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  • Correios passam a entregar no Brasil compras realizadas em sites de lojas do Paraguai

    Correios passam a entregar no Brasil compras realizadas em sites de lojas do Paraguai

    Os Correios anunciaram a criação do Correios Packet, nova modalidade de entrega terrestre que integra compras feitas em sites de lojas do Paraguai à rede nacional de entregas. A iniciativa foi divulgada pela Agência Brasil em 19 de agosto de 2026 e, segundo a estatal, começa com dois grandes varejistas de Ciudad del Este: Cellshop e New Zone Importados.

    O que é o Correios Packet

    O Correios Packet é uma operação que transporta mercadorias por via terrestre desde o Paraguai até o Brasil, permitindo que consumidores recebam em casa produtos adquiridos em lojas online paraguaias. A modalidade contempla encomendas com peso de até 30 kg e oferece rastreamento completo do envio.

    De acordo com os Correios, as entregas passam a obedecer os mesmos prazos das encomendas nacionais a partir da saída do Centro Internacional dos Correios no Brasil. A empresa ressalta que a solução busca oferecer conveniência, segurança e a infraestrutura logística da estatal aos compradores.

    Como funciona a tributação e o Programa Remessa Conforme

    A operação mencionada envolve varejistas homologados no Programa Remessa Conforme, da Receita Federal. Essas empresas estão autorizadas a comercializar diretamente para o mercado brasileiro e precisam informar ao consumidor, no momento do fechamento da compra, que o produto é importado e apresentar os valores dos impostos cobrados.

    Uma das regras centrais do Programa Remessa Conforme é o pagamento antecipado dos tributos. A Receita Federal disponibiliza uma calculadora que permite ao comprador simular a tributação antes da compra. O resultado da simulação pode variar conforme o preço do produto, o valor do frete e do seguro, a cotação adotada e as normas tributárias aplicáveis à operação.

    Impactos para consumidores e varejistas

    Segundo a nota divulgada pelos Correios e repercutida pela Agência Brasil, a principal vantagem para os consumidores é a possibilidade de adquirir produtos comercializados por lojistas paraguaios e recebê-los no endereço indicado no Brasil, contando com rastreamento e prazos compatíveis com entregas domésticas.

    Para os varejistas de Ciudad del Este, a nova modalidade amplia o acesso ao mercado brasileiro, reduz custos logísticos e estimula a formalização das vendas transfronteiriças, o que também favorece a arrecadação de tributos. Os Correios destacaram que a solução visa conectar mercados e fortalecer fluxos comerciais transfronteiriços com foco em segurança, eficiência e conformidade regulatória.

    Prazos, rastreamento e limites

    Os Correios informaram que o rastreamento é completo e que o prazo de entrega seguirá os padrões aplicados a encomendas nacionais a partir do Centro Internacional da estatal no Brasil. O limite de peso por remessa na modalidade é de 30 kg.

    Detalhes operacionais adicionais, como coberturas específicas, prazos por região ou modalidades de seguro, não foram especificados na nota divulgada pela empresa, segundo a matéria da Agência Brasil.

    O que o consumidor deve observar

    • Confirmar, no site do vendedor, que a loja está homologada no Programa Remessa Conforme;
    • Verificar, ao finalizar a compra, os valores de tributos informados e o cálculo apresentado pelo vendedor;
    • Utilizar a calculadora da Receita Federal para simular a tributação, considerando preço, frete, seguro e cotação aplicada;
    • Consultar o rastreamento fornecido pelos Correios após a saída do Centro Internacional dos Correios no Brasil.

    A matéria baseia-se nas informações divulgadas pela Agência Brasil em 19 de agosto de 2026, que reproduziu a nota oficial dos Correios e as informações sobre o Programa Remessa Conforme da Receita Federal. Fonte: Agência Brasil.

  • Antiga sede dos Correios na Rua Primeiro de Março vai a leilão com lance inicial de R$ 53,6 milhões

    Antiga sede dos Correios na Rua Primeiro de Março vai a leilão com lance inicial de R$ 53,6 milhões

    A antiga sede dos Correios localizada na Rua Primeiro de Março, no centro do Rio de Janeiro, será levada a leilão nesta quinta-feira (30), em um certame realizado exclusivamente pela internet, na plataforma da VIP Leilões. O lance inicial previsto é de R$ 53,6 milhões, segundo informações divulgadas pelos Correios e repercutidas pela Agência Brasil.

    Leilão e valores

    Conforme comunicado dos Correios, o imóvel será ofertado inicialmente por R$ 53,6 milhões. Caso o edifício não seja arrematado nas primeiras etapas do leilão, o valor poderá ser reduzido para R$ 47,8 milhões nas rodadas subsequentes. O processo integra a revisão da carteira imobiliária da estatal e seu plano de reestruturação.

    Características do imóvel

    O prédio tem aproximadamente 9 mil metros quadrados de área construída e ocupa um terreno de cerca de 1.585 metros quadrados, ocupando o quarteirão delimitado pelas ruas Primeiro de Março, do Rosário, Visconde de Itaboraí e Travessa Tocantins. A construção, concebida no período imperial e posteriormente ampliada, faz parte da paisagem histórica da região que concentrou atividades administrativas, comerciais e financeiras da antiga capital.

    Proteção do patrimônio e restrições

    O edifício integra o conjunto arquitetônico da Praça XV, tombado em nível federal. Segundo o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), a autarquia não atua na transferência de propriedade ou posse de bens tombados e afirmou que, para a instituição, é indiferente quem seja o proprietário do bem.

    O Iphan destacou, no entanto, que a responsabilidade pela integridade física e pela manutenção do imóvel permanece com o proprietário, independentemente de eventual mudança de titularidade. O comprador deverá registrar a transferência de titularidade no Cartório de Registro de Imóveis e comunicar a alteração ao Iphan no prazo de até 30 dias.

    Posição de arquitetos e do CAU/RJ

    Isabel Rocha, presidente em exercício do Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Rio de Janeiro (CAU/RJ), explicou à Agência Brasil que o tombamento preserva as características do imóvel, mas não impede sua alienação. Segundo ela, o instrumento de tombamento não retira a propriedade: o bem pode ser vendido, alugado ou cedido, mas intervenções que descaracterizem o prédio são proibidas sem autorização dos órgãos competentes de preservação.

    O CAU/RJ manifestou preocupação, sobretudo, com o futuro uso do edifício após a venda e com o impacto potencial sobre a paisagem histórica da Praça XV. Isabel ressaltou que, em um leilão, não há controle prévio sobre quem será o comprador e qual destino dará ao imóvel, e que eventuais projetos de adaptação terão de observar as exigências dos órgãos de proteção do patrimônio.

    Motivação para a venda e próximos passos

    Em nota à Agência Brasil, os Correios informaram que a alienação integra medidas de racionalização de ativos ociosos ou subutilizados, com o objetivo de reduzir despesas de manutenção, possibilitar reinvestimento em modernização e apoiar o processo de reequilíbrio financeiro da estatal. A empresa também reiterou que os certames para venda de imóveis são realizados exclusivamente no site da VIP Leilões.

    Com a realização do leilão, o comprador assumirá as responsabilidades legais sobre o imóvel, incluindo manutenção, e deverá cumprir as exigências administrativas relacionadas ao bem tombado, conforme orientações do Iphan e dos órgãos locais de preservação.

    Contexto local

    O prédio situa-se próximo a marcos históricos e culturais do centro do Rio, como o Paço Imperial, a Igreja da Candelária, o Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) e o Centro Cultural França-Brasil, integrando a paisagem do conjunto da Praça XV, que concentra bens protegidos em nível federal.