Tag: saúde

  • Lésbicas destacam urgência por saúde integral, trabalho digno e fim da lesbofobia

    Lésbicas destacam urgência por saúde integral, trabalho digno e fim da lesbofobia

    O Dia Nacional do Orgulho Lésbico, celebrado em 19 de agosto, tem servido para ressaltar demandas de políticas públicas e visibilidade para mulheres que se relacionam com outras mulheres. Relatos de pesquisadores e ativistas indicam níveis elevados de violência e lacunas no atendimento em saúde e na garantia de direitos socioeconômicos.

    Panorama das violências e dados de referência

    Levantamentos independentes, como o LesboCenso Nacional: Mapeamento de Vivências Lésbicas no Brasil, divulgado em 2022 pela Liga Brasileira de Lésbicas e pela Coturno de Vênus, apontam que praticamente oito em cada dez mulheres lésbicas enfrentam diferentes formas de violência no cotidiano. A lesbofobia figura como a segunda forma de violência registrada, com assédio moral e sexual entre as ocorrências mais frequentes, segundo o estudo citado pela Agência Brasil.

    Além do LesboCenso, outras pesquisas independentes citadas por ativistas incluem o Dossiê do Lesbocídio (2014–2017), produzido pelo Núcleo de Inclusão Social (NIS) da UFRJ em parceria com o coletivo Nós: Dissidências Feministas. Ainda assim, líderes do movimento ressaltam a ausência de produção de dados oficiais pelo Estado sobre violências e vivências de mulheres lésbicas.

    Saúde integral: formação profissional e acolhimento específico

    Michele Seixas, assistente social e coordenadora política nacional da Articulação Brasileira de Lésbicas (ABL), afirma que a saúde é uma das principais demandas do movimento. Segundo ela, é necessário qualificar o atendimento no Sistema Único de Saúde (SUS) para considerar especificidades dos corpos lésbicos, assegurar profissionais formados em sexualidade e gênero e incluir a orientação sexual na anamnese clínica como dado obrigatório para direcionar o cuidado.

    A ativista observa que, apesar de haver iniciativas locais que oferecem capacitações online, a participação de profissionais é em geral voluntária e limitada. Michele também aponta o impacto do fundamentalismo religioso nos atendimentos e critica que a Política de Planejamento Familiar não contempla as necessidades reprodutivas de lésbicas, como o acesso à reprodução humana e à dupla maternidade.

    Mercado de trabalho, racismo e invisibilidade das famílias lésbicas

    Outra pauta central é o acesso a trabalho digno. A ABL e representantes do movimento destacam que lesbofobia no ambiente de trabalho gera exclusão, informalidade e precariedade. Conforme relato de Michele Seixas, lésbicas que desafiam normas de gênero — descritas no debate como “desfeminilizadas” — enfrentam maior dificuldade para ingressar e permanecer no mercado formal.

    O problema se agrava quando há interseccionalidade com o racismo: mulheres lésbicas negras tendem a sofrer maior exclusão. A ativista também aponta que arranjos familiares lésbicos não são devidamente cadastrados em programas da Política Nacional de Assistência Social (PNAS), o que dificulta contagem e acesso a benefícios.

    Dados, avanços e lacunas institucionais

    Michele reconhece avanços conquistados pela comunidade LGBTQIA+ em geral — como o acesso ao casamento entre pessoas do mesmo sexo e adoção por casais homoafetivos —, mas ressalta que não há ainda marcos exclusivos para a pauta lésbica. A primeira fase do LesboCenso foi divulgada em 2022 e a segunda etapa do mapeamento sociodemográfico está em andamento, segundo as organizações responsáveis.

    No entendimento dos movimentos, a inexistência de estatísticas públicas limita a formulação de políticas específicas e a responsabilização em casos de violação de direitos.

