Tag: Polícia Federal

  • PF prende no Rio suspeito de participar de esquema que levou idosa a perder R$ 37 milhões

    PF prende no Rio suspeito de participar de esquema que levou idosa a perder R$ 37 milhões

    A Polícia Federal efetuou, na sexta-feira, 14 de agosto de 2026, a prisão de um homem suspeito de integrar um esquema de fraudes eletrônicas que causou prejuízo superior a R$ 37 milhões a uma mulher de 70 anos. A detenção ocorreu no Aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro, em atuação vinculada à Operação Criptoabate, deflagrada na véspera pela Polícia Civil do Rio Grande do Sul.

    A operação e o contexto da prisão

    A Operação Criptoabate foi anunciada pela Polícia Civil do Rio Grande do Sul com o objetivo de desarticular uma estrutura criminosa que utilizava uma falsa plataforma de investimentos. A Polícia Federal realizou a prisão no Rio como um desdobramento das investigações iniciadas pela corporação gaúcha, informou a reportagem da Agência Brasil.

    Segundo as investigações, o esquema envolvia múltiplas ações para captar recursos de vítimas, usando-se da aparência de legitimidade de instituições financeiras criadas pelos suspeitos. O homem preso é apontado pelas autoridades como dono de uma dessas instituições vinculadas à fraude.

    Como funcionava o golpe

    As apurações indicam que os envolvidos aplicavam a técnica conhecida internacionalmente como “pig butchering”, ou “golpe do abate de porcos”. Nesse tipo de crime, criminosos estabelecem previamente uma relação de confiança com a vítima — por exemplo, via mentorias ou contatos prolongados — para estimulá-la a realizar aportes em investimentos prometidos como de alta rentabilidade.

    Após ganhar a confiança das vítimas, os operadores incentivam aportes crescentes, geralmente por intermédio de plataformas que simulam operações financeiras reais. No caso investigado pela Operação Criptoabate, as plataformas eram falsas e tinham o propósito de exaurir os recursos das vítimas.

    Valores envolvidos e acusações

    Uma das vítimas identificadas no processo é uma mulher de 70 anos que teve perda financeira superior a R$ 37 milhões. As autoridades estimam que o valor total das fraudes associadas ao esquema pode alcançar até R$ 50 milhões, conforme os dados levantados até o momento.

    O suspeito preso é natural de Presidente Prudente (SP) e mora em Balneário Camboriú (SC). Ele deverá responder por crimes previstos pelas autoridades como estelionato, lavagem de dinheiro e participação em organização criminosa, segundo a informação divulgada pela Agência Brasil.

    O que se sabe sobre os desdobramentos

    As investigações sobre a Operação Criptoabate seguem em curso sob responsabilidade da Polícia Civil do Rio Grande do Sul, com apoio da Polícia Federal na prisão ocorrida no Rio de Janeiro. Até o momento, a divulgação pública das autoridades trouxe a confirmação da prisão e as informações sobre os valores e técnicas usadas no golpe.

    Detalhes sobre possíveis coautores, bloqueios de bens, números finais das vítimas ou cronograma de ações judiciais não foram divulgados no comunicado consultado pela reportagem. A Agência Brasil é a fonte das informações até então tornadas públicas.

    Incertezas e informações pendentes

    • Não há, até a divulgação feita pela Agência Brasil, detalhamento público sobre a quantidade total de vítimas envolvidas no esquema.
    • Também não foram informados publicamente bloqueios de ativos, mandados de busca e apreensão adicionais, ou a relação completa de pessoas investigadas.
    • As autoridades indicaram estimativas sobre o montante das fraudes, mas o valor final a ser confirmado dependerá do curso das investigações e de medidas judiciais futuras.

    As informações acima foram obtidas a partir de reportagem da Agência Brasil. O caso segue sob investigação e a divulgação de novos dados ficará a cargo das autoridades responsáveis.

