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    Bancários fazem paralisação de 24 horas nesta quinta-feira em negociação salarial de 2026

    Os bancários de todo o Brasil promoverão uma paralisação de 24 horas na quinta-feira, 20 de agosto, no contexto das negociações da campanha salarial de 2026. A mobilização foi deliberada em assembleias regionais realizadas no dia 17 e teve confirmação do Comando Nacional dos Bancários.

    Reivindicações centrais da campanha salarial

    A pauta apresentada pelos trabalhadores inclui, entre outros pontos, um reajuste real de 5% sobre salários e verbas correlatas (ou seja, acima da inflação), elevação do piso salarial da categoria, revisão dos valores do vale-refeição (VR) e do vale-alimentação (VA), e maior valorização da participação nos lucros e resultados (PLR). Essas demandas foram formalmente entregues à Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) em 24 de junho.

    Forma da paralisação e orientações aos empregados e clientes

    Segundo o Comando Nacional dos Bancários, a paralisação de 24 horas não garante, por si só, o fechamento automático de todas as agências e unidades. A adesão ao movimento dependerá da participação dos trabalhadores e da organização de ações pelos sindicatos locais, o que pode resultar em variação regional na manutenção de atendimento presencial.

    • Clientes: a orientação é buscar atendimento pelos aplicativos e pelos canais de internet banking das instituições financeiras.
    • Trabalhadores em home office: foram instruídos a não acessar os sistemas dos bancos nem registrar o ponto durante o período de paralisação.

    Negociações com os bancos e posições oficiais

    A campanha salarial teve seu calendário de negociações iniciado em 2 de julho. O Comando Nacional dos Bancários declara aguardar uma proposta específica dos bancos para as reivindicações de caráter econômico. Por sua vez, Fenaban e a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) informaram ter recebido a pauta em 24 de junho e afirmaram que o cronograma de negociação segue conforme o planejado.

    O que foi comunicado pelas entidades

    Enquanto o Comando destaca a ausência de proposta para os pontos econômicos até o momento, as entidades representativas do setor financeiro ressaltam que o processo de negociação está em curso. Não há, por ora, detalhamento público de ofertas ou contrapropostas específicas relativas aos pedidos de reajuste real, aumento de piso ou revisão da PLR.

    A paralisação ocorre poucos dias antes da data-base da categoria, o que reforça o caráter de pressão da mobilização nas tratativas salariais deste ano. A expectativa do Comando Nacional é que o movimento estimule abertura de diálogo e apresente aos bancos a urgência das reivindicações levadas pelos sindicatos.

    Consequências esperadas e próximos passos

    O impacto prático do dia de paralisação dependerá da adesão regional e das decisões de cada sindicato sobre fechamento de agências ou manutenção de serviços essenciais. A orientação ao público para priorizar canais digitais busca reduzir transtornos imediatos aos correntistas, mas a movimentação também sinaliza um aumento na pressão negocial dos trabalhadores.

    Após a paralisação, o Comando Nacional e as entidades sindicais permanecem na expectativa de receber uma proposta dos bancos para as reivindicações econômicas. O desenlace das negociações e possíveis encaminhamentos dependem das próximas rodadas de encontros entre representantes dos trabalhadores e das instituições financeiras.

    Informações desta matéria são baseadas em apuração da Agência Brasil.