Tag: PIX

  • Banco Central estuda conectar Pix a sistemas de pagamentos internacionais e reforçar segurança

    Banco Central estuda conectar Pix a sistemas de pagamentos internacionais e reforçar segurança

    O Banco Central (BC) do Brasil está avaliando a interligação do Pix com sistemas de pagamentos de outros países e com mecanismos multilaterais de pagamentos instantâneos, segundo o Relatório de Gestão do Pix 2023-2025 divulgado em 10 de agosto de 2026. A autoridade monetária afirma que essas conexões podem reduzir tarifas e ampliar o acesso a transações internacionais.

    Interligações internacionais e hubs multilaterais

    De acordo com o relatório, estão em discussão interligações bilaterais e a participação em hubs multilaterais. O BC explica que essas conexões possibilitariam remessas internacionais e transações de compra com disponibilização dos recursos em moeda local em poucos segundos. O banco também informou que monitora modelos de transações internacionais com o uso do Pix que vêm sendo implementados por empresas nacionais e estrangeiras.

    Novas funcionalidades e uso do Pix no crédito

    Além da internacionalização, o documento traz uma agenda de novos produtos e funcionalidades. Entre as inovações previstas estão a realização de transações por aproximação offline — ou seja, sem necessidade de internet — e o uso do chamado Pix automático, potencial substituto do débito em conta em determinados fluxos.

    O BC também estuda a integração do Pix ao mercado de crédito, visando permitir a utilização dos “fluxos futuros de Pix” como garantias para financiamentos. Segundo o relatório, essa solução pode melhorar a qualidade das garantias e reduzir o custo do crédito, especialmente para empresas com forte uso do Pix.

    Segurança, mensagens e combate a fraudes

    O relatório identifica problemas de segurança e usos indevidos do Pix. O BC tem observado o uso abusivo do campo de mensagens em transações para ofensas, ameaças ou intimidações, frequentemente associado a transferências de valor muito baixo. Originalmente, o campo de mensagens destinava-se a registrar informações sobre a operação; diante do uso distorcido, o BC criou um grupo de trabalho para avaliar alternativas e, se necessário, instituir medidas regulamentares.

    Na agenda de segurança, o Banco Central prevê oito medidas para aprimorar a proteção das transações via Pix. Entre elas está a criação de critérios objetivos mínimos para definir transações suspeitas de fraude — hoje deixados às políticas de cada instituição — e o desenvolvimento de um indicador de “probabilidade de fraude no Pix” calculado pelo BC em tempo real. O documento informa que esse indicador será construído com base em modelo de machine learning e disponibilizado às instituições participantes para alimentar seus sistemas antifraude.

    Outras ações previstas incluem a padronização obrigatória dos alertas de fraude já existentes em algumas instituições, o aprimoramento do fluxo de informações para bloqueios cautelares e a ampliação do rol de medidas cautelares, como a restrição de cadastro de novas chaves Pix para instituições que coloquem em risco o funcionamento do sistema.

    Repercussões internacionais

    O relatório também registra que o Pix tornou-se alvo de medidas dos Estados Unidos: a ferramenta foi citada como uma das justificativas para a aplicação de tarifa de 25% sobre parte dos produtos americanos. A Casa Branca afirmou que o Pix constitui uma “prática desleal” do Brasil no mercado financeiro — posição que, segundo o texto, é refutada pelo governo brasileiro.

    Especialistas consultados pela Agência Brasil avaliam que a ação do governo dos EUA, mencionada no relatório, está relacionada ao desafio que o modelo nacional de pagamentos representa ao controle financeiro de Washington sobre a infraestrutura eletrônica de pagamentos no Brasil. Ao criar estruturas de pagamento fora do controle dos EUA, argumentam esses especialistas, o país reduz a capacidade de uso de sanções financeiras como instrumento de pressão.

    O Relatório de Gestão do Pix 2023-2025 reúne essas iniciativas e fornece base para que o Banco Central continue monitorando modelos internacionais, testando funcionalidades e adotando medidas de segurança e regulação conforme as conclusões dos trabalhos internos.

