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  • CBL anuncia vencedores do 3º Prêmio Jabuti Acadêmico em cerimônia em São Paulo

    CBL anuncia vencedores do 3º Prêmio Jabuti Acadêmico em cerimônia em São Paulo

    A Câmara Brasileira do Livro (CBL) anunciou, na noite de terça-feira, 11 de agosto de 2026, os vencedores da 3ª edição do Prêmio Jabuti Acadêmico em cerimônia realizada no Teatro Sérgio Cardoso, em São Paulo. A premiação, criada em 2024, é dedicada a obras acadêmicas, científicas e técnicas e engloba 27 categorias distribuídas em dois eixos: Ciência e Cultura e Prêmios Especiais.

    Vencedores por categorias e obras premiadas

    Entre os premiados, figuram títulos que tratam de temáticas contemporâneas e de questões históricas que permanecem relevantes, como mudança climática, desigualdade social, memória da ditadura e saberes tradicionais indígenas e africanos. Na categoria Antropologia, Sociologia, Demografia, Ciência Política e Relações Internacionais, o primeiro lugar foi para O jeito Yanomami de pendurar redes (Editora Perspectiva), de Thiago Benucci.

    Em Economia, o prêmio coube a A loteria do nascimento: filha do porteiro termina universidade, mas não alcança filho do rico (Editora Jandaíra), de Fillipi Nascimento e Michael França. Nas Ciências Agrárias e Ciências Ambientais, o vencedor foi Saúde do solo em ecossistemas tropicais: a base para mitigação e adaptação às mudanças climáticas (Editora Fundação de Estudos Agrários Luiz de Queiroz), de Carlos Eduardo Pellegrino Cerri, Carlos Roberto Pinheiro Junior, Lucas Pecci Canisares e Maurício Roberto Cherubin.

    Outros vencedores incluem Brasil africano: orixás, sacerdotes, seguidores (Editora Pallas), de Reginaldo Prandi, como triunfante em Ciências da Religião e Teologia; e Crime sem castigo: como os militares mataram Rubens Paiva (Editora Matrix), de Juliana Dal Piva, em Comunicação e Informação.

    Premiação e reconhecimento

    Os autores premiados receberam a estatueta do Jabuti Acadêmico e um prêmio em dinheiro de R$ 5 mil. As editoras das obras vencedoras também foram contempladas com a estatueta, segundo a CBL. Em declaração durante a cerimônia, a presidente da CBL, Sevani Matos, destacou que a premiação celebra trabalhos que demonstram a força da pesquisa e ampliam o debate acadêmico no país.

    Homenagem a José Goldemberg e obras clássicas

    O grande homenageado da noite foi o físico, professor e pesquisador José Goldemberg, anunciado pela CBL como a Personalidade Acadêmica desta edição. Goldemberg compareceu à cerimônia para receber a estatueta e proferiu um discurso em que resgatou pontos de sua trajetória pessoal e científica. Ele ressaltou a formação na escola pública e laica, os primeiros trabalhos em física nuclear na Universidade de São Paulo (USP) e passagens por instituições no exterior, e relatou sua atuação em defesa da ciência durante o período autoritário no Brasil.

    O pesquisador lembrou também do período em que foi reitor da USP, de 1986 a 1990, e de sua transição de foco para estudos sobre energia, meio ambiente e mudanças climáticas. Citou ainda a publicação, em 1988, do livro coletivo Energy for a Sustainable World, fruto de colaboração internacional, obra apontada pela CBL como referência que influenciou a transição energética mundial. A organização ressaltou que, ao longo de mais de sete décadas de atuação, Goldemberg se consolidou como referência nas áreas de física, energia, meio ambiente e educação.

    Entre os reconhecimentos mencionados pela CBL estão o Blue Planet Prize, recebido por Goldemberg em 2008, e o Trieste Science Prize (TWAS), em 2010.

    Livro Acadêmico Clássico 2026

    Também houve homenagem à historiadora Mary Del Priore: sua obra História das Mulheres no Brasil foi escolhida como Livro Acadêmico Clássico 2026. Conforme divulgado pela CBL, a escolha visou reconhecer títulos de relevância permanente para a produção do conhecimento no país; a obra foi selecionada pela diretoria da entidade após uma consulta pública inicial.

