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  • Embrapa entrega a candidatos agenda de agricultura sustentável com foco em ciência, clima e bioeconomia

    Embrapa entrega a candidatos agenda de agricultura sustentável com foco em ciência, clima e bioeconomia

    A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) divulgou nesta semana uma carta de recomendações destinada a candidatos a cargos legislativos e executivos nas eleições de outubro. Segundo a Embrapa, o material, intitulado “Agenda estratégica para agricultura do Brasil: contribuições de pesquisa e inovação”, está disponível no site da instituição, vinculada ao Ministério da Agricultura e Pecuária.

    Foco e objetivos do documento

    Elaborado com base em evidências científicas, o documento propõe prioridades de política pública para o setor agropecuário. Os técnicos da Embrapa defendem a ampliação e a estabilidade de investimentos em ciência, tecnologia, inovação e inclusão socioprodutiva, apontando que tais medidas podem subsidiar programas de governo e iniciativas legislativas relacionadas ao campo.

    A publicação ressalta a posição estratégica da agricultura para o país: além da contribuição para a economia e para a segurança alimentar, o setor enfrenta desafios de adaptação às mudanças climáticas, à transição energética e ao desenvolvimento territorial.

    Dados econômicos e dimensão do agronegócio

    A Embrapa destaca o tamanho do agronegócio brasileiro com números referentes a 2025: o setor teria alcançado um Produto Interno Bruto (PIB) de R$ 3,2 trilhões, equivalente a 25% do PIB do país. Em 2025, as atividades no campo ocupavam 28,4 milhões de pessoas e o Brasil teria exportado US$ 169,2 bilhões — cerca de R$ 900 bilhões —, valor que representaria 48,5% das exportações totais do país, segundo a Embrapa.

    A instituição também informa que, em seus cálculos, cada real investido na Embrapa retorna R$ 27,12 à sociedade brasileira, um indicador usado para fundamentar o argumento a favor de financiamento contínuo à pesquisa agropecuária.

    Temas estratégicos: segurança alimentar, clima e dependência de insumos

    A carta de recomendações destaca seis temas estratégicos para a agricultura brasileira, entre os quais se inclui a segurança alimentar. No documento, a Embrapa aponta o objetivo de reduzir a dependência de insumos importados como parte dessa agenda.

    Os técnicos alertam que a insuficiência de investimentos contínuos em pesquisa, inovação e inclusão produtiva amplia vulnerabilidades, aumenta a dependência de insumos estrangeiros e eleva a exposição a choques climáticos, sanitários e geopolíticos.

    A publicação também cita projeção do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) segundo a qual a demora em adotar medidas contra as mudanças climáticas pode custar R$ 17,1 trilhões à economia brasileira até 2050 — dado que a Embrapa usa para reforçar a urgência de políticas climáticas.

    Bioeconomia, energia e inovação tecnológica

    Entre as recomendações constam a ampliação de investimentos em bioenergia, biocombustíveis, biogás, biometano e bioinsumos. A Embrapa sustenta que esse conjunto de medidas pode aumentar a participação do Brasil em mercados de baixo carbono, agregar valor à produção agropecuária, diversificar a matriz energética e estimular o desenvolvimento regional.

    O documento também aborda a transformação digital na agricultura, citando avanços como inteligência artificial, Internet das Coisas, sensoriamento remoto, automação, sistemas geoespaciais e agricultura de precisão. Os autores ressaltam que a ampliação da conectividade rural é condição essencial para a modernização do setor.

    Papéis do Executivo e do Legislativo e implicações para políticas públicas

    A Embrapa recomenda que o Poder Executivo oriente sua atuação pela consolidação de uma estratégia de desenvolvimento rural sustentável, aumento da competitividade econômica, segurança alimentar e inclusão produtiva. Para o Legislativo, a instituição aponta a necessidade de definição de condições institucionais, regulatórias e orçamentárias que assegurem estabilidade de políticas públicas e previsibilidade para investimentos de longo prazo.

    Segundo a Embrapa, essas posições podem servir de base para programas de governo e proposições legislativas que busquem reduzir vulnerabilidades e promover uma agricultura mais sustentável e competitiva.

    Fonte: Agência Brasil, com informações da Embrapa.

