Tag: Polícia Civil

  • Explosão em prédio de Copacabana deixa quatro feridos e causa interdições parciais

    Explosão em prédio de Copacabana deixa quatro feridos e causa interdições parciais

    O Corpo de Bombeiros foi acionado no final da tarde de quarta-feira (19) após uma explosão em um prédio residencial na Rua Sá Ferreira, 44, em Copacabana, zona sul do Rio de Janeiro. Equipes do Quartel de Copacabana atenderam a ocorrência e conduziram a retirada dos moradores do edifício.

    Evacuação e socorro às vítimas

    Segundo informações divulgadas pela corporação e pela Defesa Civil, todo o prédio, que tem 13 pavimentos além do subsolo, foi evacuado para garantir a segurança dos moradores. Ao todo, foram esvaziados 150 apartamentos enquanto as equipes faziam a checagem estrutural.

    Quatro pessoas foram socorridas pelos bombeiros com ferimentos classificados entre leves e moderados. Duas das vítimas foram encaminhadas ao Hospital Municipal Miguel Couto, na Gávea, zona sul do Rio, para atendimento médico. O estado de saúde detalhado dos feridos não foi divulgado pela corporação na nota original da Agência Brasil.

    Avaliação da estrutura e interdições

    A Defesa Civil do município foi acionada para inspecionar o imóvel após a explosão. Após a vistoria, os técnicos concluíram que o edifício não apresenta risco de desabamento, mas mantiveram interdições em áreas afetadas pelo incidente.

    Foram interditados parcialmente a garagem e dois apartamentos que sofreram abalos no segundo andar. Essas restrições foram aplicadas para permitir novos levantamentos e garantir a segurança dos moradores enquanto se apuram as circunstâncias do episódio.

    Apuração das causas

    De acordo com a Agência Brasil, a Polícia Civil foi acionada para investigar as causas da explosão. Até o momento, não foram divulgadas conclusões preliminares sobre o que provocou o evento, nem informações sobre possíveis responsabilidades.

    O tenente-coronel Fábio Contreras, porta-voz do Corpo de Bombeiros, informou que a evacuação de todos os apartamentos foi necessária para que as equipes tivessem certeza de que não havia risco de colapso estrutural. Ele informou também que a Defesa Civil realizou a avaliação e liberou o local com interdições parciais.

    Medidas adotadas e próximos passos

    As ações imediatas incluíram a retirada dos moradores, o atendimento às vítimas e a avaliação técnica da edificação pela Defesa Civil. A investigação da Polícia Civil deverá esclarecer a origem da explosão e se haverá necessidade de novas medidas de segurança ou responsabilizações.

    Informações adicionais, como laudos técnicos, relatórios médicos das vítimas ou data para eventual liberação total das áreas interditadas, não foram divulgadas na matéria original da Agência Brasil no momento da publicação.

    Fonte

    Reportagem baseada em informações da Agência Brasil.

  • Manifestações contra ação da Polícia Civil bloqueiam vias na região da Mangueira, no Rio

    Manifestações contra ação da Polícia Civil bloqueiam vias na região da Mangueira, no Rio

    Uma manifestação que ocorreu na tarde desta quarta-feira (12/08) em resposta a uma operação da Delegacia de Roubos e Furtos (DRF) da Polícia Civil interrompeu trechos da Avenida Rei Pelé e da Rua São Francisco Xavier, na região da Mangueira, na Zona Norte do Rio de Janeiro. A informação sobre a ação policial e os desdobramentos foi divulgada pela Agência Brasil.

    O que motivou a ação policial

    Segundo nota da Secretaria de Estado de Polícia Civil, agentes da DRF realizaram uma operação em um ponto apontado como “ferro-velho do tráfico de drogas”, na Avenida Rei Pelé, próximo à comunidade chamada Favela do Metrô. Durante a intervenção, a corporação informou que policiais foram alvejados por disparos vindos do alto da comunidade.

    A Polícia Civil acrescentou que os disparos colocaram em risco moradores e profissionais envolvidos na ação e declarou que não houve revide por parte dos agentes. A nota também afirmou que indivíduos armados foram responsáveis pela exposição da população ao perigo.

