Tag: infraestrutura

  • Fazenda autoriza R$ 12,9 bilhões em empréstimos com garantia da União para cinco estados

    Fazenda autoriza R$ 12,9 bilhões em empréstimos com garantia da União para cinco estados

    O Ministério da Fazenda autorizou, em 14 de agosto de 2026, cinco operações de crédito com garantia da União que somam R$ 12,9 bilhões, destinadas a projetos apresentados por São Paulo, Piauí, Maranhão, Pernambuco e Rondônia. As operações devem ser formalizadas com instituições financeiras federais até 7 de setembro, prazo definido em razão do período eleitoral, informou o ministério em entrevista à imprensa (Agência Brasil).

    Operações autorizadas e destinos dos recursos

    Os valores liberados e os usos previstos pelos estados, conforme detalhou o ministro Dario Durigan, são:

    • São Paulo – R$ 5,4 bilhões (Banco do Brasil): recursos para projetos de mobilidade urbana, incluindo ampliação e extensão de linhas de metrô e trens metropolitanos, modernização de ramais e obras complementares como travessias hídricas e trechos rodoviários relacionados ao projeto da rodovia Tamoios.
    • Piauí – R$ 4,9 bilhões (Banco do Brasil): verba para infraestrutura de transporte rodoviário, obras de urbanização, gestão de recursos hídricos, transformação digital, aportes em estatais e iniciativas nas áreas de agricultura, cultura e esporte.
    • Maranhão – R$ 1,3 bilhão (Banco do Brasil): destinada a obras de infraestrutura rodoviária.
    • Pernambuco – R$ 985 milhões (Caixa Econômica Federal): crédito voltado ao Programa de Desenvolvimento Sustentável e Crescimento Econômico, com ênfase em projetos de infraestrutura hídrica e saneamento básico.
    • Rondônia – R$ 323 milhões (Bradesco): recursos para investimentos em infraestrutura rodoviária e urbana, incluindo expansão da iluminação pública, revitalização de praças e melhorias em parques e complexos esportivos.

    Contexto político e prazo para assinatura

    A liberação ocorreu horas depois do governo de São Paulo recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF) para obter o aval da União em obras de mobilidade local, segundo a Agência Brasil. Em resposta a perguntas de jornalistas, o ministro Dario Durigan afirmou que as avaliações das operações já estavam em curso e considerou precipitado o acionamento do Supremo por parte do estado.

    Ao comentar insinuações sobre possível pressões, Durigan afirmou: “Nós não vamos funcionar nunca sob pressão, mas sim no esclarecimento de um rito que funciona, sempre funcionou e vai seguir funcionando com o espírito federativo. Nenhuma ação no Supremo, de qualquer estado que seja, interfere nos nossos processos internos” (Agência Brasil).

    Posicionamento do Ministério da Fazenda e próximos passos

    O ministro destacou que a concessão de garantias da União é uma ferramenta para estimular investimentos em infraestrutura e o desenvolvimento regional, e afirmou que a capacidade de investimento de estados e municípios ajuda o crescimento econômico do país. Em balanço apresentado na entrevista, o ministério informou que a União já concedeu garantias a operações de crédito na ordem de R$ 270 bilhões desde 2023 (Agência Brasil).

    Durigan também explicou que outras solicitações de garantias do Tesouro, feitas por estados e municípios, continuam em análise técnica e que novas autorizações devem ser anunciadas em lotes para viabilizar novos projetos de infraestrutura e desenvolvimento regional.

    As operações autorizadas nesta data envolvem principalmente o Banco do Brasil, a Caixa e, em menção geral, o BNDES como instituições financeiras federais prováveis para assinatura; uma das operações foi formalizada junto ao Bradesco, conforme informado pelo ministério (Agência Brasil). O prazo final para a formalização dos contratos é 7 de setembro por causa das restrições do período eleitoral.

    As informações e os números citados têm como fonte a reportagem da Agência Brasil, publicada em 14 de agosto de 2026.