  • BNDES registra lucro recorrente de R$ 9,2 bilhões no primeiro semestre e bate recordes

    BNDES registra lucro recorrente de R$ 9,2 bilhões no primeiro semestre e bate recordes

    O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) divulgou nesta quinta-feira que obteve um lucro recorrente de R$ 9,2 bilhões no primeiro semestre de 2026, valor que representa crescimento de 25% frente ao mesmo período do ano anterior. No horizonte de doze meses encerrado em junho, o lucro recorrente atingiu R$ 17,1 bilhões, o maior montante já registrado pela instituição.

    Resultados financeiros e posição patrimonial

    Além do lucro, o BNDES informou que seus ativos totais alcançaram R$ 1,05 trilhão — o maior patamar da história do banco — e que o patrimônio líquido subiu para R$ 181 bilhões, também em nível recorde. A carteira de crédito ficou em R$ 684 bilhões, nível mais elevado desde 2016, segundo os dados apresentados na sede em São Paulo.

    Volume de aprovações e composição da carteira

    As aprovações de crédito no semestre somaram R$ 110,6 bilhões, um avanço de 52% em relação ao mesmo período de 2025. O banco destacou crescimento em diferentes segmentos da economia, com aumentos relevantes em infraestrutura e agropecuária.

    • Crédito à infraestrutura: R$ 46 bilhões, alta de 91%.
    • Agricultura e pecuária: R$ 24,8 bilhões, alta de 46%.
    • Indústria: R$ 22,5 bilhões, alta de 24%.
    • Comércio e serviços: R$ 17,3 bilhões, alta de 27%.

    O apoio a micro, pequenas e médias empresas chegou a R$ 108,2 bilhões no período, o maior valor histórico para a janela considerada, com aumento de 22% sobre 2025.

    Qualidade da carteira e inadimplência

    O BNDES informou que a inadimplência superior a 90 dias permaneceu praticamente estável, em torno de 0,05%. Esse nível é muito inferior às médias do Sistema Financeiro Nacional, que, conforme citado pelo banco, situa-se em 4,68% para o conjunto das instituições e em 0,66% para grandes empresas.

    Foco em novos setores e sustentabilidade

    Segundo o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, a instituição tem buscado diversificar a carteira e financiar projetos em áreas consideradas estratégicas. Entre os exemplos citados pelo banco estão investimentos em mobilidade, minerais críticos, terras raras, lítio, inteligência artificial e até projetos de carro voador.

    Mercadante também afirmou que o BNDES está financiando a indústria automotiva para desenvolver veículos elétricos flex que combinem eletrificação com biocombustíveis, uma rota tecnológica que, segundo ele, o país tem perseguido. As declarações do presidente foram prestadas em entrevista coletiva na sede do banco e repercutem as orientações estratégicas anunciadas pela instituição.

    Clima e riscos naturais: atuação preventiva

    Na coletiva, o presidente alertou para a necessidade de preparar o banco e seus clientes para novas emergências climáticas. Mercadante afirmou que o fenômeno El Niño vem com força em 2026 e que as projeções apontam para um ano mais quente que 2024 no Brasil, com possibilidade de chuvas intensas no Sul, ondas de calor no Sudeste e períodos de seca no Norte e Nordeste. Em razão desse cenário, o BNDES declarou que ampliará ações de prevenção e apoio a empresas, comunidades e famílias afetadas por eventos climáticos extremos.

    As informações sobre resultados, carteira e estratégias foram divulgadas pelo BNDES e reproduzidas pela Agência Brasil.

    Próximos passos mencionados pelo banco incluem a continuidade do aumento do volume de crédito e a expansão de investimentos em setores tecnológicos e vinculados à transição energética, conforme as prioridades anunciadas pela direção do BNDES.

  • Inmet coloca centro do Rio Grande do Sul e centro-sul de Santa Catarina em alerta laranja por chuva e ventos

    Inmet coloca centro do Rio Grande do Sul e centro-sul de Santa Catarina em alerta laranja por chuva e ventos

    O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu alertas meteorológicos válidos para diferentes regiões do país nesta quarta-feira (12). A área de maior preocupação abrange a faixa que vai do centro do Rio Grande do Sul até o centro-sul de Santa Catarina, onde o instituto classificou o risco como alerta laranja de perigo, por possibilidade de grandes volumes de chuva e ventos intensos de até 100 km/h, segundo noticiou a Agência Brasil.

