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  • Dois casos de feminicídio em São Paulo resultam em prisões e apreensões, segundo SSP

    Dois casos de feminicídio em São Paulo resultam em prisões e apreensões, segundo SSP

    A Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP) confirmou a divulgação de dois casos de feminicídio ocorridos em cidades do estado. Em Pindamonhangaba (SP), na manhã de segunda-feira (10), policiais prenderam em flagrante um homem de 25 anos, suspeito de matar a tiros sua ex-namorada, de 23 anos. A vítima tinha medida protetiva de urgência contra o suspeito, segundo informações oficiais.

    Crime em Pindamonhangaba

    De acordo com a SSP, equipes da Polícia Militar foram acionadas no local por relatos de disparos de arma de fogo e encontraram a mulher caída em via pública com ferimentos decorrentes de tiros. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) atestou o óbito no local.

    Durante as diligências, familiares e testemunhas indicaram o ex-namorado como possível autor do crime. Policiais localizaram o veículo usado pelo suspeito e, em seguida, o encontraram em seu apartamento. No imóvel, havia vestígios de ferimentos aparentes, possivelmente causados por disparo de arma de fogo, e foi apreendido um revólver calibre 38.

    O local do crime e o apartamento foram periciados pelas equipes responsáveis. O corpo da vítima foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) e o veículo que teria sido utilizado foi apreendido. O suspeito permaneceu hospitalizado sob escolta policial.

    Caso em Osasco

    Na tarde de segunda-feira (10), a Polícia Civil cumpriu mandado de prisão contra um homem de 65 anos investigado pelo feminicídio de sua companheira, de 43 anos, ocorrido no sábado (8). Conforme o boletim de ocorrência, policiais militares foram acionados por testemunhas e encontraram a vítima caída na rua.

    Uma equipe do Samu socorreu a mulher, que não resistiu aos ferimentos. Antes de fugir, o suspeito tentou agredir o filho da vítima, segundo a SSP. A investigação inclui a solicitação de exames ao Instituto Médico Legal e ao Instituto de Criminalística (IC) para apurar as circunstâncias do crime.

    Procedimentos policiais e periciais

    Em ambos os casos, a SSP informou que houve perícia nos locais e encaminhamento de materiais e corpos aos órgãos forenses competentes. No episódio de Pindamonhangaba, além do revólver apreendido, a apreensão do veículo e o encontro do suspeito com ferimentos no apartamento foram registrados como parte das diligências.

    Na ocorrência em Osasco, a Polícia Civil atuou com base em mandado de prisão para localizar e deter o investigado. A SSP destacou que as apurações envolvem a coleta de elementos que serão analisados pelos peritos do IML e do IC.

    Informações oficiais e incertezas

    As informações sobre os dois homicídios foram divulgadas pela Secretaria da Segurança Pública de São Paulo e repercutidas pela Agência Brasil. Detalhes adicionais sobre motivação, andamento processual, prazo para conclusão dos exames periciais ou eventuais medidas judiciais subsequentes não foram divulgados nas comunicações oficiais citadas.

    As investigações permanecem em curso. A SSP e as polícias responsáveis conduzem diligências para reunir provas, ouvir testemunhas e encaminhar os autos para a continuidade dos procedimentos legais.

    Resumo dos fatos oficiais

    • Pindamonhangaba: mulher de 23 anos morta a tiros; suspeito de 25 anos preso em flagrante; medida protetiva em vigor; revólver calibre 38 apreendido; veículo apreendido; corpo levado ao IML.
    • Osasco: mulher de 43 anos encontrada ferida na rua e socorrida pelo Samu, não resistiu; mandado de prisão cumprido contra homem de 65 anos; tentativa de agressão ao filho da vítima relatada; exames solicitados ao IML e ao IC.
  • São Paulo registra 18 mortes por febre maculosa em 19 casos confirmados até julho

    São Paulo registra 18 mortes por febre maculosa em 19 casos confirmados até julho

    O estado de São Paulo registrou 19 casos confirmados de febre maculosa entre janeiro e julho deste ano, com 18 mortes no mesmo período, informou a Secretaria de Estado da Saúde (SES-SP). As ocorrências concentraram-se em várias regiões do estado, incluindo Piracicaba, Americana, Sorocaba, Campinas, São José dos Campos, Santo André e São Bernardo do Campo.