    Bloqueios, incêndios e atuação dos bombeiros

    Após a saída dos policiais do local, manifestantes atearam fogo em pneus e em contêineres de lixo e utilizaram os objetos em chamas para obstruir a Avenida Rei Pelé. Viaturas do Corpo de Bombeiros foram acionadas e utilizaram água para controlar e apagar as chamas, segundo relatos locais citados pela Agência Brasil.

    O incêndio afetou diretamente o tráfego e a movimentação de pessoas na área. Motoristas relataram temor e tentaram se afastar da região, contribuindo para a formação de congestionamentos nos acessos e vias próximas.

    Impactos no transporte e orientações da Uerj

    O sindicato Rio Ônibus informou que veículos tiveram as chaves retiradas e foram utilizados como barricadas na Rua São Francisco Xavier, no bairro do Maracanã. O sindicato ainda apontou que 19 linhas que passam pela região sofreram alterações em seus itinerários em decorrência dos bloqueios.

    Entre os veículos usados nas barricadas, a entidade mencionou ônibus da linha A29046 – 457, que liga Abolição, na Zona Norte, a Copacabana, na Zona Sul. O uso de veículos como barreira agravou os problemas de circulação na área.

    Em razão dos acontecimentos, a Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), cujo campus Maracanã fica nas proximidades, emitiu orientações: a instituição pediu que alunos, professores e funcionários evitem ir ao campus no momento e que quem já estava no local permaneça onde está, enquanto a situação era acompanhada.

    Trânsito e memória do episódio

    O tráfego na região ficou bastante comprometido. No sentido Méier, o fluxo na Avenida Rei Pelé apresentou lentidão, com reflexos nos acessos; no sentido Centro, a movimentação foi prejudicada na Rua São Francisco Xavier. Motoristas buscaram rotas alternativas e adotaram condutas de proteção pessoal frente à manifestação.

    As informações sobre a operação, os confrontos e as consequências para o trânsito e transporte público foram fornecidas pela Polícia Civil, Rio Ônibus e Uerj, conforme reportado pela Agência Brasil.

    Próximos passos e acompanhamento

    Autoridades e instituições locais acompanharam os desdobramentos no decorrer do dia. A Polícia Civil comunicou que não houve retorno de fogo por parte dos agentes, mas não divulgou mais detalhes operacionais além da nota oficial. Agências de socorro combateram os focos de incêndio e o sindicato de ônibus ajustou rotas enquanto duraram os bloqueios.

    Fontes: Agência Brasil; Secretaria de Estado de Polícia Civil; Rio Ônibus; Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj).

  • Dois casos de feminicídio em São Paulo resultam em prisões e apreensões, segundo SSP

    Dois casos de feminicídio em São Paulo resultam em prisões e apreensões, segundo SSP

    A Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP) confirmou a divulgação de dois casos de feminicídio ocorridos em cidades do estado. Em Pindamonhangaba (SP), na manhã de segunda-feira (10), policiais prenderam em flagrante um homem de 25 anos, suspeito de matar a tiros sua ex-namorada, de 23 anos. A vítima tinha medida protetiva de urgência contra o suspeito, segundo informações oficiais.

    Crime em Pindamonhangaba

    De acordo com a SSP, equipes da Polícia Militar foram acionadas no local por relatos de disparos de arma de fogo e encontraram a mulher caída em via pública com ferimentos decorrentes de tiros. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) atestou o óbito no local.

    Durante as diligências, familiares e testemunhas indicaram o ex-namorado como possível autor do crime. Policiais localizaram o veículo usado pelo suspeito e, em seguida, o encontraram em seu apartamento. No imóvel, havia vestígios de ferimentos aparentes, possivelmente causados por disparo de arma de fogo, e foi apreendido um revólver calibre 38.

    O local do crime e o apartamento foram periciados pelas equipes responsáveis. O corpo da vítima foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) e o veículo que teria sido utilizado foi apreendido. O suspeito permaneceu hospitalizado sob escolta policial.

