Tag: inundações

  • Governo atualiza manual de mapeamento de riscos urbanos com nova classificação e abordagem tecnológica

    Governo atualiza manual de mapeamento de riscos urbanos com nova classificação e abordagem tecnológica

    O governo federal atualizou o manual Mapeamento de Riscos: Conceitos e Métodos Aplicados a Processos Geológicos e Hidrológicos, publicado originalmente em 2007 e referência nacional na gestão de risco em áreas urbanas. Segundo o Ministério das Cidades, trata-se da primeira revisão do documento em quase 20 anos e a versão revisada já está disponível gratuitamente na internet.

    Principais mudanças na classificação e no conteúdo

    A nova edição traz alterações na forma como os riscos são categorizados. Em vez de manter classificações que incluíam níveis considerados baixos ou inexistentes, a publicação passa a concentrar a análise nos riscos classificados como médio, alto e muito alto. Essa mudança tem como objetivo priorizar áreas e populações que exigem intervenções mais imediatas.

    Além da reclassificação, o manual incorpora instrumentos tecnológicos contemporâneos aplicáveis à gestão de risco. A atualização também detalha a delimitação de setores de risco hidrológico, distinguindo situações de inundação, enchente e enxurrada. Processos erosivos recebem atenção ampliada, com descrições que incluem o rolamento de rochas e o fenômeno localmente conhecido como terras caídas, apontado como mais recorrente em regiões do Norte do país.

    Motivos para a atualização e antecipação do lançamento

    De acordo com Rodolfo Moura, diretor do Departamento de Mitigação e Prevenção de Risco do Ministério das Cidades, o uso contínuo do manual por técnicos, pesquisadores e gestores municipais evidenciou a necessidade de revisar conceitos e procedimentos. A combinação dessa demanda técnica com a conjuntura climática levou à antecipação do lançamento: a chegada de um super El Niño e a urgência climática aceleraram o processo de revisão.

    Moura afirmou que a intenção foi disponibilizar o instrumento atualizado para identificar não só áreas críticas mas, principalmente, as pessoas que vivem em situação de risco. A priorização dos níveis de risco busca orientar ações mais rápidas e efetivas onde a exposição é maior.

    Aplicação prática para municípios e acesso a recursos

    O novo manual tem finalidade prática: permitir que prefeituras realizem o mapeamento de áreas de risco em seus territórios e, a partir desses mapas, elaborem planos municipais de redução de risco. Segundo o Ministério das Cidades, a adoção dessas medidas pode retirar milhares de pessoas de áreas expostas a deslizamentos, inundações e enxurradas.

    A publicação também funciona como referência técnica para que municípios e estados acessem recursos destinados a obras e medidas de prevenção. Conforme explicado pelo diretor, mapas e planos municipais de redução de risco são instrumentos que viabilizam o encaminhamento e a implementação dessas ações por meio de financiamentos e programas públicos.

    Contexto nacional dos riscos naturais

    O governo federal já vinha atualizando a dimensão do problema: em 2024, uma nota técnica da Casa Civil apontou que 1.942 municípios no país expõem quase 9 milhões de brasileiros a riscos associados a deslizamentos, alagamentos, enxurradas e inundações. Esses números reforçam a necessidade de ferramentas técnicas que auxiliem a prevenção e a redução de vulnerabilidades em áreas urbanas.

    Ao priorizar riscos de maior gravidade e introduzir recursos tecnológicos, o manual revisado busca oferecer um conjunto de procedimentos aplicáveis por equipes técnicas locais, fortalecendo ações de antecipação, identificação, adaptação e aumento da resiliência das cidades, conforme defendido pelo Ministério das Cidades.

    Disponibilidade e uso docente e técnico

    A versão atualizada do manual está acessível online de forma gratuita para técnicos, pesquisadores, gestores municipais e demais interessados. A publicação serve tanto como referência técnica quanto como base operacional para a elaboração de projetos e políticas públicas voltadas à redução de risco de desastres em áreas urbanas.

    Fonte das informações: Agência Brasil, com declarações de Rodolfo Moura, diretor do Departamento de Mitigação e Prevenção de Risco do Ministério das Cidades.

  • Tufão Dolphin provoca chuvas intensas e inundações em Pequim

    Tufão Dolphin provoca chuvas intensas e inundações em Pequim

    O tufão Dolphin, qualificado como o tufão mais forte a afetar a China neste ano, deixou marcas significativas em Pequim na forma de chuvas intensas e alagamentos que impediram a circulação em vias importantes da capital. Imagens divulgadas pela imprensa chinesa mostraram ruas alagadas com carros e ônibus parcialmente submersos.

