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  • Juventudes periféricas do DF lançam carta com propostas para candidatos das eleições de 2026

    Juventudes periféricas do DF lançam carta com propostas para candidatos das eleições de 2026

    Jovens de periferias do Distrito Federal e do entorno organizaram-se para apresentar aos candidatos nas eleições de 2026 um conjunto de propostas elaborado coletivamente ao longo de dois anos. A iniciativa foi lançada em 12 de agosto, data em que se celebra o Dia Internacional da Juventude, e integra a campanha Perifa nas Urnas, promovida pelo Instituto de Estudos Socioeconômicos (Inesc).

    Objetivo da mobilização e protagonismo jovem

    A campanha busca reforçar a formação política das juventudes periféricas e incentivar o voto consciente como ferramenta de mudança estrutural. Os organizadores defendem que a participação de quem vive nas periferias na elaboração de políticas públicas é essencial para melhorar a qualidade dos serviços oferecidos—como transporte, saúde e educação—quando comparada a propostas formuladas por gabinetes distantes da realidade local.

    Processo de construção da Carta-Manifesto

    A Carta-Manifesto foi produzida coletivamente durante oficinas realizadas ao longo de dois anos. Segundo o Inesc, o processo envolveu mais de 150 participantes — adolescentes e jovens negros e periféricos — provenientes de várias regiões administrativas do Distrito Federal, incluindo Ceilândia, Estrutural, Itapoã, Paranoá, Planaltina, Riacho Fundo II, Samambaia, São Sebastião e Taguatinga, além dos municípios goianos de Águas Lindas e Valparaíso.

    Integrantes desse processo destacaram a importância de uma comunicação dirigida por jovens. A estratégia aposta em linguagem jovem para demonstrar que espaços políticos não são exclusivos de adultos e para estimular o engajamento entre pares, segundo assessoria do Inesc responsável pela área de juventudes, crianças e adolescentes.

    Conteúdo e eixos das propostas

    As propostas contidas na carta foram organizadas em oito eixos temáticos. Entre as pautas elencadas estão a construção de hospitais, a ampliação da assistência social, investimentos em cursinhos populares, medidas de segurança pública, além de propostas para uma mobilidade urbana descentralizada em relação ao centro de Brasília. A carta também aborda temas como trabalho, proteção social, educação, cultura e diversidade das juventudes.

    Os participantes enfatizaram que compreender as demandas locais é condição para formular políticas que atendam às necessidades reais da população. Na visão dos jovens envolvidos, técnicos que atuam sem escutar a comunidade tendem a produzir soluções desalinhadas com a vivência cotidiana das periferias.

    Atores e vozes da iniciativa

    Entre os jovens que participaram da elaboração da carta estão estudantes e profissionais que vivem nas regiões mencionadas. Uma deles, estudante de geografia de 21 anos, afirmou que políticas públicas precisam ser pensadas por quem utiliza os serviços diariamente. Outro participante, formado em Gestão Pública e atuante em áreas de comunicação visual, ressaltou a importância de conscientizar a juventude periférica sobre o papel transformador do voto.

    O Inesc aparece como articulador da campanha, promovendo a mobilização e as oficinas que resultaram na carta. A organização indicou que a iniciativa pretende orientar e pautar candidaturas aos cargos de governador do Distrito Federal, deputado distrital, deputado federal e senador nas eleições de 2026.

    Alcance local e objetivo eleitoral

    O período de mobilização envolveu jovens de várias regiões administrativas do DF e localidades do entorno, com o objetivo de levar ao debate público as prioridades das periferias antes do pleito. As propostas foram endereçadas tanto a candidaturas ao governo do Distrito Federal quanto à Câmara Legislativa do DF, sinalizando busca por compromissos concretos durante a campanha eleitoral.

    A organização da campanha e os jovens participantes destacaram que transformar o voto em instrumento de mudança passa por ampliar o protagonismo e a representação das juventudes nas decisões políticas que afetam diretamente suas rotinas.

    Fonte: Agência Brasil

  • Governo do DF empenha R$ 2,77 milhões para 59ª edição do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro

    Governo do DF empenha R$ 2,77 milhões para 59ª edição do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro

    A Secretaria de Economia do Distrito Federal (Seec) confirmou, nesta terça-feira (11), o empenho de R$ 2,77 milhões para a organização da 59ª edição do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, previsto para ocorrer entre os dias 11 e 19 de setembro, em Brasília. A informação foi divulgada à Agência Brasil.

    Confirmação do aporte e papel do governo

    A disponibilização dos recursos foi tornada pública um dia após a governadora do Distrito Federal, Celina Leão, anunciar nas redes sociais que determinou à secretaria a adoção das providências necessárias para garantir o financiamento do festival. A Secretaria de Cultura e Economia Criativa ainda não divulgou detalhes sobre o cronograma de pagamento dos valores empenhados.

    Pressão do setor audiovisual e reações

    O anúncio do governo ocorreu em contexto de críticas de profissionais do audiovisual, que haviam apontado um clima de incerteza em relação à realização do evento. O diretor artístico do festival, Eduardo Valente, utilizou redes sociais para lamentar a possibilidade de cancelamento e conclamou a união de associações, do setor e do público para preservar o festival.

    Em publicações posteriores, Valente voltou ao tema e mencionou o curto prazo até o evento, afirmando que o festival precisava ser organizado em 30 dias e que havia um anúncio de seleção previsto para ser divulgado em uma semana, segundo suas palavras nas redes sociais.

    Importância histórica e dimensão da edição 2026

    Criado em 1965, o Festival de Brasília do Cinema Brasileiro é o mais longevo do país no setor cinematográfico e se consolidou como fórum de debate sobre o audiovisual nacional, segundo registro histórico. Ao longo de sua trajetória, deixou de ocorrer apenas em dois anos durante o período da ditadura militar e foi realizado de forma virtual durante a crise sanitária da pandemia de covid-19 (2019–2023). Desde 2007, consta como patrimônio imaterial do Distrito Federal.

    A edição de 2026 registrou um número recorde de inscrições: 1.928 obras pleitearam uma vaga na programação. A organização confirmou a exibição de mais de 80 filmes, envolvendo centenas de profissionais de diversas regiões do Brasil. Conforme a tradição do festival, as obras selecionadas precisam ser inéditas, e os vencedores recebem o Troféu Candango, entregue em homenagem aos pioneiros da construção da capital.

    Próximos passos e incertezas remanescentes

    Com o empenho confirmado pela Secretaria de Economia, o próximo passo formal apontado pela reportagem é a divulgação, pela Secretaria de Cultura e Economia Criativa, do cronograma de pagamento e das etapas administrativas necessárias para a execução do evento. Enquanto isso, o setor segue atento aos prazos operacionais citados pelo diretor artístico, que ressaltou a existência de poucos dias para concluir a organização e divulgar seleções.

    A Agência Brasil registrou as confirmações e as declarações públicas citadas, que marcaram a sequência de atos que levou à liberação do montante por parte do governo do Distrito Federal.

    O desfecho permite que a estruturação da programação presencial prossiga, mas a efetiva implementação dependerá da publicação das informações financeiras e logísticas pela secretaria responsável.