    Caso em Osasco

    Na tarde de segunda-feira (10), a Polícia Civil cumpriu mandado de prisão contra um homem de 65 anos investigado pelo feminicídio de sua companheira, de 43 anos, ocorrido no sábado (8). Conforme o boletim de ocorrência, policiais militares foram acionados por testemunhas e encontraram a vítima caída na rua.

    Uma equipe do Samu socorreu a mulher, que não resistiu aos ferimentos. Antes de fugir, o suspeito tentou agredir o filho da vítima, segundo a SSP. A investigação inclui a solicitação de exames ao Instituto Médico Legal e ao Instituto de Criminalística (IC) para apurar as circunstâncias do crime.

    Procedimentos policiais e periciais

    Em ambos os casos, a SSP informou que houve perícia nos locais e encaminhamento de materiais e corpos aos órgãos forenses competentes. No episódio de Pindamonhangaba, além do revólver apreendido, a apreensão do veículo e o encontro do suspeito com ferimentos no apartamento foram registrados como parte das diligências.

    Na ocorrência em Osasco, a Polícia Civil atuou com base em mandado de prisão para localizar e deter o investigado. A SSP destacou que as apurações envolvem a coleta de elementos que serão analisados pelos peritos do IML e do IC.

    Informações oficiais e incertezas

    As informações sobre os dois homicídios foram divulgadas pela Secretaria da Segurança Pública de São Paulo e repercutidas pela Agência Brasil. Detalhes adicionais sobre motivação, andamento processual, prazo para conclusão dos exames periciais ou eventuais medidas judiciais subsequentes não foram divulgados nas comunicações oficiais citadas.

    As investigações permanecem em curso. A SSP e as polícias responsáveis conduzem diligências para reunir provas, ouvir testemunhas e encaminhar os autos para a continuidade dos procedimentos legais.

    Resumo dos fatos oficiais

    • Pindamonhangaba: mulher de 23 anos morta a tiros; suspeito de 25 anos preso em flagrante; medida protetiva em vigor; revólver calibre 38 apreendido; veículo apreendido; corpo levado ao IML.
    • Osasco: mulher de 43 anos encontrada ferida na rua e socorrida pelo Samu, não resistiu; mandado de prisão cumprido contra homem de 65 anos; tentativa de agressão ao filho da vítima relatada; exames solicitados ao IML e ao IC.
  • Motorista de ônibus é removido à força e detido por policiais militares em SP após discussão no trânsito

    Motorista de ônibus é removido à força e detido por policiais militares em SP após discussão no trânsito

    Um motorista de ônibus da cidade de São Paulo foi obrigado a deixar o veículo e foi detido por dois policiais militares depois de um desentendimento no trânsito, conforme relatos do profissional e nota do Sindicato dos Motoristas e Trabalhadores em Transporte Rodoviário Urbano de São Paulo (Sindmotoristas). O episódio aconteceu na altura do número 700 da Avenida Casa Verde.

    O incidente e versões

    Segundo o condutor — identificado pelo sindicato como Edvagner — a confusão começou quando ele buzinou para pedir passagem a uma viatura da Polícia Militar que circulava lentamente pela faixa exclusiva de ônibus. Um passageiro gravou vídeo dentro do coletivo mostrando policiais já no interior do ônibus pedindo que o motorista saísse do veículo.

    De acordo com o relato do motorista, ele negou ter cometido qualquer irregularidade, mas foi retirado do ônibus pela força pelos agentes e encaminhado a uma delegacia. O cobrador do veículo também foi citado pelo sindicato como Vilanova.

    Reação do sindicato

    Em comunicado nas redes sociais, a diretoria do Sindmotoristas disse estar “estarrecida e indignada” com o que definiu como truculência dos agentes. A organização afirmou que o episódio demonstra falta de preparo e empatia, condenando o uso violento da função policial contra um trabalhador.

    O sindicato informou que vai apresentar denúncia na Corregedoria da Polícia Militar do Estado de São Paulo em relação aos policiais envolvidos. Em sua nota, a entidade também ressaltou a contradição entre as medidas solicitadas quando motoristas são vítimas de agressões e a situação atual, na qual profissionais do transporte teriam sido alvo da ação policial.