    Como denunciar e encaminhamentos

    Para registrar casos de violência contra pessoas LGBTQIAPN+, o serviço Disque Direitos Humanos (Disque 100), do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC), recebe denúncias 24 horas por dia, todos os dias. As denúncias são registradas, analisadas e encaminhadas aos órgãos competentes; em situações de emergência, a orientação é acionar a Polícia Militar pelo telefone 190, conforme informações da Agência Brasil.

    Movimentos e especialistas consultados pela reportagem apontam que avanços dependerão de políticas públicas que integrem saúde, assistência social, educação para profissionais e ações afirmativas no mercado de trabalho, além da produção sistemática de dados oficiais sobre mulheres lésbicas.

    Fonte

    Matéria baseada em entrevistas e informações publicadas pela Agência Brasil.

  • Relatório aponta avanço em 34 de 48 indicadores, mas alerta para aumento de desigualdades no Brasil

    Relatório aponta avanço em 34 de 48 indicadores, mas alerta para aumento de desigualdades no Brasil

    O Relatório do Observatório Brasileiro das Desigualdades 2026 mostra avanços em 34 dos 48 indicadores utilizados para avaliar o enfrentamento das desigualdades no Brasil. Segundo o estudo, as melhorias são particularmente visíveis em variáveis econômicas e sociais que refletem melhora de bem‑estar em setores amplos da população.

    Principais avanços identificados

    Entre os progressos apontados pelo levantamento estão o aumento da renda média, o crescimento do mercado de trabalho e a redução da pobreza. O relatório também registra avanços na segurança alimentar e no acesso a serviços básicos, além de melhorias em indicadores de saúde e educação.

    Na área de saúde, o estudo indica redução de índices de desnutrição em crianças e em idosos. Em educação, observa‑se queda no analfabetismo, e em segurança pública há registro de redução da taxa de homicídios entre jovens de 15 a 29 anos. Esses resultados compõem o conjunto de 34 avanços mencionados pelos autores do relatório.

    Retrocesso em indicadores e continuidade de mecanismos de desigualdade

    Do total de 48 indicadores acompanhados pelo Observatório, oito pioraram e seis ficaram estáveis. A publicação destaca que essas pioras não são pontuais e sinalizam que os principais mecanismos que reproduzem desigualdades permanecem ativos.

    “O crescimento econômico beneficiou diferentes grupos sociais, mas não foi suficiente para reduzir as disparidades históricas de renda, gênero, raça e território”, afirmam os responsáveis pelo relatório, ressaltando que os ganhos médios escondem variações profundas entre grupos e regiões.

    Base de dados, periodicidade e limites metodológicos

    Esta é a quarta edição do relatório; a primeira foi lançada em 2023. A análise publicada em 2026 traz dados referentes a 2025, com exceção de alguns indicadores cujas fontes não são atualizadas anualmente.

    O relatório cita a Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) como exemplo de base consultada a cada dois anos para itens como gastos com transporte e carga tributária. Também menciona o Indicador de Analfabetismo Funcional (Inaf), cuja última divulgação ocorreu em 2024, após seis anos sem atualização. Segundo Adriana Marcolino, diretora técnica do Pacto Nacional pelo Combate às Desigualdades, a ausência de atualização em determinados anos não prejudica a comparação entre edições, pois o acompanhamento considera a mesma série temporal para cada indicador.

    Avaliação de organismos e especialistas

    No prefácio do relatório, Betina Ferraz Barbosa, coordenadora da Unidade de Desenvolvimento Humano do Pnud Brasil, ressalta que a análise dos indicadores complementa e aprofunda índices divulgados por diversas organizações. Para ela, os números médios escondem uma realidade mais complexa: avanços que coexistem com profundas desigualdades.

    O posicionamento dos técnicos do relatório e de especialistas consultados aponta para a necessidade de políticas públicas que considerem não apenas a expansão econômica, mas a distribuição dos ganhos de forma a enfrentar desigualdades de longo prazo por raça, gênero e território.

