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  • Indonésia intensifica buscas por vítimas de tremor que deixou ao menos 68 mortos

    Indonésia intensifica buscas por vítimas de tremor que deixou ao menos 68 mortos

    Equipes de busca e resgate permaneciam nas áreas afetadas do leste da Indonésia nesta segunda-feira (17), vasculhando prédios desabados em busca de possíveis pessoas soterradas após um forte terremoto que deixou ao menos 68 mortos. A informação sobre o número de vítimas foi confirmada por Berton SP Panjaitan, funcionário da Agência de Mitigação de Desastres da Indonésia.

    Vítimas, feridos e desalojados

    Além das mortes, as autoridades informaram que mais de 200 pessoas ficaram feridas. Milhares de moradores foram retirados das áreas mais atingidas e muitas dessas pessoas estão agora em abrigos improvisados, como barracas ao ar livre. O medo de novas réplicas tem impedido o retorno de muita gente às casas danificadas.

    A agência apontou que, entre as zonas afetadas, estão regiões do sul da província como Sikka e Manggarai, além de localidades próximas a Ende. Aproximadamente 500 residências sofreram danos em decorrência do tremor.

    Buscas, monitoramento aéreo e logística de ajuda

    As operações de busca incluíram varreduras em prédios ruins e a utilização de meios aéreos para localizar desaparecidos. Fathur Rahman, chefe do Escritório de Resgate em Maumere, disse à agência Reuters que o trabalho também envolve o emprego de um helicóptero e equipamentos específicos para resgate.

    A Agência de Mitigação de Desastres informou que preparou aeronaves para transportar ajuda humanitária, como alimentos e barracas, às áreas isoladas ou de difícil acesso. Equipes de emergência seguem avaliando as rotas: deslizamentos de terra provocados pelo tremor bloquearam estradas em diferentes trechos da província, complicando a entrega de suprimentos.

    Réplicas, registro sísmico e impactos locais

    Segundo a agência local, a província de Nusa Tenggara Oriental foi atingida por quase 1.600 réplicas até esta segunda-feira. Na manhã do mesmo dia, a agência de geofísica registrou um tremor de magnitude 5,6 na região.

    O episódio também sombriu as comemorações do Dia da Independência da Indonésia, que coincidiu com as operações de socorro em várias comunidades. A sequência de réplicas contribuiu para o receio entre moradores, muitos dos quais preferem permanecer em abrigos externos em vez de voltar às suas casas danificadas.

    Relatos locais e atendimento médico

    Em um centro de saúde danificado perto de Ende, o agricultor Firmus Woge, de 64 anos, foi atendido por crise de asma agravada pelo pânico e pelo estresse causado pelos tremores. O local, cujo estacionamento abriga barracas e leitos improvisados, vem sendo usado para cuidados emergenciais de quem não pode ser alojado imediatamente em estruturas mais seguras.

    O atendimento emergencial tem que lidar com lesões físicas e também com condições agravadas pelo trauma e pela exposição às intempéries em abrigos temporários. As equipes médicas e de resgate seguem priorizando a busca por sobreviventes sob escombros e a transferência de feridos para atendimento adequado.

    Fontes e coordenadas das informações

    As informações desta reportagem foram baseadas em reportagens da Agência Brasil, que citou a Agência de Mitigação de Desastres da Indonésia e agências locais de geofísica, além de trechos de declaração à Reuters de autoridades de resgate.

    À medida que as operações avançarem, as autoridades locais devem atualizar os números de vítimas, as áreas mais afetadas e os planos de distribuição de ajuda. Por ora, seguem as buscas e o atendimento emergencial nas localidades mais atingidas.

  • Terremoto de magnitude 7,7 na Indonésia deixa pelo menos 47 mortos e causa grande destruição em Flores

    Terremoto de magnitude 7,7 na Indonésia deixa pelo menos 47 mortos e causa grande destruição em Flores

    Um forte terremoto de magnitude 7,7 atingiu a costa leste da Indonésia na manhã de sábado, 15 de agosto, provocando mortes, danos estruturais e interrupções nas comunicações. A informação foi divulgada pela Agência Nacional de Mitigação de Desastres da Indonésia (BNPB) e reportada pela Agência Brasil.

    Vítimas e danos iniciais

    Segundo a BNPB, o tremor deixou pelo menos 47 mortos. Em Maumere, cidade portuária da regência de Sikka, as equipes de resgate localizaram 20 mortos, seis feridos e duas pessoas ainda presas sob escombros, informou Fathur Rahman, chefe da agência de resgate local, citado pela reportagem.

    Relatos oficiais apontam danos extensos a habitações e infraestruturas: dados preliminares indicam 157 casas com danos graves, 41 com danos moderados e 148 com danos leves. Também foram relatados prejuízos em 87 escolas, 18 unidades de saúde, cinco locais de culto e seis prédios de escritórios, de acordo com a BNPB.

    Impedimentos às operações de resgate

    Equipes de busca e salvamento enfrentaram dificuldades para alcançar Nagekeo, a região mais próxima do epicentro, depois que deslizamentos de terra bloquearam estradas e afetaram comunicações móveis. Autoridades relataram tentativa de acessar áreas afetadas por via marítima, com balsa, enquanto outras equipes seguiam por estrada, sem sucesso em alguns trechos.