  • Polícia Federal realiza segunda fase da Operação Sem Refino com alvo em Cláudio Castro

    Polícia Federal realiza segunda fase da Operação Sem Refino com alvo em Cláudio Castro

    Segundo reportagem da Agência Brasil, a Polícia Federal deflagrou nesta sexta-feira (14) a segunda fase da Operação Sem Refino, com um dos alvos sendo o ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro. A nova etapa da investigação apura fraudes na concessão de licenças ambientais para uma refinaria e indícios de lavagem de dinheiro relacionados ao esquema.

    Mandados e medidas cumpridas

    A ação, conforme informado pela PF e noticiado pela Agência Brasil, cumpre 16 mandados de busca e apreensão no estado do Rio de Janeiro. Esses mandados foram expedidos por determinação do Supremo Tribunal Federal (STF). Além das buscas, a investigação mira suspeitas que envolvem outros crimes, mencionados pela Polícia Federal.

    Alcance das apurações

    De acordo com a PF, a nova fase da Operação Sem Refino também investiga indícios de gestão fraudulenta e temerária, sonegação fiscal, evasão de divisas, manipulação de mercado, crimes contra a ordem econômica e irregularidades na comercialização de combustíveis. A investigação foca tanto na concessão das licenças ambientais para instalação ou funcionamento de uma refinaria quanto em operações financeiras que podem caracterizar lavagem de dinheiro.

    Relação com a primeira fase e o papel da Refit

    A segunda fase é um desdobramento da etapa inicial da Operação Sem Refino, deflagrada em maio deste ano. Na primeira fase, a Polícia Federal começou a apurar a atuação de um grupo econômico do setor de combustíveis suspeito de beneficiar a Refit, identificada na reportagem como a antiga Refinaria de Manguinhos. A apuração continuada indica que novas provas e linhas de investigação motivaram a ampliação das diligências.

    Posição da defesa de Cláudio Castro

    Em nota assinada pelo advogado Carlo Luchione e citada pela Agência Brasil, a defesa de Cláudio Castro negou qualquer participação em irregularidades relacionadas à Refit. A nota afirma que o endereço alvo de buscas em Petrópolis “não tem, há meses, ligação com o ex-governador”.

    A defesa informou ainda que desconhece o conteúdo integral da denúncia e dos elementos que motivaram a operação e que aguarda o acesso aos autos para se manifestar com mais detalhes. Segundo a nota, todos os atos praticados por Castro durante sua gestão teriam seguido critérios técnicos, jurídicos e administrativos previstos na legislação.

    Próximos passos e transparência processual

    A reportagem da Agência Brasil registra que a investigação segue em curso sob a condução da Polícia Federal, com medidas autorizadas pelo STF. Não foram informados, pela fonte, eventuais prisões, conduções coercitivas ou novas medidas cautelares nesta fase. As partes envolvidas e a defesa aguardam o acesso aos autos para que possam apresentar contestação e esclarecimentos diante das diligências.

    As apurações remetem à atuação de agentes e empresas no setor de combustíveis, e qualquer evolução no caso deverá ser comunicada pelas autoridades competentes ou pelas defesas envolvidas, conforme procedimentos legais e prazos processuais.

  • Fenaj e Abraji criticam medidas que teriam identificado fonte de jornalista no Maranhão

    Fenaj e Abraji criticam medidas que teriam identificado fonte de jornalista no Maranhão

    Organizações representativas do jornalismo brasileiro reagiram às medidas tomadas no âmbito de uma investigação da Polícia Federal que, segundo elas, teriam revelado a identidade da fonte do repórter Luís Pablo, do Maranhão. A apuração federal apura supostas irregularidades relacionadas ao monitoramento de um ministro do Supremo Tribunal Federal e de seus familiares.

    O caso e as medidas adotadas

    A investigação da Polícia Federal, autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, apura suspeitas de acesso indevido a dados sigilosos e possível repasse dessas informações a jornalistas que publicaram reportagens sobre o ministro investigado. Entre os alvos da operação está o ex-secretário de Segurança Pública do Maranhão, apontado pelas autoridades como uma das possíveis fontes das reportagens.

