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  • Inscrições abertas para capacitação em IA voltada a empreendedoras com 5 mil vagas

    Inscrições abertas para capacitação em IA voltada a empreendedoras com 5 mil vagas

    O governo federal, por meio do Ministério do Empreendedorismo da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte, em parceria com o Instituto Rede Mulher Empreendedora, abriu inscrições para uma capacitação em inteligência artificial destinada a mulheres que comandam negócios no Brasil. A iniciativa oferta 5 mil vagas e garante que metade desse total seja destinada a mulheres negras, segundo informou a Agência Brasil.

    Estrutura do curso e início

    A formação terá início em 1º de setembro. A proposta pedagógica inclui 10 aulas ministradas ao vivo e 10 sessões de mentoria coletiva, além de materiais complementares. O conteúdo foi organizado para apresentar ferramentas de tecnologia aplicáveis à rotina das empresas e orientar a implementação prática das soluções.

    Temas abordados

    O programa abrange o uso da inteligência artificial em diferentes etapas da atividade empresarial. Entre os tópicos citados estão gestão e planejamento, marketing e vendas, atendimento ao cliente, análise de dados, produtividade e inovação. A ênfase está na aplicação prática: as participantes receberão acompanhamento para incorporar os recursos estudados à operação de seus negócios.

    Mentoria e apoio prático

    Além das aulas teóricas, a capacitação oferece mentorias coletivas para esclarecimento de dúvidas e acompanhamento da aplicação dos conteúdos. Esse formato visa dar suporte prático às empreendedoras, facilitando a adaptação das ferramentas de IA a contextos diversos de micro e pequenas empresas.

    Ao término do curso, 50 negócios serão selecionados para receber aporte financeiro no formato de capital semente. O objetivo do recurso é possibilitar a implementação dos projetos que tenham sido desenvolvidos pelas alunas ao longo da formação.

    As interessadas já podem se inscrever pela internet. A publicação original com os detalhes da iniciativa foi divulgada pela Agência Brasil, que atribui as informações à parceria entre o Ministério do Empreendedorismo da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte e o Instituto Rede Mulher Empreendedora.

    Participação e público-alvo

    A chamada é dirigida a mulheres empreendedoras de todo o país. O recorte de reserva de vagas para mulheres negras é parte da oferta anunciada, que destina metade das 5 mil vagas a esse público específico. Não foram informados pela fonte prazos finais de inscrição, critérios detalhados de seleção nem valores exatos do capital semente.

    Quem desejar participar deve buscar o formulário de inscrição online disponibilizado pelos responsáveis pelo programa. Informações adicionais, como critérios de elegibilidade e etapas do processo seletivo para o capital semente, devem ser consultadas junto aos canais oficiais do Ministério ou do Instituto Rede Mulher Empreendedora.

  • Tifanny chama de “retrocesso” regra da CBV que restringe participação de mulheres trans no vôlei

    Tifanny chama de “retrocesso” regra da CBV que restringe participação de mulheres trans no vôlei

    A oposta Tifanny, do Osasco São Cristóvão Saúde, manifestou-se publicamente pela primeira vez sobre a nova política de elegibilidade da Confederação Brasileira de Voleibol (CBV), que limita a participação nas competições femininas a atletas designadas com o sexo biológico feminino ao nascer. A jogadora considerou a medida um retrocesso e disse que não abrirá mão de seguir atuando.

    Reação da jogadora e alcance da declaração

    Em pronunciamento divulgado pela assessoria de imprensa do Osasco, Tifanny — 41 anos e primeira atleta trans a disputar a Superliga — afirmou que a mudança atinge não só a ela, mas também o clube, a torcida, patrocinadores e pessoas que se inspiram em sua trajetória. A atleta, que joga no vôlei feminino desde 2017 e foi campeã da Superliga em 2025, disse que a nova norma remete a métodos “vexatórios” de testes de atletas de décadas passadas e anunciou que buscará todas as medidas possíveis para defender seu direito à visibilidade e à prática do esporte.

    O que estabelece a nova política da CBV

    A CBV anunciou a mudança na última sexta-feira (14), apontando que a atualização busca conformidade com regras do Comitê Olímpico Internacional (COI) e da Federação Internacional de Voleibol (FIVB), segundo informou a própria confederação à imprensa. Entre os critérios previstos na nova política está a exigência da apresentação de resultado negativo para o gene SRY.

