Tag: Comando Vermelho

  • TSE determina remoção de vídeo de Flávio Bolsonaro que associa Lula ao PCC e ao CV

    TSE determina remoção de vídeo de Flávio Bolsonaro que associa Lula ao PCC e ao CV

    O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu retirar do ar um vídeo publicado por Flávio Bolsonaro que associava o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao Primeiro Comando da Capital (PCC) e ao Comando Vermelho (CV). A determinação, tomada por cinco votos a dois no plenário virtual, atende a ação proposta pela Federação Brasil da Esperança, composta pelo PT, PC do B e PV, segundo informação da Agência Brasil.

    Votação e composição do julgamento

    O julgamento foi realizado no plenário virtual do tribunal. Votaram a favor da remoção do vídeo os ministros Estela Aranha, Ricardo Villas Bôas Cueva, Dias Toffoli, Floriano de Azevedo Marques e Antonio Carlos Ferreira. Os ministros André Mendonça e Nunes Marques registraram votos contrários à retirada.

    Origem do pedido e acusações

    A ação que motivou a decisão foi apresentada pela Federação Brasil da Esperança. No pedido, a federação alegou que o vídeo publicado por Flávio Bolsonaro configurava propaganda eleitoral antecipada contra o presidente Lula e que atribuía de forma falsa ao chefe do Executivo ligações com organizações criminosas. Essas alegações são a base da solicitação de remoção do conteúdo das plataformas digitais.

    Decisões sobre redes sociais e outras medidas

    Além de determinar a retirada do vídeo, o TSE igualmente ordenou que a rede social X remova a publicação que associava Lula às facções mencionadas. A determinação de remoção da publicação atendeu ao pedido formulado na ação e foi parte da decisão colegiada anunciada pelo tribunal.

    Ações não apreciadas e redistribuição processual

    O tribunal deixou de apreciar, por ora, uma ação proposta pelo ministro André Mendonça que exigia da Federação Brasil da Esperança a entrega de gravações integrais do 8º Congresso Nacional da federação e do lançamento do projeto Porta-Vozes de Lula, além de notas fiscais, comprovantes e contratos relacionados a esses eventos. A matéria não foi analisada no julgamento que tratou da remoção do vídeo.

    O TSE reconheceu a inadequação na distribuição do processo e determinou a sua redistribuição entre os membros competentes da Corte. Em documento sobre o caso, o tribunal indicou que houve divergência entre ministros em relação a pontos de procedimento processual; foram apontados como ministros que divergiram de Mendonça e de Dias Toffoli Antonio Carlos Ferreira, Ricardo Villas Bôas Cueva, Floriano de Azevedo Marques, Estela Aranha e Nunes Marques.

    Contexto e alcance da decisão

    A decisão do TSE se insere no âmbito de disputas jurídicas entre partidos e figuras públicas sobre conteúdos divulgados em redes sociais durante período de disputa política. No caso específico, a corte avaliou pedidos de retirada de conteúdo por suposta propaganda eleitoral antecipada e por associar indevidamente o presidente da República a organizações criminosas.

    Conforme relatado pela Agência Brasil, a decisão foi tomada no ambiente virtual do tribunal, e a determinação de remoção inclui tanto o conteúdo postado originalmente por Flávio Bolsonaro quanto a obrigação imposta à plataforma X para que exclua a publicação.

    O processo relativo à solicitação de documentos e gravações por parte do ministro André Mendonça ficará sujeito à redistribuição, conforme entendimento da corte sobre a inadequação da distribuição inicial. Não há, na informação disponível, decisão final sobre esse requerimento de produção de provas e documentos.

    As partes envolvidas e as plataformas têm agora a obrigação de cumprir a determinação do TSE quanto à retirada do material alvo da ação. Novos desdobramentos e decisões sobre a redistribuição do processo e eventuais apreciações sobre pedidos acessórios dependem de futuras deliberações do tribunal.

    Fonte: Agência Brasil.