    Sul do país: áreas em alerta e previsão de vento forte

    No Rio Grande do Sul, além da área central em alerta laranja, o litoral sul e o sudoeste do estado também têm previsão de chuva, porém com menor intensidade. Em Santa Catarina, a porção centro-sul integra a área de alerta laranja; o oeste catarinense aparece sob alerta amarelo de perigo potencial.

    O Inmet destaca o risco de rajadas fortes na área sob alerta laranja, que podem provocar efeitos localizados. As autoridades estaduais e municipais costumam acompanhar essas emissões para avaliar necessidade de medidas de proteção à população e infraestrutura.

    Temperaturas previstas no Sul e demais regiões

    Além das condições de chuva e vento, a região Sul segue com temperaturas amenas. A previsão aponta que, nesta quarta-feira (12), a máxima em Florianópolis não deve passar de 19°C, enquanto Porto Alegre pode registrar mínima de 12°C.

    Em outras partes do país, o padrão térmico muda bastante: o Norte e o Nordeste seguem com calor significativo, o Sudeste apresenta elevação de nuvens na faixa litorânea e o Centro-Oeste tem temperaturas elevadas, conforme descrito a seguir.

    Demais regiões: Norte, Nordeste, Sudeste e Centro-Oeste

    Na Região Norte, o Inmet prevê muitas nuvens, com pancadas de chuva e trovoadas isoladas entre o oeste e o norte do Amazonas e o noroeste de Roraima. O instituto também aponta possibilidade de chuva forte nas demais áreas de Roraima e no oeste do Acre. Em parte do Acre, no extremo norte de Rondônia, no leste do Amapá e no nordeste do Pará, especialmente na faixa litorânea, o tempo deve permanecer mais firme.

    No Nordeste, são esperadas pancadas de chuva no litoral leste da Bahia e de Sergipe, além de chuva isolada ao longo da faixa litorânea. No interior da região, predomina poucas nuvens, calor intenso e baixa umidade do ar. As máximas previstas incluem 36°C em Teresina, com mínimas de 22°C em Maceió e Recife; em Fortaleza, a mínima noturna não deve ficar abaixo de 26°C.

    O Sudeste terá muitas nuvens na faixa leste, com chance de chuva isolada no litoral norte de São Paulo, litoral do Rio de Janeiro e litoral do Espírito Santo; em Minas Gerais, as nuvens ficam concentradas também na faixa leste. As temperaturas sobem no interior da região, com máxima prevista de 29°C em Belo Horizonte e mínima de 14°C em São Paulo.

    No Centro-Oeste, persiste alerta laranja de perigo por baixa umidade relativa do ar até as 18h desta quarta. A área de maior preocupação inclui Goiás, Distrito Federal, leste de Mato Grosso, centro-sul do Tocantins, sul do Maranhão, parte do Piauí e oeste da Bahia, estendendo-se pelo oeste de Minas Gerais até o extremo norte de Mato Grosso do Sul. As temperaturas seguem elevadas na região: mínimas de 16°C em Brasília e Goiânia, e máxima de até 35°C em Cuiabá.

    Fontes e recomendações

    As informações desta matéria foram divulgadas pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) e reproduzidas pela Agência Brasil. Em caso de dúvidas sobre implicações locais dos alertas, recomenda-se acompanhar os comunicados oficiais do Inmet e das defesas civis estaduais e municipais.

  • Rio de Janeiro tem alerta para ventos de até 75,9 km/h neste domingo, diz Defesa Civil

    Rio de Janeiro tem alerta para ventos de até 75,9 km/h neste domingo, diz Defesa Civil

    A Defesa Civil emitiu, neste domingo (9), um alerta para a população da cidade do Rio de Janeiro devido à possibilidade de rajadas de vento pontuais de até 75,9 quilômetros por hora (km/h). A mudança no tempo é atribuída à aproximação e à passagem de uma nova frente fria.

    Previsão do tempo para o dia

    Segundo a previsão citada pela Agência Brasil, o dia deve começar com céu parcialmente nublado e passar a nublado ao longo do período. Há expectativa de chuvas fracas e isoladas durante a tarde e a noite.

    A temperatura máxima prevista para o domingo é de 35 graus Celsius (°C), com queda esperada a partir de segunda-feira (10) em decorrência da massa de ar associada à frente fria.