    Impacto direto em Pequim

    Autoridades da capital declararam o segundo nível mais alto de alerta de tempestade diante da chegada das precipitações. Como medida preventiva, foram suspensas 250 linhas de ônibus e fechadas 150 atrações turísticas, segundo reportou a agência oficial Xinhua. Além disso, 10 linhas de metrô passaram a operar em velocidade reduzida para garantir a segurança dos passageiros.

    O distrito de Changping, na zona norte de Pequim, foi um dos pontos mais afetados: a estação pluviométrica local registrou 90,7 mm de chuva em apenas uma hora a partir das 9h da manhã, indicando intensidade excepcional em curto período. Em vários trechos da cidade, vias de várias faixas viraram verdadeiros rios, provocando paradas de veículos e obstruções no tráfego urbano, conforme imagens divulgadas pelo site local Rednote.

    Percurso do tufão e situação meteorológica

    O tufão Dolphin enfraqueceu após percorrer mais de 6.000 km e tocar a costa na província de Zhejiang no domingo (9). Apesar do enfraquecimento, os remanescentes do sistema continuam a transportar umidade tropical para o interior do país, com risco de desencadear novos episódios de chuva intensa e, consequentemente, inundações em áreas afastadas do litoral.

    Relatos oficiais e imagens apontam que o fenômeno não se limitou a Pequim: províncias do centro e do leste da China registraram precipitações que bateram novos recordes locais, conforme informações reunidas pela cobertura jornalística.

    Consequências para a vida cotidiana e economia local

    Moradores relataram impactos diretos na rotina. Em Luohe, na província central de Henan, a moradora Zhao Junxia afirmou que a chuva tem atrapalhado trabalho e deslocamentos, além de causar dificuldades no acesso a alimentos e transporte, segundo a reportagem da Agência Brasil.

    O fechamento de pontos turísticos e a suspensão de centenas de linhas de ônibus mostram como as medidas administrativas visam reduzir danos e riscos, mas também refletem interrupções na mobilidade urbana e no funcionamento de serviços da cidade. A paralisação parcial do transporte público tem potencial para afetar tanto residentes quanto visitantes enquanto durar o alerta.

    Contexto climático e tendências

    Cientistas citados pela matéria associam a maior frequência e intensidade desses fenômenos às mudanças climáticas, apontando que o padrão emergente do El Niño contribui para elevação das temperaturas e para a formação de tufões mais frequentes e vigorosos. Essa combinação de efeitos climáticos tem sido observada como um fator que agrava eventos extremos, conforme observado nas recentes precipitações que atingiram várias províncias.

    Fontes, imagens e cobertura

    As informações sobre o alerta em Pequim, as medidas de transporte e os dados pluviométricos foram divulgadas pela agência oficial Xinhua e repercutidas pela Agência Brasil. Imagens que mostram trechos alagados foram publicadas pelo site chinês Rednote, enquanto relatos de moradores vieram de cidades como Luohe, em Henan. A reportagem original contou com a colaboração de corresponsais internacionais e agências mencionadas na cobertura.

    À medida que os remanescentes do tufão avançam pelo interior, autoridades locais e serviços de emergência monitoram a evolução das chuvas para mitigar riscos de inundações e preservar a segurança da população.

  • Rio Guaíba se aproxima da cota de alerta em Porto Alegre

    Rio Guaíba se aproxima da cota de alerta em Porto Alegre

    O Rio Guaíba, em Porto Alegre (RS), apresenta elevação contínua e está sob monitoramento da Defesa Civil municipal por risco de inundação nos próximos dias. O Centro de Monitoramento e Alertas (Cemadec) informou que o rio entrou na cota de atenção na quarta-feira, 29 de julho, após alcançar 1,90 metro no ponto de observação do Cais Mauá C6.

    Nível atual e proximidade da cota de alerta

    Conforme os dados divulgados pela Defesa Civil e registrados pela Agência Brasil, o acúmulo de água no Guaíba seguiu aumentando e, na última atualização anterior ao fechamento desta matéria, o nível chegou a 2,54 metros. A cota de alerta para inundação está fixada em 2,60 metros; portanto, uma elevação acima desse patamar nas horas seguintes acionaria o status de alerta para a cidade.

    Áreas com maior potencial de impacto

    A Defesa Civil aponta que, caso a cota de alerta seja alcançada, algumas áreas de Porto Alegre podem sofrer impactos. Entre elas está o Bairro Arquipélago, formado pelas ilhas da Pintada, Grande dos Marinheiros, Flores e Pavão. Também podem ocorrer danos nas áreas ribeirinhas das regiões Sul e Extremo Sul da capital, conforme os pontos de monitoramento e a avaliação técnica do órgão.