    Transmissão e evolução da doença

    A febre maculosa é transmitida pela picada de carrapatos infectados pela bactéria Rickettsia rickettsii. A doença pode afetar pessoas de qualquer idade e, quando o tratamento é iniciado tardiamente, pode levar à morte em poucos dias.

    Os primeiros sinais são geralmente inespecíficos: febre alta, dores no corpo, dor de cabeça e mal-estar. Por esse motivo, esses sintomas costumam ser confundidos com dengue, outras viroses ou leptospirose, o que pode atrasar o diagnóstico.

    Sinais de agravamento e riscos

    Segundo especialistas, a partir do terceiro dia de sintomas podem surgir manchas avermelhadas na pele e pequenas lesões arroxeadas, sobretudo nas mãos e nos pés, indicando evolução para uma fase mais grave. Em estágios avançados, relatos citam gangrena em extremidades e paralisia que pode progredir das pernas para órgãos vitais, como os pulmões.

    O infectologista Jean Gorinchteyn, do Hospital Israelita Albert Einstein e professor da UMC, enfatiza que o diagnóstico precoce é decisivo para evitar complicações. Ele alerta que “a mortalidade pode chegar a 80% quando o tratamento antibiótico não é iniciado rapidamente” e explica que a infecção provoca inflamação dos vasos sanguíneos, que pode comprometer rins, fígado e cérebro.

    Prevenção, inspeção e cuidados com animais

    As autoridades recomendam evitar o contato com áreas de mata, trilhas, fazendas e vegetação alta. Quando a entrada nesses locais for necessária, orienta-se o uso de calças compridas, botas e roupas claras, inspeção do corpo e das roupas após o passeio e proteção de cães com coleiras e produtos repelentes adequados.

    Os cães podem trazer carrapatos para o ambiente doméstico após contato com vegetação, elevando o risco de exposição. O carrapato também pode permanecer em camas e roupas, por isso é importante verificar e higienizar itens após possíveis exposições.

    Remoção de carrapatos e higienização

    O Ministério da Saúde orienta remover o carrapato com uma pinça, sem apertar ou esmagar o animal, puxando-o com firmeza para retirar o exemplar inteiro. Depois da remoção, recomenda-se lavar o local da picada com álcool ou sabão e água. O mesmo procedimento deve ser adotado para animais domésticos.

    Peças de roupa utilizadas em passeios por áreas com vegetação devem ser colocadas em água fervente, segundo as orientações oficiais. Essas medidas visam reduzir o risco de transmissão após a exposição a carrapatos.

    Diagnóstico e conduta médica

    Jean Gorinchteyn observa que a confirmação laboratorial da febre maculosa pode levar até duas semanas. Por isso, quando houver associação entre sintomas compatíveis e histórico de visita a áreas com vegetação, os especialistas recomendam iniciar o tratamento imediatamente, sem aguardar o resultado dos exames, para evitar a progressão para formas graves.

    Em síntese, a combinação entre suspeita clínica rápida, relato de exposição e tratamento precoce é apontada por autoridades sanitárias e especialistas como fator-chave para reduzir a mortalidade e as complicações da febre maculosa.

    Fontes: Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES-SP) e reportagem da Agência Brasil, com informações de Jean Gorinchteyn (Hospital Israelita Albert Einstein) e orientações do Ministério da Saúde.

  • Vigilância e vacinação são essenciais para conter propagação do sarampo em São Paulo, diz especialista

    Vigilância e vacinação são essenciais para conter propagação do sarampo em São Paulo, diz especialista

    A concentração de casos de sarampo na região de São Paulo evidencia a possibilidade de novos surtos enquanto a cobertura vacinal permanecer abaixo dos 95% considerados necessários para interromper a circulação do vírus. A constatação foi feita pelo infectologista Renato Kfouri, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações e presidente da Câmara Técnica para a Eliminação do Sarampo do Ministério da Saúde, em entrevista à Agência Brasil.