  • PM do Rio prende 13 e apreende armamento em operação contra facção; quatro morreram

    PM do Rio prende 13 e apreende armamento em operação contra facção; quatro morreram

    Em operação realizada nesta quinta-feira (13), a Polícia Militar (PM) do Rio de Janeiro prendeu 13 pessoas em ações contra o Comando Vermelho (CV) em 27 comunidades, informou a corporação à Agência Brasil. Durante as diligências, conduzidas no município do Rio e em cidades da região metropolitana, as equipes apreenderam armamento e removeram barricadas instaladas por criminosos.

    Prisão de suspeitos e ligação com morte de policial

    Entre os detidos está André Silveira das Dores, conhecido como Coquinho. A PM informou que ele é suspeito de envolvimento na morte do policial militar Marco Antônio Matheus Maia, ocorrida em dezembro de 2024, na comunidade do Quitungo. No momento da prisão, Coquinho portava um fuzil AR-10, segundo a corporação.

    Ao todo, as ações resultaram em 13 prisões. A PM destacou que o objetivo da operação incluiu o cumprimento de mandados de prisão e a apreensão de armas e drogas, além da recuperação de veículos roubados e da retirada de obstáculos usados por traficantes.

    Armas, granadas e barricadas removidas

    As equipes apreenderam dois fuzis, duas pistolas e seis granadas, conforme o balanço oficial. Em operações nas comunidades do Quitungo e Guaporé, na zona norte da capital, os agentes retiraram cerca de 10 toneladas de concreto empregadas em barricadas que restringiam o acesso às regiões.

    Quatro pessoas morreram durante confrontos entre criminosos e policiais, segundo a PM. A corporação informou que a ação também visou conter a expansão do Comando Vermelho e combater delitos como roubos de veículos e de cargas.

    Alcance da operação e localidades

    As diligências ocorreram no município do Rio de Janeiro e em cidades da região metropolitana: São Gonçalo, Niterói, Magé, Itaboraí, Duque de Caxias, São João de Meriti e Queimados, sendo os cinco últimos situados na Baixada Fluminense. A PM descreveu a ação como coordenada entre diferentes unidades.

    O conjunto de atuações incluiu tanto entradas em comunidades quanto medidas para liberar vias e recuperar bens, segundo a corporação. A Agência Brasil registrou as informações fornecidas pela Polícia Militar.

    Contexto da violência no Grande Rio

    A ação ocorreu um dia após o episódio em que a fonoaudióloga Aline de Siqueira Affonso, de 53 anos, foi baleada dentro de um ônibus em Vicente de Carvalho, na Zona Norte, durante confronto entre policiais e criminosos. De acordo com o levantamento da organização não governamental Instituto Fogo Cruzado, a vítima foi a milésima pessoa baleada no Grande Rio em 2026.

    O mesmo estudo indica que, até 12 de agosto de 2026, 537 pessoas foram mortas e 463 ficaram feridas por disparos de arma de fogo na região metropolitana do Rio de Janeiro. Esses números foram divulgados pelo Instituto Fogo Cruzado e citados pela reportagem da Agência Brasil.

    Próximos passos e investigação

    A Polícia Militar informou que os procedimentos nas áreas vistoriadas continuam e que os presos serão encaminhados às medidas legais cabíveis. A reportagem baseou-se nas informações oficiais repassadas pela PM e nos dados do Instituto Fogo Cruzado, conforme publicado pela Agência Brasil.

  • PM realiza operações contra o Comando Vermelho em comunidades da Região Metropolitana do Rio

    PM realiza operações contra o Comando Vermelho em comunidades da Região Metropolitana do Rio

    A Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro (Pmerj) realizou, na quinta-feira (13), uma série de operações em comunidades da cidade do Rio e de municípios da Região Metropolitana contra o Comando Vermelho (CV), informou a própria corporação à Agência Brasil. Participaram ao menos 27 batalhões, além de unidades especializadas do Comando de Operações Especiais (COE).

