Tag: SES-SP

  • São Paulo reforça vacinação contra sarampo após 23 casos confirmados

    São Paulo reforça vacinação contra sarampo após 23 casos confirmados

    A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES-SP) confirmou 23 casos de sarampo no estado e orientou a vacinação da população entre 6 meses e 59 anos nas cidades de São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo. A imunização é ofertada nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) desses municípios, com a estratégia de reduzir a circulação do vírus onde os casos foram detectados.

    Casos confirmados e origem das infecções

    Da totalidade de 23 casos confirmados, dois foram classificados como importados; os demais estão relacionados a esses episódios importados, segundo a SES-SP, embora a fonte de infecção ainda não tenha sido identificada. A pasta informou que 16 dos pacientes não tinham histórico vacinal ou estavam com o esquema incompleto.

    Quem deve se vacinar e onde procurar a dose

    A orientação oficial é que moradores e pessoas que vão se deslocar temporariamente para São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo verifiquem sua situação vacinal e tomem a vacina quando necessário. A faixa etária alvo para a campanha nestes municípios é de 6 meses a 59 anos. A vacinação é gratuita e disponível nas UBS.

    Grupos com recomendações específicas

    • Crianças a partir de 6 meses podem desenvolver resposta imunológica à vacina tríplice viral e, por isso, recebem a dose conforme indicado pelo Centro de Vigilância Epidemiológica do Estado de São Paulo.
    • Pessoas com 60 anos ou mais não devem receber vacinação indiscriminada, pois grande parte dessa população provavelmente já teve contato natural com o vírus e apresenta imunidade duradoura.
    • Gestantes não devem tomar a tríplice viral, que é feita com vírus atenuados; a vacina é contraindicada na gravidez.
    • Pessoas com imunodeficiência grave ou com histórico de reação alérgica grave (anafilaxia) a componentes da fórmula também não devem ser vacinadas.
    • Lactantes podem receber a vacina normalmente; a amamentação não precisa ser interrompida.

    Medidas de controle e vigilância epidemiológica

    A SES-SP informou que a vacinação indiscriminada nos municípios afetados foi adotada para diminuir o risco de disseminação. Nos demais municípios do estado, a orientação é intensificar ações de vacinação por meio da verificação de situação vacinal, busca ativa de não vacinados e atualização de doses em atraso conforme o Calendário Nacional de Vacinação.

    Especialistas ressaltam ainda a importância de vigilância ativa para identificar rapidamente suspeitas: sinais como febre, sintomas respiratórios importantes e manchas avermelhadas na pele devem motivar investigação. Pacientes suspeitos devem ser isolados, assim como os casos confirmados, e o uso de máscara é recomendado enquanto houver risco de transmissão.

    Riscos externos e necessidade de resposta rápida

    Segundo a vice-presidente da Regional São Paulo da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm-SP), Melissa Palmier, a combinação de casos importados com bolsões de pessoas não vacinadas explica o surgimento dos focos. O vírus do sarampo circula ativamente em várias regiões do mundo; quando chega a comunidades com cobertura vacinal abaixo do ideal, encontra ambiente propício para se espalhar.

    Melissa enfatizou que, apesar do desafio, o sarampo é eliminável e existe uma vacina eficaz, segura e gratuita (tríplice viral ou SCR). A atuação rápida do poder público — incluindo vacinação em postos e ações comunitárias de busca ativa — é apontada como a estratégia para interromper cadeias de transmissão, com bloqueio vacinal dos contatos em até 72 horas sendo uma medida citada para cortar a disseminação.

    As informações sobre os casos e as recomendações de vacinação foram divulgadas pela Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo e por especialistas ouvidos pela Agência Brasil.

  • São Paulo registra 18 mortes por febre maculosa em 19 casos confirmados até julho

    São Paulo registra 18 mortes por febre maculosa em 19 casos confirmados até julho

    O estado de São Paulo registrou 19 casos confirmados de febre maculosa entre janeiro e julho deste ano, com 18 mortes no mesmo período, informou a Secretaria de Estado da Saúde (SES-SP). As ocorrências concentraram-se em várias regiões do estado, incluindo Piracicaba, Americana, Sorocaba, Campinas, São José dos Campos, Santo André e São Bernardo do Campo.

    Transmissão e evolução da doença

    A febre maculosa é transmitida pela picada de carrapatos infectados pela bactéria Rickettsia rickettsii. A doença pode afetar pessoas de qualquer idade e, quando o tratamento é iniciado tardiamente, pode levar à morte em poucos dias.

    Os primeiros sinais são geralmente inespecíficos: febre alta, dores no corpo, dor de cabeça e mal-estar. Por esse motivo, esses sintomas costumam ser confundidos com dengue, outras viroses ou leptospirose, o que pode atrasar o diagnóstico.

    Sinais de agravamento e riscos

    Segundo especialistas, a partir do terceiro dia de sintomas podem surgir manchas avermelhadas na pele e pequenas lesões arroxeadas, sobretudo nas mãos e nos pés, indicando evolução para uma fase mais grave. Em estágios avançados, relatos citam gangrena em extremidades e paralisia que pode progredir das pernas para órgãos vitais, como os pulmões.

    O infectologista Jean Gorinchteyn, do Hospital Israelita Albert Einstein e professor da UMC, enfatiza que o diagnóstico precoce é decisivo para evitar complicações. Ele alerta que “a mortalidade pode chegar a 80% quando o tratamento antibiótico não é iniciado rapidamente” e explica que a infecção provoca inflamação dos vasos sanguíneos, que pode comprometer rins, fígado e cérebro.

    Prevenção, inspeção e cuidados com animais

    As autoridades recomendam evitar o contato com áreas de mata, trilhas, fazendas e vegetação alta. Quando a entrada nesses locais for necessária, orienta-se o uso de calças compridas, botas e roupas claras, inspeção do corpo e das roupas após o passeio e proteção de cães com coleiras e produtos repelentes adequados.

    Os cães podem trazer carrapatos para o ambiente doméstico após contato com vegetação, elevando o risco de exposição. O carrapato também pode permanecer em camas e roupas, por isso é importante verificar e higienizar itens após possíveis exposições.

    Remoção de carrapatos e higienização

    O Ministério da Saúde orienta remover o carrapato com uma pinça, sem apertar ou esmagar o animal, puxando-o com firmeza para retirar o exemplar inteiro. Depois da remoção, recomenda-se lavar o local da picada com álcool ou sabão e água. O mesmo procedimento deve ser adotado para animais domésticos.

    Peças de roupa utilizadas em passeios por áreas com vegetação devem ser colocadas em água fervente, segundo as orientações oficiais. Essas medidas visam reduzir o risco de transmissão após a exposição a carrapatos.

    Diagnóstico e conduta médica

    Jean Gorinchteyn observa que a confirmação laboratorial da febre maculosa pode levar até duas semanas. Por isso, quando houver associação entre sintomas compatíveis e histórico de visita a áreas com vegetação, os especialistas recomendam iniciar o tratamento imediatamente, sem aguardar o resultado dos exames, para evitar a progressão para formas graves.

    Em síntese, a combinação entre suspeita clínica rápida, relato de exposição e tratamento precoce é apontada por autoridades sanitárias e especialistas como fator-chave para reduzir a mortalidade e as complicações da febre maculosa.

    Fontes: Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES-SP) e reportagem da Agência Brasil, com informações de Jean Gorinchteyn (Hospital Israelita Albert Einstein) e orientações do Ministério da Saúde.