    Fonte: Agência Brasil.

  • Pix representa 20,5% dos pagamentos presenciais em bares e restaurantes, aponta Abrasel

    Pix representa 20,5% dos pagamentos presenciais em bares e restaurantes, aponta Abrasel

    Resultados gerais da pesquisa

    O Pix respondeu por 20,5% das vendas presenciais em bares e restaurantes no Brasil, segundo levantamento realizado pela Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) com 2.109 pontos comerciais. A pesquisa de conjuntura da entidade é mensal, mas esta é apenas a segunda edição que inclui uma sondagem sobre meios de pagamento — a primeira foi em 2024, com 1.466 comerciantes ouvidos.

    Na comparação com a edição anterior, o Pix avançou: em 2024 tinha participação de 16,5% das transações presenciais. A Abrasel aponta que esse crescimento ocorreu principalmente em detrimento do uso do dinheiro em espécie, cujo peso nas vendas presenciais recuou para 8,3%.

    Hierarquia dos meios de pagamento

    Apesar da expansão do Pix, o cartão de crédito permanece como principal meio de pagamento nos estabelecimentos pesquisados, com 41,5% das vendas. O cartão de débito vem na sequência, com 25,1%, seguido pelo dinheiro em espécie (8,3%), voucher (4,6%) e cheque, que hoje responde por menos de 1% das transações.

    A Abrasel interpreta esses números como evidência do processo de digitalização do consumo no país, com instrumentos eletrônicos avançando sobre formas tradicionais, como o dinheiro em espécie e o cheque.

    Variações por porte, tipo de estabelecimento e região

    A pesquisa detalha diferenças relevantes no uso do Pix conforme o porte das empresas. Em estabelecimentos com faturamento anual de até R$ 130 mil, o Pix já responde por 30,4% das vendas no salão e balcão. Em empresas com faturamento entre R$ 130 mil e R$ 360 mil, a participação é de 22,6%; e entre R$ 360 mil e R$ 1 milhão, chega a 24%.

    O avanço é mais lento entre negócios com faturamento anual superior a R$ 1 milhão, onde a participação do Pix varia entre 14,9% e 17,5% das vendas, segundo a Abrasel.

    O tipo de estabelecimento também influencia o uso do meio. Nos pontos de alimentação rápida, o Pix representa 24,6% das vendas; em restaurantes especializados chega a 21%; em bares e casas noturnas corresponde a 19,9%; e em restaurantes de refeições completas atinge 17%.

    Geograficamente, o Norte lidera a adoção do Pix entre bares e restaurantes, com participação média de 29,8% nas vendas de salão e balcão, acima dos 25,5% verificados na pesquisa anterior e superior ao cartão de débito na região (24,5%). O Nordeste vem em seguida com 24,2% do total, enquanto no Sudeste o Pix representa 18,1% das transações, no Centro-Oeste 17,9% e no Sul 16,5%.

    Citações da Abrasel

    Em nota, o presidente da Abrasel, Paulo Solmucci, destacou que o cliente busca rapidez, praticidade e segurança no pagamento e que os empresários procuram reduzir custos e ganhar previsibilidade do fluxo de caixa. Segundo a Abrasel, o Pix tem atendido a essas demandas e passou a ser considerado “essencial” para bares e restaurantes, além de abrir oportunidades para fidelização, integração de pedidos digitais e inovação no setor.

    Consequências apontadas pela pesquisa

    Para a entidade, o avanço do Pix reforça o processo de digitalização e cria possibilidades de novos serviços e modelos de negócios no setor de alimentação fora do lar. A queda do uso de dinheiro em espécie em todas as regiões, mantida abaixo de 11% das vendas, é usada pela Abrasel como um indicador desse movimento.

    Os resultados também indicam que o Pix tem maior penetração em estabelecimentos menores e em formatos de alta rotatividade, como alimentação rápida, o que pode sinalizar oportunidade para programas de fidelidade e integração entre vendas presenciais e canais digitais.