    Orientações da Defesa Civil

    Durante episódios de ventania, a Defesa Civil recomenda medidas para reduzir riscos de acidentes e danos à população. Entre as principais orientações estão:

    • Não se abrigar sob árvores ou coberturas metálicas;
    • Evitar estacionar veículos próximos a torres de transmissão;
    • Não permanecer em locais altos e sem proteção nem se deslocar durante rajadas fortes;
    • Fechar portas, janelas, persianas e cortinas dentro de casa para prevenir que estilhaços se espalhem caso haja quebra de vidros.

    Cuidados em ambientes internos e risco de quedas de objetos

    A Defesa Civil alerta ainda que objetos colocados em locais altos podem ser derrubados pelas rajadas. Em caso de falta de energia elétrica, as autoridades recomendam cautela no uso de velas para reduzir o risco de incêndio.

    Essas orientações visam diminuir lesões por impactos, quedas e cortes provocados por detritos ou vidros quebrados durante ventos fortes.

    O que fazer se encontrar situações de risco

    O posicionamento divulgado pela Defesa Civil enfatiza a prevenção: evitar movimentações desnecessárias durante os vendavais e se resguardar em locais protegidos quando possível. A agência de notícias que divulgou as recomendações foi a Agência Brasil.

    Embora o alerta seja localizado na cidade do Rio de Janeiro, as recomendações valem para moradores e visitantes que estiverem em áreas expostas, onde a combinação de vento e estruturas soltas pode aumentar perigos imediatos.

    A situação deve ser monitorada nas próximas horas conforme a frente fria avança; a queda de temperatura mencionada deve ter efeito a partir de segunda-feira (10), conforme a previsão citada pela reportagem original.

  • Eventos climáticos extremos aumentam desafio para concessionárias de energia, diz Abradee

    Eventos climáticos extremos aumentam desafio para concessionárias de energia, diz Abradee

    O crescimento na frequência de eventos climáticos extremos — como vendavais, tempestades intensas e enchentes — vem testando a capacidade de resposta das concessionárias de energia no Brasil. Segundo declarações à Agência Brasil, esses fenômenos têm provocado a queda de postes e árvores, rompimento de cabos e apagões, além de aumentar o risco de curtos-circuitos e incêndios na rede.

    Impactos diretos nas redes elétricas

    Na semana passada, localidades do estado do Rio de Janeiro chegaram a registrar mais de 30 horas sem energia após rajadas de vento de até 100 quilômetros por hora, informou a Abradee à Agência Brasil. Esses episódios evidenciam a vulnerabilidade da infraestrutura aérea diante de ventos fortes e de ocorrências meteorológicas súbitas.

    Além dos apagões, as consequências operacionais incluem a necessidade de isolamento de trechos da rede e ações emergenciais para evitar danos maiores, como incêndios provocados por fios rompidos ou contato com vegetação.

    Investimentos em resiliência e modernização

    Abradee informou que o volume anual de investimentos do setor elétrico subiu de R$ 18 bilhões, em 2021, para R$ 41 bilhões, em 2025. Mais de 40% desse montante destina-se à modernização das redes com foco em digitalização.

    Segundo Ricardo Brandão, diretor de Regulação da Abradee, a digitalização, automação, monitoramento em tempo real e implantação de redes inteligentes não impedem necessariamente desligamentos causados por quedas de árvores ou rompimento de cabos, mas permitem respostas operacionais mais rápidas e segmentadas. Por exemplo, manobras remotas podem isolar um problema sem cortar energia de um bairro inteiro.

    Enterramento de redes e debate sobre custos

    Pesquisadores ouvidos pela Agência Brasil defendem que transformar a rede aérea em subterrânea aumenta significativamente a resistência a ventos e tempestades. No entanto, essa opção tem custo estimado em até dez vezes o de manter rede aérea, segundo esses especialistas.

    Ricardo Brandão afirma que o enterramento costuma ser um investimento que deve envolver o poder público e o planejamento urbano, já que, quando feito em bairros, o custo é distribuído entre todos os clientes da área concedida. Para a Abradee, o impacto tarifário seria elevado se as distribuidoras arcassem sozinhas com esses investimentos.

    Em contrapartida, o professor Edson Watanabe (Coppe/UFRJ) considera que a responsabilidade pelo financiamento recai sobre as próprias concessionárias, defendendo maior iniciativa do setor para evitar a piora das condições com o aumento de eventos extremos.