    Cobertura vacinal e dinâmica de transmissão

    Segundo Kfouri, a capital paulista tem índice vacinal em torno de 75%, bem inferior ao patamar de 95% que garante proteção coletiva. Ele explicou à Agência Brasil que uma pessoa completamente imunizada não transmite o sarampo, enquanto indivíduos sem o ciclo vacinal completo permanecem vulneráveis e podem contribuir para a propagação.

    O especialista detalhou o ciclo de incubação e transmissão: cerca de 20 dias no total — aproximadamente 10 dias de incubação até o aparecimento dos primeiros sintomas, com transmissão possível a partir de dois dias antes da febre e por até 12 dias após o início da febre.

    Casos registrados e padrões locais

    Na temporada reportada pela Prefeitura e pela Agência Brasil, 23 dos 24 casos confirmados concentraram-se na Grande São Paulo. Entre os focos investigados houve importações e uma cadeia de transmissão significativa, com novos casos surgindo dentro de grupos ou comunidades específicas.

    Na zona norte da capital, a transmissão levou a sete casos na Vila Medeiros e dois na Vila Maria, com o principal cenário de disseminação apontado como uma escola de educação infantil. Ao menos um dos dois casos confirmados em Guarulhos também foi relacionado a esse grupo.

    Crianças com menos de um ano, que ainda não recebem a vacinação contra o sarampo, correspondem à maior parte dos infectados e dos hospitalizados, segundo levantamento citado pelo especialista.

    Importações e lições de surtos anteriores

    Há possibilidade de ligação entre os casos locais e episódios importados identificados pela prefeitura da capital: um caso com origem na Bolívia, em fevereiro, e outro na Guatemala, em março, conforme confirmação da administração municipal. Kfouri ressaltou que, por ser um polo com fluxo diário de pessoas de diversas partes do mundo, São Paulo é naturalmente suscetível à entrada de casos.

    O especialista também relacionou a situação atual à dinâmica observada no ano anterior, quando o país registrou 39 casos notificados — a maioria vinculada a importações da Bolívia, que teriam chegado, em parte, por meio de caminhoneiros. Os estados mais atingidos naquele período foram Mato Grosso do Sul e Tocantins.

    Medidas de prevenção: vigilância, isolamento e reforço vacinal

    Kfouri apontou dois pilares para manter o país livre do sarampo: vacinação e vigilância. Na ponta da vigilância, destacou a necessidade de atenção para reconhecer sintomas, isolar casos e vacinar os contatos. Ele enfatizou ainda a importância de manter índices vacinais não apenas altos, mas homogêneos, porque bolsões com cobertura baixa tornam-se pontos vulneráveis para surtos.

    Sobre a estratégia de dose de reforço, o infectologista afirmou que ela alcança pessoas que não completaram o esquema vacinal e também aquelas em que a imunização não foi efetiva. Para o sarampo, a margem de falha da vacina é estimada em cerca de 5%, e essa parcela se aproxima de zero com a administração de uma terceira dose. Identificar individualmente quem não foi protegido é inviável na prática, mas a oferta de reforço é uma solução de custo relativamente baixo, segundo Kfouri.

    Capacidade de resposta do sistema de saúde

    Segundo o especialista, as equipes de saúde estão treinadas para reconhecer os sinais do sarampo, os testes diagnósticos estão disponíveis na rede e as ações de vigilância vêm ocorrendo em tempo adequado, conforme relatado à Agência Brasil. Mesmo assim, ele advertiu que, enquanto a cobertura vacinal não for restabelecida em níveis seguros e homogêneos, a entrada de novos casos continuará sendo esperada em uma cidade com intenso fluxo internacional como São Paulo.

    Fonte: Agência Brasil.

  • Campanha de vacinação contra sarampo é realizada em estações do Metrô de São Paulo até 28 de agosto

    Campanha de vacinação contra sarampo é realizada em estações do Metrô de São Paulo até 28 de agosto

    A Secretaria Municipal da Saúde (SMS) de São Paulo instalou postos de vacinação em cinco estações do Metrô para oferecer a vacina tríplice viral (SCR) — que protege contra sarampo, caxumba e rubéola — entre 10 e 28 de agosto. A ação busca ampliar a cobertura vacinal ao disponibilizar a imunização em locais de grande circulação.

