado do ônibus pela força pelos agentes e encaminhado a uma delegacia. O cobrador do veículo também foi citado pelo sindicato como Vilanova.

    Reação do sindicato

    Em comunicado nas redes sociais, a diretoria do Sindmotoristas disse estar “estarrecida e indignada” com o que definiu como truculência dos agentes. A organização afirmou que o episódio demonstra falta de preparo e empatia, condenando o uso violento da função policial contra um trabalhador.

    O sindicato informou que vai apresentar denúncia na Corregedoria da Polícia Militar do Estado de São Paulo em relação aos policiais envolvidos. Em sua nota, a entidade também ressaltou a contradição entre as medidas solicitadas quando motoristas são vítimas de agressões e a situação atual, na qual profissionais do transporte teriam sido alvo da ação policial.

    Apuração pela Secretaria de Segurança e pela Polícia Civil

    A Secretaria de Segurança Pública (SSP) do estado declarou que a Polícia Militar está apurando as circunstâncias do ocorrido e afirmou que a corporação não compactua com desvios de conduta, adotando medidas cabíveis quando irregularidades são constatadas. A SSP acrescentou que a Polícia Civil deverá instaurar inquérito no 40º Distrito Policial (Vila Santa Maria) para investigar o caso.

    A SSP informou ainda que a Polícia Civil solicitará as imagens das câmeras corporais dos policiais para auxiliar no esclarecimento dos fatos. Não houve, na nota divulgada pela secretaria, detalhamento sobre o andamento das apurações ou prazos para conclusão.

    Aspectos registrados e próximas etapas

    Os fatos conhecidos até o momento foram registrados pelo sindicato e pela SSP: houve remoção forçada do motorista, registro em vídeo feito por passageiro, manifestação pública do Sindmotoristas e abertura de procedimentos de apuração por parte das polícias Militar e Civil. O sindicato já anunciou a intenção de encaminhar reclamação à Corregedoria da Polícia Militar.

    Conforme comunicados citados pela reportagem, a Polícia Militar conduz investigação interna e a Polícia Civil deve formalizar inquérito no 40º DP, requisitando imagens de câmeras corporais dos policiais para subsidiar a apuração. Não há, até a divulgação desta matéria, informações oficiais adicionais sobre possíveis medidas disciplinares ou sobre a situação legal do motorista após a detenção.

    As informações e declarações citadas nesta matéria foram obtidas a partir de reportagem da Agência Brasil, que divulgou detalhes do episódio e das manifestações do sindicato e da Secretaria de Segurança Pública. A matéria original foi atualizada para incluir a manifestação da SSP.

  • Trens, metrô e VLT no Rio adiantam horário de pico para 13h por previsão de ventos fortes

    Trens, metrô e VLT no Rio adiantam horário de pico para 13h por previsão de ventos fortes

    As empresas que operam o transporte sobre trilhos no Rio de Janeiro anteciparam o horário de pico para as 13h desta sexta-feira (17) em razão da previsão de ventos fortes na cidade, informou a Agência Brasil.

    Antecipação da operação e motivos

    Segundo a concessionária Trens RJ, a antecipação atende às determinações do governo do estado e da Prefeitura do Rio e visa reforçar a capacidade operacional no período de maior demanda. A medida tem o objetivo de agilizar a resposta a interferências provocadas pelos ventos e facilitar o deslocamento dos passageiros com segurança.

    A TrensRJ destacou que mantém diálogo constante com o governo estadual para acompanhar a evolução das condições climáticas e adotar medidas necessárias diante de eventuais impactos na operação. A empresa informou também que, se necessário, poderá estender o horário de funcionamento dos trens para ajudar os passageiros a retornarem para casa em segurança.

    Manutenção, riscos e prevenção

    A concessionária apontou como possíveis interferências provocadas por vento forte a queda de galhos e árvores. Mesmo quando a arborização está em calçadas, esses elementos podem atingir a rede elétrica e outras estruturas ferroviárias, comprometendo a circulação.

    Por isso, TrensRJ ressaltou a importância da realização frequente de serviços de poda preventiva e manutenção da arborização pelas prefeituras que ficam ao redor do sistema, para reduzir o risco de ocorrências que afetem a operação.

    Situação no metrô e no VLT

    O MetrôRio também antecipou seu horário de pico a partir das 13h, com a intenção de ampliar a oferta de trens e atender melhor os clientes no retorno às residências por conta dos avisos meteorológicos. A concessionária informou que o sistema opera normalmente, com intervalos regulares nas linhas 1, 2 e 4.

    A empresa responsável pelo veículo leve sobre trilhos (VLT) no centro do Rio informou que antecipou o horário de pico e reforçou as equipes de atendimento e manutenção, posicionando-as estrategicamente para agir com agilidade em caso de ocorrências relacionadas ao mau tempo.

    Orientações para motoristas na Ponte Rio–Niterói

    A previsão de ventos fortes levou a Ecovias Ponte, concessionária da Ponte Rio–Niterói, a alertar condutores sobre cuidados adicionais durante a travessia. Entre as recomendações estão reduzir a velocidade, manter distância segura do veículo à frente e prestar atenção a objetos deslocados pela força do vento.

    A concessionária pediu atenção especial a veículos altos — como caminhões, ônibus e vans — e a veículos com cargas leves ou vazias, que têm maior exposição às rajadas. Também foram destacadas orientações específicas para motociclistas: manter velocidade compatível com as condições da via, evitar manobras bruscas e aumentar a atenção a rajadas laterais que possam afetar a estabilidade.

    Em caso de equipes operacionais, viaturas de atendimento ou veículos de emergência atuando na via, a Ecovias Ponte orienta reduzir a velocidade e, quando seguro, mudar de faixa para ampliar a distância da operação, seguindo o recomendado pelo Movimento Afaste-se.

    As equipes da concessionária permanecem em monitoramento permanente das condições de tráfego e meteorológicas, em prontidão 24 horas por dia para atendimento. Motoristas podem contatar a Ecovias Ponte pelo telefone 0800 777 6683 (WhatsApp) e acompanhar as condições em tempo real pelo perfil @ecoviasponte (X e Threads), segundo a nota divulgada.

    Como acompanhar avisos e eventuais mudanças

    TrensRJ pediu que os passageiros acompanhem os canais oficiais da concessionária e sigam as orientações das equipes presentes nas estações e nos trens caso haja alterações na circulação. MetrôRio e o operador do VLT também comunicaram que têm equipes reforçadas para atuar rapidamente diante de ocorrências relacionadas ao vento.

    As recomendações das autoridades locais de antecipar o encerramento do expediente nas atividades não essenciais objetivam proporcionar tempo adicional para que as pessoas completem seu deslocamento antes da intensificação das rajadas. Todas as informações sobre alterações operacionais foram divulgadas pelas concessionárias em notas à imprensa, conforme registro da Agência Brasil.