    Contexto e próximos passos

    A iniciativa do Prêmio Jabuti Acadêmico busca dar maior visibilidade à produção editorial acadêmica brasileira, ampliando reconhecimento a autores e editoras que atuam em áreas científicas e técnicas. A lista completa dos vencedores e detalhes sobre as categorias foram divulgados pela CBL e noticiados pela Agência Brasil.

    Fonte: Agência Brasil.

  • Caminhos da Reportagem vence 2º Prêmio ADEP-MG na categoria Vídeo com episódio sobre trabalho escravo doméstico

    Caminhos da Reportagem vence 2º Prêmio ADEP-MG na categoria Vídeo com episódio sobre trabalho escravo doméstico

    O episódio Trabalho escravo doméstico: silêncio e servidão, do programa Caminhos da Reportagem (TV Brasil), recebeu o primeiro lugar na categoria Vídeo do 2º Prêmio da Associação das Defensoras e dos Defensores Públicos de Minas Gerais de Jornalismo (ADEP-MG). A distinção reconhece reportagens que promovem maior visibilidade à Defensoria Pública, aos direitos humanos e ao acesso à justiça, segundo a organização do prêmio.

    Cerimônia e comissão julgadora

    A entrega dos prêmios ocorreu no dia 30 de julho de 2026, no Auditório da Defensoria Pública de Minas Gerais, em Belo Horizonte. A escolha das produções vencedoras foi feita pela Comissão Julgadora do prêmio, composta por representantes da Defensoria Pública estadual, da ADEP-MG e do Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Minas Gerais, conforme informado pela Agência Brasil.

    Critérios de avaliação

    Os trabalhos inscritos foram avaliados com base em parâmetros estabelecidos no edital do prêmio. Entre os critérios constaram a adequação ao tema proposto, a qualidade técnica, a relevância social, a abordagem sobre o papel da Defensoria Pública e a precisão no uso de termos jurídicos. A premiação teve três categorias nesta edição: Impresso, Vídeo e Internet, com o tema Defensoria Pública e Acesso à Justiça.

    A reportagem premiada e seu conteúdo

    A edição vencedora foi exibida em 20 de abril de 2026. O episódio foca em histórias de mulheres que foram submetidas a condições de trabalho análogo à escravidão na atividade doméstica e discute maneiras de aprimorar o acompanhamento após o resgate dessas vítimas. Para a reportagem, equipes do Caminhos da Reportagem nas capitais Brasília, São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte ouviram relatos das mulheres afetadas.

    Abordagem e alcance

    Ao tratar de relatos pessoais e de medidas de pós-resgate, a reportagem articula a dimensão humana das denúncias com reflexões sobre políticas públicas e assistência às vítimas — pontos que se alinham aos objetivos do prêmio de ampliar o reconhecimento social do trabalho da Defensoria Pública. A premiação reforça o destaque dado à pauta pelos produtores do programa.

    Sobre o Caminhos da Reportagem

    Lançado em 2008, o Caminhos da Reportagem é uma produção jornalística da TV Brasil que já acumulava, até o final de 2025, mais de 100 prêmios, segundo a emissora. Esses reconhecimentos, de acordo com a TV Brasil, atestam a relevância editorial e o compromisso da equipe com reportagens aprofundadas sobre temas de interesse público.

    O programa vai ao ar às segundas-feiras, às 23h, com reprise na madrugada de terça-feira às 2h30. Edições especiais e reportagens anteriores do Caminhos da Reportagem estão disponíveis no site oficial do programa e no canal da emissora no YouTube, além do aplicativo TV Brasil Play nas versões para Android e iOS.

    Onde assistir

    • Site do programa: http://tvbrasil.ebc.com.br/caminhosdareportagem
    • YouTube da TV Brasil: https://www.youtube.com/tvbrasil
    • App TV Brasil Play: http://tvbrasilplay.com.br (disponível para Android e iOS)

    As informações sobre o prêmio e o resultado foram divulgadas pela Agência Brasil.