    Estações participantes e cronograma

    As estações do Metrô onde haverá vacinação são Corinthians-Itaquera, São Mateus, Vila Prudente, Tucuruvi e Vila Matilde. A SMS informou que os postos funcionarão em dias e horários distintos conforme cada local:

    • Corinthians-Itaquera (Linha 3-Vermelha): 17, 19 e 21 de agosto, das 10h às 20h.
    • São Mateus (Linha 15-Prata, monotrilho): 17, 19 e 21 de agosto, das 10h às 20h.
    • Vila Prudente (Linha 2-Verde e Linha 15-Prata, monotrilho): de 17 a 21 de agosto, das 10h às 16h.
    • Tucuruvi (Linha 1-Azul): de 10 a 14 de agosto e de 17 a 21 de agosto, das 10h às 16h.
    • Vila Matilde (Linha 3-Vermelha): 27 e 28 de agosto, das 10h às 16h.

    Por que a ação é estratégica

    Segundo a SMS, levar a vacinação para estações do Metrô facilita o acesso à imunização durante os deslocamentos diários da população e contribui para ampliar a cobertura vacinal da cidade. A secretaria ressaltou que a vacina é a principal forma de prevenção contra o sarampo, doença de alta transmissibilidade que pode causar complicações graves.

    A Estação Tucuruvi recebeu atenção especial na comunicação da secretaria porque atende a zona Norte, região que, segundo a SMS, registrou casos recentes de sarampo. A presença de pontos de vacinação em áreas com notificação de casos é uma medida para reduzir a circulação do vírus e aumentar a proteção coletiva.

    Organização e funcionamento nos locais

    Os postos em cada estação operarão em dias marcados pela SMS, com horários que variam entre 10h e 20h dependendo do local. Na maioria das estações, a aplicação ocorre no período entre 10h e 16h; nas estações Corinthians-Itaquera e São Mateus há atendimento estendido até às 20h em dias específicos.

    A SMS não detalhou, na informação divulgada pela Agência Brasil, critérios de elegibilidade, documentos necessários ou capacidade diária dos postos. Para esses detalhes, a recomendação é procurar informações complementares junto à Secretaria Municipal da Saúde ou aos postos locais.

    Impacto esperado e próximos passos

    A iniciativa da SMS visa integrar a oferta de vacinas a locais de grande circulação para alcançar pessoas que podem não ir a unidades de saúde durante o horário comercial. Segundo a secretaria, a estratégia faz parte de uma nova etapa da campanha de vacinação, com foco em facilitar o acesso à imunização.

    Não foram divulgadas pela SMS informações sobre ações futuras além das datas de 10 a 28 de agosto ou sobre a prorrogação da campanha. A fonte dos dados desta reportagem é a Secretaria Municipal da Saúde, conforme divulgado pela Agência Brasil.

    Fonte

    Informações: Agência Brasil, com dados da Secretaria Municipal da Saúde de São Paulo.

  • Paulistanos enfrentam longas filas em postos para tomar vacina contra sarampo

    Paulistanos enfrentam longas filas em postos para tomar vacina contra sarampo

    Paulistanos que buscaram a vacina contra o sarampo neste sábado (8) encontraram filas longas em boa parte dos pontos de atendimento. De acordo com o portal De Olho Na Fila, mantido pela prefeitura de São Paulo, dos 62 locais de vacinação abertos, 57 tinham fila grande por volta das 13h.

    Movimento e relatos nas filas

    Em alguns postos, a fila se formava do lado de fora. Na AMA UBS Integrada Água Rasa Dr. Marcos Andrade Corsato, entre Tatuapé e Mooca, a espera era superior a uma hora por volta do meio-dia. Usuários relataram ter procurado a vacina após receberem avisos pelo colégio das crianças ou por redes sociais.

    Ana Beatriz Chacur, de 42 anos, disse que levou as filhas gêmeas de 12 anos e o marido ao posto após a escola pedir o reforço vacinal, e afirmou que sabia antecipadamente que aquele posto estaria funcionando. Já João Silva, de 21 anos, disse ter buscado a vacinação ao saber pela internet sobre um surto de sarampo em São Paulo.