  • BNDES registra lucro recorrente de R$ 9,2 bilhões no primeiro semestre e bate recordes

    BNDES registra lucro recorrente de R$ 9,2 bilhões no primeiro semestre e bate recordes

    O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) divulgou nesta quinta-feira que obteve um lucro recorrente de R$ 9,2 bilhões no primeiro semestre de 2026, valor que representa crescimento de 25% frente ao mesmo período do ano anterior. No horizonte de doze meses encerrado em junho, o lucro recorrente atingiu R$ 17,1 bilhões, o maior montante já registrado pela instituição.

    Resultados financeiros e posição patrimonial

    Além do lucro, o BNDES informou que seus ativos totais alcançaram R$ 1,05 trilhão — o maior patamar da história do banco — e que o patrimônio líquido subiu para R$ 181 bilhões, também em nível recorde. A carteira de crédito ficou em R$ 684 bilhões, nível mais elevado desde 2016, segundo os dados apresentados na sede em São Paulo.

    Volume de aprovações e composição da carteira

    As aprovações de crédito no semestre somaram R$ 110,6 bilhões, um avanço de 52% em relação ao mesmo período de 2025. O banco destacou crescimento em diferentes segmentos da economia, com aumentos relevantes em infraestrutura e agropecuária.

    • Crédito à infraestrutura: R$ 46 bilhões, alta de 91%.
    • Agricultura e pecuária: R$ 24,8 bilhões, alta de 46%.
    • Indústria: R$ 22,5 bilhões, alta de 24%.
    • Comércio e serviços: R$ 17,3 bilhões, alta de 27%.

    O apoio a micro, pequenas e médias empresas chegou a R$ 108,2 bilhões no período, o maior valor histórico para a janela considerada, com aumento de 22% sobre 2025.

    Qualidade da carteira e inadimplência

    O BNDES informou que a inadimplência superior a 90 dias permaneceu praticamente estável, em torno de 0,05%. Esse nível é muito inferior às médias do Sistema Financeiro Nacional, que, conforme citado pelo banco, situa-se em 4,68% para o conjunto das instituições e em 0,66% para grandes empresas.

    Foco em novos setores e sustentabilidade

    Segundo o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, a instituição tem buscado diversificar a carteira e financiar projetos em áreas consideradas estratégicas. Entre os exemplos citados pelo banco estão investimentos em mobilidade, minerais críticos, terras raras, lítio, inteligência artificial e até projetos de carro voador.

    Mercadante também afirmou que o BNDES está financiando a indústria automotiva para desenvolver veículos elétricos flex que combinem eletrificação com biocombustíveis, uma rota tecnológica que, segundo ele, o país tem perseguido. As declarações do presidente foram prestadas em entrevista coletiva na sede do banco e repercutem as orientações estratégicas anunciadas pela instituição.

    Clima e riscos naturais: atuação preventiva

    Na coletiva, o presidente alertou para a necessidade de preparar o banco e seus clientes para novas emergências climáticas. Mercadante afirmou que o fenômeno El Niño vem com força em 2026 e que as projeções apontam para um ano mais quente que 2024 no Brasil, com possibilidade de chuvas intensas no Sul, ondas de calor no Sudeste e períodos de seca no Norte e Nordeste. Em razão desse cenário, o BNDES declarou que ampliará ações de prevenção e apoio a empresas, comunidades e famílias afetadas por eventos climáticos extremos.

    As informações sobre resultados, carteira e estratégias foram divulgadas pelo BNDES e reproduzidas pela Agência Brasil.

    Próximos passos mencionados pelo banco incluem a continuidade do aumento do volume de crédito e a expansão de investimentos em setores tecnológicos e vinculados à transição energética, conforme as prioridades anunciadas pela direção do BNDES.

