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  • Oferta de tafenoquina no SUS e ampliação do diagnóstico associadas a queda de malária no Brasil

    Oferta de tafenoquina no SUS e ampliação do diagnóstico associadas a queda de malária no Brasil

    O Brasil registrou em 2025 uma redução nos indicadores da malária que, segundo o Ministério da Saúde, está associada à incorporação da tafenoquina no Sistema Único de Saúde (SUS) e às ações de ampliação do diagnóstico e do tratamento adequado. Os dados foram apresentados pelo ministro Alexandre Padilha durante o 61º Congresso da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical (MedTrop), em Brasília.

    Números gerais e alcance da queda

    Em 2025 foram notificados 118.037 casos de malária no território nacional — um recuo de 15% em comparação com 2024 e o menor total desde 1978, conforme o ministério. As mortes pela doença caíram 30%, passando de 56 óbitos em 2024 para 39 em 2025. A forma mais grave da doença também registrou queda, de 30,7%.

    Tafenoquina no SUS: uso e cobertura

    A tafenoquina foi incorporada ao SUS em 2023 para pacientes adultos com 16 anos ou mais e peso de 35 quilos ou mais e passou a ser usada em dose única desde 2024 para prevenir novas manifestações da malária. O ministério descreve o medicamento como de ação prolongada e fundamental para evitar recaídas.

    Até junho de 2026, a tafenoquina foi aplicada em mais de 33.700 pessoas no país. Desse total, 3.920 tratamentos foram registrados em Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEIs). Em março de 2026 foi disponibilizada uma formulação pediátrica para crianças a partir de 2 anos e com ao menos 10 quilos; até junho, 1.446 crianças e adolescentes haviam recebido o tratamento.

    Impacto em populações indígenas e áreas de maior incidência

    O ministério informou reduções relevantes em áreas vulneráveis. Segundo Alexandre Padilha, houve redução de mais de 40% em territórios indígenas e em assentamentos rurais na região amazônica. O Distrito Sanitário Especial Indígena Yanomami recebeu 1.515 tratamentos com tafenoquina.

    Ainda de acordo com o ministério, entre março e junho de 2026 as recaídas de malária caíram 61,9% em relação ao mesmo período de 2025. No acumulado de janeiro a julho, os registros caíram 55%, de 17 mil para 7,6 mil, em comparação com o mesmo período do ano anterior.

    Ao se referir à situação Yanomami, o ministro afirmou que as ações combinadas — que incluem tratamento com tafenoquina e intervenções de assistência nutricional — interromperam o que ele classificou como um “verdadeiro genocídio” naquele povo, com redução de mais de 50% nos casos e mais de 70% nos óbitos por malária no território.

    Ações complementares e vigilância: diagnóstico e vacinação

    O ministério também atribui parte dos resultados à ampliação do diagnóstico e à oferta de testes e tratamento adequado. Essas medidas, em conjunto com a tafenoquina, são apontadas como responsáveis pela diminuição de casos e recaídas.

    Em paralelo, o governo vem reforçando a vacinação contra o sarampo após a identificação de 38 casos importados em 2025, detectados em São Paulo, Espírito Santo, Rio de Janeiro e Tocantins. Padilha informou que a vacinação tem sido intensificada em todo o país e lembrou que, apesar dos casos importados, o Brasil manteve em 2024 o certificado de país livre de sarampo.

    Nas cidades de São Paulo, Guarulhos e São Bernardo, afirmou o ministro, a faixa etária alvo para vacinação foi ampliada: estão sendo vacinadas pessoas a partir de 6 meses até 59 anos, independentemente de checar a carteira vacinal. Na cidade de São Paulo, mais de 70 mil pessoas já foram vacinadas segundo o ministério.

    Os dados e declarações desta reportagem são provenientes de informações divulgadas pelo Ministério da Saúde e registradas pela Agência Brasil durante o 61º Congresso da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical.

  • Grupo Harmonia Enlouquece, formado por pacientes do CPRJ, lança quinto álbum em 25º aniversário

    Grupo Harmonia Enlouquece, formado por pacientes do CPRJ, lança quinto álbum em 25º aniversário

    O Centro Psiquiátrico do Rio de Janeiro (CPRJ) marcou o dia 15 de agosto de 2026 com o lançamento do quinto álbum do grupo Harmonia Enlouquece. Intitulado O Quinto dos Infernos, o disco reúne 13 faixas e celebra os 25 anos da banda, que nasceu em 7 de abril de 2001, no Dia Mundial da Saúde.

    O álbum e o repertório

    O trabalho contém 13 músicas, das quais 11 são inéditas e têm autoria de Hamilton de Jesus Assunção, paciente do CPRJ e responsável pela maior parte do repertório do grupo. Ao longo das duas décadas e meia de atividade, o Harmonia Enlouquece acumulou 65 gravações; segundo o compositor, 62 dessas canções são de sua autoria.

