Tag: sarampo

  • Oferta de tafenoquina no SUS e ampliação do diagnóstico associadas a queda de malária no Brasil

    Oferta de tafenoquina no SUS e ampliação do diagnóstico associadas a queda de malária no Brasil

    O Brasil registrou em 2025 uma redução nos indicadores da malária que, segundo o Ministério da Saúde, está associada à incorporação da tafenoquina no Sistema Único de Saúde (SUS) e às ações de ampliação do diagnóstico e do tratamento adequado. Os dados foram apresentados pelo ministro Alexandre Padilha durante o 61º Congresso da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical (MedTrop), em Brasília.

    Números gerais e alcance da queda

    Em 2025 foram notificados 118.037 casos de malária no território nacional — um recuo de 15% em comparação com 2024 e o menor total desde 1978, conforme o ministério. As mortes pela doença caíram 30%, passando de 56 óbitos em 2024 para 39 em 2025. A forma mais grave da doença também registrou queda, de 30,7%.

    Tafenoquina no SUS: uso e cobertura

    A tafenoquina foi incorporada ao SUS em 2023 para pacientes adultos com 16 anos ou mais e peso de 35 quilos ou mais e passou a ser usada em dose única desde 2024 para prevenir novas manifestações da malária. O ministério descreve o medicamento como de ação prolongada e fundamental para evitar recaídas.

    Até junho de 2026, a tafenoquina foi aplicada em mais de 33.700 pessoas no país. Desse total, 3.920 tratamentos foram registrados em Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEIs). Em março de 2026 foi disponibilizada uma formulação pediátrica para crianças a partir de 2 anos e com ao menos 10 quilos; até junho, 1.446 crianças e adolescentes haviam recebido o tratamento.

    Impacto em populações indígenas e áreas de maior incidência

    O ministério informou reduções relevantes em áreas vulneráveis. Segundo Alexandre Padilha, houve redução de mais de 40% em territórios indígenas e em assentamentos rurais na região amazônica. O Distrito Sanitário Especial Indígena Yanomami recebeu 1.515 tratamentos com tafenoquina.

    Ainda de acordo com o ministério, entre março e junho de 2026 as recaídas de malária caíram 61,9% em relação ao mesmo período de 2025. No acumulado de janeiro a julho, os registros caíram 55%, de 17 mil para 7,6 mil, em comparação com o mesmo período do ano anterior.

    Ao se referir à situação Yanomami, o ministro afirmou que as ações combinadas — que incluem tratamento com tafenoquina e intervenções de assistência nutricional — interromperam o que ele classificou como um “verdadeiro genocídio” naquele povo, com redução de mais de 50% nos casos e mais de 70% nos óbitos por malária no território.

    Ações complementares e vigilância: diagnóstico e vacinação

    O ministério também atribui parte dos resultados à ampliação do diagnóstico e à oferta de testes e tratamento adequado. Essas medidas, em conjunto com a tafenoquina, são apontadas como responsáveis pela diminuição de casos e recaídas.

    Em paralelo, o governo vem reforçando a vacinação contra o sarampo após a identificação de 38 casos importados em 2025, detectados em São Paulo, Espírito Santo, Rio de Janeiro e Tocantins. Padilha informou que a vacinação tem sido intensificada em todo o país e lembrou que, apesar dos casos importados, o Brasil manteve em 2024 o certificado de país livre de sarampo.

    Nas cidades de São Paulo, Guarulhos e São Bernardo, afirmou o ministro, a faixa etária alvo para vacinação foi ampliada: estão sendo vacinadas pessoas a partir de 6 meses até 59 anos, independentemente de checar a carteira vacinal. Na cidade de São Paulo, mais de 70 mil pessoas já foram vacinadas segundo o ministério.

    Os dados e declarações desta reportagem são provenientes de informações divulgadas pelo Ministério da Saúde e registradas pela Agência Brasil durante o 61º Congresso da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical.

  • Campanha de Multivacinação em São Paulo oferece 20 vacinas em 645 municípios até 1º de setembro

    Campanha de Multivacinação em São Paulo oferece 20 vacinas em 645 municípios até 1º de setembro

    O Governo de São Paulo realiza, entre 3 de agosto e 1º de setembro, a Campanha de Multivacinação em todos os 645 municípios do estado. A iniciativa tem como público-alvo crianças e adolescentes menores de 15 anos e visa atualizar a imunização conforme a idade, o histórico vacinal e as indicações específicas de cada vacina.

    Vacinas disponíveis e público-alvo

    A oferta abrange 20 imunizantes que podem ser administrados segundo as necessidades individuais de cada criança ou adolescente. Os responsáveis devem levar a caderneta de vacinação para que a equipe de saúde verifique quais doses ainda são necessárias.