    O governador de Nusa Tenggara Oriental, Emanuel Melkiades Laka Lena, disse em coletiva que pelo menos cinco pessoas morreram quando prédios desabaram enquanto dormiam. A BNPB informou que cerca de 2 mil moradores de Nagekeo foram retirados de suas casas como medida de proteção.

    Tsunami, tremores secundários e sensação da população

    O centro de alerta de tsunamis da Austrália registrou ondas de até 1 metro em diversas áreas do país e afirmou que o evento não representava ameaça de tsunami para o continente australiano, suas ilhas ou territórios. As autoridades locais suspenderam o alerta de tsunami cerca de três horas após o primeiro tremor.

    A agência geofísica indonésia (BMKG) registrou o primeiro abalo às 4h58 (horário local), a uma profundidade de 15 km, seguido por múltiplos tremores secundários. Moradores relataram que os tremores duraram cerca de um minuto em várias ilhas, incluindo Nusa Tenggara Oriental, Nusa Tenggara Ocidental e partes de Sulawesi do Sul.

    Relatos de testemunhas

    Moradores descreveram momentos de pânico e fuga. Nona, de 51 anos, moradora de Talibura, disse que 13 pessoas que estavam em sua casa saíram correndo para se salvar. Outra moradora, Siti Sulfia Bira, afirmou que correu para terrenos mais altos e que a população ainda tem receio de voltar para suas casas devido ao risco de novos tremores.

    Contexto sísmico e histórico

    A Indonésia está situada no Anel de Fogo do Pacífico, uma região de intensa atividade tectônica que favorece terremotos e erupções vulcânicas. A BMKG lembrou que a mesma área foi afetada por um terremoto de magnitude 7,5 em 1992, que provocou grande destruição. O país também sofreu um desastre em 2018, quando um tremor de magnitude 7,5 e um tsunami atingiram Palu, em Sulawesi, causando mais de 4 mil mortes.

    Imagens verificadas por veículos de imprensa mostraram prédios parcialmente desabados, equipes de resgate procurando sobreviventes sob escombros e hospitais transferindo pacientes para áreas externas por precaução. As autoridades continuam a avaliar a extensão dos danos e a necessidade de apoio para ações de emergência.

    As informações nesta matéria são baseadas em relatórios da Agência Nacional de Mitigação de Desastres da Indonésia (BNPB), dados da agência geofísica indonésia (BMKG) e reportagens citadas pela Agência Brasil e agências internacionais.

  • Membros do Mercosul oferecem apoio à Colômbia após terremoto de magnitude 7,4

    Membros do Mercosul oferecem apoio à Colômbia após terremoto de magnitude 7,4

    Os países-membros e associados ao Mercosul divulgaram, em 12 de agosto, solidariedade e oferta de apoio à Colômbia após o terremoto de magnitude 7,4 que atingiu o país na segunda-feira (10), informou a Agência Brasil.

    Oferta de ajuda e âmbito do apoio

    No comunicado, o bloco afirmou ter “total disposição” para colaborar com as autoridades colombianas nas ações de resgate e de assistência às vítimas, além de contribuir na recuperação dos estragos à infraestrutura. A nota reúne posicionamentos de Estados partes e associados do Mercosul, que também enviaram condolências às famílias das vítimas.

    Estados partes e associados que se manifestaram

    • Estados partes: Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai.
    • Estados associados: Chile, Colômbia, Equador, Guiana, Panamá, Peru e Suriname.

    Impacto humano e medidas na Colômbia

    Segundo as autoridades colombianas citadas pela reportagem da Agência Brasil, o forte tremor já deixou mais de 224 mortos. O abalo atingiu especialmente o coração da região cafeeira, no lado oeste do país, levando o governo colombiano a declarar estado de emergência nacional.

    O terremoto provocou o desabamento de prédios de vários andares em cidades como Cali, onde, até a manhã da divulgação da matéria, ao menos 85 mortes haviam sido confirmadas. As informações reportadas à imprensa descrevem um cenário de destruição em áreas urbanas e rurais da região afetada.

    Contexto e comparações citadas pelas autoridades

    A matéria da Agência Brasil recorda ainda comparações com eventos passados na mesma região: um terremoto que devastou a área em 1999, causando mais de 1 mil mortes, e uma catástrofe em junho deste ano que matou mais de 6,3 mil pessoas na Venezuela, país vizinho. Esses paralelos foram mencionados no levantamento sobre a magnitude do desastre atual e suas semelhanças em termos de impacto.

    O comunicado do Mercosul também enfatizou a importância de uma resposta regional unida e solidária diante de emergências e catástrofes. No âmbito nacional brasileiro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva lamentou a tragédia nesta terça-feira, segundo a Agência Brasil.

    As informações reunidas neste texto têm como fonte a Agência Brasil, que divulgou os números e as declarações oficiais citadas pelo bloco e pelas autoridades colombianas.

    Próximos passos em termos de cooperação e envio de apoio concreto — como equipes de busca e salvamento, suprimentos ou logística específica — não foram detalhados no comunicado citado pela fonte. A apuração sobre eventual envio efetivo de ajuda dependerá de anúncios adicionais das autoridades envolvidas.