    Hamilton já se tratava no CPRJ desde 1998 e iniciou seu acompanhamento psiquiátrico em 1984 no Posto de Assistência Médica (PAM) Venezuela, antes de integrar o centro. Em depoimento à reportagem, ele ressaltou o papel da música na elevação do estado de ânimo: “Música é uma coisa maravilhosa. Ela levanta o nosso astral, mesmo quando ele está em baixa.”

    História e funcionamento do grupo

    O Harmonia Enlouquece reúne pacientes e profissionais de saúde do CPRJ, unidade vinculado à Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro (SES-RJ). Atualmente, o grupo conta com 13 integrantes, entre os quais nove são pessoas em tratamento e os demais, colaboradores. Mais de 75 pessoas já passaram pelo grupo desde sua criação.

    A iniciativa começou quando o psicólogo Sidney Dantas convidou Hamilton para participar de uma oficina de música que realizava no centro. Francisco Sayão, diretor-geral do CPRJ, participa do grupo tocando violão básico e destaca que o cantor e compositor é a base do repertório: “Ele faz a letra, a música e interpreta. Sem ele, a gente não tem o que cantar. Noventa e cinco por cento das músicas são dele”, afirmou Sayão à Agência Brasil.

    Ligações com políticas culturais e reconhecimento

    O CPRJ é reconhecido como referência nacional em práticas de psiquiatria humanizada que incorporam elementos culturais, escuta e protagonismo dos pacientes no tratamento. Desde 2016, o Ponto de Cultura do centro promove, uma vez por mês, encontros que reúnem integrantes de instituições como o Instituto de Psiquiatria da UFRJ (Ipub), o Instituto Municipal Philippe Pinel, centros de Atenção Psicossocial (CAPs), pacientes internados e do hospital/dia.

    O grupo também foi premiado recentemente com o Prêmio Asas (Aldir Blanc-RJ), reconhecimento que integra a trajetória de criação e visibilidade do trabalho artístico desenvolvido no serviço de saúde mental.

    Lançamento no MuhCab e atividades programadas

    O lançamento do álbum foi realizado no Museu da História e da Cultura Afro-Brasileira (MuhCab). A atividade incluiu uma exposição com linha do tempo do CPRJ entre 2001 e 2026 e a exibição do documentário Harmonia Enlouquece – Um mergulho musical pela saúde mental, dirigido por Flávia Lima, que retrata a trajetória da banda.

    A programação também contou com uma roda de conversa sobre música, inclusão e saúde mental. O diretor-geral do CPRJ informou a intenção de abrir uma agenda de visitação a partir das 16h, em horário que não interfira no atendimento da unidade, para que o público possa conhecer o grupo e as atividades do centro.

    Rádio interna e planos digitais

    O CPRJ mantém uma rádio interna que transmite as músicas do grupo nas salas e pátios da unidade. Segundo a direção, há planos para ampliar a programação e operar a rádio em formato online em tempo integral, com a produção de podcasts, assim que a aparelhagem estiver concluída; a equipe para esse projeto está quase formada.

    Fonte das informações: Agência Brasil.

  • MEC e Comissão Nacional aprovam novas regras para atividades de residentes em saúde

    MEC e Comissão Nacional aprovam novas regras para atividades de residentes em saúde

    Entrou em vigor, a partir de 30 dias da publicação, uma nova resolução que amplia as possibilidades de atividades extracurriculares para residentes em área profissional da saúde. A norma, registrada como resolução nº 2/2026 da Comissão Nacional de Residência Multiprofissional em Saúde em conjunto com a Secretaria de Educação Superior do Ministério da Educação (MEC), foi publicada no Diário Oficial da União em 12 de agosto de 2026.

    O que a norma permite

    A resolução lista 13 tipos de ofertas educacionais que podem ser aproveitadas pelos residentes, desde que sejam compatíveis com os objetivos do programa de residência e não comprometam a carga horária obrigatória. Entre as modalidades mencionadas estão vivências no Sistema Único de Saúde (SUS), cursos de curta duração, participação em projetos de pesquisa, atuação em instâncias de controle social e participação em eventos científicos. Também foram incluídas possibilidades como cursos de pós-graduação lato sensu, mestrados e doutorados.

    Autorização e limites de aproveitamento

    O aproveitamento das atividades externas como parte da carga horária do Programa de Residência em Área Profissional da Saúde depende de autorização prévia da Comissão de Residência Multiprofissional (Coremu), o órgão colegiado responsável pela coordenação, organização, supervisão e avaliação dos programas localmente. A norma estabelece um teto: o aproveitamento fica limitado a 240 horas por ano de residência.

