Tag: investimentos

  • Governo lança Plano Nacional de Logística 2050 com previsão de R$ 1,225 trilhão em investimentos

    Governo lança Plano Nacional de Logística 2050 com previsão de R$ 1,225 trilhão em investimentos

    O Plano Nacional de Logística (PNL) 2050 entrou em vigor em 12 de agosto de 2026 com a proposta de orientar o planejamento e os investimentos em infraestrutura de transportes no país até o ano de 2050. Elaborado no âmbito do Planejamento Integrado de Transportes (PIT), o documento servirá como referência para aplicações públicas e privadas em rodovias, ferrovias, hidrovias, portos e aeroportos, segundo a Agência Brasil.

    Valor previsto e origem dos recursos

    O PNL estima um volume total de R$ 1,225 trilhão em investimentos ao longo do horizonte até 2050. Desse montante, R$ 734,4 bilhões são esperados da iniciativa privada, enquanto R$ 490,5 bilhões devem originar-se do setor público. Os recursos são destinados à manutenção e ampliação de corredores estratégicos, à ampliação de capacidade de estruturas existentes e à implantação de novos empreendimentos logísticos.

    Objetivos, eixos e prioridades

    Para enfrentar os principais gargalos identificados, o plano definiu 112 objetivos prioritários e estruturou 31 eixos de transporte: 12 rodoviários, oito ferroviários, quatro aquaviários e sete intermodais. Entre as ações previstas estão a expansão de corredores ferroviários e rodoviários, a consolidação de hidrovias e a ampliação da infraestrutura portuária, visando maior conectividade entre modos de transporte.

    Desafios atuais e foco na intermodalidade

    O PNL aponta desafios conhecidos do sistema logístico brasileiro, como a forte dependência das rodovias — que respondem por 54% da movimentação de cargas —, a baixa utilização de ferrovias e hidrovias, dificuldades de escoamento da produção e problemas de abastecimento em regiões mais isoladas. Para mitigar essas fragilidades, o plano prioriza a ampliação da intermodalidade, buscando melhorar a conexão entre rodovias, ferrovias, hidrovias, portos e aeroportos.

    Integração modal e papel dos portos

    Autoridades ressaltaram que os modais não existem isoladamente e que os portos atuam como nós essenciais da malha logística, mas dependem de acessos rodoviários, ferroviários e hidroviários. O PNL recomenda políticas que privilegiem o transporte ferroviário como alternativa ao aumento exclusivo da malha rodoviária, além de fortalecer as ligações entre ferrovias e portos para viabilizar grandes projetos de escoamento.

    Sustentabilidade e redução de desigualdades regionais

    O documento incorpora critérios de sustentabilidade, incluindo medidas de adaptação às mudanças climáticas, redução de emissões e proteção da biodiversidade. Também dá destaque à redução das desigualdades regionais, com prioridade a projetos nas regiões Norte e Nordeste, buscando melhorar o abastecimento interno e ampliar a integração do território nacional.

    Reações do governo e próximos passos

    Durante o lançamento em Brasília, o ministro dos Transportes, George Santoro, afirmou que o PNL pretende organizar projetos e iniciativas conforme uma visão estratégica do país, enfatizando que o plano foi estruturado a partir da definição dos problemas a serem resolvidos antes da escolha dos investimentos. Santoro destacou ainda a inclusão da cabotagem (navegação entre portos nacionais) como novidade importante e reconheceu que o transporte aéreo de cargas ainda precisa ser melhor incorporado ao planejamento.

    O ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, ressaltou o papel da parceria público-privada no aumento da capacidade e eficiência de portos e aeroportos e defendeu a integração dos modais como grande desafio a ser enfrentado. Jorge Bastos, presidente da Infra — empresa federal responsável por planejar e estruturar projetos no setor de transportes —, afirmou que o plano foi elaborado para ter credibilidade e atravessar ciclos de governo.

    Segundo a Agência Brasil, o PNL 2050 funcionará como referência para a priorização de projetos e a alocação de recursos, com foco em reduzir custos logísticos, aumentar a competitividade das exportações e melhorar o abastecimento interno.