    • BCG
    • Hepatite B
    • Pentavalente
    • Poliomielite inativada
    • Rotavírus
    • Pneumocócica 10-valente
    • Pneumocócica 20-valente
    • Meningocócica C
    • Influenza
    • Covid-19
    • Febre amarela
    • Meningocócica ACWY
    • Tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola)
    • Varicela
    • DTP
    • Hepatite A
    • Pneumocócica 23-valente
    • dT
    • HPV
    • Dengue tetravalente

    Medidas contra o sarampo e casos confirmados

    A SES-SP manteve recomendação específica para vacinação contra o sarampo em moradores das cidades de São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo. A indicação vale para pessoas entre 6 meses e 59 anos, independentemente do histórico vacinal, desde que sejam observados os intervalos entre doses e as contraindicações previstas.

    Em 2026, o estado confirmou 23 casos de sarampo. A SES-SP informou que dois desses casos são classificados como importados e os outros 21 foram considerados relacionados à importação, embora a fonte da infecção não tenha sido identificada. Do total, 20 pacientes residem na capital paulista, dois em São Bernardo do Campo e um em Guarulhos.

    Quanto ao perfil clínico e vacinal dos casos, 16 pacientes não tinham histórico de vacinação ou apresentavam esquema vacinal incompleto; 15 tinham menos de 2 anos e oito estavam na faixa etária entre 15 e 50 anos. Em 2025, o estado havia registrado dois casos importados do sarampo, ambos na capital.

    Adesão à campanha e doses aplicadas

    Desde o início da mobilização, a Secretaria Estadual de Saúde registrou a aplicação de cerca de 660 mil doses da vacina tríplice viral nos três municípios onde a medida de reforço foi priorizada. Segundo a SES-SP, aproximadamente 500 mil doses foram aplicadas na cidade de São Paulo, 90 mil em Guarulhos e 70 mil em São Bernardo do Campo.

    Em nota citada pela Agência Brasil, Regiane de Paula, coordenadora em Saúde da Coordenadoria de Controle de Doenças (CCD) da SES-SP, destacou que cada dose amplia a proteção coletiva e contribui para interromper a circulação do vírus, mas ressaltou a necessidade de manutenção da adesão à campanha.

    Orientações para responsáveis

    Os pais e responsáveis devem apresentar a caderneta de vacinação no momento da busca pelos serviços para que a equipe avalie quais doses são necessárias. A administração das vacinas respeita a idade, o histórico vacinal e as contraindicações de cada imunizante.

    A recomendação específica de vacinação contra o sarampo para residentes de São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo abrange pessoas de 6 meses a 59 anos e independe do registro prévio de doses, observados os intervalos entre aplicações. Em caso de dúvidas sobre contraindicações ou o esquema ideal, a orientação é procurar a unidade de saúde local.

    O prazo da campanha termina em 1º de setembro, e a SES-SP reforça a importância de que a população continue participando para ampliar a proteção individual e coletiva, especialmente diante dos casos confirmados no estado.

    Fonte: Agência Brasil, com informações da Secretaria Estadual de Saúde de São Paulo (SES-SP).

  • São Paulo reforça vacinação contra sarampo após 23 casos confirmados

    São Paulo reforça vacinação contra sarampo após 23 casos confirmados

    A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES-SP) confirmou 23 casos de sarampo no estado e orientou a vacinação da população entre 6 meses e 59 anos nas cidades de São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo. A imunização é ofertada nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) desses municípios, com a estratégia de reduzir a circulação do vírus onde os casos foram detectados.

    Casos confirmados e origem das infecções

    Da totalidade de 23 casos confirmados, dois foram classificados como importados; os demais estão relacionados a esses episódios importados, segundo a SES-SP, embora a fonte de infecção ainda não tenha sido identificada. A pasta informou que 16 dos pacientes não tinham histórico vacinal ou estavam com o esquema incompleto.

    Quem deve se vacinar e onde procurar a dose

    A orientação oficial é que moradores e pessoas que vão se deslocar temporariamente para São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo verifiquem sua situação vacinal e tomem a vacina quando necessário. A faixa etária alvo para a campanha nestes municípios é de 6 meses a 59 anos. A vacinação é gratuita e disponível nas UBS.

    Grupos com recomendações específicas

    • Crianças a partir de 6 meses podem desenvolver resposta imunológica à vacina tríplice viral e, por isso, recebem a dose conforme indicado pelo Centro de Vigilância Epidemiológica do Estado de São Paulo.
    • Pessoas com 60 anos ou mais não devem receber vacinação indiscriminada, pois grande parte dessa população provavelmente já teve contato natural com o vírus e apresenta imunidade duradoura.
    • Gestantes não devem tomar a tríplice viral, que é feita com vírus atenuados; a vacina é contraindicada na gravidez.
    • Pessoas com imunodeficiência grave ou com histórico de reação alérgica grave (anafilaxia) a componentes da fórmula também não devem ser vacinadas.
    • Lactantes podem receber a vacina normalmente; a amamentação não precisa ser interrompida.