    Bolsas, auxílios e compatibilidade

    A resolução também define critérios para o recebimento cumulativo de bolsas de ensino, pesquisa e extensão, bem como de auxílios de apoio financeiro. O MEC enfatiza que a participação em cursos e projetos externos precisa ser compatível com os objetivos do programa de residência. Além disso, os benefícios concedidos não podem caracterizar vínculo empregatício ou o exercício de atividade profissional remunerada que inviabilize o cumprimento da carga horária do programa.

    Proibições e sanções

    Persistem vedações claras: residentes continuam impedidos de acumular empregos ou desenvolver atividades que tornem inviável a rotina e a carga horária do programa de residência. Também não é permitido exercer atividades que entrem em conflito com a prática assistencial prevista no programa. O texto da norma prevê sanções administrativas e a possibilidade de perda dos benefícios para quem descumprir as regras.

    Objetivos apontados pela norma

    Segundo a resolução, a iniciativa busca garantir o desenvolvimento integral das competências profissionais dos residentes e a qualificação do atendimento prestado ao SUS. Outro propósito declarado é fortalecer a integração entre ensino e assistência nas unidades de saúde do país, ampliando a formação por meio de experiências externas que sejam pertinentes ao programa de residência.

    Próximos passos e aplicação local

    Com a publicação no Diário Oficial da União, as instituições responsáveis pelos programas de residência deverão adequar seus procedimentos internos para avaliar e autorizar pedidos de aproveitamento de atividades externas. A Coremu de cada local será a instância encarregada de aceitar ou não essas solicitações, observando o limite de 240 horas anuais e a compatibilidade com os objetivos pedagógicos do programa.

    • Fonte: Agência Brasil (resolução nº 2/2026 da Comissão Nacional de Residência Multiprofissional em Saúde em conjunto com a Secretaria de Educação Superior do MEC; publicação no Diário Oficial da União em 12/08/2026).
  • Ministério da Saúde inicia migração de dados do SUS para Nuvem Soberana

    Ministério da Saúde inicia migração de dados do SUS para Nuvem Soberana

    O Ministério da Saúde informou à imprensa, em nota divulgada em 12 de agosto de 2026 pela Agência Brasil, que iniciou nesta semana a migração de dados do Sistema Único de Saúde (SUS) para uma infraestrutura nacional denominada Nuvem Soberana do SUS. A ação é realizada em parceria com o Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro) e tem como objetivo ampliar progressivamente a soberania digital sobre os dados, sistemas e serviços digitais de saúde.

    O que é a Nuvem Soberana do SUS

    De acordo com a pasta, a Nuvem Soberana do SUS consiste em uma infraestrutura nacional para armazenamento e processamento de dados do SUS em território brasileiro. Pela primeira vez, informou o ministério, dados do SUS serão mantidos e tratados exclusivamente sob a legislação brasileira, incluindo a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). A gestão dessa infraestrutura ficará a cargo do Serpro e do Departamento de Informação e Informática do SUS (DataSUS), com acesso exclusivo aos dados armazenados.

    Primeiras frentes: CadSUS e RNDS

    Como “primeira grande frente” do projeto, o ministério citou o Cadastro Nacional de Usuários do SUS (CadSUS) e a Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS). A RNDS é descrita pela pasta como a infraestrutura nacional de interoperabilidade do SUS e, segundo o ministério, reúne mais de 5 bilhões de registros de saúde. Essas bases foram apontadas como prioritárias para a transição inicial para a Nuvem Soberana.

    Gestão, segurança e o impacto para o cidadão

    Segundo a nota do Ministério da Saúde, a migração deve ser imperceptível para os usuários no dia a dia: “Para o cidadão, a jornada não aparece como troca de arquitetura, e sim como maior capacidade de continuidade, segurança e evolução dos serviços digitais de saúde”, afirmou a pasta. Ainda segundo o ministério, a Nuvem Soberana permitirá garantir capacidade pública para sustentar o SUS Digital, reduzir o risco de interrupção de serviços e aumentar a proteção aos dados, com mais governança, controle e continuidade do cuidado e integração federativa das informações.

    O ministério explicou que o Serpro e o DataSUS serão responsáveis pela administração da nova infraestrutura. A nota também destacou que, com a alocação e processamento dos dados em território nacional, as informações ficarão submetidas exclusivamente ao arcabouço legal brasileiro, citando expressamente a LGPD.

    A Agência Brasil informou que mais informações sobre o tema foram divulgadas no programa Repórter Brasil, da TV Brasil.

    O que foi declarado pelas autoridades

    Em comunicado oficial reproduzido pela Agência Brasil, a pasta afirmou que o projeto se insere em uma estratégia para ampliar a soberania digital e a infraestrutura pública que sustenta serviços digitais de saúde. A iniciativa pretende também ampliar a governança e o controle sobre os dados do SUS, segundo a nota.