    Fontes oficiais relataram que a operação incluiu apreensão de equipamentos e acesso a comunicações, ações que, segundo as entidades jornalísticas, teriam permitido identificar interlocutores do jornalista.

    Reações das entidades de imprensa

    A Abraji classificou como violação a identificação da fonte jornalística e afirmou que medidas dessa natureza colocam em risco o exercício do jornalismo e a proteção constitucional do sigilo de fonte. A associação ressaltou que eventuais investigações sobre a origem de informações devem respeitar garantias constitucionais que protegem a atividade jornalística.

    Em nota conjunta, a Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) e o Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Maranhão (Sindjor-MA) também manifestaram preocupação. As entidades solicitaram esclarecimentos públicos sobre os critérios que embasaram o acesso às comunicações do profissional e pediram garantias de que nenhum outro informante será identificado ou perseguido em razão do material apreendido.

    Pedidos específicos e proteção de material

    O Sindjor-MA e a Fenaj pediram que os equipamentos jornalísticos sejam preservados sob sigilo e que haja transparência quanto às medidas adotadas. Em suas solicitações, as entidades exigiram:

    • Esclarecimentos formais sobre os critérios que autorizaram o acesso às comunicações do jornalista;
    • Garantia de que nenhum outro informante será identificado ou perseguido a partir do material apreendido;
    • Preservação integral dos equipamentos jornalísticos sob sigilo.

    Posicionamentos de autoridades

    O presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Edson Fachin, declarou, em manifestação sobre o caso, o compromisso da Corte com a liberdade de imprensa e com o direito dos jornalistas ao sigilo de fonte, indicando que o tema deverá ser objeto de debate no plenário do tribunal.

    O ministro Alexandre de Moraes, que autorizou as medidas da Polícia Federal, afirmou que a investigação não tem como objetivo impedir ou criminalizar o exercício jornalístico. Segundo ele, a apuração busca apurar suspeitas relacionadas ao acesso e à divulgação de informações sigilosas.

    Implicações e próximos passos

    As entidades jornalísticas e autoridades anunciam continuidade do diálogo público sobre o episódio. As solicitações de esclarecimento da Fenaj e do Sindjor-MA aguardam resposta formal das autoridades competentes. O plenário do STF foi apontado como instância onde a questão da proteção da fonte jornalística poderá ser debatida.

    Os fatos e as reações relatados nesta matéria foram divulgados pela Agência Brasil.

  • Dino encaminha relatório do TCU à Polícia Federal sobre R$ 55,4 milhões em emendas suspeitas

    Dino encaminha relatório do TCU à Polícia Federal sobre R$ 55,4 milhões em emendas suspeitas

    O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino determinou que a Polícia Federal (PF) tome providências em relação a um relatório do Tribunal de Contas da União (TCU) que apontou possíveis irregularidades nas chamadas “emendas Pix”. O documento, recebido por Dino em 31 de julho, aponta suspeitas que somam R$ 55,4 milhões em operações realizadas entre 2020 e 2024, segundo noticiou a Agência Brasil.

    Encaminhamento ao diretor-geral da Polícia Federal

    Na decisão, o ministro enviou o relatório ao diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, com a orientação de que a corporação verifique a existência de indícios de crime e, se constatados, junte os elementos aos procedimentos já abertos ou proceda à abertura de novas apurações. A análise deve priorizar as hipóteses de dano ao erário apontadas pela Corte de Contas, conforme despacho de Dino relatado pela Agência Brasil.

    O que o TCU examinou e quais foram os problemas identificados

    O relatório do TCU avaliou 100 transferências especiais, destinadas a 74 entes federados, que totalizaram R$ 198.109.222,97. A auditoria identificou diferentes tipos de fragilidades na execução dessas transferências que contribuíram para prejuízos ao erário e comprometeram a rastreabilidade dos recursos.