    Funcionamento dos postos e cobertura por região

    Dos 512 postos listados no portal De Olho Na Fila, apenas 62 estavam abertos neste sábado; o funcionamento completo ocorre apenas de segunda a sexta-feira. Entre os locais abertos no sábado, a zona leste concentrou a maior parte: 24 unidades; a zona sul, 17; a zona norte, 16; a zona oeste, 5; e o centro não tinha postos abertos naquele horário.

    O portal também identificou postos com filas médias e pequenas em diferentes regiões, e observou que dois locais marcados como “sem fila” tinham dados desatualizados, com informações do início da manhã.

    Casos confirmados e estratégia estadual

    O estado de São Paulo informou, por meio da Secretaria da Saúde, que há 23 casos de sarampo confirmados. Desses, 16 pacientes não tinham histórico de vacinação ou apresentavam esquema vacinal incompleto. Dois casos são considerados importados; os demais estão relacionados a esses casos importados. A distribuição dos registros citados pela secretaria aponta dois em São Bernardo do Campo, um em Guarulhos e 20 na capital.

    A Secretaria estadual convoca moradores da capital, de Guarulhos e de São Bernardo do Campo, na faixa etária de 6 meses a 59 anos, para tomar a vacina contra o sarampo independentemente do histórico vacinal, desde que não existam contraindicações. A população desses municípios deve procurar uma Unidade Básica de Saúde (UBS) para a imunização, segundo as orientações divulgadas.

    Ações de vacinação e dados recentes

    Segundo a Coordenadoria de Vigilância em Saúde da Secretaria Municipal da Saúde, somente na sexta-feira (7) foram aplicadas 84.632 doses da vacina contra o sarampo e 24.952 doses de outros imunizantes, totalizando 109.584 doses — o maior número registrado em um único dia desde o início da mobilização, em 3 de agosto.

    Para os demais municípios do estado, a orientação é intensificar ações de vacinação: verificar a situação vacinal da população, realizar busca ativa e atualizar doses em atraso conforme a idade e as recomendações do Calendário Nacional de Vacinação. A adoção da vacinação indiscriminada nas três cidades citadas foi motivada pelo risco de disseminação do vírus, com base em orientações do Centro de Vigilância Epidemiológica do Estado de São Paulo Prof. Alexandre Vranjac.

    Fontes: Agência Brasil e portal De Olho Na Fila (prefeitura de São Paulo); Secretaria da Saúde do Estado de São Paulo; Coordenadoria de Vigilância em Saúde da Secretaria Municipal da Saúde.

  • Motorista de ônibus é removido à força e detido por policiais militares em SP após discussão no trânsito

    Motorista de ônibus é removido à força e detido por policiais militares em SP após discussão no trânsito

    Um motorista de ônibus da cidade de São Paulo foi obrigado a deixar o veículo e foi detido por dois policiais militares depois de um desentendimento no trânsito, conforme relatos do profissional e nota do Sindicato dos Motoristas e Trabalhadores em Transporte Rodoviário Urbano de São Paulo (Sindmotoristas). O episódio aconteceu na altura do número 700 da Avenida Casa Verde.

    O incidente e versões

    Segundo o condutor — identificado pelo sindicato como Edvagner — a confusão começou quando ele buzinou para pedir passagem a uma viatura da Polícia Militar que circulava lentamente pela faixa exclusiva de ônibus. Um passageiro gravou vídeo dentro do coletivo mostrando policiais já no interior do ônibus pedindo que o motorista saísse do veículo.

    De acordo com o relato do motorista, ele negou ter cometido qualquer irregularidade, mas foi retirado do ônibus pela força pelos agentes e encaminhado a uma delegacia. O cobrador do veículo também foi citado pelo sindicato como Vilanova.

    Reação do sindicato

    Em comunicado nas redes sociais, a diretoria do Sindmotoristas disse estar “estarrecida e indignada” com o que definiu como truculência dos agentes. A organização afirmou que o episódio demonstra falta de preparo e empatia, condenando o uso violento da função policial contra um trabalhador.

    O sindicato informou que vai apresentar denúncia na Corregedoria da Polícia Militar do Estado de São Paulo em relação aos policiais envolvidos. Em sua nota, a entidade também ressaltou a contradição entre as medidas solicitadas quando motoristas são vítimas de agressões e a situação atual, na qual profissionais do transporte teriam sido alvo da ação policial.