    Medidas de controle e vigilância epidemiológica

    A SES-SP informou que a vacinação indiscriminada nos municípios afetados foi adotada para diminuir o risco de disseminação. Nos demais municípios do estado, a orientação é intensificar ações de vacinação por meio da verificação de situação vacinal, busca ativa de não vacinados e atualização de doses em atraso conforme o Calendário Nacional de Vacinação.

    Especialistas ressaltam ainda a importância de vigilância ativa para identificar rapidamente suspeitas: sinais como febre, sintomas respiratórios importantes e manchas avermelhadas na pele devem motivar investigação. Pacientes suspeitos devem ser isolados, assim como os casos confirmados, e o uso de máscara é recomendado enquanto houver risco de transmissão.

    Riscos externos e necessidade de resposta rápida

    Segundo a vice-presidente da Regional São Paulo da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm-SP), Melissa Palmier, a combinação de casos importados com bolsões de pessoas não vacinadas explica o surgimento dos focos. O vírus do sarampo circula ativamente em várias regiões do mundo; quando chega a comunidades com cobertura vacinal abaixo do ideal, encontra ambiente propício para se espalhar.

    Melissa enfatizou que, apesar do desafio, o sarampo é eliminável e existe uma vacina eficaz, segura e gratuita (tríplice viral ou SCR). A atuação rápida do poder público — incluindo vacinação em postos e ações comunitárias de busca ativa — é apontada como a estratégia para interromper cadeias de transmissão, com bloqueio vacinal dos contatos em até 72 horas sendo uma medida citada para cortar a disseminação.

    As informações sobre os casos e as recomendações de vacinação foram divulgadas pela Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo e por especialistas ouvidos pela Agência Brasil.

  • Sarampo: sinais, transmissibilidade, diagnóstico e recomendações de vacinação

    Sarampo: sinais, transmissibilidade, diagnóstico e recomendações de vacinação

    O Ministério da Saúde emitiu, em junho de 2026, uma nota técnica apontando risco iminente de reintrodução e disseminação do sarampo no Brasil diante do intenso fluxo de viajantes pela Copa do Mundo. Na ocasião, a pasta recomendou a aplicação da chamada dose zero da vacina tríplice viral em crianças entre 6 e 11 meses, como forma de aumentar a proteção nessa faixa etária mais suscetível.

    Contexto epidemiológico

    A nota técnica citou um cenário de alta transmissibilidade nas Américas e alertou para a possibilidade de retorno de viajantes infectados ou da entrada de estrangeiros com a doença. Em junho, a zona norte de São Paulo havia registrado três casos em crianças menores de 2 anos; a Secretaria de Saúde de São Paulo passou a confirmar pelo menos 23 casos em 2026.

    Transmissão e sinais clínicos

    O sarampo é transmitido de pessoa a pessoa por via aérea — ao tossir, espirrar, falar ou respirar — e é considerado extremamente contagioso: uma pessoa infectada pode transmitir para até 90% das pessoas próximas não imunes. A transmissão pode ocorrer desde seis dias antes até quatro dias após o aparecimento das manchas vermelhas características.

    Os sinais centrais são o exantema (manchas vermelhas) e febre alta (acima de 38,5 °C). As manchas costumam surgir entre três e cinco dias, primeiro no rosto e atrás das orelhas, e em seguida espalham-se pelo corpo. A febre persistente é um sinal de alerta, especialmente em crianças menores de cinco anos, pois pode indicar risco de gravidade.

    Diagnóstico e condutas clínicas

    O diagnóstico pode ser feito clinicamente com base nos sinais e sintomas, mas o padrão considerado ideal é laboratorial. A confirmação ocorre por exames que analisam amostras de sangue e também secreções da orofaringe, nasofaringe e urina.

    Não existe tratamento antiviral específico para o sarampo. Os cuidados visam aliviar os sintomas: hidratação, suporte nutricional e controle da hipertermia. O uso de antibióticos não é indicado, salvo quando há infecções secundárias confirmadas pelo médico. A orientação é não iniciar medicação sem avaliação profissional e procurar o serviço de saúde mais próximo ao suspeitar da doença. Em muitas crianças, a recuperação do estado nutricional pode levar entre quatro e oito semanas.

    Vacinação: quem e quando vacinar

    A vacinação é a principal medida de prevenção. Em rotina, todas as pessoas entre 12 meses e 59 anos têm indicação para receber a vacina contra o sarampo. Estão disponíveis no Sistema Único de Saúde (SUS) as vacinas tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola) e tetraviral (sarampo, caxumba, rubéola e varicela); cabe ao profissional de saúde escolher a apresentação adequada por idade e situação epidemiológica.