    Os dados e interpretações citados são da pesquisa da Abrasel e foram divulgados pela própria associação.

  • Receita Federal libera nesta sexta o terceiro lote de restituições do IR 2026

    Receita Federal libera nesta sexta o terceiro lote de restituições do IR 2026

    A Receita Federal paga nesta sexta-feira (31) o terceiro lote de restituições do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) 2026. Ao todo, serão liberados R$ 4,61 bilhões em créditos para 2.743.200 contribuintes, conforme informou o órgão.

    Como consultar a restituição

    A consulta ao lote está disponível desde o dia 24 de julho na página da Receita Federal. O contribuinte deve acessar o menu ‘Meu Imposto de Renda’ e clicar em ‘Consultar a Restituição’. Também é possível verificar a situação pelo aplicativo da Receita Federal para tablets e smartphones.

    Critérios de prioridade e cobertura dos lotes

    As prioridades legais para recebimento das restituições seguem a ordem estabelecida pela Receita: idosos a partir de 80 anos, idosos entre 60 e 79 anos, pessoas com deficiência física ou mental ou doença grave e contribuintes cuja maior fonte de renda seja o magistério.

    Segundo o Fisco, os dois primeiros lotes do ano abrangeram apenas contribuintes com prioridade legal. Este terceiro lote inclui, além das prioridades, contribuintes sem prioridade que declararam em 2026 e receberão a restituição pela primeira vez neste pagamento.

    A Receita também informou que os lotes de maio e junho concentraram cerca de 80% das restituições previstas para 2026, tanto em valores quanto em número de contribuintes. A redução do número de lotes regulares, de cinco para quatro, está em vigor neste exercício, com pagamentos previstos para o fim de maio, junho, julho e agosto.

    Encerramento da fila regular e o lote de agosto

    De acordo com a Receita, o lote de julho encerra a fila de restituições relativas ao IRPF 2026. O lote previsto para agosto será destinado exclusivamente a restituições que estiverem retidas em malha fiscal ou a casos com inconsistências nos dados bancários informados na declaração, incluindo problemas relacionados à chave PIX.

    Problemas com chave PIX e restituições não creditadas

    O Fisco informou que cerca de 165 mil restituições não foram creditadas porque o contribuinte informou o CPF como chave PIX para recebimento, mas não possui conta bancária vinculada a essa chave. Nessas situações, o pagamento não é efetivado automaticamente.

    Para regularizar pendências relacionadas ao crédito da restituição, a Receita orienta os contribuintes a utilizar o Centro Virtual de Atendimento ao Contribuinte (e-CAC) para obter o extrato da declaração. Caso haja alguma pendência identificada no extrato, o contribuinte pode apresentar declaração retificadora e aguardar os próximos lotes.

    Depósito não realizado e resgate pelo Banco do Brasil

    Se a restituição não for depositada na conta informada na declaração — por exemplo, em razão de conta desativada — o valor ficará disponível para resgate no Banco do Brasil por até um ano. O contribuinte pode agendar o crédito em qualquer conta bancária em seu nome por meio do Portal do Banco do Brasil ou entrando em contato com a Central de Relacionamento do banco.

    • Telefones do Banco do Brasil informados pela Receita: 4004-0001 (capitais), 0800-729-0001 (demais localidades) e 0800-729-0088 (linha exclusiva para deficientes auditivos).

    Se o contribuinte não resgatar o valor dentro do prazo de um ano, deverá solicitar a restituição pelo Portal e-CAC. No sistema, é preciso acessar o menu ‘Declarações e Demonstrativos’, selecionar ‘Meu Imposto de Renda’ e clicar em ‘Solicitar restituição não resgatada na rede bancária’.

    Fonte e próxima etapa

    As informações sobre cronograma, prioridades, valores e procedimentos foram divulgadas pela Receita Federal e foram repercutidas pela Agência Brasil. O próximo passo para quem tem pendências é consultar o extrato no e-CAC e, se necessário, apresentar declaração retificadora ou utilizar os canais do Banco do Brasil para resgatar valores não creditados.