    Apuração pela Secretaria de Segurança e pela Polícia Civil

    A Secretaria de Segurança Pública (SSP) do estado declarou que a Polícia Militar está apurando as circunstâncias do ocorrido e afirmou que a corporação não compactua com desvios de conduta, adotando medidas cabíveis quando irregularidades são constatadas. A SSP acrescentou que a Polícia Civil deverá instaurar inquérito no 40º Distrito Policial (Vila Santa Maria) para investigar o caso.

    A SSP informou ainda que a Polícia Civil solicitará as imagens das câmeras corporais dos policiais para auxiliar no esclarecimento dos fatos. Não houve, na nota divulgada pela secretaria, detalhamento sobre o andamento das apurações ou prazos para conclusão.

    Aspectos registrados e próximas etapas

    Os fatos conhecidos até o momento foram registrados pelo sindicato e pela SSP: houve remoção forçada do motorista, registro em vídeo feito por passageiro, manifestação pública do Sindmotoristas e abertura de procedimentos de apuração por parte das polícias Militar e Civil. O sindicato já anunciou a intenção de encaminhar reclamação à Corregedoria da Polícia Militar.

    Conforme comunicados citados pela reportagem, a Polícia Militar conduz investigação interna e a Polícia Civil deve formalizar inquérito no 40º DP, requisitando imagens de câmeras corporais dos policiais para subsidiar a apuração. Não há, até a divulgação desta matéria, informações oficiais adicionais sobre possíveis medidas disciplinares ou sobre a situação legal do motorista após a detenção.

    As informações e declarações citadas nesta matéria foram obtidas a partir de reportagem da Agência Brasil, que divulgou detalhes do episódio e das manifestações do sindicato e da Secretaria de Segurança Pública. A matéria original foi atualizada para incluir a manifestação da SSP.

  • Santos registra rajada de 109 km/h; Defesa Civil monitora ventania em São Paulo

    Santos registra rajada de 109 km/h; Defesa Civil monitora ventania em São Paulo

    Na manhã desta sexta-feira (7), a cidade de Santos, no litoral do estado de São Paulo, registrou a maior rajada de vento informada no boletim: 109 quilômetros por hora (km/h). O episódio provocou a queda de uma árvore na cidade, mas as autoridades confirmaram que não houve feridos, segundo reportagem da Agência Brasil.

    Rajada mais forte em Santos

    O registro de 109 km/h em Santos foi o dado mais expressivo divulgado pelas autoridades no acompanhamento da ventania. A queda de uma árvore no município chegou a ser informada, porém sem registro de danos pessoais. O boletim com esses dados foi produzido pela Agência Brasil com base em monitoramento das autoridades estaduais.

    Outras cidades com ventania no estado

    Além de Santos, diversas localidades do estado de São Paulo também registraram ventos fortes na manhã de sexta-feira. A lista de cidades e as velocidades registradas incluem:

    • Presidente Prudente: 70,4 km/h
    • Itatinga: 51,2 km/h
    • Sandovalina: 49,9 km/h
    • Caraguatatuba: 49,3 km/h
    • Presidente Epitácio: 49,3 km/h

    O boletim também indica que outras regiões do estado ficam sujeitas a ventos fortes a moderados, entre elas o Vale do Paraíba, a região de Campinas e o litoral norte.

    Resposta das autoridades e previsão

    A Defesa Civil estadual instalou um gabinete de crise para monitorar os impactos da ventania ao longo do dia, informou a reportagem da Agência Brasil. Em áreas como a capital e a região metropolitana de São Paulo não foram registrados danos significativos até o momento, mas as autoridades alertaram para a possibilidade de ventania no período da tarde.

    Segundo a mesma apuração, a previsão é de que as rajadas de vento continuem pelo estado de São Paulo no sábado (8). A notícia não detalha medidas específicas recomendadas pela Defesa Civil nem indica novas ocorrências após a manhã de sexta-feira.

    O que se sabe e o que permanece em monitoramento

    Os fatos confirmados pela Agência Brasil são a medição de rajadas em diferentes pontos do estado, a queda de uma árvore em Santos sem feridos, a montagem de um gabinete de crise pela Defesa Civil estadual e o aviso de que as rajadas podem persistir no sábado. Informações adicionais sobre danos materiais em outras cidades, causas do fenômeno ou orientações detalhadas das autoridades não foram fornecidas na reportagem consultada.