    Operações, objetivos e áreas de atuação

    Segundo a PM, as diligências abrangeram a capital e cidades metropolitanas como São Gonçalo, Niterói, Magé, Itaboraí, Duque de Caxias, São João de Meriti e Queimados — estes últimos localizados na Baixada Fluminense. As ações foram direcionadas ao combate a roubos de veículos e de carga, à contenção da expansão do Comando Vermelho, ao cumprimento de mandados de prisão, à apreensão de armas e drogas, à recuperação de veículos roubados e à remoção de barricadas erguidas por traficantes.

    Ocorrências, prisões e apreensões

    Em diferentes pontos das operações, a PM registrou confrontos e apreensões. Na Cidade de Deus, na Zona Sudoeste do Rio, houve troca de tiros; dois homens foram baleados e, com eles, foram apreendidas uma pistola, uma granada, um radiotransmissor e uma mochila com drogas. Ambos foram socorridos e levados ao Hospital Municipal Lourenço Jorge, de acordo com a corporação.

    No Quitungo, comunidade de Brás de Pina, na Zona Norte, a polícia prendeu um homem apontado como suspeito de envolvimento na morte do sargento da PM Marco Antônio Matheus Maia, ocorrida em dezembro de 2024. Com o detido, foi apreendido um fuzil AR-10.

    Outras ações também registraram apreensões e prisões: no Complexo do Chapadão, na Zona Norte, equipes retiraram barricadas instaladas para dificultar o acesso às favelas; na Vila Vintém, na Zona Oeste, dois suspeitos foram detidos; e, em Niterói, comunidades da Coronel e da Nova Brasília tiveram apreensão de um fuzil. O Morro do Andaraí recebeu operações com objetivo de conter disputa territorial entre quadrilhas rivais, segundo a PM.

    Dados sobre violência armada e impacto na população

    As operações ocorrem em um contexto de dezenas de tiroteios motivados por conflitos entre facções e milícias na Região Metropolitana. Levantamento do Instituto Fogo Cruzado, citado pela Agência Brasil, aponta que somente em julho foram registrados ao menos 34 tiroteios desse tipo — número considerado o maior do ano e que dobrou em relação a junho.

    O estudo do Instituto Fogo Cruzado também indica que, até 12 de agosto de 2026, 537 pessoas foram mortas e 463 ficaram feridas por disparos de arma de fogo na Região Metropolitana do Rio. A organização informou que a fonoaudióloga Aline de Siqueira Affonso, de 53 anos, baleada dentro de um ônibus em Vicente de Carvalho durante confronto entre policiais e criminosos, foi a milésima pessoa atingida por arma de fogo no Grande Rio em 2026.

    O levantamento destaca ainda que a média registrada corresponde a cerca de 30 pessoas baleadas por semana, ou quatro por dia. Cerca de metade das vítimas — 509 — foi atingida durante operações policiais, e 63 pessoas sofreram ferimentos ou morte por balas perdidas (15 mortes e 48 feridos), conforme o Instituto.

    Repercussões locais e segurança

    Para Carlos Nhanga, coordenador do Instituto Fogo Cruzado, o caso da fonoaudióloga evidencia que a violência armada atinge também quem circula pela cidade, inclusive em ônibus e outros meios de transporte. As operações da PM e os dados do instituto mostram tanto a resposta policial às quadrilhas quanto o impacto amplo da violência sobre moradores e usuários do transporte público, segundo a Agência Brasil.

    A Agência Brasil é a fonte das informações citadas neste texto.

  • Operação Quimera mira esquema que teria lavado R$ 11 milhões por meio de clube e pousada no RJ

    Operação Quimera mira esquema que teria lavado R$ 11 milhões por meio de clube e pousada no RJ

    A Polícia Civil do Rio de Janeiro, com apoio do Ministério Público do estado, deflagrou na terça-feira, 4 de agosto de 2026, a Operação Quimera, que investiga uma estrutura suspeita de lavar recursos do tráfico de drogas por meio de um clube recreativo e de uma pousada na Região dos Lagos. As informações foram divulgadas pela Agência Brasil.