    Implicações e próximas leituras

    O relatório indica que, embora haja progressos em diversos indicadores sociais e econômicos, esses ganhos não são necessariamente suficientes para alterar estruturas de exclusão. A publicação sugere atenção contínua às séries históricas e às diferenças entre médias nacionais e realidades locais.

    Os responsáveis pelo estudo destacam ainda a importância de manter o acompanhamento anual dos indicadores sempre que possível e de considerar as limitações de periodicidade de algumas bases, para interpretar tendências com cautela.

    As informações deste texto foram compiladas a partir do Relatório do Observatório Brasileiro das Desigualdades 2026, conforme reportagem da Agência Brasil.

  • Ministério da Saúde inicia migração de dados do SUS para Nuvem Soberana

    Ministério da Saúde inicia migração de dados do SUS para Nuvem Soberana

    O Ministério da Saúde informou à imprensa, em nota divulgada em 12 de agosto de 2026 pela Agência Brasil, que iniciou nesta semana a migração de dados do Sistema Único de Saúde (SUS) para uma infraestrutura nacional denominada Nuvem Soberana do SUS. A ação é realizada em parceria com o Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro) e tem como objetivo ampliar progressivamente a soberania digital sobre os dados, sistemas e serviços digitais de saúde.

    O que é a Nuvem Soberana do SUS

    De acordo com a pasta, a Nuvem Soberana do SUS consiste em uma infraestrutura nacional para armazenamento e processamento de dados do SUS em território brasileiro. Pela primeira vez, informou o ministério, dados do SUS serão mantidos e tratados exclusivamente sob a legislação brasileira, incluindo a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). A gestão dessa infraestrutura ficará a cargo do Serpro e do Departamento de Informação e Informática do SUS (DataSUS), com acesso exclusivo aos dados armazenados.

    Primeiras frentes: CadSUS e RNDS

    Como “primeira grande frente” do projeto, o ministério citou o Cadastro Nacional de Usuários do SUS (CadSUS) e a Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS). A RNDS é descrita pela pasta como a infraestrutura nacional de interoperabilidade do SUS e, segundo o ministério, reúne mais de 5 bilhões de registros de saúde. Essas bases foram apontadas como prioritárias para a transição inicial para a Nuvem Soberana.

    Gestão, segurança e o impacto para o cidadão

    Segundo a nota do Ministério da Saúde, a migração deve ser imperceptível para os usuários no dia a dia: “Para o cidadão, a jornada não aparece como troca de arquitetura, e sim como maior capacidade de continuidade, segurança e evolução dos serviços digitais de saúde”, afirmou a pasta. Ainda segundo o ministério, a Nuvem Soberana permitirá garantir capacidade pública para sustentar o SUS Digital, reduzir o risco de interrupção de serviços e aumentar a proteção aos dados, com mais governança, controle e continuidade do cuidado e integração federativa das informações.

    O ministério explicou que o Serpro e o DataSUS serão responsáveis pela administração da nova infraestrutura. A nota também destacou que, com a alocação e processamento dos dados em território nacional, as informações ficarão submetidas exclusivamente ao arcabouço legal brasileiro, citando expressamente a LGPD.

    A Agência Brasil informou que mais informações sobre o tema foram divulgadas no programa Repórter Brasil, da TV Brasil.

    O que foi declarado pelas autoridades

    Em comunicado oficial reproduzido pela Agência Brasil, a pasta afirmou que o projeto se insere em uma estratégia para ampliar a soberania digital e a infraestrutura pública que sustenta serviços digitais de saúde. A iniciativa pretende também ampliar a governança e o controle sobre os dados do SUS, segundo a nota.

    Não há, na nota do ministério, cronograma detalhado para a migração integral nem informação sobre prazos específicos para a conclusão das frentes iniciais. A avaliação de riscos, custos e etapas técnicas da transição também não foram detalhadas no comunicado divulgado pela Agência Brasil.