    Não há, na nota do ministério, cronograma detalhado para a migração integral nem informação sobre prazos específicos para a conclusão das frentes iniciais. A avaliação de riscos, custos e etapas técnicas da transição também não foram detalhadas no comunicado divulgado pela Agência Brasil.

    As informações desta reportagem foram obtidas a partir da nota oficial do Ministério da Saúde e da Agência Brasil.

  • SUS incorpora teste FIT para rastreamento bienal do câncer colorretal

    SUS incorpora teste FIT para rastreamento bienal do câncer colorretal

    O Sistema Único de Saúde (SUS) incluiu, a partir de 10 de agosto de 2026, o teste imunoquímico fecal (FIT, na sigla em inglês) na tabela de procedimentos oferecidos aos usuários da rede pública. A inclusão consta em portaria publicada no Diário Oficial da União e define o exame para rastreamento bienal do câncer colorretal em homens e mulheres assintomáticos entre 50 e 75 anos.

    O que é o teste FIT

    O FIT é um exame de fezes que detecta pequenas quantidades de sangue oculto — isto é, traços de sangue não visíveis a olho nu — que podem indicar a presença de pólipos, lesões pré-cancerígenas ou câncer no intestino. Diferentemente de métodos antigos de detecção de sangue nas fezes, o FIT utiliza anticorpos específicos para identificar sangue humano, o que aumenta a precisão do resultado, segundo o Ministério da Saúde.

    Quem deve realizar e periodicidade

    A portaria estabelece que o teste será destinado exclusivamente ao rastreamento de pessoas assintomáticas com idade entre 50 e 75 anos, de forma bienal — ou seja, a cada dois anos. O texto com a norma ressalta expressamente que o procedimento não se destina à investigação diagnóstica de indivíduos que apresentem sintomas ou que já tenham suspeita clínica de câncer, para os quais outros exames e condutas são indicados.

    Como funciona o caminho do paciente

    Na prática, o paciente recebe um kit para coleta domiciliar das fezes. Após a coleta, o material é encaminhado para análise laboratorial. Se o resultado detectar sangue oculto, o indivíduo será encaminhado para exames complementares, conforme previsto na portaria do Ministério da Saúde. A colonoscopia é citada pela pasta como a principal forma de avaliar diretamente o cólon e o reto, pois permite visualização da mucosa intestinal e a remoção de pólipos durante o procedimento.

    Impacto esperado no SUS

    O Ministério da Saúde informou que a oferta do FIT pode ampliar o acesso à prevenção e à detecção precoce do câncer colorretal para mais de 40 milhões de brasileiros. O câncer colorretal é atualmente o segundo tipo de câncer mais frequente no país, excluindo tumores de pele não melanoma. O Instituto Nacional de Câncer (Inca) estima 53,8 mil novos casos por ano para o triênio 2026–2028.

    A pasta também divulgou que o teste apresenta sensibilidade estimada entre 85% e 92% para identificar possíveis alterações, indicador que reflete a capacidade do exame em detectar casos com presença de sangue oculto. A adoção do FIT como estratégia de rastreamento busca ampliar a capilaridade do diagnóstico precoce no contexto do SUS, complementando as rotinas de detecção já vigentes.

    Limites do exame e papel da colonoscopia

    Embora o FIT sirva como ferramenta de rastreamento populacional, o Ministério da Saúde reafirma que a colonoscopia continua sendo o método de referência para avaliação do intestino. A colonoscopia permite a visualização direta do cólon e do reto e possibilita intervenções durante o exame, como a retirada de pólipos, evitando que algumas lesões evoluam para câncer.

    Ao definir o FIT para rastreamento bienal de assintomáticos, a portaria busca separar o uso populacional do exame do manejo clínico de pacientes sintomáticos, que devem ser avaliados por meio de investigação diagnóstica específica.

    As informações sobre a inclusão do FIT no rol de procedimentos do SUS foram divulgadas pelo Ministério da Saúde e reportadas pela Agência Brasil.

  • Cirurgias plásticas mamárias no SUS aumentam 54,3% entre 2016 e 2025, aponta levantamento

    Cirurgias plásticas mamárias no SUS aumentam 54,3% entre 2016 e 2025, aponta levantamento

    Um levantamento da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica – Regional Rio de Janeiro (SBCP-RJ), divulgado durante a 45ª Jornada Carioca de Cirurgia Plástica e reportado pela Agência Brasil, mostra que o volume de cirurgias plásticas mamárias realizadas pelo Sistema Único de Saúde (SUS) cresceu 54,3% entre 2016 e 2025. Conforme os dados, os procedimentos passaram de 9.000 em 2016 para 14.213 em 2025.

    Crescimento em uma década e impacto da pandemia

    No conjunto da década analisada, o SUS aprovou 90.648 cirurgias plásticas mamárias. Apesar do aumento geral, houve uma queda significativa no ano de 2020, durante o ápice da crise sanitária provocada pela covid-19: foram contabilizadas 4.547 operações de mama naquele ano, aproximadamente a metade do volume praticado rotineiramente antes da pandemia.