    A Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm) considera protegida a pessoa que recebeu duas doses contra o sarampo na vida, com intervalo mínimo de um mês, aplicadas a partir dos 12 meses. Em cenários de risco — como surtos ou exposição domiciliar — a primeira dose pode ser aplicada a partir dos 6 meses, mas essa dose não substitui as duas doses obrigatórias a partir dos 12 meses, que são necessárias para completar o esquema.

    A vacina tríplice viral é contraindicada na gestação; gestantes não vacinadas ou com esquema incompleto devem receber a vacina no puerpério. Em situações de surto, pode ser avaliada a aplicação de uma terceira dose em pessoas com esquema completo. Pessoas com história documentada de sarampo são consideradas imunes, desde que o diagnóstico seja certo; na dúvida, a recomendação é vacinar.

    O que fazer ao suspeitar de sarampo

    • Procurar serviço de saúde ao apresentar febre alta e manchas no corpo, especialmente em crianças;
    • Não automedicar: busque avaliação médica antes de tomar medicamentos;
    • Manter hidratação e alimentação adequada; observar sinais de agravamento, como febre persistente ou dificuldade respiratória;
    • Verificar o histórico vacinal e completar o esquema conforme orientação do profissional de saúde.

    As informações centrais desta reportagem foram divulgadas pela Agência Brasil, com base em orientações do Ministério da Saúde e da Sociedade Brasileira de Imunizações.

  • Vigilância e vacinação são essenciais para conter propagação do sarampo em São Paulo, diz especialista

    Vigilância e vacinação são essenciais para conter propagação do sarampo em São Paulo, diz especialista

    A concentração de casos de sarampo na região de São Paulo evidencia a possibilidade de novos surtos enquanto a cobertura vacinal permanecer abaixo dos 95% considerados necessários para interromper a circulação do vírus. A constatação foi feita pelo infectologista Renato Kfouri, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações e presidente da Câmara Técnica para a Eliminação do Sarampo do Ministério da Saúde, em entrevista à Agência Brasil.

    Cobertura vacinal e dinâmica de transmissão

    Segundo Kfouri, a capital paulista tem índice vacinal em torno de 75%, bem inferior ao patamar de 95% que garante proteção coletiva. Ele explicou à Agência Brasil que uma pessoa completamente imunizada não transmite o sarampo, enquanto indivíduos sem o ciclo vacinal completo permanecem vulneráveis e podem contribuir para a propagação.

    O especialista detalhou o ciclo de incubação e transmissão: cerca de 20 dias no total — aproximadamente 10 dias de incubação até o aparecimento dos primeiros sintomas, com transmissão possível a partir de dois dias antes da febre e por até 12 dias após o início da febre.

    Casos registrados e padrões locais

    Na temporada reportada pela Prefeitura e pela Agência Brasil, 23 dos 24 casos confirmados concentraram-se na Grande São Paulo. Entre os focos investigados houve importações e uma cadeia de transmissão significativa, com novos casos surgindo dentro de grupos ou comunidades específicas.

    Na zona norte da capital, a transmissão levou a sete casos na Vila Medeiros e dois na Vila Maria, com o principal cenário de disseminação apontado como uma escola de educação infantil. Ao menos um dos dois casos confirmados em Guarulhos também foi relacionado a esse grupo.

    Crianças com menos de um ano, que ainda não recebem a vacinação contra o sarampo, correspondem à maior parte dos infectados e dos hospitalizados, segundo levantamento citado pelo especialista.

    Importações e lições de surtos anteriores

    Há possibilidade de ligação entre os casos locais e episódios importados identificados pela prefeitura da capital: um caso com origem na Bolívia, em fevereiro, e outro na Guatemala, em março, conforme confirmação da administração municipal. Kfouri ressaltou que, por ser um polo com fluxo diário de pessoas de diversas partes do mundo, São Paulo é naturalmente suscetível à entrada de casos.

    O especialista também relacionou a situação atual à dinâmica observada no ano anterior, quando o país registrou 39 casos notificados — a maioria vinculada a importações da Bolívia, que teriam chegado, em parte, por meio de caminhoneiros. Os estados mais atingidos naquele período foram Mato Grosso do Sul e Tocantins.

    Medidas de prevenção: vigilância, isolamento e reforço vacinal

    Kfouri apontou dois pilares para manter o país livre do sarampo: vacinação e vigilância. Na ponta da vigilância, destacou a necessidade de atenção para reconhecer sintomas, isolar casos e vacinar os contatos. Ele enfatizou ainda a importância de manter índices vacinais não apenas altos, mas homogêneos, porque bolsões com cobertura baixa tornam-se pontos vulneráveis para surtos.

    Sobre a estratégia de dose de reforço, o infectologista afirmou que ela alcança pessoas que não completaram o esquema vacinal e também aquelas em que a imunização não foi efetiva. Para o sarampo, a margem de falha da vacina é estimada em cerca de 5%, e essa parcela se aproxima de zero com a administração de uma terceira dose. Identificar individualmente quem não foi protegido é inviável na prática, mas a oferta de reforço é uma solução de custo relativamente baixo, segundo Kfouri.

