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  • Anitta diz que fé e ancestralidade guiaram criação de álbum Equilibrivm II

    Anitta diz que fé e ancestralidade guiaram criação de álbum Equilibrivm II

    Em entrevista especial ao programa Sem Censura, exibido pela TV Brasil, a cantora Anitta detalhou a trajetória que desembocou no álbum Equilibrivm II. Segundo a artista, o oitavo disco da carreira, com 17 faixas, mistura atabaques, agogôs, sanfonas e batidas de funk e tem como base experiências de fé, ancestralidade e busca por equilíbrio.

    Origens religiosas e referências pessoais

    Anitta afirmou que a ligação com as religiões afro-brasileiras a acompanha desde a infância. Ela disse ser devota do candomblé e registrou ser filha de Logunedé, orixá associado a aspectos como beleza e inteligência. A cantora contou que, ainda menina, frequentava aos domingos a igreja com a mãe, enquanto o pai participava de práticas de umbanda e depois passou a atuar como pai de santo no candomblé.

    Essas referências, conforme a própria artista explicou, não são apenas um recorte estético para o álbum, mas elementos conectados à sua história pessoal e espiritualidade que acabaram por se refletir nas escolhas sonoras do disco.

    Silêncio público, cobrança e o processo de fé

    Anitta relatou que, em 2018, passou por um período em que recebeu muitas cobranças por não se posicionar politicamente nas redes sociais. Ela explicou que, naquele momento, vivia um processo religioso intenso: “fazendo santo” — prática que, nas palavras da cantora, a levou a um período de reclusão no terreiro.

    A artista descreveu que, durante essa fase, chegou a permanecer deitada com o santo de cabeça no terreiro por aproximadamente um mês, o que a levou a optar por falar publicamente sobre sua relação com o candomblé apenas depois.

    Desgaste físico, terapia e o retiro criativo

    Outra dimensão mencionada por Anitta foi o desgaste físico causado pela rotina profissional. Ela disse que enfrentou um período em que tinha folga, em média, apenas uma vez por mês, viajava com frequência e dormia em voos por grande parte da semana, situações que, segundo a cantora, afetaram a capacidade de recuperação do corpo e geraram um quadro de inflamação.

    Há cerca de quatro anos, Anitta afirmou ter procurado a terapeuta Max Tovar. A cantora relatou ter participado de um retiro conduzido por essa aproximação terapêutica, onde escreveu parte das falas e reflexões que passaram a integrar Equilibrivm II.

    Influências culturais e equipe do projeto

    No programa, Anitta também comentou a influência da cantora Carmen Miranda em sua trajetória. Ela disse que, ao ler o primeiro livro sobre Miranda, identificou semelhanças de personalidade e refletiu sobre os limites da exposição pública. A artista mencionou ter visto um trecho de Miranda dançando e tropeçando, episódio que a levou a dizer que precisava “mudar esse final” em sua própria carreira, em referência à preocupação com saúde e exposição.

    O episódio de Sem Censura em que a entrevista foi exibida contou com apresentação de Cissa Guimarães e a participação de Nídia Aranha, diretora artística do projeto e diretora criativa de Equilibrivm II, do babalorixá e antropólogo Rodney William, do jornalista e empresário Hugo Gloss e da debatedora Luana Xavier. A edição especial foi exibida na terça-feira (11), conforme registro do programa e comunicado da TV Brasil.

    Onde assistir

    O programa especial com a entrevista foi veiculado pela TV Brasil; a emissora disponibilizou a edição completa à audiência, conforme menciona a cobertura da Agência Brasil.

    As declarações e informações sobre o álbum e o processo criativo foram relatadas durante a participação de Anitta no Sem Censura e registradas pela Agência Brasil, com base na transmissão da TV Brasil.