    Apuração pela Secretaria de Segurança e pela Polícia Civil

    A Secretaria de Segurança Pública (SSP) do estado declarou que a Polícia Militar está apurando as circunstâncias do ocorrido e afirmou que a corporação não compactua com desvios de conduta, adotando medidas cabíveis quando irregularidades são constatadas. A SSP acrescentou que a Polícia Civil deverá instaurar inquérito no 40º Distrito Policial (Vila Santa Maria) para investigar o caso.

    A SSP informou ainda que a Polícia Civil solicitará as imagens das câmeras corporais dos policiais para auxiliar no esclarecimento dos fatos. Não houve, na nota divulgada pela secretaria, detalhamento sobre o andamento das apurações ou prazos para conclusão.

    Aspectos registrados e próximas etapas

    Os fatos conhecidos até o momento foram registrados pelo sindicato e pela SSP: houve remoção forçada do motorista, registro em vídeo feito por passageiro, manifestação pública do Sindmotoristas e abertura de procedimentos de apuração por parte das polícias Militar e Civil. O sindicato já anunciou a intenção de encaminhar reclamação à Corregedoria da Polícia Militar.

    Conforme comunicados citados pela reportagem, a Polícia Militar conduz investigação interna e a Polícia Civil deve formalizar inquérito no 40º DP, requisitando imagens de câmeras corporais dos policiais para subsidiar a apuração. Não há, até a divulgação desta matéria, informações oficiais adicionais sobre possíveis medidas disciplinares ou sobre a situação legal do motorista após a detenção.

    As informações e declarações citadas nesta matéria foram obtidas a partir de reportagem da Agência Brasil, que divulgou detalhes do episódio e das manifestações do sindicato e da Secretaria de Segurança Pública. A matéria original foi atualizada para incluir a manifestação da SSP.

  • Polícia Civil do Rio cria Programa Salas Lilás para atendimento a mulheres vítimas de violência

    Polícia Civil do Rio cria Programa Salas Lilás para atendimento a mulheres vítimas de violência

    A Polícia Civil do Rio instituiu, em 4 de agosto de 2026, o Programa Salas Lilás, conjunto de diretrizes para implantar ambientes especializados destinados ao atendimento de mulheres e meninas vítimas de violência de gênero nas delegacias de polícia e em unidades do Instituto Médico Legal (IML), segundo reportagem da Agência Brasil.

    O que prevê o Programa Salas Lilás

    O programa estabelece a necessidade de locais próprios que possibilitem atendimento humanizado às vítimas e reduzam a revitimização durante o registro de ocorrências e a prestação de serviços médico-legais. A medida foi elaborada em consonância com a Convenção Interamericana para Prevenir, Punir e Erradicar a Violência contra a Mulher, conhecida como Convenção de Belém do Pará, conforme informado pela fonte.

    Critérios para implantação

    A implantação das Salas Lilás seguirá critérios técnicos que levam em conta indicadores de incidência de violência de gênero nas regiões. Entre os parâmetros apontados estão a quantidade de ocorrências de violência doméstica, registros de estupro, solicitações de medidas protetivas e registros de feminicídio. Esses indicadores deverão orientar onde e como as salas serão prioritariamente instaladas.

    Estrutura física e funcional das salas

    As unidades previstas pelo programa são compostas por três ambientes interligados, cada um com funções específicas. A sala de espera terá material informativo destinado às pessoas que aguardam atendimento e um espaço lúdico para crianças, permitindo um ambiente mais acolhedor para quem chega acompanhada.

    A sala de atendimento destina-se ao acolhimento da vítima, ao registro da ocorrência e à tramitação inicial de pedidos de medidas protetivas de urgência. Já a sala de exames será de uso exclusivo dos serviços médico-legais, dedicada à realização dos exames necessários em casos de violência.

    Objetivos e respaldo internacional

    O programa aponta como objetivos centrais oferecer atendimento mais sensível às necessidades das vítimas e diminuir episódios de revitimização no contato com o sistema de investigação e saúde forense. A referência explícita à Convenção de Belém do Pará evidencia alinhamento com normas internacionais que orientam políticas públicas para prevenção e enfrentamento da violência contra mulheres.