    Entre as constatações, o TCU assinalou mais de R$ 26,3 milhões em prejuízo decorrente da perda de transparência e dificuldade de rastrear a origem e o destino dos recursos. Outro grupo de problemas resultou em cerca de R$ 14,9 milhões em danos por pagamentos sem comprovação jurídica ou fiscal adequada, despesas estranhas à finalidade da transferência ou falta de comprovação da quantidade ou do objeto executado.

    Além disso, o levantamento identificou R$ 14,1 milhões relacionados à inexecução total ou parcial dos objetos previstos e a indícios de superfaturamento nos preços praticados nas despesas vinculadas às emendas.

    Natureza das ‘emendas Pix’ e postura do STF

    As chamadas “emendas Pix” referem-se a transferências diretas especiais. Na prática, esse formato dificultava a identificação, tanto do parlamentar responsável pelo encaminhamento da verba, quanto do beneficiário final. Diante dessas limitações, o STF passou a acompanhar a execução dessas transferências para verificar se observavam os requisitos constitucionais de transparência e rastreabilidade.

    Flávio Dino é o relator da ação no STF que trata do tema, e, com base nos dados do TCU, avaliou que persistem práticas incompatíveis com os parâmetros constitucionais, o que justificaria a adoção de medidas adicionais para adequar a execução das emendas individuais aos requisitos legais e de controle.

    Próximos passos na investigação

    Com o encaminhamento do relatório à Polícia Federal, a expectativa é que a corporação analise os indícios apontados pelo TCU para decidir sobre a necessidade de integração das informações aos inquéritos já existentes ou a abertura de novas investigações. A decisão de Dino expressa a prioridade de apurar especificamente as hipóteses de dano ao patrimônio público levantadas pela Corte de Contas.

    Até o momento, conforme a reportagem da Agência Brasil, não houve divulgação de medidas administrativas ou penais adicionais além do envio do relatório à PF e da determinação para que a análise priorize questões relativas ao erário.

    As informações sobre os valores, o número de transferências e as conclusões sobre os diferentes tipos de irregularidade constam do relatório do Tribunal de Contas da União, citado pela Agência Brasil, que serviu de base para o despacho do ministro Flávio Dino.

  • Depoimento de Jaques Wagner à PF é adiado após defesa alegar falta de acesso ao inquérito

    Depoimento de Jaques Wagner à PF é adiado após defesa alegar falta de acesso ao inquérito

    O depoimento do senador Jaques Wagner (PT-BA) à Polícia Federal, agendado para esta sexta-feira (7), foi adiado após solicitação da defesa, informou a Agência Brasil. O advogado do parlamentar, Pablo Domingues, afirmou que problemas técnicos impediram o acesso integral ao conteúdo do inquérito, o que motivou o pedido de postergação.

    Pedido de adiamento e argumento da defesa

    Segundo a defesa, o adiamento decorre exclusivamente da impossibilidade de consulta ao teor da investigação, que teria sido requerida pela defesa quando a data do depoimento foi indicada. O advogado declarou que os problemas técnicos estão documentados e que o senador pretende depor, porém apenas depois de conhecer os elementos reunidos no inquérito.

    O pedido de acesso ao conteúdo foi feito pela defesa, e, de acordo com as informações repassadas à imprensa, a intenção é que Wagner preste esclarecimentos baseado no que efetivamente consta no processo. A reportagem da Agência Brasil traz a versão do advogado sobre os motivos do adiamento.

    O que investiga a Operação Compliance Zero

    A investigação em que o depoimento estava previsto tramita no âmbito da Operação Compliance Zero. Conforme reportado pela Agência Brasil, o inquérito apura a relação do senador com o empresário Augusto Lima, apontado pelos investigadores como um dos elos entre Wagner e o caso Banco Master.

    Além disso, a Polícia Federal apura suspeitas de vantagem indevida e possíveis vínculos entre pessoas do entorno do senador e empresas relacionadas ao caso. A matéria não detalha provas ou diligências específicas além do vínculo investigado com Augusto Lima nem registra posicionamentos da PF além das informações sobre o adiamento.