    Recuperação após 2020

    Os números indicam um movimento de recuperação após 2020, com retomada gradual das internações e cirurgias até o total registrado em 2025. O cálculo do levantamento inclui tanto procedimentos voltados à reconstrução mamária quanto intervenções destinadas ao tratamento de diferentes alterações na estrutura da mama, o que amplia o escopo do aumento observado.

    Tipos de procedimentos: reconstrução e plástica não estética

    Do total de registros analisados entre 2016 e 2025, 74.619 internações correspondem à plástica mamária feminina não estética, o que representa 82,3% de todas as internações por cirurgias mamárias no período. Esse grupo abrange procedimentos com indicação médica, como correção de deformidades congênitas, tratamento de assimetrias significativas, redução (em casos de hipertrofia associada a dor ou limitações físicas) e correção de sequelas resultantes de doenças ou tratamentos.

    Além dessas intervenções, o levantamento aponta 12.600 internações para reconstrução mamária pós-mastectomia com implante de prótese e 3.429 internações relacionadas à reconstrução mamária após mastectomia total. Esses números fazem parte do total de 90.648 procedimentos aprovados pelo SUS no período analisado.

    Distribuição regional e concentração no Sudeste

    Os dados por região mostram que o Sudeste respondeu por 50.848 internações, o que equivale a 56,1% de todos os procedimentos mamários não estéticos e reconstrutivos realizados pelo SUS entre 2016 e 2025. Sozinho, o estado de São Paulo concentrou cerca de um terço dos registros nacionais, seguido por Minas Gerais e Rio de Janeiro, em termos de volume.

    As demais regiões tiveram participação menor: o Sul somou 9.098 internações, o Nordeste registrou 15.985, o Centro-Oeste totalizou 5.695 e o Norte apresentou 3.022 internações no período. Esses dados apontam variação regional relevante no acesso e oferta de cirurgias mamárias realizadas pelo SUS.

    Fonte e divulgação

    O levantamento foi apresentado pela SBCP-RJ durante a 45ª Jornada Carioca de Cirurgia Plástica e divulgado pela Agência Brasil. A metodologia do cálculo, segundo a entidade, inclui procedimentos indicados para reconstrução e para o tratamento de alterações na estrutura da mama, mas o material divulgado não detalha, na íntegra, os critérios de classificação além das categorias já mencionadas.

    Os números fornecem um panorama do comportamento das internações e intervenções cirúrgicas mamárias no SUS ao longo da última década, destacando a queda fortemente associada ao período da pandemia e a posterior recuperação, bem como a concentração geográfica dos procedimentos.

  • Maioria dos casos de câncer de pulmão chega ao SUS em estágios avançados, aponta levantamento

    Maioria dos casos de câncer de pulmão chega ao SUS em estágios avançados, aponta levantamento

    Uma avaliação feita com registros do Sistema Único de Saúde (SUS) em 2023 revela que quase a totalidade dos diagnósticos de câncer de pulmão conhecidos por estadiamento chegam ao sistema em estágios avançados. A análise foi realizada pelo Instituto Lado a Lado pela Vida por meio da plataforma Data Câncer 360º e divulgada em reportagem da Agência Brasil.

    Dados de 2023: predominância de diagnósticos avançados

    Do total de 14.145 diagnósticos analisados, os registros que continham informação de estadiamento mostram que 89,6% — ou 7.267 pessoas — tinham tumores em estágio 3 (2.015 casos) ou estágio 4 (5.252 casos) no momento do diagnóstico. Apenas 698 pacientes (10,4%) foram identificados em fases iniciais: 307 em estágio 1 e 391 em estágio 2.

    O levantamento também aponta problemas na completude das informações: 3.857 registros de estadiamento foram classificados como “ignorados” e 2.100 como “não se aplica”. Segundo o oncologista Igor Morbeck, membro do Comitê Científico do Instituto Lado a Lado pela Vida, a falta de tomografias estaria entre as causas da baixa qualidade dos dados.

    Fatores de risco e barreiras ao diagnóstico precoce

    Especialistas citados pela Agência Brasil destacam o tabagismo como principal fator de risco, responsável por cerca de 85% dos casos, segundo estimativa mencionada pelo estudo. Outras exposições relevantes incluem poluição atmosférica, contato ocupacional com agentes químicos, predisposição genética e doenças pulmonares crônicas prévias.

    O oncologista Igor Morbeck observa que o câncer de pulmão é frequentemente silencioso e que, quando surgem sintomas, eles podem assemelhar-se a problemas respiratórios comuns — tosse, falta de ar, quadros que lembram infecção ou bronquite. Esse padrão contribui para a postergação da busca por diagnóstico e para o encaminhamento inicial inadequado em atenção primária.