    Segundo a Agência Brasil, as diretrizes foram formalizadas pela Polícia Civil do Rio e destinam-se tanto às delegacias de polícia quanto às unidades do IML, sem detalhamento público na reportagem sobre cronograma de implantação ou número de salas a serem implementadas.

    O programa estabelece critérios técnicos e uma organização física padronizada das salas, mas a reportagem não trouxe cronograma de execução, locais específicos de implantação nem estimativas de custo ou recursos humanos envolvidos.

    As informações desta matéria foram publicadas pela Agência Brasil, com base no comunicado da Polícia Civil do Rio sobre o Programa Salas Lilás.

  • Operação Quimera mira esquema que teria lavado R$ 11 milhões por meio de clube e pousada no RJ

    Operação Quimera mira esquema que teria lavado R$ 11 milhões por meio de clube e pousada no RJ

    A Polícia Civil do Rio de Janeiro, com apoio do Ministério Público do estado, deflagrou na terça-feira, 4 de agosto de 2026, a Operação Quimera, que investiga uma estrutura suspeita de lavar recursos do tráfico de drogas por meio de um clube recreativo e de uma pousada na Região dos Lagos. As informações foram divulgadas pela Agência Brasil.

    Alvos da operação

    Entre os alvos está o Clube Recreativo Várzea Country Club, localizado no bairro Água Santa, na zona norte do Rio, fundado há mais de 60 anos. A investigação aponta que integrantes do Morro do Dezoito, comunidade vizinha ao clube, teriam tentado assumir o controle do espaço para ocultar recursos do Comando Vermelho. Outro alvo foi a Pousada Menino do Rio, em Armação dos Búzios.

    Segundo a apuração, foram solicitados à Justiça o bloqueio de valores e ativos financeiros, a indisponibilidade de bens móveis e imóveis, restrições sobre veículos e participações societárias, além da quebra dos sigilos bancário e fiscal de pessoas físicas e jurídicas envolvidas.

    Como o esquema teria funcionado

    A operação teve início após dirigentes do Clube Social Marabu, no Encantado, denunciarem ameaças para que deixassem a administração do estabelecimento e entregassem o controle a pessoas ligadas ao tráfico. As investigações atribuíram a ordem das ameaças à liderança do Comando Vermelho da comunidade do Morro do Dezoito e relataram exigência de pagamento mensal de R$ 6 mil para que o clube continuasse a funcionar sem represálias.

    Em Nova Iguaçu, apurações da delegacia local identificaram indícios de esquema similar no Várzea Country Club. Pessoas de confiança da organização teriam assumido, de forma informal, a administração do clube, passando a controlar eventos, as movimentações financeiras e decisões internas, sem vínculo jurídico ou estatutário com a instituição. As ações também apontaram a existência de um núcleo familiar responsável por uma gestão financeira paralela.

    Movimentações financeiras e indícios

    Os investigadores identificaram papéis definidos dentro do grupo investigado. Um dos alvos é apontado como principal operador financeiro; outro exercia funções de gestão e teria movimentado R$ 2,4 milhões em seis meses, apesar de não registrar atividade empresarial compatível. Um terceiro investigado realizou cerca de 40 transferências via Pix, totalizando R$ 240 mil, e aparece como autor em aproximadamente 20 procedimentos policiais, muitos relacionados a roubos de carga.

    Uma quinta pessoa identificada nas apurações teria movimentado cerca de R$ 2,2 milhões em seis meses, apesar de declarar exercer a função de recepcionista com renda aproximada de R$ 3,2 mil; no mesmo período, ela recebeu cerca de R$ 253 mil de um dos investigados, em seis transferências. A análise dos Relatórios de Inteligência Financeira (RIF) do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) apontou movimentações incompatíveis com rendas declaradas e intensa circulação de recursos entre familiares, empresas e pessoas físicas, por meio de transferências bancárias, depósitos em espécie e operações fracionadas via Pix.

    No caso da Pousada Menino do Rio, o comércio, de pequeno porte — com 16 quartos, cinco funcionários e diárias na ordem de R$ 540 na alta temporada — apresentou movimentação atípica: cerca de R$ 3,44 milhões em pouco mais de seis meses, além de mais de 600 depósitos em espécie somando aproximadamente R$ 955 mil. As apurações consideram essas características como compatíveis com ocultação patrimonial e reinserção de valores do tráfico na economia formal.