  • Governo lança Plano Nacional de Logística 2050 com previsão de R$ 1,225 trilhão em investimentos

    Governo lança Plano Nacional de Logística 2050 com previsão de R$ 1,225 trilhão em investimentos

    O Plano Nacional de Logística (PNL) 2050 entrou em vigor em 12 de agosto de 2026 com a proposta de orientar o planejamento e os investimentos em infraestrutura de transportes no país até o ano de 2050. Elaborado no âmbito do Planejamento Integrado de Transportes (PIT), o documento servirá como referência para aplicações públicas e privadas em rodovias, ferrovias, hidrovias, portos e aeroportos, segundo a Agência Brasil.

    Valor previsto e origem dos recursos

    O PNL estima um volume total de R$ 1,225 trilhão em investimentos ao longo do horizonte até 2050. Desse montante, R$ 734,4 bilhões são esperados da iniciativa privada, enquanto R$ 490,5 bilhões devem originar-se do setor público. Os recursos são destinados à manutenção e ampliação de corredores estratégicos, à ampliação de capacidade de estruturas existentes e à implantação de novos empreendimentos logísticos.

    Objetivos, eixos e prioridades

    Para enfrentar os principais gargalos identificados, o plano definiu 112 objetivos prioritários e estruturou 31 eixos de transporte: 12 rodoviários, oito ferroviários, quatro aquaviários e sete intermodais. Entre as ações previstas estão a expansão de corredores ferroviários e rodoviários, a consolidação de hidrovias e a ampliação da infraestrutura portuária, visando maior conectividade entre modos de transporte.

    Desafios atuais e foco na intermodalidade

    O PNL aponta desafios conhecidos do sistema logístico brasileiro, como a forte dependência das rodovias — que respondem por 54% da movimentação de cargas —, a baixa utilização de ferrovias e hidrovias, dificuldades de escoamento da produção e problemas de abastecimento em regiões mais isoladas. Para mitigar essas fragilidades, o plano prioriza a ampliação da intermodalidade, buscando melhorar a conexão entre rodovias, ferrovias, hidrovias, portos e aeroportos.

    Integração modal e papel dos portos

    Autoridades ressaltaram que os modais não existem isoladamente e que os portos atuam como nós essenciais da malha logística, mas dependem de acessos rodoviários, ferroviários e hidroviários. O PNL recomenda políticas que privilegiem o transporte ferroviário como alternativa ao aumento exclusivo da malha rodoviária, além de fortalecer as ligações entre ferrovias e portos para viabilizar grandes projetos de escoamento.

    Sustentabilidade e redução de desigualdades regionais

    O documento incorpora critérios de sustentabilidade, incluindo medidas de adaptação às mudanças climáticas, redução de emissões e proteção da biodiversidade. Também dá destaque à redução das desigualdades regionais, com prioridade a projetos nas regiões Norte e Nordeste, buscando melhorar o abastecimento interno e ampliar a integração do território nacional.

    Reações do governo e próximos passos

    Durante o lançamento em Brasília, o ministro dos Transportes, George Santoro, afirmou que o PNL pretende organizar projetos e iniciativas conforme uma visão estratégica do país, enfatizando que o plano foi estruturado a partir da definição dos problemas a serem resolvidos antes da escolha dos investimentos. Santoro destacou ainda a inclusão da cabotagem (navegação entre portos nacionais) como novidade importante e reconheceu que o transporte aéreo de cargas ainda precisa ser melhor incorporado ao planejamento.

    O ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, ressaltou o papel da parceria público-privada no aumento da capacidade e eficiência de portos e aeroportos e defendeu a integração dos modais como grande desafio a ser enfrentado. Jorge Bastos, presidente da Infra — empresa federal responsável por planejar e estruturar projetos no setor de transportes —, afirmou que o plano foi elaborado para ter credibilidade e atravessar ciclos de governo.

    Segundo a Agência Brasil, o PNL 2050 funcionará como referência para a priorização de projetos e a alocação de recursos, com foco em reduzir custos logísticos, aumentar a competitividade das exportações e melhorar o abastecimento interno.

    Fonte: Agência Brasil.