Tag: Colômbia

  • Membros do Mercosul oferecem apoio à Colômbia após terremoto de magnitude 7,4

    Membros do Mercosul oferecem apoio à Colômbia após terremoto de magnitude 7,4

    Os países-membros e associados ao Mercosul divulgaram, em 12 de agosto, solidariedade e oferta de apoio à Colômbia após o terremoto de magnitude 7,4 que atingiu o país na segunda-feira (10), informou a Agência Brasil.

    Oferta de ajuda e âmbito do apoio

    No comunicado, o bloco afirmou ter “total disposição” para colaborar com as autoridades colombianas nas ações de resgate e de assistência às vítimas, além de contribuir na recuperação dos estragos à infraestrutura. A nota reúne posicionamentos de Estados partes e associados do Mercosul, que também enviaram condolências às famílias das vítimas.

    Estados partes e associados que se manifestaram

    • Estados partes: Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai.
    • Estados associados: Chile, Colômbia, Equador, Guiana, Panamá, Peru e Suriname.

    Impacto humano e medidas na Colômbia

    Segundo as autoridades colombianas citadas pela reportagem da Agência Brasil, o forte tremor já deixou mais de 224 mortos. O abalo atingiu especialmente o coração da região cafeeira, no lado oeste do país, levando o governo colombiano a declarar estado de emergência nacional.

    O terremoto provocou o desabamento de prédios de vários andares em cidades como Cali, onde, até a manhã da divulgação da matéria, ao menos 85 mortes haviam sido confirmadas. As informações reportadas à imprensa descrevem um cenário de destruição em áreas urbanas e rurais da região afetada.

    Contexto e comparações citadas pelas autoridades

    A matéria da Agência Brasil recorda ainda comparações com eventos passados na mesma região: um terremoto que devastou a área em 1999, causando mais de 1 mil mortes, e uma catástrofe em junho deste ano que matou mais de 6,3 mil pessoas na Venezuela, país vizinho. Esses paralelos foram mencionados no levantamento sobre a magnitude do desastre atual e suas semelhanças em termos de impacto.

    O comunicado do Mercosul também enfatizou a importância de uma resposta regional unida e solidária diante de emergências e catástrofes. No âmbito nacional brasileiro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva lamentou a tragédia nesta terça-feira, segundo a Agência Brasil.

    As informações reunidas neste texto têm como fonte a Agência Brasil, que divulgou os números e as declarações oficiais citadas pelo bloco e pelas autoridades colombianas.

    Próximos passos em termos de cooperação e envio de apoio concreto — como equipes de busca e salvamento, suprimentos ou logística específica — não foram detalhados no comunicado citado pela fonte. A apuração sobre eventual envio efetivo de ajuda dependerá de anúncios adicionais das autoridades envolvidas.

  • Documentário colombiano destaca papel dos páramos na regulação hídrica e aponta ameaças

    Documentário colombiano destaca papel dos páramos na regulação hídrica e aponta ameaças

    O documentário Páramos II El Origen, dirigido pelo cineasta colombiano Alejandro Calderón, apresenta uma análise sobre a formação e a função dos páramos e chama atenção para os riscos que esses ecossistemas enfrentam. A obra foi exibida no festival Bonito CineSur, em Bonito (MS), e traz depoimentos de especialistas que relacionam a preservação dos páramos à segurança hídrica de regiões abaixo das montanhas.

    O que são os páramos

    Os páramos são ecossistemas de altitude formados por solos encharcados, cobertos por musgos, arbustos e pequenas lagoas. Localizados ao longo da Cordilheira dos Andes, esses ambientes aparecem em altitudes que a produção associa a uma faixa entre 3 mil e 5 mil metros acima do nível do mar, sendo a Colômbia o país com a maior extensão desse tipo de bioma.

    Segundo a reportagem da Agência Brasil, os solos dos páramos têm origem glacial e vulcânica e, em muitos trechos, ainda estão em formação. Essa composição confere grande capacidade de retenção de água, o que torna os páramos fundamentais para o abastecimento de rios e para a oferta de água limpa a regiões mais baixas.

    Função hidrológica e conexão com grandes bacias

    No documentário, Calderón e os especialistas que ele reúne destacam que as numerosas lagoas presentes nos páramos funcionam como pontos centrais no processamento da água proveniente dos Andes. Essa água alimenta cursos d’água que se dirigem tanto ao litoral quanto a bacias importantes da América do Sul, como a Amazônia e o sistema do Orinoco.

    A reportagem aponta que, pela posição e pela capacidade de retenção, os páramos atuam como reguladores do ciclo hídrico, influenciando disponibilidade de água e contribuindo para a manutenção de ecossistemas e atividades humanas a jusante.

    Ameaças observadas pelo filme

    Calderón salienta que a integridade dos páramos está sendo comprometida por diversos usos da terra. Entre os fatores citados na entrevista à Agência Brasil estão a mineração, a expansão de monoculturas e a pecuária, que provocam destruição da vegetação nativa e reduzem a capacidade do solo de armazenar água.

    Os depoimentos reunidos no documentário fazem a ligação direta entre mudança no uso do solo e perda da função hídrica desses ecossistemas, apontando riscos tanto locais quanto ampliados, pois práticas semelhantes ameaçam também outros biomas, como a Amazônia, conforme observado pelo diretor.

    Propostas e caminhos sugeridos

    Uma das mensagens centrais do documentário é a necessidade de discutir coletivamente o manejo do solo e da terra. Calderón propõe a formação de espaços de diálogo que reúnam as partes envolvidas — comunidades camponesas e indígenas, criadores de gado e proprietários de terra — para buscar consensos sobre o uso e a proteção dos páramos.

    O cineasta também relaciona mudanças nos hábitos de consumo e nas práticas produtivas a fatores políticos e econômicos, argumentando que transformações individuais e coletivas são necessárias para reduzir a pressão sobre esses ecossistemas.

    Exibição e contextualização

    A projeção no Bonito CineSur trouxe o debate sobre os páramos para um festival realizado em Bonito, no Mato Grosso do Sul, aproximando uma problemática andina ao público brasileiro. Em entrevista, Calderón indicou que discussões globais sobre uso do solo são essenciais, uma vez que as mesmas ameaças afetam diferentes regiões e biomas da América do Sul.

    Fonte: Agência Brasil. Nota: a repórter viajou a convite do Bonito CineSur.