    As informações desta reportagem foram obtidas a partir da nota oficial do Ministério da Saúde e da Agência Brasil.

  • Pesquisadora alerta que ondas de calor são negligenciadas e podem aumentar com o El Niño

    Pesquisadora alerta que ondas de calor são negligenciadas e podem aumentar com o El Niño

    Aquecimento extremo e ondas de calor seguem sem a atenção necessária no Brasil, segundo pesquisadores. Em painel realizado no Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro, especialistas alertaram que o fenômeno El Niño pode tornar 2026 um ano de temperaturas excepcionalmente altas e que o país precisa acelerar medidas de adaptação.

    Mortes atribuídas às ondas de calor e visão de negligência

    Renata Libonati, professora do Departamento de Meteorologia da UFRJ e integrante do Comitê de Especialistas em Monitoramento Climático da Organização Meteorológica Mundial (OMM), apresentou estimativas baseadas em dados do Sistema Único de Saúde (SUS). Segundo ela, foram identificadas 50 mil mortes ligadas a ondas de calor no período de 2000 a 2020 em 14 regiões metropolitanas do país.

    Libonati comparou esse total com o número de óbitos por deslizamentos de terra no mesmo período, afirmando que as mortes por calor seriam cerca de 20 vezes maiores. Para a pesquisadora, esse contraste evidencia que as ondas de calor não recebem a devida prioridade em políticas públicas e preparação para desastres.

    El Niño aumenta frequência e acoplamento de eventos extremos

    Os especialistas no painel explicaram que o El Niño altera a circulação dos ventos e o clima global, o que pode elevar a frequência e intensidade de ondas de calor no Brasil. Renata Libonati ressaltou ainda que o fenômeno tende a favorecer o acoplamento entre ondas de calor, secas e incêndios, ampliando as condições favoráveis à propagação do fogo.

    Dados apresentados indicam que, nos últimos 40 anos, as condições de perigo elevado de fogo aumentaram cerca de 18% durante anos de El Niño nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, segundo Libonati. Esse vínculo entre seca, calor e fogo é apresentado como consequência de um contexto de mudança climática já em curso.

    Impactos regionais diferenciados e efeitos além do clima

    José Marengo, pesquisador do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), destacou que os efeitos do El Niño variam conforme a região. No Sul, a tendência é de aumento das chuvas e maior risco de enchentes; no Norte e Nordeste, redução das precipitações e maior risco de seca; no Centro-Oeste, atraso da estação chuvosa e mais ondas de calor; e no Sudeste, temperaturas elevadas com irregularidade das chuvas.

    Marengo enfatizou que “o El Niño não cria problemas; ele agrava a situação de problemas que já existem” e alertou que os impactos extrapolam a esfera meteorológica, podendo atingir produção de alimentos, transporte, fornecimento de energia e a economia em geral.

    Adaptação, desigualdade e responsabilidade pública

    Paulo Artaxo, pesquisador da Universidade de São Paulo (USP) e colaborador em relatórios do IPCC, afirmou que o Brasil precisa acelerar processos de adaptação a um clima com temperaturas médias já mais altas. Artaxo citou que o aquecimento médio do país está próximo de 2°C e defendeu que lições de desastres anteriores deveriam orientar governos para reduzir danos futuros.

    Os pesquisadores destacaram também a dimensão social do risco: eventos extremos atingem de forma desigual as populações mais vulneráveis. A vulnerabilidade é associada ao acesso desigual a serviços de saúde, condições de moradia, exposição ao ar livre e capacidade de usar mecanismos de refrigeração, como ar-condicionado. Como exemplo, foi citado o contraste entre pessoas que conseguem se resfriar com ar-condicionado e moradores de comunidades que vivem em casas com telhados de zinco, mais expostas ao calor noturno.