    Capacidade de resposta do sistema de saúde

    Segundo o especialista, as equipes de saúde estão treinadas para reconhecer os sinais do sarampo, os testes diagnósticos estão disponíveis na rede e as ações de vigilância vêm ocorrendo em tempo adequado, conforme relatado à Agência Brasil. Mesmo assim, ele advertiu que, enquanto a cobertura vacinal não for restabelecida em níveis seguros e homogêneos, a entrada de novos casos continuará sendo esperada em uma cidade com intenso fluxo internacional como São Paulo.

    Fonte: Agência Brasil.

  • Campanha de vacinação contra sarampo é realizada em estações do Metrô de São Paulo até 28 de agosto

    Campanha de vacinação contra sarampo é realizada em estações do Metrô de São Paulo até 28 de agosto

    A Secretaria Municipal da Saúde (SMS) de São Paulo instalou postos de vacinação em cinco estações do Metrô para oferecer a vacina tríplice viral (SCR) — que protege contra sarampo, caxumba e rubéola — entre 10 e 28 de agosto. A ação busca ampliar a cobertura vacinal ao disponibilizar a imunização em locais de grande circulação.

    Estações participantes e cronograma

    As estações do Metrô onde haverá vacinação são Corinthians-Itaquera, São Mateus, Vila Prudente, Tucuruvi e Vila Matilde. A SMS informou que os postos funcionarão em dias e horários distintos conforme cada local:

    • Corinthians-Itaquera (Linha 3-Vermelha): 17, 19 e 21 de agosto, das 10h às 20h.
    • São Mateus (Linha 15-Prata, monotrilho): 17, 19 e 21 de agosto, das 10h às 20h.
    • Vila Prudente (Linha 2-Verde e Linha 15-Prata, monotrilho): de 17 a 21 de agosto, das 10h às 16h.
    • Tucuruvi (Linha 1-Azul): de 10 a 14 de agosto e de 17 a 21 de agosto, das 10h às 16h.
    • Vila Matilde (Linha 3-Vermelha): 27 e 28 de agosto, das 10h às 16h.

    Por que a ação é estratégica

    Segundo a SMS, levar a vacinação para estações do Metrô facilita o acesso à imunização durante os deslocamentos diários da população e contribui para ampliar a cobertura vacinal da cidade. A secretaria ressaltou que a vacina é a principal forma de prevenção contra o sarampo, doença de alta transmissibilidade que pode causar complicações graves.

    A Estação Tucuruvi recebeu atenção especial na comunicação da secretaria porque atende a zona Norte, região que, segundo a SMS, registrou casos recentes de sarampo. A presença de pontos de vacinação em áreas com notificação de casos é uma medida para reduzir a circulação do vírus e aumentar a proteção coletiva.

    Organização e funcionamento nos locais

    Os postos em cada estação operarão em dias marcados pela SMS, com horários que variam entre 10h e 20h dependendo do local. Na maioria das estações, a aplicação ocorre no período entre 10h e 16h; nas estações Corinthians-Itaquera e São Mateus há atendimento estendido até às 20h em dias específicos.

    A SMS não detalhou, na informação divulgada pela Agência Brasil, critérios de elegibilidade, documentos necessários ou capacidade diária dos postos. Para esses detalhes, a recomendação é procurar informações complementares junto à Secretaria Municipal da Saúde ou aos postos locais.

    Impacto esperado e próximos passos

    A iniciativa da SMS visa integrar a oferta de vacinas a locais de grande circulação para alcançar pessoas que podem não ir a unidades de saúde durante o horário comercial. Segundo a secretaria, a estratégia faz parte de uma nova etapa da campanha de vacinação, com foco em facilitar o acesso à imunização.

    Não foram divulgadas pela SMS informações sobre ações futuras além das datas de 10 a 28 de agosto ou sobre a prorrogação da campanha. A fonte dos dados desta reportagem é a Secretaria Municipal da Saúde, conforme divulgado pela Agência Brasil.

    Fonte

    Informações: Agência Brasil, com dados da Secretaria Municipal da Saúde de São Paulo.

  • Paulistanos enfrentam longas filas em postos para tomar vacina contra sarampo

    Paulistanos enfrentam longas filas em postos para tomar vacina contra sarampo

    Paulistanos que buscaram a vacina contra o sarampo neste sábado (8) encontraram filas longas em boa parte dos pontos de atendimento. De acordo com o portal De Olho Na Fila, mantido pela prefeitura de São Paulo, dos 62 locais de vacinação abertos, 57 tinham fila grande por volta das 13h.