    • Tomografia: indicada pelo especialista como exame apropriado para investigação, disponível no SUS segundo ele;
    • Raio X de tórax: considerado insuficiente para avaliação definitiva e, em muitos casos, incapaz de detectar tumores iniciais;
    • Ausência de programa de rastreamento: a falta de política pública específica para rastrear câncer de pulmão é apontada como um fator que mantém a detecção tardia.

    Recomendações médicas e propostas de ação

    Morbeck recomenda que pessoas com fatores de risco, especialmente tabagistas e ex-tabagistas, realizem tomografia anual. Ele afirma que essa tomografia está disponível no SUS e que o rastreamento seria mais eficaz caso existisse um programa estruturado de prevenção e detecção precoce.

    O oncologista propõe que campanhas e ações do Ministério da Saúde, com apoio de agentes comunitários, poderiam identificar famílias com fatores de risco e facilitar a marcação de tomografias, reduzindo atrasos no diagnóstico e custos de tratamento a longo prazo. Segundo ele, pacientes diagnosticados cedo podem ser submetidos a cirurgia com chance de cura muito maior do que aqueles que necessitam de tratamentos prolongados.

    Impacto em números e prognóstico nacional

    O Instituto Nacional de Câncer (Inca) estima que surjam, em média, 35.380 novos casos de câncer de pulmão por ano no triênio 2026–2028. Em 2024, a doença foi responsável por 32.555 mortes no país, dados citados na reportagem.

    Relato de paciente e campanhas de prevenção

    Mônica Chain Montone, paciente acompanhada pelo Instituto Lado a Lado pela Vida, relatou à Agência Brasil que teve câncer de pulmão em 2008 e recidiva em 2010, tendo sido tratada e considerada curada desde então. Ela atribui o tumor ao tabagismo, apesar de ter parado de fumar há dez anos, e faz acompanhamento anual com tomografia de baixa radiação no Hospital A.C. Camargo.

    O Instituto Lado a Lado pela Vida criou a campanha Respire Agosto para chamar a atenção à prevenção do câncer de pulmão, lembrando que o câncer associado ao tabagismo é uma das principais causas evitáveis de morte.

    Fontes: Instituto Lado a Lado pela Vida (plataforma Data Câncer 360º); entrevista do oncologista Igor Morbeck; Agência Brasil; Instituto Nacional de Câncer (Inca); depoimento de paciente e informações sobre o Hospital A.C. Camargo, conforme reportagem da Agência Brasil.

  • Trikafta reduz hospitalizações e necessidade de oxigênio domiciliar entre pacientes com fibrose cística no SUS, diz Ministério da Saúde

    Trikafta reduz hospitalizações e necessidade de oxigênio domiciliar entre pacientes com fibrose cística no SUS, diz Ministério da Saúde

    Dados do Ministério da Saúde, apresentados em evento da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT) em Brasília, apontam que o uso do medicamento Trikafta no tratamento da fibrose cística reduziu em até 84,8% as internações de pacientes atendidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

    Principais resultados do estudo

    O estudo, conduzido ao longo de um ano, avaliou 647 pacientes — entre crianças, adolescentes e adultos — em tratamento com a terapia tripla moduladora composta por elexacaftor, tezacaftor e ivacaftor (conhecida comercialmente como Trikafta). O acompanhamento ocorreu em 39 centros de referência espalhados pelo Brasil, segundo informação do ministério.

    Além da redução nas internações, os números apresentados indicaram queda de até 91,6% na necessidade de oxigenioterapia domiciliar. Os pesquisadores também observaram um aumento médio de 10 a 14 pontos na função pulmonar dos pacientes acompanhados, redução dos ciclos de inflamação e de infecção, diminuição de 66,7% no uso de antibióticos sistêmicos e benefícios consistentes no estado nutricional.

    A cobertura no SUS e o alcance da terapia

    De acordo com o Ministério da Saúde, mais de 2,4 mil pessoas já utilizam a terapia no sistema público quase dois anos após sua inclusão. O medicamento é disponibilizado em farmácias de alto custo mediante apresentação de receita médica devidamente emitida e carimbada por um especialista.

    O acompanhamento multiprofissional e a entrega por meio da rede pública permitem que o tratamento seja administrado em casa, por via oral, conforme as diretrizes clínicas aplicáveis ao quadro de cada pessoa. O estudo apresentado considerou essa rotina de uso domiciliar no acompanhamento dos resultados.

    Custo do tratamento e acesso na rede privada

    O Ministério da Saúde informou ainda valores de referência para o mercado privado: uma caixa do medicamento custa, em média, R$ 194,5 mil e o tratamento pode alcançar até R$ 2,5 milhões por paciente ao ano, segundo dados divulgados pela pasta. Esses números ressaltam a relevância da oferta pelo SUS para ampliar o acesso à terapia entre pacientes que dependem do sistema público.