    Preparação, coordenação e resposta emergencial

    Há regulação específica da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) que prevê planos de contingência para situações climáticas extremas. Brandão afirmou à Agência Brasil que as distribuidoras vêm se preparando com treinamentos, aquisição de equipamentos e mobilização de equipes e veículos, especialmente diante da expectativa de fenômenos climáticos sazonais, como a possibilidade de um Super El Niño a afetar o clima na América do Sul.

    Uma prática citada com eficácia foi o compartilhamento de equipes entre distribuidoras: após as enchentes no Rio Grande do Sul, em 2024, empresas de outras regiões enviaram equipes e veículos para ajudar na reconstrução da rede. Na semana passada, esse tipo de auxílio também ocorreu em São Paulo, porém em menor intensidade, porque o vendaval afetou distribuidoras vizinhas e reduziu a disponibilidade de recursos de apoio.

    Comunicação com órgãos públicos e consumidores

    A Abradee destaca a importância da articulação entre distribuidoras, prefeituras, Defesa Civil e Corpo de Bombeiros para agilizar a remoção de árvores que caem sobre a rede aérea. Internamente, a comunicação com clientes também avançou: centros de operações das distribuidoras podem informar diretamente o consumidor quando detectam falta de energia, muitas vezes com estimativa de tempo para recomposição, reduzindo a sobrecarga nos call centers.

    Segundo Brandão, apesar dos investimentos, o setor reconhece que as condições climáticas vêm se tornando mais adversas, o que exige maior esforço e planejamento conjunto entre empresas, órgãos públicos e regulador.

    Fonte: Agência Brasil.

  • Relatório aponta soluções comunitárias para reduzir impactos da crise climática no Brasil

    Relatório aponta soluções comunitárias para reduzir impactos da crise climática no Brasil

    Um estudo elaborado pelo Greenpeace Brasil com apoio do Laboratório de Estudos do Clima e do Ambiente (UERJ) e da Brisa Soluções Ambientais mapeou soluções criadas por comunidades vulnerabilizadas para reduzir os efeitos da crise climática. Segundo o relatório, populações negras, indígenas, quilombolas, periféricas e rurais são as mais atingidas por enchentes, secas e ondas de calor e, ao mesmo tempo, vêm desenvolvendo respostas locais a esses desafios.

    Quem são as comunidades mais expostas

    O relatório destaca que territórios marcados por precariedade de moradia, saneamento, saúde, mobilidade e infraestrutura concentram os impactos dos eventos extremos. Em Recife (PE), por exemplo, bairros como Ilha de Deus, Coque e Mustardinha sofreram alagamentos severos nos últimos anos. No Pará, comunidades de Belém e da Ilha do Marajó lidam com a combinação de enchentes, marés altas e falta de drenagem e saneamento.

    No Complexo da Maré, no Rio de Janeiro, as moradias apresentam temperaturas internas que podem ficar até 8°C acima da média urbana, com sensação térmica superior a 60°C, o que afeta sobretudo crianças, idosos e mulheres. No Vale do Jequitinhonha (MG), comunidades quilombolas enfrentam longos períodos de estiagem que prejudicam cultivos locais como milho, feijão e mandioca.

    Soluções locais documentadas

    O relatório reúne iniciativas concretas levadas a cabo por comunidades e coletivos. No Amapá, o Coletivo Utopia Negra, junto à comunidade da Vila do Carmo do Maruanum (rural, em Macapá), instalou uma fossa séptica biodigestora (FSB). A tecnologia, descrita no estudo como de baixo custo e adaptável a áreas alagáveis, trata o esgoto por biodigestão e previne a contaminação do solo e da água.

    No Rio de Janeiro, o projeto Horto Natureza, fundado por um morador da comunidade do Horto, promove limpezas coletivas, plantio de árvores e educação ambiental. A ação resultou em regularização da coleta de lixo, acesso a saneamento básico e esforços para despoluir o Rio dos Macacos, segundo o Greenpeace.

    Em Recife, a Vila Arraes desenvolveu um plano comunitário de contingência, adaptação e mitigação das chuvas coordenado pelo Espaço GRIS Solidário em parceria com a Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). O plano incluiu capacitações com a Defesa Civil sobre protocolos de emergência em enchentes e riscos elétricos relacionados ao transbordamento do Rio Capibaribe.

    Barreiras para ampliar as iniciativas

    O estudo aponta que um dos principais entraves ao fortalecimento dessas soluções é o modelo de distribuição de recursos para a agenda climática. Segundo o Greenpeace, grande parte dos fundos é disponibilizada por meio de instrumentos de crédito, que são menos acessíveis a comunidades e organizações locais. Além disso, há burocracia associada à elaboração, submissão, gestão e prestação de contas de projetos.

