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  • Câmara aprova redução de tributos federais sobre combustíveis e amplia benefícios a etanol e fertilizantes

    Câmara aprova redução de tributos federais sobre combustíveis e amplia benefícios a etanol e fertilizantes

    A Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (12) o Projeto de Lei Complementar (PLP) 114/2026, que estabelece redução de alíquotas de tributos federais incidentes sobre a importação, produção e comercialização de óleo diesel rodoviário, biodiesel, gasolina, etanol e querosene de aviação. A proposta obteve 318 votos favoráveis, 113 contrários e uma abstenção e segue para análise do Senado.

    Objetivo da medida e justificativa

    Segundo o texto aprovado, a principal finalidade do PLP é atenuar os efeitos do aumento dos preços dos combustíveis registrados após o conflito envolvendo os Estados Unidos e o Irã, que fechou a rota de exportação de petróleo no Oriente Médio e provocou oscilações na cotação do barril. O projeto determina a redução de tributos federais para reduzir o impacto do repasse desses custos aos consumidores.

    Como será compensada a perda de arrecadação

    O próprio PLP prevê que a queda na arrecadação será compensada com o aumento extraordinário das receitas da União originado pela valorização do petróleo. A relatora, deputada Marussa Boldrin (Republicanos-GO), destacou os números da arrecadação: entre janeiro e março de 2026 a receita federal com essas fontes alcançou R$ 28 bilhões, ante R$ 9 bilhões no mesmo período de 2025, expansão que o texto qualifica como superior a 200% em termos reais.

    Ampliação do alcance: etanol, fertilizantes e outras medidas

    Marussa apresentou um substitutivo ao projeto original do deputado Paulo Pimenta (PT-SP) e ampliou o escopo das medidas. Além dos combustíveis derivados do petróleo, a proposta passou a abranger o etanol, fertilizantes agrícolas, pesquisa sobre minerais críticos e terras raras, e previsão de desoneração fiscal ligada à realização da Copa do Mundo de Futebol Feminino de 2027.

    Para preservar a competitividade dos biocombustíveis, o texto prevê que eventuais reduções de tributos da gasolina deverão ser acompanhadas por medidas equivalentes para o etanol, mantendo a vantagem tributária anterior ao conflito. Especificamente, se a tributação federal da gasolina cair 30% ou mais, as alíquotas incidentes sobre o etanol serão reduzidas a zero.

    Incentivos e mecanismos de apoio aos produtores

    O pacote inclui medidas financeiras e fiscais para produtores de etanol e do setor agrícola. Em 2026, o governo concederá subvenção de R$ 1,2 bilhão aos produtores de etanol hidratado, com objetivo de manter a diferenciação de preços entre gasolina e etanol. Além disso, produtores — inclusive cooperativas — poderão compensar até R$ 750 milhões em débitos junto à Receita Federal por meio de saldos credores da contribuição ao PIS/Pasep e da Cofins, proporcional à produção de etanol hidratado em 2025.

    Para o setor de fertilizantes, a União poderá conceder até R$ 5 bilhões em créditos fiscais entre 2027 e 2031, limitados a R$ 1 bilhão por ano e equivalentes a até 20% dos gastos com produção em território nacional. Mercadorias destinadas a projetos para a indústria de fertilizantes ficarão isentas do Adicional ao Frete para Renovação da Marinha Mercante (AFRMM), com renúncia de receita estimada no texto em até R$ 200 milhões por ano.

    Trâmite legislativo e articulação política

    A votação do PLP foi viabilizada após um acordo entre o governo federal e lideranças do Congresso, com a participação dos ministérios do Planejamento e da Fazenda. Na manhã do mesmo dia, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), reuniram-se no Palácio da Alvorada para definir prioridades legislativas para o período de esforço concentrado.

    Também participaram do encontro o ministro da Secretaria de Relações Institucionais, José Guimarães, e a líder do governo no Senado, Teresa Leitão (PT-PE). O Congresso Nacional retomou os trabalhos após o recesso, com previsão de sessões em regime de esforço concentrado entre 10 e 14 de agosto e entre 31 de agosto e 3 de setembro, conforme informado pelos presidentes das Casas.

    Fonte: Agência Brasil.

  • CBF confirma suspensão das competições durante a Copa do Mundo Feminina de 2027

    CBF confirma suspensão das competições durante a Copa do Mundo Feminina de 2027

    A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) comunicou formalmente aos clubes que as competições profissionais organizadas pela entidade serão paralisadas durante a realização da Copa do Mundo Feminina de 2027, que terá sede no Brasil. O aviso foi emitido por ofício e confirmado pela Agência Brasil.

    Período e torneios afetados

    Segundo a CBF, a interrupção ocorrerá por 31 dias, entre 24 de junho e 25 de julho de 2027. A pausa abrangerá todos os torneios femininos organizados pela entidade, as Séries A e B do Campeonato Brasileiro masculino e as Copas do Brasil nos dois naipes. A confederação já havia sinalizado essa possibilidade em correspondência enviada aos clubes em 2024 e voltou a tratar do assunto durante a divulgação do calendário para o ciclo 2026–2029.

    Cidades-sede e disponibilidade de estádios

    O Mundial feminino terá oito cidades-sede no país: Belo Horizonte, Brasília, Fortaleza, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo. Todas elas foram utilizadas também na Copa do Mundo masculina de 2014, conforme a CBF. As sedes e alguns outros locais escolhidos ficarão à disposição da Federação Internacional de Futebol (Fifa) nas semanas que antecederem e durante a competição, o que impede a realização de partidas de outras competições nesses estádios.

    A Fifa divulgou em abril uma relação inicial com 38 locais aprovados para servir como bases das 32 seleções participantes, entre estádios e centros de treinamento. A CBF informou que a cessão de estádios e demais ajustes no calendário são condições a serem observadas pelo país-sede para receber o evento.

    Antecedentes recentes de ajustes no calendário

    Nos anos anteriores a entidade brasileira já fez mudanças no calendário por causa de torneios internacionais. Em 2025, por exemplo, a Série A do Brasileirão foi interrompida entre 13 de junho e 11 de julho devido à participação de clubes brasileiros em competições internacionais masculinas, especificamente a Copa do Mundo de Clubes realizada nos Estados Unidos.

    Em 2026, a CBF promoveu uma pausa de cerca de 50 dias por conta da Copa do Mundo que ocorreu em Estados Unidos, Canadá e México. Naquele ano, a paralisação incluiu as três divisões do Campeonato Brasileiro Feminino, enquanto as Séries B, C e D do futebol masculino mantiveram a programação normal.

    Datas e informações ainda pendentes

    Embora a CBF tenha ratificado a paralisação para o período de 24 de junho a 25 de julho de 2027, a entidade informou que as datas específicas referentes às competições em 2027 ainda serão divulgadas. Clubes e organizadores terão, portanto, acesso a cronogramas detalhados apenas quando a CBF publicar o calendário correspondente ao ano do Mundial.

    Impactos operacionais e logística

    De acordo com a CBF, a indisponibilidade dos estádios escolhidos pela Fifa é o principal motivo que inviabiliza a realização de jogos de outras competições durante as semanas anteriores e ao longo do torneio. Além dos estádios-sede, outros locais e centros de treinamento também foram selecionados para funcionar como bases das seleções, o que exige coordenação entre clubes, federações e autoridades locais.

    As confirmações e ajustes no calendário têm precedentes em anos de competições internacionais, quando a CBF alterou datas e formatos para acomodar compromissos de clubes e seleções. A entidade afirmou os termos da paralisação aos clubes por meio de ofício, e o anúncio foi registrado pela Agência Brasil.