    Fonte: Agência Brasil.

  • Greve de ferroviários provoca congestionamentos e lotação nas estações em São Paulo

    Greve de ferroviários provoca congestionamentos e lotação nas estações em São Paulo

    Usuários dos trens metropolitanos de São Paulo enfrentaram transtornos na terça-feira (4) após a paralisação de ferroviários da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM). A interrupção afetou o atendimento nas linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade, resultando em plataformas lotadas e aumento do fluxo de carros nas vias.

    Impacto no tráfego e no deslocamento

    Segundo a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), os congestionamentos ultrapassaram a marca de mil quilômetros às 18h50. Pela manhã, os engarrafamentos chegaram a superar dois mil quilômetros na capital paulista. O governo estadual calcula que cerca de um milhão de pessoas foram prejudicadas pela paralisação.

    Profissionais que dependem dos trens relataram atrasos no início do expediente. A vendedora Dalila dos Santos, que trabalha no Terminal Barra Funda, disse que precisou ir de carro e chegou ao trabalho com mais de uma hora de atraso, observando que muitos passageiros optaram por seguir de automóvel, contribuindo para o congestionamento.

    Linhas afetadas e operação parcial

    Na tarde e início da noite, a operação nas linhas 11, 12 e 13 estava parcial. Em contraste, as linhas 7-Rubi, 10-Turquesa, 8-Diamante e 9-Esmeralda funcionavam normalmente conforme levantamento das 19h20. A paralisação restringiu a oferta de trens em três das sete rotas da rede metropolitana, reduzindo alternativas de deslocamento para milhares de passageiros.

    Medidas emergenciais adotadas

    O governo do estado admitiu dificuldades para os usuários e acionou um plano de contingência. Entre as ações anunciadas, houve reforço na operação do Metrô e a disponibilização de 128 ônibus para atender quem dependia das linhas paralisadas. A Prefeitura de São Paulo também suspendeu o rodízio de veículos naquele dia como forma de mitigar os prejuízos ao deslocamento.

    A vendedora entrevistada relatou ainda a preocupação com a volta para casa, prevendo longa espera em ônibus por ausência de previsão de restabelecimento pleno das linhas afetadas.

    Contexto da concessão e operação

    A concessão das linhas metropolitanas citadas foi formalizada em julho. Após problemas na operação — incluindo sucessivos atrasos e um incêndio em um trem — o governo estadual decidiu retomar temporariamente a operação por 90 dias, encerrando provisoriamente o contrato com a empresa Trivia. Esses episódios antecederam a paralisação dos ferroviários e fazem parte do cenário citado pelo poder público e pelas empresas envolvidas.

    Consequências imediatas

    • Lotação das plataformas nas estações das linhas 11, 12 e 13;
    • Aumento expressivo dos congestionamentos na cidade e região metropolitana;
    • Oferta complementar de transporte com 128 ônibus e reforço do Metrô;
    • Suspensão do rodízio municipal de veículos no dia da greve.

    As informações sobre a paralisação, as medidas adotadas e os dados de trânsito foram divulgadas pela Agência Brasil, com base em dados da CET e anúncios do governo estadual e da Prefeitura de São Paulo.

  • Ferroviários da CPTM mantêm greve em linhas 11, 12 e 13 por falta de garantias de emprego

    Ferroviários da CPTM mantêm greve em linhas 11, 12 e 13 por falta de garantias de emprego

    Os empregados da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) que atuam nas linhas 11, 12 e 13 da Região Metropolitana de São Paulo decidiram manter a greve em assembleia realizada na noite desta terça-feira na sede da Central Única dos Trabalhadores (CUT), no Brás. A votação se encerrou por volta das 19h30.

    Motivos da paralisação

    Segundo os representantes dos trabalhadores, a mobilização ocorre pela falta de garantias formais sobre os empregos daqueles que atuavam diretamente nas linhas passadas à iniciativa privada. As operações de trecho foram concedidas à empresa Trivia em julho, e a categoria afirma não haver instrumentos que deem segurança sobre a realocação e a preservação dos vínculos laborais.