    Movimento e relatos nas filas

    Em alguns postos, a fila se formava do lado de fora. Na AMA UBS Integrada Água Rasa Dr. Marcos Andrade Corsato, entre Tatuapé e Mooca, a espera era superior a uma hora por volta do meio-dia. Usuários relataram ter procurado a vacina após receberem avisos pelo colégio das crianças ou por redes sociais.

    Ana Beatriz Chacur, de 42 anos, disse que levou as filhas gêmeas de 12 anos e o marido ao posto após a escola pedir o reforço vacinal, e afirmou que sabia antecipadamente que aquele posto estaria funcionando. Já João Silva, de 21 anos, disse ter buscado a vacinação ao saber pela internet sobre um surto de sarampo em São Paulo.

    Funcionamento dos postos e cobertura por região

    Dos 512 postos listados no portal De Olho Na Fila, apenas 62 estavam abertos neste sábado; o funcionamento completo ocorre apenas de segunda a sexta-feira. Entre os locais abertos no sábado, a zona leste concentrou a maior parte: 24 unidades; a zona sul, 17; a zona norte, 16; a zona oeste, 5; e o centro não tinha postos abertos naquele horário.

    O portal também identificou postos com filas médias e pequenas em diferentes regiões, e observou que dois locais marcados como “sem fila” tinham dados desatualizados, com informações do início da manhã.

    Casos confirmados e estratégia estadual

    O estado de São Paulo informou, por meio da Secretaria da Saúde, que há 23 casos de sarampo confirmados. Desses, 16 pacientes não tinham histórico de vacinação ou apresentavam esquema vacinal incompleto. Dois casos são considerados importados; os demais estão relacionados a esses casos importados. A distribuição dos registros citados pela secretaria aponta dois em São Bernardo do Campo, um em Guarulhos e 20 na capital.

    A Secretaria estadual convoca moradores da capital, de Guarulhos e de São Bernardo do Campo, na faixa etária de 6 meses a 59 anos, para tomar a vacina contra o sarampo independentemente do histórico vacinal, desde que não existam contraindicações. A população desses municípios deve procurar uma Unidade Básica de Saúde (UBS) para a imunização, segundo as orientações divulgadas.

    Ações de vacinação e dados recentes

    Segundo a Coordenadoria de Vigilância em Saúde da Secretaria Municipal da Saúde, somente na sexta-feira (7) foram aplicadas 84.632 doses da vacina contra o sarampo e 24.952 doses de outros imunizantes, totalizando 109.584 doses — o maior número registrado em um único dia desde o início da mobilização, em 3 de agosto.

    Para os demais municípios do estado, a orientação é intensificar ações de vacinação: verificar a situação vacinal da população, realizar busca ativa e atualizar doses em atraso conforme a idade e as recomendações do Calendário Nacional de Vacinação. A adoção da vacinação indiscriminada nas três cidades citadas foi motivada pelo risco de disseminação do vírus, com base em orientações do Centro de Vigilância Epidemiológica do Estado de São Paulo Prof. Alexandre Vranjac.

    Fontes: Agência Brasil e portal De Olho Na Fila (prefeitura de São Paulo); Secretaria da Saúde do Estado de São Paulo; Coordenadoria de Vigilância em Saúde da Secretaria Municipal da Saúde.

  • ANAMT pede que empresas facilitem vacinação de trabalhadores contra o sarampo após casos em São Paulo

    ANAMT pede que empresas facilitem vacinação de trabalhadores contra o sarampo após casos em São Paulo

    Após a confirmação de 16 casos de sarampo no estado de São Paulo, a Associação Nacional de Medicina do Trabalho (ANAMT) publicou um alerta reforçando a necessidade de ampliar a vacinação entre trabalhadores e reduzir o risco de surtos em locais de trabalho e nas comunidades onde esses profissionais vivem. As informações foram divulgadas pela Agência Brasil.

    Pedido às empresas: facilitar vacinação e informar com evidência

    A ANAMT pediu que empregadores adotem medidas para facilitar o acesso dos profissionais aos pontos de vacinação e promovam campanhas educativas com conteúdo baseado em evidências científicas. A entidade entende que ações empresariais que reduzam barreiras — como flexibilizar horários para ir a postos de saúde ou divulgar informações claras sobre como e onde se vacinar — podem contribuir para manter alta cobertura vacinal na população ativa.

    Contexto epidemiológico e importância da vacina

    O sarampo é uma doença altamente transmissível cuja prevenção depende principalmente da vacinação. Embora o Brasil tenha recuperado, em 2024, a certificação de eliminação da circulação endêmica do vírus, continuam a ocorrer casos importados e surtos localizados. Segundo a Agência Brasil, neste ano já foram confirmados 19 registros de sarampo no país, informação que reforça a necessidade de manter coberturas vacinais elevadas.

