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  • Flávio Bolsonaro disputa Presidência pelo PL com Alfredo Gaspar como vice

    Flávio Bolsonaro disputa Presidência pelo PL com Alfredo Gaspar como vice

    O Partido Liberal (PL) homologou a candidatura do senador Flávio Nantes Bolsonaro à Presidência da República, com o deputado federal Alfredo Gaspar (PL‑AL) como candidato a vice. As informações sobre a chapa e o perfil do candidato constam em reportagem da Agência Brasil.

    Perfil pessoal e formação

    Flávio Nantes Bolsonaro tem 45 anos e nasceu em Resende, no estado do Rio de Janeiro. É advogado formado pela Universidade Cândido Mendes e tem especialização nas áreas de políticas públicas e empreendedorismo. Além da atuação política, também é empresário, segundo a apuração da Agência Brasil.

    Trajetória política

    A estreia de Flávio nas urnas ocorreu em 2002. Ele exerceu mandatos como deputado estadual no Rio de Janeiro entre 2003 e 2007, quando se envolveu especialmente em debates sobre segurança pública e nas atividades típicas da legislatura estadual. Em 2018, foi eleito senador, cargo que ocupa atualmente.

    Posicionamento e áreas de atuação

    Ao longo da carreira, Flávio Bolsonaro associou‑se a pautas voltadas à segurança pública e à defesa de valores conservadores. A reportagem da Agência Brasil destaca que ele tem posições identificadas com a direita brasileira e que, no Senado, participou de debates sobre temas econômicos e institucionais.

    Influência política e ligação ao bolsonarismo

    Desde que assumiu o mandato no Senado, Flávio ampliou sua projeção política e consolidou‑se como uma das lideranças vinculadas ao grupo político identificado com o bolsonarismo. A Agência Brasil relata que ele teve influência política durante o governo de seu pai, o ex‑presidente Jair Bolsonaro.

    Composição da chapa

    Na disputa pela Presidência, Flávio concorre com o deputado federal Alfredo Gaspar (PL‑AL) como vice. A escolha da chapa foi registrada pelo Partido Liberal e divulgada em reportagem da Agência Brasil.

    O que se sabe e o que não consta na apuração

    As informações disponíveis na reportagem incluem dados biográficos, formação acadêmica, trajetória parlamentar e o alinhamento político de Flávio Bolsonaro, além da indicação do candidato a vice. Não há, na matéria da Agência Brasil, detalhes sobre propostas específicas da candidatura, cronograma de campanha ou pesquisas eleitorais.

    Segundo a fonte, os fatos apresentados sobre a candidatura e o perfil do candidato foram apurados e divulgados pela Agência Brasil.

  • Moraes dá 48 horas para Bolsonaro informar se autorizou vídeo com imagem e voz gerados por IA

    Moraes dá 48 horas para Bolsonaro informar se autorizou vídeo com imagem e voz gerados por IA

    O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta terça-feira (28) que a defesa de Jair Bolsonaro se manifeste, no prazo de 48 horas, sobre a utilização da imagem e da voz do ex-presidente em vídeo produzido por meio de inteligência artificial (IA) e exibido durante a Convenção Nacional do Partido Liberal (PL), ocorrida no sábado, dia 25.

    O que Moraes pediu à defesa

    Na decisão, Moraes exigiu esclarecimentos sobre se Bolsonaro autorizou a produção e a divulgação do material sintético, que simulava um pronunciamento em apoio à pré-candidatura de seu filho, o senador Flávio Bolsonaro, à Presidência da República. A determinação dá à defesa prazo curto — 48 horas — para informar se o ex-presidente consentiu com o uso de sua imagem e voz geradas por IA.

    Motivações e possíveis consequências

    Segundo o ministro, a resposta é necessária para verificar se houve descumprimento das condições impostas ao ex-presidente enquanto ele cumpre pena em prisão domiciliar humanitária. Moraes escreveu que, em caso de confirmação de autorização, Bolsonaro pode correr o risco de ter o benefício revogado. A decisão aponta, portanto, para um exame de conformidade entre o comportamento atribuído ao ex-presidente e as medidas restritivas que lhe foram aplicadas.

    Por outro lado, se a defesa afirmar que não houve autorização para a criação ou divulgação do vídeo, Moraes destacou a possibilidade de identificação de conduta vedada por parte de Flávio Bolsonaro e do PL. Na decisão, o ministro advertiu que a utilização da imagem e da voz sem consentimento poderia configurar a chamada ‘deep fake’, prática vedada pela legislação eleitoral, e que isso poderia acarretar sanções, inclusive a possibilidade de inelegibilidade.

    Contexto legal e situação processual de Bolsonaro

    Na peça decisória, Moraes lembrou que Jair Bolsonaro cumpre prisão domiciliar humanitária e tem os direitos políticos suspensos em razão de condenação criminal definitiva por tentativa de golpe de Estado. Além disso, o ex-presidente está proibido de divulgar manifestações político-eleitorais, inclusive por intermédio de terceiros, conforme as restrições já impostas pelo tribunal.

    Esses elementos foram invocados pelo ministro para justificar a necessidade de apurar se a veiculação do vídeo representa mera reprodução de conteúdo não autorizado ou, alternativamente, desrespeito às ordens judiciais que regulam a conduta do custodiado. A verificação servirá para decidir se medidas adicionais serão adotadas no processo em curso.

    Procedimento e próximos passos

    Com a intimação, a defesa de Bolsonaro tem 48 horas para prestar esclarecimentos. A partir da manifestação apresentada, caberá a Moraes avaliar se houve violação das condições de prisão domiciliar humanitária e se há elementos que justifiquem a aplicação de sanções contra o ex-presidente, seu filho ou o partido autor do evento. A decisão, publicada pela Agência Brasil, não antecipa providências automáticas: as consequências dependerão dos fatos reconhecidos nas informações que a defesa apresentar.

    Enquanto aguarda a resposta, o tribunal mantém as medidas e fundamentações já registradas na decisão, que ressaltam a proibição de manifestações político-eleitorais por parte de Bolsonaro e a vedação legal à criação e divulgação de conteúdo sintético sem autorização. A autoridade judicial seguirá o trâmite legal com base na manifestação da defesa e nas provas eventualmente produzidas.