    Andamento do procedimento e medidas adotadas

    O senador foi intimado pela Polícia Federal em 21 de julho. Segundo a Agência Brasil, Jaques Wagner nega irregularidades. Também por determinação do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), o parlamentar foi alvo de buscas e de medida de restrição de atividades econômicas durante o andamento das investigações.

    A reportagem não informa nova data para o depoimento de Wagner; a defesa condicionou a oitiva ao acesso prévio aos elementos reunidos no inquérito. Não há, no material publicado pela Agência Brasil, registro de manifestação adicional da Polícia Federal ou do senador além das informações já citadas.

    O caso permanece em apuração sob a Operação Compliance Zero, e o adiamento sinaliza a necessidade da defesa em analisar integralmente os autos antes de o parlamentar prestar esclarecimentos à autoridade policial, conforme a versão divulgada pelo advogado de Wagner à imprensa.

    Fontes: Agência Brasil.

  • Polícia Federal indicia 16 por queda do avião da Voepass em Vinhedo; presidente da empresa está entre os investigados

    Polícia Federal indicia 16 por queda do avião da Voepass em Vinhedo; presidente da empresa está entre os investigados

    A Polícia Federal (PF) indiciou, em 6 de agosto de 2026, 16 pessoas relacionadas à Voepass Linhas Aéreas pela queda do avião ATR 72-500 em Vinhedo (SP), ocorrida em agosto de 2024 e que causou 62 mortes, segundo relatório final da investigação divulgado pela PF e noticiado pela Agência Brasil.

    Responsáveis e crimes imputados

    Dos 16 indiciados, 15 foram enquadrados no crime de atentado contra a segurança do transporte aéreo, previsto no artigo 261 do Código Penal, cuja pena varia de quatro a 12 anos e é dobrada quando há resultado em morte (o que elevou a previsão para oito a 24 anos). Um outro indiciamento foi registrado por falsidade ideológica; trata-se do comandante que pilotou o mesmo avião na madrugada em que ocorreu o acidente.

    Entre os investigados estão o diretor-presidente da Voepass, José Luiz Felício Filho, e integrantes de diferentes setores da companhia: comandantes, chefia de pilotos, diretoria de operações, direção e gerência do Centro de Controle Operacional (CCO), direção e chefia do Centro de Controle de Manutenção (MCC), diretor de manutenção, inspetor técnico responsável perante a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), mecânico e o diretor de segurança operacional (safety).

    Proibições e encaminhamentos judiciais

    A Justiça Federal determinou que os indiciados não podem deixar o país ou, caso estejam no exterior, deverão retornar ao Brasil enquanto o Ministério Público Federal (MPF) analisa o inquérito e decide sobre oferecimento de denúncias. A PF também pediu à Justiça autorização para compartilhar todas as informações apuradas com a Anac, para que a agência proceda a investigação administrativa sobre eventual falha de fiscalização por parte de seus servidores.

    Além disso, a PF solicitou o compartilhamento do trabalho investigativo com a Procuradoria da República no Distrito Federal, onde está sediada a Anac, com o objetivo de permitir averiguações complementares sobre a atuação dos órgãos reguladores.

    Constatações técnicas e falhas apontadas

    Segundo a Polícia Federal, a aeronave não possuía condições técnicas de operar nas condições meteorológicas enfrentadas — formação de gelo severo e precipitações. Equipamentos essenciais para esse tipo de tempo, como o sistema de degelo e o limpador de para-brisa, estavam inoperantes no momento da decolagem, mas a empresa teria autorizado mesmo assim o voo.

    Durante a trajetória, o sistema de segurança da aeronave teria emitido alertas sonoros e exibido a luz de “master caution”, indicando deterioração das condições de voo. Ainda assim, a PF concluiu que os pilotos não tomaram medidas para corrigir ou mitigar a situação. A investigação também apontou registros de problemas semelhantes em voos anteriores que não foram relatados nos formulários pós-voo.

    De acordo com o delegado-chefe da PF em Campinas, André Ribeiro, a análise de dezenas de processos de fiscalização da Anac revelou uma “cultura de omissão” na companhia, implementada em níveis de direção e não apenas entre profissionais de base, o que teria incentivado a não comunicação de defeitos para evitar que aeronaves fossem impedidas de operar.