    Consequências e próximos passos

    As medidas requeridas à Justiça incluem bloqueio de ativos e quebra de sigilos bancário e fiscal, com objetivo de impedir a dilapidação de bens e aprofundar a rastreabilidade das transações. A investigação segue em andamento, com base em elementos levantados pela Polícia Civil, pelo Ministério Público e nos relatórios do Coaf, conforme noticiado pela Agência Brasil.

    Autoridades destacam que os indícios reunidos apontam para um conjunto de práticas típicas de lavagem de dinheiro, como pulverização de recursos, uso de pessoas e empresas interpostas e movimentações incongruentes com as atividades declaradas pelos investigados.

  • Governo do RJ determina recadastramento obrigatório de armas de uso restrito das forças de segurança

    Governo do RJ determina recadastramento obrigatório de armas de uso restrito das forças de segurança

    O governo do Rio de Janeiro publicou no Diário Oficial do Estado, em 27 de julho, um decreto que determina o recadastramento extraordinário e obrigatório de armas de uso restrito. A medida atinge armamentos como fuzis, carabinas e submetralhadoras que estejam cedidos a órgãos ou entidades públicas ou acautelados a pessoas físicas e jurídicas.

    Objetivo do recadastramento

    Segundo o texto do decreto, a finalidade da iniciativa é garantir a governança e a fiscalização sobre as armas provenientes das polícias Militar e Civil. Com o recadastramento, órgãos de controle terão acesso a informações atualizadas sobre o paradeiro e a responsabilidade pelo armamento.

    Informações que poderão ser solicitadas por órgãos de controle

    O decreto prevê que entidades de fiscalização, exemplificadas no próprio texto pelo Ministério Público do Rio, poderão oficiar as polícias e receber dados atualizados. Entre as informações citadas estão o nome de quem está com o armamento e a identificação de quem assinou a autorização de cessão ou acautelamento.

    Prazos e obrigações das corporações

    As corporações de segurança têm 30 dias para encaminhar ao governador em exercício, desembargador Ricardo Couto, um relatório formal. O documento deve informar quantos fuzis, carabinas e submetralhadoras foram recadastrados e recolhidos, listar as irregularidades identificadas e descrever as providências adotadas pelas unidades responsáveis.

    Além disso, as instituições devem apresentar uma proposta para a realização periódica do recadastramento desse tipo de armamento, conforme determina o decreto.

    Contexto recente citado no decreto

    No texto que institui o recadastramento, o governo cita, entre outros elementos, uma operação da Polícia Federal ocorrida em 7 de julho. Na ação, o ex-prefeito de Belford Roxo Márcio Canella (União Brasil) foi preso em flagrante no âmbito de investigação sobre um suposto esquema de lavagem de dinheiro por meio de uma rede de postos de combustíveis no estado do Rio de Janeiro.

    Durante o cumprimento de mandado de busca e apreensão relacionado à operação, agentes da Polícia Federal encontraram um fuzil calibre 556 no veículo em que o ex-prefeito estava, informação mencionada pelo decreto.

    Registro e transparência administrativa

    O recadastramento extraordinário e obrigatório pretende atualizar os registros das corporações sobre armamento de uso restrito. Conforme o decreto, os relatórios solicitados ao governo em exercício devem permitir um mapeamento das peças recadastradas e recolhidas, além de tornar transparentes eventuais irregularidades e as respostas adotadas pelo poder público.

    Próximos passos previstos pelo decreto

    Conforme a determinação publicada no Diário Oficial, além do envio do relatório em 30 dias, as corporações deverão propor um cronograma para recadastramentos periódicos desse tipo de arma. O texto do decreto indica que a medida visa estruturar uma rotina de governança e controle, sem detalhar, porém, a periodicidade que será adotada — tema que deverá constar na proposta a ser apresentada pelas corporações.

    As informações acima foram extraídas do decreto publicado no Diário Oficial do Estado e da reportagem da Agência Brasil sobre o tema.