    Antes da mudança, a participação de mulheres trans em competições femininas era condicionada ao nível de testosterona sérica abaixo de determinado limite. A confederação informou que a nova determinação já vale para as edições deste ano da Superliga (nas duas principais divisões) e da Supercopa, além da Copa Brasil e do Circuito Brasileiro de vôlei de praia de 2027, conforme noticiado pela Agência Brasil.

    Partida, reação da Federação Paulista e prazos

    A declaração de Tifanny ocorreu depois de sua estreia no Campeonato Paulista, na noite de sábado (15), no Ginásio José Liberatti, contra o Pinheiros. Apesar de ter marcado 19 pontos e recebido forte apoio da torcida, Tifanny e o Osasco foram derrotados por 3 sets a 2, com parciais de 25/21, 25/16, 21/25, 23/25 e 15/11, em partida que durou pouco mais de duas horas, segundo a cobertura da Agência Brasil.

    A participação da oposta no jogo aconteceu porque a Federação Paulista de Volleyball (FPV) afirmou que o Estadual seguiria o regulamento em vigor desde o início do torneio. A FPV também informou que medidas poderão ser adotadas para competições futuras após análise das áreas jurídica e de saúde, de acordo com o comunicado divulgado pela entidade e repercutido pela Agência Brasil.

    Detalhes da estreia

    • Local: Ginásio José Liberatti (Osasco);
    • Adversário: Pinheiros;
    • Resultado: Pinheiros 3 x 2 Osasco;
    • Parciais: 25/21, 25/16, 21/25, 23/25 e 15/11;
    • Desempenho individual: Tifanny marcou 19 pontos.

    Esses dados da partida foram informados pela Agência Brasil na mesma matéria que divulgou o pronunciamento da jogadora.

    Repercussões e próximos passos anunciados

    Tifanny afirmou que a nova regra “está tirando tudo o que eu tenho”, referindo-se ao amor pelo esporte e à carreira, e apontou impactos amplos sobre o clube e a comunidade que a acompanha. Ela reiterou a intenção de não se calar e de adotar medidas para que sua luta por inclusão e visibilidade não seja em vão. A matéria da Agência Brasil não detalha quais ações legais ou administrativas a atleta pretende empreender.

    Por sua vez, a CBV informou que a mudança busca alinhamento com instâncias internacionais, mas a reportagem não traz menção a processos administrativos já abertos ou prazos específicos de implementação além das competições listadas.

    As informações que embasam esta reportagem foram publicadas pela Agência Brasil.

  • Mulheres são maioria na força de trabalho de seguros, mas pouco presentes na liderança, aponta Susep

    Mulheres são maioria na força de trabalho de seguros, mas pouco presentes na liderança, aponta Susep

    A Superintendência de Seguros Privados (Susep) divulgou a primeira edição da pesquisa FeMa Meter que analisa a participação feminina no mercado de seguros e na previdência privada aberta no Brasil. O levantamento aponta que, embora as mulheres sejam maioria entre os trabalhadores do setor, essa predominância não se traduz em presença equivalente nas posições de comando nem na contratação de produtos securitários.

    Metodologia e abrangência do levantamento

    O estudo reuniu informações enviadas por 142 empresas supervisionadas pela Susep, com dados referentes a 31 de dezembro de 2024. Do total de instituições participantes, 129 são seguradoras e 13 são entidades abertas de previdência complementar. Para mediar a análise, a autarquia utilizou a ferramenta FeMa Meter, criada pela organização internacional Access to Insurance Initiative.

    Além dos dados básicos fornecidos pelas empresas, a Susep complementou a coleta com planilhas próprias para obter informações adicionais sobre segmentos específicos, como seguros de automóveis, seguros residenciais e previdência privada aberta. Segundo a autarquia, essas informações passaram por etapas de validação e comparação com outras bases internas antes de serem consolidadas no relatório final.

    Principais achados: mais trabalhadoras, menos liderança e contratação

    A pesquisa revela duas frentes de desequilíbrio. A primeira é interna ao quadro profissional: as mulheres predominam na força de trabalho do setor, mas sua presença diminui progressivamente conforme sobe o nível hierárquico dentro das empresas, indicando sub-representação nos cargos de maior poder de decisão.

    A segunda se refere ao papel das mulheres como consumidoras do mercado de seguros. O estudo identificou que elas contratam menos produtos de seguros e de previdência privada aberta do que os homens. A Susep ressaltou a importância de compreender esses comportamentos para ampliar a inclusão securitária e desenvolver produtos adequados ao perfil feminino.