    O que é a fibrose cística

    A fibrose cística é uma doença genética hereditária rara que provoca produção de muco viscoso no organismo, com acúmulo nos pulmões e no sistema digestivo. Conforme descrito pelo Ministério da Saúde, esse quadro resulta em tosse persistente, infecções respiratórias frequentes e dificuldades para digerir alimentos e ganhar peso.

    Os efeitos observados com o uso da terapia tripla moduladora — melhora da função pulmonar, redução de infecções e ganho nutricional — são particularmente relevantes porque atuam sobre problemas centrais da doença, conforme os dados apresentados no evento da SBPT.

    Como é feito o fornecimento e quem pode retirar a medicação

    O Trikafta é fornecido por farmácias de alto custo do SUS mediante receita de especialista. A administração é oral e realizada em domicílio, com o esquema de tratamento adaptado ao quadro clínico individual de cada paciente, segundo o comunicado do ministério.

    O acompanhamento nos centros de referência — que participaram do estudo — foi parte integrante da avaliação dos efeitos da terapia ao longo do período de um ano.

    Os números e as observações citadas neste texto foram divulgados pelo Ministério da Saúde e apresentados na Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia, conforme reportagem da Agência Brasil.

  • Plataforma ‘Pode Falar’ passa a atender jovens pelo Meu SUS Digital

    Plataforma ‘Pode Falar’ passa a atender jovens pelo Meu SUS Digital

    O aplicativo meu SUS Digital passou a oferecer acesso direto à plataforma Pode Falar, voltada a acolhimento e orientação em saúde mental para jovens entre 13 e 24 anos. A integração — informada pelo Ministério da Saúde e divulgada pela Agência Brasil — visa facilitar o contato de usuários com um espaço de escuta qualificada dentro do ambiente digital do Sistema Único de Saúde (SUS).

    Como acessar e horários de funcionamento

    Para utilizar o serviço, o usuário deve abrir o aplicativo meu SUS Digital, disponível na App Store e no Google Play, e selecionar o miniaplicativo “Pode Falar”. O primeiro atendimento acontece via chatbot. Caso o jovem deseje ou o sistema identifique necessidade de intervenção humana, a conversa é encaminhada para um teleatendimento com profissionais ou estudantes.

    O serviço funciona de segunda a sábado, das 8h às 22h (horário de Brasília), e permite que o atendimento seja anônimo, conforme informado pelo ministério. Além do atendimento inicial, o espaço disponibiliza conteúdos simples e acessíveis sobre saúde mental para ajudar na compreensão das emoções.

    Estrutura do atendimento: chatbot, teleatendimento e conteúdos

    O fluxo de atendimento começa com um chatbot, que constitui a primeira porta de entrada. Nesse ambiente, são oferecidas informações que auxiliam o usuário a identificar e nomear sentimentos e sinais de sofrimento psíquico. Quando o caso exige, a conversa é transferida para atendimento humano, que é mais direto.

    Segundo o Ministério da Saúde, os teleatendimentos são realizados por estudantes de graduação e pós-graduação de áreas como psicologia, medicina e educação. Esses profissionais em formação atuam sob supervisão de professores, recebem formação continuada e seguem protocolos específicos para as diferentes situações apresentadas pelos usuários.

    Triagem e priorização por inteligência artificial

    A plataforma também incorpora recursos tecnológicos para identificar e priorizar situações de maior risco. Uma ferramenta de inteligência artificial analisa mensagens de usuários que aguardam atendimento e, ao detectar indícios de risco elevado, envia um alerta imediato à equipe para priorização desse atendimento, conforme detalhou a pasta.

    O ministério aponta que a presença dessa triagem automática busca agilizar a identificação de casos que demandam resposta rápida, integrando tecnologia ao fluxo de suporte e direcionamento humano quando necessário.

    Resultados atuais e metas de alcance

    Atualmente, o Pode Falar realiza uma média de 1,1 mil atendimentos por mês, de acordo com o Ministério da Saúde. Com a integração ao meu SUS Digital, a expectativa divulgada pela pasta é ampliar o alcance para cerca de 11 mil atendimentos mensais, ao facilitar o acesso e reduzir barreiras, especialmente entre jovens que ainda não buscaram atendimento presencial.

    Limites do atendimento e encaminhamento para serviços presenciais

    O ministério enfatiza que o serviço digital é uma porta de acolhimento, mas que, quando o sofrimento psíquico se torna persistente, prejudica a rotina, estudos, trabalho ou relações, ou em situações de crise, é importante buscar atendimento presencial. A assistência no SUS é organizada de forma integral: a atenção primária, nas Unidades Básicas de Saúde (UBS), é o ponto de entrada, e, quando necessário, há encaminhamento para atenção especializada com continuidade do cuidado.