    Quem deve se vacinar: esquema conforme o Programa Nacional de Imunizações

    De acordo com as recomendações divulgadas, a principal vacina contra o sarampo é a tríplice viral, que também protege contra caxumba e rubéola, disponível gratuitamente nas Unidades Básicas de Saúde (UBS). O calendário do Programa Nacional de Imunizações (PNI) prevê aplicação da tríplice viral aos 12 meses de idade e da vacina tetra viral aos 15 meses, que inclui proteção contra varicela.

    Para pessoas fora da infância, o PNI orienta o seguinte: todas as pessoas entre 1 e 29 anos que não tenham comprovante de duas doses devem iniciar ou completar o esquema básico com duas doses. Para o grupo de 30 a 59 anos, a vacinação de quem não tem histórico vacinal comprovado é feita com uma dose. A ANAMT ressalta, porém, que trabalhadores da saúde precisam comprovar duas doses da vacina independentemente da faixa etária, dada a maior exposição ocupacional.

    • Dose zero: em situações específicas definidas por autoridades sanitárias — como bloqueios vacinais, varreduras em áreas delimitadas ou viagens para locais com surto ativo — crianças entre 6 meses e 11 meses e 29 dias podem receber uma “dose zero”; essa dose não substitui as doses do calendário regular.
    • Contraindicações: gestantes, crianças menores de 6 meses, pessoas com imunossupressão grave e indivíduos com histórico de reação alérgica grave a componentes da vacina não devem receber a imunização.

    Orientações para médicos do trabalho

    A ANAMT também chamou a atenção dos médicos do trabalho para que, durante consultas ocupacionais — incluindo exames admissionais, periódicos, de retorno ao trabalho ou demissionais — orientem os colaboradores sobre a importância da vacina e esclareçam dúvidas relativas ao esquema vacinal. A recomendação aponta para atenção especial a profissionais da saúde e a outros grupos com maior risco de exposição.

    A entidade sugere que a verificação do comprovante vacinal passe a integrar a rotina ocupacional, incentivando trabalhadores que não tenham registro a procurar uma unidade básica de saúde para receber a vacina adequada.

    Próximos passos e papel das empresas

    Com base nas orientações da ANAMT divulgadas pela Agência Brasil, empresas são convidadas a facilitar medidas práticas, como concessão de tempo para vacinação, divulgação de informações oficiais sobre locais e horários de vacinação e parceria com serviços de saúde para campanhas internas. Essas ações visam reduzir lacunas vacinais entre trabalhadores e diminuir a probabilidade de transmissão em ambientes profissionais.

    Ao combinar verificação de histórico vacinal, informação baseada em evidência e facilitação do acesso às doses, empregadores e serviços de saúde ocupacional podem contribuir para a manutenção da eliminação da circulação endêmica do vírus no país, mantendo a população protegida frente a casos importados e surtos localizados.

  • Casos de sarampo chegam a 16 no estado de São Paulo; campanha de multivacinação é ampliada

    Casos de sarampo chegam a 16 no estado de São Paulo; campanha de multivacinação é ampliada

    O estado de São Paulo registrou 16 casos confirmados de sarampo até esta segunda-feira (3), segundo informou a Secretaria Estadual de Saúde e reportou a Agência Brasil. Dos 16 pacientes, 13 são residentes da capital paulista, dois moram em São Bernardo do Campo e um em Guarulhos. Sete dos casos ocorreram em homens e nove em mulheres.

    Perfil dos pacientes e distribuição etária

    A maioria dos infectados são crianças pequenas: dez dos casos envolvem bebês com até um ano de idade. Os demais pacientes são adultos com idades entre 20 e 50 anos. A secretaria não detalhou outras características individuais dos pacientes além das faixas etárias e do sexo.

    Cobertura vacinal e risco de circulação

    O monitoramento estadual aponta cobertura vacinal de 77,5% para a primeira dose da tríplice viral (que protege contra sarampo, caxumba e rubéola) e 65,5% para a segunda dose. Esses percentuais estão aquém da meta de 95% estabelecida pelo Ministério da Saúde para cada dose, nível considerado necessário para reduzir o risco de circulação sustentada do vírus.

    Autoridades de saúde destacam que qualquer cobertura abaixo dessa meta aumenta a probabilidade de transmissão em ambientes com grande concentração de pessoas, já que o sarampo é uma doença viral aguda altamente contagiosa e pode dispersar-se por via aérea ou por gotículas quando uma pessoa infectada tosse, espirra, fala ou respira.

    Campanha Nacional de Multivacinação 2026 e ações locais

    A Campanha Nacional de Multivacinação teve início em 3 de agosto e segue até 1º de setembro, com o objetivo de elevar a proteção da população por meio da aplicação de diversas vacinas, entre elas a tríplice viral. Em razão dos casos confirmados, as prefeituras de São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo adotarão uma estratégia adicional: estender a oferta da vacina contra o sarampo para pessoas entre 6 meses e 59 anos.