    Fonte: Agência Brasil.

  • Petrobras registra lucro líquido de R$ 52,4 bilhões no 2º trimestre de 2026

    Petrobras registra lucro líquido de R$ 52,4 bilhões no 2º trimestre de 2026

    A Petrobras reportou lucro líquido de R$ 52,4 bilhões no segundo trimestre de 2026, o equivalente a US$ 10,4 bilhões, um avanço de 97% em relação ao mesmo intervalo de 2025. A empresa descreveu esse resultado como um dos maiores trimestrais de sua série histórica, atribuindo-o a marcos operacionais atingidos no período.

    Lucro e base do resultado

    O crescimento do lucro no trimestre foi associado, segundo a própria Petrobras, a uma combinação de maior volume de produção de óleo e derivados, preços internacionais mais elevados e melhor geração de caixa. A companhia destacou que a conjunção desses fatores contribuiu para elevar significativamente o resultado financeiro registrado entre abril e junho de 2026.

    Produção de óleo e desempenho operacional

    Em termos operacionais, a Petrobras informou recorde na produção de óleo, com média de 2,7 milhões de barris por dia no trimestre. Esse patamar representa um marco para a companhia e foi citado pela empresa como um dos elementos centrais do desempenho financeiro.

    Refino, derivados e exportações

    A utilização do parque de refino alcançou 101% no segundo trimestre, nível considerado recorde pela petroleira. Essa alta ocupação permitiu aumento na fabricação de combustíveis e outros derivados, com a produção de 509 mil barris por dia de diesel S10 e 109 mil barris por dia de querosene de aviação.

    Ao todo, a produção de derivados chegou a 1,9 milhão de barris por dia, o que representa um avanço de 5,6% em comparação ao primeiro trimestre de 2026. Com maior oferta doméstica de derivados, a Petrobras afirmou que as importações caíram 40% em relação ao trimestre anterior.

    Exportações

    Outro ponto destacado pela companhia foi o crescimento das exportações, que chegaram a quase um milhão de barris por dia no período. O aumento das vendas externas foi listado como um vetor de receita no trimestre.

    Investimentos e projetos em andamento

    No segundo trimestre de 2026, os investimentos da Petrobras somaram R$ 26,7 bilhões (US$ 5,3 bilhões). A maior parte desse montante — 82% — foi aplicada no segmento de exploração e produção, conforme informou a empresa.

    Entre os projetos citados no relatório do trimestre estão as obras das unidades P-80, P-82 e P-83, que, de acordo com a companhia, têm previsão de entrada em operação em 2027. A construção dessas plataformas foi destacada como item relevante do programa de investimentos do período.

    Declaração da direção

    A diretoria financeira da Petrobras ressaltou que os recordes operacionais alcançados no segundo trimestre foram determinantes para o resultado financeiro. A companhia enfatizou que o aumento dos volumes de óleo e derivados, aliado ao patamar do Brent, fortaleceu a geração de caixa no período.

    As informações sobre lucro, produção, refino, exportações e investimentos foram divulgadas pela Petrobras e reportadas à imprensa, conforme registro junto à Agência Brasil.

    • Lucro líquido: R$ 52,4 bilhões (US$ 10,4 bilhões) no 2º trimestre de 2026.
    • Produção de óleo: 2,7 milhões de barris por dia.
    • Utilização do parque de refino: 101%.
    • Produção de derivados: 1,9 milhão de barris por dia (+5,6% em relação ao 1º tri/2026).
    • Diesel S10: 509 mil bpd; querosene de aviação: 109 mil bpd.
    • Exportações: quase 1 milhão de barris por dia.
    • Redução de importações: 40% em relação ao trimestre anterior.
    • Investimentos no trimestre: R$ 26,7 bilhões (US$ 5,3 bilhões); 82% em exploração e produção.
    • Projetos destacados: unidades P-80, P-82 e P-83, com entrada prevista em 2027.