    Avisos e vigência do alerta

    Após atualização dos modelos hidrológicos e confirmação da tendência de elevação do nível do Guaíba, a Defesa Civil elevou o aviso hidrológico para alerta nível laranja. A vigência desse aviso foi determinada das 15h de quinta-feira (30) até as 18h da próxima segunda-feira (3), conforme informado pela autoridade municipal e noticiado pela Agência Brasil.

    Outros rios em situação de inundação no estado

    Além do Guaíba, o monitoramento apontou que outros cursos d’água do Rio Grande do Sul já ultrapassaram suas cotas de inundação nos respectivos pontos de observação. Entre eles estão os rios Taquari, Caí, Gravataí e dos Sinos. A ocorrência desses eventos indica que há áreas com alagamentos em diferentes bacias do estado, segundo o comunicado da Defesa Civil regional repercutido pela Agência Brasil.

    As informações divulgadas ressaltam que a situação é dinâmica e depende das próximas horas de precipitação, do comportamento das descargas nas bacias e das atualizações dos modelos de previsão hidrológica. A Defesa Civil tem acompanhado os níveis e emitido avisos conforme as medições e projeções técnicas.

    Moradores das zonas ribeirinhas e usuários de áreas baixas devem observar comunicados oficiais e orientações das autoridades locais. Em caso de necessidade, a Defesa Civil costuma indicar medidas de autoproteção, deslocamento para áreas mais altas e atenção às orientações das equipes de emergência; essas recomendações são parte das rotinas adotadas em situações de alerta hidrológico.

    Os dados e avisos citados nesta matéria foram divulgados pelo Centro de Monitoramento e Alertas da Defesa Civil de Porto Alegre (Cemadec) e reportados pela Agência Brasil.

  • Serviço Geológico alerta: Rio Guaíba pode atingir cota de alerta em Porto Alegre até sexta-feira

    Serviço Geológico alerta: Rio Guaíba pode atingir cota de alerta em Porto Alegre até sexta-feira

    O Serviço Geológico do Brasil (SGB) informou que o rio Guaíba pode atingir a cota de alerta de 2,60 metros em Porto Alegre até sexta-feira (31). O mesmo boletim aponta ainda a possibilidade de o nível chegar à cota de inundação de 3 metros, caso se confirme o montante de precipitação previsto nas cabeceiras dos rios afluentes.

    Motivo da elevação dos níveis

    Segundo o relatório de monitoramento e previsão hidrológica, a água decorrente das chuvas nas cabeceiras dos afluentes já está descendo em direção à região metropolitana, o que tem impulsionado a elevação dos níveis do Guaíba e do Delta do Jacuí. As simulações feitas para os rios Jacuí, dos Sinos e Gravataí sinalizam aumento dos níveis nesses cursos d’água.

    Previsões sujeitas a mudança

    O boletim ressalta que as projeções dependem da confirmação do volume de chuva nos próximos dias. Por isso, os cenários podem ser alterados a qualquer momento caso novas precipitações ocorram e modifiquem a evolução dos níveis hídricos na bacia. Para acompanhar essas variações, o SGB passará a emitir boletins diários com reavaliações baseadas em observações recentes e atualizações meteorológicas.

    Comparação com evento anterior

    O texto do SGB também destaca que, até o momento, não há indicação de um evento extremo de magnitude semelhante à enchente registrada em maio de 2024. Essa avaliação, no entanto, está condicionada às informações de chuva que forem ocorrendo, razão pela qual o monitoramento constante foi reforçado.

    As previsões do Boletim de Monitoramento e Previsão Hidrológica da Bacia do Guaíba são elaboradas pelo Serviço Geológico do Brasil em parceria com o Grupo de Pesquisas em Hidrologia de Grande Escala do Instituto de Pesquisas Hidráulicas da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs). A cooperação técnica envolve a integração de dados observados e modelos hidrológicos para projetar a resposta dos rios às chuvas nas áreas de cabeceira.

    Durante o período de atenção, as equipes do SGB acompanharão a situação nas áreas monitoradas e atualizarão as informações diariamente. A instituição recomenda atenção às comunicações oficiais e relata que as análises seguem normas técnicas para reavaliações, sem assegurar previsões definitivas enquanto houver incerteza sobre a precipitação futura.