    Finalidade e próximos usos dos resultados

    A pesquisa integra o Plano de Regulação da Susep para 2025 e foi apresentada pela autarquia como uma iniciativa de produção de informações com objetivo de orientar políticas públicas voltadas ao mercado de seguros. A Susep informou que o levantamento deve servir de base para formulação de medidas que promovam maior inclusão, tanto entre profissionais quanto entre consumidores.

    O uso da ferramenta FeMa Meter e a complementação por dados internos apontam para uma tentativa de criar um retrato mais detalhado da participação feminina no setor. Ao consolidar esses dados e disponibilizar o relatório, a Susep busca oferecer subsídios para que reguladores, empresas e formuladores de políticas possam identificar lacunas e propor ações direcionadas.

    Disponibilidade do estudo

    O relatório completo da pesquisa está disponível no portal da Susep. A autarquia indicou que os resultados consolidados passaram por validação interna antes da divulgação, sem, no entanto, divulgar na apresentação resumida percentuais ou números adicionais além dos relacionados ao universo de empresas pesquisadas.

    Fonte: Agência Brasil, com base em dados e divulgação da Superintendência de Seguros Privados (Susep).

  • Universidades federais têm até sábado para solicitar implantação de ‘cuidotecas’ nos campi

    Universidades federais têm até sábado para solicitar implantação de ‘cuidotecas’ nos campi

    As universidades federais interessadas em instalar cuidotecas nos campi têm prazo até sábado (1º/8) para submeter propostas à Chamada Estratégica UniCuidotecas, iniciativa do Ministério da Educação (MEC) em parceria com o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS). O objetivo é criar espaços que ofereçam acolhimento gratuito a crianças de 3 a 12 anos durante o período noturno, possibilitando que responsáveis estudem ou trabalhem no campus.

    Objetivo da iniciativa e público atendido

    A proposta visa fornecer um ambiente seguro, acessível e protegido para crianças enquanto seus responsáveis cumprem atividades acadêmicas ou profissionais no turno da noite. Podem se beneficiar filhos e dependentes de estudantes, docentes, técnicos-administrativos em educação e trabalhadores terceirizados que atuem ou estudem no campus noturno. As cuidotecas também poderão operar em fins de semana, feriados e durante as férias escolares, segundo a chamada.

    Capacidade, seleção e temporalidade do apoio

    Cada unidade aprovada terá capacidade para atender até 40 crianças simultaneamente. A seleção contemplará até 50 universidades federais, que receberão recursos para implantação e custeio do funcionamento por 12 meses, conforme previsto na chamada. A contrapartida exigida das instituições é a disponibilização de espaço físico adequado para abrigar a cuidoteca.

    Recursos permitidos e limitações

    Os valores a serem repassados poderão ser aplicados na compra de mobiliário infantil, equipamentos de acessibilidade e segurança, materiais lúdicos, contratação de profissionais (como coordenadores, pedagogos e agentes de cuidados) e em despesas com alimentação, limpeza e manutenção do espaço. A chamada expressamente não permite o uso desses recursos para reformas estruturais de grande porte.

    Como se inscrever e documentos exigidos

    As propostas devem ser enviadas exclusivamente por meio eletrônico ao endereço cgext.dda.sesu@mec.gov.br. Instituições com mais de um campus deverão indicar apenas um local para implantação, escolhendo aquele que apresentar maior demanda no ato da inscrição.

    Para efetivar a candidatura, as universidades precisam encaminhar:

    • plano de trabalho preenchido;
    • Termo de Compromisso assinado pela Reitoria;
    • plantas arquitetônicas e registros fotográficos do espaço;
    • declarações oficiais das pró-reitorias ou setores equivalentes com quantitativos de estudantes e servidores que atuam no período noturno.

    Integração com políticas públicas

    A iniciativa integra o Plano Nacional de Cuidados do governo federal e foi divulgada pelo MEC em parceria com o MDS. Segundo a chamada, a oferta de cuidotecas busca reduzir barreiras ao estudo e ao trabalho, ao prover cuidados organizados para crianças no âmbito universitário.

    As regras estabelecem responsabilidades claras: enquanto o governo federal financia a implantação e o custeio por 12 meses, cabe à universidade garantir a infraestrutura mínima para funcionamento. O uso dos recursos repassados está orientado para operação e equipamentos, não para grandes intervenções na estrutura física.

    As propostas encaminhadas até o prazo serão avaliadas conforme os critérios definidos na chamada, que incluem capacidade e demanda do local indicado. A seleção e a liberação dos recursos devem seguir os procedimentos previstos no edital, cujos detalhes constam na documentação da chamada estratégica.

    Fonte: Agência Brasil.