    Ao final do painel, os especialistas reafirmaram a necessidade de estratégias de adaptação que considerem desigualdades sociais e a importância de integrar alertas climáticos em políticas de saúde pública e de gestão de riscos. As informações e declarações mencionadas foram divulgadas pela Agência Brasil durante o evento de 11 de agosto de 2026.

  • Cirurgias plásticas mamárias no SUS aumentam 54,3% entre 2016 e 2025, aponta levantamento

    Cirurgias plásticas mamárias no SUS aumentam 54,3% entre 2016 e 2025, aponta levantamento

    Um levantamento da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica – Regional Rio de Janeiro (SBCP-RJ), divulgado durante a 45ª Jornada Carioca de Cirurgia Plástica e reportado pela Agência Brasil, mostra que o volume de cirurgias plásticas mamárias realizadas pelo Sistema Único de Saúde (SUS) cresceu 54,3% entre 2016 e 2025. Conforme os dados, os procedimentos passaram de 9.000 em 2016 para 14.213 em 2025.

    Crescimento em uma década e impacto da pandemia

    No conjunto da década analisada, o SUS aprovou 90.648 cirurgias plásticas mamárias. Apesar do aumento geral, houve uma queda significativa no ano de 2020, durante o ápice da crise sanitária provocada pela covid-19: foram contabilizadas 4.547 operações de mama naquele ano, aproximadamente a metade do volume praticado rotineiramente antes da pandemia.

    Recuperação após 2020

    Os números indicam um movimento de recuperação após 2020, com retomada gradual das internações e cirurgias até o total registrado em 2025. O cálculo do levantamento inclui tanto procedimentos voltados à reconstrução mamária quanto intervenções destinadas ao tratamento de diferentes alterações na estrutura da mama, o que amplia o escopo do aumento observado.

    Tipos de procedimentos: reconstrução e plástica não estética

    Do total de registros analisados entre 2016 e 2025, 74.619 internações correspondem à plástica mamária feminina não estética, o que representa 82,3% de todas as internações por cirurgias mamárias no período. Esse grupo abrange procedimentos com indicação médica, como correção de deformidades congênitas, tratamento de assimetrias significativas, redução (em casos de hipertrofia associada a dor ou limitações físicas) e correção de sequelas resultantes de doenças ou tratamentos.

    Além dessas intervenções, o levantamento aponta 12.600 internações para reconstrução mamária pós-mastectomia com implante de prótese e 3.429 internações relacionadas à reconstrução mamária após mastectomia total. Esses números fazem parte do total de 90.648 procedimentos aprovados pelo SUS no período analisado.

    Distribuição regional e concentração no Sudeste

    Os dados por região mostram que o Sudeste respondeu por 50.848 internações, o que equivale a 56,1% de todos os procedimentos mamários não estéticos e reconstrutivos realizados pelo SUS entre 2016 e 2025. Sozinho, o estado de São Paulo concentrou cerca de um terço dos registros nacionais, seguido por Minas Gerais e Rio de Janeiro, em termos de volume.

    As demais regiões tiveram participação menor: o Sul somou 9.098 internações, o Nordeste registrou 15.985, o Centro-Oeste totalizou 5.695 e o Norte apresentou 3.022 internações no período. Esses dados apontam variação regional relevante no acesso e oferta de cirurgias mamárias realizadas pelo SUS.

    Fonte e divulgação

    O levantamento foi apresentado pela SBCP-RJ durante a 45ª Jornada Carioca de Cirurgia Plástica e divulgado pela Agência Brasil. A metodologia do cálculo, segundo a entidade, inclui procedimentos indicados para reconstrução e para o tratamento de alterações na estrutura da mama, mas o material divulgado não detalha, na íntegra, os critérios de classificação além das categorias já mencionadas.

    Os números fornecem um panorama do comportamento das internações e intervenções cirúrgicas mamárias no SUS ao longo da última década, destacando a queda fortemente associada ao período da pandemia e a posterior recuperação, bem como a concentração geográfica dos procedimentos.