    O que está sendo monitorado

    • Altimetria do rio Guaíba em Porto Alegre e variações no Delta do Jacuí;
    • Níveis e simulações para os rios Jacuí, dos Sinos e Gravataí;
    • Volume de chuva nas cabeceiras dos afluentes e atualizações meteorológicas;
    • Emissão diária de boletins com reavaliação conforme novos dados observados.

    A população e órgãos de defesa civil devem manter atenção às orientações oficiais e aos boletins diários para decisões sobre prevenção e medidas de segurança. As mudanças no quadro hidrológico dependerão diretamente do comportamento das chuvas nos próximos dias.

    Fonte: Agência Brasil, com dados do Boletim de Monitoramento e Previsão Hidrológica do Serviço Geológico do Brasil (SGB) e contribuições do Grupo de Pesquisas em Hidrologia de Grande Escala do Instituto de Pesquisas Hidráulicas da Ufrgs.

  • Defesa Civil alerta: tempestades severas e risco de inundações atingem Rio Grande do Sul

    Defesa Civil alerta: tempestades severas e risco de inundações atingem Rio Grande do Sul

    A Defesa Civil do Rio Grande do Sul emitiu um alerta de risco meteorológico e hidrológico elevado para o estado entre segunda-feira (27) e quarta-feira (29). Segundo o órgão, a instabilidade atmosférica deve se intensificar entre os dias 27 e 28, trazendo tempestades severas com potencial para causar danos e provocar cheias em diversos pontos.

    Previsão e fenômenos esperados

    De acordo com a Defesa Civil, as tempestades previstas podem vir acompanhadas de chuva intensa e volumosa, granizo de grande porte e rajadas de vento que podem superar os 90 km/h. O órgão também mantém a possibilidade de ocorrência de tornados em parte do estado durante o período de instabilidade.

    Os acumulados de precipitação apontados no alerta são significativos: em algumas localidades, a chuva pode ultrapassar 100 milímetros em apenas 12 horas e exceder 200 milímetros no período de 48 horas, especialmente ao longo do dia 28 de julho.

    Quando e onde as condições se agravam

    Segundo a previsão, a instabilidade aumenta entre segunda (27) e terça (28) e ainda atua na madrugada de quarta-feira (29). As regiões com maior vulnerabilidade, conforme o comunicado da Defesa Civil, incluem o norte, noroeste, nordeste, a serra, os vales e o litoral norte do estado.

    Durante esse intervalo, a combinação de volumes elevados de chuva e ventos intensos mantém risco para impactos localizados por queda de granizo e situações de violência do vento, que podem afetar estruturas, áreas agrícolas e a rede de distribuição elétrica e de comunicações.

    Risco hidrológico e rios com maior atenção

    A Defesa Civil alerta também para o risco hidrológico decorrente dos grandes volumes de chuva, que, somados aos níveis já elevados em alguns cursos d’água, aumentam a possibilidade de cheias e extravasamento de arroios e pequenos cursos d’água. Alagamentos urbanos e inundações são citados como consequências prováveis em áreas vulneráveis.

    O órgão aponta como foco de atenção as bacias dos rios Uruguai, Quaraí, Ibirapuitã, Santa Maria, Ibicuí, Jacuí e Sinos. Atualmente, há monitoramento que registra pontos do Uruguai, do Jacuí e do Sinos acima da cota de inundação, condição que pode persistir conforme a continuidade das precipitações.

    Municípios com potencial de inundação

    A Defesa Civil especificou trechos e municípios onde a possibilidade de inundação merece atenção: o rio Ibirapuitã em Alegrete; o rio Santa Maria em Dom Pedrito e Rosário do Sul; o rio Ibicuí em Manoel Viana; e o rio Quaraí no município de Quaraí. Essas localidades foram citadas com base na projeção de elevação dos níveis hídricos diante da chuva prevista.

    Além das áreas ribeirinhas, a combinação de chuva intensa e solo já úmido pode agravar alagamentos urbanos em centros com drenagem comprometida.

    Fonte e monitoramento

    As informações e projeções citadas foram divulgadas pela Defesa Civil do Rio Grande do Sul e reportadas pela Agência Brasil. O acompanhamento das condições meteorológicas e hidrológicas seguirá nos próximos dias por órgãos estaduais responsáveis pelo monitoramento, conforme indicado no comunicado do órgão.

    Em razão da natureza dinâmica dos eventos, a defesa civil mantêm o monitoramento e a emissão de alertas de acordo com a evolução das condições atmosféricas e dos níveis dos rios.

    Fonte: Defesa Civil do Rio Grande do Sul / Agência Brasil.