    Alvos da operação

    Entre os alvos está o Clube Recreativo Várzea Country Club, localizado no bairro Água Santa, na zona norte do Rio, fundado há mais de 60 anos. A investigação aponta que integrantes do Morro do Dezoito, comunidade vizinha ao clube, teriam tentado assumir o controle do espaço para ocultar recursos do Comando Vermelho. Outro alvo foi a Pousada Menino do Rio, em Armação dos Búzios.

    Segundo a apuração, foram solicitados à Justiça o bloqueio de valores e ativos financeiros, a indisponibilidade de bens móveis e imóveis, restrições sobre veículos e participações societárias, além da quebra dos sigilos bancário e fiscal de pessoas físicas e jurídicas envolvidas.

    Como o esquema teria funcionado

    A operação teve início após dirigentes do Clube Social Marabu, no Encantado, denunciarem ameaças para que deixassem a administração do estabelecimento e entregassem o controle a pessoas ligadas ao tráfico. As investigações atribuíram a ordem das ameaças à liderança do Comando Vermelho da comunidade do Morro do Dezoito e relataram exigência de pagamento mensal de R$ 6 mil para que o clube continuasse a funcionar sem represálias.

    Em Nova Iguaçu, apurações da delegacia local identificaram indícios de esquema similar no Várzea Country Club. Pessoas de confiança da organização teriam assumido, de forma informal, a administração do clube, passando a controlar eventos, as movimentações financeiras e decisões internas, sem vínculo jurídico ou estatutário com a instituição. As ações também apontaram a existência de um núcleo familiar responsável por uma gestão financeira paralela.

    Movimentações financeiras e indícios

    Os investigadores identificaram papéis definidos dentro do grupo investigado. Um dos alvos é apontado como principal operador financeiro; outro exercia funções de gestão e teria movimentado R$ 2,4 milhões em seis meses, apesar de não registrar atividade empresarial compatível. Um terceiro investigado realizou cerca de 40 transferências via Pix, totalizando R$ 240 mil, e aparece como autor em aproximadamente 20 procedimentos policiais, muitos relacionados a roubos de carga.

    Uma quinta pessoa identificada nas apurações teria movimentado cerca de R$ 2,2 milhões em seis meses, apesar de declarar exercer a função de recepcionista com renda aproximada de R$ 3,2 mil; no mesmo período, ela recebeu cerca de R$ 253 mil de um dos investigados, em seis transferências. A análise dos Relatórios de Inteligência Financeira (RIF) do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) apontou movimentações incompatíveis com rendas declaradas e intensa circulação de recursos entre familiares, empresas e pessoas físicas, por meio de transferências bancárias, depósitos em espécie e operações fracionadas via Pix.

    No caso da Pousada Menino do Rio, o comércio, de pequeno porte — com 16 quartos, cinco funcionários e diárias na ordem de R$ 540 na alta temporada — apresentou movimentação atípica: cerca de R$ 3,44 milhões em pouco mais de seis meses, além de mais de 600 depósitos em espécie somando aproximadamente R$ 955 mil. As apurações consideram essas características como compatíveis com ocultação patrimonial e reinserção de valores do tráfico na economia formal.

    Consequências e próximos passos

    As medidas requeridas à Justiça incluem bloqueio de ativos e quebra de sigilos bancário e fiscal, com objetivo de impedir a dilapidação de bens e aprofundar a rastreabilidade das transações. A investigação segue em andamento, com base em elementos levantados pela Polícia Civil, pelo Ministério Público e nos relatórios do Coaf, conforme noticiado pela Agência Brasil.

    Autoridades destacam que os indícios reunidos apontam para um conjunto de práticas típicas de lavagem de dinheiro, como pulverização de recursos, uso de pessoas e empresas interpostas e movimentações incongruentes com as atividades declaradas pelos investigados.