    Os sindicalistas também apontam falta de diálogo com o governo do estado como agravante para a manutenção do movimento. A exigência central é a apresentação de mecanismos legais ou compromissos concretos que assegurem a continuidade dos contratos dos trabalhadores afetados.

    Impacto na operação das linhas

    No primeiro dia de mobilização, a oferta de trens foi reduzida nas linhas 11 e 12. A linha 13 não registrou atendimento durante a manhã e a tarde e operou parcialmente no início da noite, conforme apurado pela reportagem. Essas alterações na frequência afetaram usuários que dependem desses ramais para deslocamentos dentro da capital e da região metropolitana.

    Não há informações adicionais na fonte sobre números de passageiros afetados nem sobre medidas emergenciais para atendimento alternativo aos usuários.

    Posição do governo e próximos passos

    O governo do estado informou que, dos 4.648 funcionários envolvidos no processo, cerca de 1.300 ainda não foram realocados após a privatização. O Executivo afirmou que existem compromissos concretos para a manutenção dos vínculos de todos os trabalhadores.

    Os sindicatos, contudo, questionam a suficiência desses compromissos, alegando que faltam instrumentos que deem segurança jurídica e efetiva aos profissionais. Foi definida nova assembleia da categoria para as 17h de quarta-feira (5), quando será reavaliada a continuidade da greve.

    Fontes

    As informações desta matéria são da Agência Brasil.

  • Frente fria e baixa pressão trazem risco de ventania de até 50 km/h a São Paulo no fim de semana

    Frente fria e baixa pressão trazem risco de ventania de até 50 km/h a São Paulo no fim de semana

    Uma mudança nas condições atmosféricas deve afetar o estado de São Paulo entre sexta-feira (8) e sábado (9). Segundo o Centro de Gerenciamento de Emergências Climáticas de São Paulo (CGE) e o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), a combinação de uma frente fria no oceano e uma área de baixa pressão atmosférica favorecerá pancadas de chuva acompanhadas de rajadas de vento.

    Previsão para sexta e sábado

    Para ambos os dias, as previsões do CGE e do Inmet indicam a possibilidade de ventos com velocidade de até 50 km/h. As instituições classificam essa intensidade como moderada a forte; ventos nessa faixa podem provocar danos localizados, como queda de galhos, destelhamentos e falhas no fornecimento de energia elétrica.

    Condições nos dias anteriores

    Antes da chegada da frente fria, a previsão para quarta-feira (5) aponta predominância de sol e nebulosidade variável, sem expectativa de chuva. As temperaturas devem oscilar entre mínima de 15°C, registrada na madrugada, e máxima de 27°C ao longo do dia, com a umidade relativa do ar alcançando valores próximos a 35%.

    Na quinta-feira, a cobertura de nuvens deve ser maior pela manhã, mantendo os termômetros perto de 15°C nas primeiras horas. Com a dispersão das nuvens durante o período matutino, a temperatura tende a subir até cerca de 27°C à tarde, enquanto a umidade relativa mínima prevista fica em torno de 40%.

    O que representa ventos de 50 km/h

    De acordo com as fontes citadas, ventos de aproximadamente 50 km/h estão dentro da classificação de velocidade moderada a forte. Entre os impactos apontados estão a queda de galhos, possíveis danos em coberturas de telhados e intercorrências na rede elétrica, que podem levar a interrupções temporárias no fornecimento.

    As previsões citadas foram divulgadas pelo Centro de Gerenciamento de Emergências Climáticas de São Paulo e confirmadas pelo Instituto Nacional de Meteorologia, conforme reportagem da Agência Brasil.

    Riscos e atenção

    Embora a reportagem não detalhe medidas preventivas ou orientações de órgãos públicos, os efeitos mencionados — queda de galhos, destelhamentos e falhas na rede elétrica — ressaltam a importância de cautela por parte da população durante episódios de ventania. Eventos desse tipo costumam exigir monitoramento por parte de serviços públicos e empresas de manutenção, segundo o contexto apresentado pelas agências meteorológicas citadas.

    Fonte: Agência Brasil, com informações do Centro de Gerenciamento de Emergências Climáticas de São Paulo (CGE) e do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).