    Para o relatório, não basta aumentar o volume de recursos: é preciso mudar a forma de distribuição para garantir acesso direto às comunidades e apoiar iniciativas que já funcionam nos territórios. O porta-voz da Frente de Justiça Climática do Greenpeace Brasil, Rodrigo Jesus, afirmou que reconhecer o protagonismo local e transformar experiências em políticas de escala nacional é um desafio central.

    Justiça climática e combate ao racismo ambiental

    A coordenadora da Frente de Justiça Climática do Greenpeace Brasil, Leilane Reis, enfatiza a importância de incorporar a justiça climática e o enfrentamento do racismo ambiental nas políticas de adaptação. O relatório sustenta que, em um país com desigualdades históricas de acesso a serviços e infraestrutura, políticas que não considerem essas dimensões tendem a reproduzir ou agravar vulnerabilidades.

    O estudo recomenda que a experiência acumulada pelas próprias comunidades — conhecimento tradicional, práticas e soluções locais — seja reconhecida e utilizada para orientar políticas públicas mais eficazes e justas.

    Fonte: Agência Brasil, com base no relatório ‘As soluções dos territórios: Adaptação Climática Baseada em Comunidades’, do Greenpeace Brasil, com apoio do Laboratório de Estudos do Clima e do Ambiente (UERJ) e da Brisa Soluções Ambientais.

  • Incêndios florestais avançam e ameaçam arredores de Bordeaux; França e Espanha registram evacuações em massa

    Incêndios florestais avançam e ameaçam arredores de Bordeaux; França e Espanha registram evacuações em massa

    Incêndios florestais progrediram em direção aos arredores da cidade histórica de Bordeaux, no sudoeste da França, enquanto autoridades francesas e espanholas lidam com chamas que já causaram evacuações em massa em ambos os países, segundo reportagem da Agência Brasil.

    Avanço dos incêndios perto de Bordeaux

    Na França, as chamas devastaram a península de Cap Ferret, destino turístico no litoral Atlântico, e se espalharam pelas áreas que cercam Bordeaux. O ministro do Interior, Laurent Nunez, afirmou à emissora France 2 que há um incêndio “que não está sob controle e que está se movendo na direção da área urbana” e descreveu a situação como “sem precedentes”, de acordo com a Agência Brasil.

    O prefeito de Bordeaux, Thomas Cazenave, informou que o incêndio estava a cerca de 15 quilômetros dos pontos de acesso da cidade. Apesar do avanço das chamas, Cazenave declarou no início do dia que não havia, naquele momento, planos de evacuação para toda a cidade — cuja área metropolitana reúne cerca de 850 mil habitantes — e as autoridades seguem monitorando a situação.

    Durante a madrugada, a polícia francesa realizou remoções porta a porta em municípios próximos, como Marcheprime e Cestas, pedindo aos moradores que deixassem suas casas enquanto os bombeiros tentavam conter o avanço do fogo. Autoridades divulgaram imagens de policiais batendo em portas e orientando a saída de residentes.

    Situação na Espanha: Ávila e Castellón

    Na Espanha, o primeiro-ministro Pedro Sánchez visitou zonas atingidas pelo incêndio na província de Ávila, uma das três na região central afetadas por grandes focos, ao lado de Madri e Toledo. Autoridades informaram que mais de 50 mil hectares foram consumidos em Ávila, caracterizando-se como o maior incêndio florestal da história recente do país, segundo a ministra do Meio Ambiente, Sara Aagesen, de acordo com a Agência Brasil.

    Outro incêndio na província de Castellón, no leste espanhol, destruiu mais de 4,3 mil hectares, relataram autoridades regionais. O governador regional de Valência, Juanfran Pérez, disse que o fogo “está fora de controle” e que a extinção é tecnicamente muito difícil devido às condições climáticas adversas.

    Impacto regional e relação com o clima

    As autoridades informaram que cerca de 220 mil pessoas deixaram suas casas na França; na Espanha, o número de pessoas retiradas passa de 75 mil, além de 30 mil que receberam ordem de permanecer em abrigos. Em toda a Espanha, mais de 150 mil hectares foram queimados desde janeiro, número que representa seis vezes a área destruída no mesmo período do ano passado, conforme dados citados pela Agência Brasil.

