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  • Hortência é a única brasileira entre nove indicadas ao prêmio de maior atleta da história dos Mundiais da Fiba

    Hortência é a única brasileira entre nove indicadas ao prêmio de maior atleta da história dos Mundiais da Fiba

    A Federação Internacional de Basquete (Fiba) incluiu Hortência entre as nove indicadas ao prêmio de maior atleta da história das Copas do Mundo. A indicação foi divulgada antes do Mundial feminino de 2026: a entidade abriu votação popular em seu site nesta terça-feira, 18 de agosto, e o torneio tem início previsto para 4 de setembro na Alemanha, segundo informações da Agência Brasil.

    Carreira e papel no título de 1994

    Hortência foi uma das protagonistas do histórico título mundial conquistado pela seleção feminina do Brasil em 1994, na Austrália. Na final, a equipe brasileira derrotou a China por 96 a 87, e Hortência formou o chamado “trio de ouro” com Magic Paula e Janeth. A campanha daquele Mundial incluiu confrontos memoráveis, entre eles a semifinal contra os Estados Unidos, então favoritos e hegemônicos nas quadras.

    Na vitória sobre as norte-americanas por 110 a 107, Hortência foi a cestinha do jogo com 32 pontos, seguida por Magic Paula com 29 e Janeth com 22, desempenho que ajudou a consolidar a trajetória do Brasil no torneio.

    Desempenhos individuais em Copas do Mundo

    Além do título de 1994, Hortência disputou outras quatro edições da Copa do Mundo ao longo de sua carreira e foi cestinha das edições de 1979, 1983 e 1990. Naquela edição de 1990, disputada na Malásia, a ex-jogadora estabeleceu a média de pontos mais alta do torneio — 31,5 — número que, conforme a reportagem da Agência Brasil, permanece como recorde pessoal naquele contexto.

    Dois anos após o Mundial de 1994, o trio de ouro também foi destaque nas Olimpíadas de Atlanta, quando a seleção brasileira alcançou a medalha de prata, a primeira colocação no pódio olímpico para a equipe feminina do país.

    Prêmio e concorrência

    A premiação que questiona quem é o “maior atleta” da história dos Mundiais já havia sido promovida pela Fiba em outra ocasião. Em 2018, na véspera da edição daquele ano na Espanha, a entidade realizou uma votação semelhante e Hortência foi vencedora com 85% dos votos, de acordo com a Agência Brasil.

    Para a edição atual da votação, a lista de indicadas inclui, além de Hortência, atletas de destaque internacional: Lauren Jackson (Austrália), Uljana Semjonova (Letônia), Sue Bird (Estados Unidos), Penny Taylor (Austrália), Diana Taurasi (Estados Unidos), Lisa Leslie (Estados Unidos), Maya Moore (Estados Unidos) e Breanna Stewart (Estados Unidos). A iniciativa da Fiba permite ao público escolher entre essas atletas por meio do site oficial do Mundial.

    Contexto da votação e próximos passos

    A abertura da votação ocorreu no portal do Mundial feminino de basquete, conforme registro da Agência Brasil. O torneio que servirá de palco para esta escolha começa em 4 de setembro, na Alemanha. A Fiba não teve detalhes adicionais informados na matéria sobre prazo de votação ou critérios técnicos para a seleção dos indicados, além da lista divulgada.

    O fato de Hortência figurar como única representante brasileira entre as nove indicadas reforça a visibilidade do legado da ex-jogadora no cenário internacional do basquete feminino, com referências tanto a conquistas coletivas quanto a marcas individuais em Copas do Mundo.

    Relevância histórica

    A indicação de Hortência atesta o reconhecimento internacional de sua trajetória em competições de alto nível e lembra momentos marcantes do basquete feminino brasileiro, como a quebra da hegemonia norte-americana na semifinal de 1994 e a inédita conquista mundial daquele ano. Esses episódios compõem o currículo que justificou sua inclusão entre as candidatas ao prêmio da Fiba.

    As informações deste texto são baseadas em reportagem divulgada pela Agência Brasil sobre a lista de indicadas e a abertura da votação promovida pela Fiba.

  • Brasil perde para Sudão do Sul na estreia do qualificatório para o Pré-Olímpico de basquete

    Brasil perde para Sudão do Sul na estreia do qualificatório para o Pré-Olímpico de basquete

    A seleção feminina de basquete iniciou com derrota sua participação no torneio qualificatório para o Pré-Olímpico da modalidade. Em partida realizada nesta segunda-feira (17) em Guadalajara, no México, o Brasil foi superado pelo Sudão do Sul por 63 a 61, pela primeira rodada do Grupo A.

    Como se desenrolou o jogo

    O confronto foi marcado por um início ruim das brasileiras, que permitiram às sul-sudanesas abrir 12 pontos de vantagem já no primeiro quarto. Mesmo assim, a equipe brasileira conseguiu reagir ao longo das parciais seguintes e, no último período, chegou a virar o placar, com as seleções alternando-se na liderança.

    O tempo regulamentar terminou empatado em 56 a 56, o que levou a decisão para a prorrogação. Nos minutos extras, uma falta cometida sobre a armadora Moira Joiner, a 21 segundos do fim, foi determinante: ela converteu os lances livres que colocaram o Sudão do Sul à frente, e o Brasil não conseguiu mais buscar o empate.

    Destaques individuais

    Do lado brasileiro, a principal pontuadora foi Aaliyah Guyton. A armadora, de 20 anos, marcou 20 pontos, além de registrar três rebotes e duas assistências.

    Segundo a Agência Brasil, Aaliyah é filha da ex-jogadora Adrianinha, apontada pela reportagem como medalhista de bronze pelo Brasil na Olimpíada de Sydney (Austrália) em 2020. (Informação registrada conforme a fonte.)

    Tabela do grupo, próximos jogos e caminho para o Pré-Olímpico

    O Grupo A ainda tem Nova Zelândia e Argentina, adversárias que o Brasil enfrentará nos próximos dias: nesta terça-feira (18), às 23h30 (horário de Brasília), diante da Nova Zelândia, e no encerramento da primeira fase na quinta (20), às 15h, contra a Argentina. As partidas são transmitidas ao vivo pelo canal da Federação Internacional de Basquete (Fiba) no YouTube.

    Os dois primeiros colocados de cada grupo avançam às semifinais, onde cruzarão com os classificados do Grupo B, composto por Canadá, México, Filipinas e Senegal. O campeão do torneio em Guadalajara garante vaga direta no Pré-Olímpico, que será realizado em fevereiro de 2028 e definirá dez das 12 seleções que disputarão os Jogos de Los Angeles (Estados Unidos).

    As equipes que não conquistarem o título no México precisarão buscar a vaga por meio dos torneios continentais. Conforme a reportagem, caso o Brasil não vença o torneio em Guadalajara, a seleção terá de terminar entre as quatro primeiras na Copa América, marcada para 3 a 11 de julho do próximo ano em El Salvador, para manter a rota rumo ao Pré-Olímpico.

    Consequências esportivas imediatas

    Além do impacto direto na briga por classificação no Grupo A, o resultado impõe ao Brasil a necessidade de recuperação imediata para seguir com chances de avançar. A partida contra a Nova Zelândia assume caráter decisivo para as pretensões brasileiras na fase de grupos: uma derrota aumentaria a pressão para o confronto com a Argentina.

    Os desdobramentos do torneio em Guadalajara e a distribuição das vagas ao Pré-Olímpico e, subsequentemente, aos Jogos de Los Angeles, mantêm a competição com alto valor classificatório para as seleções participantes.

    Informações: Agência Brasil.