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  • Bombeiros do Rio reforçam uso do capacete fechado e itens de proteção para motociclistas

    Bombeiros do Rio reforçam uso do capacete fechado e itens de proteção para motociclistas

    O Corpo de Bombeiros do Estado do Rio de Janeiro reforçou orientações sobre segurança de motociclistas no Dia do Motociclista, comemorado em 27 de julho. A corporação, responsável pelo atendimento a vítimas de trânsito, enfatizou a importância do uso correto dos equipamentos de proteção, com foco no capacete do tipo fechado.

    Volume de acidentes atendidos

    Dados da própria corporação mostram a dimensão das ocorrências: de 1º de janeiro a 26 de julho de 2026, os bombeiros foram acionados para 21.657 colisões envolvendo motocicletas no estado. Desse total, 16.202 envolveram colisões entre motos e automóveis. Ainda no mesmo período, os atendimentos incluíram 10.127 quedas de motocicletas e 1.858 atropelamentos causados por motos, além de acidentes com caminhões, ônibus, bicicletas, postes, muros, trens, VLT e outros obstáculos.

    Segundo a corporação, as motocicletas correspondem a cerca de 74,4% do total dos acidentes de trânsito registrados no Rio de Janeiro, o que aponta a importância de medidas específicas para esse grupo de usuários das vias.

    Por que priorizar o capacete fechado

    Os bombeiros alertaram que impactos em colisões frequentemente atingem a região do rosto e do queixo. Por essa razão, o capacete fechado é apontado pela corporação como mais eficiente na proteção dessas áreas: sua estrutura frontal absorve parte da energia da colisão, reduzindo o risco de lesões graves na face.

    O porta-voz do Corpo de Bombeiros, tenente-coronel Fábio Contreiras, ressaltou que, embora modelos abertos ofereçam maior ventilação e possam ser escolhidos por custo ou conforto, deixam o rosto mais exposto ao asfalto. Contreiras descreveu o capacete fechado como um equipamento cuja parte frontal contribui para a absorção de impactos e, em consequência, para a segurança do motociclista.

    Outras recomendações dos bombeiros

    Além do tipo de capacete, a corporação recomenda o uso de modelos certificados pelo Inmetro e a verificação do ajuste da jugular; isto é, a correia que prende o capacete ao queixo deve estar corretamente afivelada. Os bombeiros também orientam a adoção de uma condução defensiva, respeitando limites de velocidade, sinalização e as condições das vias.

    Para a corporação, medidas preventivas simples — como escolha adequada do equipamento e práticas de direção segura — são as ferramentas mais eficientes para reduzir acidentes e preservar vidas. As orientações foram divulgadas em comunicado reproduzido pela Agência Brasil.

    Implicações para segurança viária

    Os dados apresentados pelo Corpo de Bombeiros reforçam a necessidade de políticas e campanhas específicas voltadas aos motociclistas, bem como a atenção contínua às normas de certificação e uso de equipamentos. A predominância das motos entre as ocorrências de trânsito no estado indica que intervenções dirigidas a esse modal podem ter impacto relevante na redução de ferimentos e óbitos.

    O Corpo de Bombeiros mantém atuação diária no atendimento a essas ocorrências e tem divulgado orientações que incluem tanto equipamentos quanto comportamento no trânsito. As informações sobre números e recomendações foram fornecidas pela corporação e divulgadas pela Agência Brasil.