    Cientistas apontam que eventos como secas prolongadas e ondas de calor sucessivas têm se intensificado devido às mudanças climáticas, e as autoridades vinculam a maior escala e intensidade dos incêndios às condições cada vez mais extremas. O Reuters Climate Monitor, citado na reportagem, registra que em julho as temperaturas máximas médias em Bordeaux e Ávila chegaram a aproximadamente 32°C, quase 6°C acima do normal para o mês.

    Outros focos na Europa e efeitos colaterais

    Além da França e da Espanha, a reportagem da Agência Brasil relata incêndios significativos em outras partes da Europa. Na Escócia, cerca de 500 bombeiros combateram um grande incêndio no Parque Nacional de Cairngorms desde 15 de julho; residentes da vila de Nethy Bridge, inicialmente evacuados, puderam retornar no final de sábado após melhora das condições.

    Na Itália, diversos incêndios fecharam trechos do anel viário de Roma e uma rodovia de acesso à capital por várias horas, afetando o tráfego. Na região de Puglia, no sul, turistas foram retirados de resorts na área de Gargano, com apoio da guarda costeira para alguns resgates. Focos na Sicília e no litoral adriático ocasionaram interrupções temporárias em linhas ferroviárias, segundo a reportagem.

    Em pronunciamento vindo da residência de verão em Castel Gandolfo, o Papa Leão ofereceu apoio espiritual e pediu orações pelas populações afetadas e pelas equipes de resgate, conforme noticiado pela Agência Brasil.

    Próximos passos e vigilância

    As autoridades francesas disseram que continuarão avaliando a situação com “calma e realismo” e que manterão operações de proteção das áreas urbanas e das populações em risco. Em ambos os países, equipes de bombeiros, forças policiais e serviços de emergência seguem mobilizados para conter as chamas e apoiar as populações deslocadas.

    • Fontes principais: Agência Brasil e citações oficiais de autoridades locais.
    • Regiões mais afetadas: arredores de Bordeaux e península de Cap Ferret (França); províncias de Ávila e Castellón (Espanha).
    • Números citados: cerca de 220 mil evacuados na França; mais de 75 mil na Espanha e 30 mil em abrigos; mais de 50 mil hectares queimados em Ávila; 4,3 mil hectares em Castellón; 150 mil hectares queimados na Espanha desde janeiro.
  • Inmet emite alerta amarelo para tempestades em todo o Rio Grande do Sul; áreas seguem em risco de enchentes

    O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu um alerta amarelo para tempestades que podem alcançar todo o estado do Rio Grande do Sul no início desta semana, com maior intensidade prevista para a segunda-feira (27).

    O que o alerta indica

    O Inmet sinaliza possibilidade de chuva intensa — estimada entre 20 e 30 mm por hora ou até 50 mm no acumulado diário — ventos fortes de 40 a 60 km/h e queda de granizo. O instituto classifica o amarelo como perigo potencial, o primeiro dentre os três níveis de aviso que utiliza (amarelo, laranja e vermelho).

    Possíveis impactos

    • Baixo risco de corte de energia elétrica;
    • Possibilidade de danos em plantações;
    • Queda de galhos de árvores;
    • Risco de alagamentos em pontos vulneráveis.

    Risco de inundações e áreas mais afetadas

    A Defesa Civil do Rio Grande do Sul mantém o estado em alerta laranja para risco de inundações até quarta-feira (29). Duas regiões tiveram aviso vermelho; o perímetro citado inclui as áreas de Uruguaiana, Alegrete, São Gabriel, Rio Pardo e Canoas.

    Rios com risco de cheia (trechos indicados)

    • Baixo rio Uruguai (de São Borja a Uruguaiana);
    • Rio Jacuí (a partir de Dona Francisca até o Delta);
    • Rio dos Sinos (São Leopoldo);
    • Rio Ibirapuitã (Alegrete);
    • Rio Santa Maria (Dom Pedrito e Rosário do Sul);
    • Rio Ibicuí (Manoel Viana);
    • Rio Quaraí (Quaraí).

    Escalas de aviso da Defesa Civil do RS

    A Defesa Civil estadual adota cinco níveis de aviso: verde (normal), amarelo (atenção), laranja (alerta), vermelho (inundação) e roxo (inundação extrema).

    Fonte: Agência Brasil, com informações do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) e da Defesa Civil do RS.