    Além da tríplice viral, a mobilização inclui outros imunizantes disponibilizados pelo SUS, conforme a lista divulgada para a campanha: BCG, hepatite B, pentavalente, vacina inativada contra poliomielite, rotavírus, pneumocócica 10-valente, meningocócica C, meningocócica ACWY, influenza, Covid-19, febre amarela, varicela, DTP, hepatite A e HPV.

    Transmissão, gravidade e prevenção

    O sarampo é transmitido preferencialmente pelo ar e por gotículas respiratórias e pode se espalhar rapidamente em locais fechados e com grande circulação de pessoas. A doença é potencialmente grave, podendo deixar sequelas ou resultar em óbito, sobretudo em grupos vulneráveis.

    A principal medida de prevenção é a vacinação. As vacinas tríplice viral e tetraviral (esta inclui também proteção contra varicela) são oferecidas gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS), conforme informado pelas autoridades de saúde estaduais e pela cobertura da campanha nacional.

    As informações sobre os casos e as medidas de imunização foram divulgadas pela Secretaria Estadual de Saúde de São Paulo e divulgadas pela Agência Brasil. Moradores das cidades afetadas e demais paulistas são orientados a verificar a situação vacinal em postos de saúde e participar da Campanha Nacional de Multivacinação enquanto estiver em vigor.

  • São Paulo amplia busca vacinal por sarampo após confirmação de 15 casos em 2026

    São Paulo amplia busca vacinal por sarampo após confirmação de 15 casos em 2026

    O estado de São Paulo registrou 15 casos confirmados de sarampo em 2026, segundo dados divulgados pela Secretaria Estadual de Saúde e reportados pela Agência Brasil. O aumento de ocorrências motivou autoridades a recomendar uma busca vacinal dirigida para pessoas que não receberam a imunização, bem como a aplicação de dose de reforço em crianças previamente vacinadas.

    Situação atual e recomendações

    As cidades de São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo — todas na região metropolitana — foram colocadas em atenção no começo da semana após o registro dos casos. Diante do cenário, o Ministério da Saúde orientou a ampliação da oferta de vacinas para a população entre 6 e 59 anos dentro da campanha de multivacinação.

    O governo estadual confirmou que esse grupo será vacinado. A recomendação visa aumentar rapidamente a cobertura e reduzir o risco de transmissão nas áreas com maior circulação ou vigilância reforçada.

    Calendário da campanha e público-alvo

    A campanha de multivacinação começará na próxima segunda-feira, dia 03, e vai até 1º de setembro, conforme o cronograma informado pelo Ministério da Saúde e divulgado à imprensa. Em São Paulo, a ação será realizada em todos os 645 municípios do estado.

    Além da atualização da tríplice viral (que protege contra sarampo, caxumba e rubéola), as unidades de saúde oferecerão outras vacinas do calendário regular. A medida permite, em um único atendimento, atualizar imunizações pendentes.

    Vacinas disponíveis e serviços oferecidos

    Além da tríplice viral, as seguintes vacinas estarão disponíveis durante a campanha em São Paulo, conforme listagem da Secretaria Estadual de Saúde: BCG; hepatite B; pentavalente; poliomielite inativada; rotavírus; pneumocócica 10-valente (conjugada); meningocócica C (conjugada); meningocócica ACWY (conjugada); influenza; Covid-19; febre amarela; varicela; DTP; hepatite A; e HPV.

    A atualização da caderneta vacinal é apontada pelas autoridades como ação fundamental para proteger crianças, adolescentes e a população em geral contra doenças imunopreveníveis.

    Cobertura vacinal e metas

    Dados preliminares de 2026 apontam que a cobertura da primeira dose (D1) da tríplice viral no estado de São Paulo foi de 77,5%, enquanto a segunda dose (D2) alcançou 65,5%. A meta estabelecida pelo Ministério da Saúde e pela Organização Mundial da Saúde (OMS) é de 95% para cada uma das doses.

    Em 2025, a cobertura vacinal nacional para a tríplice viral registrou 92,9% na primeira dose e 78,3% na segunda dose. Nos municípios citados na recomendação, as coberturas de 2025 foram: Guarulhos — 91,59% (D1) e 83,90% (D2); São Bernardo do Campo — 90,84% (D1) e 83,62% (D2); cidade de São Paulo — 90,79% (D1) e 83,63% (D2).

    Comentário das autoridades

    Em nota, Tatiana Lang, da Secretaria Estadual de Saúde, ressaltou que a atualização da caderneta é indispensável para proteger contra doenças preveníveis por vacina e que a estratégia ampliada nos três municípios busca aumentar rapidamente a proteção da população e reduzir o risco de transmissão.

    As informações detalhadas sobre locais de atendimento, horários e exigências para receber as vacinas devem ser consultadas nos canais oficiais da Secretaria Estadual de Saúde e das prefeituras municipais. Fonte: Agência Brasil.