    Reações de familiares e desdobramentos jurídicos

    Familiares das vítimas, presentes à sede da Polícia Federal em São Paulo, classificaram como criminosas as práticas de operação da companhia. Fátima Albuquerque, da Associação de Familiares das Vítimas, afirmou que os responsáveis sabiam dos riscos e que as ações eram intencionalmente arriscadas. Advogados da associação afirmaram que o grupo pretende propor uma ação coletiva por danos morais contra a Voepass.

    Com o envio do indiciamento e o pedido de compartilhamento das investigações com órgãos administrativos e com o MPF, os próximos passos incluem a decisão do Ministério Público sobre eventuais denúncias penais e o andamento de possíveis ações civis movidas por parentes das vítimas.

    Os fatos e as informações divulgadas nesta reportagem têm como fonte principal a Agência Brasil, com base em comunicações da Polícia Federal.

  • Flávio Dino autoriza novo inquérito da PF para investigar Fábio Luís Lula da Silva (Lulinha)

    Flávio Dino autoriza novo inquérito da PF para investigar Fábio Luís Lula da Silva (Lulinha)

    O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino autorizou nesta terça-feira, 4 de agosto de 2026, a abertura de um novo inquérito da Polícia Federal (PF) para investigar o empresário Fábio Luís Lula da Silva, conhecido publicamente como Lulinha. A decisão foi comunicada à imprensa por meio de nota da Agência Brasil.

    Pedido da Polícia Federal e segredo de Justiça

    De acordo com a reportagem da Agência Brasil, a medida atende a um pedido da Polícia Federal para apurar a suposta atuação de um grupo de pessoas que teria estabelecido negócios ilícitos com órgãos do governo federal. As informações sobre o teor e os alvos específicos da investigação não foram divulgadas porque o inquérito corre em segredo de Justiça.

    Inquérito sobre vazamento de informações

    Além de autorizar a investigação principal, Flávio Dino determinou a abertura de um inquérito separado para apurar o vazamento de informações sigilosas relativas às apurações. Esse procedimento foi solicitado pela defesa de Lulinha, segundo a Agência Brasil.

    Outros inquéritos envolvendo Lulinha

    Com a nova autorização, já são três inquéritos da Polícia Federal que atingem Fábio Luís Lula da Silva. A primeira investigação mencionada pela Agência Brasil apura suposto tráfico de influência junto ao Ministério da Saúde, envolvendo interesse de uma empresa do setor de cannabis medicinal em firmar contratos com a pasta. A empresa citada na apuração estaria ligada ao empresário Antonio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, e, conforme esclarecido no levantamento, essa linha de investigação não tem relação com descontos ilegais de benefícios.

    O segundo inquérito mira supostas irregularidades na Dataprev, estatal responsável pelo processamento de dados relacionados a aposentadorias e outros benefícios. A agência não detalhou as condutas investigadas nem os possíveis vínculos investigativos entre os casos.

    Posição da defesa

    Os advogados Guilherme Suguimori e Marco Aurélio de Carvalho, que atuam na defesa de Lulinha, informaram à Agência Brasil que receberam a notícia da abertura do novo inquérito com “absoluta serenidade” e afirmaram que terão oportunidade de esclarecer dúvidas sobre as atividades pessoais e profissionais do empresário. Em nota, os defensores declararam: “Ele comprovará, ao final, que não tem relação direta ou indireta com qualquer tipo de irregularidade, assim como fez no inquérito das fraudes do INSS, em relação ao qual esperamos um já tardio arquivamento.”

    A defesa também afirmou ter solicitado “providências enérgicas” contra “vazamentos reiterados, seletivos e criminosos” e denunciou o que classificou como “instrumentalização de setores da Polícia Federal a serviço de interesses políticos e eleitorais, em prejuízo da imparcialidade e legalidade que deveriam reger procedimentos criminais”, conforme relato divulgado pela Agência Brasil.