    A parceria por trás do projeto envolve o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), com o objetivo de fortalecer o cuidado em saúde mental dentro do SUS, conforme informado pelo ministério e registrado pela Agência Brasil.

    Em síntese, a integração do Pode Falar ao meu SUS Digital amplia as opções de escuta e orientação para jovens, combinando atendimento automatizado, suporte humano supervisionado e recursos de tecnologia para priorização de risco, mantendo como referência a rede presencial do SUS quando o caso exigir intervenção continuada.

  • Artigo sugere que dor crônica não medida pode explicar parte da depressão resistente

    Artigo sugere que dor crônica não medida pode explicar parte da depressão resistente

    Um artigo publicado em 28 de julho de 2026 na revista Nature Mental Health e repercutido pela Agência Brasil questiona a forma como a depressão resistente ao tratamento é avaliada. Segundo os autores, parte dos pacientes considerados refratários a antidepressivos pode, na verdade, conviver com dor crônica que nunca foi medida sistematicamente e que reduz a resposta aos medicamentos.

    O que diz o estudo

    Os autores — entre eles Nilson Mendes Neto, médico e pesquisador vinculado à Harvard Medical School, Brendon Stubbs (King’s College London) e Jessika Mendes (NeuroPsy) — destacam que a definição corrente de depressão resistente baseia-se na falha de tratamentos antidepressivos em dose e duração adequadas. Eles observam que a presença, a intensidade e o impacto funcional da dor não fazem parte formal dessa definição.

    Instrumentos comumente usados na prática clínica, como o PHQ-9 e a escala de Hamilton, não avaliam diretamente a carga de dor, segundo o artigo. Por isso, mesmo quando o clínico tem ciência da existência de dor no paciente, essa informação nem sempre é mensurada de maneira padronizada e integrada à avaliação da resposta ao tratamento.

    Por que a dor pode alterar a avaliação da depressão resistente

    Os autores argumentam que a dor crônica pode tanto reduzir a eficácia de antidepressivos quanto interferir na interpretação da persistência dos sintomas depressivos. Assim, em alguns pacientes, uma condição dolorosa não identificada pode ser um fator que contribui para a aparência de resistência ao tratamento.

    Os pesquisadores deixam claro que não afirmam que a maioria dos casos de depressão resistente seja explicada pela dor, nem que pacientes com dor estejam isentos de uma depressão verdadeiramente refratária. Eles reconhecem a incerteza sobre qual proporção de casos pode se enquadrar nessa situação, justamente porque a dor não é medida de forma sistemática nos estudos e na prática clínica.

    Implicações para a prática clínica e para o SUS

    No artigo, Nilson Mendes Neto aponta implicações práticas para o Sistema Único de Saúde (SUS). Entre as recomendações aparece a realização, já na atenção primária e nos serviços de saúde mental, de avaliações estruturadas sobre a presença, a duração e o impacto funcional da dor.

    Segundo o pesquisador, essas medidas não exigiriam, em princípio, tecnologia de alto custo: rastrear a dor, registrar essas informações de forma padronizada e integrar serviços de atenção primária, psiquiatria e cuidado da dor seriam passos iniciais possíveis. Isso poderia evitar que pacientes sejam encaminhados para tratamentos progressivamente mais especializados e caros sem que fatores potencialmente modificáveis tenham sido avaliados.

    Eficiência e integração entre serviços

    • Os autores defendem que a identificação estruturada da dor pode aumentar a precisão na classificação da depressão resistente.
    • Integrar o manejo da dor com serviços de saúde mental reduz o risco de fragmentação, já que condições dolorosas crônicas são comuns entre pacientes com depressão.
    • Medidas simples de triagem e registro podem orientar decisões sobre avanços terapêuticos sem atrasar o acesso a tratamentos eficazes.

    O artigo cita exemplos de condições frequentemente associadas à dor crônica — como lombalgia, osteoartrite, fibromialgia e neuropatias — e lembra que esses problemas muitas vezes são acompanhados em serviços distintos, embora o paciente seja o mesmo.

    Limitações e incertezas apontadas pelos autores

    Os autores reconhecem limites do argumento: não há, até o momento, dados que permitam quantificar a parcela de pacientes classificados como resistentes cuja condição seria explicada principalmente por dor não medida. Eles enfatizam que a falta de medições padronizadas impede responder essa pergunta de forma satisfatória hoje.

    Também ressaltam que a intenção do artigo não é recomendar que pacientes interrompam ou mudem medicações com base apenas nessa hipótese. A proposta é, antes, melhorar a avaliação clínica para oferecer tratamentos mais precisos.

    As conclusões e recomendações aqui descritas têm como fonte o artigo publicado na revista Nature Mental Health e a reportagem da Agência Brasil sobre esse trabalho.