Começou nesta segunda-feira (3) a Jornada de Foguetes 2026, realizada no Hotel Fazenda Ribeirão, em Barra do Piraí (RJ). O encontro reúne as equipes de alunos que obtiveram os melhores resultados na Olimpíada Brasileira de Foguetes (Obafog), etapa da Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA), e prossegue com atividades ao longo de agosto e, para parte das equipes, até fevereiro de 2027.
Quem participa e como está organizada a competição
Estudantes do 6º ao 9º ano do ensino fundamental e das três séries do ensino médio participam da jornada. As escolas representadas são públicas e privadas, de áreas urbanas e rurais de todo o país. No total, 18 equipes foram selecionadas: 16 delas competirão em etapas previstas até dezembro de 2026, enquanto duas serão avaliadas em fevereiro de 2027.
Cronograma e formato das atividades
A abertura oficial ocorreu das 20h às 22h do dia 3 de agosto, quando os participantes iniciaram a construção de foguetes mais complexos, incluindo projetos com eletrônica e sistemas de paraquedas. As jornadas diárias têm início às 8h e se estendem até as 22h; nas quintas-feiras o horário de atividades vai das 8h às 12h, quando são realizadas as premiações das equipes vencedoras.
A equipe organizadora viajou para Barra do Piraí no domingo (2) e os alunos e professores chegaram na segunda-feira (3), conforme informado pela organização. As primeiras etapas da competição ocorrem de segunda a quinta-feira a partir de 3 de agosto; as duas equipes que competirão em 2027 têm suas jornadas marcadas para 22 a 25 de fevereiro.
Oficinas, lançamentos e métodos usados
Durante o evento, os estudantes participam de oficinas de construção e lançamento de dois novos tipos de foguetes. Um dos modelos citados envolve eletrônica para liberar o paraquedas durante a descida; outro tipo é mais simples, adequado para turmas do ensino fundamental. As turmas do ensino médio farão lançamentos usando uma reação com vinagre e bicarbonato de sódio, enquanto as turmas do 6º ao 9º ano utilizarão foguetes movidos a água e ar comprimido.
Além das oficinas práticas, os participantes assistem a palestras com equipes universitárias que trabalham com foguetes de maior porte, observam o céu noturno e frequentam sessões de planetário. Segundo os organizadores, essas atividades visam reforçar conteúdos escolares e tornar o aprendizado mais atrativo.
Objetivos pedagógicos e avaliação
O coordenador da OBA e da Obafog, professor e astrônomo João Batista Garcia Canalle, destacou que a jornada vai além da competição: os estudantes não apenas lançam foguetes e recebem prêmios como troféus e menções honrosas, mas também desenvolvem habilidades técnicas e de comunicação ao expor os projetos que construíram. “Eles saem sabendo muito mais do que quando chegaram”, afirmou Canalle em entrevista à Agência Brasil.
Segundo a organização, a iniciativa reforça conteúdos em sala de aula, estimula a colaboração entre os estudantes e promove uma aprendizagem prática e lúdica. As apresentações orais e a demonstração das bases e foguetes construídos fazem parte do processo avaliativo durante as jornadas.
Organização e apoio institucional
A Jornada de Foguetes é organizada pela Sociedade Astronômica Brasileira (SAB) em parceria com a Agência Espacial Brasileira (AEB). O evento conta com apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), do Centro Universitário Facens, do BTG Pactual, da empresa Bizu Space e da Força Aérea Brasileira. A informação sobre a organização e os apoiadores foi divulgada à imprensa pela própria organização e registrada pela Agência Brasil.
As atividades combinam competição, formação e divulgação científica, com foco em aproximar estudantes de temas relacionados à ciência, astronomia e tecnologia por meio de experiências práticas e colaborativas.