    O que se sabe e o que permanece em sigilo

    Das decisões confirmadas pela Agência Brasil, sabe-se apenas que o STF autorizou a instauração do novo inquérito e do procedimento para apurar vazamentos. Os detalhes sobre quem mais será investigado, quais documentos ou operações motivaram o pedido da PF, e as etapas seguintes do inquérito não foram tornados públicos em razão do segredo de Justiça. Nem a Polícia Federal nem o STF divulgaram notas com informações adicionais além das mencionadas pela Agência Brasil.

    Em razão da tramitação reservada, será preciso aguardar eventuais decisões futuras da Justiça ou comunicações oficiais da PF para obter mais elementos sobre os fatos e as eventuais implicações processuais ou administrativas.

  • PF deflagra nova fase da Operação Sem Desconto e investiga senador Weverton Rocha por suspeita de fraudes no INSS

    PF deflagra nova fase da Operação Sem Desconto e investiga senador Weverton Rocha por suspeita de fraudes no INSS

    A Polícia Federal deflagrou nesta terça-feira (4) nova fase da Operação Sem Desconto, que mira supostas fraudes e lavagem de dinheiro vinculadas a descontos indevidos de benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A ação cumpriu 18 mandados de busca e apreensão no Distrito Federal e no Maranhão, por determinação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça, segundo informações da própria PF e da Agência Brasil.

    Alvos e medidas autorizadas pelo STF

    De acordo com a representação encaminhada ao Supremo, a ordem judicial autorizou buscas e apreensões em endereços relacionados a investigados, incluindo pessoas físicas e jurídicas, bem como escritórios. Entre os alvos está o senador Weverton Rocha (PDT-MA). A PF afirma que as apurações identificaram indícios de “movimentações financeiras e patrimoniais feitas por meio de pessoas físicas e jurídicas, contas bancárias de terceiros, estruturas empresariais e operações com valores em espécie”.

    Acusações descritas pelos investigadores

    Na representação, os investigadores detalham o papel atribuído ao senador Weverton Rocha, sem, no entanto, caracterizar culpa definitiva. Segundo o documento, ele apareceria como responsável por “formular demandas, indicar beneficiários, cobrar pagamentos, acompanhar repasses, tratar de imóveis, orientar providências e interferir em decisões patrimoniais”. A PF também apontou o advogado Willer Tomaz de Souza como integrante central da estrutura investigada, associada a empresas, imóveis, aeronaves, operadores financeiros e interlocutores políticos.

    Outros alvos e movimentações financeiras

    Além do senador e do advogado, os mandados de busca e apreensão atingiram familiares de Weverton Rocha, empresários, operadores financeiros e escritórios de advocacia citados na investigação. A PF informou que a esposa do senador, Samya Rocha, teria recebido mais de R$ 11 milhões de empresas relacionadas a Willer Tomaz, conforme consta na documentação apresentada ao STF.

    Fundamento da decisão do ministro

    Na decisão que autorizou a nova fase da operação, o ministro André Mendonça apontou que “o conjunto probatório apresentado supera o plano das conjecturas” e citou a existência de “correlação temporal entre comunicações, aportes e cobranças”. A citação faz parte das razões utilizadas para a concessão das medidas investigatórias contra os alvos listados.

    Situação atual das apurações

    A Polícia Federal informou que as apurações seguem em curso para esclarecer a origem e a destinação dos recursos, o objetivo dos repasses e a individualização das condutas dos investigados. A Agência Brasil aguarda manifestação dos acusados, conforme registro feito pela reportagem.

    Até o momento, as informações divulgadas pela PF e pela decisão do ministro do STF apontam para uma investigação em andamento, com medidas cautelares autorizadas para coleta de provas. Não há, na documentação pública mencionada, decisão judicial de condenação ou conclusão definitiva sobre responsabilidade penal dos investigados.

    Esta matéria baseia-se nas informações divulgadas pela Polícia Federal e nos trechos da decisão do ministro André Mendonça, conforme reportagem da Agência Brasil.